B- 8 Tuberculose (considerações gerais):
É uma doença lenta e progressiva e que geralmente se estabelece no organismo antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Ocorre nos pulmões, mas pode ocorrer em outros órgãos, sendo que o ser humano é o reservatório quase que exclusivo da bactéria Micobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch na natureza.
B- 8.1 Sintomas da tuberculose.

Tosse crônica persistente e com catarro, principalmente ao acordar, febre vespertina, perda de apetite e de peso, fadiga, mal estar geral e suores noturnos, dores vagas no tórax.
Nos casos mais graves há eliminação de sangue pela tosse, a pele fica pálida e pode até haver rouquidão.
A tuberculose é transmitida pelo ar ou através de objetos contaminados, como lenços infectados ou copos, xícaras e talheres mal lavados. Além do Micobacterium tuberculosis há o Micobacterium bovis, que é um patógeno do gado, mas que também é transmitido ao homem através do consumo do leite in natura, não pasteurizado ou não fervido.
Existem, atualmente, 10 a 15 milhões de pessoas infectadas pela bactéria só nos EUA, embora a maioria nunca vá desenvolver a doença. São 26 mil novos casos da doença a cada ano e dados recentes sugerem que ela está novamente em ascensão após um período de declínio. No Brasil, a doença se apresenta com cerca de 40 casos por 100 mil habitantes/ano.
Em alguns países subdesenvolvidos, a tuberculose ainda é a principal causa de óbitos, agravada agora pela grande incidência da Aids.
Recentemente, constatou-se que a tuberculose voltou a ficar fora de controle na África, cujos casos têm aumentado num percentual de 4% ao ano e isso se deve principalmente à infecção combinada ao vírus da Aids.
De acordo com a OMS, em 2003, 1,7 milhões de pessoas morreram da doença no mundo todo e o Brasil está incluído na lista dos países mais afetados. Existem ainda focos preocupantes da doença em prisões e hospitais onde cepas bacterianas mais resistentes podem se desenvolver.
A bactéria da tuberculose se aloja nos alvéolos pulmonares e evolui lentamente. Após um mês, a sua presença já pode ser evidenciada pelo teste da tuberculina (P.P.D.). Se o teste der positivo em 48 horas, significa que a pessoa já foi infectada pela bactéria, mas isso não quer dizer que já esteja ou que vá ficar doente, mas sim, que entrou em contato com o microrganismo.
A infecção primária pode passar despercebida até que um exame radiológico diagnostique a doença. Só com a evolução desta aparecem os sintomas já descritos, mas nas crianças a positividade ao teste já é sinal de alerta, pois a incidência da doença é maior nelas e nos adultos jovens.
É necessário tratamento médico, pois o bacilo forma tubérculos encapsulados nos alvéolos pulmonares e se um vaso sanguíneo se rompe, este pode invadir a corrente sanguínea sendo transportado para todo o corpo, formando tubérculos em outros locais. A morte sobrevém quando há danos suficientes nos pulmões ou em outros órgãos vitais do organismo.
Existem muitas reincidências da doença devido às dificuldades do tratamento, que dura mais de um ano e é feito com agentes antimicrobianos.
Antes do advento dos antibióticos ou de quimioterápicos específicos, o tratamento da doença consistia em manter o paciente em clínicas especializadas (sanatórios), geralmente situados em locais altos e de clima seco e saudável e a Suíça era o país que oferecia as melhores condições.
No Brasil havia também ótimos locais, mas um dos segredos do tratamento era a helioterapia, ou seja, a exposição do paciente à ação benéfica do sol.
Com o surgimento dos antibióticos, essa prática quase desapareceu, entretanto recomendamos a radiação solar preventiva através da técnica nº 1 da exposição da garganta ao sol.
B-9 Difteria.
A difteria é causada pelo bacilo diftérico ou Corinaebacterium difteriae, que é uma bactéria que também se localiza na faringe e produz uma toxina que necrosa os tecidos, além de fabricar uma falsa membrana que, num estágio avançado da doença, pode vir a bloquear a traquéia, sufocando a vítima.
A exotoxina circula no sangue, atacando os rins, o sistema nervoso e o coração e a doença é típica de climas mais temperados ou frios, cuja taxa de portadores assintomáticos é de 5% a 10% nas áreas endêmicas.
Porém, esta doença, que já foi muito comum nos EUA e na Europa, quase não mais ocorre devido aos antibióticos e à vacinoterapia.
No Brasil, a doença é muito rara e da mesma forma que as doenças bacterianas da nasofaringe, poderá em casos isolados ou em surtos epidêmicos, ser prevenida com a aplicação da técnica nº 1 da radiação solar na garganta.
B-10 Doenças causadas por fungos.
Observação: por serem doenças relativamente raras, incluímos as doenças respiratórias causadas pelos fungos no capítulo das doenças bacterianas e fizemos apenas uma rápida abordagem sobre o assunto.
Várias infecções das vias aéreas inferiores (pulmões) são causadas pelos fungos transmitidos pelo ar, que são encontrados no solo ou na vegetação morta.
Os esporos (formas resistentes) ou fragmentos de hifas são inalados ou podem ainda entrar no corpo por intermédio de um ferimento ou de uma lesão na pele, podendo causar infecção nos pulmões. Eventualmente, se espalham pelo corpo e produzem uma infecção generalizada que normalmente é muito perigosa.
Felizmente, possuímos boa resistência contra os fungos, a não ser quando estamos debilitados por alguma doença como a AIDS, tuberculose, câncer, diabete e leucemia.
Como esses fungos se localizam geralmente nos pulmões, fica difícil sua prevenção com as nossas técnicas, porém podemos, no caso da inalação das hifas, que são menos resistentes do que os esporos, utilizar a técnica n° 1 preventivamente, enquanto estas ainda estiverem localizadas na mucosa da garganta.
As doenças causadas por fungos mais comuns são: Histoplasmose, Blastomicose, Criptococose e as Coccidioidomicoses.
Alergias respiratórias, rinite, asma e bronquite asmática: considerações gerais e suas relações com as nossas técnicas naturais.
O sol é o maior antialérgico que existe e nenhum ácaro resiste a ele.
As pessoas mais alérgicas devem sempre que possível colocar lençóis e fronhas ao sol ou pelo menos deixar que a radiação solar penetre no quarto.
Os ácaros sobrevivem captando água da atmosfera e quanto mais escuro e úmido for o ambiente melhor para eles.
Sol e tempo seco são melhores que qualquer aparelho para eliminá-los e a técnica n°1 é especial para isso, pois descongestiona as vias respiratórias, aumentado a ventilação nas vias aéreas superiores, além de aquecer e equilibrar o trato respiratório.
Como vimos, os cômodos devem ser mantidos fechados somente no tempo chuvoso ou úmido, e durante o tempo seco e ensolarado deve-se arejar bem o quarto durante o dia, principalmente durante o inverno, procurando deixar a roupa de cama exposta ao sol da manhã.
Durante a noite, a pessoa deve sempre se proteger do frio e da umidade excessivos.
Na rinite alérgica não há infecção por microrganismos; e há somente desconforto pelo corrimento nasal, coceira e espirros. Evite coçar ou espremer o nariz, o que provoca maior reação alérgica.
A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e ocorre em quatro entre dez pessoas, adultos e crianças.
As causas são variadas: frio e umidade excessivos, poeira, poluição, produtos químicos irritantes, pólen de plantas e alimentos.
Existe ainda a rinite medicamentosa, pois as pessoas costumam usar medicamentos nasais em excesso.
Os sintomas da rinite são: prurido ou coceira nasal, obstruçao nasal (nariz entupido) corrimento nasal (coriza), espirros, olhos lacrimejantes, olfato prejudicado e dores de cabeça.
O ar condicionado também pode provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis, mas raramente produz infecções, a não ser por fungos e quando os filtros se encontram empoeirados. Normalmente somos bastante resistentes aos fungos.
Qualquer ventilação direta (como por ventiladores) também pode desequilibrar eletricamente o corpo e as mucosas e os ventos muito frios podem desencadear uma rinite ou sinusite, além de problemas nos nervos faciais.
A principal medida a ser tomada é afastar-se ou proteger-se dos fatores desencadeantes das alergias e dos desequilíbrio elétricos do corpo: poeiras, ácaros, ventilação direta, poluição, frio, frentes frias, umidade, ventos e correntezas. No caso, as técnicas naturais de 1 a 4 podem ser utilizadas para prevenir ou para debelar a alergia, principalmente a mais comum, provocada pelo frio e pela umidade excessiva.
Existe uma ciência nascente que associa os fatores climáticos às dores articulares, reumatismos, dores de cicatrizes ou cirúrgicas. Cada vez mais se relaciona o clima às doenças infecciosas, alérgicas e às dores reumáticas e articulares, que parecem ter um ponto em comum, além das suas causas intrínsecas - o fator ambiental.
Nas bronquites alérgicas, além de todas as causas citadas, temos o cigarro como o grande fator desencadeante.
A asma tem um componente genético ou congênito, mas pode ser sempre agravada ou desencadeada pelo frio, fumaça, poluição, poeiras, ácaros, pêlos de animais domésticos e até pelo ar mais frio e rarefeito, ou mesmo por fortes emoções.
Há relatos de casos fatais com excursionistas asmáticos. Estes devem se proteger bem antes de se aventurarem pelas montanhas. Nesses casos, as técnicas naturais de 1 a 4 podem minimizar situações desagradáveis, salvando vidas, principalmente as técnicas 2 e 3 da Fricção e da Reversão.
Os distúrbios elétricos favorecem a ação dos agentes alérgicos, desequilibrando a membrana mucosa das vias aéreas. As moléculas dos agentes irritantes (alérgenos), ligam-se mais facilmente às moléculas do tecido epitelial mucoso em condições climáticas favoráveis.
As infecções das vias aéreas, resfriados e gripes, mais comuns no frio, predispõem também às alergia e aos ataques de asma devido à irritação do aparelho respiratório e ao congestionamento, principalmente em crianças. Logo, todas as atitudes que previnem as infecções são indicadas para se evitar as crises de asma.
A asma:
Existem cerca de 20 milhões de asmáticos, só no Brasil, quer dizer, 10% da população e as crianças representam 25% do total e que são obrigados a controlar a doença, fazendo uso de medicamentos corticóides orais e esteróides inalantes, que com o tempo podem se tornar perigosos. A asma é responsável por 23 % das faltas escolares a cada ano.
O sintomas da asma são: tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito e os principais fatores que provocam as crises são: mudanças bruscas de temperatura, frio, poeira doméstica, cigarro e poluição atmosférica.
A doença não tem cura e deve ser controlada
As técnicas da Fricção, da Exposição da Garganta ao Sol, e da Reversão devem ser usadas preventivamente e certamente poderão fazer diminuir o número de bitos que ocorrem anualmente (cerca de 180 mil no mundo todo e 2 mil só no Brasil), além de restringir a utilização dos fármacos e das inalações e seus efeitos colaterais.
O mundo dos micróbios.
Convivemos em equilíbrio com as bactérias, vírus e outros microrganismos. Só no intestino carregamos cerca de 50 trilhões de bactérias, a grande maioria útil e fundamental à nossa saúde, sendo que, no corpo de um homem adulto existe até 100 trilhões de bactérias de, pelo menos, mil espécies diferentes. Além disso, entramos constantemente em contato com milhares de outros micróbios através do ar, da poeira e dos objetos.
Na verdade, não devemos nos preocupar exageradamente com o asseio, com práticas de limpeza excessivas, como veiculam os meios de comunicação, a não ser naqueles ambientes ou situações específicas, que exijam esses procedimentos. Há quem diga hoje que, nós mamíferos, existimos e evoluimos apenas para albergar esses microrganismos
Nos primórdios da vida, as bactérias abriram os caminhos metabólicos para que, muito tempo depois, pudéssemos sobreviver bem adaptados aos ecossistemas, e os vírus vieram como resultado dessas interações.
Bactérias muito primitivas aprenderam a fixar o nitrogênio do ar um bilhão de anos antes que o oxigênio livre pudesse ser produzido à partir da fotossíntese das cianobactérias e permitisse a plena evolução dos seres mais complexos; foi assim que a vida começou na Terra a partir dos microrganismos.
Devemos, pois, saber viver com sabedoria e em equilíbrio com esses microrganismos, sem evitá-los de um modo exagerado e sabendo que, mais do que tentar combatê-los dentro do nosso organismo, é preciso aprender a preveni-los e a conviver em harmonia com eles mantendo-os fora do nosso corpo e utilizando menos os antibióticos, que produzem efeitos colaterais e induzem à resistência bacteriana.
A própria evolução dos seres vivos está sendo vista hoje, menos como uma competição e mais como uma cooperação entre as variadas espécies e o nosso organismo como uma verdadeira simbiose entre células e bactérias.
Como bem diz a neurocientista Candace Pert: "as células brancas do sangue (sistema imunológico) são como pedacinhos do cérebro flutuando pelo corpo".
Fonte: engolindoosol.tripod.com