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Déjà vu

Déjà vu é uma expressão da língua francesa que significa já visto (literalmente). É uma reacção psicológica, para por vezes tornar um local mais acolhedor, fazendo com que sejam transmitidas ideias de que já se teve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas, etc.

É uma expressão também muito utilizada pela crítica artística, seja ela literária, cinematográfica, teatral ou musical, no sentido de que o objeto da crítica não trouxe nada de novo, nenhuma originalidade ao mundo artístico.

O que é o déjà vu?

Sabe-se que nossa memória às vezes pode falhar; nem sempre consegue-se distinguir o que é novo do que já era conhecido. Eu já li este livro? Já assisti a este filme? Já estive neste lugar antes? Eu conheço esse sujeito? - essas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu.

Eu posso até me sentir um pouco confuso, ou indeciso, ou triste por sentir que minha memória já não tem a limpidez de outros tempos, mas isso é natural; o sentimento associado ao déjà vu clássico não é o de confusão ou de dúvida, mas sim o de estranheza.

Não há nada de estranho em não lembrar de um livro que se leu ou de um filme a que se assistiu; estranho (e aqui entra-se no déjà vu) é sentir que a cena que parece familiar não deveria sê-lo. Tem-se a sensação esquisita de estar revivendo alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que ela tenha algum dia ocorrido.

Mas, o que é mais intrigante nesta questão é o fato do indivíduo, poder nestas circunstâncias, experimentar esta estranha sensação de já ter vivenciado o que lhe ocorre, e além disso, também poder relatar (antes de uma observação) quais serão os acontecimentos seguintes que se manifestarão nesta sua experiência.

No entanto, sabe-se que o uso pode mudar o significado das palavras, seja para ampliá-lo, seja para restringi-lo. Embora se possa lamentar algumas dessas mudanças (nos casos em que se gostasse mais do significado primitivo, originário), é preciso ver, nesse processo de mutação semântica, um fator extremamente benéfico e enriquecedor do idioma.

Colocando em termos bem concretos: os dicionários engrossam não apenas pelos novos vocábulos que entram no léxico, mas também (e principalmente) pelos novos significados que são acrescidos aos verbetes já existentes. Quando a expressão déjà vu saiu das publicações especializadas em neurologia e psicologia para entrar na imprensa comum, o público, atraído por sua tradução literal ("já visto"), passou a usá-la para designar aquelas situações em que a pessoa tem a sensação de estar vivenciando algo que lhe parece familiar. Pode parecer ironia, mas a expressão que a linguagem técnica associa à estranheza passou, na linguagem usual, a indicar familiaridade. É nesse sentido que escreveu um conhecido comentarista político: "Assistir à instalação na nova CPI trouxe-me uma triste sensação de déjà vu" -, um lamento que equivale à forma popular "eu já vi esse filme".

Parece que o deslizamento semântico da expressão ainda não estabilizou: já há quem use a expressão para designar simplesmente uma situação que está acontecendo pela segunda vez: "Eu não fiquei embaraçado com a cena, porque para mim ela já era um déjà vu". No filme Matrix, Keanu Reeves vê, com um intervalo mínimo, um gato passar duas vezes por uma porta, e descreve o fato como um déjà vu - aqui num emprego ainda mais distante do primitivo, pois designa o fato de ele realmente ter visto uma coisa acontecer duas vezes. Com essa atual indefinição de significados, recomenda-se cercar de todas as cautelas possíveis o uso desta expressão, pois nada assegura que os leitores vão entendê-la da mesma forma que quem a escreveu.

Os especialistas em bobagens reagem contra a limitação do "vu", que restringiria ao mundo do que pode ser "visto", e já soltaram por aí formas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: "déjà vécu" ("já vivido"), "déjà lu" ("já lido"), "déjà entendu" ("já ouvido"), "déjà visité" ("já visitado") - o que pode um dia acarretar um "déjà mangé" ("já comido") ou um "déjà bu" ("já bebido").

Tipos de déjà vu

De acordo Arthur Funkhouser existem três tipos de déjà vu:

Déjà vécu

Normalmente usado como 'já visto' ou 'já vivido assim,' déjà vécu é descrito em uma citação de David Copperfield de Charles Dickens.

Todos já tivemos alguma vez a experiência de uma sensação, que surge ocasionalmente, de que aquilo que dizemos ou fazemos já o fizemos ou dissemos anteriormente há muito tempo, ou de que já estivemos algures no passado rodeados das mesmas caras, objetos ou circustâncias, ou de que sabemos perfeitamente o que se vai dizer em seguida como se de repente surgisse da nossa memória.

Quando a maioria das pessoas fala em déjà vu refere-se a situações de déjà vécu. Pesquisas revelaram que cerca de um terço de todas as pessoas tiveram experiências destas, mais frequentes e talvez com maior intensidade em pessoas dos 15 aos 25 anos. A experiência está geralmente associada a um evento muito banal, mas é tão forte que é relembrada por muitos anos após ocorrer.

Déjà vécu refere-se a uma ocorrência que envolve mais do que a mera visão, pelo que é incorrecto classificá-lo como "déjà vu". A sensação é muito detalhada, o sentimento é de que tudo é exactamente como foi anteriormente, por isso, as teorias que advogam que a situação teria sido lida previamente ou vivida numa vida anterior são inválidas, uma vez que essas ocorrências nunca poderiam recriar a situação com exactidão seja devido à falta de sentido do envolvimento seja pela presença de um ambiente moderno.

Recentemente, o termo déjà vécu foi usado para descrever sensações muito intensas e persistentes do tipo déjà vu, que occorrem como sintoma de uma perturbação da memória.

Déjà senti

Esse fenômeno especifica algo "já sentido". Mas sem o mesmo sentido de déjà vécu, déjà senti é primeiramente ou igualmente exclusivo para um acontecimento mental, sem aspectos precognitivos, e raramente, permanece na memória da pessoa logo depois.

O Dr. John Hughlings Jackson recordou as palavras de um de seus pacientes que sofreu de epilepsia psicomotora num trabalho científico de 1989:

O que prende a atenção é o que a prendeu anteriormente, e com efeito soa familiar, tendo sido esquecido por algum tempo, sendo agora recuperado com uma ligeira sensação de satisfação como se o tivessemos procurado. ... simultaneamente ou melhor logo de seguida estou perfeitamente consciente de que a recordação é ficticia e que não estou no meu estado normal. A recordação inicia-se sempre pela audição da voz de outra pessoa, ou pela verbalização dos meus pensamentos, ou por algo que estou a ler e que verbalizo mentalmente; penso que na fase anormal eu geralmente verbalizo algumas frases simples de reconhecimento como "sim - estou a ver", "claro - já me lembro", etc., mas um ou dois minutos depois não me consigo lembrar nem das palavras nem do pensamento verbalizado que estiveram na origem da recordação. Somente estou firmemente convicto que elas se parecem com o que senti anteriormente sob condições anormais similares.

Déjà visité

Essa sensação é menos comum e involve um estranho conhecimento de um novo lugar. Quem passa por essa situação, pode conhecer tudo a sua volta em uma cidade que nunca tenha visitado antes. E ao mesmo tempo saber que isso não seria possível.

Sonhos, reencarnação e até uma "viagem fora do corpo" não estão excluídas da lista de possíveis explicações para esse fenômeno. Alguns acreditam que ler um informativo detalhado sobre um lugar pode causar este sentimento quando se visita esse local mais tarde. Dois exemplos famosos dessa situação foram descritos por Nathaniel Hawthorne em seu livro [[Our Old Home and Sir Walter Scott in Guy mannering[[. Hawthorne reconheceu as ruínas de um castelo na Inglaterra e depois pôde verificar vestígios da sensação em uma peça escrita sobre o castelo por Alexander Pope, dois séculos atrás. C. G. Jung publicou um informativo sobre déjà visité em seu artigo no synchronicity em 1952.

Para diferenciar o dejà visité do dejà vécu, é importante identificar a causa da sensação. Déjà vécu é uma referência a ocorrências e processos temporais. Enquanto déjà visité tem mais ligações a dimensões geográficas e espaciais.

Jamais vu
Do francês para "nunca visto", a expressão significa explicitamente não recordar ver algo antes. A pessoa sabe que aconteceu antes, mas a experiência faz-se sentir estranha. Descrito frequentemente como o oposto do déjà vu, os jamais vu envolvem uma sensação de medo e a impressão de observador da situação pela primeira vez, apesar de, racionalmente, saber que estiveram na situação antes. Jamais vu é associado às vezes com determinados tipos de amnésia e de epilepsia. Um gracejo velho da internet classificou a este sentimento como o vujà dé presque vu: da língua francesa, significando "quase visto", mas não completamente, recordando algo. Frequentemente muito desorientador e distrativo, o presque vu conduz raramente a uma descoberta real. Frequentemente, alguém que experimente um presque vu dirá que está à beira de uma epifania. Presque vu é muitas vezes referido por pessoas que sofrem de epilepsia ou de outras perturbações cerebrais relacionadas com convulsões, tais como labilidade do lóbulo temporal.

Fonte: pt.wikipedia.org

Déjà vu

Déjà vu é usualmente pensado como uma impressão de já ter visto ou experimentado algo antes, que aparentemente está a ser experimentado pela primeira vez. Se assumimos que a experiência é na verdade uma recordação, então o déjà vu ocorre provavelmente porque uma experiência original não foi completamente codificada. Nesse caso parece provável que a situação presente dispare a recordação de um fragmento do passado que se baseia numa experiência real mas de que temos apenas uma memória vaga. A experiência pode ser perturbadora, principalmente se a memória está tão fragmentada que não há conexões fortes entre esse fragmento e outras memórias ou nenhuma conexão consciente pode ser feita entre a situação actual e a memória implicita.

Ou seja, a sensação de já ter estado lá é muitas vezes devida ao facto de já lá ter estado, mas ter esquecido a experiência original porque não prestou atenção na experiência original. A experiência original pode ter ocorrido apenas alguns minutos ou segundos antes. Por outro lado, a experiência de déjà vu pode ser devida a ter visto imagens ou ouvido relatos vivos muitos anos antes, como no caso de Virginia Tighe. Essas experiências podem ser parte de uma fraca recordação de infância, erradamente acreditada como tendo ocorrido numa vida passada só porque "sabe" que não ocorreu nesta vida.

Finalmente, é possivel que a sensação que tem seja disparada por acção neuroquimica no cérebro que não está ligada a nenhuma experiência do passado. Sente-se estranho e associa a sensação com já ter experimentado isso antes, mesmo se a experiência é completamente nova. Ou seja, déjà vu (já visto em francês) pode não envolver um falso reconhecimento de algo que que já se viu antes.

O termo foi aplicado pela primeira vez por Emile Boirac (1851-1917), um homem com forte interesse em fenómenos psiquicos. O termo de Boirac dirige a nossa atenção para o passado. Contudo, uma pequena reflexão revela que o que é unico no déjà vu não é algo no passado mas algo no presente, nomeadamente, a estranha sensação que temos quando experimentamos o déjà vu. Temos muitas vezes experiências em que a novidade não é clara que nos levam a levantar questões como, Já li este livro? Isto é um episódio que já vi o mês passado? Este lugar é-me familiar, será que já cá estive? Mas isto não é acompanhado de sensações estranhas. Podemos sentir-nos confundidos, mas a sensação associada a déjà vu não é de confusão mas de estranheza. Não há nada de estranho acerca de não nos lembrarmos se já leu um livro antes se tem cinquenta anos e já leu milhares de livros. Quando isso acontece não se sente estranho. Mas com o déjà vu sentimo-nos estranhos porque não pensamos que devamos sentir-nos familiares a essa percepção.

Portanto, é possivel que a tentativa de explicar o déjà vu em termos de memória perdida, inatenção, vidas passadas, clarividência, etc, possa ser completamente errada. Deviamos falar da sensação de déjà vu. Essa sensação pode ser causada por um estado do cérebro, por factores neuroquimicos durante a percepção. A sensação de déjà vu é comum entre pacientes psiquiátricos. Tambem precede ataques de epilepsia do lóbulo temporal. E, em 1955, quando Wilder Penfield fez a sua famosa experiência na qual estimulava electricamente lóbulos temporais, encontrou um bom numero de experiências de déjà vu.

Fonte: skepdic.com

Déjà vu

Você já entrou em uma loja pela primeira vez e teve uma sensação estranhamente familiar? Ou estava conversando com um amigo e de repente teve a sensação de já ter tido a mesma conversa antes, embora saiba que isso não ocorreu na verdade? Se você já se encontrou em alguma dessas situações, o que experimentou foi o déjà vu. De 60 a 70% das pessoas admitem ter tido essa sensação pelo menos uma vez na vida. A visão, som, sabor ou mesmo odor de alguma coisa nos faz pensar que a experimentamos antes, embora saibamos que isso não ocorreu.
Há cerca de 40 teorias sobre o que é déjà vu e suas causas. Elas variam de reencarnação até pequenas falhas nos nossos processos de memória. Vamos explorar algumas dessas teorias para tentar esclarecer esse fenômeno pouco compreendido.

O que é déjà vu... e o que não é

Déjà vu crônico

Recentemente, pessoas com aquilo que os pesquisadores chamam de "déjà vu crônico" estão sendo estudadas. Quatro homens do Reino Unido têm tido déjà vu constantemente. Eles se recusam a olhar para os noticiários porque têm a sensação de que já sabem o que será dito (embora não saibam realmente). Ou eles não querem ir ao médico porque têm a sensação de que já foram e não vêem razão para ir novamente.
Os pesquisadores sugerem que esses indivíduos estão tendo uma falha no lobo temporal. É como se os circuitos que são ativados quando você lembra de alguma coisa tenham ficado emperrados na posição "ligado". Isso cria memórias que não existiram realmente [ref (em inglês)].

Déjà vu é um termo francês que literalmente significa "já visto" e tem diversas variações, incluindo déjà vecu, já experimentado; déjà senti, já pensado; e déjà visite, já visitado. O cientista francês Emile Boirac, um dos primeiros a estudar esse estranho fenômeno, deu esses nomes ao assunto em 1876.

Há muitas referências ao déjà vu que não são o déjà vu verdadeiro. Os pesquisadores têm suas próprias definições, mas geralmente o déjà vu é descrito como a sensação de se ter visto ou experimentado alguma coisa, que se sabe que não aconteceu. A utilização errada mais comum do termo parece ser com as experiências precognitivas, aquelas experiências onde alguém tem a sensação de que sabe exatamente o vai acontecer em seguida e a situação acontece. Uma distinção importante é que o déjà vu é experimentado durante um evento, não antes dele. As experiências precognitivas (se é que são reais) mostram situações que vão acontecer no futuro, não situações que você já passou. Contudo, uma teoria sobre o déjà vu lida com sonhos precognitivos que nos dão uma "sensação de déjà vu" depois.

Alucinações causadas por enfermidades ou drogas trazem um aumento de sensibilidade e são confundidas com déjà vu. Falsas memórias produzidas pela esquizofrenia podem também ser confundidas com déjà vu. Diferentemente dos verdadeiros déjà vu, que duram normalmente de 10 a 30 segundos, essas memórias falsas podem durar muito mais tempo.

Definir os tipos de déjà vu é algo muito incerto. Os estudiosos do assunto fazem suas próprias classificações e diferenciações, cada uma ligada a uma teoria específica sobre o que causa o déjà vu. Alan Brown, professor de psicologia da South Methodist University (SMU) e autor de "The Déjà vu Experience: Essays in Cognitive Psychology" têm três categorias para o déjà vu. Ele acredita que o déjà vu seja causado por disfunções biológicas (epilepsia, por exemplo), familiaridade implícita e percepção dividida. Em 1983, Dr. Vernon Neppe, diretor do Pacific Neuropsychiatric Institute, em Seattle, propôs quatro subcategorias de déjà vu, incluindo epilético, paranormal subjetivo, esquizofrênico e associativo.

Olhando amplamente para as pesquisas e fontes disponíveis, podemos colocar as experiências de déjà vu em duas categorias, para então ver as distinções mais sutis que os pesquisadores colocaram nelas.

Déjà vu associativo

O tipo mais comum de déjà vu experimentado por pessoas normais e saudáveis é de natureza associativa. Você vê, ouve, cheira ou experimenta algo que desperta uma sensação que você associa com algo já vivenciado antes. Muitos pesquisadores acham que esse tipo de déjà vu é uma experiência baseada na memória e assumem que os centros de memória do cérebro são os responsáveis por ele.

Déjà vu biológico

Há também uma alta ocorrência de déjà vu entre pessoas com epilepsia do lobo temporal. Um pouco antes de ter um ataque, elas experimentam uma forte sensação de déjà vu. Isso tem dado aos pesquisadores mais confiabilidade para estudar o déjà vu e eles têm sido capazes de identificar as áreas do cérebro onde esses tipos de sinais de déjà vu se originam. Contudo, alguns pesquisadores dizem que esse tipo de déjà vu é distintamente diferente do déjà vu comum. A pessoa que o experimenta pode acreditar que já passou exatamente por aquela situação, ao invés de ter apenas uma breve sensação do fato.
O déjà vu ocorre com alguma previsibilidade em distúrbios psiquiátricos importantes como a ansiedade, depressão, distúrbios dissociativos e esquizofrenia.

Veremos como os pesquisadores estão estudando esse fenômeno.

Estudo do déjà vu

O déjà vu é extremamente difícil de se estudar porque ocorre rapidamente, sem aviso e apenas em certas pessoas, além de não apresentar manifestações ou sintomas externos que não da pessoa dizendo: "ei, déjà vu!". Por isso, há poucas pesquisas confiáveis e nenhuma explicação definitiva. Os dados para os estudos de déjà vu dependem de descrições pessoais e lembranças. Há dois séculos as pessoas têm apresentado razões por que experimentamos déjà vu. Desde filósofos e psicólogos até especialistas paranormais, cada um tem sua própria teoria.
Emile Boirac foi um pesquisador francês paranormal que usou pela primeira vez o termo déjà vu em seu livro "L'Avenir des Sciences Psychiques". Contudo, ele não pesquisou o fenômeno profundamente. Sigmund Freud teorizou que essas experiências resultavam de desejos reprimidos ou memórias relacionadas com um evento estressante que as pessoas não queriam mais admitir como memória regular. Os cientistas usaram essa teoria, chamada de paramnesia, para explicar o déjà vu durante boa parte do século XX.

Ao longo dos anos, muitos cientistas ignoraram o déjà vu completamente devido à sua freqüente associação com experiências de vidas passadas, PES e abduções alienígenas. Essas associações deixaram o estudo do déjà vu um pouco estigmatizado. Recentemente, os pesquisadores deixaram de lado algumas dessas associações e começaram a colocar a tecnologia de imagens cerebrais a seu serviço. Colocando o estudo do déjà vu dentro do estudo da memória, eles esperam descobrir mais sobre como as memórias são formadas, armazenadas e recuperadas.

Eles já determinaram que o lobo temporal médio está envolvido na nossa memória consciente. Dentro do lobo temporal médio há o giro parahipocampal, o rinencéfalo e a amígdala. John D.E. Gabrieli, da Stanford University, descobriu em 1997 que o hipocampo nos possibilita recordar os eventos conscientemente. Ele também descobriu que o giro parahipocampal nos possibilita determinar o que é familiar e o que não é (e isso sem acessar uma memória específica para o fato).

Como Funciona o Déjà vu

Enquanto cerca de 60% das pessoas dizem que já tiveram déjà vu, as ocorrências são mais altas em pessoas entre 15 e 25 anos de idade. A idade superior varia entre os pesquisadores, mas a maioria concorda que as experiências de déjà vu diminuem com a idade. Há também relatos de maior ocorrência entre aqueles com renda mais alta, que viajam mais e com alto nível educacional. A imaginação ativa e a habilidade de recordar sonhos também têm sido algo comum entre pessoas que relatam experiências de déjà vu.

Alguns pesquisadores também relataram que quanto mais cansada ou estressada está a pessoa, maior a probabilidade de experimentar um déjà vu. Outros pesquisadores, contudo, descobriram exatamente o oposto. Eles relataram que quanto mais descansado e relaxado você está, maior a probabilidade de ter um déjà vu. Obviamente, ainda não se chegou a um acordo sobre muitas situações relacionadas ao déjà vu.

Uma descoberta relatada é que a pessoa que tem a mente mais aberta ou é politicamente mais liberal, tem maior possibilidade de experimentar um déjà vu. Contudo, isso também significa que quanto mais mente-aberta você é, mais provavelmente você falará de alguma coisa que possa ser encarada como "estranha", por exemplo, o déjà vu.

A experiência déjà vu completa

Abaixo estão os nomes para alguns dos diversos modos como a experiência déjà vu se manifesta:
déjà entendu - já ouvido
déjà eprouve - já experimentado
déjà fait - já feito
déjà pense - já pensado
déjà raconte - já narrado
déjà senti - já sentido, cheirado
déjà su - já conhecido (intelectualmente)
déjà trouve - já encontrado (estado com)
déjà vecu - já vivido
déjà voulu - já desejado
Neppe (junto com o Prof. B. G. Rogers, professor de francês da Universidade de Witwatersrand), em 1981 sugeriu os seguintes termos adicionais:
déjà arrive - já acontecido
déjà connu - já conhecido (conhecimento pessoal)
déjà dit - já dito/falado (conteúdo da fala)
déjà goute - já degustado
déjà lu - já lido
déjà parle - já falado (ato da fala)
déjà pressenti - já sentido
déjà rencontre - já encontrado
déjà reve - já sonhado
déjà visite - já visitado
déjà rencontre parece mais adequado que déjà trouve para o já encontrado, porque relaciona-se especificamente com situações interpessoais.

Teorias principais

Atenção dividida (teoria do telefone celular)

Dr. Alan Brown vem tentando recriar um processo que ele acha ser similar ao déjà vu. Em estudos na Duke University e SMU, ele e a colega Elizabeth Marsh testaram a idéia da sugestão subliminar. Eles mostraram fotografias de vários locais a um grupo de estudantes, planejando perguntar a eles quais locais eram familiares. Antes de mostrar aos estudantes algumas das fotografias, eles projetaram instantaneamente as fotos na tela a velocidades subliminares (cerca de 10 a 20 milisegundos), tempo suficiente para o cérebro registrar a foto mas não suficiente para o aluno percebê-la conscientemente. Nessas experiências, as imagens que tinham sido mostradas subliminarmente foram apontadas como sendo familiares em uma proporção muito maior do que as que não tinham sido mostradas, embora os estudantes que realmente estiveram naqueles locais tenham sido tirados do estudo. Larry Jacoby e Kevin Whitehouse, da Universidade de Washington, fizeram estudos similares usando listas de palavras e tiveram resultados parecidos.

Com base nessa idéia, Alan Brown propôs o que ele chamou de teoria do telefone celular (ou atenção dividida). Isso significa que, quando estamos distraídos com alguma outra coisa, captamos subliminarmente o que está ao nosso redor mas não registramos de modo consciente. Então, quando somos capazes de nos concentrar no que estamos fazendo, esses ambientes periféricos dão a sensação de já serem familiares para nós, mesmo quando não deveriam ser.

Com isso em mente, é lógico entender como podemos andar por uma casa pela primeira vez, talvez ao conversar com o dono da casa e ter um déjà vu. Poderia funcionar mais ou menos assim: antes de realmente olharmos para o local, nosso cérebro já o processou visualmente e/ou através do odor ou som, de modo que, quando realmente olhamos para ele temos a sensação de que já estivemos lá antes.

A teoria do holograma

O psiquiatra holandês Hermon Sno propôs a idéia de que as memórias são como hologramas, significando que você pode recriar a imagem tridimensional inteira a partir de qualquer fragmento do todo. Contudo, quanto menor o fragmento, mais confuso o quadro final. O déjà vu, segundo ele, acontece quando algum detalhe do ambiente onde estamos no momento (uma vista, som, odor, etc.) é similar a algum resquício de memória do nosso passado e o cérebro recria uma cena inteira a partir desse fragmento.

Outros pesquisadores também concordam que um pequeno fragmento de familiaridade pode estar semeado, criando a sensação de déjà vu. Por exemplo, você sai para dar uma volta com um amigo em um carro antigo ano 1964 e tem uma forte sensação de déjà vu, mas não chega a lembrar (ou nem mesmo está ciente do fato) que seu avô tinha o mesmo tipo de carro, e você está lembrando de quando andou nesse carro quando era bem pequeno. O cheiro, a aparência e a textura do assento ou do painel podem trazer de volta memórias que você nem sabia que existiam.

Processamento duplo (ou visão atrasada)

Outra teoria baseia-se no modo como nosso cérebro processa as informações novas e como ele as armazena em memórias de longo e curto prazo. Robert Efron testou uma idéia no Veterans Hospital de Boston, em 1963, que se mantém como uma teoria válida atualmente. Ele propôs que uma resposta neurológica atrasada causa o déjà vu. Como a informação entra nos centros de processamento do cérebro através de mais de uma via, é possível que ocasionalmente essa mistura de informações não ocorra em total sincronia.

Efron descobriu que o lobo temporal do hemisfério esquerdo do cérebro é responsável por classificar as informações que chegam. Ele descobriu também que o lobo temporal recebe duplicadas essas informações, que chegam com um leve atraso (de milissegundos) entre elas: a primeira vem diretamente e a outra passa primeiro pelo hemisfério direito do cérebro. Se essa segunda transmissão tem um atraso um pouco maior, o cérebro pode classificar de modo errado essa parte da informação e fazer seu registro como sendo uma memória passada, porque ela já foi processada. Isso poderia explicar o súbito senso de familiaridade.

"Memórias" de outras fontes

Essa teoria propõe que temos muitas memórias armazenadas que vem de diferentes aspectos da nossa vida, incluindo não apenas nossas próprias experiências mas também filmes e quadros que vimos, assim como livros que lemos. Podemos ter memórias muito fortes de fatos sobre os quais lemos ou vimos sem que realmente os tenhamos experimentado, e com o tempo essas memórias podem ser empurradas para o fundo da nossa mente. Quando vemos ou experimentamos algo muito similar a uma dessas memórias, podemos experimentar uma sensação de déjà vu.

Por exemplo, quando era criança você pode ter visto um filme com uma cena em um restaurante ou ponto turístico famoso. Então, quando você já adulto visita o mesmo local, sem lembrar-se do filme, o local parece ser muito familiar.

Sonhos precognitivos

Alguns pesquisadores, incluindo o cientista suíço Arthur Funkhouser, acreditam que os sonhos precognitivos são a fonte de muitas experiências de déjà vu. J.W. Dunne, um engenheiro da aeronáutica que projetava aviões na Segunda Guerra Mundial, conduziu estudos em 1939 usando estudantes da Universidade de Oxford. Seus estudos descobriram que 12,7% dos temas dos sonhos tinham similaridades com eventos futuros. Estudos recentes, incluindo um realizado por Nancy Sondow, em 1988, apresentaram resultados similares de 10%.

Esses pesquisadores também juntaram evidências de sonhos precognitivos às experiências de déjà vu que ocorreram em algum ponto a partir daquele dia até oito anos depois. Tem-se perguntado por que as experiências propriamente ditas são normalmente de acontecimentos cotidianos banais. Uma explicação de Funkhouser é que algo mais marcante tem maior probabilidade de ser lembrado, tornando menos provável uma experiência de déjà vu.

Embora o déjà vu venha sendo estudado como fenômeno por mais de 100 anos e os pesquisadores tenham proposto várias teorias sobre sua causa, não há uma explicação simples para o que ele significa ou por que acontece. Talvez, à medida que a tecnologia avança e aprendemos mais sobre o funcionamento do cérebro, também aprendamos mais sobre por que experimentamos esse estranho fenômeno.

Acesse os links da próxima página para muito mais informações sobre déjà vu e tópicos relacionados.

Fonte: ciencia.hsw.uol.com.br

déjà vu

O que é ?

O termo francês déjà vu significa, literalmente, "já visto". Quem já o teve descreve-o como uma sensação de familiaridade com algo que, aparentemente, está sendo experimentado ou vivenciado pela primeira vez. Por exemplo, você está visitando um país pela primeira vez. Ao visitar um determinado local, subitamente tem a impressão de que já esteve lá antes. Talvez você esteja jantando com um grupo de amigos, falando sobre algum tema político atual, quando tem a sensação de que já vivenciou esse momento - os mesmos amigos, o mesmo jantar, o mesmo assunto.
Termos relacionados

Paramnésia - distúrbio da memória: a)incapacidade de se lembrar do significado adequado das palavras; b) ilusão de lembrar cenas e eventos quando eles são vivenciados pela primeira vez - relacionado ao déjà vu.

Jamais vu - distúrbio da memória caracterizado pela ilusão de que esta sendo vivido algo familiar pela primeira vez.
Fonte: Merriam Webster Medical Dictionary

O fenômeno é bastante complexo e há muitas teorias sobre a razão pela qual isso acontece. O estudioso suíço Arthur Funkhouser sugere que há várias "experiências déjà" e afirma que, para estudar melhor o fenômeno, é preciso perceber as nuances entre as experiências. Nos exemplos citados acima, Funkhouser descreveria o primeiro incidente como déjà visite ("já visitado") e o segundo, como déjà vecu ("já vivenciado").

Setenta por cento da população diz ter vivenciado alguma forma de déjà vu. Um número maior de incidentes ocorre na faixa etária que fica entre os 15e os 25 anos.

O déjà vu está associado à epilepsia do lobo temporal. Aparentemente, ele pode ocorrer antes de um ataque epiléptico. Pessoas que sofrem ataque epiléptico desse tipo podem vivenciar déjà vu durante o ataque propriamente dito ou nos momentos entre as convulsões.

O déjà vu ocorre em indivíduos com ou sem problemas médicos, havendo muitas especulações sobre como e por que esse fenômeno acontece. Vários psicanalistas atribuem o déjà vu à simples fantasia ou realização do desejo, enquanto alguns psiquiatras dizem que é causado por uma combinação errônea no cérebro, fazendo o cérebro confundir o presente com o passado. Muitos parapsicólogos acreditam que ele está relacionado a uma experiência de vida passada. Obviamente, é preciso investigar mais.

Fonte: pessoas.hsw.uol.com.br

Déjà vu

Você já viu uma pessoa pela primeira vez e pensou que a conhece de algum lugar? Ou ao conversar com alguém percebeu que já havia falado exatamente as mesmas palavras anteriormente? Isso é o Déjà vu.

A expressão francesa "Déjà vu", que significa "já visto", é usada para referir a um fenômeno que acontece no cérebro de diversas pessoas no mundo inteiro. O termo foi aplicado pela primeira vez por Emile Boirac (1851-1917), um estudioso interessado em fenômenos psicológicos. Déjà vu é quando nós vemos ou sentimos algo pela primeira vez e temos a sensação de já ter visto ou experimentado isso anteriormente.

Mas como explicar esse fenômeno? Diversas explicações surgem, tais como inatenção, vidas passadas ou visões sobrenaturais, porém todas completamente errôneas.
A hipótese de que verdadeiramente já seu viveu aquela cena antes é inválida, já que essas ocorrências nunca poderiam recriar a situação com exatidão devido à falta de sentimento associada a cada acontecimento na vida das pessoas.

A alusão ao mundo sobrenatural, relacionando ao déjà vu à visões do futuro também é falsa, pois o fenômeno ocorre somente na hora exata que acontece e jamais em situações anteriores, portanto não é possível "prever o futuro" através do déjà vu.

Na verdade, essa sensação é causada por um estado do cérebro, por fatores neuroquímicos. Os especialistas afirmam que o déjà vu é uma experiência baseada na memória e que os centros de memória do cérebro são os responsáveis pelo fenômeno. Os déjà vus acontecem principalmente nas pessoas de 15 a 25 anos e cerca de 60 a 70% das pessoas afirmam que já tiveram o fenômeno alguma vez na vida.

Fonte: www.brasilescola.com

Déjà vu

uma falha na memória

Todo mundo fica encasquetado de vez em quando achando que já viveu um momento ou já viu aquela cena antes. Aí, ao comentar com um amigo, o cara vira e fala: déjà vu (nos mais variados sotaques e estilos de pronúncia!). Mas que raios, afinal, é isso? Coisa de outra vida? O cérebro pifando? Falha na Matrix? De volta para o futuro?

Naaaada disso. O termo déjà vu - expressão do Francês que significa "já visto" - é resultado de uma falha no processo de memória. Acontece quando ocorre um problema na comunicação entre os neurônios no córtex cerebral, que é o responsável pela codificação das informações recebidas e a formação da memória.

Geralmente a gente registra as coisas antes mesmo de tomar consciência delas. Durante essa "falha", uma coisa nova pode ser encarada como parte da memória, dando a sensação de que já passamos por aquilo.

Segundo pesquisadores da Universidade de Leeds, um paciente com déjà vu crônico foi enviado ao hospital por seu médico, mas não chegou a procurar ninguém lá. Ele achava que já tinha feito isso, e até se lembrava de detalhes específicos da visita, que nem tinha acontecido!

Fonte: igjovem.ig.com.br

déjà vu

O déjà vu, termo francês que significa já visto, é mais comum do que se imagina.

Pode ter acontecido com você. Sem mais nem menos, vem aquela sensação estranha de já ter visto ou vivido uma cena ou situação que, até onde sua memória alcança, é total e seguramente nova. Essa impressão, denominada déjà vu pelo pesquisador Emile Boirac, pode acontecer com qualquer um, principalmente quando estamos cansados, estressados ou fatigados. Normalmente, ela vem acompanhada de uma forte emoção que pode despertar os mais diversos sentimentos, positivos ou negativos. Apesar de comum, já que dois terços da população experimentaram essa situação alguma vez, seu mecanismo de ação ainda não foi totalmente desvendado. Portanto, chovem teorias que tentam explicar o fenômeno, capaz de deixar muita gente intrigada e com a pulga atrás da orelha.

Para Li Li Mim, médico e professor de neurologia da Universidade de Campinas, os episódios de déjà vu são resultados de uma breve alteração no processamento da memória, que segue um circuito neuronal complexo - como se fosse uma rede de transmissão elétrica intrincada - ainda não totalmente conhecido. Segundo ele, essa "pane" no processamento da memória pode ocorrer em casos de fadiga, hipoglicemia, privação do sono e também epilepsia. "As epilepsias do lobo temporal podem ter manifestações clínicas (crises) com sintomas de déjà vu", exemplifica o especialista.

"Todo mundo está sujeito a esses episódios, que nada mais são do que um dos sinais de cansaço do sistema nervoso", acrescenta o médico Arthur Guerra de Andrade, professor titular da disciplina de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC. De acordo com especialistas, pessoas com tendências progressistas estão mais sujeitas a essas experiências do que as conservadoras, da mesma forma que aquelas que viajam muito têm mais chances de viver tais sensações. Sem contar também que a probabilidade em jovens é maior do que em idosos.

Mil e uma teorias

Para Odair José Comin, psicólogo especializado em hipnose, o fenômeno pode estar ligado a uma memória que não foi codificada pelo cérebro de forma clara. "No caso de rever ou reviver novamente a situação, estamos falando de um fato real, mas que o cérebro não identifica como tal, pois temos apenas uma vaga lembrança", esclarece o profissional, ao acrescentar que o déjà vu também pode estar associado a pseudo-memória, ou seja, memórias falsas que as pessoas vão criando no decorrer no tempo. Pode ser um sonho, uma história ou uma fantasia de infância que aceitamos como verdadeira com o passar dos anos.

Fonte: www.portaldelphos.com.br

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