É o Senhor Jesus Cristo. Ele mesmo no-lo declara em ([LC 24:27,44]"27 E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. 44 E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. "; [JO 5:39] Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; ). Considerando Cristo como tema Central da Bíblia, os 66 livros poderão ficar resumidos em 5 palavras, todas referentes a Cristo, assim:
Preparação: todo o Antigo Testamento trata da preparação para o advento de Cristo.
Manifestação: os Evangelhos tratam da manifestação de Cristo no mundo, como Redentor.
Propagação: os Atos dos Apóstolos tratam da propagação de Cristo por meio da Igreja.
Explanação: as Epístolas tratam da explanação de Cristo. São detalhes da doutrina.
Consumação: o Apocalipse trata de Cristo consumado todas as coisas.
Tendo Cristo como o tema central da Bíblia, podemos resumir todo o Antigo Testamento numa frase: JESUS VIRÁ! ; e o Novo Testamento noutra frase: JESUS JÁ VEIO. (é claro, como Redentor).
Ele ocupa o lugar central das Escrituras em tipos, figuras, símbolos e profecias. Contemplamo-lo em todos os livros da Bíblia. Abaixo segue uma fraca amostra da Sua evidência em todos os Livros da Bíblia:
| Livro | Tema | Passagem Bíblica |
| Gênesis | O Descendente da Mulher | GN 3.15 |
| Êxodo | O Cordeiro Pascoal | ÊX 12.5-13 |
| Levítico | O Sacrifício Expiatório | LV 4.14, 21 |
| Números | A Rocha Ferida | NM 20.7-13 |
| Deuteronômio | O Profeta | DT 18.15 |
| Josué | O Príncipe dos Exércitos do Senhor | JS 5.14 |
| Juízes | O Libertador | JZ 3.9 (cf. RM 11.26) |
| Rute | O Remidor divino | RT 3.12 (cf. TT 2.14) |
| I e II Samuel | O Rei Esperado | 1SM 8.5 |
| I e II Reis | O Rei Prometido | 1RS 4.34 (cf. AP 21.24) |
| I e II Crônicas | O Descendente de Davi | 1CR 3.10 (cf. MT 1.7) |
| Esdras | O Ensinador divino | ED 7.10 (cf. MT 9.35) |
| Neemias | O Edificador | NE 2.18, 20 |
| Ester | A Providência Divina | ET 4.4 |
| Jó | O Redentor que Vive | JÓ 19.25 |
| Salmos | O Nosso Socorro e Alegria | SL 46.1 (cf. MT 28.20) |
| Provérbios | A Sabedoria de Deus | PV 8.22-36 |
| Eclesiastes | O Pregador Perfeito | EC 12.10 |
| Cantares | O Nosso Amado | CT 2.8 |
| Isaías | O Servo do Senhor | IS 42 |
| Jeremias | O Senhor dos Exércitos | JR 31.18 |
| Lamentações | O Consolador de Israel | LM 1.2 |
| Ezequiel | O Senhor que Reinará | EZ 33 |
| Daniel | O Quarto Homem | DN 3.25 |
| Oséias | O Esposo | OS 3.16 |
| Joel | O Juiz das Nações | JL 3.12 |
| Amós | O Deus de Fogo | AM 1.4; 9.4, 6 |
| Obadias | O Salvador | OB 21 |
| Jonas | A Salvação do Senhor | JN 2.9 |
| Miquéias | O Ajuntador de Israel | MQ 2.13; 4.3 |
| Naum | O Cavaleiro da Espada Flamejante | NA 3.3 |
| Habacuque | O Puro de Olhos | HC 1.13 |
| Sofonias | O Pastor de Israel | SF 3.13 |
| Ageu | O que fez tremer os céus e a terra | AG 2.6, 7 |
| Zacarias | O Renovo | ZC 6.12 |
| Malaquias | O Anjo do Concerto | ML 3.1 |
| Mateus | O Messias | MT 2.6 |
| Marcos | O Rei | MC 15.9 |
| Lucas | O Filho do Homem | LC 12.8 |
| João | O Filho de Deus | JO 1.14 |
| Atos | O Cristo Ressurgido | AT 2.24 |
| Romanos | A Justiça de Deus | RM 8.30 |
| I Coríntios | O Cristo Crucificado | 1CO 1.23 |
| II Coríntios | A Imagem de Deus | 2CO 4.5 |
| Gálatas | O Cristo que Liberta | GL 5.1 |
| Efésios | A Cabeça da Igreja | EF 4.15 |
| Filipenses | O Viver | FP 1.21 |
| Colossenses | O Homem Perfeito | CL 1.28 |
| I e II Tessalonicenses | O Senhor que Virá | 1TS 4.14 |
| I Timóteo | A Nossa Esperança | 1TM 1.1 |
| II Timóteo | O Nosso Senhor | 2TM 2.1 |
| Tito | O Nosso Salvador | TT 3.6 |
| Filemon | O Doador do Bem | FM 1.6 |
| Hebreus | O Sacerdote Eterno | HB 7.3 |
| Tiago | O Legislador | TG 4.12 |
| I Pedro | O Rei | 1PE 2.17 |
| II Pedro | O Nosso Senhor | 2PE 1.2 |
| I João | O Cristo | 1JO 5.1 |
| II João | O Filho do Pai | 2JO 1.3 |
| III João | A Verdade | 3JO 1.4 |
| Judas | O Único Dominador e Senhor | JD 1.4 |
| Apocalipse | O Alfa e o Ômega | AP 22.13 |
Cristo ressurgiu dos mortos e ainda vive. Não é apenas uma personalidade histórica, porém, uma pessoa viva. Ele é o fato mais importante da Histórica e a força mais vital do mundo de hoje.
Fatos e particularidades da Bíblia
1.Os livros de Ester e Cantares não falam em Deus, porém sua presença é iniludível nos mesmos, especialmente nos episódios milagrosos de Ester.
2.Há na Bíblia 8000 menções de Deus entre seus vários nomes e 177 menções do Diabo sob seus vários nomes.
3.A vinda do Senhor é referida 1845 vezes, sendo 1527 no Antigo Testamento e 318 no Novo Testamento. Não é um assunto para séria meditação?
4.O livro de Isaías é uma miniatura da Bíblia. Tem 66 capítulos correspondente aos 66 livros. A primeira seção tem 39 capítulos correspondente à mensagem do Antigo Testamento. A segunda seção tem 27 capítulo, tratando de conforto, promessa e salvação, correspondente à mensagem do Novo Testamento. O Novo Testamento termina mencionando o novo céu e a nova terra. O mesmo acontece no término de Isaías (66.22).
Os Livros Apócrifos:
Assim se chamam, geralmente, uns 7 a 14 livros que, em algumas Bíblias são inseridos entre o Antigo e o Novo Testamento, e que foram escritos por judeus piedosos, durante os 400 anos em que esteve silenciosa a voz da profecia. Desconhece-se, em grande parte, seus autores, e foram adicionados à Septuaginta, ou seja, a versão grega do Antigo Testamento, feita em Alexandria durante esse período. Não se encontram, portanto, no cânon hebraico do Antigo Testamento e, pelos judeus, nunca foram considerados inspirados, como 39 livros do Antigo Testamento que sempre foram considerados.
Jerônimo mesmo, a quem se deve a versão Vulgata Latina (Oficial da Igreja Católica Romana, desde o Concílio de Trento), faz a distinção canônicos, como obras de autoridade, e os não canônicos, que ele considera úteis para estudo privado, e “para exemplo de vida e instrução de costumes”, mas que “não deveriam ser utilizados para estabelecer qualquer doutrina”. Nenhum apócrifo foi jamais citado por nosso Senhor Jesus Cristo, nem reconhecido como inspirado pela igreja primitiva.
Os principais Apócrifos do Antigo Testamento são os seguintes:
Tobias: um romance do tempo do cativeiro de Israel pela Assíria. Escrito cerca de 200 a.C.
Judite: um romance do tempo de Nabucodonosor. Escrito cerca 100 a.C.
I Esdras: uma versão grega escrita cerca de 100 a.C., de partes de Crônicas, Esdras e Neemias.
II Esdras: escrito no segundo século a.C. As versões de uma nova era.
Sabedoria de Salomão: obra sapiencial, escrito por um judeu de Alexandria, 100 a.C.
Eclesiástico: parecido com o livro de Provérbios. Chama-se, também, “A Sabedoria de Jesus, Filho de Sirac”. Escrito cerca de 180 a.C.
Baruque: obra escrita cerca de 300 a.C. e que dá a entender ser de Baruque, o escriba de Jeremias.
I e II Macabeus: obra de grande valor sobre a era dos Macabeus. Cerca de 100 a.C.
Ester: acréscimos ao livro de Ester, feito no segundo século a.C. (texto grego).
Acréscimos ao livro de Daniel: O Cântico dos Três Mancebos (3.24-90); A História de Suzana (cap. 13); Bel e o Dragão (cap. 14).
A Oração de Manasses: dá a entender que é a oração de Manasses.
Há também vários livros apócrifos do Novo Testamento: Evangelho de Bartolomeu, Evangelho de Filipe, Evangelho de Matias, Evangelho de Pedro, Evangelho de Tomé, Evangelho Segundo dos Hebreus, Atos de André, Atos de Bartolomeu, Atos de Pilatos e outros. É tão raro que se encontre um livro, não canônico, anexo a manuscritos do Novo Testamento, que nunca se tratou seriamente de incluir qualquer deles no cânon.

1. Apontamentos individuais dos assuntos em estudo;
2. Aprender a ler e escrever referência bíblica, ex.: pontos abreviativos;
3. Conhecer a diferença entre texto, contexto, referência, inferência, etc.
a. TEXTO – São as palavras contidas numa passagem;
b. CONTEXTO – É a parte que fica antes ou depois do texto conforme a leitura;
c. REFERÊNCIA – É a conexão direta entre determinado assunto, que pode ser verbal ou real. Ex.: Ref. Verbal é um paralelismo de palavras, nem sempre tratam do mesmo assunto, como por Ex.: o vocabulário FÉ, que tem vários sentidos nas escrituras. Já as ref. Real trata sempre do mesmo assunto, como por Ex.: a Volta de Cristo, é algo concreto.
d. INFERÊNCIA – É uma conexão indireta entre assuntos ou conclusões que se faz.
4. Conhecer os manuscritos Bíblicos e versões da Bíblia:
a. Manuscritos são cópias das originais;
b. Versões são traduções de manuscritos.
5. Conhecer as siglas das diferentes versões em vernáculos, ex.: ARC Almeida Revisada e Corrigida, ARA, FIG, VIBB, etc.
6. Conhecer o tempo cronológico antes e depois de Cristo, indicado pelas letras:
AC – Antes de Cristo; DC – do Latim “ANNO DOMINI” isto é, ano do Senhor, que corresponde a depois de Cristo.
7. Saber manusear o volume sagrado, isto é, encontrar com rapidez qualquer ref. Bíblica – Lc. 4:17 – A Bíblia é destinada ao coração para ser amada, e a mente, para ser estudada e entendida, Hb. 10:16; Ne. 8:8.
8. Possuir boas fontes de consultas: A Bíblia, se possível todas as legítimas versões em português; bons livros, mas não substitutos da Bíblia. Devemos estudar a Bíblia pela Luz do Espírito de Deus e não pelas versões de teólogos.
9. Conhecer antiguidades Bíblicas, isto é, vidas, leis, costumes e terras dos povos bíblicos.
10. Ter o conhecimento do plano global de Deus, isto é, da dispensações e alianças através dos séculos, Ef. 3:11.
O apóstolo Pedro, falando das Escrituras, disse o seguinte à cerca N. Testamento: “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras escrituras para sua própria perdição” II Pe. 3:16.
Auxílio para compreensão
Comece o estudo com o Novo Testamento; Plano de Estudo: “Busque” Jo 5:39; “Medite” Sl. 1:2; “Compare” I Co. 2:13. Ao ler, primeiramente, leia “sinteticamente” (um livro de cada vez), depois leia e estude analiticamente trecho por trecho; procure subsídios para o estudo; Ex.: um dicionário Bíblico.
Informações úteis para se expor uma mensagem
Quando falamos em público, ou escrevemos para o público, devemos aplicar qualidades essenciais do estilo: correção, concisão, clareza, harmonia, originalidade, nobreza e naturalidade.
Definimos assim:
CORREÇÃO: evitar erros, corrigi-los quando houver;
CONCISÃO: expor idéias com poucas palavras;
CLAREZA: com transparência, limpidez;
ORIGINALIDADE: que tenha origem bíblica;
NOBREZA: cheio de valores morais;
NATURALIDADE: é regra fundamental, deixando a Bíblia interpretar a SI MESMO.
Para compreender bem o que a Bíblia tem nos dizer, precisamos de todo o conselho e ajuda que um estudo de Hermenêutica pode nos oferecer.
A base da interpretação da Bíblia é a própria Bíblia
Lembremos, que as Escrituras, tratando de temas variados, foram escritos por homem de diferentes características, em épocas remotas, países distantes uns dos outros, no meio de povos de costumes diversos e numa linguagem típica da região.
Primeira regra fundamental
a. Pelo seu conteúdo e ensino geral;
b. Pelo ensino geral do escritor de cada livro;
c. Pelos seus textos e contextos e palavras paralelas;
d. Na leitura contínua, sempre na dependência e inspiração do Espírito, que é o seu melhor intérprete – Jo. 14:26; II Tm. 3:14,17.
Na interpretação do Livro de Deus, torna-se Necessário
a. Comparar as coisas espirituais as espirituais, Cl.1:9;
b. Procurar conhecer a realidade e a verdade, II Tm. 2:25;
c. Ser sensato e saber raciocinar, Pv. 2:2-5.
As Escrituras é rica em expressões simbólicas, figura retórica; qualquer interpretativo de ensino ou doutrina só pode ser verdadeira, se houver passagem contrária nas Escrituras, Dt. 29:29.
Interpretação da Linguagem figurada
A linguagem figurada nas Escrituras é muito variada. É importante estuda-la para interpretar as figuras corretamente.
Os povos antigos usaram a analogia, comparada coisa espirituais com as materiais, explicando fatos espirituais por símbolos materiais. Exemplo, o livro de Cantares de Salomão. Deus, na sua Sabedoria, querendo expressar o puro amor conjugal, conforme ordenado por Ele na criação, vindica esse amor contra o ascetismo e a luxúria numa tripla interpretação. Vejamos:
1. Uma viva Revelação do amor de Salomão pela jovem Sulamita;
2. Uma Revelação figurativa do Amor de Deus pelo povo de sua Aliança, Israel, a Esposa do Senhor, Gn. 2:16; 8:14;
3. Uma alegoria do amor de Cristo por sua Esposa Celestial, a Igreja, Ef. 5:25,32.
Fonte: api.ning.com
A partir do quarto século depois de Cristo, os livros cristãos passaram a ser escritos em codex, palavra derivada de caudex, que era uma tabuinha coberta de cera na qual se escrevia com um estilete metálico. Reunidos por um cordão que passava por orifícios feitos no alto dos exemplares, à esquerda, os códices ficavam em forma de livro, portanto bem mais práticos de serem manuseados que os antigos rolos.
OS GRANDES CÓDICES UNCIAIS
Até o século IX os manuscritos unciais eram os únicos utilizados no Novo Testamento. Foram catalogados 268 manuscritos unciais do Novo Testamento. Por serem mais antigos, são considerados as fontes mais importantes no estudo do Novo Testamento. Quanto mais antiga a cópia, mais próxima da composição original ela está e menos erros dos copistas apresentam. A maior parte do Novo Testamento é preservada em manuscritos feitos a menos de duzentos anos após o original, sendo alguns livros do Novo Testamento de pouco menos de cem anos após a sua composição.
SINAÍTICO
Códice Alef
Produzido em cerca de 325 d.C., contem todo o Antigo Testamento grego, além das epístolas de Barnabé e parte do Pastor de Hermas. Foi encontrado pelo sábio alemão Constantino Tischendorf, em 1844, no mosteiro de Santa Catarina, situado na encosta do Sinai. Tischendorf viu 129 páginas do manuscrito numa cesta de papel, para serem lançadas no fogo. Percebendo o seu enorme valor, levou-as para a Europa. Nesse mesmo ano, ele descobriu 43 folhas de velino contendo porções da Septuaginta (I Crônicas, Jeremias, Neemias e Ester). Este pesquisador descobriu que as páginas desse manuscrito eram utilizadas pelos monges para acender o fogo.
Em 1859 ele voltou ao mosteiro e encontrou as páginas restantes. Doada por seu descobridor a Alexandre II, da Rússia, essa preciosidade foi posteriormente comprada pela Inglaterra pela vultosa quantia de cem mil libras esterlinas. Está no Museu Britânico desde 1933, e é considerada a testemunha mais importante do texto bíblico por sua antiguidade, precisão e ausência de omissão
ALEXANDRINO
Códice A
De meados do quarto século d.C., contem o Antigo Testamento grego e quase todo o Novo Testamento, com omissões de 24 capítulos de Mateus, cerce de quatro de João e oito de 2 Coríntios. Contém ainda a Primeira Epístola de Clemente de Roma e parte da Segunda. É o melhor testemunho existente do texto do Apocalipse. Em 1708 esse códice foi dado de presente ao patriarca de Alexandria, que lhe deu a designação que ostenta até hoje. Está no Museu Britânico.
VATICANO
Códice B
Este famoso uncial em velino, datado do inicio do século IV, está escrito em grego e contém o texto completo da Septuaginta, com exceção dos livros dos Macabeus e da Oração de Manassés.
Não era conhecido pelos estudiosos textuais até 1475, quando foi catalogado na Biblioteca do Vaticano, em Roma, pertencente à Igreja Católica Romana. Contém 759 folhas, sendo 617 no Antigo Testamento e 142 no Novo Testamento.
EPHRAEMI RESCRIPTUS
Códice C
Também conhecido como códice polimpsesto. Este manuscrito continha todo o Antigo e Novo Testamento. Conservam-se atualmente só os textos de Jó, Provérbios, Eclesiastes, Sabedoria, Eclesiástico e Cântico dos Cânticos, e do Novo Testamento ainda preservam-se parte do todos os livros, exceto 2 Tessalonicenses e 2 João. Suspeita-se que se originou em Alexandria, no Egito, e é datado do início do século V (por volta de 450).
Este manuscrito foi raspado, por isso é chamado de polimpsesto. O texto sagrado foi apagado par que nesses pergaminhos se escrevessem os sermões de Ephraem, pai da igreja do século IV, por essa razão foi chamado de Manuscrito Ephraemi Rescriptus.
Por meio de solução química, o Dr. Tischendorf foi capaz de decifrar as escritas quase invisíveis dos pergaminhos. Esse manuscrito está conservado na Biblioteca Nacional de Paris.
BEZAE
Códice D
Também chamado de Códice de Cambridge, datado por volta do século V ou VI. Este é o mais antigo manuscrito conhecido em dois idiomas; é um códice Greco-latino. A página esquerda é grego, enquanto o texto correspondente em latim fica do lado oposto, à direita. Foi descoberto em 1562, por Teodoro de Beza, teólogo francês, no mosteiro de Santo Irineu, em Lyon na França. Com algumas omissões, contém os Evangelhos e Atos, os primeiros na ordem chamada ocidental: Mateus, João, Lucas e Marcos. Em 1581, Beza o entregou a Universidade de Cambridge.
Há, ainda, vários outros códices de menor importância, expostos em museus e bibliotecas de vários países do mundo. Somente de livros do Novo Testamento, completos ou em fragmentos, conhece-se hoje 156.
OS ROLOS DO MAR MORTO
Em se tratando de manuscritos em rolos, o mais antigo e mais importante de todos foi encontrado casualmente em 1947 por um beduíno, numa bem dissimulada gruta nas proximidades de Jericó, junto ao Mar Morto. Examinado pelo professor Sukenik, da Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou-se pertencer ao terceiro século antes de Cristo. Contém o livro completo de Isaías e comentários de Habacuque, além de outras informações sobre a época em que foi escondido. É mais conhecido como o Rolo do Mar Morto.
MANUSCRITOS
Alguns escritos originais, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, se perderam ao longo dos séculos por vários motivos. Os textos que temos hoje são cópias tiradas de outras cópias até chegarem à formatação atual.
O termo manuscrito vem do latim manus, mão , e scriptus, escrita , a saber, um documento escrito a mão. Essa palavra, como é usada hoje, está restrita àquelas cópias da Bíblia feitas no mesmo idioma em que foram originalmente escritos.
Os escritos originais, autênticos, saídos das mãos de um profeta ou apóstolo, ou de um amanuense, eram chamados de autógrafos. Devido às perseguições que houve antes e depois de Cristo, os escritos sagrados originais desapareceram. Entretanto, existem várias cópias a também traduções das Escrituras que sobreviveram aos muitos ataques.
Devido ao seu zelo, os estudiosos judeus (escribas, zugot, tanaítas etc.) conseguiram preservar inacreditavelmente sua tradições textuais. Os milhares de manuscritos hebraicos, com sua confirmação pela Septuaginta e pelo Pentateuco samaritano, e as várias outras comparações de fora e de dentro do texto, dão apoio surpreendente à confiabilidade do texto do Antigo Testamento.
Da mesma maneira, a fidelidade do texto do Novo Testamento é um fato, contando com evidencias esmagadoras para apoiar sua confiabilidade.
Contando apenas as cópias gregas, o texto do Novo Testamento é preservado em aproximadamente 5.686 porções manuscritas parciais e completas que foram copiadas a mão a partir do século I até o século XV. Alem dos manuscritos gregos, há várias traduções partindo do grego. Contando com as principais traduções antigas em aramaico, copta, árabe, latim e outras línguas, há 9 mil cópias do Novo Testamento. Isso dá um total de mais de 14 mil cópias do Novo Testamento.
Além disso, se compilarmos as milhares de citações dos pais da igreja primitiva dos séculos II a IV pode-se reconstruir todo o Novo Testamento com exceção de onze versículos.
CÓDICES, MANUSCRITOS BÍBLICOS
OS ESCRITOS EM CODEX
A partir do quarto século depois de Cristo, os livros cristãos passaram a ser escritos em codex, palavra derivada de caudex, que era uma tabuinha coberta de cera na qual se escrevia com um estilete metálico. Reunidos por um cordão que passava por orifícios feitos no alto dos exemplares, à esquerda, os códices ficavam em forma de livro, portanto bem mais práticos de serem manuseados que os antigos rolos.
OS GRANDES CÓDICES UNCIAIS
Até o século IX os manuscritos unciais eram os únicos utilizados no Novo Testamento. Foram catalogados 268 manuscritos unciais do Novo Testamento. Por serem mais antigos, são considerados as fontes mais importantes no estudo do Novo Testamento. Quanto mais antiga a cópia, mais próxima da composição original ela está e menos erros dos copistas apresentam. A maior parte do Novo Testamento é preservada em manuscritos feitos a menos de duzentos anos após o original, sendo alguns livros do Novo Testamento de pouco menos de cem anos após a sua composição.
SINAÍTICO
Códice Alef
Produzido em cerca de 325 d.C., contem todo o Antigo Testamento grego, além das epístolas de Barnabé e parte do Pastor de Hermas. Foi encontrado pelo sábio alemão Constantino Tischendorf, em 1844, no mosteiro de Santa Catarina, situado na encosta do Sinai. Tischendorf viu 129 páginas do manuscrito numa cesta de papel, para serem lançadas no fogo. Percebendo o seu enorme valor, levou-as para a Europa. Nesse mesmo ano, ele descobriu 43 folhas de velino contendo porções da Septuaginta (I Crônicas, Jeremias, Neemias e Ester). Este pesquisador descobriu que as páginas desse manuscrito eram utilizadas pelos monges para acender o fogo.
Em 1859 ele voltou ao mosteiro e encontrou as páginas restantes. Doada por seu descobridor a Alexandre II, da Rússia, essa preciosidade foi posteriormente comprada pela Inglaterra pela vultosa quantia de cem mil libras esterlinas. Está no Museu Britânico desde 1933, e é considerada a testemunha mais importante do texto bíblico por sua antiguidade, precisão e ausência de omissão
ALEXANDRINO
Códice A
De meados do quarto século d.C., contem o Antigo Testamento grego e quase todo o Novo Testamento, com omissões de 24 capítulos de Mateus, cerce de quatro de João e oito de 2 Coríntios. Contém ainda a Primeira Epístola de Clemente de Roma e parte da Segunda. É o melhor testemunho existente do texto do Apocalipse. Em 1708 esse códice foi dado de presente ao patriarca de Alexandria, que lhe deu a designação que ostenta até hoje. Está no Museu Britânico.
VATICANO
Códice B
Este famoso uncial em velino, datado do inicio do século IV, está escrito em grego e contém o texto completo da Septuaginta, com exceção dos livros dos Macabeus e da Oração de Manassés.
Não era conhecido pelos estudiosos textuais até 1475, quando foi catalogado na Biblioteca do Vaticano, em Roma, pertencente à Igreja Católica Romana. Contém 759 folhas, sendo 617 no Antigo Testamento e 142 no Novo Testamento.
EPHRAEMI RESCRIPTUS
Códice C
Também conhecido como códice polimpsesto. Este manuscrito continha todo o Antigo e Novo Testamento. Conservam-se atualmente só os textos de Jó, Provérbios, Eclesiastes, Sabedoria, Eclesiástico e Cântico dos Cânticos, e do Novo Testamento ainda preservam-se parte do todos os livros, exceto 2 Tessalonicenses e 2 João. Suspeita-se que se originou em Alexandria, no Egito, e é datado do início do século V (por volta de 450).
Este manuscrito foi raspado, por isso é chamado de polimpsesto. O texto sagrado foi apagado par que nesses pergaminhos se escrevessem os sermões de Ephraem, pai da igreja do século IV, por essa razão foi chamado de Manuscrito Ephraemi Rescriptus.
Por meio de solução química, o Dr. Tischendorf foi capaz de decifrar as escritas quase invisíveis dos pergaminhos. Esse manuscrito está conservado na Biblioteca Nacional de Paris.
BEZAE
Códice D
Também chamado de Códice de Cambridge, datado por volta do século V ou VI. Este é o mais antigo manuscrito conhecido em dois idiomas; é um códice Greco-latino. A página esquerda é grego, enquanto o texto correspondente em latim fica do lado oposto, à direita. Foi descoberto em 1562, por Teodoro de Beza, teólogo francês, no mosteiro de Santo Irineu, em Lyon na França. Com algumas omissões, contém os Evangelhos e Atos, os primeiros na ordem chamada ocidental: Mateus, João, Lucas e Marcos. Em 1581, Beza o entregou a Universidade de Cambridge.
Há, ainda, vários outros códices de menor importância, expostos em museus e bibliotecas de vários países do mundo. Somente de livros do Novo Testamento, completos ou em fragmentos, conhece-se hoje 156.
OS ROLOS DO MAR MORTO
Em se tratando de manuscritos em rolos, o mais antigo e mais importante de todos foi encontrado casualmente em 1947 por um beduíno, numa bem dissimulada gruta nas proximidades de Jericó, junto ao Mar Morto. Examinado pelo professor Sukenik, da Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou-se pertencer ao terceiro século antes de Cristo. Contém o livro completo de Isaías e comentários de Habacuque, além de outras informações sobre a época em que foi escondido. É mais conhecido como o Rolo do Mar Morto.
MANUSCRITOS
Alguns escritos originais, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, se perderam ao longo dos séculos por vários motivos. Os textos que temos hoje são cópias tiradas de outras cópias até chegarem à formatação atual.
O termo manuscrito vem do latim manus, mão , e scriptus, escrita , a saber, um documento escrito a mão. Essa palavra, como é usada hoje, está restrita àquelas cópias da Bíblia feitas no mesmo idioma em que foram originalmente escritos.
Os escritos originais, autênticos, saídos das mãos de um profeta ou apóstolo, ou de um amanuense, eram chamados de autógrafos. Devido às perseguições que houve antes e depois de Cristo, os escritos sagrados originais desapareceram. Entretanto, existem várias cópias a também traduções das Escrituras que sobreviveram aos muitos ataques.
Devido ao seu zelo, os estudiosos judeus (escribas, zugot, tanaítas etc.) conseguiram preservar inacreditavelmente sua tradições textuais. Os milhares de manuscritos hebraicos, com sua confirmação pela Septuaginta e pelo Pentateuco samaritano, e as várias outras comparações de fora e de dentro do texto, dão apoio surpreendente à confiabilidade do texto do Antigo Testamento.
Da mesma maneira, a fidelidade do texto do Novo Testamento é um fato, contando com evidencias esmagadoras para apoiar sua confiabilidade.
Contando apenas as cópias gregas, o texto do Novo Testamento é preservado em aproximadamente 5.686 porções manuscritas parciais e completas que foram copiadas a mão a partir do século I até o século XV. Alem dos manuscritos gregos, há várias traduções partindo do grego. Contando com as principais traduções antigas em aramaico, copta, árabe, latim e outras línguas, há 9 mil cópias do Novo Testamento. Isso dá um total de mais de 14 mil cópias do Novo Testamento.
Além disso, se compilarmos as milhares de citações dos pais da igreja primitiva dos séculos II a IV pode-se reconstruir todo o Novo Testamento com exceção de onze versículos.
Referências:
Módulo 1 da Faculdade teológica Betesda Bíblia Thompson
Fonte: www.santovivo.net