Compreende-se como solo a parte mais externa do globo a qual está em contato com as massas gasosas e líquidas, e ao mesmo tempo em transição com os três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso).
O solo representa não somente um agregado de matérias orgânicas e minerais, mas um conjunto de fenômenos naturais organizados que proporcionam um equilíbrio dinâmico.
A formação do solo depende de seu material de origem (orgânico ou mineral, intemperizado ou não), este sofre influência do clima (temperatura, umidade), dos organismos presentes no solo (Biologia do Solo), do relevo, do tempo entre outros fatores.
Após todo o processo formador de um novo solo, propriedades específicas poderão ser identificadas como sua constituição, coloração, textura, estrutura, cerosidade, porosidade, consistência, cimentação, pedoclima e pedoforma.

Ar, água e matéria orgânica e os minerais resultantes da decomposição da rocha de origem, todos misturados uns aos outros.
Para fins de estudo, divide-se em três frações:
1. Areia: porção grosseira
2. Silte: parte um pouco mais fina que a anterior e,
3. Argila: por ser muito pequena e fina só pode ser visualizada por microscópios
Sua organização por vezes é complexa, podendo em um curto espaço (distância) haver a ocorrência de solos diferentes, isto devido ao tipo de relevo presente no local.
Esta diferença pode ser notada pelos horizontes do solo, que nada mais são do que a maneira como ele está organizado formando um perfil (sobreposição de camadas).
Numa visão ecológica o solo além de suportar os ecossistemas característicos possui vida própria. Nele ocorrem tantas atividades e relações necessárias à vida quanto ocorrem na superfície, só que no solo ocorrem de forma escondida, o que leva a crer que suas formas de degradação não são tão graves. Mas não se pode esquecer que deste solo, dependem a integridade dos biomas, o hábitat dos animais e toda a forma de vida.
O uso indevido do solo, como a mineração, o desmatamento, a agricultura predatória, as queimadas, o uso intensivo de produtos químicos, a pecuária extensiva entre outros são considerados formas de agressão que podem causar grandes prejuízos para o meio, para a sociedade e para a economia global.
A partir desta compreensão, podemos direcionar nossas ações quanto ao uso que determinado tipo de solo nos proporcionará, equilibrando sua capacidade de uso, práticas de manejo e conservação, evitando sua degradação.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
A Lei 7.876 de 13 de novembro de 1989 instituiu o dia 15 de abril como sendo o Dia Nacional da Conservação de Solo, contudo não temos muito que comemorar no nosso Estado, pois o uso dos nossos solos, tanto urbanos quantos rurais, na grande maioria das vezes é feito de forma que causa degradação.
Mesmo sendo nosso país e, por conseguinte, o nosso Estado detentor de uma das melhores legislações sobre o uso do solo, o que assistimos é uma falta total de fiscalização e monitoramento sobre as atividades que se realizam às custas de manejo dos solos, principalmente as atividades agropecuárias, tanto no agronegócio como, também, na agricultura familiar.
Não temos no Estado uma Política Agrícola que fundamente o desenvolvimento sustentável no que nos é mais importante; os nossos solos. Por isso continuamos a fazer uma agricultura imediatista que resulta no empobrecimento dos nossos solos, que reduzem suas capacidades de produzirem com a perda de fertilidade causada pela erosão, pela morte dos microorganismos do solo, pela salinização e tantos outros males e danos que nossa negligência e falta de compromisso causam.
Com isso temos no final, a inércia do nosso desenvolvimento, a desertificação e o pior, o empobrecimento dos nossos agricultores e o êxodo rumo aos grandes centros urbanos onde, por falta de emprego, os empobrecidos se encontram com a miséria e a marginalização.
Que o 15 de abril se preste para que os gestores do Estado, principalmente aqueles das instituições ligadas ao setor primário, reflitam e tomem a decisão sábia de formatarem nossa Política Agropecuária calcada no que há de mais sagrado, ou seja, no Manejo e Uso Adequado dos Solos e levando em consideração o referencial do “MANEJO INTEGRADO DOS SOLOS EM MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS”.
Isso feito, teremos ainda o benefício da manutenção das nossas matas ciliares, a manutenção das nossas matas de topo, a redução do assoreamento dos nossos rios e córregos, a não contaminação com agrotóxicos, o tratamento adequado dos resíduos sólidos e líquidos (Lixo), uma maior disponibilização de água no solo minimizando os efeitos dos veranicos, a redução das inundações nas cidades, a conservação da nossa fauna e da nossa flora, a melhoria do nosso clima, o rebrotar ou revigorar de nossas nascentes e acima de tudo a elevação da produtividade de forma sustentável que redundará de forma inequívoca na melhoria da renda e da qualidade de vida de todos nós piauienses.
Fonte: 180graus.brasilportais.com.br