Do pélago dos pélagos sombrios,
Cá do seio da Terra olhando as vidas,
escuto o murmurar de almas perdidas,
como o secreto murmurar dos rios.
Trazem-me os ventos negros calafrios e
os soluços das almas doloridas
que têm sede das Terras prometidas
e morrem como abutres erradios.
As ânsias sobem, as tremendas ânsias!
velhices, mocidades e
as infâncias
humanas entre a Dor se despedaçam...
Mas sobre tantos convulsivos gritos,
passam horas, espaços, infinitos,
esferas, gerações, sonhando, passam!
Fonte: www.dominiopublico.gov.br