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Diabetes

COMPLICAÇÕES AGUDAS DO DIABETES

As complicações agudas do diabetes são aquelas que se instalam rapidamente, em horas ou dias. As mais graves são o coma ceto-acidótico, o coma hiperosmolar e a hipoglicemia. Todas elas são graves e implicam risco de vida, caso o paciente não seja tratado a tempo. Por outro lado, são passíveis de tratamentos relativamente simples, mesmo em hospitais ou prontos-socorros também relativamente simples.

As complicações agudas do diabetes em geral são dramáticas, pois os pacientes estão bem e, em pouco tempo, parecem estar gravemente enfermos. O lado bom é que, se bem cuidados, em pouco tempo voltam a estar bem de novo. Dentre as complicações agudas, destacamos as seguintes:

CETO-ACIDOSE DIABÉTICA

A ceto-acidose diabética é uma circunstância que ocorre toda vez que não há insulina em quantidades suficientes para metabolizar a glicose. Ela pode ser desencadeada pela ingestão abusiva de carboidratos e por situações de stress físico ou emocional. Stress físico ocorre quando o paciente é acometido por uma outra patologia, por exemplo uma amigdalite ou uma apendicite. Em situações de stress o corpo libera uma grande quantidade de hormônios hiperglicemiantes, isto é, hormônios que fazem o açúcar sangüíneo se elevar. Como não existe insulina em quantidade suficiente, as gorduras e proteínas armazenadas começam a ser quebradas, produzindo paralelamente substâncias ácidas conhecidas como corpos cetônicos. Quando isso ocorre a pessoa sente-se muito mal.

Pode ficar confusa, sua respiração torna-se mais rápida e profunda, o hálito tem cheiro de acetona, pode apresentar fraqueza intensa, náuseas, vômitos e dores abdominais. A ceto-acidose é uma complicação grave do diabetes. É mais freqüente no diabetes insulino-dependente e pode levar à morte se não for devidamente tratada. Apresentando esses sintomas o paciente deve procurar imediatamente seu médico ou um Pronto Socorro.

O ideal é que a pessoa perceba quando a glicemia está subindo, antes de chegar à fase de cetose, através de sintomas como poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, sensação de fraqueza, mal estar, visão embaçada, etc. e procure o médico.

COMA HIPEROSMOLAR

O coma hiperosmolar não cetótico em geral se apresenta no diabetes tipo II, freqüentemente sendo desencadeado por excessos alimentares ou por uma doença intercorrente. Como esses pacientes tem uma certa reserva de insulina, eles não desenvolvem a cetose. Como o coma hiperosmolar instala-se mais insidiosamente, os níveis de glicemia são muito elevados e as principais queixas se devem à desidratação e alterações a nível de sistema nervoso, que variam, conforme a gravidade do quadro, de um simples torpor a coma profundo. É também um quadro de bastante gravidade e risco de vida se não for devidamente tratado.

HIPOGLICEMIA

O termo hipoglicemia significa que os níveis de glicose no sangue estão abaixo do normal.

A glicose é uma das principais fontes de energia para nossas células, mas para as células do sistema nervoso, é a única fonte. Para essas células, ficar sem energia por tempo prolongado pode produzir danos severos e irreversíveis.

Para garantir o bem estar e o bom funcionamento do organismo, como um todo, a glicemia deve ser mantida dentro de limites estáveis, o que se consegue através da interação entre ingestão de glicose, sua liberação de depósitos endógenos e a liberação de vários hormônios. Hormônios da família dos glicocorticóides, adrenalina, glucagon, hormônio de crescimento e a insulina participam da regulação dos níveis de glicose sérica.

Os dois primeiros são muito importantes em situações de stress. Dentre estes, o mais importante é, sem dúvida nenhuma, a insulina. A insulina, como já foi dito, é produzida pelas células beta, localizadas nas ilhotas de Langerhanz, no interior do pâncreas. O principal estímulo à secreção de insulina é o aumento dos níveis de glicose no sangue.

Em geral quando há uma queda dos níveis séricos de glicose, o paciente tem manifestações clínicas que variam do imperceptível, passando por sensação de sonolência, fome ou fadiga, cefaléia, tontura, visão dupla, sudorese profusa, tremores, palpitação, mudanças de humor, distúrbios de comportamento, sensação de parestesia ou paresia até chegar, nos casos mais graves, a apresentar convulsões e coma.

A hipoglicemia é um distúrbio evitável. Pode ocorrer nas seguintes situações:

quando o diabético omite refeições, atrasa suas refeições ou come muito pouco

quando apresenta vômitos e diarréia

quando pratica exercícios físicos excessivos (esportes ou trabalho pesado), principalmente não estando bem alimentado

por doses excessivas de insulina ou hipoglicemiantes orais

por excesso de bebidas alcoólicas, que impedem a liberação de glicose pelo fígado

Quando o paciente apresentar sintomas, o ideal é que ele faça uma determinação da glicemia, para confirmar o diagnóstico de hipoglicemia. Isso é importante para que ele aprenda a reconhecer os seus sintomas, mas para seu médico essa informação é fundamental na hora de fazer os acertos da medicação. No entanto esse procedimento não deve retardar o tratamento da hipoglicemia, que deve iniciar-se o mais prontamente possível.

Muitos diabéticos, com o tempo, podem não apresentar sintomas de hipoglicemia, ou apenas uma leve sonolência com a mesma. As razões para isso são complexas. Os diabéticos susceptíveis a essa situação devem evitar manter seus níveis de glicemia abaixo de 100 mg/dl, fazendo monitorizações de glicose com maior freqüência. O objetivo imediato do tratamento é elevar o açúcar no sangue, que se encontra muito baixo, restaurando o bem estar.

Para isso o paciente deve ingerir alguma forma de açúcar de fácil absorção:

açúcar comum ou água com açúcar

bala, bombom ou outros doces

sucos de fruta, leite ou outras bebidas contendo açúcar (não adianta usar bebidas ou outros alimentos indicados para diabéticos pois estes não contêm açúcar)

Se o paciente estiver inconsciente, não administre líquidos. É preferível colocar açúcar sob a língua ou apenas na boca do paciente. Em caso de hipoglicemia severa, essas medidas podem não surtir efeito. O paciente deve então ser removido a um pronto-socorro, onde receberá Glicose ou Glucagon injetáveis.

Pacientes diabéticos devem sempre carregar balas ou bombons, juntamente com um cartão de identificação de diabético. Além disso, parentes e amigos devem sempre ser orientados quanto ao que fazer nessas circunstâncias.

O paciente portador de diabetes pode também dispor de Glucagon em sua farmácia caseira. O Glucagon também é um hormônio produzido pelo pâncreas, com ação inversa à da insulina, ou seja, ele eleva os níveis de glicose na circulação. Ele é apresentado em 2 frascos, um com o pó Glucagon (a apresentação disponível nas farmácias contém 1mg) e o outro com diluente. Após limpar a tampa de borracha do frasco de diluente com álcool, aspirar com a seringa de insulina 1 cc do mesmo e injetar no frasco que contém o pó. Agitar o frasco para que o Glucagon em pó possa dissolver-se no líquido. Usando a mesma seringa de insulina, aspirar 0,5cc dessa solução e aplicar por via subcutânea, de maneira semelhante à aplicação de insulina. Caso o paciente não se recupere em 10 a 15 minutos, deve ser conduzido a um hospital.

Para evitar a hipoglicemia o paciente deve seguir estritamente as doses de medicação prescritas pelo seu médico. Não deve ingerir outros medicamentos, receitados por outros médicos sem consultar seu diabetologista, pois muitos medicamentos interagem com os hipoglicemiantes, potencializando sua ação e induzindo hipoglicemia.

Procure seguir as orientações dietéticas, respeitando o número de refeições, jamais deixando de se alimentar. Caso pretenda mudar suas atividades físicas, seja por mudanças no trabalho ou por pretender iniciar a prática de um esporte, converse com seu médico para que proceda uma adaptação em sua dieta e plano terapêutico.

Fonte: www.saudevidaonline.com.br

Diabetes

O diabetes mellitus é uma doença caracterizada por uma deficiência de insulina causando um aumento da glicose. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, um órgão localizado no abdome logo atrás do estômago. A ação principal da insulina é levar a glicose do sangue para dentro das células. Quando existe uma diminuição da produção ou um comprometimento da ação da insulina, a glicose acumula no sangue e começa a provocar os sintomas do diabetes.

O diabetes é muito frequente?

Sim. Hoje se estima que 7,6% da população é portadora de diabetes e, o que é mais preocupante, quase a metade não sabe que possui a doença. No mundo inteiro, há pelo menos 130 milhões de diabéticos e a expectativa é que em 2025 este número chegue a 300 milhões.

Este aumento da incidência do diabetes está relacionado ao maiornúmero de pessoas com excesso de peso e obesidade, ao crescente sedentarismo, à maior expectativa de vida da população em geral e à maior sobrevida dos pacientes diabéticos.

Quais são os tipos de diabetes?

Os principais tipos de diabetes são o tipo 1, o tipo 2 e o diabetes gestacional.

O diabetes tipo 1 aparece geralmente antes dos 30 anos e existe uma deficiência quase completa de insulina. Anticorpos do próprio organismo promovem uma destruicão progressiva das cúlas que pdoÉ causado por uma destruição das células do pâncreas. Representa aproximadamente 10% dos diabéticos.

O diabetes tipo 2 aparece geralmente após os 40 anos, tem forte fator hereditário e frequentemente está associado à obesidade e ao sedentarismo.

Neste tipo, a insulina pode estar até aumentada mas não funciona adequadamente: é o que chamamos de resistência à insulina. Representa aproximadamente 90% dos casos de diabetes.

O diabetes gestacional é uma situação transitória que ocorre apenas durante o período da gestação devido aos hormônios da gravidez que aumentam a glicose e diminuem a ação da insulina. Na grande maioria dos casos, a glicose normaliza após o parto.

Quais são os sintomas do diabetes?

O excesso da glicose no sangue e na urina provocam os principais sintomas do diabetes: perda de peso, beber muita água e urinar muito. No diabetes tipo , estes sintoams aparecem de maneira abrupta e intensa podendo até chegar ao coma se não tratado rapidamente. No diabetes tipo 2, os sintomas ocorrem de maneira lenta. Outros sintomas frequentes são visão turva, tonturas, fraqueza, impotência e dormências.

Como é feito o diagnóstico do diabetes?

Através da dosagem de glicose pelo exame de sangue . Uma glicose de jejum maior que 126 mg% ou uma glicose ao acaso acima de 200 mg% confirmam o diagnóstico de diabetes.

Como é o tratamento do diabetes?

O tratamento do diabetes se apóia em quatro pilares principais:

Dieta

Exercício físico

Medicamentos

Educação do paciente.

Na dieta é recomendável uma alimentação balanceada evitando os açúcares de absorção rápida. Os exercícios físicos ajudam a diminuir a glicose e melhoram a a ação da insulina nas células.

Os medicamentos, quando necessários, podem estimular a produção de insulina pelo pâncreas, melhorar a ação da insulina já existente ou ainda diminuir a absorção intestinal da glicose.

Nos diabéticos tipo 1, é necessária a aplicação de injeções de insulina tendo em vista que a produção de insulina pelo pâncreas está muito reduzida. E, por último, a educação do paciente, que envolve os cuidados que o diabético deve aprender em relação ao diabetes, sobretudo no que se refere à automonitorização, ou seja, o paciente aprender a medir a sua glicose através de aparelhos portáteis e ajustar a dose de seu medicamento conforme as orientações que recebeu do seu médico.

A insulina precisa ficar na geladeira?

Em situações de estoque e amarzenamento sim. Isto vale para as que estão na farmácia e as que ainda não estão em uso na sua casa. A insulina que está em uso pode ficar à temperatura ambiente desde que não seja exposta a temperaturas excessivas ou à ação direta do sol. Se preferir guardá-la na geladeira, utilize as partes inferiores e retire-a meia hora antes. A insulina não deve ser aplicada gelada pois pode ficar mais dolorosa e, principalmente, NUNCA pode ser congelada.

Como é o controle médico do paciente diabético?

O acompanhamento médico procura não só manter as glicemias em níveis satisfatórios mas também prevenir o aparecimento de complicações crônicas. A glicohemoglobina, ou hemoglobina glicosilada, é um exame também muito útil pois permite avaliar a média da glicose dos dois últimos meses proporcionando uma visão mais panorâmica do controle. Além da glicose, é importante que sejam avaliados sistematicamente a pressão arterial, o peso corporal, os níveis de colesterol e triglicérides além de avaliações periódicas dos pés, dos rins, do coração e dos olhos.

O que é um glicosímetro?

É um aparelho portátil, que mede de maneira confiável a glicose do paciente a partir de uma gota de sangue extraída da ponta do dedo com um aparelho chamado lancetador. A gota de sangue é colocada sobre uma fita reagente descartável e o aparelho calcula em poucos segundos a glicose daquele momento. O glicosímetro é muito útil para que o paciente possa acompanhar a sua glicose em horários diferentes do dia e em situações especiais como febre, doenças, stress e gravidez quando os exames devem ser mais frequentes.

E os adoçantes? São seguros para a saúde?

Sim. Os adoçantes são alternativas valiosas para o controle da glicose pois permitem uma substituição do açúcar ao invés de uma simples restrição e ainda contribuem para a perda de peso em pacientes obesos. Os adoçantes, durante vários anos, têm demonstrado sua grande segurança e seu uso hoje é também permitido para crianças e até para gestantes. Os vários tipos e combinações mais modernas de adoçantes se adaptam às variações individuais de paladar.

Os produtos diet podem ser usados por diabéticos?

Os lançamentos da indústria alimentícia de versões com isenção de açúcar, vem crescendo muito não só no número de alternativas mas principalmente na qualidade e paladar dos produtos. Este fato, evidentemente, contribui para a tratamento (mais nítido nos casos de diabetes em crianças) permitindo um estilo de alimentação com menos restrições. É importante, porém, que seja avaliado com seu médico quais os produtos mais recomendados para o seu caso porque os termos diet e light não se referem obrigatoriamente à restrição de açúcar e sim aos critérios para a modificação daquele alimento. Desta forma, podemos ter produtos diet ou light, que apesar da modificação em sua composição, ainda continuam tendo açúcar em sua composição.

Qual a diferença entre "diet" e "light"?

O termo "Diet" significa que o alimento foi modificado para atender a um tipo específico de dieta como, por exemplo, a substituição do açúcar pelo adoçante para os diabéticos e a retirada da lactose do leite para pessoas alérgicas a lactose. Portanto, o fato de ser diet não significa que não contém açúcar. O termo "Light" indica que o produto tem menos calorias que o produto tradicional como, por exemplo, a maionese light.

O fato de ser light também não indica necessariamente que seja isento de açúcar. A maioria dos alimentos light conseguiram a redução das calorias através da substituição do açúcar pelo adoçante e portanto, são diet e light ao mesmo tempo, como é o caso dos refrigerantes. O importante é acostumar a ler os rótulos dos produtos e adequar as compras ao plano alimentar prescrito pelo médico ou nutricionista.

Quais são as complicações do diabetes?

A glicose alta persistente pode provocar, com o passar dos anos, problemas em vários órgãos do corpo. As principais complicações atingem a circulação, os rins, os olhos e os nervos. O aparecimento destas complicações nos diabéticos pode ser evitado através de um controle rigoroso e um tratamento adequado da glicose.

Existem perspectivas de cura para o diabetes?

Sim. Um pesquisa recente no Canadá conseguiu bons resultados com o transplante apenas das ilhotas pancreáticas em diabéticos tipo 1, em que os pacientes ficaram completamente livres de insulina mas em uso de medicamentos imunosupressores para evitar a rejeição do organismo às ilhotas. Em Belo Horizonte, cirurgiões especializados já estão realizando transplantes de pâncreas (isolados ou em associação com o transplante de rim) com ótimos resultados embora também haja a necessidade do uso dos imunossupressores.

E o que está para vir em relação ao tratamento?

O diabetes é objeto de estudo de muitos centros de pesquisa e sempre estão sendo lançados medicamentos mais modernos e com menos efeitos colaterais para o tratamento bem como aparelhos mais sofisticados para medição de glicose ou aplicação de insulina. Uma insulina de longa duração e a insulina inalável já estão na fase final de pesquisa e serão, em breve, lançadas no Brasil.

Fonte: www.endocrinologia.com.br

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