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Curitiba

Museu Oscar Niemeyer

Com características de museu do século XXI, tevê sua inauguração em 22 de novembro de 2002, com a presença do Presidente da República Fernando Henrique Cardoso e do arquiteto Oscar Niemeyer. O projeto é assinado por Oscar Niemeyer, considerado o maior arquiteto do Brasil, que, a convite do Governo do Paraná, aceitou modificar o projeto original do Edifício Castello Branco, de sua autoria. C onstruído em 1976 para abrigar o Instituto de Educação do Paraná, funcionava como área administrativa do Estado, numa construção de concreto protendido com vãos e balanços incomparáveis em outros edifícios públicos e com espaços livres maiores. Além de reformular a estrutura do prédio já existente, com 27.000 m², houve uma ampliação no projeto, com melhorias gerais para atender os padrões internacionais de instalações museológicas, dando origem a uma arrojada estrutura em concreto armado, em formato de "olho", que abriga um salão de exposições de 2100 m². O Edifício Castello Branco foi remodelado e conta com três pisos: Piso Inferior (salão de ingresso, cafeteria, livraria, lojas e áreas diversas de estar, exposições, serviços de apoio, manutenção de acervos, etc); Piso Térreo (exposições públicas, auditório com 400 lugares, restaurante e área para a recepção de visitantes); e Piso Superior (áreas destinadas a exposições, administração, centro de documentação, setor de comunicação, área de apoio a curadorias).

Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba é o coroamento do processo de restauração do mais antigo templo existente na cidade - a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas. Ocupou anteriormente as dependências do Seminário Menor da Arquidiocese, na Rodovia do Café. Com a restauração da Igreja da Ordem em 1978, optou-se pela criação de um espaço definitivo para o museu, que foi inaugurado ao anexo da igreja, em 1981. A peça mais valiosa do acervo é o altar-retábulo lateral da antiga Matriz, um resgate do passado barroco da cidade. Há relíquias das principais igrejas de Curitiba; a da Ordem Terceira, da Catedral Metropolitana, de Nossa Senhora do Rosário e a de São Francisco de Paula (nunca concluída com parte da construção conservada ainda na Praça João Cândido). Em seu acervo existem peças preciosas como a imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, datada da segunda metade do século XVIII; a do Bom Jesus dos Pinhais, em terracota, de fins do século XVII e a de Nossa Senhora do Terço, em madeira policromada, entre outras peças. Existe ainda um espaço reservado às exposições temporárias.

Museu do Expedicionário

Mantido pela Legião Paranaense do Expedicionário, órgão dos ex-combatentes residentes no Paraná e que serviram na Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a II Guerra Mundial. Foi criado em 1946, e desde 1980 é vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. Seu acervo é composto por material bélico, medalhística, indumentária, fotografias, documentos e jornais referentes a II Guerra Mundial.

Museu de Arte Contemporânea

Seu acervo é formado de pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e outras manifestações de artistas brasileiros, em especial paranaenses, tendo por finalidade preservar e divulgar a arte contemporânea. Foi criado em 1970, sendo que desde 1974 se encontra na Praça Zacarias, que em 1978 sofreu ampla reforma e restauração. Este prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico, teve sua construção iniciada em 1926 e foi inaugurado em 1928, como sede da Secretaria de Saúde Pública, depois da Secretaria do Trabalho e Assistência Social que ocupou até 1973. O Museu oferece para escolas e grupos interessados, visitas monitoradas de segunda-feira a sexta-feira das 10h às 12h e das 14 às 18h, com prévio agendamento. Informações

Museu da Imagem e do Som

Criado em 1969 junto ao Museu de Arte Contemporânea ficou desativado de 1980 a 1984, voltando a funcionar em 1985. Tem como finalidade preservar e resgatar a memória audiovisual do Paraná, através de discos, filmes, fitas de áudio e de vídeo, depoimentos e registros da história oral, partituras, fotografias, documentos e equipamentos fotográficos e de som. Informações

Museu Alfredo Andersen

Após o falecimento de Alfredo Andersen, sua residência foi desapropriada pelo Estado, para nela ser realizado o sonho que o Mestre acalentou em vida; uma escola de artes acessível a toda a comunidade. Nesta edificação do século XIX, foi criada em 1947 a Casa de Alfredo Andersen, que em 1979 passou a denominar-se Museu Alfredo Andersen e vinculada a Secretaria de Estado da Cultura. Esta casa onde Andersen viveu e ensinou sua arte de 1915 a 1935, tem por finalidade cadastrar, expor, preservar, e divulgar a obra e a memória do Mestre, cuja contribuição para as artes plásticas lhe valeu o título de "Pai da Pintura Paranaense". Tel. (0xx41) 222-8262. Localiza-se na Rua Mateus Leme, 336. Horário de visitação: terça-feira a sexta-feira, das 9h às 18h, sábado e domingo das 10h às 16h.

Museu Metropolitano de Arte de Curitiba - MUMA

Projetado em 1977, para ser o Centro Comercial do Terminal de Transporte Coletivo do Portão, a construção nunca chegou a funcionar como o previsto. Após a doação à Prefeitura Municipal, em 1985, do acervo particular do artista paranaense Poty Lazzarotto, contendo obras de vários artistas e exemplares de arte popular, optou-se pela adaptação do prédio, com a inauguração do Museu Municipal de Arte, em 5 de maio de 1988. Em 22 de agosto de 1996 o espaço é renomeado para Museu Metropolitano de Arte de Curitiba - MUMA, um espaço aberto para todas as manifestações das artes plásticas, com o objetivo de preservar, conservar e divulgar o acervo de arte do município.

Museu de História Natural - Bosque Capão da Imbuia

O acervo existente desde 1935 esteve abrigado no Museu Paranaense até 1956. Desta data em diante, se integrou a diversas instituições, sendo que em 1981 passou a ser administrado pela Prefeitura Municipal, em sede própria no Capão da Imbuia. Ligado a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, desenvolve pesquisas na área zoológica, abrangendo mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, insetos, aracnídeos, moluscos e parasitas, estando cada uma dessas áreas representadas por coleções científicas. Também se realizam trabalhos de pesquisas em espécies ameaçadas de extinção nas diversas regiões do Estado. Ocupando uma área de 36.000 m², conta com um setor expositivo voltado ao público em geral, sendo que na exposição externa "No Caminho das Araucárias" em meio ao bosque, existem 12 vitrines e painéis ao longo de uma passarela elevada de aproximadamente 400 metros que mostra as inter-relações encontradas na floresta de araucária. A exposição interna enfoca o tema "Ecossistemas Brasileiros" onde estão representados a Floresta com Araucária, a Floresta Tropical, o Cerrado e o Banhado, mostrando a extraordinária diversidade de vida animal e vegetal existente e a importância de sua conservação. O Museu encontra-se dentro do Bosque Capão da Imbuia.

Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba

Foi inaugurado no ano de 1992 e em outubro de 1993 mudou-se para a sua sede definitiva, cujo prédio é um projeto de reciclagem do Solar dos Guimarães, edificação de três pavimentos em pedra e tijolo construída no último quartel do século XIX, no Setor Histórico. Destruído por um incêndio em 1979 que deixou em pé apenas as paredes externas, o sobrado serviu também como hotel e casa comercial. No campo do ensino o Conservatório vem se firmando como escola de excelência desenvolvendo diversos projetos que reúnem os melhores instrumentistas e professores do país. Funciona ali uma biblioteca com volumes específicos de músicas, reportagens sobre artistas da MPB e fonoteca. O Conservatório promove também Bate Papos Musicais com artistas de renome nacional de passagem por Curitiba e na Praça Jacob do Bandolim (anexo ao local) abre espaço para músicos e grupos locais apresentarem seus trabalhos. Possui ainda quatro corpos artísticos; a Orquestra À Base de Corda, a Orquestra À Base de Sopro, o Vocal Brasileirão (adultos) e o Coral Brasileirinho (crianças), cujo objetivo é o estímulo, registro e a memória das muitas expressões da musicalidade do povo.

Casa Romário Martins

Construção em estilo colonial do século XVIII é o segundo prédio mais antigo da cidade, ao lado do primeiro ainda preservado, a Igreja da Ordem. A edificação foi desapropriada pela prefeitura em 1970 e os trabalhos de restauração iniciaram-se em 1973. O arquiteto responsável foi Cyro Corrêa Lyra. As transformações, realizadas ao longo de dois séculos, haviam desfigurado totalmente o interior e o exterior do velho prédio, por reformas indevidas ou placas de propaganda em sua fachada. Antes funcionava ali um armazém de secos e molhados e com a restauração foi basicamente, recuperado o aspecto externo. Interiormente o prédio quase não possui divisões, apenas um miolo fechado, e o restante funciona como galeria. Inaugurada no final de 1973, com a presença de sua filha Azurita Martins Alice. Ao contrário do que se pensa, Romário Martins, nunca teve, em vida, uma ligação a esta casa. Seu nome é uma homenagem póstuma ao brilhante escritor e historiador que nos legou uma bagagem cultural importante, colaborando em vários setores de nossa vida pública. É vinculada à Fundação Cultural de Curitiba e objetiva a promoção de exposições de artistas paranaenses.

Casa Culpi - Quando Santa Felicidade fazia parte da rota que levava ao Norte Pioneiro do Paraná, o principal ponto de encontro dos caminhoneiros foi o armazém Culpi, uma das primeiras casa construídas em Curitiba pelos imigrantes italianos, em 1897 a "Casa Culpi" foi vendida à Prefeitura Municipal, em 1º de abril de 1990, depois de restaurada, se transformou em um Memorial da Imigração Italiana, reconstituindo o estilo de vida dos italianos que chegaram à cidade no século passado. Ali, também funcionam os cursos de língua italiana e artes plásticas, além de exposições permanentes e temporárias.

Casa Andrade Muricy

Inaugurada em 26 de junho de 1998, se propõe a realizar, em suas dependências, mostras de consagrados artistas nacionais e internacionais, promover intercâmbio com instituições afins, realizar atividades culturais e didáticas e apoiar iniciativas de entidades congêneres. O prédio foi construído entre 1923 e 1926, a antiga construção inaugurada na gestão do então Presidente do Estado, Caetano Munhoz da Rocha abrigou, além das Coletorias Estaduais, a Repartição de Água e Esgoto e a Junta Comercial. Ali também funcionou a Secretaria de Finanças, algumas Coordenadorias da Secretaria da Cultura, a Sala Miguel Bakun e setores voltados para a música. O subsolo sediou o escritório da Funarte e mais tarde a Bienal do Design. Ocupando toda a testada da quadra, a edificação tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1977, possui três fachadas: a principal voltada para a Alameda Doutor Muricy e as demais para as Ruas Saldanha Marinho e Cruz Machado. Na sua parte posterior está interligado ao prédio da Secretaria de Estado da Cultura. Representante do ecletismo arquitetônico dominante à época de sua construção, o edifício tem as fachadas ornamentadas com ressaltos de motivos vegetais, envolvendo vãos do pavimento térreo. A composição da fachada principal é simétrica, tendo o eixo central marcado pela porta de entrada, ladeada por colunas jônicas encimadas por sacada sustentada por modilhões e guarnecida por guarda-corpo de delicada serralheria. No interior do edifício, pelo tratamento mais requintado destaca-se o vestíbulo, enriquecido por escadaria em mármore branco que dá acesso ao andar superior; é iluminado, ao nível do patamar intermediário da escada, por um precioso vitral policromado desenhado com motivos florais.

Solar do Barão

O prédio foi construído entre 1880 e 1883 pertencia a Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, sediando por vários anos o comando da 5ª Região Militar. O trabalho de restauração foi feito pelo arquiteto Cyro Corrêa Lyra e o mesmo é composto por três unidades; Bloco Central - de maior valor histórico; Bloco B - que serviu de casa para a Baronesa depois da morte do Barão e o Bloco C construído pelo exército há aproximadamente 40 anos. Atualmente, funciona como um Centro de Arte e Lazer, mantendo diversos cursos; ensaios, inclusive da Camerata Anticqua, Orquestra de Harmônicas e Coral de Curitiba; auditório; exposições de fotos e jornais; gibiteca, centro de documentação, laboratório fotográfico; oficina de serigrafia em papel; atelier de xilogravura, litografia e gravura em metal; os Museus do Cartaz, da Gravura e de Fotografia.

Sede da Fundação Cultural de Curitiba

Acredita-se que esta casa tenha sido construída no ano de 1880, a pedido de Fredolin Wolf, filho de José Wolf, o primeiro membro da família austríaca que chegou em Curitiba por volta de 1854. Apesar das diversas locações e sublocações, o casarão sempre pertenceu à família até 1974, quando foi declarado de utilidade pública. A casa sediou diversos estabelecimentos e abrigou algumas famílias. Da data da construção até 1888, sediou o Colégio Parthenon Paranaense e o Colégio dos Franciscanos. Em 1889, na época da Proclamação da República, residiu ali a família do Dr. Joaquim Monteiro de Carvalho e Silva que, em 1891, fazendo parte da Junta Governativa do Governo Provisório, obrigou-se a transformar sua residência em sede do Quartel General. Com a chegada de Gumercindo Saraiva, passou a ser o Quartel do 5º Distrito. Do gabinete de Gumercindo Saraiva foi assinada e expedida a ordem de fuzilamento, na Serra do Mar, do Barão do Serro Azul e seus companheiros, partidários do Marechal Deodoro da Fonseca durante a Revolução Federalista. Em 1897, foi sede do Quartel da Força Policial, que lá permaneceu até 1900. Abrigou o Colégio Internacional. De 1911 a 1913, foi sede da Câmara e Prefeitura Municipal. Em 1914, instalou-se na parte superior a Loja Maçônica e, na parte térrea, o atelier da pintora e professora Gina Bianchi. Entre seus alunos destacou-se Theodoro de Bona. Com a mudança da Loja Maçônica, a família Bianchi transferiu-se para o andar superior e sublocou a parte térrea, lá permanecendo até 1956. Acolheu a Livraria Braun, entre 1958 e o início dos anos 1970, quando o Município adquiriu e restaurou o imóvel. Desde 1975 é sede administrativa da Fundação Cultural de Curitiba.

Sociedade Giuseppe Garibaldi

A "Società Giuseppe Garibaldi di Beneficenza" foi fundada em 1º de julho de 1883 com o objetivo de proporcionar aos italianos radicados em Curitiba, uma maior integração, proteção e auxílio em horas difíceis. Em 1895, o terreno foi doado pelo Governo do Estado e o cônsul da Itália concedeu um empréstimo à comunidade Italiana, que lançou a pedra fundamental do atual prédio. O projeto foi do engenheiro italiano Ernesto Guaita e teve seu término em 1990, em estilo neoclássico. Foi restaurado de 1992 a 1996, faz parte de suas atividades um grupo folclórico.

Palácio Avenida

Um dos primeiros edifícios de porte da cidade foi construído pelo imigrante sírio-libanês Feres Merhy, que chegando ao Brasil em 1895, se estabeleceu em Curitiba. Assim, em 1927, deu início à construção do primeiro cine-teatro do Paraná, o Avenida, que teve sua inauguração em 04 de abril de 1929. Abrigou entre outros pontos comerciais um café, o folclórico Bar Guairacá e o Cine Avenida, um dos primeiros cinemas de Curitiba. O importante monumento arquitetônico ocupa uma área de 17.700 m², é um projeto original de Valentim Freitas, Bortolo Bergonse e Bernardino d'Assumpção Oliveira. Passou por quatro reformas até sua inauguração em 05 de março de 1991, sendo que o projeto de restauração do Avenida, é assinado por Rubens Meister e Elias Lipatin Furman, preservando totalmente a fachada e transformando seu interior num dos mais modernos projetos arquitetônicos. Abriga além da agência bancária e do setor administrativo, o Auditório Bamerindus, com capacidade para 250 pessoas e o objetivo de desenvolver atividades culturais, a exemplo do "Natal no Avenida" que reúne num coral, crianças carentes e idosos, numa mensagem de paz e esperança.

Edifício Garcez

Primeiro edifício arranha-céu de Curitiba teve sua construção iniciada em 1927, pelo engenheiro João Moreira Garcez. Exemplar arquitetônico do estilo art-déco com revestimento em pó de pedra preto, linhas retas e ao invés de pilares de concreto, grandes troncos de madeira protegidos com óleo cru. Construído no auge do movimento paranista com frisos, balaústres e gradis estilizando pinhões; os elevadores foram instalados em 1934, e o último pavimento, o oitavo, só foi concluído em 1946. O prédio abrigou repartições públicas, escolas, associações etc. Num projeto do arquiteto Eduardo Pereira Guimarães, foi restaurado e reaberto em 06 de outubro de 1988 como propriedade do Grupo Hermes Macedo que em 1989 ganhou dos EUA o troféu "Worldstore", o mais importante do mundo no gênero.

Farol do Saber

Com o objetivo de diversificar oportunidades de acesso ao saber, expandindo o espaço do ensino formal, foram construídas bibliotecas comunitárias que funcionam articuladas às escolas municipais, constituindo-se em pontos de referência cultural e lazer para a comunidade. Estas bibliotecas foram denominadas Farol do Saber, evocando a célebre Biblioteca de Alexandria, cidade que representando um importante centro cultural e econômico, aproximou os povos e iluminou a antigüidade com a luz do conhecimento. São construções modulares de 88 m² com uma torre de 10 metros de altura com sinal luminoso, destinadas ao atendimento do público em geral com acervo referencial de aproximadamente 5.000 livros. São 47 bibliotecas comunitárias instaladas em diferentes bairros da cidade, sendo que a primeira foi inaugurada em 19 de novembro de 1994 com o nome de Machado de Assis no bairro Mercês. Destaca-se o Farol das Cidades, único no seu gênero, que se diferencia dos demais pelo seu acervo voltado principalmente ao planejamento urbano, composto por livros, vídeos e cd-rom, estando equipado com computadores conectados à Internet e ao geoprocessamento da Prefeitura, com acesso livre e gratuito à população.

Centro de Convenções de Curitiba

Instalado no antigo prédio do Cine Vitória, tradicional espaço das artes e da cultura, por onde passaram inúmeras celebridades. Como maior cinema de Curitiba (1800 lugares) num projeto de Lotário Seigert de 20 de novembro de 1964, teve suas atividades encerradas em janeiro de 1987, após 23 anos de existência, quando foi adquirido pelo Governo do Estado, com o objetivo de sediar o Centro de Convenções de Curitiba, local de realização de simpósios, exposições, congressos, feiras, shows, etc. Possui 8426 m² de construção, distribuídos em 3 blocos: o primeiro construído especialmente para a função, abriga a administração, o setor comercial, os serviços de apoio e as exposições; o segundo trata-se do antigo cinema reformado, abrigando o setor de convenções, de exposições, serviços gerais e a entrada principal; o terceiro, abriga parte dos serviços de apoio e dá frente para a Rua Pedro Ivo. Todos são interligados, num projeto arquitetônico moderno e arrojado de estruturas de concreto e fachadas de vidro laminado azul e transparente com detalhes em granito cinza de autoria de Rafael Dely, Zenon Segundo de Braga Pech, Ricardo Pereira e Abrão Assad. Possui quatro auditórios: dois com 184 lugares, um com 215 e outro com 900 lugares - onde está o palco - todos são modulares com divisórias móveis que permitem formar apenas um grande auditório de 1.483 lugares; além de parlatório, salas de exposições, salas de reuniões, lojas, camarins e posto médico

Castelo Lupion - Canal 12

Construído na década de 20, em um terreno de quase 10.000m 2 , pelo ervateiro e cafeicultor Luiz Guimarães, que após viagem pela França ficou impressionado com os castelos do Loire. Contratou o engenheiro paranaense Dr. Carvalho Chaves, o qual viajou à França para fazer as observações necessárias ao projeto. Em 1928, a casa foi inaugurada e, vinte anos mais tarde, passou a ser propriedade da família Lupion, que concluiu a decoração construindo a garagem, dependências de empregados, piscina, pavilhões, bar e churrasqueira. Artistas como João Turim, trabalharam no castelo. Theodoro de Bona retratou Hermínia, mulher de Moisés Lupion, Guido Viaro retratou sua filha Leovegilda, Miguel Bakum residiu por alguns meses e decorou o último andar e a parte superior da torre. Alfredo Andersen decorou o vidro da entrada que representa as Cataratas do Iguaçu. Autoridades do Brasil e do exterior hospedaram-se no castelo que foi tombado em 1974 pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná. Localiza-se na Avenida Batel, 1323.

Palacete Leão Júnior

O Palacete é considerado patrimônio histórico e arquitetônico brasileiro, foi construído no final do século XIX (1866-1907), em estilo neoclássico por Cândido de Abreu para abrigar a família Agostinho Ermelino de Leão Júnior, importante ervateiro do ciclo da erva-mate no Paraná. A família mudou-se para o Palacete em 1902. Em 1906 quando o então Presidente da República, Afonso Pena visitou Curitiba ficou nele hospedado. O casarão, um dos mais luxuosos construídos em Curitiba, teve portas, janelas, painéis e entalhes em pau-brasil; vidros e porcelanas importados da França e Bélgica. A propriedade foi inteiramente restaurada, num trabalho que durou cerca de ano e meio. Foi inaugurado em 24 de outubro de 1987 com o objetivo de se transformar em um espaço cultural, agrupando, organizando e colocando ao acesso de todos, informações e exposições sobre a nossa história, economia, vida associativa e artística a ser fornecida a todos os interessados. É uma central de inteligência e preservação da memória do Estado do Paraná, na cultura deste final de milênio. Localiza-se na Avenida João Gualberto, 530/570 - Alto da Glória.

Solar do Rosário

Conhecido como "Solar de Sinhá França", foi, nos idos de 1890 a residência da família Paula França. Pelos registros, o industrial Ignácio de Paula França "exerceu elevados cargos nesta capital tendo sido Presidente da Câmara Municipal, Prefeito, Tesoureiro da Delegacia Fiscal, dedicando-se nos últimos tempos de vida à sua indústria", que teria sido a fábrica de Cerâmica das Mercês. Posteriormente foi adquirido pelo historiador e colecionador de arte Newton Carneiro, que teve a intenção não concretizada de transformá-lo em pousada. Até o ano de 1988, foi sede do Instituto Goethe do Paraná que ministrava cursos e atividades culturais. Em 1989 foi entregue a uma entidade sem fins lucrativos, que tinha como objetivo resgatar sua memória através do desenvolvimento de atividades culturais. Dentro desse propósito o casarão foi submetido a um projeto de restauração do arquiteto paranaense Ernesto Zanon concluído em janeiro de 1992. Em maio desse mesmo ano, o Solar do Rosário, que possui este nome devido à proximidade com a Igreja do Rosário, foi inaugurado como espaço de arte e cultura. Hoje, o Solar do Rosário é uma iniciativa privada em forma associativa que abriga um espaço particular vivo e atuante de arte e cultura. Pequeno complexo cultural que envolve galeria de arte, cursos, oficinas, livraria, molduraria, restaurante, casa de chá e jardim de esculturas.

Teatro Guaíra

Antigo Theatro São Theodoro, em homenagem a Theodoro Ébano Pereira, foi inaugurado em 1884, na Rua Dr. Muricy, onde hoje está a Biblioteca Pública do Paraná. No período da Revolução Federalista (1893-1895), serviu de prisão política para os desafetos de Gumercindo Saraiva durante as desavenças entre Picapaus e Maragatos. Só voltou a funcionar em 1900 quando passou a adotar o nome de Teatro Guayrá, na linguagem indígena "não passarás adiante", nome que homenageava também o salto do Rio Paraná. Foi demolido em 1935, e em 1952, iniciou-se a construção do novo teatro, situado entre as Ruas XV de Novembro, Conselheiro Laurindo, Tibagi e Amintas de Barros. A construção fazia parte das comemorações do Centenário de Emancipação Política do Estado, em 1953. O pequeno auditório, o Salvador de Ferrante, foi inaugurado em 1954. Em 1970, o teatro é atingido por grande incêndio que destruiu o seu teto, danificou noventa por cento dos seus vidros, comprometeu toda a estrutura de concreto armado da platéia do grande auditório. Seria inaugurado naquele ano, mas em decorrência disto, sua inauguração foi quatro anos após, em 1974, com a montagem da peça "Paraná, Terra de Todas as Gentes". Possui três salas de espetáculos; a Bento Munhoz da Rocha Neto, com 2173 lugares, o pequeno auditório Salvador de Ferrante ou "Guairinha", com capacidade para 504 espectadores e o último, Glauco Flores de Sá Brito, ou mini-auditório, com capacidade para 113 espectadores. O projeto arquitetônico do teatro é de Rubens Meister. O grande auditório é considerado um dos maiores da América Latina em tamanho e equipamentos, com seis vagões elevadores de palco, poço de orquestra elevadiço, dentre outras aparelhagens que permitem trocar de cenários em alguns segundos. Na entrada sobre as portas principais, existe um painel em alto-relevo de autoria de Poty Lazzarotto. O teatro mantém nos seus vários setores, Balé Teatro Guaíra, Companhia de Dança e a Orquestra Sinfônica do Paraná, além de outras atividades como a Escola de Dança e o Teatro de Bonecos. O Teatro Guairá é roteiro dos grandes espetáculos nacionais e internacionais. As visitas devem ser previamente agendadas.

Teatro Paiol

Construído no período de 1905-1906, tinha por finalidade abrigar um depósito de pólvora. Foi transformado e modificado por diversas vezes, sendo que após 1917 abrigou os arquivos municipais. Mais tarde funcionou como sede de uma Diretoria encarregada de preparar o asfalto para a pavimentação das ruas. Foi restaurado pelo arquiteto Abrão Assad, que procurou manter suas características, com traços arquitetônicos romanos em forma circular. O prédio foi inaugurado como teatro em 1971, com show de Vinícius de Moraes. Sua capacidade é para 220 espectadores

Teatro Universitário de Curitiba

TUC -Inaugurado em setembro de 1976, tem por finalidade colaborar com os anseios universitários, seus idealizadores, tendo capacidade para 108 espectadores. Atualmente a programação e a administração do teatro é inteiramente de responsabilidade da Fundação Cultural de Curitiba.

Teatro Fernanda Montenegro - Inaugurado em setembro de 1993, com a presença da atriz homenageada, e a estréia da peça "O Céu Pode Esperar" com Paulo Autran. Possui 550 lugares e se constitui numa das concepções mais modernas e atualizadas do gênero, que traz como principal novidade os ordenamentos laterais. É destinada a exibição de espetáculos de alto nível, podendo ser shows musicais, peças de teatro, concertos etc.

Ópera de Arame - Parque das Pedreiras

Equipamento cultural inaugurado em 18 de março de 1992 destinados a apresentações artísticas e culturais. Faz parte, juntamente com o Espaço Cultural Paulo Leminski, do Parque das Pedreiras - antigo local da Pedreira João Gava, com capacidade para 60.000 pessoas. Foi edificada em ferro tubular e revestida em tela aramada, numa estrutura semelhante à Ópera de Paris. São 4.000 m² de área construída em três níveis, que abrigam 1.800 lugares na platéia e 46 camarotes com capacidade total de 600 espectadores, num projeto do arquiteto Domingos Bongestabs. Toda a Ópera é cercada por um lago de 50 por 150 metros além de na área existir uma cascata - originária de uma das nascentes do local, uma passarela aramada de entrada e um bonito paisagismo.. Tel. (0xx41) 354-3266 / 355-0070. Localiza-se na Rua João Gava, s/nº - Pilarzinho. Horário de visitação: terça-feira a domingo das 8h às 22h.

Fonte: www.curitibatur.com.br

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