Ó céu estéril dos desesperados,
forma impassível
de cristal sidéreo,
dos cemitérios velho cemitério
onde dormem os astros delicados.
Pátria d’estrelas dos abandonados,
casulo azul do anseio vago,
aéreo,
formidável muralha de mistério
que deixa os corações desconsolados.
Céu imóvel milênios e milênios,
tu que iluminas a visão dos Gênios
E ergues das almas o sagrado acorde.
Céu estéril, absurdo, céu imoto,
faz dormir no teu seio o Sonho
ignoto, esta serpente que alucina e morde...
Fonte: www.dominiopublico.gov.br