Muito embora as estrelas do Infinito
lá de cima me acenem carinhosas
e desça das esferas luminosas
a doce graça de um clarão bendito;
Embora o mar, como um revel proscrito,
chame por mim nas vagas ondulosas
e o vento venha em cóleras medrosas o
meu destino proclamar num grito,
neste mundo tão trágico, tamanho,
como eu me sinto fundamente estranho e
o amor e tudo para mim avaro...
Ah! como eu sinto compungidamente,
por entre tanto horror indiferente,
um frio sepulcral de desamparo!
Fonte: www.dominiopublico.gov.br