Um banho de cultura e civilização, com o mesmo grau de cosmopolitismo de grandes metrópoles mundiais, como Nova York, Paris ou Londres. Copenhague, a capital da Dinamarca e porta de entrada para a Escandinávia, consegue reunir o que de melhor existe na Europa sem apresentar o gigantismo assustador das capitais já citadas. Consegue unir a modernidade dos setores de alta tecnologia com a preservação do patrimônio histórico.
Em qualquer lugar da cidade, percebe-se que se está em um lugar diferente. Afinal, onde no mundo a população pode se dar ao luxo de ir trabalhar de barco, ancorando-o no Centro? Ou então ir de bicicleta sem medo de ser atropelado por motoristas insanos?
Copenhague é um local turístico por excelência. Pode-se andar a pé por toda a cidade e contar com a extrema gentileza de seus moradores, bilíngües e até trilíngües – além do dinamarquês, quase toda a população fala inglês e parcelas significativas dominam o alemão e o sueco.
Recortada por canais e dominada por prédios antigos conservados, de não mais do que cinco andares, a capital dinamarquesa transpira organização por todos os lados. As ciclovias são sagradas e no trânsito, mesmo em horários de pico, é impossível ver alguém buzinando.
Copenhague é uma das capitais mais caras do mundo, graças aos elevados impostos cobrados sobre tudo – e que garantem a excelência dos serviços públicos, principalmente nas áreas de saúde e educação. Tudo é caro, do sanduíche mais simples ao suvenir mais básico. Mesmo assim é interessante começar a visita pela Stroget, a mais extensa rua de pedestres da Europa.
Como base de comparação, é uma rua Marechal Deodoro, de São Bernardo, de altíssimo padrão e bem mais longa. Calçadas limpas, comércio com produtos da melhor qualidade e total ausência de camelôs – exceto alguns músicos árabes, africanos ou sul-americanos, que não incomodam.
Na Stroget o turista pode ver a história da Dinamarca por meio da arquitetura dos edifícios. No começo, prédios dos anos 30 dão o tom, baixos e bem conservados. Mais para o meio, começam as típicas construções dos anos 60, um pouco mais altas e estreitas. No trajeto, surgem praças que mostram uma Copenhague medieval, com edifícios históricos e pequenas villas, onde estão alguns dos melhores restaurantes do país.
Perto do final da rua comercial, surgem os palácios governamentais, que remontam ao século XVIII, o suntuoso Hotel D‘Angleterre e a imponente embaixada da França. Perto dali fica o Nyhavn, um dos canais da cidade dotado de um pequeno ancoradouro. É o local das baladas, com mais de 30 bares, um ao lado do outro, uma verdadeira Torre de Babel, com pessoas do mundo inteiro confraternizando e bebendo (bastante). É também ali que se reúnem os blues, os torcedores do FC Kobehavn (nome da cidade em dinamarquês), o time de futebol mais popular da cidade.
Para quem gosta de cerveja, é o lugar certo. As preferidas, as dinamarquesas Carlsberg e Tuborg, são servidas em várias versões, da clara (pilsen) à red ale (vermelha, mais amarga) e stout (escura). O preço é salgado, cerca de US$ 4,60 (R$ 12) por um copo de 400 ml (nenhum estabelecimento do país aceita dólar ou euro, somente a coroa dinamarquesa).
Já para quem curte a vida noturna, a capital dinamarquesa oferece boas opções, mas nada que lembre o Soho londrino, ou Studio 54 de Nova York. A noite é mais calma, menos dançante, mas bastante musical. Predomina o jazz nos cafés e restaurantes do Centro.
Nos bairros mais afastados, bares menores privilegiam o rock. O Red Light District, atrás da estação de trem, também é bastante movimentado, com cafés, bares, restaurantes e várias sex shops.
Copenhague favorece bastante o turismo a pé ou de bicicleta. É uma cidade quase que totalmente plana. As ladeiras são raríssimas. Mesmo assim, cansa. Depois que todo o Centro da capital for vasculhado, é hora de passar no Tivoli, parque municipal mais interessante de Copenhague. Criado em 1843 para que o povo “esquecesse” a política. Arborizado e bastante espaçoso, lembra o parque do Ibirapuera, em São Paulo, e o parque Chico Mendes, em São Caetano, só que mais bem cuidado e repleto de restaurantes e lanchonetes. Passeio bom para relaxar e descansar.
Na parte cultural, há museus de sobra. O Amalienborg Museum exibe objetos pertencentes à Casa Real Dinamarquesa. O Frihedsmuseet é um tributo à resistência da Dinamarca aos nazistas na Segunda Guerra Mundial. O Nationalmuseet é de formato tradicional, com ênfase na história humana, com objetos da Grécia e Roma antigas.
Para quem gosta de história, há edifícios que merecem ser vistos. O complexo Christianborg Slot, que inclui o Parlamento, fica próximo do Centro e dos principais canais. Ocupa hoje o terreno onde foi construído o primeiro forte de Copenhague, erguido em 1167. O Kastellet, do século XVIII, é outro forte que merece ser visto. Para os mais religiosos, vale uma visita à Vor Frelsers Kirken, igreja gótica construída em 1696, uma das mais bonitas do país.
Mais do que um automóvel, o Fox Europa é um conceito. A idéia foi difundida com sucesso pela Volkswagen do Brasil ao apresentar o “Project Fox”, um misto de campanha publicitária e de incentivo às artes plásticas que serviu para reforçar a marca do veículo criado e desenhado no Brasil. O lançamento europeu do veículo ocorreu em abril passado, em Copenhague.
Não poderia haver local mais adequado para a ação de marketing. Apesar do custo de vida muito alto, a Dinamarca é um país onde a maior parte da população tem boa renda, portanto, condições de comprar um automóvel. Além disso, o Fox Europa é um carro destinado ao público jovem, e o jovem dinamarquês é considerado muito crítico e exigente, alguém que dita moda no continente.
A primeira parte do “Project Fox” foi repaginar o antigo e decadente Park Hotel, no Centro de Copenhague. Seus proprietários aceitaram a proposta da Volkswagen e simplesmente deixaram que os magos do marketing e da publicidade da montadora tomassem conta de tudo. Os móveis foram doados à população, que formou filas imensas no ano passado em busca de camas, mesas, cadeiras, armários e até mesmo artigos de cozinha.
Despido de sua identidade, o prédio foi rebatizado de Hotel Fox. Cada quarto ficaria a cargo de um artista, que teria total liberdade para fazer o que quisesse. O critério para a escolha dos artistas também foi especial: em início de carreira, desconhecidos, mas com trabalhos reconhecidos em seus países e conectados com tecnologias e manifestações artísticas modernas.
“Procuramos incrementar o projeto com profissionais e aspirantes com o perfil mais próximo possível do consumidor que queremos atingir na Europa: jovens de 18 a 30 anos, estudantes ou em início de carreira e que ainda não reúnem condições de comprar mais sofisticados”, afirma Uwe Cohrs, coordenador de marketing do Project Fox.
O resultado da empreitada: o Hotel Fox acabou virando uma atração turística em Copenhague. Ação de marketing mais eficiente impossível.
Fonte: turismo.dgabc.com.br
Uns a definem como a cidade livre.
Outros, preferem chamá-la de comunidade dos hippies.
A região foi ocupada em 1971 por hippies e anarquistas como forma de protesto.
De qualquer forma, o importante é destacar que por lá não há leis, nem governo e muito menos eleição, sendo que todas as decisões tomadas são decididas num comum acordo.
Fonte: www.cvc.com.br