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Dom Pedro II

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo(Paço de São Cristóvão, Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1825 — Paris, 5 de Dezembro de 1891). Pedro II, chamado O Magnânimo, foi o segundo e último Imperador do Brasil.

Filho de Dom Pedro I e da arquiduquesa Dona Leopoldina de Áustria, nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, sucedeu seu pai, que abdicou em seu favor para retomar a coroa de Portugal, à qual renunciara em nome da filha mais velha, D. Maria da Glória.

Infância de Dom Pedro Segundo

O príncipe Pedro de Alcântara tornou-se órfão de mãe pouco depois de completar dois anos de idade. D. Leopoldina faleceu durante a ausência do marido, em viagem ao Sul do Império, então conflagrado. Dom Pedro I casou-se em segundas núpcias com D. Amélia de Leuchtemberg. Aos cinco anos, o pequeno príncipe perdeu o pai e a madrasta, quando Pedro I abdicou do trono e partiu para Portugal. Criado ao lado de suas irmãs por tutores e preceptores, sua rotina era marcada pela rigidez. A educação de Pedro II era focada numa visão humanística e religiosa.

Aclamação

Quando Dom Pedro I abdicou, Pedro II tinha 5 anos e por isso estabeleceu-se no Brasil uma forma de governo provisória sob regentes, conhecida como Período regencial, até que sua maioridade foi declarada, antecipadamente, em 23 de julho de 1840. Foi coroado no Rio de Janeiro em 18 de julho de 1841.

Em 1833, José Bonifácio de Andrada foi destituído da tutoria, sendo designado pela Assembléia-Geral do Império para substituí-lo Manoel Inácio de Andrade Souto Maior, Marquês de Itanhaém. Teve como mestres grandes professores da época, que o instruíram e, principalmente, o formaram, sob a orientacão do preceptor, o carmelita Frei Pedro de Santa Mariana, mais tarde Bispo de Crisópolis, que Ihe ensinou a doutrina católica, latim e matemática.

Diz-se que, esforçando-se para evitar que se tornasse tão devoto aos amorios como havia sido o pai, os professores concentraram-se em inclulcar-lhe elevados conceitos de moral e consciência. Nele e nas irmãs também foram criados laços de profundo respeito pela figura histórica que a mãe sofredora representara, de modo que para ele a imperatriz Leopoldina se transformou em uma figura quase divina.

A Regência foi conturbada e teve fim em 18 de julho de 1841, quando Pedro, aos 15 anos, foi declarado maior. Considerado poeta, pintor, linguista e cientista, foi inteiramente devotado ao bem estar do povo.

Dom Pedro II
Dom Pedro II

Casamento

D. Pedro II se casou por procuração em Nápoles a 30 de maio de 1843 e em pessoa no Rio de Janeiro a 4 de setembro de 1843 com Dona Teresa Cristina Maria de Bourbon-Duas Sicílias, nascida em Nápoles em 14 de março de 1822 e morta em 28 de dezembro de 1889 no Porto, estando sepultada em Petrópolis, no Brasil, desde 1925. Era filha caçula de Francisco, Duque da Calábria, futuro Francisco I das Duas Sicílias (1777-1830) e de sua segunda esposa Maria Isabel de Bourbon, quinta filha de Carlos IV rei da Espanha e portanto irmã de Carlota Joaquina de Bourbon. D. Teresa Cristina trouxe um dote de dois milhões de francos. Tiveram quatro filhos.

Segundo Reinado

Deu ao Brasil 49 anos de paz interna, prosperidade e progresso. Durante seu reinado foi aberta a primeira estrada de rodagem, a União e Indústria; correu a primeira locomotiva a vapor; foi instalado o cabo submarino; inaugurado o telefone e instituído o selo postal.

O imperador magnânimo e mecenas, ao cabo de proveitoso reinado, recebeu a República como um movimento natural da evolução, deixando a pátria saudosa, formulando «ardentes votos por sua grandeza e prosperidade».

Foi colocado no trono aos 15 anos, um jovem louro, alto e de olhos azuis. Os políticos se disputavam poder, ferozmente. achando que seria fácil dominá-lo. A primeira questão foi a da sucessão, pois as leis da sucessão davam o trono a uma mulher apenas na ausência de filho varão. Na década de 1840, poucas princesas européias estavam dispostas a se arriscar numa enorme viagem rumo ao Hemisfério sul. Enviaram-se emissários para a Europa com resultados pouco satisfatórios. Conseguiu-se afinal uma prima distante, do ramo napolitano da Casa real espanhola, onde reinavam como reis das Duas Sicílias. O bisavô de Pedro II, Carlos IV da Espanha, era irmão de Fernando I das Duas Sicílias, avô da princesa que se dispôs a se tornar imperatriz. Era feia, quieta, sem pretensões, e mancava um pouco. Contam que ao vê-la o imperador quis desistir do casamento, mas pode não ser verdade. Um ano depois eram pais de Afonso, nascido em 1845 (achado morto no berço em 1847, sem razão aparente) e em 1848 nasceria outro menino.

Depois de perder o segundo filho, o casal viu que não mais poderia ter outros. O imperador se resignou e fez da filha primogênita a Princesa Imperial, herdeira oficial. Reinava porém sobre uma corte de poucas festas, trabalhadora, séria. Aboliu gradualmente muitas das cerimônias que antes mostravam pompa, abriu a família imperial ao contacto mais próximo com seus súditos.

Ganhou reconhecimento geral como governante liberal. Uma das maiores questões que afetou seu reinado (ver Segundo Reinado) foi a da escravidão. A Pedro II, pessoalmente, repugnava o tráfico de negros mas reconhecia que não podia ceder a todas as exigências da Grã-Bretanha, potência dominante do mundo, que depois de traficar abundantemente escravos de suas colônias africanas para as colônias nas Antilhas, queria interromper a prática para não ver seus preços sofrendo concorrência de mão-de-obra mais barata... Em 1826 o Brasil e a Grã-Bretanha haviam assinado um tratado para dar fim ao tráfico e, em troca do reconhecimento da independência, os ingleses haviam exigido de D. Pedro I a abolição do comércio escravo.

Pedro I bem havia tentado manter a promessa, mas havia contrabando intenso de escravos que entravam pela costa brasileira. Duas décadas mais tarde, houve renegociação do acordo, mas o assunto fazia balançar o trono: com a enormidade continental do país, o tamanho das propriedades, a falta de mão-de-obra assalariada, a abolição do tráfico negro faria entrar em colapso a economia. Pedro II foi convencido por muitos conselheiros a não renovar o acordo britânico. A Grã-Bretanha despachou navios para a costa brasileira, e finalmente em 1850 D. Pedro II alterou sua posição.

Depois de uma década, Pedro II assinou outro pacto com a Grã-Bretanha pelo qual se proibia o tráfico humano da Africa, Ásia ou outros continentes. Data de 1871 outra lei que libertava os escravos recém nascidos, a Lei do Ventre Livre. Em 1885 promulgou a Lei dos Sexagenários. Em 1888, agindo como Regente do pai ausente, a Princesa Isabel finalmente aboliu a escravidão, ato que lhe deu o título de Redentora e que lhes custou o trono. A campanha está bem descrita em Abolicionismo no Brasil.porque ele era doente

Educação

Com base nas gestões anteriores, a educação progrediu muito sob Dom Pedro II, que criou e reformulou escolas e faculdades. Fundou em 21 de Outubro de 1838 o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o IHGB, inspirado no Institut Historique de Paris. Mesmo no exílio, Pedro II continuou a contribuir para a cultura nacional através da doação de sua coleção particular de documentos e peças de arte.

Relação com a Tecnologia

Presidente Ulysses S. Grant e Dom Pedro II abrem a exposição da Filadélfia, Estados Unidos em 1876.Pedro II esteve na exposição de Filadélfia, Estados Unidos, em 1876, ocasião em que Alexander Graham Bell demonstrou a sua nova invenção: o telefone. Provavelmente, Pedro II foi o primeiro brasileiro a usar um telefone. Na ocasião, ele citou o clássico de William Shakespeare em Hamlet: Ser ou não ser, para em seguida exclamar: Esta coisa fala!

De espírito liberal, o imperador ajudou na industrialização do país, sendo o responsável pela introdução do trem no Brasil, através da concessão dada ao Visconde de Mauá para a construção da primeira ferrovia brasileira, incentivou a cultura e pesquisa e aceitou a abolição da escravidão, por sua filha a princesa Isabel, o que tanto contribuiu para a queda do Império.

Propaganda republicana

Em determinado momento seu governo entrou em conflito com os elementos mais conservadores da sociedade. Naquela época, as forças sociais mais importantes e que davam sustentação ao Império eram a aristocracia rural, formada pelos senhores de escravos, o Exército Imperial e a Igreja Católica.

As dificuldades da economia, agravadas com os gastos decorrentes da Guerra do Paraguai e, principalmente, a abolição da escravatura colocaram a aristocracia rural contra o imperador. O exército, por sua vez, buscava maior autonomia - que considerava consequência natural do sucesso na guerra - e estava bastante influenciado pelas idéias positivistas e republicanas.

Proclamação da República

Apesar de gozar de boa fama entre a população, Pedro II foi deposto (mas de forma pacífica e sem nenhuma espécie de participação popular) no dia 15 de Novembro de 1889, através de um golpe militar do qual fez parte o Marechal Deodoro da Fonseca, que seria mais tarde o primeiro presidente republicano brasileiro.

No exílio

O ex-imperador e sua família foram exilados e mudaram-se inicialmente para Portugal (onde assistiram às exéquias do rei Luís I, falecido em 19 de Outubro de 1889, à cerimónia de aclamação de seu filho e herdeiro Carlos I, bem como à de baptismo do infante D. Manuel, Duque de Beja e filho segundo do monarca português, nascido exactamente no dia da sua deposição, e do qual viria a ser padrinho de baptizado) e a seguir para França.

Morte

Morreu em Paris a 5 de Dezembro de 1891. A França lhe deu funerais régios, fazendo depositar o corpo no Panteão dos Bragança no Convento de São Vicente de Fora em Lisboa. Revogada a Lei do Banimento, foram seus restos mortais transladados para o Brasil e repousam em Petrópolis, na Catedral cuja construção teve início sob seu generoso patrocínio.

Em 1922, seu corpo e o de sua esposa foram transladados para o Brasil. Em 1939, em solenidade que contou com a presença de autoridades e do presidente da época, Getúlio Vargas, o imperador e a imperatriz foram sepultados na Catedral de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, num mausoléu construído para a ocasião.

Posteridade

De sua mulher, Teresa de Bourbon, princesa das Duas Sicílias (1822-1889):

Afonso de Bragança e Bourbon, príncipe imperial do Brasil (1845-1847).

Isabel de Bragança e Bourbon, princesa do Brasil (1846-1850), princesa imperial do Brasil (1850-1921), casou-se com Gastão de Orleans, Conde d'Eu.

Leopoldina de Bragança e Bourbon, princesa do Brasil (1847-1871), casou-se com o príncipe Augusto de Saxe-Coburg-Gotha.

Pedro de Bragança e Bourbon, príncipe imperial do Brasil (1848-1850).

Fonte: pt.wikpedia.org

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