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Doença de Chagas

Doença de Chagas

A doença de Chagas ou mal de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. A forma mais comum de transmissão da enfermidade é a que ocorre pelo contato direto com as fezes do mosquito barbeiro, depositada pelo inseto durante a picada. Existem outras formas de contaminação como a transfusional, congênita e a oral, que vem se tornando cada vez mais preocupante, devido aos últimos surtos, ocorridos por ingestão de alimentos contaminados.

O período de incubação, ou aparecimento das manifestações clínicas, varia de acordo com a forma de transmissão: vetorial (4 a 15 dias); transfusional (30 a 40 dias ou mais); vertical (pode ser em qualquer período da gestação ou durante o parto); oral (3 a 22 dias) e acidental (até aproximadamente 20 dias).

A doença pode se apresentar na fase aguda ou somente na forma crônica, com complicações cardíacas ou digestivas. A alteração cardíaca é a forma mais importante de limitação do portador da doença e a principal causa de morte. Ela pode surgir como uma síndrome de insuficiência cardíaca progressiva, com palpitações, dispnéia, edema, dor precordial, tosse, tontura e desmaios, por exemplo.

As manifestações mais comuns da forma digestiva são caracterizadas por alterações no trato digestivo (no esôfago e no cólon). Os sintomas mais comuns são constipação intestinal, distensão abdominal e endurecimento das fezes.

Fonte: portal.saude.pe.gov.br

Doença de Chagas

É uma doença transmissível, causada por um parasito transmitida principalmente através do "barbeiro". O agente causador é um protozoário denominado Trypanosoma cruzi. No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas. Os barbeiros abrigam-se em locais muito próximos à fonte de alimento e podem ser encontrados na mata, escondidos em ninhos de pássaros, toca de animais, casca de tronco de árvore, montes de lenha e embaixo de pedras. Nas casas escondem-se nas frestas, buracos das paredes, nas camas, colchões e baús, além de serem encontrados em galinheiro, chiqueiro, paiol, curral e depósitos.

Transmissão:

A transmissão se dá pelas fezes que o "barbeiro"deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada. O T.cruzi contido nas fezes do "barbeiro" pode penetrar no organismo humano, também pela mucosa dos olhos, nariz e boca ou através de feridas ou cortes recentes existentes na pele.

Podemos ter ainda, outros mecanismos de transmissão através de: transfusão de sangue, caso o doador seja portador da doença; transmissão congênita da mãe chagásica, para o filho via placenta; manipulação de caça (ingestão de carne contaminada) e acidentalmente em laboratórios.

Sintomas:

Fase aguda: Febre, mal estar, falta de apetite, edemas (inchaço) localizados na pálpebra ou em outras partes do corpo, infartamento de gânglios, aumento do baço e do fígado e distúrbios cardíacos. Em crianças, o quadro pode se agravar e levar à morte. Freqüentemente, nesta fase, não há qualquer manifestação clínica da doença, podendo passar desapercebida.

Fase crônica: Nesta fase muitos pacientes podem passar um longo período, ou mesmo toda a sua vida, sem apresentar nenhuma manifestação da doença, embora sejam portadores do T.cruzi . Em outros casos, a doença prossegue ativamente, passada a fase inicial, podendo comprometer muitos setores do organismo, salientando-se o coração e o aparelho digestivo.

Tratamento:

As drogas hoje disponíveis são eficazes apenas na fase inicial da enfermidade, daí a importância da descoberta precoce da doença.

Prevenção:

Baseia-se principalmente em medidas de controle ao "barbeiro", impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores.

As atividades de educação em saúde devem estar inseridas em todas as ações de controle, bem como, as medidas a serem tomadas pela população local, tais como:

Melhorar a habitação, através de reboco e tamponamento de rachaduras e frestas;
Usar telas em portas e janelas;
Impedir a permanência de animais como cão, gato, macaco e outros no interior da casa;
Evitar montes de lenhas, telhas ou outros entulhos no interior e arredores da casa;
Construir galinheiro, paiol, tulha, chiqueiro, depósitos, afastados das casas e mantê-los limpos;
Retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas;
Manter limpeza periódica nas casas e em seus arredores;
Difundir junto aos amigos, parentes, vizinhos, os conhecimentos básicos sobre a doença, vetor e sobre as medidas preventivas;
Encaminhar os insetos suspeitos de serem "barbeiros" para o serviço de saúde mais próximo.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

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