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Dia do Órfão

24 de Dezembro

Nosso Deus é, antes de tudo, acima de tudo, pai.

Coloca-se como pai, porque sabe em sua infinita sabedoria a respeito do humano, em seu coração de carne, o quanto é triste ser órfão.

Na Bíblia, a figura do órfão, juntamente com a da viúva, é a própria encarnação da fragilidade, da solidão e, portanto, assim como o estrangeiro, deve ser defendido sempre: “Fazei justiça ao fraco e ao órfão” (Sl 82,3); “Defendei o direito do órfão” (Is 1,17); “Não oprimais o estrangeiro nem o órfão” (Jr 22,3).

Dia do Órfão

Quando se quer falar de uma situação de desamparo, é ao órfão que se compara: “Somos órfãos, já não temos pai” (Lm 5,3); e o próprio Jesus diz aos discípulos antes de sua morte: “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14,18).

Deus é invocado como aquele que “tem sido o defensor dos órfãos” (Sl 10,14), que “ampara o órfão e a viúva” (Sl 146,9), que é o “Pai dos órfãos” (Sl 68,5).

Se considerarmos a história das congregações religiosas, boa parte delas nasceu para se ocupar dos órfãos, tão grande era seu número e tão calamitoso era seu estado de penúria e abandono.

As guerras fizeram muitas viúvas, mas muitos mais órfãos.

A miséria interior e exterior criou os órfãos de pais vivos e que se transformaram depois em pequenas e rentosas prostitutas, em pequenos trabalhadores explorados ao máximo, em pessoas que não tiveram infância e que só conheceram a dor.

Mas hoje a história é diferente: não se fala em orfanato, porque não cai bem; ninguém grita pelas centenas e centenas de meninas chinesas que as famílias abandonam; não sai no jornal e nas estatísticas os números de bebês que estão nas unidades da Febem...

Na véspera de Natal, nos esquecemos de convidar os órfãos para a festa.

Fonte: www.fatima.com.br

Dia do Órfão

24 de Dezembro

O homem é o mais social de todos os seres vivos. Mais do que as abelhas e todos os animais que vivem agrupados. Porém, o homem é o mais frágil e o mais dependente de todos os seres vivos.

O homem não é como o peixe que nasce sabendo nadar, ou como o tigre que nasce já caminhando, sem temer a floresta.

O ser humano para se desenvolver necessita da ajuda dos pais, familiares, professores, e dos mais velhos. A vida social da criança começa a partir de sua própria concepção. Não é novidade sobre os laços profundos que nutre com a mãe desde sua vida interuterina.

Depois que nasce continua precisando desse contato físico permanente para se identificar como uma pessoa independente.

Mesmo simbólico, é a partir desse vínculo social que ela se desenvolverá e sobreviverá graças a ligação biológica com sua mãe. A presença da figura materna é tão importante, que a privação desses cuidados maternos, retarda o desenvolvimento infantil, física, intelectual e socialmente, somatizando sintomas de doenças mentais e físicas.

Em 1946, estudos mostraram que bebês órfãos dos pais morreram nas instituições onde foram colocados no primeiro ano de vida. A partir daí se apressou o uso de lares substitutos em lugar de instituições e a precocidade das adoções.

A chamada síndrome da orfandade, causa prejuízos físicos, intelectuais e emocionais, interligados. Vejamos como se manifesta: pelo abandono ou morte da mãe (orfandade física); pela incapacidade de atender seus filhos (orfandade emocional); pela rejeição à seus filhos (orfandade espiritual).

A presença da figura da mãe é tão indispensável para formação emocional da criança que é nessa ausência que se criam as raízes do desajuste infantil, cujo fruto será um adulto desajustado também.

A convivência familiar é um direito natural, que não é apenas um direito legal, mas de uma necessidade vital. A criança órfã precisa de cuidados, carinho, compreensão e orientação tudo isso dentro de um lar responsável, para se desenvolver plenamente.

Assim protegida, ela vai apreender a se proteger e se tornar uma pessoa equilibrada. Uma instituição, por mais positiva e cuidadosa que seja, jamais substituirá a segurança e afeto da família natural ou adotiva, na formação de criança.

A experiência ensina e a ciência confirma que os órfãos institucionalizados são crianças deprimidas, angustiadas, de futuro incerto, enfim emocionalmente inseguras.

Defender o direito da criança órfã de crescer no meio de uma família, natural ou substituta, deve ser prioridade absoluta dos Juizados da Infância e da Juventude, em qualquer lugar do mundo.

Fonte: www.trabalhonota10.com.br

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