O cubismo foi mais uma manifestação artística que se caracterizou pela distorção da imagem real. No cubismo, o mesmo objetivo pictórico é transposto para a tela a partir de vários ângulos superpostos. Há uma fragmentação do objeto em sua representação, perdendo a integridade individual que possui na realidade.
O cubismo, em suma, abandona a tradição de um único ponto de vista.


Mulher Jovem - Picasso
Surgiu, justamente, como resultado de experiências de fragmentação do objeto representado, em que o elemento tempo ( quarta dimensão do Universo) é inserido sob diversos pontos de vista do observador. Essencialmente, o objeto da tela cubista é visto de vários ângulos, permitindo uma composição de visões simultâneas - como se o objeto total pintado fosse a soma de suas representações vistas de face, de lado, em corte, de cima, de baixo...
O cubismo decorreu numa época em que os artistas duvidavam de seus sentimentos como instrumentos seguros de conhecimento e desprezavam suas impressões, preocupando-se com a esquematização de raciocínios lógicos. O cerebralismo dos cubistas conduziu a uma pintura de aspecto estático e ao desprezo da cor, substituindo a gama cromática pelos valores cinza e bege e pelas representações fundamentais nas figuras geométricas. Surgiu como reação ao Impressionismo, que figurava a imagem com os olhos do espectador, por volta de 1908 e 1909. Seu precursor foi Cézanne, que se tornou o pai da "arte moderna", ao sacrificar a correção convencional da perspectiva linear e aérea em busca de um arranjo ordenado na tela, que os mestres clássicos haviam conhecido.
O Cubismo está dividido em três fases:
Cezanneana - (1908)
Procurava retratar a natureza de forma cristalizada
Analítica - (1910)
Crescente decomposição do assunto e uso do simultaneísmo.
Sintética (1912)
Tendência ao abstracionismo, uso de colagem (materiais estranhos à pintura) e composição de grandes áreas sintéticas, conquistando expressão solene.
Foram representantes desse movimento:
Picasso e Braque ( Fase Analítica )
Léger e Delaunay (Fase Sintética )

As Meninas segundo Velázquez, de Pablo Picasso, 1957
Eliminação de elementos subjetivamente supérfluos.
"Assassinato" da anatomia.
Ritmo
Realidade convencional em libertação
Geometrização lógica das formas naturais.
Dissecação do objeto e sua recomposição, fazendo surgir um novo objeto.
Rejeição da cor e uso de tons neutros.
Formas fragmentárias e fragmentadas.
Abstração
Introdução de elementos inusitados, como sinais tipográficos, colagem de papeis, tecidos, cartazes...
Compare-se, a título de exemplificação os dois quadros acima, ambos chamados de O Violino. O primeiro pintado por Picasso e o segundo por Murillo la Greca. As características do quadro de Murillo, são completamente diferentes do cubismo.
Representação perfeita do objeto pictórico - Detalhamento da realidade - Coloração próxima da natureza. - Representação do quadro a partir de um único ponto de vista. - Profundidade.
Fonte: www.cyberartes.com.br

O Cubismo foi um movimento das artes plásticas, sobretudo da pintura, que a partir do início do século XX rompeu com a perspectiva adotada pela arte ocidental desde o Renascimento. É o mais influente movimento do século passado.

No Cubismo, os artistas pintam objetos achatados, e com isso eliminam a ilusão de tridimensionalidade. Revelam, porém, várias faces da figura ao mesmo tempo. Retratam formas geométricas como cubos e cilindros, que fazem parte da estrutura de figuras humanas e de objetos que pintam. Por isso o movimento ganha, numa ironia, o nome de Cubismo. As cores em geral limitam-se a preto, cinza, marrom e ocre.

O movimento surge em Paris, em 1907, com a tela "Les Demoiselles d''Avignon", do espanhol Pablo Picasso. Também se destaca o trabalho do ex-fauvista francês Georges Braque (1882-1963). Em ambos é nítida a ascendência da arte africana. O Cubismo é marcado ainda pelo pós-impressionista francês Paul Cézanne, que representa a natureza com formas semelhantes às geométricas.
Essa primeira fase, chamada de cézanniana ou protocubista, termina em 1910. Começa então o Cubismo mesmo, conhecido como analítico, no qual a forma do objeto se submete à superfície bidimensional da tela. O resultado final aproxima-se da abstração. Na última etapa, de 1912 a 1914, o Cubismo sintético ou de colagem constrói quadros com jornais, tecidos e objetos, além de com tinta. Os artistas procuram tornar as formas novamente reconhecíveis.
O Cubismo manifesta-se também na arquitetura, especialmente na obra de Corbusier, e na escultura. No teatro, restringe-se à pintura de cenários de peças e balés feita por Picasso.
O Cubismo só repercute no país após a Semana de Arte Moderna de 1922. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. Não há, portanto, cubistas brasileiros, embora quase todos os modernistas sejam contagiados pelo movimento. É o caso de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcanti.
Fonte: www.spiner.com.br