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Termômetro

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TERMÔMETRO CLÍNICO

Termômetros são aparelhos com os quais se medem temperaturas. O utilizado para medir a dos seres humanos e animais é denominado termômetro clínico, um instrumento feito de vidro e com números em escala, tendo na ponta um recipiente (bulbo) onde fica depositado um líquido chamado mercúrio. Sua destinação é medir temperaturas entre 35°C e 44°C, e por isso ele possui escala graduada entre esses números. O estrangulamento existente na ponta da haste impede que o mercúrio desça quando o termômetro é retirado do paciente, facilitando assim a leitura da medida indicada.

As tentativas do homem para medir as variações térmicas começaram na Antigüidade, e segundo os relatos a respeito, foi Philon de Bizâncio, lá pelo século 3 a.C., quem primeiro criou um aparelho sensível à variação térmica. Batizado com o nome de termoscópio, ele consistia em um vaso de chumbo vazio e um vaso de água, unidos por um tubo. Quando o vaso de chumbo era aquecido, o ar existente nele e no tubo expandia-se, produzindo bolhas na água do outro vaso. Ao ser resfriado, o inverso ocorria, era, então, a água que subia pelo tubo, indo molhar o recipiente de chumbo. Contudo, foi só no século 17, com o surgimento da iatromecânica - iatro, termo de composição usado como prefixo e significando médico, medicina, cura, tratamento -, doutrina médica que explicava todos os fenômenos vitais do corpo humano por meio de princípios físicos, que René Descartes, Santorio Santorio e Giovani Borelli cuidaram de aprofundar os estudos sobre eles. Coube a Santorio, médico veneziano (1561-1636) a idealização, em 1612, de um termômetro considerado o ponto de partida na utilização de aparelhos simples que permitem obter dados de valor para a complementação do exame clínico.

Entretanto, a fama pela criação do primeiro desses instrumentos é atribuída ao físico italiano Galileu Galilei (1564-1642), que em 1592 idealizou um tubo cheio de ar e mergulhado em tigela com água, cujo nível descia na medida em que subia a temperatura. Mas os resultados não eram confiáveis porque o aparelho ficava exposto às variações da ainda desconhecida pressão atmosférica, o que só foi alterado em 1643 quando o físico italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) demonstrou que o ar tem peso. Aluno de Galileu, Torricelli usou o mercúrio em vez de água e inventou o barômetro, esclarecendo o fenômeno da pressão atmosférica sem, contudo, se importar com a medição de temperatura. Daí em diante os termômetros tornaram-se hermeticamente fechados, permitindo que as medições da temperatura corporal não sofressem alterações caso feitas ao nível do mar ou no alto de qualquer montanha. Em 1654, o grão-duque de Toscana, Ferdinand II, desenvolveu um termômetro com álcool dentro de um recipiente de vidro.

Mas não havia ainda uma graduação numérica que pudesse servir como padrão de medida, e ela teve que esperar mais um pouco para ser estabelecida. Até então eram utilizados pontos fixos de temperatura conhecidos, como a da neve, a de uma vaca e até mesmo a da fusão da manteiga, e foi só século 18 que surgiram as escalas termométricas usadas até hoje. Em 1714 o físico alemão Gabriel Daniel Fahrenheit (1686-1736), fabricante de instrumentos meteorológicos, usou mercúrio nos termômetros, ao invés de álcool, aproveitando a rapidez e regularidade de sua dilatação em presença do calor e conseguindo com isso maior precisão nos resultados. Além disso, estabeleceu uma escala de medição dividida onde 212°F correspondiam à temperatura de ebulição da água, e 32°F à sua temperatura de congelamento, numa leitura variável de 30°F negativos a 320°F positivos. Essa escala é utilizada até hoje por países anglo-saxões.

Posteriormente, em 1731, uma escala criada por René Antoine Ferchauld de Réamur, (1683 - 1757) com o ponto de fusão da água a 0° e o de ebulição a 80°, acabou sendo marginalizada com o tempo.

Mais tarde, em 1742, o cientista sueco Anders Celsius (1701-1744) inventou o termômetro centígrado, com escala de 0°C a 100°C, dividindo esse intervalo em cem partes iguais chamadas graus centígrados, prolongáveis para baixo ou para cima. Curiosamente, porém, ele definiu como zero grau o ponto de ebulição da água, e cem graus o de seu congelamento, mas esses dois pontos de referência foram invertidos em 1747 e a escala transformada na que é usada até hoje, por ação do médico Carl von Linné ou Carolus Linnaeus (1707-1778), que convenceu um fabricante de instrumentos científicos, Daniel Ekström (1711-1760), de que isso era mais conveniente para o seu trabalho. Sobre tal fato, porém, existem controvérsias

A equivalência entre os sistemas Fahrenheit, usado nos Estados Unidos e Inglaterra, e Celsius, é a de que 32°F correspondem a 0°C, enquanto 212°F representam o mesmo que 100°C. Para que graus Fahrenheit possam ser transformados em graus Celsius (nome adotado por acordo internacional em 1948, para substituir a menção centígrados), basta diminuir 32 do primeiro e dividir o resultado por 5/9.

Exemplo: 50°F - 32 = 18, donde 18 dividido por 5/9 = 90/9, ou seja, 10°C.

Por volta de 1866 sir Thomas Clifford Albutt (1836-1925) observou que, embora os termômetros já fossem bastante utilizados pelos médicos, eles eram desajeitados e de formato pouco cômodo; às vezes requeriam mais de 20 minutos para uma leitura confiável. Isso o levou a inventar o termômetro clínico de mercúrio, muito menor que os modelos usados da época, e que requeria apenas 5 minutos para medir a temperatura. O termômetro de Allbutt ainda é o termômetro clínico dominante, apesar da recente introdução do termômetro digital.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br

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Termômetro clínico: Como funciona e o que verificar ao se comprar um.

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Esse termômetro é formado por um tubo de vidro oco no qual é desenhada uma escala termométrica. No caso do termômetro clínico, aqui no Brasil, essa escala é dada em graus Celsius.

No interior desse tubo existe um outro tubo, muito fino, chamado de tubo capilar. O tubo capilar contém um líquido, em geral mercúrio (nos termômetros clínicos) ou álcool colorido (nos termômetros de parede usados para medir a temperatura ambiente).

Quando colocamos a extremidade do termômetro clínico em contato com o corpo, o líquido no interior do tubo capilar se desloca de acordo com a temperatura do corpo. Isso ocorre pois o calor faz com que o metal se expanda, quando isso ocorre ele se desloca dentro do capilar proporcionalmente ao calor que recebe.

Aí, faz-se a leitura da temperatura na escala desenhada na parte externa!

Curiosidade: Antigamente o mercúrio era chamado de ” prata líquida” . O seu símbolo químico – Hg – Hidrargirium, “hidra” de àgua e “argirium”, flexão de argentum. Argentum é prata, daí também a origem do nome do país Argentina, devido ao rio de Prata.

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Dicas para aquisição de termômetro:

Ao adquirir o termômetro, verifique se este traz, gravada, a marca do INMETRO.

Atenção: termômetro com a coluna (filete de mercúrio ou álcool colorido) rompida não deve ser utilizado.

O mercúrio é uma substância extremamente tóxica. Seus efeitos são cumulativos e não são eliminados pelo corpo humano. Não o toque com a mão desprotegida.

Fonte: ipemsp.com

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