Diabetes (Página 7)
Diabetes


SINTOMAS DO DIABETES

Apesar dos sintomas, muitas pessoas adultas têm diabetes e não sabem.

Diabetes Tipo I

Aumento do número de vezes de urinar: Poliúria.

Sede excessiva: Polidipsia.

Excesso de fome: Polifagia.

Perda rápida de peso.

Fadiga, cansaço e desânimo.

Irritabilidade.

O Diabetes Tipo II pode apresentar os mesmos sintomas que o Diabetes Tipo I, freqüentemente menos intenso.

O Diabetes Tipo II ainda apresenta os seguintes sintomas:

Infecções freqüentes.

Alteração visual (visão embaçada).

Dificuldade na cicatrização de feridas.

Formigamento nos pés. - Furunculose.

Os sintomas muitas vezes são vagos como formigamento nas mãos e pés, dormências, peso ou dores nas pernas, infecções repetidas na pele e mucosas.

TRATAMENTO do diabetes

O diabetes tem tratamento e pode ser controlado. Hoje temos evidências de que a manutenção da glicemia normal, ou próximo do normal, leva ao desaparecimento dos sintomas e previne complicações. Assim, a qualidade de vida da pessoa é restabelecida e sua produtividade no trabalho é normal.

A cura está sendo fomentada através de varias linhas de pesquisas com resultados preliminares promissores. Como ainda são pesquisas, necessitam portanto de mais tempo para comprovação dos resultados e de segurança, não estando aprovadas para a indicação clínica.

Em condições especiais, alguns pacientes podem ser submetidos a transplantes de pâncreas ou receberem implantes de células betas. Nestas condições, são obrigados a usar drogas imunossupressoras para o resto de suas vidas, convivendo com os benefícios e os ônus destas terapêuticas.

O tratamento compreende dois conjuntos de medidas:

As medidas não medicamentosas e as medicamentosas. O primeiro conjunto é representado por um plano alimentar, um plano de atividade física e um plano de educação com informações sobre saúde e diabetes.

Todos devem ser individualizados. Quando após estas medidas, o controle adequado do diabetes não foi obtido, estão indicadas as medidas medicamentosas com os comprimidos orais e a insulina.

Os portadores de diabetes tipo I, já no início, devem usar insulina juntamente com as medidas não medicamentosas, o que envolve o uso de seringa e agulha, caneta de insulina, ou pode ser fornecida por uma bomba de insulina.

Bombas de insulina são usadas junto ao corpo em um cinto ou no bolso. Elas liberam insulina por meio de um tubo que a conecta a uma agulha colocada sob a pele e quantidades extras de insulina necessárias antes das refeições, dependendo do nível de glicose no sangue e da refeição.

A necessidade de insulina é diferente para cada pessoa e deve ser adequada ao estilo de vida e tipo de atividade física.

A terapia deve ser monitorada pelo paciente através de testes de glicemia com aparelhos glicosímetros e com o tratamento intensivo com várias doses de insulina ao dia, seguindo orientação de um médico endocrinologista.

O paciente portador de diabetes tipo II faz o tratamento medicamentoso quando necessário. Esses medicamentos podem agir aumentando a secreção de insulina ou melhorando a ação da insulina e deve ser individualizado.

Usam-se hipoglicemiantes orais e, eventualmente haverá necessidade de introdução de insulina nos casos em que o tratamento não está sendo eficaz em atingir os objetivos de glicemia adequada.

Novas Terapias no Diabetes Tipo 2

Diferentes estudos têm demonstrado a relação entre a magnitude e tempo de hiperglicemia e o aparecimento de complicações crônicas do diabetes.

Além disso, a manutenção do bom controle glicêmico tem se mostrado efetivo tanto no diabetes tipo I como no tipo II, reduzindo ou retardando o desenvolvimento destas complicações, permitindo assim, uma maior longevidade e qualidade de vida para o pacientes diabéticos.

No tipo II as estratégias terapêuticas diferem do tipo I em função das características fisiopatológicas específicas do tipo II:

1) A deficiência secretória da célula pancreática é usualmente parcial e gradativa, variado com o tempo de doença;

2) Uma menor sensibilidade tecidual hepática e periférica à ação da insulina (resistência à insulina) e

3) um aumento da secreção hepática de glicose. Portanto, no diabetes tipo II diversos agentes farmacológicos orais, além do tratamento substitutivo com a insulina endógena, podem ser utilizados:

Hipoglicemiantes/Antidiabéticos Orais

Recentemente um grupo de cientistas ingleses encerrou uma das maiores e mais longas pesquisas mundiais sobre o tratamento por via oral do diabetes tipo II. O estudo, que durou mais de 15 anos, acompanhando cerca de 5.200 pacientes, testou todas as opções de hipoglicemiantes e antidiabéticos orais e os resultados no organismo.

Para a tranqüilidade de médicos e pacientes do mundo inteiro, a conclusão foi positiva. Todos os medicamentos existentes no mercado têm efeitos benéficos, reduzindo bastante o número de complicações.

Os tipos mais conhecidos são as sulfoniluréias (que aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas), as biguanidas (que aumentam a sensibilidade do organismo à insulina já produzida) e a acarbose (que torna mais lenta a absorção da glicose no intestino, dando tempo ao organismo para manter a glicemia normal).

Além destes três tipos básicos surgiram recentemente, os sensibilizadores de insulina de última geração chamados thiazolidinedionas, cujo representante mais conhecido é o troglitazone (ainda não disponível no mercado brasileiro), que tem um mecanismo de ação diferente.

O tratamento via oral está indicado para o diabético tipo II, porque este paciente ainda produz insulina. No momento não há evidências que justifiquem o uso de antidiabéticos orais no diabético tipo I, cujo organismo não produz nenhuma insulina, embora não se possa descartar a possibilidade de uso no futuro.

A escolha do antidiabético a ser usado ocorre de acordo com as características de cada um. Um paciente obeso, por exemplo, irá se beneficiar mais de um antidiabético do tipo biguanida, porque ela não atua promovendo maior secreção de insulina, ou seja, não contribui para o aumento de peso.

Ao contrário, provoca até uma certa falta de apetite (um dos efeitos colaterais), reduzindo o ganho de peso e facilitando o controle do diabetes.

A acarbose seria reservada para aqueles pacientes que tem uma elevação muito significativa da glicemia, logo após as refeições. Pelo fato da acarbose atuar tornando mais lenta a absorção dos carboidratos, isso faz com que esses níveis aumentem devagar no sangue e, com isso, permite que a insulina atue de maneira progressiva. Os outros pacientes sem estas características iniciariam com as sulfoniluréias.

Todo diabético que começa seu tratamento por via oral pode, ao longo do tempo, evoluir para a necessidade de usar insulina. Neste caso, inicialmente pode ser útil a associação destes dois medicamentos. Alguns grupos médicos acreditam que se deve iniciar com a insulina noturna, para manter a glicemia estável durante a noite.

À medida que vai ocorrendo a chamada falência secundária à droga oral, ou seja, o antidiabético não consegue mais controlar a glicemia, o médico começa a prescrever insulina associada, até que muitos diabéticos do tipo II passam a usar somente insulina, depois de um longo período de diabetes.

Importante ressaltar que, qualquer que seja a opção adotada pelo médico, existe uma redução significativa dos riscos de complicações crônicas desde que a glicemia seja mantida o mais próximo possível dos limites normais. Até recentemente, muitos ainda acreditavam que níveis um pouco elevados de glicose não representavam problema. Atualmente o objetivo do tratamento é manter a glicemia semelhante à de pessoas não diabéticas.

Tipos de insulina são usados no tratamento do diabetes

São usadas insulinas de origem animal, como as retiradas dos pâncreas de boi e porco; as insulinas humanas fabricadas através de bactérias previamente preparadas; e as mistas (mistura de insulina bovina e suína).

Quanto ao tempo de ação do efeito redutor do açúcar no sangue (glicemia), as insulinas são separadas em: de ação rápida (insulina Regular com aspecto transparente, semelhante a água potável), de ação intermediária (insulina HPH ou Lenta com aspecto leitoso) e de longa duração (também com aspecto leitoso).

Nos últimos anos, surgiram os análogos da insulina humana, fabricados através da engenharia genética, alguns a com sua função redutora do açúcar muito rápida e outros com esta função mais demorada.

Detecção

O diabetes pode ser detectado através de testes simples que pesquisam a presença de açúcar na urina ou que avaliam a quantidade de açúcar no sangue. Mas o diagnóstico deve ser comprovado através do exame laboratorial de sangue (glicemia), que pode ser realizado em três condições:

1- Com glicemia pela manhã em jejum de pelo menos 8 horas (uma noite) e o resultado igual ou superior a 126mg/dl é sugestivo de diabetes;

2- Com glicemia 2 horas após sobrecarga com 75g de glicose (a glicose é ingerida com água, após jejum de uma noite e o sangue é colhido 2 horas após para dosagem da glicose), o resultado igual ou superior a 200mg/dl é sugestivo de diabetes;

3- Com glicemia casual (o sangue deve ser colhido em qualquer horário do dia, sem relação com alimentação) esta glicemia deve ser realizada apenas nas pessoas que estão apresentando quadro clínico sugestivo de diabetes (muita fome, muita sede e muita urina) e o resultado igual ou superior a 200mg/dl é sugestivo de diabetes. Um resultado positivo por qualquer critério acima, deverá ser referendado nos dias subsequentes por uma nova glicemia de jejum ou 2 horas pós-sobrecarga.

Valores referência de glicemia

O Valor de glicemia normal de 70 a 110 mg/dl em jejum oral de 8 horas. Os Valores intermediários entre 110-126 mg/dl devem ser mais bem investigados com outros testes para afastar o diagnóstico de diabetes. É aceitável a glicemia pós-prandial (após refeição) de 140mg/dl.

Pacientes acima de 45 anos com história de obesidade e alteração de colesterol e parentes com diabetes devem realizar o teste de glicemia de jejum pelo menos entre 1 a 3 anos.

O que é hipoglicemia?

Hipoglicemia ou crise insulínica é a queda rápida do açúcar no sangue. Se prolongada, pode levar o diabético ao coma. Os sintomas da hipoglicemia são sudorese, tremores, dor de cabeça, visão turva, fala arrastada, irritabilidade, nervosismo, confusão mental, convulsões e perda da consciência.

Esta condição aparece quando o teor de insulina é superior as necessidades do momento, como na seguinte situação: aplicou insulina pela manhã e logo em seguida saiu para o trabalho sem ter comido nada. Horas depois no trabalho, passou mal com desmaio.

O que é hiperglicemia?

Hiperglicemia é o aumento do açúcar no sangue. Seus sinais e sintomas são os mesmos descritos no item "quais são os sintomas do diabetes?".

Complicações agudas na hipoglicemia:

Sintomas: suor frio, fraqueza, palidez, dor de cabeça, palpitação, tremores, visão turva, sensação de fome, irritabilidade, mudança de comportamento.

O que fazer?

Beba um copo de refrigerante não dietético, suco ou de água com açúcar. Em caso de perda de consciência: Não ofereça nada via oral nem aplique insulina; Procure o serviço médico mais próximo.

Complicações agudas na hiperglicemia

Sintomas: aumento da sede e volume urinário, fraqueza e dores generalizadas, perda de apetite, náuseas, vômitos e respiração acelerada.

O que fazer?

Beba líquido sem açúcar. Procure atendimento médico.

Complicações crônicas

Acometem as pessoas que não controlam bem o diabetes, levando à perda da visão, problemas renais, circulatórios, diminuição e perda da sensibilidade e impotência sexual. Portanto, quando o controle do diabetes não é adequado, a pessoa pode apresentar as complicações conseqüentes do açúcar elevado no sangue.

No diabetes tipo I, a elevação aguda do açúcar pode acarretar transtornos metabólicos como o emagrecimento, a desidratação, que nos casos mais graves, sem tratamento, pode evoluir para o estado de coma, com perda dos sentidos. É o coma diabético. Alguns pacientes com diabetes tipo II, com pouca produção de insulina ou que tenham uma doença grave associada, como uma pneumonia, podem também desenvolver este quadro.

As principais complicações são aquelas que aparecerão no curso dos anos de evolução do diabetes. São as complicações dos vasos sangüíneos como o infarto no coração; o aumento da pressão arterial; o derrame ou a isquemia cerebral; o pé diabético; as lesões dos rins com insuficiência renal; as lesões dos nervos com aparecimento de dor; as paralisias; as lesões dos olhos com a catarata e, principalmente, a retinopatia diabética que pode levar a redução e até a perda da visão.

Estas complicações que surgem em decorrência do não tratamento ou do tratamento irregular do diabetes, são responsáveis por aumento do número de consultas, exames, internações, cirurgias e outros procedimentos médicos.

Elas aumentam a incapacidade laborativa provisória ou permanente da pessoa com diabetes, e são causadoras de um enorme impacto econômico e social em nosso meio. O mais importante é que todas estas complicações podem ser evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado do diabetes.

Prevenção do diabetes

1º) Controlar bem seu diabetes

Há relação estreita entre o mau controle da glicemia e o desenvolvimento da microangiopatia. Mantenha a taxa de glicose próxima do normal.

2º) Não abusar do consumo de proteínas de origem animal na sua alimentação

Deverá seguir a orientação de médico ou do nutrologista.

3º) Manter a Pressão Arterial tão baixa quanto for possível

Temos que 125/80 como limite máximo. Cabe ao seu médico estabelecer a terapêutica necessária, porém ao paciente diabético reduzir o consumo de sal e procurar emagrecer, se estiver acima do peso ideal.

4º) Não fumar

Manter os seus níveis de colesterol e triglicérides normais.

5º) Faça exames anuais

Mesmo sem apresentar nenhum sintoma;

6º) Atente para seu estilo de vida

Pratique atividades físicas e faça sua alimentação o mais saudável possível.

DIABETES (ALIMENTAÇÃO)

A alimentação é um dos pontos fundamentais no tratamento do Diabetes. Ela deve ser individualizada levando em consideração o estado nutricional do paciente e hábitos de vida, possibilitando o melhor controle metabólico.

Seus objetivos são:

Atividade física

A atividade física é de fundamental importância e deve estar integrada na vida do paciente diabético devido aos benefícios do exercício à ação da insulina. Ela contribui para a redução da glicemia e da necessidade de insulina e medicamentos, pois ela melhora a captação de glicose pelas células.

COMPLICAÇÕES VASCULARES

Retinopatia diabética:

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira, fazendo parte ao lado das nefropatias, vasculopatias e neuropatias, das complicações mais freqüentes dos pacientes com Diabetes Mellitus que, com o aumento da sobrevida, manifestam progressivamente a doença com maior incidência e gravidade.

A retinopatia diabética apresenta comportamento diferente nos pacientes insulino-dependentes, sendo que o controle metabólico adequado tende a retardar o aparecimento e diminuir a gravidade das alterações fundoscópicas que, no entanto, quando já existentes não se modificam significativamente com a normalização da glicemia.

A associação da hipertensão arterial, nefropatia, gravidez e fumo podem piorar o prognóstico. Como a acuidade visual pode estar preservada temporariamente, mesmo nas formas mais severas da retinopatia, os pacientes devem ser orientados sobre a existência e riscos da doença e que somente o controle oftalmológico periódico pode propiciar sua detecção e tratamentos precoces, com conseqüente melhor prognóstico para preservação da visão.

Todos os diabéticos devem ser submetidos a exame oftalmológico completo com atenção especial à oftalmoscopia direta e indireta e biomicroscopia do fundo do olho com dilatação pupilar. As avaliações deverão ser anuais, quando os resultados forem normais, mas os controles periódicos devem ser complementados com retinografia e realizados em intervalos mais curtos se existirem alterações compatíveis com retinopatia diabética, com ou sem baixa visão.

Complicações da retinopatia diabética

A retinopatia diabética pode ser: tipo simples, caracterizada pela presença de microaneurismas, hemorragias superficiais ou profundas, edema de retina, precipitados lipídicos, exsudatos moles e zonas de não perfusão capilar e tipo proliferativa, caracterizada por neovascularização do disco óptico, retina e/ou vítreo.

Tratamento

Não há evidências de ação eficaz, até o momento, de que qualquer tratamento clínico seja profilático ou curativo através da utilização de diversas drogas, sendo que apenas a fotocoagulação tem mostrado bons resultados na prevenção e terapia de alterações retinianas que predispõem à baixa visual reversível.

O tratamento mais utilizado é a fotocoagulação com raio laser, sendo que as principais indicações são relacionadas à terapia de edema de mácula, da zona de não perfusão capilar, que leva à neovascularização; e da proliferação fibrovascular, que leva à hemorragia e tração vítreo-retiniana.

A maculopatia é mais comum nos pacientes insulino independentes e a neovascularização nos insulino-dependente. O tratamento pode ser cirúrgico através da vitrectomia, quando há hemorragia vítrea persistente e recidivante, ou quando há descolamento tradicional da retina ou distorção da região peri-papilar e do pólo posterior.

Nefropatia Diabética

Os rins são o filtro do nosso organismo. São constituídos por milhões de pequenos vasos que transportam sangue com impurezas que aqui são libertadas e eliminadas através da urina que aqui se forma. Quando no diabetes estes pequenos vasos são lesados em grande quantidade aparece a nefropatia. A sua evolução é lenta e silenciosa. O sinal mais precoce é a perda, acima de valores normais, de proteínas na urina (microalbuminúria).

Inicialmente em quantidades muito pequenas e mais tarde, já em fase não reversível, em grandes quantidades. Se a nefropatia continua a evoluir há acúmulo de produtos antes eliminados, manifestações de fadiga, cansaço e perda do apetite e caminha-se para a insuficiência renal.

Em estados mais avançados, os rins podem mesmo parar de funcionar. Se ambos os rins não funcionam, deverá ser feito o mesmo trabalho que o rim fazia, mas agora artificialmente. É a diálise. Na fase seguinte, e se houver condições e indicação, o diabético pode ser submetido ao transplante renal.

Chama-se microalbuminúria à presença de quantidades mínimas de proteínas (albumina) na urina. Numa pessoa saudável essa quantidade é muito pequena e não ultrapassa, em circunstâncias normais, os 30 miligramas por dia ou 20 microgramas por minuto. No diabético em risco de estar a desenvolver a nefropatia, essa quantidade de albumina na urina está aumentada.

A dosagem da microalbuminúria é a única forma, atualmente conhecida, de detectar a tempo o início da nefropatia diabética e parece ser um marcador de maior taxa de complicações cardiovasculares futuras.

A microalbuminúria determina-se através de uma análise feita na urina. Esta análise é obrigatória em todos os diabéticos adultos e em qualquer criança ou jovem com mais de cinco anos de diabetes e deve ser realizada, no mínimo, três vezes por ano. Para o diagnóstico precoce da nefropatia é necessária a pesquisa de microalbuminúria.

Em primeiro lugar, em face de uma análise de microalbuminúria aumentada ou como se diz por vezes, positiva, é sempre necessário confirmá-la uma segunda vez. Só após 2 pesquisas positivas seriadas, se pode afirmar que existe microalbuminúria.

A presença de microalbuminúria é, sobretudo, um marcador de risco para doença renal e, também, cardiovascular. Significa um aviso para o diabético de que está a caminho da doença renal e que também está em risco de vir a sofrer de doença cardiovascular. Nesta fase inicial não existem, ainda, sintomas de doença. Contudo, é nesta fase que as medidas de prevenção se tornam mais eficazes.

Fonte: www.unimeds.com.br

Diabetes


Por que Preciso de insulina?

A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que sereferem ao corpo humano chamam mais a atenção do público em geral. Sabendo-se como ocorre um determinado processo biológico, torna-se mais fácil a buscaou mesmo a cura de uma ou várias doenças humanas.

O meio interno precisa de controles extremamente rigorosos para manter suaconcentração estável e ideal para o bom funcionamento de todos os órgãos do servivo. Por exemplo, o controle da concentração de sais ou de outros compostos noslíquidos corpóreos é fundamental para a nossa vida.

Você já aprendeu muita coisa sobre o funcionamento do corpo humanono curso de Biologia, e nesta aula vamos utilizar o controle da quantidade deaçúcar no sangue como exemplo de um dos mecanismos de regulação das nossasfunções.Um dos tipos de disfunção dos mecanismos de controle da taxa de açúcar nosangue é a diabetes. Mas por que o diabético toma insulina todos os dias?

O excesso de glicose

A glicose, é uma das substâncias capa-zes de fornecer a energia necessária às células, e é obtida a partir da digestãode carboidratos (açúcares, amidos etc.). Então, quando terminamos a digestão deuma refeição rica em massas, doces, batatas, arroz, grande quantidade de gli-cose passa do intestino delgado para os vasos sangüíneos. No indivíduo normal, a concentração de glicose no sangue ficanuma faixa entre 80 e 90 mg/dl de sangue quando ele está em jejum,pela manhã (mg = miligrama e dl = decilitro = um décimo de litro).

Uma hora após uma refeição, a concentração de glicose aumenta para 120a 140 mg/dl de sangue, e o retorno à concentração normal ocorre duashoras após a absorção dos carboidratos no intestino delgado.

Em pessoas normais, o aumento da glicemia (taxa de glicose no sangue)estimula imediatamente um dos tipos de células do pâncreas, que liberam um hormônio chamado insulina.Por que precisode insulina?

A insulina provoca, então, a rápida absorção da glicose pelas células muscu-lares, hepáticas e adiposas. As células musculares e hepáticas, por sua vez,transformam a glicose em glicogênio, que fica armazenado até um certo limite nofígado e nos músculos. As células adiposas também absorvem glicose, poréma transformam em gorduras.

Glicogênio é o nome dado a uma grande molécula insolúvel, formadapor unidades de glicose que pode ser rapidamente utilizada para supriras necessidades energéticas das células. O glicogênio (reserva de glicosedos animais) fica depositado nas células em forma de grânulos sólidos.

Quando os músculos e o fígado não conseguem mais armazenar glicogênio,o restante da glicose sangüínea (taxa acima de 90 mg/dl) é absorvido pelascélulas do tecido adiposo e transformado em gordura.

É claro que se alguém apresentar algum desses sintomas não deve suporque está doente. Para chegar a essa conclusão, deve realizar alguns examescomo nível de glicemia em jejum, prova de tolerância à glicose e teste de açúcarurinário.

O tratamento da diabetes juvenil

O tratamento da diabetes, para o paciente que não produz insulina, consisteem administrar esse hormônio em quantidade suficiente para que o pacientetenha, na medida do possível, um metabolismo normal dos carboidratos, gordu-ras e proteínas. A quantidade e a freqüência das doses de insulina devem serprescritas pelo médico, de acordo com o estado geral do paciente.

Arteriosclerose: endurecimento dasartérias peloacúmulo degorduras,principalmentecolesterol, nas suasparedes.

Coronariopatia: problema nascoronárias, isto é,nas artérias docoração, emespecial a obstruçãoà passagem desangue para suprir opróprio coração.

Devido aos elevados níveis de colesterol circulante, os pacientes precisamse cuidar, pois há maior chance de lesões circulatórias como arteriosclerose edoenças coronarianas.

Os diabéticos podem ter ainda: catarata, problemas daretina e doença renal crônica.Quando se iniciou o tratamento de diabetes, era comum reduzir os carboidratos da dieta, a fim de diminuir a dosagem de insulina a ser injetada no paciente. Isso mantinha a taxa de glicose do sangue em níveis baixos, mas não impedia muitasdas anormalidades do metabolismo das gorduras e das proteínas, mantendo umaparte dos problemas.Hoje em dia, a tendência é proporcionar ao paciente uma dieta de carboidratosnormal, adminstrando-lhe simultaneamente a quantidade de insulina suficiente para metabolizar esses carboidratos.

Pessoas adultas (acima de 40 anos) podem desenvolver um outro tipo dediabetes chamada de diabetes tardia, cuja origem não é a falta deinsulina, mas a diminuição do número de receptores das células muscu-lares, adiposas e hepáticas. As conseqüências orgânicas para o doentesão as mesmas da diabetes juvenil, porém o tratamento é diferente.

Para finalizarAs pessoas podem ter diabetes devido a vários fatores, como: -hereditariedade, quando a secreção de insulina pelo pâncreas é insuficiente(diabetes juvenil); - infecções bacterianas ou viróticas, que provocam a diminuição da produção de insulina; - obesidade, que pode levar as células a não responderem ao estímulo dainsulina (diabetes tardia).

O estudo do funcionamento da insulina e do glucagon ilustra um tipo decontrole que ocorre com freqüência nos seres vivos. Duas substâncias funcionamde maneira antagônica, garantindo o nível de compostos essenciais às funçõescelulares.

Fonte: www.ufpe.br

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