A desnutrição está intimamente associada às condições de pobreza de uma comunidade.
A pobreza não pode ser definida de forma única e universal; contudo, podemos afirmar que ela se refere a situações de carência em que os indivíduos não conseguem manter um padrão mínimo de vida onde possam satisfazer suas necessidades básicas, tais como:
de renda e de recursos para atender necessidades de alimentos, habitação, vestuário, saúde e educação; de voz e de poder nas instituições e na sociedade; de condições para enfrentar mudanças repentinas, como, por exemplo, crises econômicas no país, catástrofes naturais,etc bibliografia | voltar
No mundo há muita pobreza em meio à abundância. Dos 6 bilhões de habitantes, 2,8 bilhões (quase a metade) vivem com menos de 2 dólares por dia e 1,2 bilhão (um quinto) com menos de 1 dólar por dia, sendo que 44% destes vivem no Sul da Ásia.
Alguns países perderam terreno nos anos noventa. A Coréia do Norte viu o aumento da taxa de mortalidade infantil de 45 para 58 entre mil nascidos vivos, enquanto Quênia de 62 para 76, e Zimbábue de 52 para 70.
Entre 1970 e 1999, as diferenças na mortalidade infantil entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e países em desenvolvimento diminuiu em termos absolutos (de 86 em 1970 para 53 em 1999), mas elevou-se em termos relativos.
Enquanto a mortalidade infantil em 1970 era por volta de 5 vezes mais alta em países em desenvolvimento do que em países da OCDE, é agora aproximadamente 10 vezes mais alta. Nos países ricos, menos de uma criança em 100 não completa cinco anos, enquanto nos países mais pobres um quinto das crianças morrem antes disso.
Nos países ricos, menos de 5% de todas as crianças abaixo de cinco anos são desnutridas; nos países pobres, a proporção chega a 50%.
Não é óbvio entender a experiência da pobreza. Para entendê-la bem, é preciso ouvir quem a experimenta, como descrito no livro Alguém pode nos ouvir?
A desnutrição não é só conseqüência da pobreza, mas também sua causa, ao diminuir o potencial humano em uma sociedade. Nesse sentido, os benefícios que a diminuição da taxa de desnutrição num país acarretam são enormes.
Crianças saudáveis tornam-se adultos mais fortes e mais produtivos. Meninas bem nutridas tornam-se mães menos expostas aos riscos da gravidez e do parto, e geram crianças com melhores possibilidades de desenvolvimento físico e mental.
Fonte: www.desnutricao.org.br