Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Desenvolvimento Embrionário Humano  Voltar

Desenvolvimento Embrionário Humano

Introdução

O desenvolvimento embrionário consiste em um desenrolar contínuo de eventos, didaticamente dividido em etapas.
Os momentos iniciais da embriogênese têm aspectos semelhantes para todos os vertebrados. Todavia, etapas posteriores têm particularidades próprias de cada classe, que serão abordadas apenas superficialmente neste estudo.

1. Fases do Desenvolvimento Embrionário

A fecundação, a segmentação, a gastrulação e a organogênese.

a) Fecundação: consiste no encontro entre os gametas masculino e feminino. Pode ocorrer no meio externo (fecundação externa), o que é restrito à vida aquática, ou dentro do corpo da fêmea (fecundação interna). Neste último caso, ocorre a cópula, introdução dos gametas masculinos no sistema reprodutor feminino. Nem todos os animais que realizam fecundação interna têm órgão reprodutor masculino, órgão copulador. Na mulher, a fecundação ocorre na porção distal da trompa uterina.

Desenvolvimento Embrionário Humano

Nos mamíferos, quando o gameta feminino chega à trompa, está envolvido pela zona pelúcida e por células foliculares. Encontra-se no estágio de ovócito II, e o seu primeiro corpúsculo polar está no interior da zona pelúcida. A fusão do espermatozóide com o ovócito se dá por ação das enzimas presentes no acrossomo do primeiro. Após a entrada do núcleo do espermatozóide, o núcleo do ovócito I sofre a segunda divisão meiótica. O núcleo masculino se une ao núcleo feminino e formam o núcleo do zigoto. Todo o patrimônio genético do novo indivíduo fica, neste momento, determinado. O primeiro e o segundo corpúsculos polares desaparecem.

Após a entrada do primeiro espermatozóide, a membrana do óvulo se modifica, tornando-se intransponível aos demais espermatozóides (membrana de fecundação).

Desenvolvimento Embrionário Humano

b) Segmentação: o zigoto dá início a uma série de divisões sucessivas por mitose. São as clivagens, onde o volume do embrião se mantém. As células resultantes das primeiras divisões do zigoto são os blastômeros, cujo número aumenta em progressão geométrica até produzir uma esfera maciça de células, a mórula.

Posteriormente, as células se afastam do centro, onde se forma uma câmara cheia de líquido. Nesse estágio, o embrião é chamado blástula. Devido ao consumo de material nutritivo, o volume da blástula é menor que o do zigoto.
Como será mostrado no decorrer do capítulo, o tipo de segmentação depende da quantidade e da distribuição do vitelo no zigoto.

Desenvolvimento Embrionário Humano

c) Gastrulação: é a fase onde se iniciam as diferenças mais marcantes entre os vertebrados. Consiste no período em que a massa celular da blástula irá originar 3 camadas ou folhetos germinativos. Cerca de metade das células da blástula migra para o interior. Essa migração segue caminhos muito específicos para cada tipo de ovo. A figura a seguir mostra a gastrulação de um protocordado, por invaginação.

Desenvolvimento Embrionário Humano

Observe que a migração dá origem a um tubo que se dirige ao interior do embrião. É o arquêntero, cujo orifício se chama blastóporo. Nos animais protostômios, o blastóporo origina a boca, e ooríficio retalsurge posteriormente. Todos os vertebrados são deuterostômios, e do blastóporo surge o oríficio retal.

Desenvolvimento Embrionário Humano

As células do revestimento externo do embrião constituem o ectoderma, e as que revestem o arquêntero formam o endoderma. Longitudinalmente ao arquêntero, forma-se o mesoderma. Animais com 3 folhetos embrionários são ditos triblásticos.

Do mesoderma, formam-se 3 estruturas longitudinais: a notocorda, massa que consituiu o eixo de sustentação do embrião, os somitos, blocos segmentares que produzirão músculos, tecido conjuntivo, etc., e o celoma, cavidade corporal revestida por dois folhetos da mesoderma. A região de associação entre o arquêntero e o folheto mesodérmico em contato com ele constitui a esplancnopleura, enquanto a área de aposição do outro folheto mesodérmico com o estoderma forma a somato-pleura.

Desenvolvimento Embrionário Humano

No final das gastrulação, a região dorsal da gástrula origina a placa neural. As bordas se encurvam, constituindo a goteira ou sulco neural e, posteriormente, o tubo neural, precursor do encéfalo e da medula espinhal. Ressalta-se que o tubo neural se origina de células ectodérmicas.

d) Organogênese: consiste no período em que as estruturas embrionárias primitivas irão ensejar o aparecimento de tecidos e órgãos adultos se diferenciando. No embrião humano, o período de diferenciação está concluído após 12 semanas de desenvolvimento embrionário. Trata-se, portanto, de uma fase particularmente sensível aos agravos, já que pode surgir má formação, como no uso de drogas pela mãe, uso de talidomida, rubéola materna, etc.

2. Destino dos Folhetos Embrionários

A seguir, indicamos algumas partes do corpo originários de cada um dos folhetos embrionários.

Desenvolvimento Embrionário Humano

Fonte: biomania.com

Desenvolvimento Embrionário Humano

FECUNDAÇÃO

Desenvolvimento Embrionário Humano

Espermatozóides recém ejaculados são incapazes de fecundar ovócitos secundários. Eles precisam passar por um processo de ativação, um período de sete horas de condicionamento conhecido como capacitação. Durante esse processo, as glicoproteínas são removidas as superfície do acrossomo. Após a capacitação, os espermatozóides não exibem mudança morfológica, mas mostram-se mais ativados e capazes de penetrar na corona radiata e zona pelúcida que envolvem o ovócito secundário.

Em geral, os espermatozóides são capacitados no útero e nas tubas uterinas, por substâncias contidas nas secreções destas partes do trato genital feminino.

Quando os espermatozóides capacitados entram em contato com a corona radiata, envolvem o ovócito secundário. Este sofre mudanças que resultam no desenvolvimento de perfurações nos seus acrossomos. Essas mudanças conhecidas como reações acrossômicas, estão associadas à liberação de enzimas.

A fertilização numa seqüência de eventos que começam com o contato de um espermatozóide e um ovócito secundário, terminando com a fusão dos núcleos do espermatozóide e do óvulo e a conseqüente mistura dos cromossomos maternos e paternos na metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto.

Fases da Fertilização

O espermatozóide passa pela corona radiata formada pelas células foliculares. A dispersão destas células resulta principalmente da ação de enzimas, em especial a hialuronidase, liberadas do acrossoma do espermatozóide

O espermatozóide penetra na zona pelúcida seguindo o caminho formado por outras enzimas liberadas do acrossoma

A cabeça do espermatozóide entra em contato com a superfície do ovócito e as membranas plasmáticas de ambas as células se fundem. As membranas rompem-se na área de fusão, criando um defeito através do qual o espermatozóide pode penetrar no ovócito

O ovócito reage ao contato com o espermatozóide de duas maneiras:

A zona pelúcida e a membrana plasmática do ovócito se alteram de modo a impedir a entrada a outros espermatozóides;

O ovócito completa a segunda divisão meiótica liberando o segundo corpo polar;

Os pronúcleos masculinos e femininos aproximam-se um do outro, perdem suas membranas nucleares e se fundem formando uma nova célula diplóide, o zigoto.

Clivagem do zigoto

A clivagem do zigoto consiste em repetidas divisões do zigoto. A divisão mitótica do zigoto em duas células-filhas chamadas blastômeros, começa poucos dias depois da fertilização.

Por volta do terceiro dia, uma bola sólida de dezesseis ou mais blastômeros está constituída a mórula. A mórula cai no útero; entre suas células penetra um líquido proveniente da cavidade uterina.

Com o aumento do líquido há a separação das células em duas partes:

camada externa: trofoblasto;

grupo de células centrais: massa celular interna e a camada interna - embrioblasto.

No quarto dia os espaços repletos de líquidos fundem-se para formar um único e grande espaço conhecido como cavidade blastocística, o que converte a mórula em um blastocisto.

No quinto dia a zona pelúcida degenera e desaparece, o blastocisto prende ao epitélio do endométrio em torno do sexto dia, geralmente pelo pólo embrionário.

Com o progresso da invasão do trofoblasto este forma duas camadas:

um citotrofoblasto interno (trofoblasto celular);

sinciciotrofoblasto externo - produzem substâncias que invadem o tecido materno, permitindo que blastocisto penetre no endométrio.

Ao final da primeira semana, o blastocisto está superficialmente implantado na camada compacta do endométrio, nutrindo-se do sangue materno e dos tecidos endometriais erudidos.

Desenvolvimento Embrionário Humano

No oitavo dia, células migram do hipoblasto e formam uma fina membrana exoceloma que envolve a cavidade exocelômica, formando o saco vitelino primário.

Nono dia: espaços isolados ou lacunas aparecem no sinciciotrofoblasto, que logo é preenchido por uma mistura de sangue dos capilares maternos rompidos e secreções das glândulas endometriais erodidas.

Algumas células, provavelmente provenientes do hipoblasto, dão origem ao mesoderma extra-embrionário, uma camada de tecido mesenquimal frouxo em torno do âmnio e do saco vitelínico primário.

No décimo dia, o blastocisto implanta-se lentamente no endométrio.

Por volta do décimo dia são visíveis espaços isolados no interior do mesoderma extra-embrionário, estes espaços fundem-se rapidamente para formar grandes cavidades isoladas de celoma extra-embrionário.

Pelo décimo primeiro dia as lacunas sinciciotrofoblásticas adjacentes se fundiram para formar redes lacunares intercomunicantes. Com a formação do celoma extra-embrionário, o saco vitelino primitivo diminui de tamanho resultando num saco vitelino secundário menor.

No décimo segundo dia o sangue materno infiltra-se nas redes lacunares e logo começa a fluir através do sistema lacunar, estabelecendo uma circulação útero-placentário primitiva.

Enquanto a cavidade amniótica aumenta, forma-se a partir de amnioblastos que se diferencia de células citotrofoblásticas, uma membrana fina, o âmnio.

No décimo terceiro dia a superfície endometrial se degenera e recobre o coágulo. Ocorre a implantação intersticial.

Enquanto a cavidade amniótica vai sendo formada, acontece na massa celular interna mudanças internas que vão resultar na formação de um disco embrionário achatado e essencialmente circular, composto por duas camadas: o epiblasto formado por células colunares altas voltadas para a cavidade amniótica, e hipoblasto, formado por pequenas células cubóides voltadas para a cavidade blastocística.

No décimo quarto dia forma-se o mesoderma somático extra-embrionário e as duas camadas de trofoblasto que constituem o córion. Forma-se as vilosidades coriônicas primárias.

Surge um espessamento no hipoblasto chamada placa pré-cordal (futura região cranial do embrião e boca, ou seja, organizador da cabeça).

Bibliografia

HOUILLON, C. (1972) Sexualidade. Trad.: Marcos Guimarães Ferri. 1.ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.

HAMILTON, W.J., BOYD, J.D., MOSSMAN, H.W. (1968) Embriología Humana. Trad.: Dra. María Teresa Sabattini; Dr. Aníbal Jorge Sánchez. 3.ed. Buenos Aires-Argentina: Editorial Inter-médica.

Karine Kavalco

Fonte: www.biociencia.org

Desenvolvimento Embrionário Humano

O zigoto é portador do material genético fornecido pelo espermatozóide e pelo óvulo. Um vez formado o zigoto irá se dividir muitas vezes por mitose até originar um novo indivíduo. Assim, todas as células que formam o corpo de um indivíduo possuem o mesmo patrimônio genético que existia no zigoto.

Apesar disso, ao longo do desenvolvimento embrionário as células passam por um processo de diferenciação celular em que alguns genes são “ativados” e outros são “desativados”, sendo que somente os “ativados” coordenam as funções das células.

Surgem dessa maneira tipos celulares com formatos e funções distintos, que se organizam em tecidos. Conjuntos de tecidos reunidos formam os órgãos. Os grupos de órgãos formam os sistemas que, por sua vez, formam o organismo.

A ciência que estuda esse processo de desenvolvimento do indivíduo a partir do zigoto é a Embriologia.

Desenvolvimento Embrionário Humano

Fases do desenvolvimento embrionário

Os animais apresentam grande diversidade de desenvolvimento embrionário, mas, de modo geral, em praticamente todos ocorrem três fases consecutivas: segmentação, gastrulação e organogênese.

Na segmentação, mesmo com o aumento do número de células, praticamente não há aumento do volume total do embrião, pois as divisões celulares são muito rápidas e as células não têm tempo para crescer.

Na fase seguinte, que é a gastrulação, o aumento do número de células é acompanhada do aumento do volume total. Inicia-se nessa fase a diferenciação celular, ocorrendo a formação dos folhetos germinativos ou folhetos embrionários, que darão origem aos tecidos do indivíduo.

No estágio seguinte, que é a organogênese, ocorre a diferenciação dos órgãos.

Vamos analisar cada uma dessas fases para os animais em geral e depois comentar o desenvolvimento embrionário humano.

Fonte: www.sobiologia.com.br

voltar 12345avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal