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Dia do Vizinho

23 de Dezembro

Como ser um bom vizinho em 10 lições

Um cachorro que late alto demais, o carro ocupando mais de uma vaga na garagem, salto alto atrapalhando quem mora no andar de baixo. Quem mora em condomínios convive diariamente com situações que, quando o equilíbrio e a paciência não estão em dia, podem acabar em muita discussão entre vizinhos.

Como se comporta, então, um bom vizinho? Será que é possível estabelecer uma lista com características ideais? Fomos às ruas responder essas perguntas. Moradores e síndicos apontaram características que o bom vizinho deve ter e uma consultora em comportamento mostrou o que é - e o que não é - certo nessa lista.

As moradoras de condomínio Elenir, Léia e Denise apontam a lista do bom vizinho

Como ser um bom vizinho em dez lições

1 - Estar por dentro dos deveres como condômino;

2 - Participar ativamente das decisões e também das comemorações, convivendo em grupo;

3 - Saber ser brincalhão nas horas certas e sério quando preciso;

4 - Se colocar no lugar do outro morador;

5 - Ajudar o vizinho, pois é o parente mais próximo;

6 - Respeitar as regras que são para todos. O direito de um começa quando termina o do outro;

7 - Não se importar se eu colocar meu carro na garagem dele uma vez ou outra;

8 - Manter o portão do prédio fechado o tempo todo;

9 - Ter amizade e discrição; e

10 - Manter o som em altura que não atrapalhe

Veja no final da matéria um vídeo com opiniões de moradores sobre vizinhos

Os primeiros três itens do manual do bom vizinho foram sugeridos por Elenir Almeida Dias, de 56 anos. Ela é moradora e há um mês também está no cargo de subsíndica de um condomínio com cinco mil pessoas, em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha. Elenir apontou: estar por dentro dos deveres como condômino, participar ativamente das decisões e também das comemorações, convivendo em grupo e saber ser brincalhão nas horas certas e sério quando preciso.

Na avaliação da cerimonialista e consultora de comportamento Luciana Almeida, "todo condomínio tem as suas regras e esse é o primeiro ponto que deve ser observado quando você vai morar lá. Independente das regras, você deve saber ter uma boa convivência. A maioria das pessoas tem restrição na hora de participar dos encontros. Então depois também não pode reclamar quando se sentir incomodado", explica.

Outras quatro características do perfil de um bom vizinho foram citadas por Denise Miranda Moreira. Ela já morou em condomínio por cerca de 20 anos. Denise listou: se colocar no lugar do outro morador, ajudar o vizinho como se fosse o parente mais próximo, respeitar as regras (o direito de um começa quando termina o do outro) e não se importar se eu colocar meu carro na garagem dele uma vez ou outra.

Para a consultora Luciana Almeida, a maioria dos pontos apresentados por Denise estão de acordo com o correto. Já a situação da vaga da garagem, deve ser reavaliada. "Se colocar no lugar do outro morador é importante. Assim fica mais fácil para que a gente visualize a postura ideal. Você ser solidário é sempre uma atitude muito positiva, e constrói relações com muito mais facilidade.

É fundamental que se respeite o limite entre o meu direito e o direito do outro. Mas você não pode chegar simplesmente chegar e estacionar o seu carro em uma garagem qualquer. O vizinho tem a sua vaga e deve respeitar a do outro", avaliou.

Os três últimos itens necessários para um bom vizinho foram sugeridos por Léia Maria Moreira, que mora no mesmo condomínio há 27 anos e acompanhou quase três décadas de novos vizinhos. Com tanto tempo de convivência com outros moradores do mesmo endereço, ela garante que o que dá mais raiva é quando o portão do edifício fica aberto.

Por este motivo, este foi o primeiro dos pontos que ela citou em um bom vizinho: manter o portão do prédio fechado o tempo todo, ter amizade e discrição e manter o som em altura que não atrapalhe.

"O bom senso é o que norteia as boas relações. Você ter bom senso já é 50% do caminho para conseguir uma boa convivência. Isso tem que ser o fundamento número um. É uma característica que todo mundo tem que tentar desenvolver cada dia mais. Em condomínios essa história de som, festas, é complicado. Às vezes o meu gosto musical e o volume que eu gosto, podem incomodar", explicou a consultora de comportamento.

Com exceção do carro na vaga do próximo, todos os outros pontos são relevantes na hora de estabelecer um perfil do bom vizinho, segundo Luciana Almeida. Ela avaliou como positiva a lista e disse que outros itens importantes ainda podem fazer parte das características de quem divide o mesmo espaço em um condomínio.

Mais gentileza, não se tornar íntimo demais e aprender com o próximo todos os dias é o melhor caminho para quem quer ter uma relação saudável sem transformar o condomínio num campo de batalha.

Fonte: gazetaonline.globo.com

Dia do Vizinho

23 de Dezembro

Aprenda a identificar e a lidar com sete tipos de vizinhos

O pecado mora ao lado - mas você também não é um poço de virtude o tempo todo, certo? Existem sete tipos diferentes de vizinho; aprenda a reconhecer e a lidar com eles.

Dia do Vizinho
Conversar é o primeiro passo para se dar bem com vizinhos

Embute-se na palavra “vizinho” um sem-número de boas e más intenções, choques culturais, desconfianças, hábitos arraigados na intimidade do lar. Nunca se tem muita certeza se o que você está fazendo pode incomodar a outra pessoa que vive nas proximidades.

Claro que o básico todo mundo sabe (ou deveria saber): demonstrar cortesia com o próximo, respeitar as normas estabelecidas em comum, não invadir o espaço alheio, jamais perturbar o sossego da maioria.

Mas na hora do vamos ver, a coisa muda de figura – acirram-se os ânimos por quase nada. E, mesmo que seja um problema do tamanho de um bonde, muitas vezes até dá para solucionar a questão com delicadeza.

Antes de chamar o síndico, acionar a polícia e contratar o advogado, imagine se não é possível conversar, se entender, entrar em um acordo. Saiba identificar sete tipos de vizinhos, e aprenda a lidar com eles!

O louco por obras

Cimento, argamassa, tijolo, tinta, esquadria. Para construir e reformar, é preciso tempo, disposição e muita mão na massa. Para destruir o sossego alheio também. Construção é, segundo os especialistas em administração, algo que sempre traz dor de cabeça.

Como lidar

Para evitar problemas com moradores que passam a vida reformando sua residência (para o desespero de quem mora por perto), atravessando longos e intermináveis meses a causar transtorno, a dica mais bacana de todas é o engajamento. O ideal é pedir para que esse morador colabore com as obras do próprio condomínio, aproveitando o que ele sabe a respeito de preços, fornecedores de material e mão-de-obra.

O baladeiro

Som no talo, entra e sai de convidados barulhentos, casais namorando pelas áreas comuns, latinhas de cerveja espalhadas por todos os cantos... Na maior parte das vezes, esse pesadelo só tem mesmo fim quando os homens da lei batem obsequiosamente na porta do alegre festeiro, chamando-o para uma conversinha. É uma situação-limite, portanto. 

Como lidar

O mais comum é que nem chegamos a dar um “oi” para o vizinho. E assim, sem conhecê-lo, acionamos o botão que faz girar o carrossel das piores fantasias: o cara que toda quinta à noite faz um barulho danado no 501 é um monstro, um celerado, uma erva daninha.

Em vez de interfonar para o síndico ou chamar a polícia, vá até o apartamento dele e explique a situação, mostrando o quanto o barulho está perturbando a sua noite. Se vocês já se conhecem, tudo é mais fácil. Acredite: esse papo vai trazer sossego para vocês dois.

O dono de animal

Problemas com animais domésticos costumam figurar entre os campeões de dor de cabeça nos condomínios (segundo estimativas, questões ligadas aos totós correspondem a 30% das reclamações).

Como todo animalzinho tem um dono, e todo dono morre de amores por seu quadrúpede, a saída para questões relacionadas a animais não segue um padrão. E de nada adianta você morder e arranhar seu vizinho.

Como lidar

Assim como reclamar de crianças, maldizer o comportamento do animal de estimação do seu vizinho é pisar em calos inflamados. Há condomínios que estabelecem em convenção a proibição de animais ou chegam a barrar raças de cachorros mais encorpados. Mas é motivo de querela eterna, até porque, pela lei, não se pode proibir a permanência de animais de estimação.

Contra o excesso de latidos, os especialistas aconselham que se gaste muito latim. “Todas as situações em um condomínio acabam tendo praticamente a mesma solução, ou seja, conversar com o vizinho numa boa, pedindo que não faça mais tal coisa, pois prejudica a todos, e, caso não dê resultado, acionar o síndico.

Em casos graves, uma assembléia de condôminos terá que ser agendada para discutir o problema, estabelecer regras e exigir o cumprimento delas sob pena de multas”, afirma a consultora de etiqueta Lígia Marques.

A família problema

Na casa ao lado, um casal discute em altos brados toda a noite de sexta para sábado e perturba o sossego. Brigas de família também são comuns.

Como lidar

A sensação de invadir a privacidade é inevitável, pois não existe uma fórmula universal e infalível para abordar um problema causado por familiares de um vizinho, até porque uma frase do escritor russo Tolstoi, em Ana Karenina, continua valendo: “Cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. Para lidar com criança barulhenta: delicadeza e cuidado.

O problema é grave quando há evidências de maus-tratos a menores. Aí, o mais indicado é mesmo mobilizar outros moradores e buscar uma solução que resguarde a criança e não seja uma invasão à intimidade. Em casos extremos, vale até chamar o conselho tutelar. 

O paranóico

Para o paranóico, o cotidiano no entorno de sua residência oferece mil e uma possibilidades para o inesperado, a urucubaca e o desleixo alheio. Porque está sempre pensando que seu vizinho vai esquecer o fogão ligado, deixar uma torneira aberta – e todo o aguaceiro irá inundar o seu apartamento, claro – e outras situações consideradas “de risco”.

Como lidar

Há dois tipos, digamos, de vizinho reclamão. O primeiro, que pode ser chamado de “valentão da macarronada”, é o sujeito que no domingo bebe um pouco a mais e resolve berrar para pedir silêncio, discute com o vizinho de porta e até costuma procurar o síndico.

O segundo tipo – o paranóico profissional – exige mais diplomacia e habilidade dos outros moradores e funcionários. Quando o estressadinho é muito sensível, a dica é isolá-lo.

O carente

Existem aqueles que estão sempre a pedir tudo. Há casos em que o comportamento acaba ficando abusivo – o vizinho se acostuma a solicitar uma infinidade de coisas para o outro, de ingredientes para receitas a equipamentos como furadeiras.

Como lidar

Além de tentar estabelecer alguns limites, há a possibilidade de transformar essa “carência” em mais um padrão bacana de sociabilidade. Faça uma rede de trocas no condomínio. Por exemplo: você sabe francês, mas não tem carro para fazer as compras no supermercado.

Que tal oferecer seu conhecimento para o vizinho que tem um carro espaçoso e frequenta o mesmo mercado? Além de estabelecer uma relação mais justa, que é a troca, atitudes como essa barram a incursão dos que só querem levar vantagem.

O desligado

Ele chega à noite e esquece de trancar a porta do prédio. Coloca o lixo fora do horário estabelecido. Estaciona o carro atravessado no meio da garagem, impedindo a circulação de outros automóveis. Ele é o desligado.

Como lidar

Existem os desligados legítimos e os cidadãos de má-fé. Esses últimos devem ser enquadrados pelo síndico e, havendo recorrência, pagarem multas até se comportarem de maneira adequada. Mas e os que passam por aí distraídos? O ideal é informá-los sobre as regras.

Fonte: www.abril.com.br

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