Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Diamantes - Página 2  Voltar

Diamantes

Diamantes

O MINERAL DIAMANTE

Diamantes

Diamante Branco
Diamante Branco

Diamante Preto
Diamante Preto

Diamante Cinza
Diamante Cinza

Diamante Marrom
Diamante Marrom

Diamante rosa
Diamante rosa

Diamante vermelho
Diamante vermelho

Diamante Champanha
Diamante Champanha

Diamante Amarelo
Diamante Amarelo

Diamante Azul
Diamante Azul

Diamante Verde
Diamante Verde

Diamante Laranja
Diamante Laranja

Bracelete de Diamante
Bracelete

Anél de Diamante
Anél

Corrente de Diamante
Corrente

Colar de Diamante
Colar

Nome do diamante

O nome diamante vem do latim adamas e do grego adámas, que significa invencível, imbatível, indomável, e foi dado em referência a grande dureza do mineral.

Química: C, Carbono elementar.
Classe: Elemento Nativo
Sub Classe: Não metálico.
Grupo: Carbono.
Usos: Como gema em joalheria e uso industrial como abrasivo.

As gemas são chamadas de as flores do reino mineral.

Tão coloridas como o arco-íris, e brilhantes como cristais finos, as gemas têm captado há séculos a imaginação e o desejo dos homens e especialmente das mulheres. A posse de gemas tem sido objeto de lendas, conto de fadas, épicos e importantes filmes ao longo da história. Atualmente, muito mais gemas finas, têm sido disponibilizadas pra as pessoas comuns, do que em qualquer outro tempo da história.

O que faz uma pedra ser considerada uma gema?

Geralmente falando, uma gema é uma pedra, melhor dizendo um mineral que é bonito, raro e durável (resistente a abrasão, ao faturamento, a reações químicas etc.). Alguns minerais pedem ser bastante bonitos, porém são bastante moles, são riscados facilmente, a exemplo da fluorita que é extremamente colorida e bonita, porém tem dureza 4 na escala de Moh, e tem 4 perfeitas direções de clivagem, o que torna esta gema uma raridade estranha quando lapidada. Outros minerais são tão comuns que são dados o status de semipreciosos (exemplo as ágatas). A maioria das gemas tem boa dureza, ou seja, maior do que 5 na escala de Moh e um alto índice de refração ( quanto mais alto o índice de refração maior o brilho). Todas as gemas têm seu grau de imperfeição, mesmo o mais perfeito dos diamantes, tem quatro direções de clivagem.

A maioria das gemas são silicatos, que podem ser bastante estáveis. Umas poucas gemas são óxidos, e apenas uma única gema, o diamante, é composta de um simples elemento o carbono. Existem também algumas gemas que não são verdadeiramente minerais e são chamadas de mineralóides, como a opala, o âmbar e a moldavita.

A gema diamante

O diamante é a gema insuperável, ela tem poucos pontos fracos e muitos pontos fortes. É bem conhecido que o diamante é a substância mais dura encontrada na natureza. Mais poucas pessoas sabem que o diamante é quatro vezes mais duro do que o coríndon (safira e rubi) que é o outro dos minerais mais duros da natureza. Porém mesmo duro como ele é, não significa que ele seja inquebrável, impenetrável. O diamante tem quatro direções de clivagem, significando que se ele recebe uma pancada em uma dessas direções ele se clivará ou se parirá. Um engastador habilitado em diamantes ou um joalheiro experiente se previnirá ao lapidar e engastar gema na peça de joalheria escolhida.

Como gema, um dos poucos defeitos do diamante (sua clivagem perfeita) pode ser ignorada levando-se em conta a soma das suas qualidades. O diamante ocorre em várias cores, tem alto índice de refração, alta dispersão ou fogo, baixa reatividade a produtos químicos, é raro e transparente, tem alta dureza e durabilidade. O diamante é a pedra dos aniversariantes do mês de abril.

Em termos de propriedades físicas o diamante é insuperável em várias delas:

Dureza: o diamante é perfeito, o diamante é 10, ou seja, o topo da escala de dureza.

Transparência: O diamante é transparente a vários comprimentos de onda (do ultravioleta ao infravermelho) mais do que qualquer outra substancia sólida ou líquida, nenhuma delas chega perto do diamante.

Condutividade Térmica: os diamantes conduzem calor melhor de qualquer substância, cinco vezes melhor do que a prata que o segundo colocado.

Ponto de Fusão: o diamante tem o mais alto ponto de fusão (3.546, 84 gruas Centígrados).

Densidade atômica: os átomos de diamante são empacotados tão juntos entre si, maiores do que os átomos de qualquer substância.

O diamante é um polimorfo do elemento carbono. A grafite é outro polimorfo. Os dois compartilham a mesma química, ou seja, ambos são carbonos, porém eles têm diferentes estruturas e propriedades. O diamante é duro, a grafite é mole (lembre do miolo do lápis) O diamante é um excelente isolante de eletricidade e a grafite é um bom condutor de eletricidade. O diamante é o melhor abrasivo e a grafite é um ótimo lubrificante. O diamante é transparente a grafite é opaca. O diamante se cristaliza no sistema isométrico e a grafite no sistema hexagonal.

Características Físicas:

Cor: é variável e é, incolor, branco, rosa, amarelo, marrom, cinza, azul, vermelho, verde, etc. E ocorre em vários tons do pálido ao escuro.

Brilho: adamantino a ceroso.

Transparência: são transparentes a translúcidos nos cristais brutos.

Sistema Cristalino: isométrico.

Hábito Cristalino: incluem formas isométricas como cubos, octaedros e formas geminadas também ocorrem.

Dureza: 10 na escala de Moh.

Densidade: 3,5

Clivagem: perfeita em quatro direções formando octaedros.

Fratura: conchoidal.

Traço: branco.

Minerais associados: aqueles encontrados nos quimberlitos e em rochas ígneas ultramáficas compostas principalmente de olivina. Índice de Refração: 2,4 (bastante alto).

Dispersão: 0,044.

Ocorrências Notáveis: África do Sul, e outros paises da África, Índia, Brasil, Rússia, Austrália, Estados Unidos etc.

MINERAÇÃO DE DIAMANTES

De todos os diamantes minerados no mundo a cada ano, menos da metade são de qualidade gemológica, a outra parte é classificada em duas categorias principais, a primeira como quase gema e a outra como diamante industrial. O diamante qualificado como gema, mostra um alto padrão de excelência em qualidade e é usado em joalheria.

A pureza destes diamantes vai do limite sem defeitos ao de inclusões visíveis.

Os diamantes classificados como quase gemas, representam aquelas pedras de qualidade entre as gemas e os diamantes industriais, e de fato podem ser usados para qualquer um dos fins, dependendo da qualidade da pedra individualmente. Os limites de variação destas pedras vão de inclusões visíveis ao diamante industrial.

Os diamantes de qualidade industrial são de baixa qualidade gemológica, tem bastantes inclusões e só são adequados ao uso industrial, como, por exemplo, usados nas brocas de dentista, em brocas de sondagem de rochas e em outros equipamentos de movimentação de terra.

Minas de diamantes

Os diamantes são recuperados por meio de minas denominadas cachimbos ou chaminés (pipes) ou minas aluvionares.

Minas em cachimbos ou chaminés

As minas em chaminés referem-se às extrações ou lavras de diamantes de chaminés vulcânicas. Tipicamente uma grande área tem que ser coberta. Uma média de 250 toneladas de minério deve se minerada a fim de produzir um quilate de gema de qualidade.

Na maioria das minas em chaminés a rocha hospedeira é o quimberlito ou também escrita kimberlito, chamada de rocha azul, quando a rocha foi bastante serpentinizada ou rocha amarela quando a rocha próxima à superfície foi bastante intemperizada e oxidada. Inicialmente o quimberlito é lavrado a céu aberto e depois em minas subterrâneas.

A rocha minerada é transportada para plantas de beneficiamento onde os diamantes são separados da rocha.

Lapidação e Polimento de diamantes

A história da lapidação e polimento de diamantes teve sua origem na Índia, onde ele foi descoberto há muitos anos atrás pelos lapidadores indianos, que começaram a polir os diamantes esfregando-os uns aos outros.

Hoje os diamantes e seu pó têm um importante papel na lapidação e polimento do diamante e de outras gemas. Hoje as máquinas modernas tomaram lugar das ferramentas tradicionais de lapidação.

A lapidação e o polimento de diamantes em qualquer lugar requerem de diversas horas e até meses para serem feitos. Durante este processo o diamante perde em media metade de seu peso original.

Todos os tipos de lapidação de diamante têm fórmulas geométricas que foram deixadas como legados e aperfeiçoadas por mestres lapidadores através dos anos. A moderna lapidação tipo brilhante (a mais difundida no mundo) foi inventada em 1919 por Marcel Tolkowsky. Esta lapidação tem 57 ou 58 facetas, cada uma ajustada para cobrir uma superfície definida em um ângulo determinado. Mesa é o nome do topo plano da lapidação chamada de brilhante. A mesa é também a maior face ou faceta o brilhante. A face oposta à mesa é a costeleta, a menor, a minúscula faceta da base do brilhante.

Vide figura abaixo:

Diamante

A lapidação brilhante tem várias formas, como a redonda, oval, pêra, marquesa, coração, radiante, esmeralda, princesa etc.

Vide figura abaixo:

Diamante

Na figura acima vemos diferentes tipos de lapidação, do alto, da esquerda para direita, de cima para baixo: redondo, marquesa, oval, esmeralda, pêra, coração, lapidação simples e baguete.

A lapidação princesa é uma forma quadrada da lapidação tipo brilhante, enquanto a lapidação chamada de tipo esmeralda refere-se à variação da lapidação tipo brilhante na qual as facetas são alongadas na forma de um retângulo.

PESQUISA DE DIAMANTE

A seguir falaremos de uma maneira sucinta como se realiza a pesquisa de diamante. A pesquisa ou exploração de diamante é uma atividade de alto risco, que requer grandes investimentos e um compromisso de longo prazo pra se alcançar à devida recompensa econômica. Deste modo, somente grandes e experientes empresas em geral se comprometem e se arriscam nesta área.

Prospecção mineral

Geoquímica

O método geoquímico usado na exploração mineral do diamante baseia-se principalmente no reconhecimento de minerais indicadores da presença de diamante em rochas do manto superior da terra, das quais falaremos adiante. O diamante é estável sob altas pressões.

Depósitos econômicos de diamantes são encontrados em quimberlitos e lamproitos e também em aluviões. Os quimberlitos e lamproitos são rochas ígneas originadas de grandes profundidades na crosta terrestre. Elas contêm minerais pesados e possivelmente diamantes, que são transportados até a superfície da crosta, quando estas rochas entram em erupção. Os minerais pesados são muito mais abundantes do que o diamante, mais ocorrem associados com ele, nos quimberlitos e lamproitos erodidos.

Por isto, na prospecção do diamante, analisamos amostras para estes minerais indicadores, muito mais do que inicialmente para o próprio diamante. Amostras de solos, tilitos, sedimentos de corrente e rochas são coletadas e cuidadosamente processadas para se separar os minerais pesados que são inspecionadas grão por grão para se determinar o espécime e a abundancia destes minerais indicadores e se há diamantes presentes.

O conhecimento dos mecanismos e as direções de transporte destes materiais nos permitem traçar a localização fontedos quimberlitos ou lamproitos e também identificar depósitos aluviais de interesse econômico.

Um grão individual do mineral indicador é analisado e através das informações coletadas podemos determinar a que temperatura e pressão ele foi formado.

E se estas temperaturas e pressões coincidirem com as pressões e temperaturas de formação do diamante, então é altamente provável que o quimberlito e lamproito fonte possa conter diamante. Então poderemos focar a pesquisa nestas ocorrências com indicadores muito mais de que em ocorrências sem indicadores. Certos minerais estão presentes nas rochas mo manto superior que ocorrem com diamantes nos cachimbos ou dutos de quimberlito e lamproitos, também encontrados nas proximidades destes corpos de rochas em casos como xenólitos ou inclusões de diamantes.

Alguns destes minerais, como são resistentes ao intemperismo e como são mais densos do que as areias quartzosas, se concentram nos fundos dos canais de drenagem. Minerais indicadores - porque eles ocorrem mais abundantemente do que os diamantes, os geólogos de exploração mineral procuram por estes minerais chamados de “indicadores” e também de “satélites”, nos cascalhos das regiões a serem exploradas, com potencial de serem ricas em diamantes”.

Os minerais indicadores de diamante, em ordem decrescente de importância são: granada, cromita, ilmenita, clinopiroxênio, olivina e zircão. E em ordem de persistência nas drenagens são; zircão, ilmenita, granada, diopsídio cromitífero, e olivina. O diamante obviamente é o mais importante indicador.

Diamante

A maioria dos minerais indicadores tem uma cor distinta. Vistos acima temos piropo, granadas vermelhas, piroxênios cromitíferos verdes, ilmenitas e cromitas pretas, e olivinas amarelo esverdeadas.

Geofísica

A maioria dos quimberlitos e lamproitos ocorre como canos ou cachimbos ou corpos em forma de cenouras com diâmetro que vão de poucos metros a centenas de metros. E por causa de sua origem especial de profundidades da terra, eles são distintivamente magnéticos e condutivos. Estas propriedades podem ser medidas a despeito destas rochas ocorram aflorando ou cobertas por solos, outras rochas ou por água.

Diamante

Por esta razão pesquisas geofísicas são conduzidas para se medir as propriedades magnéticas e elétricas das rochas próximas a superfície da crosta. Estas medidas podem ser feitas usando aviões ou helicópteros ou podem ser feitas no solo. Feições magnéticas ou elétricas circulares, subcirculares (anomalias) possivelmente refletindo a presença de quimberlitos e lamproitos podem ser investigadas então para se verificar a presença de minerais indicadores e diamante e depois a pesquisa pode ser prosseguida com sondagens. Sondagens As sondagens fornecem amostras de fragmentos, lascas e testemunhos das rochas da superfície da terra que são perfuradas ou sondadas. E estas amostras permitem testes e analises para as fontes de minerais indicadores e de diamante, dos locais de anomalias elétricas e magnéticas. As sondagens são os passos finais e mais caros da exploração mineral, a depender dos locais que se encontram as anomalias e da necessidade de sondagens de grande diâmetro, para retirada de amostras de grande volume. As sondagens de grande volume são importantes, pois os resultados das analises destas amostras, são estatisticamente mais representativos do que as de sondagens de menor diâmetro. Os dados coletados das análises das amostras de sondagens são usados na avaliação de reservas do depósito mineral.

As amostras de fragmentos e testemunhos de sondagens são em geral transportadas para laboratórios, onde são digeridas por soda cáustica que dissolve a maioria dos minerais exceto os diamantes. A detecção da presença de diamante é bastante encorajadora para continuidade da exploração mineral. Enquanto que o número de diamantes recuperados por quilograma dá uma indicação preliminar do potencial econômico do depósito.

Se as sondagens de reconhecimento revelam diamante de potencial econômico, sondagens posteriores e amostras de grande volume são retiradas para se determinar o teor do depósito (quilates por toneladas) e o valor dos diamantes (dólares por quilates).

João Tarcisio de Almeida

Fonte: www.dnpm.gov.br

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal