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Doping

Doping no Esporte

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O primeiro relato de doping ou de uso de substâncias estimulantes na história dos esportes, ocorreu na China, na dinastia Chen em 2700 a.C;quando o Imperador Shen-Nung, pai da Acupuntura, relatou utilizar uma planta local chamada “machuang” ou ma huang, com altas concentrações de efedrina, utilizada por lutadores e desportistas chineses como estimulante para dar ânimo e coragem nas disputas. Na década de 50 iniciou-se o uso de anabólicos esteróides principalmente pelo bloco oriental.

Em 1960, os esteróides anabolizantes tornaram-se conhecidos mundialmente, quando o atleta Fred Ortiz se apresentou com um volume de massa corporal incrivelmente superior a seus concorrentes no campeonato de fisiculturismo, o “Mr. Universo”, na Europa. Somente, em 1967, o Comitê Olímpico Internacional (COI), formou uma comissão constituída por médicos, para listar quais seriam as “drogas proibidas”. A partir de então foram estipuladas infrações para atletas que utilizassem destas substâncias.

A partir da década de oitenta, houve um grande estímulo à prática de exercícios físicos, que culminou na imensa procura por academias de ginástica. A valorização da estética muscular desenvolvida ou hipertrofiada inclusive para mulheres, passou a ser bem vista e explorada pela mídia. Com esse aumento da procura, surgiu um comércio paralelo que iniciou a venda de drogas anabolizantes e outros ergogênicos ilícitos, denunciado constantemente pela imprensa. A busca desequilibrada por um corpo escultural, e o baixo nível de conhecimento dos praticantes de musculação e outras atividades físicas, mantém o presente mercado negro em plena ascensão.

A Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina no Esporte, de 2003, classificou o doping “como qualquer substância ilícita utilizada a fim de aumentar o desempenho atlético, e que cuja utilização, de acordo com Agência Mundial Antidopping (Wada) e o Comitê Olímpico Internacional (COI), caracterizem infração de códigos éticos e disciplinares, podendo ocasionar sanção aos atletas, bem como aos seus técnicos, médicos e dirigentes”.

Ainda segundo a Diretriz, as substâncias proibidas podem ser divididas em:

1.Estimulantes

2.Narcóticos

3.Agentes Anabolizantes (Anabólicos esteróides androgênios e Beta 2 agonistas)

4.Diuréticos

5.Hormônios Peptídicos, miméticos e análogos (Hormônios Gonadrotófico coriônico (hCG) e Gonadotrofinas pituitárias e sintéticas (LH) (somente em atletas masculinos), Corticotrofinas ( ACTH, tetracosactide), Hormônio do crescimento, Fator de crescimento tipo Insulínico – 1 ( IGF-1).

Precursores e análogos destes hormônios também são proibidos, como: Eritropetina (EPO) e Insulina ( exceção feita a atletas insulino dependentes).

Existe ainda uma classe de substâncias proibidas em certas circunstâncias, como o álcool, canabinóides, anestésicos locais, glucocorticóides, beta-bloqueadores.

Essa variante depende da modalidade esportiva e da quantidade limite encontrado no sangue ou na urina, para que seja considerado doping ou não. Algumas drogas podem ser consideradas lícitas em um determinado momento e ilícitas em outro. É o caso dos estimulantes narcóticos, analgésicos, e corticosteróides que podem ser utilizados em algumas situações clínicas, no período de treinamento, mas não podem ser ministrados antes de competição.

Algumas substâncias são consideradas lícitas dentro de determinadas concentrações na urina, tais como a efedrina e a morfina, assim como precursores hormonais, como por exemplo, nandrolona. O salbutamol é considerado estimulante acima de certa concentração e agente anabólico acima de outra, dez vezes maior. A cafeína, até 2003, estava na lista das substâncias que dependiam da quantidade encontrada na urina.

Atualmente não pertence mais a lista de doping e seu uso está liberado na composição de vários suplementos nutricionais. Entre as substâncias ilícitas mais utilizadas entre os atletas estão:

1) Efedrina

Estimulante que age no sistema nervoso e cardiovascular. Utilizado para auxiliar na perda de peso e no aumento da energia, reduzindo a fadiga. Efeitos colaterais: hipertensão, taquicardia, paranóia psicótica e depressão. 2) Eritropoietina (EPO)

É um hormônio natural secretado pelos rins e que atua na medula óssea para estimular a formação de hemácias (utilizado em casos de patologia). Porém o EPO utilizado por atletas é um hormônio sintético, para aumentar a os glóbulos vermelhos e a oxigenação das células. Efeitos colaterais: aumenta em muito a viscosidade do sangue e possibilidade maiores chances de ataque cardíaco. 3) Testosterona

Hormônio sexual masculino, utilizado para aumento da massa muscular e explosão. Efeitos colaterais: hipertensão, esterilidade e atrofia dos testículos. 4) Stanozolol (Winstrol)

Esteróide anabolizante sintético utilizado para “desenvolver musculatura”. Efeitos colaterais: hipertrofia da próstata, arteriosclerose, disfunção hepática, redução, da libido, câncer de fígado e atrofia dos testículos. 5) Nandrolona

Esteróide anabolizante sintético. Utilizado também para o aumento da massa muscular e força. Efeitos colaterais: crescimento das glândulas mamárias, câncer, problemas, problema no ciclo menstrual. 6) Furosemida (Lasix)

Diurético. Usado para perda de peso, desidratando o organismo e para driblar os exames de doping. Efeitos colaterais: desidratação acentuada, cólicas náuseas e dor de cabeça. 7) DHEA

Hormônio produzido pelo sistema adrenal do homem e da mulher, tendo como função ser o precursor gonadal e periférico da testosterona e do estrógeno.

O controle de doping pode ser realizado em sangue ou na urina, sendo o de urina o mais freqüente.

Existem basicamente dois momentos de controle antidoping:

Controle em competições, que é realizado imediatamente após o término de uma competição esportiva, e incluem exames de todas as classes de substâncias e de métodos proibidos.

E um segundo, o Controle fora de competição no qual pode ser realizado a qualquer momento, em treinos, na residência do atleta, e até mesmo algum tempo antes ou depois de uma competição esportiva, sendo utilizado métodos de exames mais específicos, como agentes anabolizantes, hormônios peptídeos, alguns beta2-agonistas, agentes anti-estrogênicos e diuréticos, além de todos os métodos proibidos.

Estimulantes, narcóticos analgésicos e drogas sociais não são analisadas nesse tipo e controle.

Outra preocupação do COI se refere às deficiências da legislação de cada país, visto que os mesmos não teriam o controle de qualidade de alguns suplementos alimentares e produtos vegetais, tais como vitaminas e aminoácidos, que poderiam conter esteróides ou seus precursores em sua composição sem mencionar nos rótulos, podendo acusar positivo para o doping.

Mesmo para a liberação de suplementos nutricionais, a legislação encontra resistência para a melhor classificação dos produtos e evitar que entre no mercado, substâncias que provoquem riscos a saúde do consumidor. Em 2005 a creatina teve sua venda proibida e recentemente, a comercialização do CLA (Ácido Conjugado Linoléico) como suplemento de ajuda a perda de gordura corporal foi proibido pela ANVISA, pois não foram encontradas evidências científicas que comprovem a eficácia e a segurança do produto.

Antecipando-se ao futuro do doping na manipulação genética no esporte, a dois anos o COI reuniu em Nova York, geneticistas e profissionais que trabalham no controle antidoping, para realizar estudos e pesquisas para verificar até que ponto a mutação genética poderia propiciar aos atletas vantagens estruturais.

Uma das hipóteses sugere o bloqueio de uma proteína que impedisse o crescimento muscular, e assim, por meio da mutação genética seria possível o aumento da massa muscular do atleta. Testes já realizados com animais demonstraram um aumento em sua musculatura em 200% a 300%, segundo Eduardo De Rose, Membro do Conselho da Wada – Agência Mundial Antidoping, e presidente da comissão médica da ODEPA – Organização Desportiva Pan-Americana. Em 2006 a WADA chegou a questionar a possibilidade de ocorrências de fraudes genéticas no esporte.

Mais de 30 cientistas e especialistas em doping participaram do encontro “Reforço Genético do Desempenho Atlético”, e concluíram que poderá haver abuso da tecnologia genética com o intuito de beneficiar o desempenho do esportista, como construir um ligamento indestrutível no joelho de um esquiador ou fibras musculares de contração rápida em atletas que praticam corrida de velocidade. Além da necessidade dessa prática ser barrada por questões éticas, o descontrole na manipulação genética, poderá gerar não só uma medalha de ouro como diversas doenças para o atleta que se submeter a tal prática.

No Código Mundial Antidoping (Wada) há inclusão da proibição do uso da tecnologia de transferência genética para melhorar o desempenho dos atletas. A tendência atual tem demonstrado que cada vez mais os suplementos e métodos invasivos virão a ser comercializados como novas promessas para a melhora do desempenho, e se torna importante salientar que existe um elevado grau de negligência por parte de fabricantes e comerciantes quanto aos riscos dessas substâncias ilícitas para a saúde e a carreira dos atletas de alto nível.

Portanto para garantir a ética no esporte e a integridade física de seus usuários, os únicos suplementos permitidos para o uso em atletas, segundo o Ministério da Saúde, são os Hiperprotéicos, os compensadores também conhecidos como Hipercalóricos, os aminoácidos como BCAA, as Bebidas esportivas e os carboidratos.

Referências

1. Confederação Brasileira de Atletismo. 2. Gazeta Esportiva/ Entrevista com Eduardo De Rose. 3. Comitê Olímpico Brasileiro. 4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 5. Departamento de química da UFSC. 6. Word Anti-Doping Agency. 7. Manual doping 2007 – Informações Sobre o Uso de Medicamentos No Esporte. 8. Carvalho T, et al. Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. Rev Bras Med Esporte. 2003;9(2):43-56.

Fonte: www.rgnutri.com.br

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DOPING: abuso esportivo e não esportivo das drogas

A pressa do dia-a-dia, incutida na filosofia de modernidade do século XXI, associada a uma cobrança de excelência da sociedade, provoca uma opressão, não apenas em cima dos atletas, como também nos indivíduos anônimos. Muitos recorrem ao uso e abuso de substâncias, nem sempre recomendadas, para suprir suas necessidades hedonísticas de vencer, emagrecer, “ficar sarado”, divertir-se, até mesmo, alienar-se.

O doping, hoje, está presente no mundo das competições esportivas e, ainda, no cotidiano de muitas pessoas, que teimam em valer-se da química para melhorar o seu desempenho, em variados aspectos da vida.

Para dissertar sobre o assunto e estimular a integração do conhecimento interdisciplinar, a Decania do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRJ) convidou o Prof. Francisco Radler de Aquino Neto*, do Instituto de Química, para ministrar a aula inaugural dos cursos de Graduação do CCS. Calouros de Medicina, Odontologia, Farmácia, Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição, Educação Física e Biologia, no dia 5 de março, receberam uma folga de seus veteranos e tiveram o privilégio de assistir a palestra magna daquele que foi o responsável por todo o controle anti-doping dos Jogos Pan-americanos de 2007.

Além de falar sobre o doping propriamente dito, suas causas, conseqüências, o interesse específico do atleta em cada fármaco proibido e seus respectivos efeitos colaterais, Radler ainda explicou os métodos mais modernos de detecção das substâncias e de seus metabólitos.

Em breve, as “ômicas” irão auxiliar nos testes anti-doping em três níveis: gen (genômica), proteína (proteômica) e metabolismo (metabolômica).

Por que o doping?

Doping é o uso de substâncias ou métodos potencialmente perigosos para a saúde do atleta e/ ou capazes de aumentar o seu desempenho. “A necessidade de vencer a todo custo, conjugada com a pressão externa exercida pelo conjunto de beneficiários da atividade esportiva (mídia, empresários, treinadores, clubes e até familiares) formam uma arapuca para o atleta que recorre a substâncias, não permitidas, para obter o aumento do seu desempenho físico no esporte” – justificou o Prof. Francisco Radler.

Por que o anti-doping?

Conforme essa prática foi se disseminando nas competições, a sociedade teve que criar um sistema que coibisse e, ao mesmo tempo, preservasse a saúde do atleta.

Com o teste anti- doping os adversários são obrigados a competir em igualdade de condições, preservando a ética no esporte. “O que nem sempre é realçado é o perigo para a saúde do uso supraterapêutico dessas substâncias”, destacou o especialista referindo-se aos graves efeitos colaterais ocasionados pela administração, indevida e excessiva, desses fármacos.

Em busca dos efeitos colaterais

Não há limites para o abuso de drogas no esporte.

Um método de doping é ingerir uma quantidade supraterapêutica de medicamentos, a fim de se obter a potencialização dos seus efeitos colaterais, que podem trazer um benefício do ponto de vista do desempenho atlético. Os ß-agonistas, por exemplo, que são fármacos utilizados por asmáticos, para melhorar a ventilação, se administrados em grandes quantidades tem efeitos anabolizantes e estimulantes.

Quais são as substâncias proibidas?

Entre as substâncias proibidas estão relacionados: estimulantes, analgésicos narcóticos, corticoesteróides, ß-bloqueadores, expansores de plasma, ß-agonistas, esteróides anabolizantes e os hormônios peptídicos dentre outras classes farmacêuticas. Desde 2004, o Comitê Olímpico Internacional criou uma isenção para o uso terapêutico. Caso o atleta conseguisse provar que realmente era portador de determinada doença receberia uma autorização liberando-o para usar o fármaco em uma quantidade específica. “Esse foi um avanço muito grande da legislação anti-doping. Antigamente era azar de quem realmente precisasse dessas substâncias para tratamento de saúde”, comentou o Prof. Francisco Radler.

Qual o doping mais perigoso?

Segundo Radler, o grande vilão da sociedade atual é o grupo dos esteróides anabolizantes. “É o mais disseminado e possui efeitos colaterais gravíssimos, os mesmos das drogas pesadas com o risco do vício e da síndrome da abstinência”, disse. O pesquisador acrescenta ainda que, infelizmente, o doping, atualmente, está transcendendo os anabolizantes e entrando na área dos hormônios peptídicos, que são perigosos por atuar diretamente na essência do metabolismo dos indivíduos. “Existem certos hormônios que sinalizam no interior da medula óssea a necessidade de se produzir glóbulos vermelhos. Eles alteram completamente a bioquímica do atleta”, exemplificou.

Necessidade de vencer

“A precisão olímpica de um atirador chegou a tal ponto que ele tem que ser capaz de disparar o tiro entre uma batida e outra do coração, senão a ação do órgão mais vital para sua vida pode tirar a marca olímpica do atleta” - relatou.
Nesse caso os ß-bloqueadores, comumente utilizados pelos cardiopatas, são administrados por indivíduos saudáveis para diminuir a batida do coração.

Já na ânsia por obter uma maior transferência de oxigênio para os músculos, alguns ciclistas abusam dos expansores de plasma, assim permitem “turbinar” o sangue com a adição de glóbulos vermelhos por transfusão sangüínea.

O problema é que, com isso, quando o expansor for eliminado, o sangue fica mais viscoso. Quando o atleta começa a competir, ele desidrata, concentrando ainda mais o seu sangue, o que pode provocar a morte pelo entupimento das veias.

Como são feitas as técnicas de análise das amostras?

Hoje em dia, a urina é material mais utilizado para os testes anti-doping. Por isso é imprescindível o rigor na coleta de amostras para se ter certeza da fidelidade da amostra ao atleta analisado. A partir da urina se pode detectar a presença, tanto das drogas de abuso e dos medicamentos, quanto do produto do metabolismo dessas substâncias no organismo.

“As técnicas de análise são muito potentes para caracterizar misturas complexas. Atualmente baseiam-se em cromatografia, associada a espectrometria de massas”, ressaltou Radler, explicando que há um banco de fármacos e um banco de metabólitos, com mais de 700 substâncias cadastradas, empregadas como referência para identificação da dopagem.

Após a coleta, a urina passa por um processo de extração e concentração das substâncias. Às vezes, é necessário que se façam algumas modificações nas moléculas para facilitar a sua introdução nos equipamentos de análise. A cromatografia separa as substâncias presentes nas amostras e, à medida que elas vão se separando, o próprio equipamento as transfere para o espectômetro de massas. Ele quebra essas moléculas em pedaços e conta esses pedaços. O analista reconstrói a molécula, unindo os pedaços, como em um quebra-cabeças. As substâncias encontradas são comparadas com aquelas, proibidas, cadastradas no banco de dados. “A identificação é inquestionável, os critérios de identificação são absolutos. Ela aponta a presença e, em certos casos, a quantidade da substância ingerida”, destacou o professor.

Na presen ça de substâncias exógenas ao corpo humano, o doping é acusado na hora. No caso das endógenas, como a testosterona, as amostras são submetidas a outras análises para definir se a quantidade acusada no exame é compatível com o organismo de um indivíduo saudável.

Quais são as técnicas mais avançadas para se camuflar um doping?

A tendência atual está sendo escapar para substâncias que não têm ainda um controle estabelecido, como, por exemplo, os hormônios peptídicos, que são drogas mais sofisticadas. Em decorrência da evolução da química, na área médica, os atletas tendem a usar substâncias mais complexas.

“Hoje já se fala muito do doping genético, ele ainda não existe, mas assim que a terapia genética se estabelecer, com certeza, algum atleta vai descobrir um meio de se beneficiar com ela”, antecipou Francisco Radler revelando que a Agência Mundial Anti-doping (World Anti-doping Agency/WADA) já tem grupos de pesquisa estudando a possível dopagem genética, que ainda virá.

Era “ômica”: o futuro do anti-doping

Essa é a grande revolução que está ocorrendo na biologia molecular e, também, na química. Há 20 anos era como se fossem duas ciências independentes, hoje não há mais diferenças, as duas utilizam nas suas análises a cromatografia e a espectometria de massas. E esse grande avanço possibilitou o mapeamento do genoma. A genômica, a ciência derivada da “previsão” de genes, permitiu uma série de avanços da medicina.

Uma segunda onda de inovação são fantásticas técnicas de detecção das proteínas. Na proteômica, todas as proteínas que determinada célula tem podem ser identificas. Já a metabolômica poderia determinar todos os metabólitos naturais do indivíduo. Tudo o que ele excreta a partir da sua bioquímica.

“As “ômicas” são o futuro do controle de doping em cima destas novas tendências dos atletas se doparem. Atualmente, temos algumas poucas técnicas de proteômica que são usadas. A metabolômica só agora começa a despontar como uma possibilidade.

Já a genômica será provavelmente usada quando o doping genético surgir”, avaliou o especialista que acredita no poder das “ômicas” para possibilitar a humanidade descobrir a cura de muitas doenças.

A “boa” Química

Para Francisco Radler, a “boa” química pode ser usada no esporte para a compreensão dos procedimentos biológicos do organismo, de modo a melhorar o desempenho esportivo, sem que se tenha que recorrer às drogas. Aperfeiçoar treinamentos e a nutrição seriam algumas alternativas que possibilitariam ao atleta chegar a uma vitória “limpa”.

O combate ao abuso esportivo e não esportivo das drogas

“Educacional seria o combate mais importante” – respondeu Radler quando inquirido sobre uma forma para ajudar a reverter o quadro de abuso de drogas na sociedade. Segundo ele, é necessário que os diferentes segmentos, principalmente a mídia e os profissionais de saúde, entendam os riscos associados a essas práticas.

Estes, relacionando suas causas e conseq üências, podem passar a participar ativamente do processo de divulgação da informação, tanto para a comunidade desportiva como para a população em geral.

Francisco Radler de Aquino Neto

Fonte: www.portaldosfarmacos.ccs.ufrj.br

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