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Dia Internacional da Mulher

8 de Março

Dia Internacional da Mulher

Em 8 de março de 1857 , 129 operárias têxteis morreram queimadas em Nova Iorque, porque lutavam pela redução da jornada de trabalho. Desde então, a luta das mulheres tem sido cotidiana, contra a opressão vivenciada na vida, no trabalho, nos espaços públicos e privados. Foi após as mortes destas trabalhadoras que surgiram as primeiras legislações de proteção à saúde das mulheres. Um dos patrões presos como um dos responsáveis por mandar trancar as portas das fábricas e atear fogo, recebeu liberdade sob fiança de apenas 20 dólares.

O Dia 8 de Março foi instituído em 1910, no I Congresso Internacional de Mulheres, em homenagem às operárias que morreram, como sendo um dia de luta, hoje, devido ao aumento de exclusão social desenvolvida através das políticas neoliberais, todos os dias tem sido dia de luta para homens e mulheres que vivem em seu cotidiano a exclusão, o desemprego, a retirada de direitos sociais, arrocho salarial, e a falta de qualidade e condições de uma vida digna.
Neste momento conjuntural, homens e mulheres estão em pé de igualdade, no que se refere AS PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE VIDA.

Mas, como a situação das mulheres ao longo da história é permeada pela discriminação, suas condições são mais precárias em relação aos homens sabe por que?

As mulheres que em 1857 lutavam pela redução as jornada de trabalho, hoje, além de trabalhar em média, o mesmo tempo que os homens recebem até 40% do total de seu salário para DESEMPENHAR A MESMA FUNÇÃO.
A taxa de desemprego para as Mulheres é de até 6% em relação aos homens
Os postos de trabalho ocupados pelas mulheres, com aumento significativo, principalmente a partir da década de 80, são os mais desqualificados.
Os direitos sociais conquistados com a luta das mulheres, como por exemplo, o salário maternidade está correndo risco de ser reduzido.
As mulheres, principalmente de baixa renda estão morrendo contaminadas pelo Vírus da AIDS, por falta de uma política de prevenção.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, 10% do total de abortos praticados em todo o mundo, corresponde ao Brasil, significando que milhares de mulheres morrem, por não ter um política pública de qualidade que lhe assegure a vida.
Portanto, continuando a história combativa das mulheres, convocamos todas para continuar a lua.
Contra as políticas neoliberais dos governos
Contra o desemprego, pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário
Pelo combate à violência contra as mulheres
Pela garantia de serviços públicos de qualidade, como creches, escola, saúde,
Contra as reformas de FHC – Previdência e Administrativa
Pela paternidade responsável
Pela criação de mecanismos que assegurem a participação eqüitativa de mulheres nos processo de geração de emprego e renda, como forma de combater a pobreza no Brasil, majoritariamente feminina
Pela garantia de oportunidade de acesso das mulheres a todos os níveis de educação e seu caráter não discriminatório
Pela implementação de políticas governamentais na área da saúde que possam atender as mulheres em todas as fases de seu ciclo vital, com ênfase no respeito aos direitos reprodutivos e saúde no trabalho
Pela adoção de mecanismos de ações afirmativas que estimulem a representação paritária de homens e mulheres nas instâncias de deliberação e de decisão, especialmente políticas COMISSÃO NACIONAL SOBRE A MULHER TRABALHADORA/CUT

IMPORTÂNCIA DO DIA 08 DE MARÇO

A Organização das Nações Unidas - ONU - decreta, em 08 de março, 1975 como o Ano Internacional da Mulher. No Brasil vivíamos sob o domínio dos governos militares ao mesmo tempo em que os movimentos sociais organizados começavam a se mobilizar apesar da repressão.

Qual a importância deste dia para a sociedade e para as sindicalistas?

1° - Ele é uma homenagem às trabalhadoras norte americanas que, em 1857, foram queimadas dentro de uma fábrica, após dias de greve por melhores condições de trabalho, melhores salários e redução da jornada de trabalho, entre outras reivindicações;

2° - Simboliza todas as formas de luta e resistência da mulheres ao longo dos tempos nas fábricas, nos sindicatos, nos partidos, etc...

3° - É um momento importante para reflexão sobre os papéis sexuais, suas diferenças e dificuldades no espaço público e privado. Além de ser uma forma das mulheres dizerem para o mundo que estamos atentas e lutando contra toda a forma de opressão e discriminação;

4° - Além da luta por seu reconhecimento enquanto cidadãs nos movimentos sociais e no mundo do trabalho, além da persistente e cotidiana luta contra a opressão da mulher na família e demais espaços sociais por elas ocupados, as mulheres sabem que enquanto existir dias de comemorações e homenagens, significa que existem opressão e discriminação Portanto, nenhum desses momentos podem ser vistos apenas como momentos de festa e comemoração, mas como um momento particular de denúncia, reflexão e resistência a um modelo social que exclui mulheres, crianças, negros, pobres, idosos e homossexuais.

PARTICIPAÇÃO FEMININA NA HISTÓRIA

O século XIX é o tempo do capital industrial, do desenvolvimento das grandes cidades européias e americanas, da destruição do campesinato e da utilização intensiva de mão-de-obra masculina, feminina e infantil nas indústrias. É quando surge o termo feminismo ou, pelo menos, muitas formas de reivindicações dos direitos das mulheres em diferentes locais.

No Brasil somente após 1850 é que vão surgir as primeiras organizações de mulheres que lutavam pelo direito ao voto e a educação. Até esse momento, só era permitida à mulher acesso ao ensino básico (1827), que além de ensinar a ler e escrever priorizava o ensino de prendas domésticas e música.

Em 1871 as mulheres foram aceitas nos cursos de formação para o magistério "ocupando-se a participação feminina desde que com um currículo específico que incluísse bordado branco em filó, de matizes, flores de conta e aplicação, corte de roupas brancas e lisas".

É importante ressaltar que, em 1872 as mulheres compunham aproximadamente 45% dos trabalhadores e não considerava as donas de casa neste conjunto "..se observarmos o total de pessoas absorvidas... tanto nos serviços quanto na indústria, constataremos que elas eram mulheres em sua maioria".

A história política brasileira não caracterizou-se pela participação popular, tendo tradição do poder autoritário, seja em termos políticos, seja nas relações senhor-escravo, marido-mulher, pai-filhas, empregadora-empregada. A vida isolada nas fazendas, a urbanização tardia, o cerceamento político impediram o desenvolvimento de relações associativas.

Desde o século XIX, a convivência das mulheres com as fábricas eram desoladoras, como nos mostra o depoimento a seguir:

"Eram obrigadas, após incontáveis horas de trabalho a aprender corte e costura e, freqüentemente, não faziam jus a nenhum salário. As condições de trabalho supunham, ainda a sujeira, a insalubridade, os espancamentos e estupros."

Com a chegado do século XX, os homens começam a substituir as mulheres nas indústrias e os salários começam a se generalizar no seu interior, ".. iniciando o hábito do pagamento diferenciado entre os sexos, com os homens recebendo salários maiores que as mulheres, veja o quadro abaixo:

Salário médio masculino na fiação: 4$500 réis;

Salário médio feminino na fiação: 2$000 réis;

Salário médio masculino na seção de acabamento: 4$900 réis;

Salário médio feminino na seção de acabamento: 3$000 reis.

No final do século XIX e inicio do século XX, as mulheres eram 78% das trabalhadoras industriais. Elas perdiam para os homens na agricultura, que consistia na atividade econômica mais importante. As
péssimas condições de trabalho e dupla exploração de sexo e de classe ficam evidenciadas no depoimento abaixo da operária Luzia Ferreira de Medeiros, Fábrica Têxtil de Bangu, no Rio de Janeiro:

"Entrei para a fábrica Bangu no período da Primeira Guerra Mundial, com sete anos de idade. Iniciava o trabalho às seis horas e terminava por volta das dezessete horas, sem horário para o almoço definido. Era a critério dos mestres o direito de comer, e tendo ou não, tempo para almoçar; o salário era o mesmo. isso, evidentemente, depois de passada a fase do trabalho gratuito, que chamavam de aprendizagem... Nunca recebíamos horas-extras mesmo trabalhando além do horário estabelecido. O mestre Cláudio fechava as moças no escritório para força-las à prática sexual... As moças que faziam parte do sindicato eram vistas como meretrizes, ou pior que isso, eram repugnantes".

O processo de opressão de classe e gênero, não coloca a mulher trabalhadora na defensiva, mesmo estando sobrecarregado pelo trabalho em casa com as filhas, alimentação, roupas e as quatorze e/ou dezesseis horas de trabalho nas indústrias, ela encontrou formas de protestar, como observamos na fala
a seguir:

"Devemos demonstrar; enfim, que somos capazes de exigir o que nos pertence e se todas forem solidárias, se todas nos acompanharem nessa luta, se nos derem ouvidos, nós começaremos por desmascarar a cupidez dos patrões sanguinolentos".

Já nesta fase as mulheres trabalhadoras reivindicam melhores condições de trabalho, redução da jornada, fim da exploração sexual. Aspectos que não são novos em nossas pautas de reivindicações.

Foram as mulheres brasileiras protagonistas de diversas mobilizações e greves gerais que aconteceram no período histórico de 1900 a 1930 aproximadamente:

Em 1901 e 1903, na Fábrica Álvaro Penteado - paralisaram o trabalho em protesto contra as condições de trabalho e os baixos salários;

Na Cia. Industrial e São Paulo, fizeram uma paralisação contra a diminuição de tarefas (pois diminuía a remuneração);

Em 1902, na Anhaia, em São Paulo, entraram em greve em solidariedade a uma companheira despedida;

Em 1917, as mulheres paralisaram o trabalho em SP, RJ, BA, PE,RS, reivindicando aumento salarial e diminuição da jornada, entre outras coisas;

Em 1917, a Lei Sanitária proibiu o trabalho noturno de todas as operárias e vetou o trabalho de mulheres durante o último mês de gravidez e primeiro de puerpério.
Em média o salário das mulheres representavam 645 do salário dos homens.

Só a partir de l930 s mulheres começam a ter em maior número acesso ao ensino médio e superior, conquistam o direito de voto, fruto de uma luta de mais de 40 anos. Em l949 é fundada a Federação Democrática de Mulheres de Influência Comunista, que colaborou nas lutas gerais e especialmente nas manifestações nacionalistas, que predominaram nas décadas de 50 como "O petróleo é nosso". Ao mesmo tempo na França, Simone de Beauvoir publicava seu livro " O Segundo Sexo", um dos marcos teóricos importantes para o que vem a se caracterizar como feminismo moderno.

Nos anos 60 os movimentos reivindicatórios europeus tinham um forte caráter cultural questionando os valores da sociedade industrial, colocando em cheque o estado de bem estar social, mostrando que nem tudo está bem quando as necessidades básicas estão garantidas, permitindo a eclosão de movimentos específicos (mulheres, negros, índios, entre outros) que denunciavam a sua condição de opressão.
Enquanto aqui (diferentemente dos países europeus) os movimentos reivindicatórios dirigiam sua atenção ao Estado enquanto agente e promotor do bem estar social. Asfalto, luz, água e/ou esgoto, são palavras de ordem sem sentido para as sociedades européias. Aqui no Brasil tornam-se o fundamento das reivindicações feministas. Dessa forma, o feminismo foi se incorporando com muita cautela nas lutas populares.
Para a direita era um movimento imoral, portanto, perigoso. Para a esquerda era reformismo burguês, e para muitos homens e mulheres independentes de sua ideologia, ser feminista tinha uma carga anti-feminina.
No contexto de autoritarismo que marcou a década de 60 no Brasil, os problemas gerais da sociedade eram prioritários em relação aos problemas específicos. A nível internacional, o movimento feminista, tanto europeu quanto americano, denuncia firmemente a opressão específica sofrida pelas mulheres. Isso irá repercutir a nível dos organismos internacionais, levando as Nações Unidas (ONU) a declara a ano de 1975 como o Ano Internacional da Mulher.

Fonte: www.icrvb.com

Dia Internacional da Mulher

8 de Março

Dia Internacional da Mulher

A idéia de se celebrar o Dia da Mulher surgiu no contexto dos inúmeros protestos e manifestações de mulheres trabalhadoras no mundo entre o final do século XIX e início do século XX.


O primeiro grande marco é de 8 de março de 1857, quando trabalhadoras da indústria têxtil da cidade de Nova Iorque protestaram contra as condições desumanas de trabalho, as longas jornadas e os baixos salários.


Em 28 de fevereiro de 1909, celebrou-se nos Estados Unidos o primeiro Dia Nacional da Mulher. A iniciativa foi do Partido Socialista da América.


Em 1910, durante a II Conferência de Mulheres Socialistas, ocorrida em Copenhague, foi aventada pela primeira vez a idéia de se criar um Dia Internacional da Mulher. A proposta foi da alemã Clara Zetkin, uma das lideranças do Partido Social-Democrata da Alemanha.


Em seguimento à idéia, no dia 19 de março de 1911, a data foi oficialmente celebrada na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.


Em representação à luta travada pelas mulheres por direitos no final do século XIX e início do século XX, associa-se a data do Dia Internacional da Mulher a um momento máximo de opressão, quando, em 1911, cerca de 140 trabalhadoras foram trancadas dentro de uma fábrica de roupas e carbonizadas durante um incêndio.


Destacam-se também os protestos de mulheres russas contra a Primeira Guerra Mundial, a partir de 1914. As manifestações geralmente ocorriam no último domingo de fevereiro, que, no calendário ocidental gregoriano, caía por volta do dia 8 de março. Destes, o evento mais significativo ocorreu em 1917, às vésperas da Revolução Russa, quando trabalhadoras protestaram e entraram em greve por “Pão e Paz”. Com a queda do czar Nicolau II poucos dias depois, o novo Governo Provisório russo garantiu às mulheres o direito de votar e ser votada, além de vários direitos trabalhistas.


Em 1975, Ano Internacional da Mulher, as Nações Unidas confirmaram o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.


Em 2011, o tema das Nações Unidas para o Dia Internacional da Mulher é “Igualdade de acesso à educação, ao treinamento e à ciência e tecnologia: trilha do trabalho decente para a mulher”.


Com o passar dos anos, as mulheres conquistaram importantes vitórias, como o direito à educação, ao trabalho, à participação ativa na política e à licença-maternidade. No Brasil, segundo informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, elas representam 51,3% da população, 43,9% da população economicamente ativa (PEA) e 42,6% da ocupada. Já os dados da Síntese dos Indicadores Sociais 2010, baseados na PNAD, apontam que a média de estudo das mulheres é de 8,8 anos, enquanto os homens estudam apenas 7,7 anos.


Apesar disso, ainda é grande a desigualdade no mercado de trabalho. O Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e Suas Ações Afirmativas – Pesquisa 2010 -, do Instituto Ethos e Ibope Inteligência, aponta que as mulheres detêm 33,1% dos postos de trabalho no quadro funcional. Nos outros níveis, a presença feminina se divide em 26,8% na supervisão, 22,1% na gerência e 13,7% no executivo.


No setor político, a situação é parecida. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 193 mulheres foram eleitas em 2010 para o Executivo e o Legislativo, apenas 11,66% do total de cargos. Uma dessas posições foi a de Dilma Rousseff, eleita a primeira presidenta do País.

As mulheres e a violência

A mobilização da sociedade contra a discriminação e a violência contra a mulher são mais frequentes a cada ano. Em 1985, por exemplo, a cidade de São Paulo (SP) inaugurou a primeira Delegacia de Defesa da Mulher do país. Cinco anos depois, também na capital paulista, a prefeita Luiza Erundina fundou uma casa de amparo às mulheres, primeiro serviço público municipal de atendimento aos casos de violência doméstica e sexual. Em 2003, o governo federal criou a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), que estabelece políticas públicas voltadas para a valorização e a proteção das cidadãs do sexo feminino.

Em agosto de 2006, as brasileiras alcançaram uma grande vitória: a Lei Maria da Penha alterou o Código Penal ao punir de forma mais severa agressores de mulheres, que hoje podem ser presos em flagrante ou ter prisão preventiva decretada. Antes, eles só eram punidos após ferirem efetivamente as mulheres, pois as ameaças não eram suficientes para mandá-los para a prisão ou afastá-los do lar.

Fonte: www.brasil.gov.br

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