Um ser na placidez da Luz habita,
entre os mistérios inefáveis
mora.
Sente florir nas lágrimas que chora
A alma serena, celestial,
bendita.
Um ser pertence à música infinita das
Esferas, pertence à luz
sonora das
estrelas do Azul e hora por hora na
Natureza virginal palpita.
Um ser desdenha das fatais poeiras,
dos miseráveis ouropéis
mundanos
e de todas as frívolas cegueiras...
Ele passa, atravessa entre os humanos,
como a vida das vidas forasteiras
fecundada nos próprios desenganos.
Fonte: www.dominiopublico.gov.br