O dia 2 de dezembro, data de nascimento do imperador do Brasil, Pedro II, foi escolhido dia da Astronomia em sua homenagem, pois ele era astrônomo amador. A sociedade Brasileira de Astronomia, fundada em 1947, indicou a data e também conferiu a Pedro II, um grande incentivador da ciência astronômica, o título de patrono da Astronomia Brasileira.
Ciência que lida com a origem, evolução, composição, distância e movimentação dos corpos e matérias dispersos no universo, a Astronomia é muito antiga e existe desde as primeiras civilizações registradas. Desde 2000 a.C, os chineses já possuíam escolas de Astrologia, em muito contribuindo para a evolução de sua Astronomia. Também os gregos, os egípcios, os muçulmanos, em épocas de poucos instrumentos, e de observação a olho nu, já utilizavam essa ciência.
No mundo de hoje, o que se pesquisa e comprova é saudado como contribuição para a humanidade, mas houve um tempo em que os homens eram condenados a morrer por causa de suas teorias. Entre esses, estavam alguns importantes astrônomos.
Se pesquisamos sobre os grandes cientistas e inventores na história da humanidade, vamos descobrir que muitos deles foram astrônomos, que estenderam seu olhar para fora da Terra e tanto colaboraram para a evolução global do conhecimento. Idéias como as dos filósofos gregos (e astrônomos) Hiparco e Ptolomeu, de que a Terra era o centro do Universo, com planetas e estrelas girando em torno dela, perduraram por 14 séculos, até que Nicolau Copérnico, chamado pai da Astronomia Moderna, juntamente com Galileu Galilei as revolucionaram.
Galileu Galilei, nascido na Itália em 1564, considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos, passou da medicina à matemática e à astronomia. Autor de vários estudos e experimentos sobre a queda dos corpos, foi dele a teoria de que todos os objetos, pesados ou leves, vão ao chão com a mesma velocidade.
Podemos imaginar a importância da contribuição de tal pessoa para quem viria depois. Foi Galileu quem aperfeiçoou o telescópio de refração e com ele descobriu quatro luas do planeta Júpiter, no ano de 1610. E depois de tantas procuras e descobertas, por ter apoiado a teoria de Nicolau Copérnico, de que o Sol, e não a Terra, era o centro do nosso sistema planetário, Galileu foi condenado pela Inquisição (o tribunal medieval criado pela igreja católica romana que perseguia, punia e condenava à morte as pessoas por aquilo que considerava como heresia).
Um outro astrônomo e matemático, Johannes Kepler, contemporâneo de Galileu Galilei, conquistou muita inimizade por ter apoiado a teoria heliocêntrica de Copérnico (o Sol no centro e todos os planetas a sua volta), teoria que seria mais tarde reforçada por suas tabelas de cálculos sobre as posições de planetas e sobre eclipses. Utilizou um telescópio dado por Galileu para observar os satélites de Júpiter e foi grande a sua contribuição para a ótica.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaAstrônomos de todo o País estarão festejando nesta quinta-feira, 2 dezembro,o seu dia. Várias solenidades estão previstas assinalando a grata efeméride. Para os discípulos de Urânia, a Musa do Céu,foi bastante significativo o progresso da Astronomia no País, particularmente no estado de São Paulo que detém o maior número de observatórios e planetários.No céu,eventos espetaculares marcaram o ano que termina.
A data de 2 de dezembro assinala o nascimento de D.Pedro II (1825-1891),numa homenagem ao governante que mais fez pela ciência do céu no Brasil. A escolha veio logo após ter sido outorgado ao mesmo o título de “Patrono da Astronomia Brasileira”,pelos astrônomos reunidos durante o 2º Encontro de Astronomia do Nordeste,celebrado em Recife,Pe, de 30 de junho a 3 de julho de 1978. O autor era um dos astrônomos presentes neste encontro.
No computo geral, o ano que se finda foi extremamente fértil para a Astronomia brasileira. Trabalhos de pesquisa estiveram em evidência nos principais periódicos do mundo. A participação nacional nos projetos SOAR (Observatory for Astrophisical Researche) no Chile e Gemini (Chile e Havaí) estão permitindo que nossos astrônomos realizem pesquisas de alto nível. No que tange a divulgação e ensino, atividade esta desenvolvida principalmente pelos observatórios municipais e planetários, mais uma vez São Paulo liderou as iniciativas.
Dois eclipses totais da Lua (04/05 de maio e 27/27 de outubro) e um raro trânsito do planeta Vênus pelo disco solar no dia 8 de junho, monopolizaram as atenções gerais levando uma multidão de pessoas aos observatórios. No setor espacial,várias missões aconteceram este ano. Destaque para a missão conjunta NASA –ESA (Agência Espacial Européia) que em julho colocaram a nave Cassini ao redor de Saturno após uma viagem de sete anos. No dia 25/26 de dezembro,se tudo ocorrer a contento,a nave Cassini desprenderá a sonda Huygens rumo ao satélite Titan deste planeta. Será sem dúvida alguma,um grandioso feito da conquista espacial e um régio presente de Natal para a comunidade científica.
Julio Cesar Ferreira Lobo
Fonte: observatorio.campinas.sp.gov.br