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Diverticulite

Doenças Diverticular dos Cólons

Também chamada de moléstia diverticular ou diverticulose. Os divertículos são protrusões da mucosa através da parede colônica, em pontos de menor resistência (penetração de vasos sangüíneos nos espaços intertênias).

Incidência

Estima-se que 5 a 10% dos indivíduos com mais de 40 anos sejam portadores de doenças

diverticulares, 30% dos pacientes tendo mais de 60 anos e dois terços ultrapassando os 80 anos. Distribuem-se igualmente em ambos os sexos. É raro no Paquistão, China e África do Sul. Entretanto, pacientes da África do Sul que vivem na América do Norte apresentam a patologia com relativa freqüência.

Classificação

Classificada em moléstia diverticular hipotônica e moléstia diverticular hipertônica.

A. A moléstia diverticular hipotônica: ocorre em indivíduos acima dos 60 anos; os divertículos são difusos por todo o cólon, de colo largo e curto. As paredes do cólon mantêm sua estrutura anatômica com tendência à hipotonicidade.

B. A moléstia diverticular hipertônica: ocorre na faixa dos 40 aos 60 anos; os divertículos localizam-se preferencialmente no sigmóide, são fusiformes, pequenos, de colo longo e estreito.

A parede sigmoidiana apresenta acentuada hipertrofia muscular, com crescente hipertonicidade intraluminar, traduzida clinicamente por dor no quadrante inferior esquerdo do abdome e, radiologicamente, pelo aspecto sanfonado.

Diverticulite

Etiopatogenia

Aumento da pressão intracólica, ou seja, de dentro para fora. A constipação seria o fator primordial, o que explica o fato de os divertículos terem preferência pelo cólon esquerdo, onde as fezes são mais sólidas e o intestino, mais estreito. O esforço defecatório aumentaria a pressão intracólica.

Ocorreria em pacientes predispostos geneticamente o qual apresentaria uma parede colônica (muscular) com menor resistência, facilitando o aparecimento dos divertículos.

Os fatores emocionais e determinados alimentos acarretariam contrações musculares, aumentando a pressão intracólica. Não raro, os fatores emocionais desencadeiam uma crise de diverticulite em pacientes portadores de divertículos.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado pelo quadro clínico, endoscopia, radiologia, ultra-sonografia e tomografia computadorizada.

Quadro clínico

Os quadros dolorosos no baixo ventre em forma de cólica, sem febre ou alteração leucocitária, que melhoram quando o paciente consegue evacuar, não são devidos a processos inflamatórios (diverticulite), mas a fenômenos motores devidos à hipertrofia muscular, acompanhada de uma mucosa exuberante, que ocupa o espaço já diminuído de um órgão encurtado e deformado, contribuindo para o processo semi-oclusivo de resolução espontânea e recidivante.

Na moléstia diverticular hipertônica, a dor no baixo ventre à esquerda em forma de cólica é o sintoma mais freqüente, acompanhado quase sempre de mudança do hábito intestinal, com tendência à constipação ou quadros de semi-oclusão de resolução espontânea e recidivante.

A febre aparece nos casos agudos de diverticulite e, principalmente, na vigência de perfuração com formação de abscessos pericólicos ou peritonite. Quando o cólon sigmóide é longo (dolicocólon), pode deslocar-se para a região abaixo do umbigo ou à direita; nessa circunstância, o diagnóstico com apendicite torna-se difícil. Podemos encontrar massa palpável na fossa ilíaca esquerda, simulando neoplasia, na diverticulite crônica devido à intensa fibrose ou pela presença de abscesso sigmoidiano. A hemorragia pode ocorrer e, nesses casos, é de pequena monta, sendo de diagnóstico diferencial obrigatório com neoplasia e hemorróidas internas.

Na moléstia diverticular hipotônica não raro é assintomática, apresentando comumente flatulência e discreta distensão abdominal. A hemorragia, porém, quando ocorre, é maciça, levando o paciente a um quadro de hipovolemia.

Diverticulite
Colonoscopia

É fundamental para o diagnóstico diferencial, principalmente com a neoplasia. Melhor vistos na introdução onde observa-se os óstios e colos diverticulares.

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Radiologia

O estudo radiológico dos cólons na moléstia diverticular hipotônica revela a presença de divertículos arredondados, de grande volume, disseminados por todo o cólon. Na moléstia diverticular hipertônica de localização sigmoideana, encontramos divertículos pequenos de aspecto fusiforme, sendo a parede do cólon de características alteradas, com aspecto de sanfonamento ou ziguezague.

Ultra-sonografia e tomografia computadorizada
São métodos valiosos para o diagnóstico de diverticulite aguda, principalmente no que concerne às suas complicações (obstruções, abscessos e fístulas).

Tratamento

Preferencialmente recorre-se ao tratamento clínico; quando cirúrgico, sempre que possível eletivo (paciente em perfeitas condições clínicas e com o cólon preparado). Em 20% das indicações cirúrgicas, atuamos em regime de urgência.

Clínico

É indicado na moléstia diverticular hipotônica sem complicações hemorrágicas graves incontroláveis. Consiste em dieta rica em resíduos, umectantes do bolo fecal e, nos pacientes tensos, associamos um ansiolítico, tipo lorazepan, a um bloqueador colinérgico, tipo propantelina.

Nas hemorragias pequenas e médias, o tratamento pode ser ambulatorial, consistindo em repouso, dieta líquida ou branda sem resíduos e observação. Quando a hemorragia é grave com sinais de hipovolemia, premonitoriamente internamos o paciente, iniciamos reposição sangüínea. Noventa por cento dos casos cessam o sangramento, e 10% são levados à cirurgia. Toda hemorragia que necessita de mais de 2 l de sangue total em 48 horas é de difícil controle.

Nas crises iniciais de diverticulite aguda, com quadro febril e cólicas, indicamos repouso, antiespasmódicos, bolsa de água morna no hipogástrio e antibioticoterapia. A sonda nasogástrica, acompanhada de reposição parenteral, está indicada em casos de vômitos e distensão abdominal.

Cirurgia

Diverticulite aguda que não responde ao tratamento clínico.

Obstrução intestinal.

Diverticulite crônica. Quando clínica e radiologicamente o paciente caminha para um quadro de possível obstrução.

Abscesso peridiverticular.

Fístulas.

Peritonite.

Hemorragia. Segmentar e em casos de dúvida a colectomia total.

Fonte: derival.santos.vilabol.uol.com.br

Diverticulite

Diverticulite

Diverticulite é uma inflamação que se manifesta basicamente no intestino grosso, parte final do intestino que se distribui pelo abdômen formando uma espécie de U invertido (imagem 1).

Responsável pela absorção de água, armazenamento e eliminação dos resíduos da digestão, o intestino grosso começa no íleo (porção final do intestino delgado) e é dividido nos seguintes segmentos: ceco (tem configuração semelhante ao fundo cego de um saco e onde se localiza o apêndice vermiforme), cólon ascendente (sobe até o fígado e forma um ângulo à direita chamado flexura hepática), cólon transverso (localiza-se na parte superior do abdômen e desce na altura do baço) e cólon descendente que desemboca no cólon sigmóide, reto e canal retal.

O intestino grosso é formado por diferentes camadas de tecido (imagem 2). Na superfície externa, existe uma camada translúcida, bem fininha, chamada serosa.

Depois, vem a camada muscular formada por músculos lisos que comprimem e empurram o bolo alimentar para expulsá-lo através do orifício retal. A camada mais interna, representada em lilás na imagem, é constituída por uma mucosa cheia de glândulas e preparada para produzir muco, enzimas e anticorpos que vão defender esse órgão de substâncias estranhas e agentes agressores.

Diverticulite

A mucosa é irrigada por vasos existentes na camada serosa e que atravessam a camada muscular.

Isso cria um ponto de fragilidade no músculo e, em determinadas condições, a mucosa pode formar uma hérnia, semelhante a um dedo de luva invertido: é o divertículo. Nele pode penetrar e ficar retida pequena quantidade de fezes que recebe o nome de fecalito. Havendo condições favoráveis, bactérias também podem assestar-se nesse local.

A presença de numerosos divertículos no intestino recebe o nome de diverticulose. A diverticulite ocorre quando eles inflamam, podendo apresentar abscesso ou perfuração.

Fonte: drauziovarella.ig.com.br

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