Bacharelado
São as técnicas e os conhecimentos empregados no gerenciamento de processos agropecuários. O engenheiro agrícola projeta, implanta e administra técnicas e equipamentos necessários à produção agrícola. Planeja métodos de armazenagem e constrói silos, armazéns e estufas. Leva ao campo soluções inovadoras e eficazes para melhorar a produção, sem se descuidar do desenvolvimento sustentado da agricultura. Propõe a adoção de medidas que impeçam a erosão e o esgotamento do solo e a poluição de mananciais.
Constrói açudes, barragens, sistemas de irrigação e de drenagem. Trabalha no projeto de máquinas e equipamentos agrícolas e se ocupa da mecanização agrícola e da eletrificação rural. Há boas oportunidades nos setores agropecuário e agroindustrial, para trabalhar em pesquisa, geração e desenvolvimento de sistemas de produção e seus componentes tecnológicos. Atua em todas as etapas do agronegócio, do planejamento da produção à comercialização do produto.
Dúvida do Vestibulando
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE ENGENHARIA AGRÍCOLA E AGRONOMIA?
Esses cursos preparam profissionais para diferentes tarefas em um mesmo campo de atuação. Enquanto o engenheiro agrícola terá formação com base em matemática e física, o agrônomo se aprofunda em matérias das áreas de biologia e química. A Engenharia Agrícola é voltada para a parte mecânica da agricultura, como planejamento, construcão e manutenção de máquinas. Já o curso de Agronomia se volta para todas as etapas da atividade agropecuária - do plantio e da criação de rebanhos à comercialização da produção.
O mercado de trabalho
O Brasil já é um dos grandes produtores de alimentos. "O país tem a especificidade de dominar tecnologia aplicada à agronomia tropical, produzindo muito mais alimentos em áreas menores. Por isso, o engenheiro agrícola encontra oportunidade em toda a cadeia produtiva, pois ele domina o uso da tecnologia", explica Edson de Oliveira Vieira, coordenador do curso da UFMG. O mercado está bastante aquecido para trabalhar com preparo do solo e irrigação no norte de Minas Gerais e no Nordeste.
O egresso também pode encontrar vagas em fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas para trabalhar no desenvolvimento de novos produtos, na venda e na assistência técnica. Outro mercado que continua em alta é o de pós-colheita. Os produtores de soja, café, açúcar, tabaco e frutas buscam esses especialistas com o objetivo de reduzir as perdas. Com a necessidade do uso racional da água, há oferta de empregos no setor de irrigação na Região Nordeste. Cresce a procura por esse profissional no ramo sucroalcooleiro - mas a oferta de vagas acompanha a variação do preço da cana - e no de biodiesel.
Na área ambiental, aumenta a demanda para a avaliação de impactos ambientais, tratamento e disposição de efluentes oriundos da atividade agrícola. Na pecuária de exportação, os mais solicitados são os especialistas em planejamento agropecuário e certificação de rastreabilidade do produto - toda carne exportada precisa receber o Selo de Inspeção Federal (SIF). O graduado é responsável por atualizar informações como identificação do animal, data de vacinas e estoque do rebanho, nos sistemas de gerenciamento.
As vagas para o engenheiro agrícola estão concentradas na iniciativa privada e são mais numerosas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, nas áreas irrigadas do Nordeste, como Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), e no norte de Minas Gerais. Em cooperativas agroindustriais, as melhores chances estão no Paraná.
Curso
Nos dois primeiros anos, você recebe sólida formação básica em ciências exatas (cálculo, física e química), do solo (geologia e pedologia, que é o estudo dos solos) e da computação (programação e uso de softwares da área da engenharia como Autocad e Matlab). A partir do terceiro ano, o curso passa a abordar aspectos tecnológicos que darão suporte ao desenvolvimento de projetos e sistemas de produção, tais como técnicas de planejamento e administração, sistemas de produção animal e vegetal, pós-colheita, irrigação e drenagem, máquinas e mecanização agrícola, automação e controle.
O currículo possui também forte característica ambiental, principalmente no que tange ao uso adequado dos recursos hídricos e do solo, atuando na conservação da qualidade da água e do solo, bem como no manejo e tratamento de resíduos líquidos e sólidos causados pelos processos agrícolas. O estágio supervisionado e o trabalho de conclusão de curso são obrigatórios. Fique de olho: A UFF, no campus de Volta Redonda (RJ), oferece o curso de Engenharia de Agronegócio; a Furg, em Santo Antônio da Patrulha (RS), tem o curso de Engenharia Agroindustrial com ênfase em agroquímica e indústrias alimentícias.
Duração média: cinco anos.
Outros nomes: Eng. Agrícola e Amb.; Eng. Agroind. Agroquímica; Eng. Agroind. Ind. Alimentícias; Eng. de Agroneg.
O que você pode fazer
Construção rural
Projetar e construir estufas, silos, estábulos e outros alojamentos para animais, mantendo as condições ideais de climatização dos ambientes.
Eletrificação rural
Instalar em propriedades rurais fontes de energia hidráulica, elétrica, solar ou geradas por biogás.
Engenharia de águas e solos
Construir açudes, barragens e sistemas de irrigação e drenagem. Combater a erosão e pesquisar técnicas de conservação do ambiente.
Extensão rural e difusão de tecnologia
Orientar produtores rurais sobre tecnologias e conhecimentos de produção segundo a capacidade produtiva da propriedade.
Mecanização agrícola
Projetar e construir equipamentos mecânicos, bem como otimizar sistemas mecanizados para todas as etapas da produção agropecuária. Prestar assistência técnica aos agricultores.
Planejamento agropecuário
Organizar e gerenciar negócios agropecuários. Fazer previsão de safras e propor métodos para gestão dos recursos naturais.
Tecnologia pós-colheita
Determinar a embalagem, o armazenamento, o transporte e o beneficiamento das safras.
Bacharelado
Esse é o ramo da engenharia que se ocupa da pesquisa, da prospecção, da extração e do aproveitamento de recursos minerais. O engenheiro de minas atua na área de tecnologia mineral, desde a prospecção (busca de depósitos minerais), a lavra (extração do minério) até o beneficiamento (processamento, separação e concentração do material extraído) para adequálo às especificações produtivas. Além de localizar jazidas, ele analisa o tamanho das reservas e a qualidade do minério no local. Estuda as possibilidades técnicas e econômicas da exploração do depósito mineral.
Caso esta seja viável, elabora e executa o projeto de extração, escolhendo os equipamentos adequados e determinando os recursos humanos e materiais necessários ao trabalho. Em geral, o engenheiro de minas atua em companhias mineradoras, mas pode trabalhar também em pedreiras, construtoras de estradas e empresas de demolição. Lida com tecnologias de última geração e com reciclagem de produtos industriais ou com a prospecção de jazidas. A legislação ambiental exige que esse profissional tenha como objetivo minimizar o impacto da extração sobre o meio ambiente.
Dúvida do Vestibulando
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE ENGENHARIA DE MINAS E GEOLOGIA?
O geólogo estuda a origem, a formação, a estrutura e a composição da crosta terrestre. Já o engenheiro de minas se ocupa da pesquisa, prospecção, extração e aproveitamento dos recursos minerais.
O mercado de trabalho
Em 2008, uma crise fez o Brasil perder a liderança mundial na produção de minério de ferro. Mas esse é um quadro que tende a se reverter em 2010. Só a Companhia Vale do Rio Doce, ou simplemente Vale, aumentou a sua produção em mais de 30%. A demanda pelo minério de ferro vem do mercado nacional e do exterior. A China, por exemplo, é um dos maiores compradores do minério brasileiro. A descoberta do pré-sal também aquece esse mercado, já que o engenheiro de minas atua na exploração do petróleo.
Esse movimentado mercado é favorável para o bacharel. "Os alunos já estão saindo da faculdade contratados por grandes mineradoras. Eles vão trabalhar diretamente na operação das minas, fazendo lavra e exploração dos minérios", afirma Hernani Mota de Lima, coordenador do curso da Ufop. Outros setores que também necessitam desse profissional são as empresas de softwares específicos para a exploração de minas e as de comercialização de equipamentos de mineração.
No primeiro caso, o engenheiro é contratado para dar treinamentos e para operar o software em projetos. Já no segundo, o profissional é requisitado para vender os equipamentos. Vale, Amanco, CSN, Anglo Gold são alguns empregadores desse especialista. O estado de Minas Gerais concentra a maior quantidade de vagas.
O curso
Nos primeiros anos, o aluno cursa as disciplinas básicas de engenharia. Nos anos finais, aprofunda-se o estudo das rochas e seu beneficiamento, com disciplinas de física, química, mineralogia, topografia, geologia e reciclagem de rejeitos e resíduos. Também são realizadas visitas a empresas de mineração. Durante todo o curso, é intensa a atividade em laboratórios de ensaios e em projetos de engenharia. O estágio supervisionado é obrigatório, assim como a apresentação de um trabalho de conclusão de curso.
Duração média: cinco anos. Outro nome: Eng. de Minas e Meio Amb.
O que você pode fazer
Abertura de vias subterrâneas
Definir a melhor técnica para extração de minerais, inclusive de água subterrânea.
Beneficiamento e processamento
Definir os processos físico-químicos adequados à separação das substâncias que compõem o minério. Na indústria, acompanhar o processo de tratamento de minerais. Pesquisar e desenvolver métodos de reciclagem de minérios e técnicas que diminuam o impacto da atividade extrativa sobre o ambiente.
Lavra
Planejar e supervisionar a exploração de minas subterrâneas ou a céu aberto. Definir os métodos de remoção, transporte e estocagem do material extraído.
Mecânica da rocha
Estudar o comportamento mecânico das rochas e sua influência na definição da estrutura de obras como galerias e túneis.
Prospecção
Trabalhar em atividades de localização de depósitos minerais com o uso, inclusive, de imagens colhidas por satélites.
Bacharelado
É o conjunto de técnicas usadas para a descoberta de poços e jazidas e para a exploração, produção e comercialização de petróleo e gás natural. O bacharel em Engenharia de Petróleo, ou engenheiro de petróleo, tem como campo de atividade petroleiros, refinarias, plataformas marítimas e petroquímicas. Com seus conhecimentos em engenharia, geofísica, mineração e geologia, ele trabalha na descoberta de jazidas de petróleo e também em poços de gás natural. É da responsabilidade desse profissional desenvolver projetos que visem à exploração e à produção desses bens sem prejuízo ao meio ambiente nem desperdício de material. Além disso, cuida do transporte do petróleo e seus derivados, desde o local da exploração até a chegada na refinaria. Esse especialista também pode atuar em consultorias ambientais e no setor de exportação e importação, fazendo pesquisas de preços de matérias-primas ou captando compradores. É requisito da profissão conhecer a legislação internacional que regula as atividades ligadas ao petróleo e seus derivados e, como a maior parte das empresas do setor é estrangeira, é necessário ter fluência em inglês.
O mercado de trabalho
O mercado do pré-sal está impulsionando a corrida para formar 250 mil novos profissionais até 2016 - entre eles, o engenheiro de petróleo. "As operadoras, como Petrobras e Shell, estão ativas por causa da economia brasileira e do bom relacionamento do país com o mercado internacional. Como exploração e produção têm custos elevados, essas características nacionais diminuem os riscos. No Oriente Médio, por exemplo, existem a instabilidade política e a possibilidade de conflitos", afirma Rogério Fernandes de Lacerda, coordenador do curso da UFF. Além de atuar na exploração, o profissional é contratado para trabalhar em perfuração, transporte, instalação de sistemas submarinos, de gasodutos e no desenvolvimento de projetos. A Exxon, multinacional com concessão para a exploração do petróleo em território nacional, é uma das principais empregadoras, juntamente com Petrobras, Shell, AGX e empresas prestadoras de serviços. O Rio de Janeiro concentra 80% da produção do petróleo nacional e costuma apresentar mais oportunidades de emprego. Mas a Região Nordeste já conta com o Polo Petroquímico de Camaçari (BA), com a refinaria da Petrobras de Pernambuco, que deve começar a funcionar em 2011, outra refinaria no Maranhão, cuja entrada em operação está programada para começar em 2013, e a do Rio Grande do Norte, que deve começar a operar no segundo semestre de 2010. Além disso, sempre em razão da exploração do pré-sal, está prevista a construção de uma refinaria da Petrobras no Ceará.
O curso
As aulas são recheadas de cálculos, principalmente nos dois primeiros anos. Estudam-se física, química, geologia, geometria, álgebra, lógica, estatística, mecânica e fenômenos de transporte. A partir do terceiro ano, entram matérias mais específicas, como fontes alternativas de energia, técnicas de exploração e refino do petróleo, prospecção de petróleo, matérias na indústria do petróleo, engenharia de reservatório, métodos de elevação, ciências dos materiais, entre outras. Na grade curricular também há disciplinas ligadas à gestão do negócio, como marketing, empreendedorismo, gestão ambiental e direito internacional. Estágio e trabalho de conclusão de curso são obrigatórios para se formar na graduação. Na UFBA, o curso é uma habilitação de Engenharia de Minas.
Duração média: quatro anos.
Outros nomes: Eng. de Gás e Petr.; Eng. de Petr. e Gás; Eng. Mecân. (petr. e gás).
O que você pode fazer
Comercialização
Atuar na venda do petróleo aos compradores nacionais e internacionais e fazer pesquisa de preços de matérias-primas.
Consultoria
Prestar serviços para empresas do setor para avaliar os riscos ambientais na exploração, produção e distribuição do produto.
Desenvolvimento de equipamentos
Projetar e acompanhar a produção de novos equipamentos utilizados nas plataformas marítimas, nas petroquímicas e em refinarias. Pode atuar também na venda desses equipamentos.
Exploração do petróleo e derivados
Decidir como será feita a perfuração dos locais para que o material seja retirado sem prejuízo ambiental nem financeiro.
Procura de reservatórios
Traçar planos para a descoberta de jazidas de petróleo ou poços de gás natural, levando em consideração cálculos e características físicas de determinados espaços. Analisar a capacidade de produção dos novos reservatórios.
Transporte e distribuição
Desenvolver e implantar projetos para o transporte de petróleo e derivados e gás natural desde os locais de exploração até a chegada nas refinarias e petroquímicas. Cuidar da distribuição do produto final até os postos e as indústrias.
Bacharelado
É o ramo da engenharia responsável por prevenir riscos à saúde e à vida do trabalhador. O engenheiro de segurança do trabalho tem a função de assegurar que o trabalhador não corra riscos de acidentes em sua atividade profissional, sejam eles danos físicos, sejam danos psicológicos. Esse profissional administra e fiscaliza a segurança no meio industrial, organiza programas de prevenção de acidentes, elabora planos de prevenção de riscos ambientais, faz inspeções e emite laudos técnicos.
Assessora empresas em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examinando instalações e os materiais e processos de fabricação utilizados pelo trabalhador. Orienta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) das companhias e dá instruções aos funcionários sobre o uso de equipamentos de proteção individual. Pode, ainda, ministrar palestras e treinamentos e implementar programas de meio ambiente e ecologia.
O mercado de trabalho
"Apesar de ser uma graduação nova, já existe um mercado para esse profissional, porque o Ministério do Trabalho impõe normas a serem seguidas pelas empresas para garantir o bemestar e segurança de seus funcionários", afirma Luciano José Vieira Franco, coordenador do curso da Unipac, de Conselheiro Lafaiete (MG). Os bacharéis encontram emprego em empresas de médio e grande portes, que mantêm uma equipe para cuidar dos assuntos relacionados à segurança, atuando ao lado do técnico de segurança, do médico laboral, do enfermeiro e auxiliares.
Esse engenheiro deve ficar atento às atividades diárias dos funcionários, prover orientação aos gestores e diretores quanto às normas previstas na legislação trabalhista e fornecer apoio aos funcionários recém-contratados. "Outra boa opção para o engenheiro de segurança do trabalho é atuar como autônomo, prestando consultoria para as empresas", diz o professor Vieira Franco. Em todas as regiões do país existe demanda, mas o Sudeste, por reunir empresas de grande porte, concentra o maior número de vagas.
O curso
O currículo apresenta um leque variado de disciplinas. O aluno estuda muita física, química e matemática - matérias relacionadas à engenharia e à arquitetura, que dão conhecimento para os projetos de segurança e diagnósticos de riscos no trabalho. A grade abrange ainda filosofia, cidadania, antropologia e psicologia,fundamentais para que o estudante entenda os aspectos culturais e sociais relacionados à profissão. Além disso, há disciplinas mais específicas, como ergonomia (estudo da relação entre homem, meio e ferramenta de trabalho, a fim de proporcionar o máximo de conforto, segurança e produtividade), higiene do trabalho (ruído, vibração, temperatura), primeiros socorros, toxicologia e uso correto de máquinas, equipamentos e ferramentas. Antes de se formar, o aluno deve passar ainda por um estágio e apresentar um trabalho de conclusão de curso.
Duração média: quatro anos.
Outros nomes: Eng. de Saúde e Seg.; Eng. de Seg. no Trab.
O que você pode fazer
Programas de prevenção
Avaliar e preparar diagnósticos de riscos, além de fazer planos para a segurança de empresas privadas e instituições públicas.
Tecnologia
Criar equipamentos e máquinas que respeitem as condições de segurança do trabalhador e diminuam os custos das empresas.
Bacharelado
É a engenharia que lida com geração, a transmissão, o transporte e a distribuição da energia elétrica. O engenheiro eletricista planeja, supervisiona e executa projetos nas áreas de eletrotécnica, relacionadas à potência da energia. Ele está habilitado a construir e a aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial, no desenvolvimento de componentes eletroeletrônicos, na operação e manutenção de equipamentos em hospitais e clínicas e em projetos de instalações elétricas em indústrias, comércios e residências.
Além das concessionárias de energia, o graduado encontra emprego em empresas de telecomunicações (desde fábricas de celulares até operadoras de sistemas de comunicação), indústrias de equipamentos, automação, fábricas de motores e geradores, consultorias ou em empresas prestadoras de serviços em computação.
O mercado de trabalho
"A engenharia como um todo está crescendo muito no país, e isso inclui a elétrica. Há cerca de dez anos que não temos problemas com empregabilidade, e isso acontece porque a Engenharia Elétrica lida com dois aspectos essenciais para a sociedade, que são a energia e a informação", afirma José Antenor Pomilio, coordenador do curso da Unicamp. A área de transmissão e distribuição vive um momento importante de renovação dos profissionais que ocuparam os cargos nos anos 1970, quando o setor teve um crescimento muito grande.
Além disso, as áreas de pesquisa e desenvolvimento em empresas de energia, computação e telecomunicações também contratam o profissional. Setores alternativos, como o mercado financeiro, procuram por esse engenheiro. Concessionárias de energia, construtoras, empresas de tecnologia da informação são empregadoras do bacharel. Existe oferta de vagas em todo o país. Apesar disso, as regiões Sul e Sudeste possuem polos industriais bem desenvolvidos e concentram as melhores oportunidades.
O curso
Prepare-se para enfrentar muito cálculo. O currículo começa com disciplinas básicas, como matemática, física e informática. As contas acompanham o aluno também nas aulas de economia e administração. A parte mais interessante fica por conta das aulas práticas e dos experimentos em laboratório, que costumam aparecer desde o início da graduação.
A formação profissionalizante tem início no terceiro ano, com aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. No último, além das disciplinas, os alunos se dedicam ao trabalho de conclusão do curso. O estágio é obrigatório e, geralmente, feito a partir do quarto ano.
Duração média: cinco anos.
Outros nomes: Eng. Elétr. (autom. ind.); Eng. Elétr. (autom.); Eng. Elétr. (comput.); Eng. Elétr. (eletrôn.); Eng. Elétr. (eletrot.); Eng. Elétr. (ênf. em comput.); Eng. Elétr. (ênf. em sist. de energia); Eng. Elétr. (sist. de energia e autom.); Eng. Elétr. (telecom. e eletrôn.); Eng. Elétr. (telecom.); Eng. Elétr. (telecom., eletrôn. e sist. de potência); Eng. Elétr. (telecom., sist. de potência e eletrôn.); Eng. Elétr. (telemática); Eng. Elétr. e das Energias; Eng. Elétr. e Eletrôn.; Eng. Elétr. Eletrot.; Eng. Elétr. Ind.; Eng. Eletrot.; Eng. Ind. Elétr.
O que você pode fazer
Automação
Projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial.
Eletrônica
Desenvolver circuitos eletrônicos para aquisição de dados (por exemplo, áudio, temperatura, umidade, pressão), transmissão de dados por radiofrequência, entre outros.
Eletrotécnica (potência e energia)
Planejar e operar sistemas elétricos, desde a geração até a transmissão e a distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e também máquinas elétricas. Ampliar as redes de alta tensão e dar manutenção a elas.
Engenharia biomédica
Especifi car e gerenciar a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir equipamentos e fazer a manutenção deles.
Hardware e programação
Desenhar componentes e desenvolver sistemas.
Instrumentação
Projetar e desenvolver equipamentos para a realização de medidas, registro de dados e atuadores.
Microeletrônica
Projetar, fabricar e testar circuitos integrados (chips) para sistemas de computação, telecomunicações e de entretenimento, entre outros.
Telecomunicações
Desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagem e som. Projetar e construir equipamentos para telefonia e comunicação em geral e de processamento digital de sinais.
Bacharelado
É o ramo da engenharia voltado para o estudo e o uso sustentável de recursos florestais. O engenheiro florestal avalia o potencial de ecossistemas florestais e planeja seu aproveitamento de modo a preservar a flora e a fauna locais. Ele pesquisa e seleciona sementes e mudas, identifica e classifica espécies vegetais e procura melhorar suas características, analisando as condições necessárias a sua adaptação ao ambiente. Elabora e acompanha projetos de preservação de parques e de reservas naturais e cuida de fazendas de reflorestamento. Recupera áreas degradadas, cuida da arborização urbana e avalia o impacto ambiental de atividades humanas em uma área. Esse engenheiro também efetua vistoriais, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres. Em sua atuação, visa a segurança e os impactos socioambientais
O mercado de trabalho
O novo Código Florestal brasileiro foi aprovado em julho de 2010 em meio a bastante polêmica. Isso mostra a importância crescente das discussões em relação à preservação e ao manejo florestal. Devem aumentar as oportunidades para o engenheiro florestal, que pode dar assistência e desenvolver projetos para adaptar as propriedades rurais à nova legislação. Órgãos como Ministério do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais realizam concursos frequentes para a contratação desse profissional.
Empresas privadas que prestam serviços para o governo também necessitam dessa mão de obra especializada. Quem atua nas áreas de ecologia aplicada e de manejo florestal vem sendo solicitado nos últimos anos por empresas de reflorestamento e por produtores rurais que fazem o plantio de florestas para fins comerciais. "Cresce muito o número de proprietários de terra que antes só investiam nos setores agrícola e pecuário e hoje destinam parte das terras ao plantio de eucalipto, contratando esse engenheiro para viabilizar o projeto", explica Soraya Alvarenga Botelho, coordenadora do curso da Ufla, em Minas Gerais. Os postos de trabalho estão concentrados, sobretudo, nos estados do Sul e do Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que possui extensas áreas de reflorestamento, abrindo boas oportunidades para esse engenheiro.
Cresce também a procura na Região Norte, que tem o desafio de se desenvolver de maneira sustentável. Nas indústrias de base florestal, em especial nas de papel e celulose, de móveis, de compensado e de carvão, aumenta a procura pelo especialista em tecnologia de produtos florestais. Outros nichos que vêm se expandindo são o comércio de produtos florestais, a gestão de viveiros florestais e a coleta, o estoque e a transformação do lixo urbano e industrial. Prefeituras de todo o país buscam esse graduado para cuidar da arborização urbana. O profissional pode atuar ainda de maneira empreendedora, como assessor técnico de ONGs ou abrindo empresa de produção de mudas e vendas de sementes.
O curso
As ciências agrárias e biológicas estão presentes em todo o currículo, com destaque para as disciplinas que envolvem botânica, tecnologia da madeira, fisiologia vegetal, biologia celular e silvicultura. Mas o forte do curso são as técnicas e os métodos de uso racional das matas que não comprometam o ecossistema. Nessa área, as disciplinas teóricas - como conservação de recursos naturais renováveis - alternam-se com práticas de manejo florestal, ecologia aplicada em campo, atividades em laboratórios e viveiros. O estágio é obrigatório, bem como um trabalho de conclusão de curso.
Duração média: cinco anos. Outro nome: Eng. de Florestas Tropicais.
O que você pode fazer
Ecologia aplicada
Estudar e administrar parques e reservas florestais e gerenciar processos de exploração que preservem os recursos naturais. Recuperar áreas degradadas.
Educação
Realizar atividades em educação ambiental e ecoturismo.
Fiscalização
Supervisionar empresas que utilizem produtos de origem florestal como termoelétricas a carvão, indústrias que utilizem lenha e siderúrgicas.
Manejo florestal
Elaborar, promover e supervisionar projetos de reflorestamento das espécies arbóreas para aumentar sua produtividade. Pesquisar sementes e o melhoramento genético da vegetação.
Tecnologia de produtos florestais
Pesquisar e desenvolver tecnologias para o aproveitamento, a extração e a industrialização de madeiras e de outros produtos da floresta, como óleos essenciais e resinas.