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Daltonismo

É uma alteração da visão que faz com que a pessoa tenha dificuldades – em menor ou maior grau – de fazer a distinção entre cores, principalmente o verde e o vermelho.

Há os que têm problemas com o azul e também existem os que não têm a percepção de todas as cores, enxergando apenas em preto e branco ou tons de cinza, mas esses casos são minoria. O daltonismo é resultado de um defeito na retina, a parede do fundo do olho.

Esse defeito afeta as células responsáveis pela percepção das cores (os cones). Como conseqüência, a pessoa deixa de ver – ou não vê com precisão - determinada cor. Estima-se que 8% da população seja portadora de daltonismo, a grande maioria homens (as mulheres não passam de 1% deste total).

O que acontece no olho de um daltônico?

A retina possui três tipos de células sensíveis a cores. Segundo a teoria Young-Helmholtz*, cada tipo é responsável pela percepção de uma determinada região do espectro luminoso. Na verdade pode haver uma certa sobreposição de regiões do espectro luminoso percebidas por cada tipo de célula, mas de forma geral essas regiões correspondem ao vermelho, ao verde e ao azul, que são, enfim, as cores primárias da visão.

Essas cores primárias quando combinadas originam todos os outros tons. A cor que vemos depende diretamente de quanto é estimulada cada espécie de cone.

Quando olhamos para a luz vermelha, somente os cones mais sensíveis ao vermelho enviam mensagens para o cérebro. Nas pessoas daltônicas os cones não existem em número suficiente ou apresentam alguma alteração que impede o envio adequado dessas mensagens.

* Em 1801, o físico inglês Thomas Young formulou a primeira explicação científica para a sensibilidade do olho humano às cores. Meio século depois, Hermann von Helmholtz, físico e fisiologista alemão, converteu essa explicação em teoria, universalmente aceita.

Por que alguém nasce daltônico?

O daltonismo é um transtorno hereditário de herança recessiva ligada ao sexo. Para entender melhor, devemos lembrar que os homens carregam um X e um Y, enquanto as mulheres carregam dois X. Geneticamente, o sexo é determinado pelo fato da pessoa apresentar XX (mulher) ou XY (homem). A mãe transmite para seus filhos o X, enquanto o pai pode transmitir mais um X (formando uma menina XX) ou um Y (formando um menino XY). A herança mais clássica para o daltonismo está ligada ao cromossomo sexual X.

O cromossomo é responsável por transmitir as características hereditários de todos nós. Se uma mulher recebe um cromossomo X com traços para o daltonismo de seu pai ou de sua mãe, ela não terá a doença pois seu outro cromossomo compensará o defeito. Nesse caso ela é chamada de portadora, pois, ela tem o gene alterado, não tem a doença, mas pode transmitir esse gene para seus filhos. Os homens, que não têm um cromossomo X a mais para compensar o defeituoso, terão a doença quando receberem um X alterado. Para que a mulher tenha daltonismo, seus dois cromossomos X têm que estar afetados, ou seja, o seu pai tem que ser daltônico e a mãe, portadora ou daltônica.

Como saber se sou mesmo daltônico?

O problema passa despercebido para muita gente, que só o descobre depois de devidamente submetido a um teste clínico. Casos em que o grau de dificuldade para assimilar cores é maior começam a ser descobertos no próprio dia-a-dia: uso de meias de cores diferentes ou combinações duvidosas de roupas.

Normalmente, o daltonismo é detectado já na infância, quando a criança começa a aprender as cores. Procure um oftalmologista e converse com ele sobre suas dúvidas.

Como o professor pode ajudar?

É muito frustrante para uma criança ter a certeza de que está vendo um objeto de determinada cor, enquanto todos os colegas e a professora afirmam que ele é de outra. A escola pode desempenhar um papel fundamental para que o portador de daltonismo lide com tranqüilidade com o problema. Paciência é a primeira estratégia, seguida por ações práticas como etiquetar o material – lápis, canetas, giz de cera - com os nomes das cores, ou evitar usar giz colorido (amarelo, laranja). Ninguém melhor do que o professor para chamar a atenção dos pais sobre a necessidade de consultar um especialista, assim que desconfiar de que pode haver algum problema.

Existe cura ou algum tratamento?

Embora ainda não exista cura para o daltonismo, isto não costuma ser traumático para a grande maiora das pessoas. Há porém, uma empresa americana fabricando lentes que permitiriam a distinção de cores pelos daltônicos. Elas seriam seletivas quanto à passagem de luz, bloqueando o necessário para corrigir defeitos da visão. Mas alguns estudiosos ainda encaram a iniciativa com reservas alegando que não há estudos científicos que reconhecidamente indiquem o método.

É verdade que o daltônico percebe coisas que escapam aos olhos dos não-daltônicos?

Esta é uma maneira positiva de encarar o daltonismo – que, para muitos, está longe de ser um problema. Muitos portadores afirmam, inclusive, serem capazes de enxergar sutilezas que não seriam notadas pelas pessoas de visão normal. A Internet está cheia de sites com depoimentos de daltônicos e oferece um número grande de páginas elaboradas exclusivamente para daltônicos.

Existem profissões proibidas para portadores de daltonismo?

Sim. A pessoa não poderá, por exemplo, pilotar uma aeronave, ser maquinista, trabalhar com navegação marítima porque as cores são essenciais para estas profissões. Porém isso não chega a ser um problema na hora de conseguir emprego na maioria das profissões. E mais: Vincent van Gogh - ele mesmo, o pintor - era daltônico...

Há vários tipos de daltônicos?

O mais comum é o grupo de pessoas com dificuldades para o vermelho- verde, e este grau de percepção é bastante variado. Há os com problemas com azul-amarelo, mas estes são bastante raros. Importante ressaltar que nenhum dos portadores destes tipos de daltonismo mostra-se totalmente incapaz de identificar uma ou outra cor. Eles as percebem de maneira diferente e o grau desta diferença varia muito de pessoa para pessoa. Existe porém uma forma mais severa denominada de acromatopsia, a inabilidade para ver qualquer cor. Especialistas costumam chamar a atenção para o fato de que ninguém – seja daltônico ou não – enxerga exatamente igual ao outro.

É verdade que as formas de ver o mundo podem ser tão ricas e variadas quanto a própria natureza?

Partindo-se do princípio de que a percepção das cores está diretamente ligada aos tipos de receptores encontrados na retina, podemos ver como isto se diferencia na natureza. O homem, de forma geral, tem três tipos** - para o verde, o azul e o vermelho, o que lhe permite identificar do vermelho ao violeta. Há insetos, aves, répteis e peixes que têm receptores para a luz ultravioleta, o que os habilita a enxergar coisas para nós invisíveis. Gatos e cachorros são daltônicos, só percebem o verde e o azul. Essa característica é um passaporte para a vida noturna, que prioriza a forma e não a cor.

** Há uma alteração genética em mulheres que resulta em um quarto sensor. Essas pessoas são denominadas de tetracromatas – possuem quatro canais para visualizar as cores. Estudos desenvolvidos em instituições como The Cambridge University e na Escola de Medicina de Wisconsin pretendem descobrir se o mundo delas é mais colorido que o dos demais.

Curiosidade

John Dalton, físico e químico ingles nascido em Cumberland, em 1766, criador da teoria atômica, estudou nele próprio a doença que acabou conhecida como daltonismo.

Fonte: www.medicinal.com.br

Daltonismo

O que é Daltonismo?

Embora também seja conhecida como cegueira para cores, o daltonismo não é exatamente uma cegueira - as pessoas afetadas por esse distúrbio simplesmente não concordam com a maioria das pessoas em relação às cores.

A maioria dos daltônicos não consegue distinguir entre tons de vermelho e verde quando há pouca luz; alguns não distinguem o azul do amarelo; um grupo muito pequeno apresenta uma condição chamada monocromatismo, ou seja, elas enxergam somente em preto e branco.

Qual a causa do Daltonismo?

O daltonismo é causado pela falta de uma ou mais das substâncias sensíveis à luz encontradas na retina; é causado por um gene recessivo no cromossomo X.

Vários tipos de daltonismo afetam aproximadamente 7% dos homens e menos de 1% das mulheres

Como se pode tratar?

Não há nenhum método de tratamento conhecido para o daltonismo. No entanto, a visão da maioria das pessoas daltônicas é normal em todos os outros aspectos.

Fonte: www.bausch.com.br

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