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Desnutrição

Desnutrição

Desnutrição, um problema de peso

Você é do tipo que nunca teve paciência com a sua avó quando ela repetia pela octogésima sétima vez que peixe "faz muito bem para a memória" enquanto empurrava "só mais um pedacinho" para o seu prato?

Pois saiba que ela tinha sua dose de razão. A falta de proteína, nutriente abundante em qualquer tipo de carne, é uma das causas da desnutrição, condição que aflige milhares de brasileiros, principalmente crianças. Há estudos que afirmam que crianças que passaram os três primeiros anos de sua vida com subnutrição desenvolveram sérias dificuldades de compreensão e, consequentemente, de aprendizagem ao longo da vida.

O termo "desnutrição" é, na verdade, usado para caracterizar qualquer tipo de distúrbio alimentar, desde hipernutrição (excesso de nutrientes) até o assunto desta reportagem, a desnutrição protéico-calórica (ou subnutrição), que se caracteriza, como o nome já diz, pela falta de proteínas, que são basicamente os "tijolos" do corpo humano.

Há três tipos de desnutrição protéico-calórica: o marasmo, o kwashiorkor e a combinação de ambos, o kwashiorkor marasmático.

O marasmo ocorre quando a criança possui peso abaixo de 60% do esperado para sua altura e idade. Isto faz com que ela perca tecido muscular, gordura e às vezes até papilas gustativas. O cabelo fica escasso, quebradiço e pode vir a perder a coloração. Enquanto isso, a criança fica triste e quieta.

O kwashiorkor é menos aparente, pois a criança tem peso entre 60% e 80% do esperado, às vezes bem perto do normal. É causado, mais que pela falta de alimentação, pela falta de proteína em particular. A criança com esse tipo de desnutrição apresenta lesões características na pele, cabelo descolorido e edemas (acúmulo de líquido). Além disso, seu fígado costuma ser gorduroso e aumentado.

O kwashiorkor marasmático ocorre quando a criança tem todos os sintomas do marasmo, porém apresenta edemas.

O tratamento consiste, obviamente, em uma dieta com os nutrientes adequados para a recuperação. Caso não haja tratamento, a gravidade da situação da criança piorará gradativamente, até que seja tarde demais para uma reversão do quadro. A morte não é nem um pouco incomum nestes casos, principalmente de bebês.

As causas da subnutrição infantil estão intimamente ligadas a fatores sociais como a falta de recursos e de educação. Isso pode ser observado pela grande ocorrência na América Latina, e, principalmente, na África.

A solução não virá facilmente. Programas como a distribuição de cestas básica ou a popularização da farinha de casca de ovo, barata e rica em proteínas, ajudam provisoriamente. Porém, para a questão ser resolvida permanentemente, será necessária uma grande melhora nas condições de vida dos países de terceiro mundo. Uma mudança deste porte não ocorre de uma hora para a outra, portanto, é melhor que ela comece daqui a pouco. Daqui a muito pouco tempo, pois a questão é, literalmente, de vida ou morte.

Manuela Lopes

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Desnutrição

O que é desnutrição?

A desnutrição é um distúrbio resultante de combinações e graus variados de deficiência protéico-calórica, normalmente acompanhados de lesão ambiental, lesão fisiológica e estresse. Estes distúrbios, muitas vezes se agravam devido a problemas infecciosos e são acompanhados de deficiências nutricionais como a anemia por falta de ferro.

Prevalência:

A desnutrição protéico-calórica é encontrada em todo o mundo e em pessoas de todas as idades, porém é mais comum em países em desenvolvimento e em crianças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 300 milhões de crianças no mundo apresentam retardo de crescimento resultante de alguma forma de desnutrição.

Tipos de desnutrição grave:

As formas mais graves são: marasmo, kwashiokor e kwashiokor-marásmico.

Marasmo: é uma forma crônica de semi-inanição, na qual a criança tem uma redução na velocidade de crescimento. Em fases mais avançadas é caracterizada por debilidade muscular e ausência de gordura subcutânea. Freqüentemente, este tipo de desnutrição é conseqüência de amamentação inadequada e utilização de fórmulas diluídas, ocorrendo em crianças de todas as idades.

Kwarshiorkor: aparece no período posterior à amamentação, durante o desmame, e na fase de 1 a 4 anos. Está associada à baixa ingestão de proteínas, o que leva à hipoalbuminemia (baixa concentração de albumina no organismo), edema e aumento da gordura hepática. A gordura subcutânea usualmente é preservada, porém há uma debilidade muscular, freqüentemente ocultada pelo edema.

Kwarshiorkor- marásmico: é a combinação dos sintomas dos dois estágios de carência acima, porém neste caso a perda de gordura subcutânea é evidente no início do tratamento da Kwarshiorkor, quando ocorre a redução de edema. Está associado à grande oferta de carboidratos e ao baixo consumo de proteínas, sempre de baixa qualidade nutricional.

Prevenção e tratamento:

O tratamento dietético específico para a desnutrição depende da gravidade da doença e de outros sintomas de deficiência que podem estar presentes.

Considerando que a deficiência protéico-calórica ocorre principalmente na infância, uma maneira fácil e barata para a prevenção é o incentivo ao aleitamento materno. Ensinar a forma correta de desmame às mães, também constitui uma orientação essencial na prevenção da desnutrição.

A oferta de leite é fundamental na dieta da criança, pois grandes quantidades de proteína são necessárias para o tratamento do kwashiorkor. A oferta da maior variedade possível de alimentos às crianças, em quantidades e consistências adequadas, também contribuem muito para evitar que o quadro se agrave, ou que apresentem no futuro algum problema nutricional.

Alimentos protéicos:

Origem Animal

Alimentos dessa origem suprem, em média, 65% das proteínas consumidas na dieta. Além disto, uma dieta rica em proteína animal fornece todos os aminoácidos indispensáveis para a realização de uma síntese protéica eficiente.

São eles: carnes, ovos, leite e derivados.

Origem Vegetal

Os produtos vegetais mais ricos em proteína são as leguminosas (feijão de soja, amendoim, ervilha, feijão e lentilhas), contribuindo com cerca de 3% do consumo total de proteínas. Os cereais contêm quantidades menores deste nutriente, mas, por serem muito consumidos, contribuem com 18% das proteínas da dieta. Para obter uma fonte completa deste nutriente, deve-se misturar os grãos aos cereais na dieta.

Outros Nutrientes

Não somente a proteína como também outros nutrientes são importantes na prevenção e tratamento da desnutrição. Os carboidratos (cereais, massas, pães, raízes e tubérculos) e as gorduras (óleos vegetais, azeite e a manteiga) são fornecedores de energia, utilizada pelo organismo, entre outras coisas, para a fixação de proteínas, permitindo que a mesma exerça suas funções primordiais.

Isto é, os carboidratos e as gorduras devem ser ingeridos na quantidade recomendada para cada idade uma vez que, na ausência destes nutrientes, as proteínas serão utilizadas como fonte de energia, deixando de exercer suas funções essenciais, que garantem o crescimento adequado e evita a desnutrição nas crianças.

As vitaminas e minerais também devem ser inclusos na dieta sob a forma de frutas e vegetais, pois fornecem grande variedade destes nutrientes ao organismo, sendo essenciais na prevenção de doenças e manutenção geral da saúde.

Fonte: www.rgnutri.com.br

 

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