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Dia Nacional da Voz

A voz humana

A voz humana é produzida pela vibração do ar que é expulso dos pulmões pelo diafragma e que passa pelas cordas vocais e é modificado pela boca, lábios e a língua.

A voz é uma característica humana intimamente relacionada com a necessidade do homem de se agrupar e se comunicar. Ela é produto da nossa evolução, um trabalho em conjunto do sistema nervoso, respiratório e digestivo, e de músculos, ligamentos e ossos, harmoniosamente atuando para que se possa obter uma emissão eficiente.

A voz está associada à fala, na realização da comunicação verbal, e pode variar quanto à intensidade, altura, inflexão, ressonância, articulação e muitas outras características.

A voz determina a própria personalidade de quem fala: se estamos alegres, tristes, apressados, seguros, etc. a primeira identificação destes comportamentos é transmitida pela voz. A voz reflete com toda nitidez o que passa no interior das pessoas, porque o aparelho fonador, embora exista para a fabricação da fala, é uma adaptação do nosso organismo, e qualquer problema de ordem física ou emocional será imediatamente revelado através da voz. A voz é o som propriamente dito. Ex.: tosse, riso, choro e gritos.

À emissão de uma voz saudável, damos o nome de eufonia. A uma voz doente, ou seja, com alguma de suas características alterada, damos o nome de disfonia. A disfonia pode ser orgânica, funcional ou mista (orgânica-funcional). Ela não é uma doença, mas o sintoma, uma manifestação de um mau funcionamento de um dos sistemas ou estruturas que atuam na produção da voz.

Dia Nacional da Voz

Como se processa a voz?

A voz humana já existe desde o nascimento, e apresenta-se de diversas formas, tais como: choro, grito, riso e sons da fala. É um dos meios de comunicação do indivíduo com o exterior, principalmente com os seus semelhantes.

Ela se produz na laringe, que é um tudo onde estão situadas as pregas vocais. As PPVV ficam em posição horizontal no interior da laringe, paralelas ao solo. As PPVV se afastam ao inspirar, e o ar entra nos pulmões.

Ao falar, as PPVV se aproximam, o ar sai dos pulmões e, ao passar pela laringe, produz as vibrações que resultam no som da voz. O som produzido pelas PPVV na laringe passa por um "alto falante" natural, formado pela faringe, boca e nariz.

Essas estruturas são denominadas cavidades de ressonância. Os sons da fala são articulados na cavidade da boca, através de movimentos da língua, lábios, mandíbula e palato. Esses movimentos devem ser precisos para produzir sons claros e tornar inteligível a mensagem que se quer transmitir.

Não podemos esquecer que voz é som, e som é igual a onda sonora. O ar expiratório, que fez as pregas vocais vibrarem, vai sendo modificado e os sons vão sendo articulados (vogais e consoantes). Depois, emitidos pela boca, fazem a onda sonora que vai atingir a cóclea do ouvinte. Aí é que a voz é ouvida.

O timbre da voz humana

O timbre da voz humana depende das várias cavidades que vibram em ressonância com as pregas vocais. Aí se incluem as cavidades ósseas, cavidades nasais, a boca, a garganta, a traquéia e os pulmões, bem como a própria laringe.

A freqüência da voz humana

A mais baixa freqüência que pode dar a audibilidade a um ser humano é mais ou menos a de 20 hertz (vibrações por segundo), enquanto a mais alta se encontra entre 10 000 e 20 000 hertz, o que depende da idade do ouvinte (quanto mais idoso menores as freqüências máximas ouvidas). A freqüência comum de um piano é de 40 a 4000 hertz e da da voz humana se encontra entre 60 e 1300 hertz.

A voz e a Saúde

A voz é o som básico produzido pela laringe, por meio da vibração das cordas (tecnicamente chamada de pregas) vocais.

A voz expressa as condições individuais (físicas ou emocionais) e, se o indivíduo não estiver em condições saudáveis, a voz deixará transparecer algum problema, ocasionando qualidade vocal disfônica, que pode vir a comprometer a fala e a comunicação.

As áreas da comunicação e artes, em especial os locutores, cantores e atores fazem parte do grupo dos profissionais vocais. Para estes a voz é seu principal instrumento de trabalho, embora nem sempre eles tenham consciência disso. É importante ressaltar que para ser um bom profissional desta área é fundamental cuidar bem da voz, mantendo saúde e estética vocal.

O que é Bom?

Beber 7 a 8 copos de água por dia

Procurar atendimento especializado se usar a voz na profissão

Pastilhas, sprays ou medicamentos, só indicados por Médicos

Evitar automedicação e soluções caseiras (gengibre, romã, etc.)

Repouso da voz, após cada "apresentação" pública

Usar roupas leves e evitar refrigerantes, gorduras e condimentos

Realizar exercícios regulares de relaxamento, avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas

Manter a melhor postura da cabeça e do corpo durante a aula, a fala ou o canto

O que é Mau?

Fumo, álcool, drogas e poluição

Tossir, gritar muito ou pigarrear

Cantar ou gritar quando gripado

Falar em locais barulhentos (Profissionais da voz)

Mudanças bruscas de temperatura

Ambientes com muita poeira, mofo, cheiros fortes, especialmente se você for alérgico.

Distúrbios Vocais

Existem relações entre a saúde vocal, os distúrbios da voz (disfonias) e as condições de trabalho.

Essa dificuldade pode se manifestar por meio de uma série de alterações:

Esforço à emissão da voz

Dificuldade em manter a voz

Cansaço ao falar

Variações na freqüência habitual

Rouquidão

Falta de volume e projeção

Perda da eficiência vocal

Pouca resistência ao falar

A disfonia é, na verdade, apenas um sintoma presente em vários e diferentes distúrbios, manifestando-se ora como sintoma secundário, ora como principal.

O indivíduo que padece de um distúrbio vocal sofre limitações de ordens física, emocional e profissional.

Principais Problemas

Lesões

Os principais tipos de lesões orgânicas resultantes das disfonias funcionais são: nódulos, pólipos e edemas das pregas vocais.

Estas 3 alterações da mucosa da prega vocal têm como característica comum, o fato de representarem uma resposta inflamatória da túnica mucosa a agentes agressivos, quer sejam de natureza externa, quer sejam decorrentes do próprio comportamento vocal.

Quando discretos, os edemas podem ser tratados com medicamentos e fonoterapia, assegurando-se a eliminação de seu fator causal; quando volumosos, necessitam de remoção cirúrgica, seguida de reabilitação fonoaudiológica.

Infecções

Os fatores infecciosos, incluindo as sinusites, diminuem a ressonância e alteram a função respiratória, produzindo modificações na voz.

O efeito primário das infecções das vias aéreas superiores têm efeito direto sobre a faringe e a laringe, podendo provocar irritação e edema das pregas vocais. Estes processos infecciosos podem gerar atividades danosas, como o pigarro e a tosse que, por sua vez, podem causar traumatismos nas pregas vocais.

Há também fatores imunológicos, endócrinos, auditivos e emocionais, que podem causar transtornos na emissão da voz.

Laringites crônicas

O agravamento das irritações crônicas da laringe é denominada laringite crônica.

Os sintomas são: rouquidão e tosse, com sensação de corpo estranho na garganta, aumento de secreção, pigarro e, ocasionalmente, dor de garganta.

O tratamento envolve a eliminação dos fatores que provocam a irritação da laringe (exposição a produtos químicos e tóxicos, nível elevado de ruídos, maus hábitos alimentares, refluxo alimentar devido a gorduras, pigarro crônico, etc.), além da promoção de hábitos que melhoram a higiene vocal, evitando os abusos da voz.

Voz Profissional

Dia Nacional da Voz

Muitos são os profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho. São cantores, atores, professores, radialistas, políticos, vendedores, telefonistas, secretários, empresários, padres/pastores e todos aqueles que precisam da voz para exercer sua profissão.

A voz é o instrumento de trabalho de aproximadamente 25% da população economicamente ativa, que dela depende todos os dias para alcançar o sucesso em suas ocupações.

O mal uso da voz se refere a falar excessivamente, falar alto e rápido, gritar, usar voz muito aguda ou muito grave e praticar canto sem ter preparação adequada. Tais hábitos associados ao fumo, ar-condicionado (ambos ressecam a mucosa da laringe), poeira, alergias respiratórias, estresse, ruído competitivo e predisposição genética propiciam o surgimento de patologias laríngeas, que podem prejudicar ou até mesmo impedir a atuação profissional.

Todo profissional da voz deve estar atento quanto à maneira de expressar-se, saber perceber-se e utilizar adequadamente seu aparelho fonador. Através da voz, ele tem que transmitir a sua mensagem o mais fidedignamente possível, para que não haja distorções por parte do ouvinte.

Quem são profissionais da voz?

Advogados

Assistentes Sociais

Atores, locutores, dubladores

Cantores

Executivos e Administradores

Extensionistas

Leiloeiros

Médicos e Agentes de Saúde

Operadores de telemarketing

Pastores (da alma)

Políticos

Professores

Representantes e Profissionais de vendas

Todos aqueles que fazem o uso profissional da voz

Todos que querem melhorar suas habilidades vocais

Uma “boa” voz não é aquela, tão-somente, grave e aveludada; é necessário boa dicção, articulação e interpretação a tudo o que falamos.

O uso da voz profissional, sem o necessário preparo, pode resultar em uma alteração vocal.

Lembre-se:

Rouquidão persistente é considerada um dos 7 sinais de alerta de câncer,

Segundo a União Internacional Contra o Câncer - UICC

A sala de aula e a voz

Dia Nacional da Voz

O uso adequado da voz é uma questão de saúde. Esta exige muitos cuidados para se manter saudável, principalmente para aqueles que a utilizam profissionalmente de forma intensa e sistemática, como os professores.

A rotina de uso vocal de um professor apresenta certo risco para sua saúde vocal, porque se torna vulnerável ao tempo e ao uso inadequado. Um professor pode ter sua voz alterada dependendo da demanda vocal, pois falar demasiadamente, em muitos casos até 40 horas semanais, sem preparação e aquecimento vocal, pode acarretar conseqüências irreversíveis para a qualidade da voz e do aparelho fonador.

Para ser ouvido, muitas vezes este profissional precisa aumentar significativamente o volume de sua voz para superar o ruído ambiental. Garcia (2000), em sua pesquisa com 130 professores universitários, constatou que 67,70% dos indivíduos consideram existir muito ruído externo na universidade pesquisada. Além do ruído, muitas vezes as condições acústicas da sala de aula estão prejudicadas, ou são inexistentes, fazendo com que o docente tenha que elevar sua intensidade vocal durante um longo período de tempo.

Este tipo de esforço, sem um preparo adequado, origina tensionamento dos músculos envolvidos na produção vocal. A tensão da musculatura cervical está relatada em 56,15% dos indivíduos na pesquisa realizada por Garcia (2000), como sendo conseqüência de abuso vocal. Qualidade do ar e presença de doenças do trato respiratório também são fatores contribuintes para uma alteração vocal.

Sala com muitos alunos exige do professor esforço extra da laringe, podendo causar disfonias.

Fonte: www.fonosul.com.br

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