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Doença de Chagas

Doença de Chagas
Besouro transmissor da doença de chagas

A doença causada pelo protozoário Tripanosoma Cruzi conhecido como doença de chagas é transmitida pelos insetos de gênero Triatoma, Rhodnius e Panstrongylus reconhecidos também como Barbeiro. O setor de Entomologia da Vigilancia Epidemiologica do Estado do Acre, em várias pesquisas realizadas, descobriu que o gênero mais encontrado na região é o Rhodnius. Segundo os pesquisadores e tercnicos especialistas em insetos, dos mais de 12 barbeiros encontrados somente um estava infectado.

O mal de Chagas, como também é conhecido, é transmitido principalmente por um inseto da subfamília Triatominae, conhecido popularmente como barbeiro. Este animal de hábito noturno se alimenta, exclusivamente, do sangue de vertebrados endotérmicos. E vive em fendas de casas de pau-a-pique, camas, colchões, depósitos, ninhos de aves, troncos de árvores, dentre outros locais. Sendo que tem preferência por locais próximos à sua fonte de alimento.

Um dos assistentes do departamento de Entomologia da Vigilância Epidemiológica, Janislunier Souza, disse que com o crescimento desordenado das cidades, devastando as florestas, faz com que os insetos acabem tendo que procurar sua alimentação migrando para a cidade. “O inseto Rhodnius é o mais encontrado em nossa região, mais também já identificamos os de outros gêneros”, destacou.

O assistente técnico do departamento de entomologia, explicou também que devido uma campanha de orientação que vem sendo trabalhado, principalmente na zona rural do Estado, está mostrando a população como identificar o inseto. “Por conta disso, vários insetos já foram trazidos pela população para que a gente faça a pesquisa. Em 2009, dos 12 que chegamos a encontrar na cidade, somente um estava infectado com o protozoário tripanosoma cruzi”, relatou Janislunier.

Como o inseto transmite a doença

Ao sugar o sangue de um endotérmico com a doença, este inseto passa a carregar consigo o protozoário. Ao se alimentar novamente, desta vez de uma pessoa saudável, geralmente na região do rosto, ele pode transmitir a ela o parasita.

Este processo se dá em razão do hábito que este tem de defecar após sua refeição. Como, geralmente, as pessoas costumam coçar a região onde foram picadas, tal ato permite com que os parasitas, presentes nas fezes, penetrem pela pele. Estes passam a viver, inicialmente, no sangue e, depois, nas fibras musculares, principalmente nas da região do coração, intestino e esôfago.

A transfusão de sangue contaminado e transmissão de mãe para filho, durante a gravidez, são outras formas de se contrair a doença.

Recentemente descobriu-se que pode ocorrer a infecção oral: são os casos daquelas pessoas que adquiriram a doença ao ingerirem caldo de cana ou açaí moído contendo, acidentalmente, o inseto. Acredita-se que houve, nestes casos, invasão ativa do parasita, via aparelho digestivo.

Cerca de 20 dias após a sua primeira - e última - cópula, a fêmea libera, aproximadamente, 200 ovos, que eclodirão em mais ou menos 25 dias. Após o nascimento, estes pequenos seres sofrerão em torno de cinco mudas até atingirem o estágio adulto, formando novas colônias.

Febre, mal estar, falta de apetite, dor ganglionar, inchaço ocular e aumento do fígado e baço são alguns sintomas que podem aparecer inicialmente (fase aguda), embora existam casos em que a doença se apresenta de forma assintomática.

Em quadro crônico, o mal de Chagas pode destruir a musculatura dos órgãos atingidos, provocando o aumento destes, de forma irreversível.

O diagnóstico é feito via exame de sangue e consiste na busca do parasita no material coletado. O tratamento, visando à eliminação dos parasitas, é satisfatório apenas no estágio inicial da doença, quando o tripanossoma ainda está no sangue. Na fase crônica, a terapêutica se direciona para o controle de sintomas, evitando maiores complicações.

O controle populacional do barbeiro é a melhor forma de prevenir a doença de Chagas.

A doença de Chagas é causada pelo Trypanosoma cruzi, um protozoário, sendo transmitida de um hospedeiro a outro por insetos; no caso dos seres humanos, a doença é transmitida pelo inseto conhecido como barbeiro.

A doença de Chagas estava primitivamente restrita aos pequenos mamíferos das matas.

Esses animais (tatus, gambás e roedores) convivem com os barbeiros silvestres e, através de uma interação biológica, entre eles circula o Trypanosoma cruzi. Com a chegada do homem e os processos de colonização, em muitos lugares aconteceram desequilíbrios ecológicos (desmatamentos e queimadas) e os barbeiros foram desalojados, invadindo as habitações rústicas e pobres dos lavradores e colonos. 

A doença chegou ao homem e aos mamíferos domésticos

Hoje existem pelo menos 12 milhões de pessoas infectadas pelo Trypanosoma cruzi, das quais, cerca de 6 milhões em nosso país. O Trypanossoma cruzi é transmitido no ato da alimentação do inseto. Assim que o barbeiro termina de alimentar-se, ele defeca, eliminando protozoários e colocando-os em contato com a ferida e a pele da vítima. 

A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão sanguínea ou durante a gravidez, de mãe para filho.

Normalmente o quadro clínico da infecção surge de 5 a 14 dias após a transmissão pelo barbeiro e, de 30 a 40 dias para infecções por transfusão sanguínea, mas as manifestações crônicas da doença de Chagas aparecem mais tarde, na vida adulta. Mais ou menos de 4 a 6 dias após o contato com o barbeiro, pode surgir uma inflamação no local da entrada do parasito. Quando a infecção se dá no olho ou próximo a ele, o olho pode ficar inchado, sinal característico da doença, mas pouco frequente. Quando ocorre na pele dos braços, pernas ou rosto, a lesão inicial pode se assemelhar a um furúnculo ou a uma mancha avermelhada, quase sempre dolorosa. Essas lesões iniciais frequentemente são acompanhadas de "ínguas" nas regiões próximas do local de contaminação.

A febre é um dos sintomas mais frequentes nessa fase da doença e, às vezes, o único. Trata-se de febre baixa e contínua, geralmente durando semanas. Alguns dias após a penetração do parasito surge um mal-estar, falta de apetite, aceleração dos batimentos cardíacos, aumento do tamanho do baço e fígado, inchaço da face e de todo o corpo, indicando a disseminação da doença por todo o corpo. Trata-se da fase aguda da doença. Esse quadro é mais comum entre as crianças (1 a 5 anos). Em pessoas mais velhas, geralmente, esses sinais ficam muito atenuados e a fase inicial da doença passa desapercebida, confundindo-se com uma gripe ou mal-estar. A fase aguda tende a desaparecer espontaneamente. Porém em certos casos graves, sobretudo em crianças, pode sobrevir a morte, devido a um ataque intenso do parasito aos órgãos e tecidos mais nobres do corpo, como coração e o sistema nervoso central.

Manifestações tardias

Passada a fase aguda, as manifestações da doença vão depender de muitos fatores, dentre os quais a capacidade de defesa do organismo e a intensidade agressora do Trypanossoma cruzi. Muitos pacientes podem passar um longo período, ou mesmo a vida toda, sem apresentar nenhuma manifestação, embora sejam portadores da doença – forma latente. Em outros casos, entretanto, a doença progride e, passada a fase inicial, pode comprometer muitos órgãos, principalmente o coração e o aparelho digestivo. O coração é o órgão mais lesado.

O coração aos poucos vai se dilatando e crescendo (miocardiopatia dilatada chagásica), atingindo dimensões enormes. A capacidade de contração do coração costuma se deteriorar com a progressão da cardiopatia chagásica crônica.

São comuns nessa fase avançada, sintomas de insuficiência cardíaca congestiva, como: inchaço nas pernas (edema), fadiga, palpitações e falta de ar (dispnéia).

Não são raras, infelizmente, as mortes súbitas e inesperadas entre indivíduos jovens, aparentemente sadios (por arritmias cardíacas complexas). Os batimentos cardíacos podem tornar-se lentos (bloqueios atrioventriculares).

Felizmente, a maior parte dos pacientes não chega a desenvolver formas graves da doença no coração e podem ter uma vida praticamente normal. Os comprometimentos digestivos traduzem-se geralmente pelo aumento do calibre do esôfago ou porções finais do intestino (megaesôfago e megacólon chagásicos).

Essas alterações podem determinar uma dificuldade progressiva para deglutir (disfagia) e a constipação intestinal prolongada.

Fonte: oriobranco.net

Doença de Chagas

É uma doença transmissível, causada por um parasito do gênero Trypanosoma e transmitida principalmente através do "barbeiro", também conhecido por: chupança, chupão, fincão, bicudo, procotó, etc. O "barbeiro", em qualquer estágio do seu ciclo de vida, ao picar uma pessoa ou animal com tripanossomo, suga juntamente com o sangue formas de T. cruzi , tornando-se um "barbeiro" infectado. Os tripanossomos se multiplicam no intestino do "barbeiro", sendo eliminados através das fezes.

Agente etiológico

É um protozoário denominado Trypanosoma cruzi .

No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas: no inseto transmissor, vive no tubo digestivo.

Agente transmissor

O "barbeiro", é um inseto da sub-família Triatominae que se alimenta exclusivamente de vertebrados homeotérmicos, sendo chamados hematófagos.

Sintomas

Surgem de 4 a 6 dias após o contato do barbeiro infectado com a sua vítima. Entre os sintomas estão inflamações no lugar da mordida do barbeiro, onde também ele deposita suas fezes infectadas, febre baixa e contínua, falta de apetite, aceleramento nos batimentos cardíacos, inchação do fígado, do baço, nas faces e até mesmo no corpo inteiro. O aparecimento de "ínguas" - nome popular dado ao aumento dos gânglios linfáticos também é mais um sintoma. Esse quadro é mais comum em crianças de um a cinco anos. Em pessoas mais velhas, esses sinais ficam mais atenuados e a fase inicial da doença pode até passar desapercebida, confundindo-se com uma "gripe" ou "mal estar" passageiro. Caso detectado algum desses sintomas, a pessoa deve procurar logo atendimento médico.

Profilaxia

Baseia-se principalmente em medidas de controle ao "barbeiro", impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores.

Além de medidas específicas (inquéritos sorológicos, entomológicos e desinsetização), as atividades de educação em saúde, devem estar inseridas em todas as ações de controle, bem como, as medidas a serem tomadas pela população local, tais como:

Melhorar habitação, através de reboco e tamponamento de rachaduras e frestas;

Usar telagem em portas e janelas; - impedir a permanência de animais, como cão, o gato, macaco e outros no interior da casa;

Evitar montes de lenhas, telhas ou outros entulhos no interior e arredores da casa;

Construir galinheiro, paiol, tulha, chiqueiro, depósito afastados das casas e mantê-los limpos;

Retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas;

Manter limpeza periódica nas casas e em seus arredores;

Difundir junto aos amigos, parentes, vizinhos, os conhecimentos básicos sobre a doença, vetor e sobre as medidas preventivas;

Encaminhar os insetos suspeitos de serem "barbeiros", para o serviço de saúde mais próximo.

Fonte: Fundação Carlos Chagas e Sucen-SP

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