Ter bom gosto é fundamental para quem quer se firmar nesse mercado de trabalho. Mas talvez seja pouco, em tempos de tamanha competição. Por isso, um curso superior pode ser uma forma de obter o domínio do instrumental técnico necessário para fazer projetos bonitos, funcionais e – acima de tudo – adequados tanto ao estilo de vida quanto à condição financeira do cliente.
Na faculdade, o aluno passa por disciplinas como fundamentos de expressão e comunicação humana, história da arte e da arquitetura, estética, metodologia da pesquisa artística, leitura de artes, formas de expressão artística e visual, técnicas de representação gráfica, linguagem instrumental aplicada à decoração, projetos de decoração, introdução ao desenho industrial, psicologia do usuário e disciplina pedagógica. Embora reconhecidos pelo MEC, os cursos de graduação ainda não tiveram seus currículos aprovados. “Por conta disso, ficamos sem parâmetros para avaliar até que ponto as faculdades estão oferecendo a formação que o profissional precisa de fato”, explica Sonia Maria Gonçalves Siqueira, coordenadora do curso de graduação em Decoração das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila (Fatea).
No entanto, quem inicia carreira com diploma deve se preparar para a concorrência com os autodidatas. “Qualquer um pode abrir um escritório de decoração, ainda que mal saiba distinguir entre os estilos clássico e contemporâneo”, conta Sônia. “Na última vez em que esse assunto foi debatido no Congresso Nacional, o relator chegou a afirmar que não era importante regulamentar a profissão porque sua prática não oferece riscos às pessoas.”
Apesar das dificuldades, cresce a procura por especialistas, não só para decoração de interiores. Os decoradores podem trabalhar também com desenho de móveis e pesquisa de mobiliário e materiais. As oportunidades são igualmente promissoras no trabalho para lojas, restaurantes e escritórios. Outra frente de trabalho são as exposições temáticas (a mostra dos 500 anos, por exemplo), onde o decorador atua em parceria com outros profissionais, como historiadores ou museólogos.
A restauração de móveis e objetos antigos é uma opção de negócio próprio, que pode começar com uma pequena oficina. Para isso, o profissional precisará ter conhecimentos em reciclagem com diferentes tipos de pintura e outras técnicas artesanais, como marchetaria e découpage.
Trabalhar por conta própria é uma possibilidade real de sucesso. Antes, porém, é aconselhável adquirir experiência em escritórios de profissionais renomados. No dia-a-dia, além de criar e desenvolver projetos, o decorador faz a pesquisa de móveis e acessórios, com cotação de preços. Depois, comanda equipes de mão-de-obra especializadas – marceneiros, pedreiros, pintores, assentadores de pisos e eletricistas. Ele atua como um gerente da obra que propõe, cuidando da qualidade dos serviços e do controle de prazos.
É difícil estabelecer salários, que variam em função do tipo de trabalho. Como profissional liberal, o decorador costuma cobrar por metro quadrado, cujo valor gira em torno de R$ 10. Para reforçar o orçamento, alguns recorrem às comissões pagas por lojas e fornecedores.
Quatro anos
O decorador harmoniza móveis, objetos e acessórios como cortinas
e tapetes em um espaço, procurando conciliar conforto, praticidade
e beleza. Planeja cores, materiais, acabamentos e iluminação,
usando esses materiais segundo o uso do ambiente e adequando o projeto à
personalidade, ao gosto, às necessidades e à disponibilidade
financeira dos clientes. Responsável pela administração
do projeto, estabelece cronogramas, prazos e orçamentos, coordenando
o trabalho de marceneiros, pintores e eletricistas. O cotidiano desse profissional
inclui pesquisas, visitas a fornecedores e a clientes, e ele é cada
dia mais requisitado a decorar festas e comemorações especiais,
como casamentos ou inaugurações de lojas e fábricas.
Características que ajudam na profissão:
Imaginação, criatividade, senso estético, habilidade de lidar com o público, atualização, curiosidade, capacidade de trabalhar em equipe
Fonte: www1.uol.com.br
É a arte de planejar e arranjar ambientes de acordo com padrões de estética e funcionalidade. O bacharel em design de interiores harmoniza, em um determinado espaço, móveis, objetos e acessórios, como cortinas e tapetes, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. Planeja cores, materiais, acabamentos e iluminação, utilizando tudo de acordo com o ambiente e adequando o projeto às necessidades, à personalidade, ao gosto e à disponibilidade financeira do cliente. Administra o projeto de decoração, estabelecendo cronogramas e fixando prazos e orçamentos e coordenando o trabalho de marceneiros, pintores e eletricistas.
As oportunidades de trabalho nessa área são muitas e há expectativa de que o mercado continue crescendo nos próximos anos em função do boom imobiliário vivido pelo país – algumas estimativas apontam que 180 mil novas residências serão inauguradas no Brasil até 2010. Segundo a Associação Brasileira de Designers de Interiores, 87% dos profissionais são autônomos e atuam por conta própria ou como terceirizados. Uma das maiores demandas vem da área corporativa, em que o designer é requisitado para elaborar andares inteiros de escritórios e salas de reuniões. Os escritórios de decoração contratam com freqüência o especialista em projetos para atender as necessidades de lojas, bares, restaurantes, hotéis, pousadas, clínicas e até de escolas particulares que querem modernizar seu ambiente. Escritórios de grande porte oferecem oportunidades de carreira. Outra área em expansão é a de iluminação. Nos estabelecimentos comerciais, por exemplo, o especialista em design de iluminação define como os produtos devem ser dispostos e qual a luz adequada para mostrá-los. As vagas se concentram especialmente nas grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, mas nas cidades de médio porte o fluxo de trabalho tem aumentado significativamente.
A parte prática é a mais importante, com atividades à mão livre e uso de recursos da informática. Os alunos passam boa parte do tempo com a mão na massa. O objetivo é preparar um profissional que saiba executar projetos de interiores propondo a adequação dos espaços aos mais diversos usos. Visa também oferecer competência técnica no emprego de ferramentas e materiais variados. Grande parte da carga horária é dedicada ao desenvolvimento de projetos, com aulas de perspectiva e desenho artístico e arquitetônico. No fim do curso, as escolas exigem um estágio e uma monografia. As atividades extracurriculares também são freqüentes. Prepare-se para visitar museus e exposições de arte, assistir a palestras e fazer pesquisas em bibliotecas. É importante manter-se informado sobre as tendências que predominam no mundo.
Quatro anos.
Artes Vis. (design de inter.); Comp. de Inter.; Decoração; Decoração e Design; Design (decoração de inter.); Design (inter.); Design de Amb.
Desenho de móveis Criar peças conforme as necessidades do cliente, adaptando-as ao espaço disponível. Gerenciamento Acompanhar a compra de móveis e acessórios, fazer orçamentos e contratar mão-de-obra. Projeto Organizar ambientes de acordo com o estilo de vida e as necessidades do cliente. Elaborar esboços, lantas e maquetes, indicando o estilo, as cores e a disposição de móveis e objetos no espaço.
Fonte: guiadoestudante.abril.com.br