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Desenvolvimento Embrionário Humano

 

FECUNDAÇÃO

Desenvolvimento Embrionário Humano

Espermatozóides recém ejaculados são incapazes de fecundar ovócitos secundários. Eles precisam passar por um processo de ativação, um período de sete horas de condicionamento conhecido como capacitação. Durante esse processo, as glicoproteínas são removidas as superfície do acrossomo. Após a capacitação, os espermatozóides não exibem mudança morfológica, mas mostram-se mais ativados e capazes de penetrar na corona radiata e zona pelúcida que envolvem o ovócito secundário.

Em geral, os espermatozóides são capacitados no útero e nas tubas uterinas, por substâncias contidas nas secreções destas partes do trato genital feminino.

Quando os espermatozóides capacitados entram em contato com a corona radiata, envolvem o ovócito secundário. Este sofre mudanças que resultam no desenvolvimento de perfurações nos seus acrossomos. Essas mudanças conhecidas como reações acrossômicas, estão associadas à liberação de enzimas.

A fertilização numa seqüência de eventos que começam com o contato de um espermatozóide e um ovócito secundário, terminando com a fusão dos núcleos do espermatozóide e do óvulo e a conseqüente mistura dos cromossomos maternos e paternos na metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto.

Fases da Fertilização

O espermatozóide passa pela corona radiata formada pelas células foliculares. A dispersão destas células resulta principalmente da ação de enzimas, em especial a hialuronidase, liberadas do acrossoma do espermatozóide

O espermatozóide penetra na zona pelúcida seguindo o caminho formado por outras enzimas liberadas do acrossoma.

A cabeça do espermatozóide entra em contato com a superfície do ovócito e as membranas plasmáticas de ambas as células se fundem. As membranas rompem-se na área de fusão, criando um defeito através do qual o espermatozóide pode penetrar no ovócito

O ovócito reage ao contato com o espermatozóide de duas maneiras:

A zona pelúcida e a membrana plasmática do ovócito se alteram de modo a impedir a entrada a outros espermatozóides
O ovócito completa a segunda divisão meiótica liberando o segundo corpo polar

Os pronúcleos masculinos e femininos aproximam-se um do outro, perdem suas membranas nucleares e se fundem formando uma nova célula diplóide, o zigoto.

Clivagem do zigoto

A clivagem do zigoto consiste em repetidas divisões do zigoto. A divisão mitótica do zigoto em duas células-filhas chamadas blastômeros, começa poucos dias depois da fertilização.

Por volta do terceiro dia, uma bola sólida de dezesseis ou mais blastômeros está constituída a mórula. A mórula cai no útero; entre suas células penetra um líquido proveniente da cavidade uterina.

Com o aumento do líquido há a separação das células em duas partes:

Camada externa: trofoblasto;

Grupo de células centrais: massa celular interna e a camada interna - embrioblasto.

No quarto dia os espaços repletos de líquidos fundem-se para formar um único e grande espaço conhecido como cavidade blastocística, o que converte a mórula em um blastocisto.

No quinto dia a zona pelúcida degenera e desaparece, o blastocisto prende ao epitélio do endométrio em torno do sexto dia, geralmente pelo pólo embrionário.

Com o progresso da invasão do trofoblasto este forma duas camadas:

Um citotrofoblasto interno (trofoblasto celular);
Sinciciotrofoblasto externo - produzem substâncias que invadem o tecido materno, permitindo que blastocisto penetre no endométrio.

Ao final da primeira semana, o blastocisto está superficialmente implantado na camada compacta do endométrio, nutrindo-se do sangue materno e dos tecidos endometriais erudidos.

Desenvolvimento Embrionário Humano

No oitavo dia, células migram do hipoblasto e formam uma fina membrana exoceloma que envolve a cavidade exocelômica, formando o saco vitelino primário.

Nono dia: espaços isolados ou lacunas aparecem no sinciciotrofoblasto, que logo é preenchido por uma mistura de sangue dos capilares maternos rompidos e secreções das glândulas endometriais erodidas.

Algumas células, provavelmente provenientes do hipoblasto, dão origem ao mesoderma extra-embrionário, uma camada de tecido mesenquimal frouxo em torno do âmnio e do saco vitelínico primário.

No décimo dia, o blastocisto implanta-se lentamente no endométrio.

Por volta do décimo dia são visíveis espaços isolados no interior do mesoderma extra-embrionário, estes espaços fundem-se rapidamente para formar grandes cavidades isoladas de celoma extra-embrionário.

Pelo décimo primeiro dia as lacunas sinciciotrofoblásticas adjacentes se fundiram para formar redes lacunares intercomunicantes. Com a formação do celoma extra-embrionário, o saco vitelino primitivo diminui de tamanho resultando num saco vitelino secundário menor.

No décimo segundo dia o sangue materno infiltra-se nas redes lacunares e logo começa a fluir através do sistema lacunar, estabelecendo uma circulação útero-placentário primitiva.

Enquanto a cavidade amniótica aumenta, forma-se a partir de amnioblastos que se diferencia de células citotrofoblásticas, uma membrana fina, o âmnio.

No décimo terceiro dia a superfície endometrial se degenera e recobre o coágulo. Ocorre a implantação intersticial.

Enquanto a cavidade amniótica vai sendo formada, acontece na massa celular interna mudanças internas que vão resultar na formação de um disco embrionário achatado e essencialmente circular, composto por duas camadas: o epiblasto formado por células colunares altas voltadas para a cavidade amniótica, e hipoblasto, formado por pequenas células cubóides voltadas para a cavidade blastocística.

No décimo quarto dia forma-se o mesoderma somático extra-embrionário e as duas camadas de trofoblasto que constituem o córion. Forma-se as vilosidades coriônicas primárias.

Surge um espessamento no hipoblasto chamada placa pré-cordal (futura região cranial do embrião e boca, ou seja, organizador da cabeça).

Karine Kavalco

Bibliografia

HOUILLON, C. (1972) Sexualidade. Trad.: Marcos Guimarães Ferri. 1.ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
HAMILTON, W.J., BOYD, J.D., MOSSMAN, H.W. (1968) Embriología Humana. Trad.: Dra. María Teresa Sabattini; Dr. Aníbal Jorge Sánchez. 3.ed. Buenos Aires-Argentina: Editorial Inter-médica.

Fonte: www.biociencia.org

Desenvolvimento Embrionário Humano

Semana 0

A concepção é o momento no qual o esperma penetra no óvulo. Uma vez fertilizado denomina-se zigoto, até que alcance o útero 3-4 dias mais tarde.

Semana 2

O embrião pode flutuar livremente no útero por 48 horas, antes da implantação. Após a implantação, ligações complexas entre a mãe e o embrião desenvolvem-se para formar a placenta.

Semana 4

O embrião tem 4-6 mm de comprimento. Um coração primitivo começa a bater. Cabeça, boca, fígado e intestinos começam a tomar forma.

Semana 8

O embrião tem agora cerca de 25 mm de comprimento. Traços faciais, membros, mãos, pés, dedos e unhas tornam-se aparentes. O sistema nervoso está receptivo e muitos dos órgãos internos começam a funcionar.

Semana 12

O feto tem agora 5-8 cm de comprimento e pesa quase uma onça (28,35 gramas) – 10-45g. Os músculos começam a desenvolver-se e os órgãos sexuais a formar-se. Começam também a formar-se as pálpebras, as unhas das mãos e as unhas dos pés.

Podem ser observados movimentos espontâneos da criança.

Semana 16

O feto tem agora cerca de 9-14 cm de comprimento. A criança pestaneja, agarra e move a sua boca. O cabelo cresce na cabeça e o pêlo no corpo.

Semana 20

O feto pesa agora aproximadamente 250-450 g e mede cerca de 15-19 cm da cabeça aos pés. As glândulas sudoríferas desenvolvem-se e a pele exterior transformou-se de transparente em opaca.

Semana 24

O feto agora pode inalar, exalar e até chorar. Os olhos estão completamente formados e a língua desenvolveu o gosto. Sob cuidados médicos intensivos, o feto tem mais de 50% de hipóteses de sobreviver fora do útero.

Semana 28

O feto, geralmente, é capaz de viver fora do útero da mãe e será considerado prematuro à nascença.

Semana 38

Isto marca o final do período normal de gestação. A criança está agora preparada para viver fora do útero da sua mãe

Descreve-se aqui o desenvolvimento típico do embrião ou do feto segundo o critério dos embriologistas – os especialistas nesta matéria -, ou seja, contando o tempo a partir do momento da concepção. Os obstetras, porém, como não é fácil determinar com exatidão quando acontece a concepção, contam “as semanas de gravidez” a partir do primeiro dia do último ciclo menstrual da mulher (que acontece sensivelmente duas semanas antes da concepção).

Primeiro Trimestre

“Há uns anos atrás, ao dar uma anestesia por causa de uma ruptura da trompa de falópio numa gravidez (aos dois meses), deparei-me com o que acreditei ser o ser humano mais pequeno alguma vez visto. O saco embrionário estava intacto e transparente. Dentro do saco estava um minúsculo rapaz humano, nadando vigorosamente dentro do líquido amniótico, estando agarrado à parede uterina pelo cordão umbilical. O minúsculo ser humano estava perfeitamente desenvolvido com dedos longos e suaves, pés e unhas. A sua pele era quase transparente e as artérias delicadas e as veias eram proeminentes até ao final dos dedos. O bébé estava perfeitamente vivo e não parecia, de maneira nenhuma, como as fotografias e os desenhos de “embriões” que eu tinha visto. Quando o saco foi aberto, o minúsculo ser humano imediatamente perdeu a vida e tomou a forma do que é aceite como a aparência de um embrião nesta fase, extremidades rombas, etc. ( Paul E. Rockwell, M.D.)

0 semanas

Fertilização: o esperma e o óvulo juntam-se na trompa de falópio para formar um ser humano excepcional (único). Unem-se quarenta e seis cromossomas que pré-determinam tudo sobre as características físicas de uma pessoa.

A fotografia à direita é de um óvulo fertilizado, trinta horas depois da concepção. Ampliado aqui, não é maior que uma cabeça de alfinete. Constantemente a dividir-se rapidamente, o embrião em desenvolvimento, chama-se nesta fase zigoto, flutua da trompa de falópio em direção ao útero.

1 semana

Uma vez no útero, o embrião em desenvolvimento chamado blastocito, procura por um bom local para se implantar, debaixo da superfície do útero. O saco vitelino, que se mostra à esquerda (da página anterior), produz células sanguíneas durante as primeiras semanas de vida. A criança não-nascida tem menos de 0,2 mm de comprimento mas, está a desenvolver-se rapidamente. A coluna vertebral, a espinal medula e o sistema nervoso estão a formar-se. Os rins, o fígado e os intestinos estão a tomar forma.

2 semanas

O embrião produz hormonas que fazem cessar o ciclo menstrual da mãe.

3 semanas

O embrião tem o tamanho de uma passa. No vigésimo-primeiro dia (21), o coração minúsculo do embrião começou a bater. O tubo neural alarga-se em três partes, em breve tornando-se um cérebro muito complexo. A placenta começa a funcionar. A espinha e a espinal medula crescem mais rapidamente que o resto do corpo, nesta fase, e dão a aparência de uma cauda. Isto desaparece à medida que a criança cresce.

5 semanas

São visíveis traços faciais, incluindo a boca e a língua. Os olhos têm retina e lentes. O principal sistema muscular está desenvolvido e a criança não-nascida pratica o movimento. A criança tem o seu próprio tipo de sangue, distinto do da mãe. Estas células sanguíneas são agora produzidas pelo fígado em vez do saco vitelino.

6 semanas

A criança não-nascida, chamada feto, nesta fase, tem cerca de 9-14 mm de comprimento. A pessoa minúscula está protegida pelo saco amniótico, cheio de líquido. Lá dentro, a criança nada e move-se graciosamente. Os braços e as pernas aumentaram de comprimento e podem ver-se os dedos. Os dedos dos pés vão desenvolver-se nos próximos dias. Podem medir-se as ondas cerebrais.

8 semanas

O coração está quase completamente desenvolvido e parece-se muitíssimo com o do bébé recém-nascido. Uma entrada no átrio do coração e a presença de uma válvula de circulação desvia grande parte do sangue dos pulmões, dado que o sangue da criança é oxigenado através da placenta.

Vinte minúsculos dentes de leite estão a formar-se na mandíbula.

10 semanas

As cordas vocais estão completas e a criança pode (e fá-lo muitas vezes, diga-se a verdade!) chorar (silenciosamente). O cérebro está completamente formado e a criança pode sentir dor. O feto pode até chuchar o seu polegar. As pálpebras cobrem agora os olhos e manter-se-ão fechadas até ao sétimo mês para proteger as delicadas fibras nervosas ópticas.

Segundo trimestre

“A vida está presente desde o momento da concepção.” (Dr. Jerome Lejeune, o falecido professor e geneticista célebre mundialmente , Universidade de Descartes, Paris)
“Uma pessoa é uma pessoa, por mais pequena que seja!” (de “Horton Hears a Who”, pelo Dr. Seuss, o falecido e famoso autor de livros infantis)

12 semanas

Os músculos aumentam de comprimento e tornam-se organizados. A mãe começará a sentir, em breve, os primeiros batimentos da criança não-nascida, pontapeando e movendo-se dentro da sua barriga.

13 semanas

O feto tem o sentido do gosto de um adulto e é capaz de saborear as refeições da mãe.

14 semanas

9-14 cm de altura e só seis onças (uma onça = 28,35 gramas) de peso, aparecem as sobrancelhas, pestanas e cabelo fino. A criança pode agarrar com as suas mãos, dar pontapés ou até dar cambalhotas.

18 semanas

A criança pode ouvir e reconhecer a voz da mãe. Embora ainda pequeno e frágil, o bébé está a crescer rapidamente e poderá possivelmente sobreviver se nascer nesta fase. São visíveis os órgãos sexuais. O médico pode dizer se a criança é uma rapariga ou um rapaz ao usar um aparelho de ultra-som. Em cima, à direita, é uma rapariga.

Terceiro trimestre

22 semanas

Aos cinco meses e meio, a criança não-nascida está coberta com um cabelo fino e felpudo chamado lanugo. A sua face tenra está protegida por uma substância tipo cera chamada vernix. Um pouco desta substância pode ainda estar na pele da criança à nascença e será logo rapidamente absorvida. A criança pratica a respiração pela inalação do líquido amniótico para os pulmões em desenvolvimento.

28 semanas

Por vários meses, ocordão umbilical tem sido a linha de vida que liga o bébé à mãe. A alimentação é transferida do sangue da mãe, através da placenta, para dentro do cordão umbilical para o feto. Se a mãe ingere quaisquer substâncias tóxicas, tais como drogas ou álcool, o bébé recebe-as também.

30 semanas

O bébé dorme 90-95% do dia e, às vezes, passa pelo sono REM (Rapid Eye Movement = Movimento Rápido do Olho).

38 semanas

O bébé, tem agora aproximadamente 3000-3400 g ( gramas) está preparado para a vida fora da barriga da sua mãe. No nascimento, a placenta vai desprender-se do útero e o cordão umbilical deixará de funcionar assim que a criança respire o ar pela primeira vez. A respiração da criança desencadeará mudanças na estrutura do coração e nas artérias circulatórias, o que forçará todo o sangue a viajar, agora, pelos pulmões.

Fonte: vida.aaldeia.net

Desenvolvimento Embrionário Humano

Primeiro trimestre de gestação

A primeira divisão mitótica do zigoto ocorre cerca de 24 horas após a fecundação, iniciando-se a segmentação. Esta fase decorre ao longo da trompa de Falópio, e dura alguns dias. O número de células vai aumentando, mas sem a dimensão global se alterar. Quando chega ao útero, a mórula tem 16 células.

A mórula transforma-se por segmentação numa estrutura, o blastocisto, constituída por uma cavidade cheia de liquido uterino, o blastocélio, uma massa de células que dará origem ao novo ser, o botão embrionário, e uma camada de células externa, o trofoblasto. As células do botão embrionário são estaminais, isto é, são totipotentes podendo potencialmente cada uma delas dar origem a um novo ser. Quando o blastocisto entra em contato com o endométrio, inicia-se a implantação do embrião. A implantação do embrião no endométrio chama-se nidação e leva cerca de 5 dias. Durante este período as células do trofoblasto produzem enzimas que catalizam a digestão do epitélio uterino, permitindo ao embrião penetrar na parede uterina. Esta estrutura dará origem à maior parte dos anexos embrionários que permitem que o desenvolvimento embrionário ocorra no interior do organismo materno. Os anexos embrionários – âmnio, córion, saco vitelino, alantóide e placenta – formam-se quando se inicia a nidação. O córion, possui vilosidades que vão penetrar nas lacunas do endométrio preenchidas por sangue materno devido à ruptura dos capilares. O embrião fica totalmente coberto pela mucosa interina aos 11-12 dias, estando completa a nidação.

Nas primeiras duas a quatro semanas o embrião obtém os nutrientes diretamente do endométrio.

Ao fim de cerca de 15 dias, começa a ocorrer a gastrulação e o início da organogénese. Dá-se a diferenciação celular a partir dos três folhetos embrionários (ectoderme, mesoderme e endoderme), em tecidos, órgãos e sistemas de órgãos.

Destino dos folhetos embrionários:

Ectoderme: sistema nervoso, órgãos sensoriais, epiderme e pêlos
Mesoderme:
derme, esqueleto, músculos, sistemas reprodutor, excretor e circulatório
Endoderme:
sistema respiratório, revestimentos do tubo digestivo, da orgão reprodutor feminino e da bexiga, glândulas do tubo digestivo, fígado e pâncreas

O coração começa a bater a partir da 4a semana, e a partir da 8a semana o embrião passa a chamar-se feto e é aparentemente um ser humano, que apesar de já bem diferenciado tem apenas 5 cm no final do 1º trimestre.

Formam-se também os outros anexos durante este período:

O âmnio: membrana que delimita a cavidade amniótica preenchida pelo líquido amniótico, no qual se encontra imerso o embrião. O líquido impede a desidratação e protege dos choques mecânicos.

A vesícula vitelina, e o alantóide, embora sejam muito importantes noutras espécies, nos mamíferos são pouco relevantes, e o seu papel é assumido por um outro anexo embrionário, a placenta.

A placenta: estrutura em forma de disco, formada a partir das vilosidades coriónicas do embrião e do endométrio materno. Encontra-se ligada ao embrião através de um canal formado a partir do âmnio, o cordão umbilical, no qual existem duas artérias e um veia. Estes vasos estão interligados por capilares através dos quais se fazem as trocas de substâncias entre a mãe e o embrião. Ao nível hormonal tem também um papel muito importante.

Na mãe, cessa a menstruação e os seios aumentam.

Segundo e terceiro trimestres da gestação – período fetal

Durante o segundo trimestre o feto cresce rapidamente e atinge os 30 cm e mostra-se muito ativo. No último trimestre atinge, geralmente, os cerca de 3 kg e um comprimento de cerca de 50 cm. A atividade fetal pode diminuir visto o espaço ser limitado.

O parto

O bebé finalmente nasce. Este processo divide-se em três fases:

Dilatação do colo do útero

Abertura e dilatação do cérvix da mãe, saída do liquido amniótico (daí a expressão popular “rebentamento das águas”), surgem as primeiras contrações rítmicas uterinas expulsão do bebé: fortes contrações uterinas forçam o feto a sair do útero através do orgão reprodutor feminino. Os pulmões do bebé outrora cheios de liquido amniótico enchem-se de ar pela primeira vez. O cordão umbilical é cortado.

Expulsão da placenta

A placenta e os restantes anexos embrionários são expulsos do corpo da mãe

Regulação Hormonal na nidação e gestação

As células do blastocisto segregam hormona gonadotropina coriónica (hCG) que atua no corpo lúteo do ovário. A hCG tem uma ação semelhante à hormona LH, induz o crescimento do corpo lúteo para que a secreção de estrogénios e de progesterona continue, evitando assim a secreção de FHS e LH pela hipófise até depois do nascimento. Esta regulação hormonal inibe a formação de um novo folículo e descamação do endométrio. O endométrio uterino forma hCG a partir do 1º dia após a nidação, sendo detectada na urina, por exemplo, através dos testes de gravidez (os mais correntes vendidos em farmácias e supermercados).

Posteriormente, são o córion e depois a placenta que sintetizam a HCG. Perto da 7a semana a placenta começa a produzir progesterona, substituindo o corpo lúteo. E na 12a passa a ser um função única da placenta, e o corpo lúteo deixa de ser necessário e degenera. A progesterona e estrogénios produzidos pelo corpo lúteo ou pela placenta iniciam o crescimento dos tecidos mamários para a preparação da lactação. A hipófise anterior produz prolactina, fundamental nas glândulas mamárias. Durante a gravidez a produção de leite é inibida pela progesterona. Aumentam o número de glândulas produtoras de leite (lóbulos) e no final do terceiro trimestre estas glândulas podem produzir colostro, um liquido amarelo que fornece ao recém-nascido proteínas, vitaminas, minerais e anticorpos.

Regulação hormonal no parto

No final da gestação a parede do útero sofre alterações, ficando mais esticada e comprimida pelo feto, que aumentou bastante de tamanho. Nesta fase os níveis de estrogénio são superiores aos da progesterona, as células da placenta começam a produzir prostaglandinas, hormonas que causam a contração da musculatura lisa do útero. A pressão que a cabeça do feto exerce sobre o colo do útero gera a formação de impulsos nervoso para o cérebro da mãe, que liberta a hormona oxitocina pela hipófise posterior. Ambas a oxitocina e a prostaglandinas causam contrações do útero, forçando o nascimento do feto.

Regulação hormonal no aleitamento

Durante a gestação é produzida prolactina pela hipófise anterior. O efeito desta hormona é retardado pela progesterona e estrogénio, cujos níveis baixam muito no nascimento do bebe permitindo que a prolactina accione a produção de colostro e depois de leite. A própria sucção do mamilo pelo recém-nascido induz a produção de prolactina que estimula as glândulas mamárias a produzirem mais leite.

Fonte: casadasciencias.org

Desenvolvimento Embrionário Humano

Embriologia é a ciência que estuda a formação e o desenvolvimento dos órgãos e sistemas do ser humano. Todo organismo sofre mudanças progressivas durante sua vida. Essas mudanças são muito mais pronunciadas e rápidas nas fases mais jovens do desenvolvimento, principalmente na fase embrionária. E embora o nascimento seja um momento que marca o término de uma fase e o início de outra, não representa o fim dos processos de desenvolvimento humano. A embriologia se ocupa das transformações sofridas pelo óvulo até o nascimento.Em termos didáticos, engloba o período de gametogênese, fertilização, clivagem, gastrulação e organogênese.

O desenvolvimento de cada ser humano começa com a fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Após a fecundação tem início uma série de eventos que caracterizam a formação do zigoto que dará origem ao futuro embrião.

O zigoto é uma célula única formada pela fusão do óvulo com o espermatozóide e na qual estão presentes os 46 cromossomos provenientes dos gametas dos pais, cada um contendo 23 cromossomos.

A partir de 24 horas contadas após a fecundação, o zigoto começa a sofrer sucessivas divisões mitóticas, inicialmente originando inúmeras células até que por volta do 6º dia após a fecundação, já no útero, esse conjunto de células se implanta no endométrio. Damos a esse fenômeno o nome de nidação.

No endométrio uterino o embrião irá crescer e se desenvolver, até que na 9ª semana de gestação passa a ser chamado de feto. Este com todos os órgãos e tecidos praticamente já formados, mas mede cerca de 3,7 cm.

O período fetal é caracterizado por um crescimento rápido e pela continuação da diferenciação dos tecidos e dos órgãos. Entre a 10ª e a 20ª semana o feto cresce principalmente em comprimento. Entre a 21ª e a 40ª semana o feto cresce sobretudo em peso.

Perto do final da gravidez o feto distingue perfeitamente a voz da mãe. Responde a estímulos musicais ou a barulhos e vê a luz através da parede abdominal. A data provável do parto coincide com as 38 semanas após a fecundação, ou seja, cerca de 40 semanas (ou 280 dias) após o início do último período menstrual.

Períodos

Período Embrionário (Organogênese) – 4ª à 8ª Semana.
Período Fetal – 9ª à 38ª semana.
Gestação pré-termo – Antes de 37 semanas completas (até 36 sem e 6 dias).
Gestação a termo – Entre 37 semanas completas e 41 sem e 6 dias.
Gestação pós-termo – Após 42 semanas completas.

A Embriologia como ciência

O primeiro método utilizado na investigação do desenvolvimento embrionário foi o da observação. Aristóteles, estudando embriões de aves, foi o primeiro a fornecer informações corretas sobre o desenvolvimento do embrião. Infelizmente só depois da Idades Média é que apareceram os novos dados, com as observações mais precisas de Fabrizio D'Acquapendente (1537-1619), William Harvey (1578-1667) e Marcello Malpighi (1628-1694). A embriologia porém só veio a se firmar como ciência após os trabalhos de von Baer (1792-1876), considerado o pai da embriologia moderna; foi ele quem identificou o óvulo dos mamíferos, distinguindo-o do folículo de Graaf e também demonstrou a importância dos folhetos germinativos no desenvolvimento embrionário. Só após o estabelecimento da teoria celular (1839) foram lançadas as linhas mestras da embriologia atual.

Utilidade

A embriologia tem ampla aplicação no estudo da anatomia humana, pois fornece uma explicação racional para a disposição e as relações entre os órgãos no adulto, por exemplo, a disposição das alças intestinais, a assimetria dos vasos torácicos e abdominais, a inervação múltipla da língua, a distribuição dos mesos e etc.

Como a embriologia também estuda as relações entre o feto e mãe ela é indispensável no conhecimento da anatomia e fisiologia materna durante a gestação. Alem disso tem aplicação em toda a medicina, pois nos permite entender as malformações congênitas e dessa forma saber tratá-las.

Esse capítulo do nosso site não esmiuçará a gametogênese (formação do gameta masculino e feminino), os aparelhos reprodutores e o processo de fertilização.

Isso porque esses estudos, ao meu ver, se fazem mais pertinente em outros capítulos. Aqui você encontrará informações sobre embriologia que lhe permitirão entender a anatomia do feto, da criança e do adulto.

Fonte: www.anatomiaonline.com

Desenvolvimento Embrionário Humano

Ao longo de toda a história da humanidade têm-se inúmeros registros que expressam a curiosidade acerca da formação do ser humano, antes do seu nascimento (BARBAUT, 1990; GILBERT, 2000; LARSEN, 1998). O grande interesse em descobrir e compreender os processos que originam um novo indivíduo deve-se principalmente pela busca incessante em reconhecer as nossas origens e pelo desejo de melhorar a qualidade da vida humana (MOORE & PERSAUD, 2004).

O estudo da embriologia enfoca todos os eventos desde a fertilização até o nascimento, abordando os processos de gametogênese, fecundação, clivagem, gastrulação, morfogênese e organogênese. Assim, busca-se compreender o fenômeno biológico típico, comum e espantoso da embriogênese: a proliferação de uma única célula, o zigoto, que dará origem a todo o novo ser (WOLPERT, 1998; DUMM, 2003; LENT 2001).

Os avanços científicos e tecnológicos que ocorreram a partir da metade do século XX, geraram novos conhecimentos, provocando uma grande revolução na embriologia, exigindo desta forma uma maior integração com outras áreas do conhecimento, como a genética, bioquímica e a fisiologia (SADLER, 1995; WOLPERT, 1998; NATHANIELSZ, 2002).

Técnicas de reprodução humana assistida, como indução à ovulação e a fertilização in vitro, bem como de diagnóstico fetal, como a ultra-sonografia e a vídeo-laparoscopia uterina são realidades que permeiam os horizontes da embriologia humana (LEAL, 1994; BRAGA, 2002). Estes avanços, amplamente divulgados nos meios de comunicação social, estimulam e ampliam o interesse inato pelo início da vida humana.

Contudo, apesar da enorme quantidade de informações que são repassadas pelos meios de comunicação, a população em geral tem poucos subsídios para compreender grande parte das informações recebidas, pois desconhece os fundamentos básicos do desenvolvimento humano.

Os processos fundamentais da embriogênese humana, bem como as características particulares da formação dos sistemas orgânicos, são abordados nas disciplinas de Embriologia Humana ministradas na UFSC. Contudo, este conhecimento fica restrito, principalmente aos acadêmicos da área da saúde.

Nos últimos anos, tem-se verificado que muitos professores e alunos do ensino superior, médio e fundamental têm procurado a área de Embriologia/BEG/CCB/UFSC, buscando respostas para questões básicas sobre a reprodução e a embriologia humana.

Para melhor atender a esta demanda elaborou-se o projeto de extensão intitulado “A Embriologia Humana e a Extensão Universitária”. O público alvo consiste em professores e alunos de escolas de ensino fundamental, médio, supletivo, ensino especial, para a terceira idade, comunidade universitária e catarinense em geral.

Além de professores, estão envolvidos neste projeto mestrandos e alunos de graduação, vinculados à área de Embriologia da UFSC. O projeto proposto visa integrar as atividades desenvolvidas pelos docentes da área de Embriologia Humana aos interesses e necessidades didático-pedagógicas, tanto da UFSC, como dos demais segmentos da comunidade catarinense.

Material e Métodos

As atividades de extensão realizadas consistem na recepção de visitas de alunos e professores nas dependências do Laboratório Didático de Embriologia/ BEG-CCB, na participação do grupo da Embriologia em feiras e exposições realizadas dentro e fora da UFSC, na assessoria a feiras de ciências e empréstimo de material didático. As atividades são organizadas pelos professores responsáveis, havendo sempre a participação de bolsistas e de pelo menos uma das alunas colaboradoras.

Recepção de visitas

As visitas ocorrem no Laboratório Didático/BEG/CCB, Edifício Fritz Muller e são agendadas conforme a disponibilidade do grupo solicitante e do laboratório.

Nestes encontros são apresentados e discutidos temas atuais relacionados à reprodução e a embriologia humana, tais como noções sobre o ciclo sexual feminino, aspectos da fecundação humana, a utilização dos métodos contraceptivos masculinos e femininos, os principais acontecimentos do desenvolvimento humano, o crescimento dos embriões e fetos ao longo dos meses de gestação, a organização e o funcionamento dos anexos embrionários, a ocorrência de malformações congênitas e a importância da assistência pré-natal para a mãe e o bebê. Para dinamizar as discussões dos temas acima citados e estimular a participação dos alunos e professores visitantes, são utilizadas estratégias didáticas diversificadas, que são adequadas conforme as características e solicitações do grupo visitante.

Basicamente os encontros iniciam com a projeção do vídeo “Uma Jornada de Nove Meses” (Ed. Interconection) ou com o vídeo “Gravidez: A Vida Antes do Nascimento” (Discovery Channel).

As explanações e discussões que seguem, são enriquecidas com o manuseio de modelos embriológicos tridimensionais, confeccionados com massa de modelar e isopor pelos alunos nas disciplinas de graduação da UFSC. Estes modelos auxiliam na compreensão dos eventos iniciais do desenvolvimento, como a clivagem que ocorre ainda na tuba uterina e a gastrulação que acontece logo após a implantação no útero.

Os eventos subseqüentes, em especial as mudanças na morfologia externa dos embriões, bem como a formação dos diferentes sistemas orgânicos, são apresentados com o auxílio de pôsteres, álbuns seriados, figuras ilustrativas e cd-rom didáticos, que reportam aos processos de desenvolvimento ao longo dos meses de gestação. Após compreender alguns princípios básicos do desenvolvimento humano, os visitantes têm a oportunidade de observar e/ou manusear embriões, fetos e placentas humanas fixadas, pertencentes à coleção didática do Laboratório de Embriologia Humana. Em algumas ocasiões, lâminas permanentes de embriões, fetos e cordão umbilical são visualizados ao microscópio óptico, para a compreensão da organização interna dos sistemas orgânicos e da estrutura dos vasos que transportam sangue pelo cordão umbilical.

Além da exposição dos eventos normais da embriologia, alguns grupos visitantes solicitam a discussão do tema malformações congênitas, que é abordado através da apresentação de pôsteres e manipulação de alguns fetos malformados. Por fim, muitos grupos visitantes também solicitam a apresentação de temas relacionados à reprodução humana. Nestas ocasiões são utilizados álbuns seriados sobre o aparelho reprodutor masculino e feminino e manipulados objetos contraceptivos, como DIU, diafragma, camisinha masculina e feminina, pílulas, cremes espermicidas, hormônios injetáveis, folhetos explicativos sobre métodos contraceptivos comportamentais.

Elaboração e organização de material didático para empréstimo e/ou doação

Os materiais didáticos utilizados nas visitas são preparados e/ou organizados para serem cedidos sob empréstimo, para professores e alunos da própria UFSC e de outras Instituições de Ensino. Estes materiais são utilizados principalmente em feiras de ciências, aulas práticas e palestras. Os empréstimos são acompanhados de uma assessoria, que auxilia em uma melhor e mais adequada utilização dos materiais didáticos.

Os trabalhos de modelagem tridimensional são selecionados e fixados em caixas de papelão, de acordo com a ordem temporal/espacial dos eventos da embriogênese. Embriões e fetos da coleção didática são individualmente acondicionados em vidros hermeticamente fechados e com etiquetas que informam a idade, o comprimento e o peso de cada indivíduo. Os métodos contraceptivos são organizados em painéis expositores de acordo com o seu princípio de ação.

A coleção de modelos embriológicos é renovada a cada semestre letivo, o que gera uma grande quantidade de material disponível, proporcionando a doação dos mesmos. Para identificar os pontos marcantes e para o aprimoramento das atividades realizadas é proposto aos solicitantes que respondam a um questionário, onde poderão ser registradas suas opiniões e sugestões.

Resultados e Análise

No decorrer do ano de 2002 foram realizadas diferentes modalidades de extensão, das quais destacam-se principalmente a recepção de visitas, seguidas da assessoria de ensino e elaboração de recursos didáticos visuais, bem como do empréstimo de material didático.

Desenvolvimento Embrionário Humano
Modalidades de extensão realizadas no ano de 2002 junto ao projeto “A Embriologia Humana e a Extensão Universitária”.

No que concerne à recepção das visitas, foram recebidas 12 visitas de instituições de ensino fundamental (92,3%) e médio (7,7%). Do total de estabelecimentos recepcionados, 10 correspondiam a escolas particulares e 02 a estabelecimentos de ensino público (Quadro 1 e Figura 2).

Regiões do Estado de SC Número de visitantes

Florianópolis

38

Grande Florianópolis

87

Vale do Itajaí

40

Planalto serrano

24

Norte do Estado

42

Sul do Estado

40

Total

271

Quadro 1: Relação das visitas recebidas pelo Projeto de Extensão “A Embriologia e a Extensão Universitária” no período de abril a dezembro de 2002.

Desenvolvimento Embrionário Humano
Figura 2: Freqüência de visitantes oriundos do ensino médio e fundamental e de escolas públicas e particulares.

Nas visitas predominam principalmente Instituições particulares de ensino médio. Esta característica pode ser explicada em primeiro lugar, pelo fato de no ensino médio ser ministrado conteúdos de Biologia, enquanto que no ensino fundamental os conteúdos são de Ciências, sendo que o enfoque deste projeto está mais voltado para o estudo da Biologia. A razão pela qual há maior procura pelas escolas particulares pode estar relacionada à necessidade de alocação de transporte para o deslocamento até a UFSC, o que acarreta custos e dificulta o acesso para as escolas públicas.

Para minimizar esta situação, propõe-se a ida da equipe responsável pelo projeto às escolas públicas localizadas nos bairros próximos a UFSC. Esta iniciativa foi realizada, sendo seu resultado bastante proveitoso. Durante a realização das visitas, inúmeros temas foram abordados (Quadro 2) procurando-se, contudo, respeitar o objetivo da visita, a faixa etária dos visitantes e tempo disponível para a realização desta atividade. Além dos temas específicos de reprodução e de desenvolvimento, em muitas visitas de estudantes do ensino médio, foram discutidas questões referentes às opções de curso no vestibular e a escolha das áreas da saúde e biológica como opções para futuras profissões.

Temas abordados Enfoques temáticos Porcentagem de visitas
Reprodução
organização do aparelho reprodutor masculino e feminino
etapas da fecundação
local do aparelho reprodutor onde ocorre
métodos contraceptivos
caracterização do ciclo sexual feminino

16.6

Desenvolvimento
formação e transporte dos blastômeros pela tuba uterina
organização e implantação do blastocisto no endométrio
locais de implantação ectópica
formação e diferenciação dos folhetos embrionários
organização do disco embrionária bi e tridérmico
dobramentos do embrião (mudança da forma do corpo)
principais características embrionárias
aquisição do aspecto humano
formação dos sistemas orgânicos
principais características fetais
caracterização dos ritmos de crescimento intra-uterino
estrutura da placenta e sua importância para a gestação

58.4

Malformações Congênitas
agentes causadores de malformações
períodos críticos do desenvolvimento
tipos mais freqüentes
incidência de casos de malformações na Grande Fpolis/SC

25.0

Quadro 2: Freqüência dos principais temas relacionados à reprodução e ao desenvolvimento humano abordados durante as visitas.

A maior procura pelos temas de desenvolvimento humano está relacionada ao pouco conhecimento destes assuntos por parte dos professores do ensino médio, devido provavelmente a sua complexidade e abrangência. Sem dúvida, dificuldades de compreensão geram dificuldades de transmissão do conhecimento

Outro fator a ser considerado, diz respeito ao fato do tema desenvolvimento humano ser de interesse para a população em geral e estar freqüentemente aparecendo nos meios de comunicação social, mostrando as novas tecnologias científicas e médicas. A faixa etária do público alvo e os recorrentes casos de adolescentes grávidas nas escolas contribuem também para a grande procura pelas atividades de extensão referentes a este projeto.

Materiais didáticos como embriões, fetos e placentas da coleção didática, modelos embriológicos tridimensionais e objetos contraceptivos foram cedidos sob forma de empréstimo em quatro ocasiões. Tais materiais foram utilizados auxiliando a ministração de aulas embriologia em escolas de ensino médio.

Foram doados quatro conjuntos de modelos embriológicos tridimensionais, confeccionados em massa, para professores da rede pública e particular de ensino do município e do Estado de SC e para a área de Embriologia da UFPR/Curitiba, PR.

Os modelos embriológicos que não foram selecionados para doação foram desmontados e as massas de modelar coloridas resultantes foram doadas para instituições de ensino fundamental, com carência de recursos financeiros.

Conclusão

Este projeto, realizado desde 1996, vem se consolidando ao longo dos anos, podendo ser reconhecidos alguns indicadores de sua efetiva contribuição para a comunidade. Dentre estes indicadores podemos enumerar os depoimentos dos diferentes grupos atendidos nas modalidades de serviços prestados, o número de pessoas que efetivamente visitaram o Laboratório, a visitação ao pôster apresentado na II SEPEX e a crescente procura por agendar visitas ao laboratório.

As atividades de extensão referentes à Embriologia Humana têm possibilitado uma maior integração entre professores, alunos de graduação e de pós-graduação da UFSC, e destes com a comunidade extra-universitária.

O contato com a comunidade oportuniza o aprofundamento dos conhecimentos técnicos e científicos e a sua transferência de forma clara e acessível para a população leiga, bem como nos coloca frente-a-frente com novas realidades e perspectivas. Neste tipo de atividade, todos os componentes da equipe têm uma oportunidade ímpar de complementar a sua formação e vivenciar novas experiências.

Sendo a UFSC uma instituição pública, gratuita e mantida pela sociedade, as atividades de atendimento à comunidade correspondem a uma oportunidade valiosa de retribuição do meio acadêmico para aqueles que o cercam, abrindo assim suas fronteiras e expressando sua função formadora-social.

Andréia Assmann
Charlene Rosiris Cipriani
Jaqueline Consuelo da Silva
Roberto Torquato Rocha
Janaína Chaves Schatz, Márcia Silva Luciano Carvalho
Evelise Maria Nazari, Msc.
Yara Maria Rauh Muller, Dra.

Referências

BARBAUT, Jacques. O Nascimento Através dos Tempos e dos Povos. Lisboa: Terramar, 1990, 191p.
BRAGA, Rosana. Guia Completo para Gestante: Vou Ser Mãe. S. Paulo: Escala, 2002, 98p.
DUMM, César Gómez. Embriología Humana. Atlas e Texto. Buenos Aires: El Ateneo, 2003, 429p.
GILBERT, Scoth. Developmental Biology. Massachussetts: Sinauer, 2000, 749p.
LARSEN, William. Essentials of Human Embryology. New York: Churchill Livingstone, 1998, 479p.

LEAL, José Weydson Barros. Reprodução Humana. R. Janeiro: Revinter, 1994, 270p.
LENT, Roberto. Cem Bilhões de Neurônios: Conceitos Fundamentais de Neurociências S. Paulo: Atheneu, 2001, 698p.
MOORE, Keith; PERSAUD, Tomas. Embriologia Clínica. R. Janeiro: Elsevier, 2004, 543p.
NATHANIELSZ, Peter. A Vida do Bebê no Útero. Ediouro: R. Janeiro, 2002, 230p.
SADLER, Timothy. Embriologia Médica. R. Janeiro: Guanabara-Koogan, 1995, 282p.
WOLPERT, Lewis. Principles of Development. Oxford: Oxford University Press, 1998, 474p.

Fonte: periodicos.ufsc.br

Desenvolvimento Embrionário Humano

Introdução

O desenvolvimento embrionário consiste em um desenrolar contínuo de eventos, didaticamente dividido em etapas.
Os momentos iniciais da embriogênese têm aspectos semelhantes para todos os vertebrados. Todavia, etapas posteriores têm particularidades próprias de cada classe, que serão abordadas apenas superficialmente neste estudo.

Fases do Desenvolvimento Embrionário

A fecundação, a segmentação, a gastrulação e a organogênese.

a) Fecundação: consiste no encontro entre os gametas masculino e feminino. Pode ocorrer no meio externo (fecundação externa), o que é restrito à vida aquática, ou dentro do corpo da fêmea (fecundação interna). Neste último caso, ocorre a cópula, introdução dos gametas masculinos no sistema reprodutor feminino. Nem todos os animais que realizam fecundação interna têm órgão reprodutor masculino, órgão copulador. Na mulher, a fecundação ocorre na porção distal da trompa uterina.

Nos mamíferos, quando o gameta feminino chega à trompa, está envolvido pela zona pelúcida e por células foliculares. Encontra-se no estágio de ovócito II, e o seu primeiro corpúsculo polar está no interior da zona pelúcida. A fusão do espermatozóide com o ovócito se dá por ação das enzimas presentes no acrossomo do primeiro. Após a entrada do núcleo do espermatozóide, o núcleo do ovócito I sofre a segunda divisão meiótica. O núcleo masculino se une ao núcleo feminino e formam o núcleo do zigoto. Todo o patrimônio genético do novo indivíduo fica, neste momento, determinado. O primeiro e o segundo corpúsculos polares desaparecem.

Após a entrada do primeiro espermatozóide, a membrana do óvulo se modifica, tornando-se intransponível aos demais espermatozóides (membrana de fecundação).

b) Segmentação: o zigoto dá início a uma série de divisões sucessivas por mitose. São as clivagens, onde o volume do embrião se mantém. As células resultantes das primeiras divisões do zigoto são os blastômeros, cujo número aumenta em progressão geométrica até produzir uma esfera maciça de células, a mórula.

Posteriormente, as células se afastam do centro, onde se forma uma câmara cheia de líquido. Nesse estágio, o embrião é chamado blástula. Devido ao consumo de material nutritivo, o volume da blástula é menor que o do zigoto.

Como será mostrado no decorrer do capítulo, o tipo de segmentação depende da quantidade e da distribuição do vitelo no zigoto.

c) Gastrulação: é a fase onde se iniciam as diferenças mais marcantes entre os vertebrados. Consiste no período em que a massa celular da blástula irá originar 3 camadas ou folhetos germinativos. Cerca de metade das células da blástula migra para o interior. Essa migração segue caminhos muito específicos para cada tipo de ovo. A figura a seguir mostra a gastrulação de um protocordado, por invaginação.

Observe que a migração dá origem a um tubo que se dirige ao interior do embrião. É o arquêntero, cujo orifício se chama blastóporo. Nos animais protostômios, o blastóporo origina a boca, e ooríficio retalsurge posteriormente. Todos os vertebrados são deuterostômios, e do blastóporo surge o oríficio retal.

As células do revestimento externo do embrião constituem o ectoderma, e as que revestem o arquêntero formam o endoderma. Longitudinalmente ao arquêntero, forma-se o mesoderma. Animais com 3 folhetos embrionários são ditos triblásticos.

Do mesoderma, formam-se 3 estruturas longitudinais: a notocorda, massa que consituiu o eixo de sustentação do embrião, os somitos, blocos segmentares que produzirão músculos, tecido conjuntivo, etc., e o celoma, cavidade corporal revestida por dois folhetos da mesoderma. A região de associação entre o arquêntero e o folheto mesodérmico em contato com ele constitui a esplancnopleura, enquanto a área de aposição do outro folheto mesodérmico com o estoderma forma a somato-pleura.

No final das gastrulação, a região dorsal da gástrula origina a placa neural. As bordas se encurvam, constituindo a goteira ou sulco neural e, posteriormente, o tubo neural, precursor do encéfalo e da medula espinhal. Ressalta-se que o tubo neural se origina de células ectodérmicas.

d) Organogênese: consiste no período em que as estruturas embrionárias primitivas irão ensejar o aparecimento de tecidos e órgãos adultos se diferenciando.

No embrião humano, o período de diferenciação está concluído após 12 semanas de desenvolvimento embrionário. Trata-se, portanto, de uma fase particularmente sensível aos agravos, já que pode surgir má formação, como no uso de drogas pela mãe, uso de talidomida, rubéola materna, etc.

Destino dos Folhetos Embrionários

A seguir, indicamos algumas partes do corpo originários de cada um dos folhetos embrionários.

a) Ectoderme

No embrião em fase de nêurula, constitui o revestimento externo e o tubo neural.

Tais estruturas, no adulto, originarão:

A epiderme e seus anexos, como pêlos e unhas;
As glândulas sudoríparas e sebáceas;
O esmalte dos dentes;
O revestimento das cavidades bucal, nasal e anal;
O sistema nervoso (cérebro, gânglios e medula espinhal);
A hipófise;
Os receptores sensitivos;
A córnea e o cristalino do olho.

b) Mesoderme

Formadora dos somitos e da notocorda do embrião, no adulto ela origina:

O esqueleto axial (crânio, vértebras e costelas) e apendicular (membros);
A muscularura (lisa e estriada);
A derme;
O aparelho circulatório (coração, vasos, sangue);
O aparelho excretor;
O aparelho reprodutor.

c) Endoderme

Encontrada, no embrião, revestindo o arquêntero, origina, no adulto:

O epitélio do tubo digestivo (exceto boca e ânus)
As glândulas anexas do aparelho digestivo (fígado e pâncreas);
O revestimento interno do aparelho respiratório;
O revestimento interno da bexiga urinária;
A uretra;
A faringe;
O ouvido médio;
Algumas glândulas (tireóide, timo, paratireóides)

Ressaltamos, a seguir, a origem e o destino de 3 estruturas embrionárias primitivas:

1. Arquêntero: surge na gastrulação, com a forma de um tubo alongado. Apresenta um orifício chamado blastóporo. Este, nos animais protostômios, origina a boca; e nos deuterostômios origina o ânus.
2. Tubo neural:
na fase da gástrula avançada, o ectoderma, na linha mediana dorsal, forma um espessamento, a placa neural. Essas células aprofundam-se no embrião, originando a goteira neural, cujas bordas se unem, surgindo o tubo neural, que futuramente se transformará no sistema nervoso central.

Fonte: biomania.com

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