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As Cruzadas

As cruzadas foram tropas ocidentais enviadas à Palestina para recuperarem a liberdade de acesso dos cristãos à Jerusalém. A guerra pela Terra Santa, que durou do século XI ao XIV, foi iniciada logo após o domínio dos turcos sobre os mulçumanos. Após domínio da região, os turcos passaram impedir ferozmente a peregrinação dos europeus, através da captura e do assassinato, de muitos peregrinos que visitavam o local unicamente pela fé.

Primeira Cruzada (1095 - 1099)

A Primeira Cruzada partiu da Europa, em 1096, depois de convocada por Urbano II em 1095, na cidade francesa de Clermont-Ferrand. Isso aconteceu em oposição ao impedimento da peregrinação dos europeus. Muitos camponeses foram a combate pela promessa de que receberiam reconhecimento espiritual e recompensas da Igreja; contudo, esta primeira batalha fracassou e muitos perderam suas vidas em combate.

Segunda Cruzada (1147 - 1149)

Como a situação dos cristãos era precária, em 1144 os muçulmanos reconquistaram Edessa. São Bernardo, em 1147, pregou na Europa a Segunda Cruzada. De Ratisbona, na Alemanha, partiram o imperador Conrado II e Luís VII da França. Chegaram a Antioquia e Acre, mas foi em vão que tentaram conquistar Damasco. Até então, o Califado do Oriente fora dirigido por soberanos turcos, que haviam adotado uma política conciliatória em relação aos cristãos. Mas o califa Nuredin foi substituído por seu Vizir, Saladino, que retomou a ofensiva contra os cristãos e ocupou Jerusalém em 1187.

Terceira Cruzada (1189 - 1192)

Essa Cruzada foi convocada em 1189. Frederico Barba-Ruiva, Ricardo Coração de Leão e Felipe Augusto se comprometeram a partir. Frederico morreu na Ásia Menor, enquanto Ricardo e Felipe, que vinham por mar, se desentenderam. Depois da tomada de Acre, Felipe regressou à França. Ricardo permaneceu na Palestina, chegando a vencer Saladino na Batalha de Arsuf, mas suas tropas estavam depauperadas, sem condições de sitiar Jerusalém. Ricardo fez então um acordo diplomático com Saladino e regressou à Europa.

Quarta Cruzada (1202 - 1204)

O malogro da terceira Cruzada causou grande impressão no Ocidente. Inocêncio III, que recém assumira o pontificado, pregou então a Quarta Cruzada, a partir de 1202. Esta cruzada não chegou a combater os muçulmanos, limitando-se a atacar e pilhar populações cristãs. Por esse motivo, seus participantes chegaram a ser excomungados por Inocêncio III.

Quinta Cruzada (1217 - 1221)

Esta Cruzada teve como chefes João de Brienne e Leopoldo VI da Áustria. A expedição tocou em Acre e depois avançou para o Egito, sem conseguir conquistá-lo.

Sexta Cruzada (1228 - 1229)

A Sexta Cruzada foi conduzida por Frederico II, da Alemanha; este, mediante negociações, entrou em acordo com o sultão de Bagdá, recebendo algumas concessões econômicas e o ´titulo de rei de Jerusalém.

Sétima e Oitava Cruzadas (1248 - 1250 e 1270)

Estas Cruzadas foram chefiadas pro Luís IX da França. Em 1248 o monarca desembarcou no Egito, onde foi feito prisioneiro. Libertado depois de pagar resgate, retomou a ofensiva em 1270 e desembarcou em Túnis, no Norte da África, onde morreu vitimado pela peste.

Durante algum tempo, os cristãos ainda reteriam certos pontos de apoio na Ásia. A última posição a cair nas mãos dos muçulmanos foi São João d'Acre, em 1291.

A realidade agrária feudal européia, que já estava em crise, iria entrar em um irreversível processo de desintegração.

Fonte: www.passeiweb.com

As Cruzadas

As Cruzadas e a Santa Igreja na idade media

As Cruzadas são tradicionalmente definidas como expedições de caráter "militar" organizadas pela Igreja, para combaterem os inimigos do cristianismo e libertarem a Terra Santa (Jerusalém) das mãos desses infiéis. O movimento estendeu-se desde os fins do século XI até meados do século XIII. O termo Cruzadas passou a designá-lo em virtude de seus adeptos (os chamados soldados de Cristo) serem identificados pelo símbolo da cruz bordado em suas vestes. A cruz simbolizava o contrato estabelecido entre o indivíduo e Deus. Era o testemunho visível e público de engajamento individual e particular na empreitada divina.

O movimento das cruzadas e seu significado

O movimento cruzadista foi motivado pela conjugação de diversos fatores, dentre os quais se destacam os de natureza religiosa, social e econômica. Em primeiro lugar, a ocorrência das Cruzadas expressava a própria cultura e a mentalidade de uma época. Ou seja, o predomínio e a influência da Igreja sobre o comportamento do homem medieval devem ser entendidos como os primeiros fatores explicativos das Cruzadas. Partindo desse princípio, podemos afirmar que as peregrinações em direção a Jerusalém, assim como as lutas travadas contra os muçulmanos na Península Ibérica e contra os hereges em toda a Europa Ocidental, foram justificadas e legitimadas pela Igreja, através do conceito de Guerra Santa, a guerra divinamente autorizada para combater os infiéis, os hereges e todos os demais que não aceitavam a igreja.

Tendo como base a intensa religiosidade presente na sociedade feudal a Igreja sempre defendia a participação dos fiéis na Guerra Santa, prometendo a eles recompensas divinas, como a salvação da alma e a vida eterna, através de sucessivas pregações realizadas em toda a Europa.

O Papa Urbano II, idealizador da Primeira Cruzada, realizou sua pregação durante o Concílio de Clermont rompida com a separação da Igreja no Cisma do Oriente, o Papa assim se dirigiu aos fiéis. A ocorrência das Cruzadas Medievais deve ser analisada também como uma tentativa de superação da crise que se instalava na sociedade feudal durante a Baixa Idade Média. Por esta razão outros fatores contribuíram para sua realização. Muitos nobres passam a encarar as expedições à Terra Santa como uma real possibilidade de ampliar seus domínios territoriais.

Aliada a esta questão deve-se lembrar ainda de que a sucessão da propriedade feudal estava fundamentada no direito de primogenitura. Esta norma estabelecia que, com a morte do proprietário, a terra deveria ser transmitida, por meio de herança, ao seu filho primogênito. Aos demais filhos só restavam servir ao seu irmão mais velho, formando uma camada de "nobres despossuídos", a pequena nobreza, interessada em conquistar territórios no Oriente por meio das Cruzadas.

Tanto a Cruzada Popular como a das Crianças foram fracassadas. Ambas tiveram um trágico fim, devido à falta de recursos que pudessem manter os peregrinos em sua longa marcha. Na verdade, as crianças mal alcançaram a Terra Santa, pois a maioria morreu no caminho, de fome ou de frio. Alguns chegaram somente até a Itália, outros se dispersaram, e houve aqueles que foram seqüestrados e escravizados pelos mulçumanos. Com os mendigos da Cruzada Popular não foi diferente.

Embora tivessem alcançado a cidade de Constantinopla (sob péssimas condições), as autoridades bizantinas logo trataram de afastar aquele grupo de despossuídos. Para tanto, o bispo de Constantinopla incentivou os peregrinos a lutarem contra os infiéis da Ásia. O resultado não poderia ser outro: sem condições para enfrentar os fanáticos turcos seldjúcidas, os abnegados fiéis foram massacrados. Além dessas duas cruzadas, tiveram ainda oito cruzadas oficialmente organizadas, em direção à Terra Santa.

Guerra Santa liberou o comércio

No século XI, dentro do contexto histórico da expansão árabe, os muçulmanos conquistaram a cidade sagrada de Jerusalém. Diante dessa situação, o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada (1096), com o objetivo de expulsar os "infiéis" (árabes) da Terra Santa. Essas batalhas, entre católicos e muçulmanos, duraram cerca de dois séculos, deixando milhares de mortos e um grande rastro de destruição.

Ao mesmo tempo em que eram guerras marcadas por diferenças religiosas, também possuíam um forte caráter econômico. Muitos cavaleiros cruzados, ao retornarem para a Europa, saqueavam cidades árabes e vendiam produtos nas estradas, nas chamadas feiras e rotas de comércio. De certa forma, as Cruzadas contribuíram para o renascimento urbano e comercial a partir do século XIII. Após as Cruzadas, o Mar Mediterrâneo foi aberto para os contatos comerciais.O que foram as cruzadas naquele determinado momento? No momento em que o Papa Urbano chama os fiéis para as cruzadas, havia um interesse muito grande em terras. A nobreza já não tinha mais como dividir as terras. A Europa precisava de uma expansão.

Ao mesmo tempo a Igreja precisava barrar o avanço do islamismo, pois ele avançava em passos largos sobre a Europa, pois já havia chegado à península Ibérica e tomado todo norte da África. Então, a idéia de tomar a Terra Santa, onde Jesus nasceu e morreu, e que estava na mão de infiéis, explica o motivo religioso das cruzadas. Havia um motivo religioso que era forte no momento das cruzadas. Mas existia também uma motivação econômica e uma motivação psicológica.

As cruzadas modificaram a Europa profundamente, trazendo novos elementos que mudaram a vida das populações européias daquela época. A economia modificou-se radicalmente. Deixou de apenas produzir alimentos; conheceu novos produtos, aprendeu novos métodos de trabalho; e enriqueceu com novas indústrias. Politicamente, as cruzadas selaram a ruína do Sistema Feudal. Antes de partir os senhores penhoraram suas terras aos camponeses. A liberação desses camponeses ficou mais fácil ainda. Além disso, houve grande quantidade de pessoas que foram e não voltaram.

Principais Repercussões

Se tomarmos como referência somente a essência religiosa das Cruzadas, podemos afirmar que estes movimentos fracassaram, ou seja, não atingiram seu principal objetivo: libertar a Terra Santa do domínio mulçumano.

Na verdade, os cristãos obtiveram algumas vitórias isoladas que possibilitaram, inclusive, a formação dos Estados Latinos do Oriente: O Reino de Jerusalém, os Condados de Edessa e Trípoli e o Principado de Antioquia. Mas, a fundação desses territórios, após a Primeira Cruzada, representou apenas um aparente domínio dos cristãos sobre regiões orientais, pois os mulçumanos logo retomaram o controle a partir do século XIII.

Devemos considerar, no entanto, algumas decorrências indiretas provocadas pelos cruzados em suas expedições. De maneira geral, houve a expansão da cristandade pela Europa Oriental (parte da Grécia e dos Bálcãs), Setentrional (Escandinávia) e o início do processo de reconquista da Península Ibérica. Vale ressaltar ainda outro resultado indireto extremamente negativo: a intolerância religiosa cada vez mais acentuada, especialmente com relação à comunidade judaica na Europa. O aumento do anti-semitismo entre os cristãos culminou com o massacre de milhares de judeus em todo o continente europeu.

Vale ressaltar que houve o restabelecimento das rotas comerciais entre Europa e Ásia. Com as Cruzadas, o Ocidente retoma o controle das rotas comerciais, pondo fim ao domínio árabe no Mediterrâneo e, a partir da intensificação das relações comerciais, outras grandes mudanças foram geradas na sociedade feudal. Ocorre o desenvolvimento das cidades, o surgimento de uma rica camada de comerciantes (a burguesia), a expansão dos mercados, o aumento da circulação monetária, o despertar do espírito de lucro e a difusão do racionalismo econômico.

Vale lembrar também que o movimento das Cruzadas contribuiu para o retrocesso da servidão medieval, pois alguns aristocratas, precisando de recursos para suas expedições, vendiam a liberdade para os servos. Havia ainda a ocorrência de fugas, em algumas propriedades, onde a ausência dos senhores facilitava a libertação. A fuga era empreendida por alguns camponeses entusiasmados em participar das Cruzadas ou por aqueles que procuravam uma nova vida nos centros urbanos, tornando-se artesãos ou comerciantes.

Finalmente, vale destacar algumas repercussões de caráter cultural promovidas pelas Cruzadas. Podemos afirmar que o contato com as requintadas civilizações orientais (bizantina e árabe) provocou um refinamento no modo de vida europeu. Uma grande quantidade de produtos do Oriente foi trazida à Europa. Dentre eles, destacam-se o café, o cravo, a canela, a pimenta, o arroz, o algodão, etc. Também foram assimiladas novas técnicas de cultivo, de produção de ferro, de fabricação de tecidos, bem como novas práticas financeiras e comerciais.

O grande desenvolvimento do comércio que as cruzadas propiciaram foi um dos fatores das profundas transformações que levaram do Modo de Produção Feudal ao Modo de Produção Capitalista na Europa durante os séculos seguintes; em outras palavras, aquelas grandes expedições de caráter primordialmente ou alegadamente religioso prepararam o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna.

As cruzadas ajudaram a expandir as atividades comerciais, pelo menos por três motivos: os cruzados não eram os únicos a irem às expedições cruzadistas, os viajantes mercadores iam juntos, e assim serviam como abastecedores dos peregrinos com seus produtos. Os cruzados voltavam para suas terras de origem com um gosto pelos novos luxos e confortos descobertos durante a viagem. As cidades italianas, principalmente Veneza e Gênova, ficaram imensamente ricas com o comércio desses produtos na Europa.

Conclusão

Com as cruzadas, muitos camponeses puderam deixar os domínios senhoriais. O campo perdeu população, e as velhas cidades receberam uma boa parte desses camponeses que deixaram os domínios senhoriais. Engolindo a derrota sofrida, os cristãos tinham todos os motivos para odiar os árabes. Mas esta raiva sentida vinha junto com a admiração e a inveja sentida diante de um inimigo sofisticado, que possuía muitos conhecimentos que para os europeus eram desconhecidos.

As Cruzadas não alcançaram sua meta principal, que era garantir o domínio cristão de Jerusalém. Em compensação, o encontro entre as duas culturas fecundou a Europa. A maravilhosa porta do Oriente foi aberta e os árabes transmitiram uma porção de novidades aos ocidentais. Imagine a sensação que um cruzado causava quando voltava para sua terra. Além de histórias sobre suas aventuras militares, trazia presentes sensacionais comprados de mercadores árabes. Produtos lindos, que vinham de lugares em que nenhum outro europeu jamais tinha pisado. Tapetes persas, pimentas, açúcar, cravo e canela da índia, porcelana chinesa, seda do Japão, tecidos, perfumes exóticos, pérolas.

Não é difícil concluir que essas cruzadas despertaram o comércio ativo entre europeus e os árabes. O Mar Mediterrâneo voltou a ser atravessado por navios abarrotados de mercadorias. Os lugares que mais cresceram com isso foram às cidades italianas, especialmente Gênova e Veneza. A espada dava lugar ao lucro.

Em muitos outros aspectos as cruzadas foram um desastre! Os cruzados não conseguiram expulsar definitivamente os muçulmanos E isso durou por séculos, chegando até os nossos dias.

Robson Stigar

Fonte: www.webartigos.com

As Cruzadas

Cruzadas, (termo espanhol, cruzada “marcada com uma cruz”) é o nome dado a uma série de guerras efetuadas pelos cristãos da Europa ocidental com a bênção – e a pedido - dos Papas, de 1095 até à metade do séc. XV, com o objetivo de retomar e defender o Santo Sepulcro, em Jerusalém, que estava na posse dos Muçulmanos. Em seu sentido lato, uma cruzada era uma guerra sancionada e apoiada pelo papa romano, dirigida contra todos os inimigos de Cristo.

AS CAUSAS

A causa imediata das cruzadas foi a interrupção da visita dos peregrinos ao Santo Sepulcro, como resultado da conquista dos turcos Seldjúcidas no séc. XI. Em 1055 o Seldjúcida Togrul Beg obrigou o seu suposto chefe, o Califa Abássida de Bagdá, que era sunita, a garantir-lhe o título de sultão. Após a batalha de Manzikert em 1071, bandos de turcos nômades arrasaram na Anatólia o que restava do antigo Império Bizantino, dificultando bastante a passagem dos peregrinos da Europa.

Após a morte do sultão Malik Shah em 1092, os seus emires entraram em guerra com a Síria, com a Palestina e com as demais províncias Abássidas, pertencentes ao Califa de Bagdá, interrompendo totalmente a visita dos peregrinos ao Santo sepulcro. A viagem de numerosos grupos de peregrinos europeus à Terra Santa era, à época, cada vez mais freqüente. Daí o clamor destes peregrinos por não terem mais acesso a Jerusalém. Uma segunda causa para a realização das cruzadas foi a liberação de energias que se tinham acumulado na Europa Ocidental. Por cerca de 200 anos os europeus sofreram guerras movidas pelos Sarracenos, pelos Vikings e pelos Húngaros. Mas no início do séc. XI os vikings e os húngaros já estavam cristianizados e de algum modo foi estabelecida uma ordem e uma lei pelos príncipes feudais e pelos prelados, enquanto que o comércio recomeçava a crescer e a moeda a circular.

Na época, a Igreja estava altamente envolvida na grande reforma Beneditina dos mosteiros, liderada pela Abadia de Cluny, na organização de um número sempre crescente de peregrinações à Terra Santa e pela redução das guerras religiosas contra os muçulmanos na Espanha e na Sicília. A cidade de Toledo, na Espanha, foi reconquistada aos árabes em 1085; a base árabe de Mahdia, na Tunísia, tinha sido conquistada pelos Genoveses e seus aliados de várias regiões da Itália, em 1087; os últimos muçulmanos foram expulsos da Sicília em 1091. Todas estas guerras foram abençoadas pelo Papa, que assim abriram precedentes para as futuras cruzadas.

O mais importante de tudo eram os planos do Papa Urbano II, um discípulo e protegido do Papa Gregório VII e um proeminente líder do movimento pela reforma dos Beneditinos de Cluny. Esta reforma previa a imposição de uma disciplina rígida, pura e universal para a Igreja, para livrá-la de todas as acusações de controle feudal e para consolidar a figura do Papa como vigário de Cristo para governar a igreja universal e para orientar as atividades do ser humano no serviço de Deus. Governar a igreja universal implicaria não só controlar a Europa Ocidental, mas também administrar a ruptura causada pelo cisma de 1054 entre o papado e o patriarca e imperador Bizantino, e atuar de modo a conseguir o reconhecimento da supremacia papal sobre toda a cristandade, tanto no ocidente quanto no oriente.

Depois de sua eleição em 1088, o papa Urbano II reativou os contatos com os Bizantinos, mas considerando que tanto ele quanto o Imperador de Bizâncio, Alexius I, estavam por demais ocupados em fortalecer suas posições em seus próprios domínios, nada de importante aconteceu nesta área por alguns anos. Na primavera de 1095, Urbano convocou o Concílio de Piacenza, para discussão de assuntos eclesiásticos. Alexius fez então um apelo a este Concílio, pedindo recrutas para a sua marinha, para combater os turcos. Urbano convocou para discutir o problema o Concílio de Clermont, em Auvergne, em novembro de 1095. Todavia, em vez de pedir marinheiros para a armada de Bizâncio, Urbano solicitou e obteve autorização para formar a sua própria armada, como, aliás, tinha tentado o seu antecessor, o Papa Gregório VII. O símbolo desta armada era uma cruz e o seu comandante seria um legado do Papa. O objetivo desta armada era auxiliar Alexius de Bizâncio a expulsar os turcos da Anatólia e em seguida recuperar a posse do Santo Sepulcro em Jerusalém.

Este último objetivo não estava nos planos de Alexius, que tinha objetivos mais urgentes. Não se sabe se Urbano levantou na ocasião a questão da supremacia papal. A cruzada subseqüente indica que Urbano pretendeu restaurar o seu domínio sobre os Gregos Ortodoxos.

A PRIMEIRA CRUZADA

O apelo de Urbano para a realização desta cruzada mobilizou a cristandade ocidental. Foi criada não só uma armada no sul da França, mas também duas armadas no norte deste mesmo país e uma na Apúlia, no sul da Itália, todas elas comandadas por príncipes feudais. Também foram formados batalhões de soldados, sob o comando de diversos líderes populares. A grande armada formada na Provença, liderada pelo poderoso Raimundo IV, conde de Toulouse, era acompanhada por Adhemar de Monteil, bispo de Le Puy, legado do Papa. Contingentes do norte eram liderados por Robert II Curthose, duque da Normandia; por Robert II, conde de Flandres e por Godfrey de Bouillon, duque da Baixa Lorena; por Stephen Henry, conde de Blois e por Hugh, conde de Vermandois. Do ducado Normando da Apúlia veio também Bohemund, filho de Robert Guiscard, com uma pequena, porém excelente armada.

Estes líderes, seja por sua posição seja por seu temperamento, não se dispuseram a serem comandados por Raymond ou qualquer outro comandante, e ficou claro que o legado papal teria de ter muito tato para os controlar. Estas forças de cruzados Francos, como foram chamadas, chegaram a Constantinopla entre julho de 1096 e maio de 1097. Godfrey de Bouillon – que seria depois um dos fundadores da Ordem do Templo – estava na Hungria; Raymond estava na Dalmácia e os outros na Apúlia e na Albânia.

Alexius, que simplesmente pedira marinheiros para a sua esquadra, ao contrário, recebeu hordas indisciplinadas de soldados, juntamente com peregrinos, padres e outros não combatentes, sob o comando de líderes que ele não podia controlar. Bohemund, que tinha acompanhado Robert Guiscard numa perigosa invasão das possessões Bizantinas na Albânia e na Grécia entre 1081 e 1085, de maneira irônica, solicitou a Alexius o comando das operações de todo o Oriente. Se concedido, isto faria dele o vice-rei, com poderes imperiais sobre todas as terras que os cruzados pudessem conquistar. Não se sabe se Alexius atendeu ao pedido, mas sabe-se que ele exigiu dos príncipes Francos o juramento de que lhe entregariam todo o território conquistado pelos turcos, que antes fizesse parte de seu reinado. Isto significava que Alexius esperava o retorno da península da Anatólia e da cidade de Antioquia aos seus domínios, não se importando com os territórios que fossem conquistados na Palestina pelos cruzados.

Assim, os Francos e os Bizantinos começaram ressentidos uns com os outros a sua jornada pela Ásia Menor, onde cercaram e obtiveram a rendição da cidade de Nicéia em 1097, que só não foi saqueada pelos Francos devido à intervenção das tropas Bizantinas. Este fato intensificou o ressentimento dos Francos em relação aos Gregos, cujos costumes religiosos eram diferentes e cujo nível cultural era superior ao seu. Apesar das diferenças entre os dois exércitos, toda a Anatólia foi reconquistada aos turcos seldjúcidas e retornou para o domínio de Alexius. Nesse meio tempo, a esquadra principal dos cruzados lançou âncora nas proximidades de Antioquia, cidade ao norte da Síria, em outubro de 1097. Esta cidade foi tomada a 3 de junho de 1098. Em seu caminho pela costa da Síria com destino a Jerusalém, os Francos conquistaram todas as cidades por onde passaram. Estas cidade eram domínio do Califa do Cairo. Finalmente, após sangrenta luta, os Francos conquistaram Jerusalém e recuperaram a posse do Santo Sepulcro em 15 de julho de 1099, com grande mortandade de cristãos, árabes e judeus. Na ocasião, a cidade era governada pelos árabes xiitas.

Existiram no total oito cruzadas, a última, decidida em 1267 por Louis IX de França, que não chegou a Jerusalém porque Luiz IX morreu na Tunísia em 1270. A quarta cruzada não foi contra os árabes, mas contra os Albingenses, que professavam a religião Cátara e que foram massacrados pelos cruzados em Béziers em 1209 (60.000 mortos) e em 1211, nas cidades de Castres, Pamiers, Albi, Minerve, etc. Em 1219, houve o massacre da cidade de Marmande, durante o qual homens mulheres e crianças pereceram. Por último a cidade de Montségur foi transformada em uma fogueira, onde morreram todos os Cátaros que restavam. Eles adotavam a Bíblia, acreditam em Deus, mas eram dualistas, isto é acreditavam só na existência de dois princípios opostos, o Bem e o Mal. Isto era considerado herege pela Igreja de Roma.

Os Cátaros eram franceses, da região do Languedoc (Langue d’OC)

O FIM DAS CRUZADAS

O ideal das cruzadas não tinha morrido. Os Papas – os Pontífices, os construtores de pontes, os árbitros da Paz – continuaram a pregar mais cruzadas contra os muçulmanos, porém a sua voz deixou aos poucos de ser ouvida. Apesar disso, várias expedições foram iniciadas, uma das quais saqueou Alexandria no Egito, em 1365.

Outras expedições foram enviadas não só contra a Terra Santa, mas também contra a cidade de Esmirna (1344) e mais duas invasões nos Bálcãs, que terminaram em derrota em Nikopol (1396) e em Varna (1344).

O príncipe português, dom Henrique o Navegador, o genovês Cristóvão Colombo e o almirante português dom Afonso de Albuquerque (conquistador da Índia e das cidades que controlavam a navegação no golfo pérsico) foram todos solenemente aclamados, porque as suas viagens restringiram o domínio muçulmano à parte oriental do mar Mediterrâneo.

Na Dieta de Augsburg, em 1530, os Luteranos, piedosamente, concordaram com os católicos em abrir guerra contra os Turcos – que tinham conquistado recentemente a Hungria – retornando depois às suas próprias divergências religiosas com o Papa. Desta expedição participou a armada portuguesa ,que junto com a francesa, derrotou os turcos no cabo de Matapão. Na verdade, a Europa Ocidental tinha, desde o início, aplaudido a idéia de uma guerra santa. No entanto, devido aos seus próprios problemas, nenhuma outra cruzada recebeu tanto apoio quanto a primeira. As guerras dos cavaleiros Teutônicos nas praias do mar Báltico, a Guerra dos Cem Anos na França, a reconquista da Espanha dos Mouros e as campanhas contra os Turcos Otomanos, desviaram a atenção do Santo Sepulcro. Além disso, os Papas, desde o cisma com a Igreja Ortodoxa, nunca mais estiveram em condições de pregar por novas cruzadas com sucesso.

Finalmente, o nascimento das monarquias nacionais, a difusão do comércio, o aumento de influência da classe média, a gradual eliminação do feudalismo, a Renascença, as Grandes Descobertas Marítimas de Portugal e da Espanha, e a Reforma de Lutero, tudo isso contribuiu para que o ideal das cruzadas desaparecesse da mente coletiva européia.

OS RESULTADOS DAS CRUZADAS

Um trágico resultado das cruzadas foi a destruição do império e da civilização Bizantina. Os Bizantinos nunca se recuperaram depois da quarta cruzada. O seu governo, restaurado em Constantinopla em 1261 era uma pálida sombra do império anterior, e caiu para os Turcos Otomanos em 1453, ano que marcou a Renascença européia. Desde daí ocorreu o declínio da cultura cristã ortodoxa. Assim foi destruída a esperança do Papa Urbano II de unir a cristandade do Oriente com a do Ocidente.

Um segundo resultado das cruzadas foi o triunfo militar do Islam no Oriente Médio. Não só os cruzados foram rechaçados, mas o Islam, sob o comando dos turcos otomanos, atacaram e conquistaram parte dos Bálcãs nos séc. XIV e XV, chegando às portas de Viena d’Áustria nos séc. XVI e XVII. Somente em Portugal, na Espanha e na costa oriental do mar Báltico, conseguiu o movimento dos cruzados estender a conquista Cristã de maneira permanente.

Por outro lado, o Islam também foi muito afetado pelas cruzadas. Considerando que os muçulmanos tinham sido bastante tolerantes com os cristãos e judeus cujo território haviam conquistado, o rude tratamento que receberam dos cruzados por três ou quatro séculos tornou-os totalmente intolerantes, principalmente nas regiões governadas pelos sultões Mamelucos e Otomanos. A própria cultura árabe sofreu com as invasões dos cruzados.

Quando as cruzadas começaram, o Islam possuía um notável nível cultural, bastante superior ao da Europa. Quando as cruzadas terminaram a situação estava invertida, com os europeus ostentando nível cultural superior ao dos árabes. Esta mudança não pode ser atribuída às cruzadas, mas sim à transferência do conhecimento árabe para a Europa, através da Espanha, da Sicília e da Renascença.

O comércio no Mediterrâneo foi altamente estimulado pelas cruzadas. Especiarias, tapeçarias, almofadas, drogas, frutas, açúcar, joalheria, perfumes, vidro e refinados produtos de aço, além de grãos, madeira, cavalos, eram trazidos dos portos árabes da África e do Mediterrâneo Oriental para a Europa. Os navios árabes passavam o Estreito de Gilbraltar (Djebel al Tarik. Obs. Tarik foi o árabe que comandou a invasão da Europa no ano 711. Daí o estreito ter o seu nome) e subiam até ao norte da Europa.

Uma outra importante conseqüência das cruzadas no ocidente foi, a introdução da cultura árabe que trouxe, além dos novos conceitos de arquitetura e de pintura, também trouxe a vasta literatura em forma de estórias, lendas, canções, crônicas e a historiografia. Muitas destas canções e contos fazem parte hoje do vernáculo e da cultura de vários países, principalmente de Portugal, da Espanha e da França.

Ao contrário, a Europa ocidental pouco ou nada contribuiu para enriquecer intelectualmente o mundo islâmico. Na época das cruzadas, o Ocidente tinha muito pouco para oferecer ao Islamismo.


ANTÓNIO ROCHA FADISTA

Fonte: www.maconaria.net

as cruzadas

O fenômeno das cruzadas foi, sem dúvida, muito importante na Idade Média. Diversas ordens de cavaleiros foram criadas com o intuito de lutar na Terra Santa neste período. Este modesto artigo pretende relatar o movimento e estimular o interesse dos irmãos pelo assunto pois algumas destas ordens tem influência significativa na Ordem Maçônica.

Costuma-se dizer que existiram oito cruzadas. Entretanto, alguns autores classificam como tal alguns movimentos populares e sem apoio da Igreja ou do Estado como a "Cruzada do Povo" e a "Cruzada das Crianças". Alguns consideram a "Cruzada Veneziana" como um movimento meramente político que não merece ser considerado como campanha cruzadista visto que o objetivo primordial destes movimentos era expulsar os muçulmanos da Terra Santa unindo, assim, o Mundo Cristão. Resumiremos, agora, as principais campanhas.

Cruzada do Povo (1095)

Comandada por Pedro, o eremita. Era composta por uma massa de aproximadamente dezessete mil homens sem equipamentos nem experiência de combate. Marcharam até Constantinopla aonde o Imperador, temendo um saque, embarcouos, o mais rápido possível, para a Asia Menor. Ao chegar, atacaram a cidade de Nicéia sem plano nem estratégia, sendo assim esmagados pelos turcos.

A Primeira Cruzada (1096)

Liderada por Godofredo de Bulhões. Constavam nesta cruzada alguns dos mais importantes nomes da nobreza feudal da época e era composta por aproximadamente 150.000 homens. Após três anos de campanha, tomaram Jerusalém em 15 de Julho de 1099. Godofredo de Bulhões recebeu, então, o título de "Defensor do Santo Sepulcro". Para garantir a defesa do Reino Latino de Jerusalém, foram criadas ordens militares-religiosas como a dos Teutônicos, Hospitalários e A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo ou Cavaleiros Templários.

A Segunda Cruzada

Uma nova investida muçulmana recuperou Edessa, reconquistando parte do Reino da Antióquia. Foi organizada, pelos reis da França e do Sacro Império Romano-Germânico, uma segunda cruzada. Em virtude da má recepção obtida em Constantinopla, o exército cruzado se dividiu e se enfraqueceu. Seu objetivo inicial era chegar até Damasco, porém, enfraquecidos que estavam, foram derrotados pelos turcos antes de chegarem.

A Terceira Cruzada ( Cruzada dos Reis )

Ao tornar-se sultão do Egito, Saladino, aliado a Bagdá declarou uma Guerra Santa muçulmana contra os cristãos. Em 1187, retomaram Jerusalém resultando na formação da "Cruzada dos Reis". Foi liderada por Frederico I do Império Romano-Germânico, Filipe Augusto da França e Ricardo Coração de Leão da Inglaterra. A campanha teve resultados desastrosos: Frederico I faleceu, Filipe retornou a França derrotado e Ricardo Coração de Leão permaneceu na Palestina tentando recuperar Jerusalém. Esta cruzada, no entanto, representou um progresso nas relações entre cristãos e muçulmanos. Ricardo Coração de Leão firmou um tratado com Saladino reconhecendo o domínio cristão sobre uma faixa costeira na Palestina o que lhes garantia o acesso a Jerusalém.

A Quarta Cruzada (Cruzada Veneziana)

Foi uma cruzada movida por interesses econômicos. Convocada por Inocêncio III para atacar o Egito e a Palestina a partir de Veneza. Encontrou um obstáculo na alta quantia exigida pela cidade italiana para transportar os cruzados. Como não conseguiram a quantia exigida, Veneza propôs um acordo: Os cruzados deveriam tomar a cidade de Zara, no Adriático, cuja prosperidade preocupava Veneza. Em seguida, contra a vontade de Inocêncio III , atacaram Constantinopla que se opunha a uma guerra contra os muçulmanos com quem mantinha boas relações comercias. Foi uma cruzada de cristãos contra cristãos que não ser viu aos objetivos iniciais.

A Quinta Cruzada

Dirigida por André I, da Hungria. Não teve maior importância histórica.

A Sexta Cruzada

Comandada por Frederico II. Não recebeu apoio por parte dos reis cristãos, pois Frederico II havia sido excomungado. Ao chegar a Palestina, Frederico foi recebido pelos muçulmanos que, admirados pelos seus conhecimentos da cultura Árabe, firmaram, amistosamente, um tratado garantindo a soberania cristã sobre os territórios de Acra, Jafa, Sidon, Nazaré, Belém e toda a Jerusalém.

As Cruzadas de São Luís

Em 1244, Jesulém estava sob domínio dos turcos. A sétima cruzada tinha como objetivo inicial o Egito onde conquistaram a cidade de Damieta, porém foram logo derrotados na cidade de Mansura e Luís IX (São Luís) foi feito prisioneiro. Foi libertado, somente, após o pagamento de vultuoso resgate.

A oitava cruzada (1270)

Tinha como objetivo atacar os turcos em Túnis. Porém, ao chegar, Luís IX faleceu vítima da Peste.

Ao final das campanhas cruzadistas, pode-se concluir que, no geral, foram um fracasso, pois constantemente, a Terra Santa voltada a ser invadida pelos muçulmanos.

As cruzadas serviram, na realidade, como um instrumento essencial para a queda do sistema feudal , pois abriram caminhos para a navegação no Mediterrâneo propiciando a modernização das práticas comerciais com consequente fortalecimento da classe burguesa.

Ivo Machado Clinio dos Santos

Fonte: www.perfeitauniao.org

As Cruzadas

As Principais Cruzadas

"Desde os finais do século XI até os finais do século XIII organizam-se e se verificam na Europa ocidental grandes expedições religioso-militares contra o Islã destinadas, inicialmente, a retirar de sob o poder dos muçulmanos o Santo Sepulcro, ou seja: a cidade de Jerusalém. Estas expedições denominam-se “Cruzadas” porque seus participantes “levavam a Cruz”.

Três foram as causas principais das Cruzadas. A primeira de ordem religiosa: os turcos proibiram as peregrinações cristãs ao Santo Sepulcro, autorizadas pelos árabes, o que provocou grande irritação em toda a cristandade; a segunda de ordem psicológica: os cavaleiros cristãos do Ocidente ansiavam honras, aventuras, guerra e presas de guerra;

e a terceira de caráter político a necessidade de auxiliar ao Império bizantino em sua luta contra os turcos. Acrescente-se a estas as ambições pessoais de importantes personagens (reis e príncipes) e os interesses econômicos das cidades mercantis da Itália, desejosas de ampliar seus negócios no Levante mediterrâneo.

PRIMEIRA CRUZADA (1095-1099)

Após a pregação de Urbano II no Concílio de Clermont (1095), um tropel de camponeses, aventureiros, vagabundos e mendigos, inflamados pela palavra de Pedro o Eremita, partiram (1095) para Constantinopla sem qualquer princípio de organização: cometeram, durante o caminho, uma série de tropelias e acabaram aniquilados pelos turcos na Ásia Menor. A verdadeira cruzada partiu em 1096 sob o comando de Godofredo de Bouilhão, de seu irmão Balduino de Flandres, de Boemundo de Tarento (normando de origem) e de Raimundo de Tolosa. Os cruzados concentraram-se em Constantinopla e, pela Ásia Menor, alcançaram a Síria. Venceram em Edessa, Doriléa e Antióquia e tomaram Jerusalém (junho de 1099). Com suas conquistas formaram o reino de Jerusalém (Protetor do Santo Sepulcro, Godofredo; primeiro rei, à morte de Godofredo, em 1100, Balduino de Flandres). Predominou neste reino, organizado à maneira feudal, o elemento francês.

SEGUNDA CRUZADA (1147-49)

Pregada por São Bernardo de Claraval para opor-se à reação turca (tomada de Edesa); dirigida por Conrado III da Alemanha e Luis VIII da França; fracassou.

TERCEIRA CRUZADA (1189-92)

Reação contra a tomada de Jerusalém por Saladino (1187). Tomaram parte nela Federico I, Barba-roxa, Ricardo I da Inglaterra (Coração de Leão), e Felipe II, Augusto de França. A expedição alemã regressou a seu país ao morrer fortuitamente Frederico na Ásia Menor; também se retirou Felipe Augusto, por desinteligências com Ricardo. Este conseguiu conquistar uma faixa costeira na Palestina, desde Jafa a Tiro.

QUARTA CRUZADA (1202-1204)

Pregada por Inocêncio III e dirigida por Bonifácio de Monferrato. Em vez de dirigir-se ao Egito, os venezianos pactuando com os cruzados desviaram os cruzados para Constantinopla. Os cruzados tomaram a cidade, saquearam-na e acabaram fundando ali o chamado Império latino de Constantinopla, que durou 57 anos (1204-1261).

QUINTA CRUZADA (1217-1221)

Dirigida por Andrés de Hungria, que foi derrotada e continuada por João de Brienne, que conseguiu desembarcar no Egito, embora tivesse de abandonar a empresa por falta de reforços.

SEXTA-CRUZADA (1217-1221)

Dirigida pelo Imperador Frederico II, na época excomungado. Pactuou com o sultão do Egito, - tratado de Jafa (e que na ocasião atravessava um difícil momento), a cessão de Jerusalém, Belém e Nazaret. Em 1244 os egípcios recobraram Jerusalém.

SÉTIMA-CRUZADA (1217-1221)

Em plena decadência a idéia de Cruzada, esta expedição e a seguinte foram obra da fé e entusiasmo de Luís IX da França (São Luís). A sétima teve objetivo o Egito; os cruzados tomaram Damieta, mas foram derrotados em Mansurah e o próprio rei caiu prisioneiro. A oitava atacou Tunis; o exército cruzado foi dizimado pela peste que causou a morte ao próprio monarca.

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