O mosquito Aedes aegypti é muito parecido com um pernilongo comum. O Aedes é mais escuro e possue listras brancas pelo corpo e pelas patas. tem o costume de atacar as pessoas durante o dia. Vive e se reproduz em ambientes com água limpa, próximos a habitação humana. Coloca seus ovos na parede de recepientes com água, como: vasos, tambores, pneus, etc..
Locais de Incidência de Criadouros, em Porcentagem: Vasos - 90%, os demais 10% em ordem decrescente são latinhas e copos descartáveis, caixa d'água, pneus, calhas.
Já foi detectado que os ovos sobrevivem até 2 anos sem contato com a água. E assim que tiver condições favoráveis eles eclodem e dão continuidade ao ciclo de vida.

Fonte: www.prefeitura.unicamp.br

Aedes Aegypti
Ramo: Arthropoda (pés articulados);
Classe: Hexapoda (três pares de patas);
Ordem: Diptera (um par de asas anterior funcional e um par posterior
transformado em halteres);
Família: Culicidae;
Gênero: Aedes.
O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela
urbana. Parece que chegou às Américas nos navios que traziam
escravos da África.
Menor que os mosquitos comuns, o Aedes aegypti é preto com pequenos
riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas. Suas asas são
translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível
ao ser humano.
O macho, como os de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de
frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento
dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas de
objetos, próximos a extensas superfícies de água limpa,
local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência.
No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes.
Mesmo quando a água seca, os ovos não morrem e eclodirão
ao primeiro contato com a água. Se foram postos por uma fêmea
contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo,
transmitirão a doença.
O Aedes aegypti é um mosquito urbano, embora já tenha sido encontrado
na zona rural. Acredita-se, porém, que para lá tenha sido levado
em recipientes que continham ovos ou larvas. Próprio das regiões
tropical e subtropical, não resiste a baixas temperaturas nem a altitudes
elevadas. Desenvolve-se por metamorfose completa. Seu ciclo de vida, portanto,
compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.
Estudos demonstram que, uma vez infectada e isso pode ocorrer numa única
inseminação, a fêmea transmitirá o vírus
por toda a vida, havendo a possibilidade de pelo menos parte de suas descendentes
já nascerem portadoras do vírus.
As fêmeas preferem o sangue humano como fonte de proteína ao
de qualquer outro animal vertebrado. Em geral, escolhem pés e tornozelos
porque voam baixo. Atacam de manhãzinha ou ao entardecer. Sua saliva
possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada.
Tanto as fêmeas quanto os machos abrigam-se dentro das casas ou nos
terrenos ao redor.
O Aedes albopictus é outro transmissor potencial do vírus da dengue. No entanto, não existe comprovação científica de que tenha transmitido a doença. Seu ciclo evolutivo é semelhante ao do Aedes aegypti. Encontrado tanto na zona urbana quanto na rural, alimenta-se de sangue humano ou de qualquer outro animal e é mais resistente ao frio que o Aedes aegypti. Essa capacidade para adaptar-se, torna seu combate mais difícil.
Dengue e febre amarela são causadas por um arbovírus do gênero
Flavivírus da família Flaviviridae.
A febre amarela é uma doença viral de curta duração.
Provoca febre e, nos casos graves, complicações hepáticas
e renais que podem ser fatais.
Há dois tipos diferentes de febre amarela: a urbana e a silvestre.
Ambas apresentam praticamente os mesmos sintomas e são transmitidas
pela picada de mosquitos.
A forma urbana, praticamente erradicada do Brasil, é transmitida pelo
Aedes aegypti que se infectou com o vírus ao picar uma pessoa portadora
da doença: ciclo homem - mosquito - homem.
O transmissor da forma silvestre é o mosquito Haemagogus, que adquiriu
o vírus de um macaco infectado e transmitiu-o ao homem: ciclo macaco
- mosquito - homem. Na verdade, é uma doença de animais que
ataca o homem. No Brasil, ainda ocorre em algumas regiões.
Para a prevenção da febre amarela, existem vacinas o que não
ocorre com a dengue.
Fonte: drauziovarella.ig.com.br