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Dispareunia

DISPAREUNIA (DOR NA RELAÇÃO)

O que é

Relação sexual dolorosa. Dor na relação sexual. Perturbação das relações sexuais, Relação sexual difícil e dolorosa para a mulher.

A dispareunia pode ser causada pela lubrificação insuficiente nas mulheres. O que deveria ser plazeroso, se torna uma tortura para a mulher.

A dor durante a relação sexual recebe o nome científico de Dispareunia.

A dor na relação, também chamada dispareunia, traz um incômodo muito grande para mulher, chegando muitas vezes a impedir o ato sexual. A dispareunia pode ter causas orgânicas, como infecções ginecológicas, ou causas psicológicas e emocionais.

Origem

As origens dessa dor, que impede a mulher de ter uma relação sexual satisfatória, podem ser de ordem psicológica ou física.

Entre as causas físicas temos as infecções e irritações no orgão genital feminino, problemas na estrutura pélvica, ressecamento das paredes do orgão genital feminino , infecção nas vias urinárias que podem impedir uma boa relação. Em casos como esses, somente com o exame do ginecologista é possível avaliar o caso com maior precisão.

Um dos problemas físicos mais freqüentes está relacionado ao hímen rígido que pode trazer dores durante o ato do sexo. Quando o hímen não tem problemas, ele tem um formato anelar que possibilita, durante a puberdade, a passagem de um dedo. Já em alguns casos de problema na formação do hímen, é necessário fazer uma cirurgia para não causar o desconforto que leva à dispareunia.

Porém, o maior número de casos de dispareunia está relacionado a problemas psicológicos que impedem a mulher de estar excitada. A lubrificação do orgão genital feminino é causada pela excitação. Se uma mulher, durante uma relação, por algum motivo se sentir nervosa, tensa ou ansiosa, logo não acontecerá a lubrificação do orgão genital feminino, o que poderá causar a dor.

Em menor escala, existem outras causas físicas mais raras para a falta da lubrificação como diabetes e vaginites.

Dispareunia: Quando a dor impede o sexo!

A dor do orgão genital feminino durante a penetração denomina-se dispareunia. Para seu diagnóstico e atenção é importante constatar em que lugar do orgão genital feminino a dor se produz, se a mulher sempre a sentiu ou se a dor apareceu em algum momento de sua vida.

As vezes essa dor é tão intensa que a mulher não consegue relaxar e acaba evitando a relação sexual para não sofrer. A dispareunia pode desencadear um vaginismo, ou seja, o orgão genital feminino se “fecha” involuntariamente e não permite a entrada nem se quer de um centímetro de um dedo. Os músculos perivaginais se fecham e parece não existir mais a entrada o orgão genital feminino.

É comum que em algum momento da sua vida a mulher manifeste dor do orgão genital feminino no momento da penetração e/ou durante uma relação sexual. Os motivos da dor podem ser variados. A presença de micoses (fungos), ou uma infecção de transmissão sexual (por exemplo: herpes) podem ser também as causas da dor no orgão genital feminino e não são consideradas disfunções sexuais.

Fonte: www.geocities.com

Dispareunia

O que é?

Cientificamente definido como: “Dor que aparece nos órgãos genitais durante ou logo após as relações sexuais”, a dispareunia pode ocorrer tanto em homens como em mulheres, sendo porém, muito mais comum nas mulheres (cerca de 5% da população feminina sexualmente ativa no Brasil, sente ou já sentiu dor durante a relação sexual).

Trata-se de uma dor persistente ou recorrente (e não apenas de uma manifestação ocasional) que pode ser classificada, conforme a sua localização, em: superficial (quando a dor aparece na entrada do orgão genital feminino , na abertura da uretra ou no clitóris) ou de profundidade (quando se trata de uma dor pélvica).

Como se caracteriza?

A característica essencial da dispareunia contudo, é a dor genital associada com o intercurso sexual, que pode variar em intensidade, desde um leve desconforto, até uma dor aguda, provocando muitas vezes, sofrimento e dificuldades de relacionamento do casal.

As várias causas da dispareunia, levaram a Medicina a agrupá-las em duas grandes categorias: dores devidas às causas físicas ou devidas às causas psicológicas conforme a origem da dor.

Quais são as causas?

Dentre as causas físicas da dispareunia, podemos destacar: infecções da vulva e do orgão genital feminino (candidíase, tricomoníase, herpes genital); tumores genitais ou pélvicos; atrofia ou lubrificação insuficiente da mucosa do orgão genital feminino (por deficiência dos hormônios estrogênicos); reações alérgicas na entrada ou nas mucosas do orgão genital feminino (alergia a produtos espermicidas, ao látex de preservativos ou a lubrificantes do orgão genital feminino inadequados); processos inflamatórios ou infecciosos na região pélvica (endometriose, doença inflamatória pélvica, síndrome do cólon irritável, aderências pós-cirurgicas na pélvis, congestão pélvica crônica, etc.); quistos ou infecções dos ovários; infecções urinárias; uretrites; cistites;doenças sexualmente transmissíveis; problemas na pele e nas mucosas da genitália (pós-cirúrgicos, pós-radioterapia e pós-parto).

E as causas físicas mais difíceis, tais como: estreitamento do orgão genital feminino ; orgão genital feminino curta demais em relação ao tamanho do orgão genital masculino do parceiro; corpos estranhos na orgão genital feminino e traumas na genitália.

A causa física mais comum da dispareunia, é justamente a dor que aparece nas primeiras relações sexuais pela natural ausência de adequação física do casal, e que, em 95% dos casos, desaparece após os primeiros coitos, originando parcial ou plena sensação de prazer ao casal. Os 5% restantes (casos de “hímen complacente” e outras doenças), são tratados pelo médico.

Dentre as causas psicológicas (as mais freqüentes na dispareunia),devemos destacar: abuso sexual; incesto; tensão e medo do ato sexual (principalmente devidos a uma educação excessivamente repressora e sem diálogo nas questões sexuais, à experiências sexuais anteriores sem qualquer prazer ou mesmo traumatizantes e, principalmente, devidos à completa falta de conhecimento e diálogo acerca da sexualidade, por parte do casal); ansiedade e depressão (estes quadros, em si, tendem a diminuir sensivelmente o libido (desejo sexual) da pessoa humana e geram situações frustrantes e por vezes,dolorosas,nas tentativas de repetição); estresse do cotidiano (também diminui o libido, dificulta o coito, tira todo o prazer da relação sexual e, quase sempre, gera incômodo e dor, nas frustrantes tentativas de fazer o sexo); dificuldades no relacionamento conjugal (a lubrificação do orgão genital feminino ocorre na excitação da mulher; se antes ou durante a relação sexual houver motivos dela se sentir nervosa, tensa ou ansiosa, é claro que esta lubrificação não vai acontecer e em conseqüência, vai sentir dor no coito); medo de se engravidar ou situações de aversão ao parceiro (coitos, se tentados, serão dolorosos, pelos mesmos motivos já expostos); vaginismo devido a traumas psicológicos ligados ao sexo (vaginismo = espasmos involuntários da musculatura orgão genital feminino que interferem na penetração).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da dispareunia, devido a sua variedade, é baseado na análise dos sintomas.

A metodologia mais eficiente para se alcançar o diagnóstico certo, é o procedimento do ginecologista que se baseia em 3 fontes de informações extremamente importantes para as suas conclusões:

1) As respostas da paciente para as seguintes perguntas: Onde é a dor? Como e quando ela apareceu? Se houve ou não coitos sem dor?
2)
Exame físico da paciente
3)
Exames laboratoriais (das secreções e radiológicos (ultrassom e ecografia pélvica). A análise dos sintomas de causa psicológica, é feita por um sexólogo ou por psicoterapeuta.

Como se dá o tratamento?

O tratamento da dispareunia, também vai variar muito, conforme causas e sintomas da dor.

Para a dor de causa física: utilizar um lubrificante do orgão genital feminino e/ou estimular um pouco mais o clitóris antes da relação, pode resolver bem o problema da secura do orgão genital feminino ; antifúngicos e/ou antibióticos para as infecções; hormonioterapia (principalmente estrogênios)na atrofia do orgão genital feminino ; anti-inflamatórios e/ou banhos de assento com água morna nas inflamações dolorosas; medicamentos específicos ou procedimentos cirúrgicos para o casos mais graves de endometriose e de tumores uterinos (principalmente em miomas) e nos casos do câncer genital.

Para a dor de causa psicológica (cujo tratamento é, normalmente, bem mais demorado que as dispareunias de causa física): é fundamental o estabelecimento de uma psicoterapia do tipo cognitivo-comportamental, realizada em sessões regulares e contínuas, conduzidas por um mesmo terapeuta ou profissional de sua equipe, ora com a própria paciente sozinha, ora com o casal, sendo esta última postura de tratamento, bem mais eficiente no controle e na eliminação da dor, devido a rápida interação dos parceiros entre si e com o seu psicoterapeuta, na combinação e aplicação de ações práticas que revigoram a confiança mútua e, em conseqüência, a sexualidade sadia, prazeirosa e sem qualquer incômodo ou dor.

Normalmente, o tempo de tratamento da dispareunia provocada por causa física,é quase que imediata após o início dos medicamentos e/ou procedimentos médicos ou, logo depois do tempo de recuperação da cirurgia indicada no caso.

O tempo médio de tratamento da dor gerada por causa psicológica, é de 2 a 6 meses, sendo que, o tratamento conjunto do casal, obviamente reduz substancialmente o tempo da terapia proposta.

Ricardo Szilard Galgoul

Fonte: www.clickfamilia.org.br

Dispareunia

Dor no sexo (Dispareunia)

Chamada de “dispareunia”, a dor que ocorre durante as relações sexuais pode representar para as mulheres um empecilho maior à satisfação sexual. Nessa situação, que pode ocorrer em qualquer idade, a dor pode aparecer no começo das relações sexuais, no meio, durante a penetração ou fora dela, no momento do orgasmo ou até mesmo depois que as relações acabaram.

A dor pode ser ardente, aguda, causticante ou espasmódica; pode ser externa, no orgão genital feminino, ou dentro da região pélvica ou do abdomen.

Não se conhece ao certo a incidência da dispareunia, mas estima-se que 15% das mulheres adultas, sexualmente ativas, já sentiram dor durante o coito (penetração) algumas vezes por ano. As pesquisas demonstram que é alto o número de mulheres adultas que têm relações sexuais dolorosas com frequência.

A dispaurenia retira o prazer sexual de uma pessoa e pode interferir na excitação sexual e no orgasmo.

O medo da dor pode produzir ansiedade, tensão e afetar totalmente os reflexos que produzem a excitação. Em muitos casos a pessoa acaba evitando o ato sexual ou abstendo-se de todas as formas de contato sexual, com implicações até no retraimento das relações.

Os parceiros de mulheres com dispareunia devem ser muito compreensivos e sensíveis aos seus sentimentos, auxiliando-a na busca por tratamentos que a acolham e a ajudem a superar o problema.

A Dispareunia é o termo médico utilizado para descrever intercurso doloroso, ou seja, a presença de dor durante a relação sexual.

A disfunção pode ocorrer principalmente pela falta de lubrificação do orgão genital femininol muitas vezes resultado de ausência de carícias ou preliminares, podendo ocorrer tanto no homem como na mulher.

Além da falta de lubrificação, a possibilidade de infecção do orgão genital femininol também deve ser considerada, pois pode indicar inflamações pélvicas tais como herpes ou vaginite.

Mesmo após a cura da infecção, algumas mulheres podem ainda apresentar dor na relação, o que resulta em uma reavaliação da prática sexual do casal que pode estar contribuindo para a disfunção.

Fonte: www.centrometamorfose.com.br

Dispareunia

Dispareunia - dor durante o ato sexual

Dispareunia é sentir dor ou desconforto durante o ato sexual.

A intensidade pode variar de um leve desconforto até uma forte dor aguda.

O problema também afeta os homens, embora seja mais comum entre as mulheres. Pesquisadores estimam que até 60% das mulheres experimentam episódios de dor genital que ocorre antes, durante ou após a relação sexual. Mas a localização da dor e freqüência variam muito.

Dispareunia é uma das causas mais comum de problemas nas relações sexuais.

A prevalência de dor parece estar aumentando ao longo do tempo e isso se deve a mudanças no comportamento sexual e aumento das DSTs. Além disso, maior vontade de discutir o comportamento sexual por parte das mulheres contribui com a percepção de aumento dos casos.

Causas

Causas da dispareunia variam de acordo com a localização da dor, fatores emocionais ou orgânicos.

Entre elas:

Lubrificação inadequada - muitas vezes as carícias antes do sexo não são suficientes . Falta de lubrificação também é comumente causada por uma queda nos níveis de estrogênio após a menopausa.
Vaginismo -
espasmos involuntários dos músculos da parede do orgão genital feminino.
Endometriose -
quando o endométrio (tecido de revestimento do útero) se desenvolve fora do útero.
Doenças sexualmente transmissíveis -
verrugas genitais, úlceras de herpes ou outras DSTs.
Irritação genital de sabões, detergentes, duchas, ou produtos de higiene feminina.
Reações aos produtos de controle de natalidade -
é possível ter uma reação alérgica a espumas, gelatinas ou látex. A dor pode também ser causado por um diafragma posto de modo inadequado.
Problemas psicológicos -
ansiedade, depressão, preocupações com a aparência física, medo da intimidade ou problemas de relacionamento podem causar dispareunia.
Lesões na vulva ou orgão genital feminino -
essas lesões podem ser causadas durante o parto.

Sintomas

A maioria das mulheres com dispareunia se queixam de dor superficial, que ocorre logo após a penetração.

A dor é freqüentemente descrita como aguda, ou semelhante a cólicas menstruais.

Entre os sintomas da dispareunia podemos destacar:

Dor a cada penetração.
Dor com alguns parceiros ou apenas em determinadas circunstâncias .
Ardência.
Dor profunda - quando a dor é no colo do útero ou na região inferior do abdomen e é perceptível durante ou após a penetração.

Tratamento

O tipo de tratamento para dispareunia vai depender da causa e ,algumas vezes, não é necessário intervenção médica.

Por exemplo, no caso de relações sexuais dolorosas após a gravidez, esperar pelo menos 6 semanas após o parto antes de fazer sexo.

Nos casos em que há secura do orgão genital femininol ou falta de lubrificação, tente lubrificantes à base de água.

Para tratar causas emocionais, terapia sexual pode ser útil. Alguns indivíduos podem necessitar resolver questões como a culpa, conflitos internos em relação ao sexo, ou sentimentos a respeito de um abuso passado. O ideal é procurar um ginecologista para ajudar no tratamento desse problema.

Fonte: www.medsaude.com

Dispareunia

O que causa a dispareunia?

A dispareunia pode ser causada por fatores orgânicos ou psicológicos. Importante destacar que o distúrbio se origina na interação de um conjunto de fatores e não de uma causa isolada.

Destacamos os seguintes:

Fatores Orgânicos

Doença Infecções genitais, tais como candidíase (monilíase), tricomoníase,as de pele que acometem a região genital: foliculite, pediculose púbica (“chato”), psoríase
Doenças sexualmente transmissíveis, como cancro mole, granuloma inguinal, etc
Infecção ou irritação do clitóris
Doenças que acometem o orificio retal
Irritação ou infecção urinária
Nos homens, podemos destacar a fimose, doenças de pele, herpes genital, doenças do testículo e da próstata.

Fatores Psicológicos

Dificuldade em compreender e aceitar a sexualidade de uma maneira saudável
Crenças morais e religiosas muito rígidas
Educação repressora
Medos e tabus irracionais quanto ao contexto sexual
Falta de desejo em fazer sexo com o(a) parceiro(a)
Medo de machucar o bebê, quando durante a gestação
Falta de informação
Traumas infantis relacionados à sexualidade
Sentimento de culpa na vivência da sexualidade.

Em uma relação sexual onde a mulher está preocupada, triste, assustada, sejam esses motivos desencadeados por fatores internos ou externos, ela não tem condições de se excitar. Para que isso ocorra, ela precisa estar bem, presente naquele momento da relação.

Com a excitação ela ficará lubrificada, o que proporcionará conforto durante o ato em si. Por outro lado, a mulher mal estimulada, com sentimentos ruins relacionados ao encontro sexual, não se excitará adequadamente. Sem excitação não haverá boa lubrificação, logo ela sentirá dor ao ser penetrada. Isso tornará a relação empobrecida, desgastada para o casal, e assim, os conflitos na relação se agravarão cada vez mais.

A mulher, com medo de sentir dor novamente na relação, vai evitar o encontro sexual. E novamente o conflito poderá aparecer. Isso tenderá a se tornar um ciclo vicioso, no qual a dor gera medo, o medo gera tensão, e esta gera dor ainda maior.

O primeiro passo é consultar um médico. No caso das mulheres, a maioria desses pacientes, o ginecologista é o primeiro profissional a ser consultado.

O médico conversará com a paciente e tentará identificar fatores psicológicos e outros que possam estar afetando sua vida sexual. O exame físico completo ajudará na detecção de fatores orgânicos relevantes para o caso. Ele será capaz de fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento, podendo encaminhar a pacientes para outros profissionais, caso julgue necessário.

Como é feito o tratamento?

A consulta médica é de extrema importância porque ele será capaz de detectar possíveis fatores orgânicos, que poderão ser tratados. A abordagem dos fatores psicológicos pode ser feita por vários profissionais, sendo o mais indicado o terapeuta sexual.

O tratamento inclui a psicoterapia que tem como objetivo um maior conhecimento de si própria, de seu corpo, sua forma de lidar com o mundo. E, em geral, é muito agradável para a mulher. Pra ela se dar conta de como lida com o próprio corpo, alguns exercícios podem ser indicados; os quais podem ser feitos sozinhos mesmo e às vezes é o mais indicado, pois alguns parceiros podem atrapalhar o acompanhamento.

Por ser uma síndrome psicofisiológica – conjunto de problemas físicos e psicológicos -, não adianta olhar a mulher somente como um organismo ou somente como um ser psíquico. Os dois atuam juntos ao mesmo tempo. Assim, uma equipe de vários profissionais (ginecologista, urologista e psicoterapeuta) também se faz, na maioria das vezes, necessária.

Fonte: www.discutindorelacao.com.br

Dispareunia

Dor durante as relações (Dispareunia)

Ao contrário do que se poderá pensar, é uma queixa muito frequente, embora poucas mulheres estejam à vontade para o dizerem aos seus médicos e mesmo parceiros sexuais, pensando-se que cerca de 60% de todas as mulheres tiveram alguma vez este sintoma e perto de 30% o têm com certa frequência.

Devem-se considerar duas situações: Dôr sobretudo à penetração inicial, e dor sobretudo na penetração profunda.

Dor à penetração inicial

As principais causas têm a ver com:

Lubrificação inadequada
Inflamação crónica do orgão genital feminino
Hímen incompletamente perfurado
Quisto ou inflamação das glândulas de Bartholin
Aperto anormal ou atrofia do orgão genital feminino
Cicatriz pós-parto
Nevralgia
Antecedentes psicológicos traumatizantes
Vaginismo

Lubrificação inadequada

Pode ser originada por defeito de produção dos fluidos lubrificantes normais do orgão genital feminino, situação que é frequente nas mulheres após a menopausa, ou que é devida a uma deficiente estimulação e excitação sexual.

Pode ser ultrapassada com uma adequada fase de excitação sexual por parte de mulher, bem como com a aplicação local de lubrificantes. Estes devem ser à base de gel de água e não conter derivados do petróleo, como é o caso da vaselina e dos óleos, uma vez que estes não só podem causar irritações locais com mai s facilidade, como também danificam o látex dos preservativos, causando frequentes rompimentos.

Nas mulheres com atrofia do orgão genital femino e diminuição das secreções, também se utilizam com bastante sucesso cremes contendo hormonas ou mesmo o tratamento hormonal de substituição

Inflamação crôica do orgão genital feminino

As infecções do orgão genital femino (por fungos, thricomonas, ou outros), sobretudo se forem repetidas, bem como a introdução de alguns potenciais irritantes como tampões, desinfectantes, espermicidas ou "brinquedos" sexuais podem causar uma diminuição da resistência das paredes do orgão genital feminino e levar a que haja dores durante as relações, sobretudo na altura da penetração. Este sintoma pode persistir mesmo depois de passada a situação desencadeante uma vez que o orgão genital feminino demora algum tempo a regenerar. Poderá ser necessário fazer abstinência sexual durante alguns tempos de modo a deixar recuperar totalmente a mucosa. Para além disso, se houver infecção, é necessário fazer o tratamento simultâneo do parceiro sexual.

Para além da eliminação das causas da inflamação, podem-se utilizar cremes que aceleram a regeneração do revestimento do orgão genital feminino.

Himen incompletamente perfurado

Neste caso, que se verifica necessariamente nas mulheres virgens ou com início da atividade sexual muito recente, o que acontece é que o hímen, membrana que tapa parcialmente a entrada do orgão genital feminino até se darem as primeiras relações sexuais com penetração, pode ser anormalmente espesso ou sensível.

Nesses casos pode ser difícil a penetração, mesmo parcial, do pénis, uma vez que desencadeia de imediato dor e uma reação de defesa por parte da mulher. Se não se conseguir resolver por meio de uma excitação sexual adequada da mulher, e com a ajuda de lubrificantes, poder-se-á recorrer ao ginecologista a fim de fazer o rompime nto cirúrgico do hímen. Trata-se de uma intervenção simples e rápida, feita no consultório e com uma anestesia local.

Quisto ou inflamação das glândulas de Bartholin

São glândulas que se localizam perto da entrada do orgão genital feminino e de cada lado. Por vezes, podem "entupir" devido a uma infecção ou simples inflamação, tornando-se muito dolorosas. As relações sexuais tornam-se muito difíceis ou mesmo impossíveis. O tratamento com banhos quentes, anti-inflamatórios e/ou antibióticos pode resolver a situação, mas por vezes há tendência para a repetição das crises, o que acaba por ter de levar à abertura cirúrgica das glândulas.

Aperto anormal ou atrofia do orgão genital feminino

Nestes casos existem anomalias adquiridas ou congénitas na estrutura anatómica do orgão genital feminino. Pode-se tentar a resolução do problema por dilatações com aparelhos próprios, ou mediante cirurgia corretiva.

Cicatriz pós-parto

Muitas vezes, durante o parto, é necessário fazer o corte lateral da zona dos grandes lábios e do orgão genital feminino de modo a deixar passar o bebé (episiotomia). Essa lesão é suturada logo a seguir, mas podem haver problemas de cicatrização ou infecção que levem a uma consolidação incorreta ou deformada da ferida, resultando uma entrada do orgão genital feminino demasiado apertada. A correção do problema é feita mediante uma pequena cirurgia.

Nevralgia

Existe uma hipersensibilidade na zona do orgão genital feminino, muitas vezes acompanhada de ardor ou sensação de queimadura. Há nestes casos uma inflamação do nervo pudendo que pode tratar-se com medicação local e geral anti-nevrítica.

Antecedentes psicológicos traumatizantes

Podem haver receios relativos à atividade sexual, muitas vezes motivados por situações traumatizantes como violação ou outra forma de abuso sexual. Também certos conceitos morais ou religiosos podem condicionar a melhor ou pior aceitação do ato sexual.

Outro ponto a ter em atenção é o grau de aceitação e confiança com o parceiro sexual. As dores podem esconder um sentimento de recusa, situação que deve sempre ser pesquisada com o devido tato.

Embora o tempo e aquisição de confiança mútua sejam o melhor remédio para estes casos, poderá ser necessário o apoio de um psicólogo ou psiquiatra especializados.

Vaginismo

Consiste na contração involuntária dos músculos do orgão genital feminino, que por sua vez vai dificultar ou mesmo impedir a penetração. Essa contração é geralmente de origem psicológica e está intimamente ligada aos fatores falados anteriormente. O receio de ir ter dores, como muitas vezes acontece na sequência de uma inflamação ou lesão genital, pode também desencadear esse reflexo.

Para além do apoio psicológico e de um bom relacionamento com o parceiro sexual, deve haver cuidado em se fazer uma fase de excitação sexual prolongada, aumentando o grau de lubrificação natural e fazendo com que o desejo sexual se sobreponha a eventuais conflitos psicológicos. Por outro lado, o uso de lubrificantes hidrossolúveis e a experimentação de posições em que a mulher se sinta mais à vontade, também ajudam bastante. Muitas vezes, a posição em que a mulher fica sentada sobre o homem é bastante eficaz uma vez que permite um melhor controlo do grau de introdução do pénis e do ritmo dos movimentos. Pode ainda ser útil toma de um ansiolítico ligeiro 1 hora antes das relações.

Os exercícios de Kegel são também de bastante utilidade na resolução do vaginismo: Consistem esses exercícios em fazer a contração dos mesmos músculos que se contraem quando tentamos rete r a urina ou as fezes. Essa contração provoca uma subida dos músculos situados na base da pélvis. Inicialmente deve-se fazer uma contração durante cerca de 5 segundos, relaxar, e repetir dez vezes. Estas sessões, por sua vez, devem-se repetir 4 ou cinco vezes ao dia. Progressivamente devem-se ir aumentado os exercícios em frequência e número de contrações por sessão.

Dor na penetração profunda

Nestes casos existe normalmente uma associação a inflamações da zona da cavidade abdominal ou pélvica.

É o que acontece nos seguintes casos:

Quistos dos ovários
Doença inflamatória pélvica
Endometriose
Prolapso uterino

Quistos dos ovários

Normalmente há uma inflamação e aumento de volume dos ovários, o que vai fazer com que os movimentos do pénis, ao mobilizar as zonas mais profundas da pélvis, desencadeiem dor.

Doença inflamatória pélvica

Na sequência de determinadas doenças, nomeadamente doenças sexualmente transmissíveis, pode-se instalar uma inflamação crónica a nível das estruturas internas situadas na zona da bacia e pélvis. Os movimentos de pressão profunda desencadeados pelo pénis, vão provocar dores.

Endometriose

Esta situação consiste na existência anormal de tecido de revestimento uterino (endométrio) noutras zonas do organismo feminino, entre as quais as estruturas de revestimento dos órgãos internos da bacia e pélvis. Aparece em cerca de 1 a 5% das mul heres em idade fértil. Isso vai fazer que esse tecido se inflame regularmente, sobretudo quando sujeito às hormonas que regulam a menstruação e que também ali vão exercer o seu efeito. A dor aparece assim, classicamente, alguns dias ou mesmo uma semana antes das menstruações.

Essa inflamação causa dores e sensibilidade aumentada das estruturas em que assenta, como por exemplo as trompas, ovários, intestinos, bexiga, etc.

Mais uma vez, os movimentos do coito vão desencadear dores ao deslocar aquelas zonas.

Prolapso uterino

Neste caso, os ligamentos que suspendem o útero dentro da cavidade pélvica encontram-se demasiado distendidos ou afrouxados, pelo que há tendência para o útero descair pela ação da gravidade. Isso faz com que, ao ter relações, haja um maior traumatismo do útero, ao empurrá-lo para cima, ao mesmo tempo que a sua excessiva mobilização (balanceado) acaba por causar também dores.

Fonte: www.sexualidades.com

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