Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros.
Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano.
É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador.
Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.

A Família do Acrobata com um Macaco, Picasso, 1905
O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas.
Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.
Geometrização das formas e volumes
Renúncia à perspectiva
O claro-escuro perde sua função
Representação do volume colorido sobre superfícies planas
Sensação de pintura escultórica
Cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.
O cubismo se divide em duas fases:

Caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus e lementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela.
Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.
Reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis.
Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

Auto-Retrato, Pablo Picasso
Pablo Picasso - (1881-1973)
Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases: a fase Azul, entre 1901-1904, que representa a tristeza e o isolamento provocados pelo suicídio de Casagemas, seu amigo, são evidenciados pela monocromia e também a representa a miséria e o desespero humanos; a fase Rosa, entre 1904-1907, o amor por Fernande origina muitos desenhos sensuais e eróticos, com a paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim. Depois de descobrir as artes primitivas e africana compreende que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendência de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles dAvignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade, essa tela subverteu o sentido da arte moderna com a declaração de guerra em 1914, chega ao fim a aventura cubista.
Podemos destacar, também o mural Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica pelos aliados alemães de Franco, em abril de 1937, responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores.
"A obra de um artista é uma espécie de diário. Quando o pintor, por ocasião de uma mostra, vê algumas de suas telas antigas novamente, é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos - só que vestidos com túnica de ouro." Pablo Picasso
"A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade". Pablo Picasso
Fonte: www.historiadaarte.com.br
Escola de pintura e escultura do início do século XX, na qual o assunto ou
tema é retratado através de formas geométricas sem detalhes realistas, acentuando-se
sua forma abstrata, em grande parte às custas do uso de outros elementos pictóricos,
freqüentemente com a sobreposição de cubos transparentes e cones.
O Cubismo, um estilo altamente influente nas artes visuais
do século XX, deve sua origem principalmente aos pintores Pablo Picasso e
Georges Braque, em Paris, entre os anos de 1907 e 1914. O estilo cubista enfatizou
a pequena superfície bidimensional do plano da tela, rejeitando as técnicas
tradicionais de perspectiva, escorço, modelagem e chiaroscuro, além de refutar
as consagradas teorias que consideravam a arte como uma imitação de natureza.
Os pintores cubistas não se limitavam a uma simples cópia de formas, texturas,
cores e espaço a partir da natureza; ao invés disso, apresentaram uma nova
realidade, em pinturas que descreviam objetos radicalmente fragmentados, em
que vários ângulos diferentes eram vistos simultaneamente.
Sendo uma escola de pintura que floresceu de 1910 a 1930, o cubismo pretendeu
representar objetos decompostos em elementos geométricos simples (recordando
o cubo) sem restabelecer sua perspectiva. O Cubismo é especialmente conhecido
pelas telas de Picasso, de Braque e de Juan Gris.
A origem do termo "Cubismo" data de 1908, sendo controversa, pois
alguns o atribuem a um capricho de Matisse, ao falar sobre um quadro de Braque
exposto naquele ano, e outros a um crítico parisiense que visitou a mesma
exposição.
"Braque confessa: 'quando criamos o Cubismo, não tivemos
nenhuma intenção de criar o Cubismo, mas sim de expressar o que estava em
nós mesmos'. E Picasso se expressa através da mesma sensação. Mas, se o que
os aproxima um do outro é tão semelhante em certas considerações, o que os
une tem menos importância do que aquilo que os divide. Suas aproximações vão
deixando de existir à medida que fazem do Cubismo uma aventura pessoal. Até
mesmo este termo, 'Cubismo', teria nascido de um modo fortuito, debaixo da
pena do crítico de arte de Gil Blas, Louis Vauxcelles, que realmente escreveu
que 'Braque menospreza formas, reduzindo tudo, locais, faces e casas romanas,
a diagramas geométricos, a cubos'. A palavra fez fortuna e, no ano seguinte,
as telas apresentadas no Salon des Indépendants foram definidas como 'bizarrices
cúbicas'."
U. Apollonio, Materializar o espaço.
"No cubismo inicial predomina o objeto, então progressivamente a análise
o leva para a última fase cubista, em 1912-1913, em que Braque e Picasso procedem
a uma síntese de tudo feito até ali em relação à análise de formas. Mas o
mundo externo não existia senão para ser deixado de lado."
Fonte: www.puc-rio.br