Durante a I Guerra Mundial, a cidade de Zurique, na Suíça era considerada neutra. Artistas, escritores e poetas de várias nacionalidades que nos seus países de origem haviam se manifestado publicamente contrários à guerra, foram acusados de impatriotismo e traição, fugiram exilando-se em Zurique e acabaram reunidos, pela primeira vez em fevereiro de 1916, numa cervejaria, a que deram o nome de Cabaret Voltaire. Na ocasião foram lidos manifestos, poesias, encenaram teatro e realizaram exposições de arte. Resolveram fundar um movimento artístico literário que expressasse suas decepções em relação a ineficiência das ciências, da religião e da filosofia que foram incapazes de evitar os horrores da guerra justamente entre as nações mais civilizadas do ocidente e por sua inutilidade já não deveriam merecer confiança e respeito.
Sob influência da psicanálise de Freud, na época em voga entre os suíços, elegeram o automatismo psíquico e as manifestações do subconsciente como fonte da criação artística e o irracionalismo como lei da conduta humana. Não adiantava pensar, raciocinar, conduzir-se conscientemente numa humanidade que havia perdido a razão.
Para designar o movimento, o poeta Tristan Tzara (húngaro)abriu ao acaso um dicionário alemão-francês Larousse acertando na palavra DADA que significa na linguagem infantil “cavalo de pau”. O nome escolhido é sem sentido e o gesto fora irracional, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Dez milhões de pessoas foram massacradas ou ficaram inválidas, por isso os dadaístas achassem que não podiam confiar na razão e na ordem estabelecida e sua alternativa foi subverter toda autoridade e cultivar o absurdo.
Não se preocupavam em formular uma teoria que explicasse o pensamento do grupo e somente após quase 3 anos do inicio das atividades, Tristan Tzara escreveu um manifesto sobre o Dadaísmo.
Simultaneamente o movimento foi levado a New York pelos pintores Marcel Duchamp, Picabia e Man Ray , terminado a guerra o negativismo e o irracionalismo dos dadaístas encontraram um ambiente propício na Europa traumatizada. Em Paris, com o apoio dos escritores e artistas Picabia, Max Ernst, Alfred Stieglitz, André Breton, Louis Aragon, Ribemont-Dessaignes, Marcel Duchamp, Albert Biron, Ph.Soupault, Paul Eluard, Benjamin Peret, promoveram famosas reuniões.
Seus seguidores procuravam chocar o público anulando as formas técnicas e os temas da pintura, dando valor ao irracionalismo como fundamento da criação artística; consideravam válida qualquer expressão artística inclusive involuntária, elevando-a a categoria de obra de arte Ex. urinol ou outros objetos banais (ridicularizando a arte eterna ou profunda); poemas sem sentido; máquina sem função (zombando a ciência).
O movimento difere dos futuristas pois não possuía o otimismo e nem a valorização da tecnologia e se aproxima deste no conceito de simultaneidade e provocação (em suas apresentações se misturam desde dançarinas a poetas, a oradores; tudo ao mesmo tempo). Propunham a interdisciplinaridade como única maneira possível de renovar a linguagem criativa.
Em 1922 realizou-se a última grande manifestação em Paris. O movimento durou sete anos e seu declínio é reflexo da recuperação dos países vítimas do conflito e das divergências doutrinárias entre alemães chefiados por Tzara e franceses chefiados por Breton, porém o sinal de alerta do espírito contra a decadência de valores; sua ruptura com a lógica e o raciocínio convencional, foram a base de novas formas de enriquecimento do imaginário como o Surrealismo em 1924.
Característica gerais:
Fonte: www.she.art.br
Criado em 1916, em Zurique, por jovens franceses e alemães que se tivessem permanecido em seus respectivos países teriam sido convocados para o serviço militar, o Dadaísmo foi um movimento de negação.
Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de várias nacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento de seus próprios países na guerra. Fundaram então um movimento literário para expressar suas decepções em relação à incapacidade das ciências, da religião e da filosofia, que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruição da Europa.
A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan em um dicionário alemão-francês e significa, na linguagem infantil, "cavalo-de-pau". Como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra, o nome Dada fora escolhido sem qualquer razão específica.
Sua proposta era soltar a arte das amarras racionalistas, de modo que ela fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionando e combinando elementos ao acaso. As obras caracterizavam-se pelo movimento das formas e por suas cores exuberantes. Em uma fase posterior, formas e cores tornaram-se mais discretas, até que fossem explorados os engenhos mecânicos do dadaísmo.
De índole satírica, algumas pinturas baseavam-se no irracional, no onírico e no inconsciente. Entre as manifestações dos principais pintores, encontramos a superposição de formas lineares e transparentes, para representar a figura humana, e as colagens, fotomontagens e composições, que sugeriam a múltipla identidade dos objetos.
Fonte: www.acrilex.com.br