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Crack

Crack: A pedra maldita

O que é?

O crack é uma mistura de cloridrato de cocaína (cocaína em pó). Bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, que resulta em pequeninos grãos, fumados em cachimbos (improvisados ou não). É mais barato que a cocaína mas, como seu efeito dura muito pouco, acaba sendo usado em maiores quantidades, o que torna o vício muito caro, pois seu consumo passa a ser maior.

Estimulante seis vezes mais potente que a cocaína, o crack provoca dependência física e leva à morte por sua ação fulminante sobre o sistema nervoso central e cardíaco.

Quais são as reações do crack? O que ele provoca no organismo?

O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e já começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferente à dor e ao cansaço.

Mas se os prazeres físicos e psíquicos chegam rápido com uma pedra de crack, os sintomas da síndrome de abstinência também não demoram a chegar. Em 15 minutos, surge de novo a necessidade de inalar a fumaça de outra pedra, caso contrário chegarão inevitavelmente o desgaste físico, a prostração e a depressão profunda. Estudiosos como farmacologista Dr. F. Varella de Carvalho asseguram que “todo usuário de crack é um candidato à morte”, porque ele pode provocar lesões cerebrais irreversíveis por causa de sua concentração no sistema nervoso central.

O crack é uma droga mais forte que as outras?

Sim, as pessoas que o experimentam sentem uma compulsão (desejo incontrolável) de usá-lo de novo, estabelecendo rapidamente uma dependência física, pois querem manter o organismo em ritmo acelerado. Os usuário de crack, em sua maioria, têm entre 15 e 25 anos de idade e vêm tanto de bairros pobres da periferia como de ricas mansões de bairros nobres.

Como o crack é uma das drogas de mais altos poderes viciantes,a pessoa, só de experimentar, pode tornar-se um viciado. Ele não é, porém, das primeiras drogas que alguém experimente. De um modo geral, o seu usuário já usa outras, principalmente cocaína, e passa a utilizar o crack por curiosidade, para sentir efeitos mais fortes, ou ainda por falta de dinheiro, já que ele é bem mais barato por grama do que a cocaína. Todavia, como o efeito do crack passa muito depressa, e o sofrimento por sua ausência no corpo vem de 15 minutos, o usuário usa-o em maior quantidade, fazendo gastos ainda maiores do que já vinha fazendo.

Para conseguir, então, sustentar esse vício, as pessoas começam a usar qualquer método para comprá-lo.

Submetidas às pressões do traficante e do próprio vício, já não dispõem de tempo para ganhar dinheiro honestamente; partem, portanto, para a ilegalidade: tráfico de drogas, aliciamento de novas pessoas para a droga, roubos, assaltos.

Como você está observando, o crack é uma droga muito poderosa que destrói o organismo de quem está usando, e seus efeitos são avassaladores, atingindo seu cérebro rapidamente e causando dependência. Nunca experimente o crack, saiba se livrar desse vício, não seja curioso.

Oriente seus amigos quanto ao alto grau de perigo que alguém está correndo ao se envolver com tal droga. Não só estará destruindo a si mesmo, como também a sua família, uma vez que estarão envolvidos no processo de ajuda ao dependente dessa droga. Procure sempre conversar com pessoas que possam lhe orientar, para que fique sempre afastado desse mal terrível, o crack, a droga considerada a mais destrutível ao organismo e a mais perigoa.

Tais orientações foram especialmente feitas para você que é jovem e está em plena harmonia com o mundo, não precisa de droga alguma para ser feliz.

Tudo isso foi feito pensando em você, aproveite a vida, ela é bela! Campanha de prevenção e orientação sobre o crack.

Bianca Rossoni

Mainary Nascimento

Fonte: www.ssp.sp.gov.br

Crack

O crack é fruto de uma nova safra de drogas sintéticas, cada vez mais poderosas e eficazes em provocar dependência e morte.

O crack é um derivado da cocaína, altamente concentrado e reconstituído.É resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos.

É produzido em laboratórios clandestinos, sendo bastante barato em comparação com a cocaína.

O surgimento do crack se deu no início da década de 80, o que possibilitou seu fumo foi a criação da base de coca batizada como livre.

É vendidos em "pedras", que são fumadas em cachimbos. Os efeitos são similares aos da cocaína, mas mais intensos e rápidos. A aspiração da fumaça do crack foi comparada à injeção intravenosa de cocaína. Não obstante, as características alucinógenas da cocaína estão enaltecidas no crack.

O consumo do crack é maior que o da cocaína, pois é mais barato e seus efeitos duram menos. Por ser estimulante, ocasiona dependência física e, posteriormente, a morte por sua terrível ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco.

O poder de provocar dependência do crack é estarrecedor: após um único uso, algumas pessoas ficam dependentes.

As complicações do crack são também semelhantes às da cocaína, mas em maior grau e mais freqüentes. A destruição celular do SNC é ainda mais intensa.

Devido à sua ação sobre o sistema nervoso central, o crack gera aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação, maior aptidão física e mental. Os efeitos psicológicos são euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima.

Nos EUA, o crack tem chamado atenção pelo grande número de crimes violentos em áreas urbanas onde florescem os comerciantes da droga. Em um pronto-socorro da cidade de Nova Iorque, 1/3 das ocorrências chegou a estar relacionado ao crack.

Para uma droga que somente começou a se espalhar em 1990, o número de casos de deterioração física e mental provocada por esta droga é assustador.

No Brasil, o alastramento do crack nos últimos 3 anos permite a previsão que esta, com certeza, será uma das drogas do futuro.

Efeitos colaterais do uso do crack

Ao mesmo tempo que cria uma sensação de alegria no usuário, o crack também deixa muitos efeitos significativos e potencialmente perigosos no corpo. As pessoas que o utilizam mesmo poucas vezes correm riscos de sofrer infarto, derrame, problemas respiratórios e problemas mentais sérios.

Ao percorrer a corrente sangüínea, o crack primeiro deixa o usuário se sentindo energizado, mais alerta e mais sensível aos estímulos da visão, da audição e do tato. O ritmo cardíaco aumenta, as pupilas se dilatam e a pressão sangüínea e a temperatura sobem. O usuário pode começar, então, a sentir-se inquieto, ansioso e/ou irritado. Em grandes quantidades, o crack pode deixar a pessoa extremamente agressiva, paranóica e/ou fora da realidade.

Devido aos efeitos no ritmo cardíaco e na respiração, o crack pode causar problemas cardíacos, parada respiratória, derrames ou infartos. Ele também pode afetar o trato digestivo, causando náusea, dor abdominal e perda de apetite.

Se o crack for inalado com álcool, as duas substâncias podem se combinar no fígado e produzir uma substância química chamada cocaetileno. Essa substância tóxica e potencialmente fatal produz um barato mais intenso que o crack sozinho, mas também aumenta ainda mais o ritmo cardíaco e a pressão arterial, levando a resultados letais.

REAÇÃO

Causa irritabilidade, depressão e paranóia, algumas vezes levando o usuário a ficar violento. Afeta a memória e a coordenação motora, provocando um emagrecimento acentuado, debilitando o organismo como um todo. Atualmente, é a droga que mais causa devastação no organismo do usuário.

O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e já começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço.

Mas se a droga leva apenas 15 segundos para chegar ao cérebro e começar a produzir estes efeitos, estes também tem um curto período de duração: cerca de 15 minutos.

A cocaína endovenosa, por exemplo, produz as primeiras reações em 3 a 5 minutos, com duração que varia entre 30 e 45 minutos.

Esta característica talvez explique o poder que esta droga exerce sobre seus usuários. A compulsão para o uso do crack (a chamada fissura) é muito mais poderosa que a desenvolvida pela cocaína aspirada ou injetada.

Fonte: www.proerdtrescoracoes.hpg.ig.com.br

Crack

“Não tenho família. Uso crack há quinze anos. Há quinze anos estou morto...”

Essa frase, dita ao repórter Caco Barcellos por um homem de trinta e poucos anos, ex-trabalhador e que atualmente vaga sem rumo pelo centro de São Paulo juntamente com dezenas de outros viciados, resume em poucas palavras o impacto dessa droga sobre milhares de brasileiros. A presença insidiosa do crack em poucos anos se espalhou por quase todos os cantos do país e destruiu ou vem arruinando um grande número de vidas. Como chegamos a essa triste situação?

Crack
Arbusto de coca (Erythroxylon coca), cujas folhas são usadas por populações andinas
para a elaboração de chás que aumentam a resistência ao frio, à fome e ao cansaço.
Delas também se extrai a cocaína

Duzentos milhões de pessoas – ou 5% da população mundial entre 15 e 64 anos – são usuários de drogas ilícitas, segundo um relatório de 2006 do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes. Destes, cerca de 13 milhões são viciados em cocaína, um alcaloide retirado das folhas de coca (Erythroxylon coca), um arbusto andino utilizado há mais de um milênio por habitantes da região para aumentar a resistência ao frio, à fome e ao cansaço.

A cocaína foi primeiramente isolada das folhas de coca em 1855 pelo químico alemão Friedrich Gaedcke (1828-1890). Nos anos que se seguiram à sua extração, a substância passou a ser utilizada para o tratamento de diversas patologias e para uso recreacional.

Talvez a aplicação mais celebrada desse alcaloide tenha sido criada pelo farmacêutico e veterano da Guerra Civil norte-americana John Pemberton (1831-1888): em 1885, ele patenteou um tônico cerebral cuja fórmula foi posteriormente alterada e deu origem à famosa Coca-Cola.

Nos últimos anos do século 19, tornaram-se frequentes relatos que associavam o uso da cocaína com dependência, comportamento psicótico, convulsões e mortes. Por isso, bebidas que contivessem cocaína em sua formulação foram banidas da Europa e dos Estados Unidos por volta de 1915.

O consumo ilícito de cocaína não se mostrou relevante até o final da década de 1960, quando seu uso se tornou mais frequente, associado muitas vezes com a contracultura, movimento social que questionava os valores e comportamentos instituídos. Contudo, o custo elevado da cocaína, em comparação com alucinógenos como a maconha, restringiu a sua disseminação. Além disso, como a cocaína se decompõe em seu ponto de fusão (196°C), ela não pode ser fumada e deve ser consumida por inalação ou injetada por via intravenosa.

Surge o crack

A segunda metade dos anos 1980 marca uma reviravolta nessa história. A partir dessa época, o consumo de cocaína se elevou graças ao surgimento do crack (também conhecido como rock ou pedra), um derivado sintético criado a partir de alterações das características químicas do cloridrato de cocaína, a forma normalmente consumida dessa droga.

Crack
Pedras de crack, obtidas a partir de alterações das
características químicas da forma normalmente consumida da cocaína

O crack possui um custo mais barato em relação a outras drogas. Uma pedra – dose suficiente para causar dependência em muitos consumidores – pode ser comprada em alguns lugares por apenas um real, embora o preço seja dezenas de vezes mais alto em pontos de venda para a classe média e alta. Além disso, o crack atrai muitos de seus usuários por causar efeitos bastante rápidos, obtidos alguns instantes após a inalação da droga através de cachimbos, muitas vezes improvisados.

Os efeitos da “viagem” do crack começam a se manifestar apenas 15 segundos após a primeira tragada, tempo necessário para que a droga alcance os pulmões e, dali, o cérebro. Contudo, esses efeitos são efêmeros e duram apenas cerca de 15 minutos. Para efeito de comparação, a cocaína consumida na forma endovenosa produz as primeiras reações em 3 a 5 minutos e seus efeitos se estendem por um período de 30 a 45 minutos.

Nesse ponto surge mais uma das armadilhas do crack: à medida que ele é consumido, a duração de seus efeitos torna-se ainda mais passageira. Dessa forma, é comum que os usuários voltem a utilizar a droga alguns minutos depois, podendo consumir em um só dia 15 ou mais pedras, ampliando assim os efeitos nocivos dessa droga. Além disso, os usuários rapidamente consomem seus recursos para obter o crack e podem se entregar à criminalidade para obter o dinheiro para conseguir mais drogas.

Ação no sistema nervoso

Como a cocaína, o crack é um poderoso estimulante do sistema nervoso central que causa uma elevação nos níveis de dopamina, um neurotransmissor associado com uma região cerebral conhecida como centro de recompensa. Normalmente a dopamina é liberada por neurônios em resposta a sensações prazerosas (como o cheiro da comida de nossas mães!) e reciclada quase imediatamente.

O crack e a cocaína impedem a reciclagem de dopamina que, assim, tem seus efeitos amplificados, o que causa uma sensação de grande prazer, euforia e poder.

Além disso, o crack também provoca um estado de excitação, hiperatividade, insônia, perda de sensação do cansaço e falta de apetite. Concomitantemente, após o uso intenso e repetitivo, o usuário de crack experimenta cansaço, intensa depressão e perda de peso.

O uso repetitivo de crack e cocaína pode afetar de forma prolongada o centro de recompensa e outras regiões cerebrais. A tolerância aos efeitos dessas drogas também pode se desenvolver, o que contribui para o consumo de doses cada vez maiores dessas substâncias.

Além disso, o consumo dessas drogas contrai vasos sanguíneos, causa dores musculares, dilata as pupilas e aumenta a temperatura corporal, o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea, podendo causar ataques cardíacos e derrames. Cefaleia, complicações gastrointestinais, irritabilidade, reações violentas e efeitos psicológicos como paranoia e psicose também são observados.

Milhões de reais

Do ponto de vista do traficante, o crack é, obviamente, um grande negócio, pois um quilo de cocaína – que custa em torno de 5 a 20 mil reais, segundo diferentes estimativas – pode ser convertido em dez mil porções de crack, que rendem cerca de 500 mil reais. Assim, o tráfico movimenta diariamente centenas de milhões de reais nas cidades brasileiras dos mais diversos tamanhos.

Obviamente, muita gente ganha dinheiro com o comércio do crack e verdadeiros milionários surgiram desde que essa droga apareceu no Brasil nos anos 1990.

Todos ganham muito dinheiro: do traficante de pasta básica de coca a todos os envolvidos na rede de produção, distribuição e comercialização do produto final – as pedras de crack.

No lado oposto, vemos milhões de jovens e adultos com suas vidas destruídas, expostos à violência vagando – como o ex-trabalhador citado no início – como mortos vivos expostos à violência, à prostituição e à degradação. No meio desses dois grupos estão – pelo menos por enquanto – familiares desesperados, profissionais de saúde pública muitas vezes atordoados e, infelizmente, governantes ainda desinteressados... Até quando?

Jerry Carvalho Borges

Fonte: biblioteca.planejamento.gov.br

Crack

Crack
Crack

A base livre (freebase) e o crack (rock, pedra) são duas drogas estimulantes quimicamente iguais.

Ambas são derivadas da coca, no entanto o seu processo de preparação difere: a base livre é conseguida mediante o aquecimento de uma mistura de cloridrato de cocaína com éter.

Quando o aquecimento é feito com bicarbonato de sódio, amoníaco e água, o produto final será o "crack", que possui este nome devido aos barulhos crepitantes dos resíduos de bicarbonato de sódio quando aquecidos. Esta forma de cocaína torna-se passível de ser fumada.

O efeito experimentado pelo consumidor depende sobretudo da velocidade com que a concentração no sangue aumenta e não propriamente do nível da concentração da substância.

Assim sendo, a ingestão pelo fumo tem um efeito mais acentuado, dado que penetra com rapidez nos tecidos pulmonares, atingindo facilmente o coração e depois o cérebro.

Quando inalada, a substância tem que penetrar a membrana mucosa que é algo grossa e depois circular no sangue até ao coração, passando depois pelos pulmões antes de atingir o cérebro. Esta viagem obriga a uma diluição considerável da droga. Pode ainda ser feita a aspiração dos vapores da combustão, recorrendo-se para tal a utensílios como cachimbos próprios, tubos de vidro, canetas esferográficas, papel de alumínio, etc.

São comercializadas sob a forma de pedras brancas ou amareladas ou bolinhas semelhantes a grãos de chumbo (125 ou 300 miligramas).

À semelhança da cocaína, pertencem ao grupo das substâncias simpático-miméticas indiretas, contribuindo para o aumento de neurotransmissores na fenda sináptica e para o estímulo das vias de neurotransmissão, nas quais a dopamina e noradrenalina estão implicadas. Não é conhecido algum uso terapêutico destas substâncias.

Origem

O consumo da chamada base livre iniciou-se nos anos 70 e atingiu grande popularidade nos Estados Unidos. No entanto, no final desta década, o seu uso decaiu em virtude do perigo inerente à elaboração do produto (o éter, implicado na produção da droga, é extremamente inflamável) e do seu preço elevado. Sendo assim, o consumo desta droga ficou circunscrito a um grupo reduzido de pessoas, que a produziam para consumo particular.

A partir da base livre e com a introdução de uma ligeira variação no processo de produção, surgiu o crack. Este, apesar de provocar efeitos semelhantes, é bastante mais simples de preparar do que a base livre. O aparecimento do crack é um fenómeno relativamente recente. É mencionado pela primeira vez no New York Times em 1985 e é encontrado em Inglaterra em 1987. Posteriormente, os media comparam o crack às pragas da Europa medieval.

Efeitos

Os efeitos destas substâncias são idênticos aos da cocaína, contudo como atingem o cérebro em poucos segundos, são mais rápidos e intensos. Apresentam uma duração de cerca de 5 a 10 minutos.

O indivíduo pode começar por sentir euforia, sensação de bem-estar intensa e excitação sexual. Contudo, os efeitos positivos poderão ser rapidamente substituídos por ardor nos olhos, secura na boca, palpitações, contrações musculares, dilatação das pupilas, dor de cabeça, depressão forte, irritabilidade, angústia, insónia e diminuição do apetite.

Riscos

Com o consumo destas substâncias o indivíduo pode experimentar insónias, agitação psicomotora, emagrecimento, hipertensão, arritmias cardíacas, indiferença sexual ou acessos crónicos de tosse. Como produzem um aumento acentuado da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, poderão causar enfarte do miocárdio e hemorragias cerebrais. Adicionalmente, o consumo destas substâncias poderá ainda trazer outras complicações, frequentemente mortais, como infecções nos brônquios e paragens respiratórias.

Em termos psicológicos, pode provocar a destruturação da identidade da pessoa. Esta pode tornar-se mais agressiva, ter problemas a nível de auto-crítica e moral, dificuldades em estabelecer relações afetivas, desenvolver psicoses, paranóia, comportamento excessivamente anti-social, podendo inclusivamente orientar-se para a marginalidade e prostituição.

O consumo de crack por mulheres grávidas poderá acarretar problemas com o feto, atrasos no crescimento intrauterino e parto prematuro. Crianças nascidas nestas condições parecem apresentar problemas a nível comportamental, não conseguindo brincar nem falar como as outras crianças. Passam também por períodos em que parecem desligar-se do mundo.

Tolerância e Dependência

Apresentam um grande potencial de dependência. A tolerância é bastante elevada e desenvolve-se com facilidade.

Síndrome de Abstinência

Ela enfrenta os sintomas da abstinência, que incluem:

Depressão
Ansiedade
Necessidade intensa da droga
Irritabilidade
Agitação
Exaustão
Raiva.

Fonte: www.psicologia.pt

Crack

O crack é uma mistura de cocaína em forma de pasta não refinada com bicarbonato de sódio. Esta droga se apresenta na forma de pequenas pedras e pode ser até cinco vezes mais potente do que a cocaína. O efeito do crack dura, em média, dez minutos.

Sua principal forma de consumo é a inalação da fumaça produzida pela queima da pedra. É necessário o auxílio de algum objeto como um cachimbo para consumir a droga, muitos desses feitos artesanalmente com o auxílio de latas, pequenas garrafas plásticas e canudos ou canetas.

Os pulmões conseguem absorver quase 100% do crack inalado.

Efeitos

Os primeiros efeitos do crack são uma euforia plena que desaparece repentinamente depois de um curto espaço de tempo, sendo seguida por uma grande e profunda depressão. Por causa da rapidez do efeito, o usuário consome novas doses para voltar a sentir uma nova euforia e sair do estado depressivo.

O crack também provoca hiperatividade, insônia, perda da sensação de cansaço, perda de apetite e conseqüente perda de peso e desnutrição. Com o tempo e uso constante da droga, aparecem um cansaço intenso, uma forte depressão e desinteresse sexual.

Os usuários de crack apresentam um comportamento violento, são facilmente irritáveis. Tremores, paranóia e desconfiança também são causados pela droga.

Normalmente, os usuários têm os lábios, a língua e a garganta queimados por causa da forma de consumo da substância. Apresentam também problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse, expectoração de muco preto e sérios danos nos pulmões.

O uso mais contínuo da droga pode causar ataque cardíaco e derrame cerebral graças a um considerável aumento da pressão arterial. Contrações no peito seguidas de convulsões e coma também são causadas pelo consumo excessivo da droga.

Histórico

Ao contrário da maioria das drogas, o crack não tem sua origem ligada a fins medicinais: ele já nasceu como uma droga para alterar o estado mental do usuário.

O crack surgiu da cocaína, feito por traficantes no submundo das favelas e guetos das grandes cidades sendo, portanto, difícil precisar quando e onde realmente ele apareceu pela primeira vez. O nome "crack" vem do barulho que ele faz quando está sendo queimado para ser consumido.

Curiosidade

Existe uma variação do crack que tem um poder alucinógeno ainda maior, trata-se de uma droga chamada Merla. A Merla apareceu pela primeira vez nas favelas do Grande ABC em São Paulo e é feita com sobras do refino da cocaína misturada com querosene e gasolina.

Fonte: www.angelfire.com

Crack

O crack não uma droga nova mas uma nova via de administração da cocaína. Isto faz diferença quanto a rapidez de ação e por motivos operacionais, pois seu baixo custo torna-a atraente para o consumo. Todas as informações a respeito dos efeitos do crack devem ser procurados nas páginas sobre cocaína. Nesta seção é tratado apenas das peculiaridades do crack.

No começo dos anos 80 a pasta de coca foi transformada numa forma nova chamada base livre, que permite a volatilização (transformação em vapor) da cocaína, permitindo com que a cocaína pudesse ser fumada. A cocaína inalada em pó é uma apresentação sólida que se disolve na mucosa nasal antes de ser absorvida.

Os vapores do crack vão para os pulmões e são transportados para a corrente sanguínea mais rapidamente conferindo maior rapidez de sensação psicotrópica, a sensação contudo é a mesma da cocaína bem como os demais efeitos. O nome crack é derivado do ruído característico que é produzido pelas pedras quando estão sendo decompostas pelo fumo.

O crack é considerado uma jogada de marketing, por ser barato alcança classes econômicas antes não atingidas pelo alto custo da cocaína em pó.

O crack age por menos tempo do que a cocaína inalada, mas como inicia muito mais rapidamente e mais intensamente que a cocaína há uma especie de compensação psicológica pelo efetio.

O crack é mais barato porque há pouca quantidade de cocaína nas pedras.

O tempo para início de ação do crack são aproximadamente 10 segundos e o tempo de duração são de 5 minutos

Fonte: www.psicosite.com.br

Crack

O Crack leva 10 segundos para fazer o efeito, gerando euforia e excitação; respiração e batimentos cardíacos acelerados, seguido de depressão, delírio e "fissura" por novas doses.

"Crack" refere-se à forma não salgada da cocaína isolada numa solução de água, depois de um tratamento de sal dissolvido em água com bicarbonato de sódio.

Os pedaços grossos secos têm algumas impurezas e também contêm bicarbonato. Os últimos estouram ou racham (crack) como diz o nome.

Cinco a sete vezes mais potente do que a cocaína, o crack é também mais cruel e mortífero do que ela. Possui um poder avassalador para desestruturar a personalidade, agindo em prazo muito curto e criando enorme dependência psicológica. Assim como a cocaína, não causa dependência física, o corpo não sinaliza a carência da droga.

As primeiras sensações são de euforia, brilho e bem-estar, descritas como o estalo, um relâmpago, o "tuim", na linguagem dos usuários. Na segunda vez, elas já não aparecem.

Logo os neurônios são lesados e o coração entra em descompasso (de 180 a 240 batimentos por minuto).

Há risco de hemorragia cerebral, fissura, alucinações, delírios, convulsão, infarto agudo e morte.

O pulmão se fragmenta. Problemas respiratórios como congestão nasal, tosse insistente e expectoração de mucos negros indicam os danos sofridos.

Dores de cabeça, tonturas e desmaios, tremores, magreza, transpiração, palidez e nervosismo atormentam o craqueiro. Outros sinais importantes são euforia, desinibição, agitação psicomotora, taquicardia, dilatação das pupilas, aumento de pressão arterial e transpiração intensa. São comuns queimaduras nos lábios, na língua e no rosto pela proximidade da chama do isqueiro no cachimbo, no qual a pedra é fumada.

O crack induz a abortos e nascimentos prematuros. Os bebês sobreviventes apresentam cérebro menor e choram de dor quando tocados ou expostos à luz.

Demoram mais para falar, andar e ir ao banheiro sozinhos e têm imensa dificuldade de aprendizado.

O caminho da droga no organismo

Do cachimbo ao cérebro:

1. O crack é queimado e sua fumaça aspirada passa pelos alvéolos pulmonares
2.
Via alvéolos o crack cai na circulação e atinge o cérebro
3.
No sistema nervoso central, a droga age diretamente sobre os neurônios. O crack bloqueia a recaptura do neurotransmissor dopamina, mantendo a substância química por mais tempo nos espaços sinápticos. Com isso as atividades motoras e sensoriais são superestimuladas. A droga aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca. Há risco de convulsão, infarto e derrame cerebral
4.
O crack é distribuído pelo organismo por meio da circulação sanguínea
5.
No fígado, ele é metabolizado
6.
A droga é eliminada pela urina

Ação no sistema nervoso

Em uma pessoa normal, os impulsos nervosos são convertidos em neurotransmissores, como a dopamina (1), e liberados nos espaços sinápticos. Uma vez passada a informação, a substância é recapturada (2).

Nos usuários de crack, esse mecanismo encontra-se alterado.

A droga (3) subverte o mecanismo natural de recaptação da substância nas fendas sinápticas. Bloqueado esse processo, ocorre uma concentração anormal de dopamina na fenda (4), superestimulando os receptores musculares - daí a sensação de euforia e poder provocada pela droga. A alegria, entretanto, dura pouco.

Os receptores ajustam-se às necessidades do sistema nervoso. Ao perceber que existem demasiados receptores na sinapse, eles são reduzidos. Com isso as sinapses tornam-se lentas, comprometendo as atividades cerebrais e corporais.

O crack nasceu nos guetos pobres das metrópoles, levando crianças de rua ao vício fácil e a morte rápida. Agora chega à classe média, aumentando seu rastro de destruição.

Como as pessoas se viciam em crack?

A cocaína é uma substância altamente viciante. Pessoas que a utilizam podem tornar-se fisicamente e psicologicamente dependentes, ao ponto de não poder controlar seus desejos. Pesquisadores descobriram que macacos viciados em cocaína chegam a pressionar uma barra mais de 12 mil vezes para conseguir uma única dose da droga. Assim que conseguem, recomeçam a pressionar a barra para conseguir mais.

O crack e outras drogas viciantes alteram quimicamente uma parte do cérebro chamada sistema de recompensa. Como mencionado anteriormente, quando as pessoas fumam crack, a droga prende a dopamina nos espaços entre as células nervosas. A dopamina cria as sensações de prazer que obtemos em atividades prazerosas, como comer ou fazer sexo. Mas em usuários de crack, a dopamina continua estimulando essas células, criando um “barato”, uma sensação de euforia que dura de 5 a 15 minutos. Então, a droga começa a perder efeito, deixando a pessoa desanimada e depressiva, resultando em um desejo de fumar mais crack para se sentir bem de novo.

O cérebro responde à overdose de dopamina criada pelo crack destruindo parte da dopamina, produzindo menos ou bloqueando os receptores. O resultado é que, depois de utilizar a droga por certo tempo, os usuários de crack se tornam menos sensíveis a ela, e precisam utilizar mais e mais para obter o efeito desejado. Conseqüentemente, eles não conseguem parar de usar a droga porque seus cérebros são “reprogramados”, eles precisam da droga para funcionar corretamente. Quanto tempo leva para se viciar? Varia de pessoa para pessoa, e é difícil determinar um tempo exato, principalmente porque o vício físico está ligado ao vício psicológico.

Evidentemente, nem todo mundo reage da mesma forma ao uso prolongado. Há usuários que se tornam ainda mais sensíveis ao crack quanto mais o utilizam.

Alguns chegam a morrer depois de utilizar uma pequena quantidade, devido a sua sensibilidade aumentada.

Quando uma pessoa viciada pára de utilizar o crack, há uma “crise”.

Fonte: www.ade-sergipe.com.br

Crack

O crack é uma substância derivada da cocaína, apresentada em forma de pedras, feita a partir da mistura da pasta base com diversos produtos químicos. É uma droga estimulante do sistema nervoso central, que causa o aumento da pressão arterial e aceleração dos batimentos cardíacos. O uso frequente pode provocar convulsões, parada cardíaca e levar à morte.

O que é o crack?

O crack é uma droga que se apresenta sob a forma de pasta endurecida ou “pedra”, e que contém cocaína, uma substância psicoativa (que gera efeitos no cérebro e na mente). Ele inicialmente produz um efeito excitante do sistema nervoso, porém tem forte poder de causar dependência, além de outros problemas à saúde.

Quem usa o crack, e quantos são seus usuários, no Brasil?

Não se sabe exatamente quantos são os usuários de crack no país. Estima-se que no Brasil haja centenas de milhares de usuários, principalmente adolescentes e adultos jovens. A maioria é das classes C e D e começa a usar por volta dos 14 anos. Entre os estudantes do ensino médio nas maiores cidades do Brasil, cerca de 0,5% já usou crack ao menos uma vez. Pesquisas em andamento deverão, a curto prazo, indicar com maior precisão quantos e quais são os usuários de crack, bem como as condições de uso e de vida desses dependentes.

Apenas no Brasil existe o crack?

Não. O crack é usado em praticamente todos os países das américas do Sul, Central e Norte, mas o Brasil observa no momento a recente explosão do uso do crack.

Como se usa o crack?

A “pedra” de crack é fumada (ao fumar, ela “estala”, daí o nome “crack”), como o fumo num cachimbo. Entretanto, a maioria usa qualquer apetrecho que permita fazer a pedra queimar, como latas de refrigerantes, canos de obra ou de vidro, etc. A fumaça liberada pela “pedra” é aspirada e rapidamente entra nos pulmões, de onde passa diretamente para o sangue e, então, para o cérebro. Tudo isso acontece em um período muito curto de tempo, questão de segundos.

Para que serve o crack?

O crack não tem nenhuma utilidade médica. A maioria dos usuários de crack começa a usá-lo por curiosidade. A droga é consumida inicialmente para obter um “barato”, caracterizado por excitação e agitação mental e física. Em seguida, uma vez instalada a dependência, usa-se nem tanto para obter a excitação inicial, mas para eliminar a “fissura”, um desejo muito intenso de consumir a droga.

Qual é a diferença entre o crack e a cocaína em pó?

Do ponto de vista do princípio ativo, ambos são a mesma substância. A diferença está da forma de apresentação (“pedra”, para o crack, e pó branco cristalino, para a cocaína), e na forma com exercem sua ação. A cocaína é aspirada e absorvida pela mucosa nasal, ou diluída em água e injetada na veia. Demora cerca de 5 minutos para chegar ao cérebro (onde apenas um terço da cocaína aspirada vai chegar) e seus efeitos duram em média 60 minutos.

A fumaça do crack inalada é conduzida pelo sangue diretamente dos pulmões para o cérebro em apenas 5 segundos (mais de 90% da cocaína contida na pedra chega ao cérebro). Os efeitos duram apenas 5 minutos e logo depois surge o desejo de voltar a fumar a droga.

Quais são os efeitos do crack?

No uso agudo, do ponto de vista emocional, observa-se forte inquietação e agitação mental, grande alteração do estado de humor (ou ânimo). Há uma inibição do apetite, agitação física, aumento da temperatura e das freqüências respiratória e cardíaca, suor excessivo, tremores, contrações musculares involuntárias (principalmente da mandíbula), tiques e dilatação da pupila. O uso crônico causa diversas complicações clínicas, como emagrecimento e favorecimento de infecções – inclusive dentárias, além de quadros de psicose, agressividade, paranóia e alucinações. A longo prazo, o usuário se torma um “zumbi” ou, na linguagem popular, um “nóia”.

Quanto tempo se demora para ficar dependente do crack?

Apesar de muitas pessoas dizerem que crack “vicia” no primeiro uso, o que se sabe é que – como toda droga – o uso repetido é o que causa a dependência.

Diferentemente das outras drogas, o crack, entretanto, é muito rápido para causar a dependência, por ter sua absorção quase total e de forma muito rápida, seguida de uma sensação muito desagradável quando o efeito passa.

Essa sensação é pouco tolerada pelo usuário, o que faz com que ele rapidamente tente utilizar novamente a pedra. Usuários de crack não guardam restos da droga para utilizá-la depois, consumindo sempre todo o seu estoque. Esta repetição de uso é que contribui – junto com o potente efeito da droga – para que o usuário fique dependente de forma rápida.

O que é pior: crack ou maconha?

São drogas diferentes, com efeitos diferentes. Entretanto, uma vez que o crack deixa o indivíduo mais impulsivo e excitável, e gera dependência e fissura de forma intensa, o impacto social maior do que a maconha, em função do comportamento violento que o usuário da “pedra” pode ter para poder obter dinheiro para utilizá-la.

Pode-se misturar crack com bebida ou outras drogas?

O crack eventualmente é fumado dentro de cigarros de maconha (“pitico” ou “basuco”), gerando efeito combinado das duas drogas. Também não é incomum a utilização de bebidas alcoólicas para potencializar algum tipo de efeito ou tentar reduzir o desconforto pela falta da substância depois do efeito agudo. Entretanto, o uso combinado de crack com bebidas alcoólicas ou outras drogas, pode ter conseqüências mais graves que seu uso isolado.

O crack prejudica também o feto?

O crack prejudica o desenvolvimento fetal por alterar a saúde física da mãe, e por passar à corrente sanguínea do bebê. Isso pode causar diminuição do fluxo de oxigênio para o feto, e baixo peso ao nascer, com graves danos ao sistema nervoso central e alterações nos neurotransmissores cerebrais. Também há maior risco de aborto espontâneo, hemorragias na mãe e no bebê, e trabalho de parto prematuro, além de diversas malformações físicas e dificuldades na amamentação.

O quer fazer se souber que alguém está começando a usar crack?

Encaminhá-lo imediatamente ao tratamento disponível na sua região. O crack avança rapidamente em direção à dependência. Portanto, quanto mais precocemente o usuário for auxiliado, maior será sua chance de recuperação.

Qual é a solução para os crackeiros de rua?

Eles devem ser abordados no local onde se encontram. As abordagens comunitárias, que levam em conta as condições de vida do usuário, são as que apresentam melhores resultados. É importante que o usuário perceba que a ajuda oferecida visa não apenas eliminar o uso do crack, mas também melhorar sua condição de vida atual.

Fonte: www.brasil.gov.br

Crack

O que é o crack?

Pela forma de uso, o crack é mais potente do que qualquer outra droga e provoca dependência desde a primeira pedra. A droga é de fácil acesso, sem cheiro, de efeito imediato e aprisiona pacientes e seus familiares.

O baixo custo da pedra revela-se ilusório. Empurrado para o precipício da fissura, o dependente precisa fumar 20, 30 vezes por dia. Desfaz-se de todos os bens, furta de familiares e amigos e, por fim, começa a cometer crimes.

O que é?

A pedra de crack é produzida com a mistura de cocaína e bicarbonato de sódio ou amônia. Sua forma sólida permite que seja fumada.

Como é o uso?

O usuário queima a pedra de crack em cachimbo e aspira a fumaça. O crack também é misturado a cigarros de maconha, chamados de piticos.

O efeito?

O crack chega ao cérebro em oito a 12 segundos e provoca intensa euforia e autoconfiança. Essa sensação persiste por cinco a 10 minutos.

Para comparar: ao ser cheirada, a cocaína em pó leva de 10 a 15 minutos para começar a fazer efeito.

A dependência?

A fumaça do crack atinge rapidamente o pulmão, entra na corrente sanguínea e chega ao cérebro. É a forma de uso, não a composição, que torna a pedra mais potente.

Como proteger seu filho?

A prevenção é arma mais forte na luta contra o crack. Veja dicas que podem ajudá-lo a manter seu filho longe da droga.

Dicas de prevenção:

Esqueça aquele mito de que é bonitinho uma criança experimentar uns goles de cerveja com você.
Tenha hábitos saudáveis:
as escolhas dos pais influenciam o comportamento dos filhos. Pesquisas mostram que, em lares com pais fumantes, o índice de filhos fumantes é maior.
Dê o exemplo:
quando as crianças observam os adultos beberem para relaxar ou superar a timidez, aprendem que também precisam de substâncias químicas para superar seus problemas
Acompanhe a rotina de seu filho:
é importante saber onde ele está, o que faz e com quem está. Mudanças bruscas de comportamento podem ser um sinal de que há problemas.

Sinais de alerta?

As marcas para descobrir se alguém está usando drogas na família ou no círculo de amigos são facilmente percebidas se existe diálogo e uma relação aberta.

Quando falta conversa, também há sinais que podem ajudar pai, mãe, irmão ou avó e avô a descobrir o uso e tentar ajudar o viciado a livrar-se da dependência.

Além da devastação no organismo (veja quadro), o comportamento avisa. Há visível mudança física, que inclui perda de peso acentuada, em especial nos usuários de cocaína e crack — os "crackeiros" ainda sofrem de envelhecimento precoce e pele ressecada.

O consumo de drogas deixa o usuário retraído, deprimido, cansado e até descuidado em sua aparência. Um teste da Associação Espaço Comunitário Comenius, de São Paulo, orienta a observar o estilo da pessoa — se ficou agressiva, adotou atitudes violentas e se mudou de amigos.

Para Maria Cecília Heckrath, coordenadora do setor de álcool e drogas da Secretaria de Estado da Saúde (SC) , não há fórmula segura para detectar o consumo de drogas, mas é comum perceber o uso se a família tem diálogo.

Quando os pais são distantes ou a família é desestruturada fica difícil. Aí os pais só percebem quando encontram droga no bolso do filho, diz Maria Cecília, que trabalhou mais de 10 anos no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Florianópolis.

O conjunto desses fatores pode indicar o consumo:

O jovem anda retraído, deprimido, cansado e descuidado do aspecto pessoal (com cabelo e barba por fazer e unhas sujas e malcuidadas), agressivo, com atitudes violentas.
Quando a pessoa muda radicalmente o grupo de amizades. Se estuda, mostra dificuldades na escola e perde o interesse por passatempos, esportes e hobbies. Se trabalha, começa a faltar e ficar relapso.
O usuário muda seus hábitos alimentares, deixa de se alimentar com frequência e passa a sofrer com distúrbios de sono. O usuário de crack pode perder 10 quilos em um mês.
Usa desodorantes para disfarçar cheiro, fica com os olhos vermelhos, as pupilas dilatadas e usa colírios.
Mantém conversas telefônicas com desconhecidos, começa a furtar objetos de valor na própria casa.
Adota mudanças no visual, usa roupas sujas e faz apologia a drogas.
No caso da maconha, quando há caixas de fósforos furadas no centro, ou piteiras e cachimbos, que permitem fumar o cigarro de maconha até o final sem queimar os dedos ou os lábios; papel de seda (para enrolar a droga); tem manchas amareladas entre as pontas dos dedos e queimaduras e há cheiro nos lençóis.
No caso da cocaína, cartões de crédito e lâminas utilizados para pulverizar o pó e canetas sem carga, para aspirá-lo, são sinais de uso.
Também é importante perceber se o nariz da pessoa sangra com frequência ou apresenta coriza, se tem dificuldade para falar, gasta mais dinheiro do que o normal e sai mais de casa, ou passa noites insones.
Mentiras recorrentes e descaso com compromissos.

Maconha é porta de entrada?

A droga também pode provocar delírios, alucinações e dependência

Se é temerário afirmar que todo usuário de maconha se tornará dependente de crack, é quase certo que o usuário de crack experimentou maconha antes. Estudo do Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (Vivavoz) indica que metade dos usuários de maconha atendidos costuma utilizar drogas mais pesadas.

Em um universo de mil pessoas que ligaram de todo o país e se declararam usuários de maconha entre janeiro de 2006 e setembro de 2007, cerca de 500 relataram o consumo de cocaína e crack.

Quem usa maconha tem mais chance de usar cocaína e crack, é um fator de risco. Como os piores efeitos da maconha só são percebidos a longo prazo, as pessoas acham que não dá nada e começam a usar substâncias mais pesadas — observa a psicofarmacologista Helena M. T. Barros, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e coordenadora do Vivavoz.

A maior parte dos usuários pesquisados tem entre 25 e 30 anos, mas começou a usar a droga na adolescência. Além de delírios, alucinações e dependência, a maconha pode provocar outras doenças comumente associadas ao uso do cigarro, como bronquite, asma, enfisema, faringite e até câncer.

O perfil dos traficantes escolares

Fique atento à movimentação nos arredores da sua escola ou de seu filho.

Quem são?

A maioria são homens, numa faixa etária um pouco acima da dos estudantes, mas não é raro encontrar mulheres, jovens e até idosos. Para despistar, há até casais de namorados que oferecem drogas.

Como se vestem?

Costumam usar roupas apropriadas a cada ambiente, semelhantes às do seu público-alvo. Se o traficante fica na porta de um colégio de periferia, provavelmente se vestirá como os estudantes do local. Se estiver diante de uma escola particular, provavelmente se preocupará em estar bem vestido. Se estiver em um parque, poderá estar disfarçado como um corredor ou ciclista.

Como se aproximam?

Os traficantes se posicionam estrategicamente em locais de circulação de estudantes no caminho para a escola, como praças e bares. Nas primeiras abordagens, geralmente puxam conversas despretensiosas com os alunos. Para construir vínculos, jogam futebol ou participam de outras atividades com os estudantes. Aos poucos, se tornam conhecidos e passam a ser procurados.

Onde escondem as drogas?

Costumam caminhar com pouca quantidade da droga nos bolsos – assim, em caso de abordagens da polícia, podem dizer que são usuários. Escondem as reservas embaixo de pneus de automóveis, galhos de árvores ou telhas nas proximidades.

Os códigos?

Para evitar suspeitas, recomendam aos usuários que não se aproximem com carteiras nem consumam a droga nas proximidades do local de venda. Um dos códigos estabelecidos para a compra é se aproximar com dinheiro na mão, para acelerar a transação.

As gírias?

Usam gírias para despistar. Em vez de dizer maconha, por exemplo, usuários e traficantes usam expressões como "verde", "green". Chamam cocaína de "pó","farinha", e ecstasy, de "bala".

Fonte: zerohora.clicrbs.com.br

Crack

Crack
Crack

O Crack são pequenas pedras de formatos irregulares, fumadas em cachimbos na maioria das vezes improvisados.

O crack é uma mistura de cocaína em pó, convertida em alcalóide pelo tratamento com um álcali (amônia ou bicarbonato de sódio). Recebeu este nome porque faz um pequeno estalo na combustão quando fumado.

Mais barato que a cocaína, produz um efeito forte que dura muito pouco tempo, aumentando o consumo rapidamente e encarecendo a dependência.

Os efeitos produzidos no usuário são basicamente iguais ao da cocaína, porém muito mais intensos. Causa irritabilidade, depressão e paranóia, algumas vezes levando o usuário a ficar violento. Afeta a memória e a coordenação motora, provocando um emagrecimento acentuado, debilitando o organismo como um todo.

Atualmente, é a droga que mais causa devastação no organismo do usuário.

Pequenas pedras de formatos irregulares, fumadas em cachimbos na maioria das vezes improvisados. O crack é uma mistura de cocaína em pó, convertida em alcalóide pelo tratamento com um álcali (amônia ou bicarbonato de sódio). Recebeu este nome porque faz um pequeno estalo na combustão quando fumado.

Mais barato que a cocaína, produz um efeito forte que dura muito pouco tempo, aumentando o consumo rapidamente e encarecendo a dependência.

Os efeitos produzidos no usuário são basicamente iguais ao da cocaína, porém muito mais intensos. Causa irritabilidade, depressão e paranóia, algumas vezes levando o usuário a ficar violento. Afeta a memória e a coordenação motora, provocando um emagrecimento acentuado, debilitando o organismo como um todo.

Crack
Crack

O crack no organismo

O crack tem como aspecto físico pedaçosgrossos e secos que normalmente é utilizado por via pulmonar, através de sua queima em umcachimbo.

Sua fumaça aspirada passa pelos alvéolos pulmonares e, através deles, cai na circulaçãosanguínea chegando então ao cérebro. No Sistema Nervoso Central, a droga age diretamentenos neurônios e esta ação se inicia em dez a quinze minutos após a inalação. Em uma pessoanormal, os impulsos nervosos são convertidos em neurotransmissores, como a dopamina, eliberados nos espaços sinápticos. Uma vez passada a informação, a substância é recapturada.

Mas nos usuários de Crack, este mecanismo é bloqueado, fazendo com que ocorra umaconcentração anormal de dopamina na fenda, superestimulando os receptores muscularespromovendo então a sensação de euforia e poder provocada pela droga. Porém este efeitodura pouco tempo, em média cinco minutos, pois os receptores ajustam-se às necessidades dosistema nervoso. Ao perceber que existem demasiados receptores na sinapse, eles sãoreduzidos. Com isso as sinapses tornam-se lentas, comprometendo as atividades cerebrais ecorporais e levando a uma depressão, fadiga e mal-estar. Quando ainda em ação, drogaaumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca causando risco de convulsão, infarto ederrame cerebral. Ela é distribuída pelo organismo por meio da circulação sanguínea,metabolizada no fígado e eliminada pela urina.

É pelo fato de esta droga proporcionar seus efeitos quase que imediatamente e estes efeitoster curta duração, que o usuário de crack utiliza a droga por muitas vezes em curto período detempo, tornando-se dependente rapidamente.

Quando o usuário tornar-se dependente, ao ficar sem a droga, ele entra em depressão e senteum grande cansaço, além de sentir a ³fissura´, que é a compulsão avassaladora de usar adroga. O uso contínuo e em grandes quantidades leva o usuário a tornar-se extremamenteagressivo, chegando a ficar paranóico, surgindo a gíria ³nóia´. Problemas mentais sérios,problemas respiratórios, derrames e infartos são as consequências mais comuns do uso destadroga.

Outro mal desta droga é que ela induz abortos e nascimentos prematuros. Os bebêssobreviventes apresentam cérebro menor e choram de dor quando tocados ou expostos à luz.Demoram mais para falar, andar e ir ao banheiro sozinhos, além de ter imensa dificuldade deaprendizado.

O Dr. Içami Tiba, em 123 respostas sobre drogas, assim discorre sobre as reações que esta droga provoca no organismo:

“O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e já começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço.”

Mas se a droga leva apenas 15 segundos para chegar ao cérebro e começar a produzir estes efeitos, estes também tem um curto período de duração: cerca de 15 minutos.

A cocaína endovenosa, por exemplo, produz as primeiras reações em 3 a 5 minutos, com duração que varia entre 30 e 45 minutos. Esta característica talvez explique o poder que esta droga exerce sobre seus usuários. Segundo Solange Nappo, bioquímica e pesquisadora do Cebrid, Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, “a compulsão para o uso do crack (o que os dependentes chamam de ‘fissura’) é muito mais poderosa que a desenvolvida pela cocaína aspirada ou injetada.”

Uma pesquisa do Grea, Grupo Interdisciplinar de Alcoolismo e Famacodependências do Hospital das Clínicas de São Paulo, apontou os intervalos de tempo entre o uso regular de álcool, cocaína em pó e crack e o aparecimento de problemas por causa disso.

O caminho entre a experimentação e a dependência é muito rápido. “Com o crack, não existe o chamado uso social ou recreativo”, afirma o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade.

Uma pesquisa do Cebrid com 25 usuários e ex-usuários da droga revelou que 52% deles faziam uso freqüente desta menos de um mês depois de experimentá-la.

Conforme a mesma pesquisa, a idade de suas vítimas também é um fator preocupante: 52% dos consumidores têm entre 13 e 20 anos e 40% entre 20 e 30 anos.

O aumento da criminalidade entre os usuários desta droga também é assustador. A psiquiatra Sandra Scivoletto, coordenadora de um trabalho do Grea, diz que “todos os pacientes que faziam uso regular de crack praticaram roubos ou furtos e mais da metade deles foram expulsos da escola”.

Prossegue afirmando que “os usuários do crack se envolvem em atividades ilegais duas vezes mais do que os usuários de outras drogas”. Esta pesquisa do Grea mostrou que 38,1% dos jovens que usavam crack haviam se envolvido em tráfico de drogas e 47,6% apresentavam antecedentes de envolvimento com polícia e prisão.

Como a evolução da dependência com relação a esta droga é muito rápida, quando os familiares descobrem o usuário, na maioria das vezes, já está completamente dependente.

Para auxiliar os pais, vale destacar o trabalho da jornalista Andréia Peres, publicado originalmente na revista Cláudia de outubro de 1995, conforme abaixo segue:

Fatores de risco para o uso de crack - A Organização Mundial da Saúde considera mais propensa ao uso de drogas a pessoa mal informada sobre os efeitos, com saúde deficiente, insatisfeita, com personalidade deficientemente integrada e com fácil acesso às drogas.

Traços que favorecem - O adolescente usuário de crack, segundo a psiquiatra Sandra Scivoletto, tem as mesmas características de quem procura estimulantes de um modo geral. Sente uma enorme melancolia, sem motivo aparente, e um grande vazio, devido à falta de uma atividade que lhe traga prazer e de perspectivas de vida de um modo geral.

Os sintomas - O comportamento do usuário de crack, segundo o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, especializado em drogas pela Universidade de Londres, muda rápido e intensamente. Ele vai mal na escola (ou a abandona), tem um sono altamente perturbado, emagrece muito, isola-se dos outros e começa a apresentar sintomas de paranóia. Acha que está sendo seguido ou que caiu alguma pedra de crack no chão. Também fica apático, introvertido. A cocaína age ainda sobre as pupilas dos olhos, podendo dilatá-las.

O tratamento - Depende do estado de cada paciente. Vai do tratamento ambulatorial até a internação domiciliar ou em clínicas especializadas. A sua principal dificuldade, segundo o dr. Ronaldo Laranjeira, é a “fissura”, a vontade que o usuário sente de usar a droga. A fase inicial é a mais difícil, e dura, geralmente, uma semana. O jovem só é considerado totalmente reabilitado depois de dois anos de abstinência.

O material utilizado para o consumo desta droga é o cachimbo, normalmente produzido artesanalmente com uma lata de refrigerante com um furo na lateral para inserção do canudo por onde a fumaça será aspirada, colocando-se a pedra de crack no orifício superior da lata por onde o refrigerante é bebido. Copos de água mineral com tampa de papel de alumínio também são muito utilizados.

Um artigo baseado nos dados e na experiência adquiridos em São Paulo durante o “Projeto Cocaíno WHO”, quando foram entrevistados usuários ou ex-usuários de crack, de autoria dos pesquisadores do CEBRID (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), Solange A. Nappo, José Carlos F. Galduróz e Ana R. Noto; intitulado “Uso do ‘crack’ em São Paulo: fenômeno emergente?” traz a seguinte conclusão:

“Este estudo aponta o crack como uma das formas mais arrasadoras do uso da cocaína.”

“Jovens com menos de 20 anos pertencentes a diferentes classes sociais, com predominância da classe baixa, são os consumidores preferenciais. Entre eles, o crack é classificado como droga anti-social e egoísta que os leva a um isolamento social. A paranóia que se instala gera medo e suspeita das pessoas, o que contribui para esse isolamento e confinamento a locais fechados.”

“O usuário rapidamente tem ruptura de caráter. A mentira passa a fazer parte de seu discurso, que associada à desconfiança pode gerar agressividade e até violência.”

“A compulsão para o uso da droga (fissura) parece ser mais forte que a desenvolvida pela cocaína nas outras formas de consumo (aspirada, injetável), impedindo qualquer uso controlado. Em menos de um mês, instala-se a dependência, que para muitos traz também a necessidade de roubar e/ou prostituir-se para sustentar o vício.”

“A degradação física é outra característica do usuário de crack. Ele perde peso logo no início do consumo, passando a não mais cuidar do seu corpo, deixando de lado os princípios básicos de higiene.”

“Devido a essas características, o crack parece ser incompatível com qualquer modo tradicional de vida (trabalho, estudo, relacionamento amoroso, etc.), marginalizando totalmente o indivíduo que dele faz uso.”

“A forma ‘sedutora’ com que se apresenta o uso do crack, ou seja: leve (é apenas fumado), não necessitando de seringas e agulhas que para muitos constituem-se em violação ao próprio corpo; a não transmissibilidade do HIV pela via pulmonar; e os poderosos efeitos alcançados em segundos, são fatores preditivos de aumento cada vez maior do consumo desta droga em São Paulo, podendo transformar-se num problema emergente de saúde pública a curto prazo.”

“Os autores deste trabalho acreditam que as campanhas de prevenção ao abuso de drogas desenvolvidas para São Paulo, que em relação à cocaína tem enfocado apenas seu uso endovenoso, devem urgentemente ser revistas no sentido de que o crack também seja abordado, descaracterizando esse uso aparentemente inofensivo.”

CONSEQUÊNCIA DO CRACK PARA A SAÚDE

Fome e sono: O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quasenão come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos dedesnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitosbásicos de higiene e cuidados com a aparência.
Pulmões:
A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já háum processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças comopneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemasrespiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito.
Coração:
A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva aaumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento dafrequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto,podem ocorrer.
Ossos e músculos:
O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dosmúsculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.

SISTEMA NEUROLÓGICO

Oscilações de humor: O crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função deneurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações dehumor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. Otratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível.
Prejuízo cognitivo:
Pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses dedependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeitoum ano depois, o QI havia baixado para 80.
Doenças psiquiátricas:
Em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais gravestambém podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios.
Sexo:
O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção. Hápesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmentetransmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam.
Morte:
Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) erelacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).A causa mais comum deóbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento comtraficantes, por exemplo.

Fonte: www.crer-vip.org.br

Crack

Diretrizes Gerais Médicas para Assistência Integral ao Crack

Crack

1- APRESENTAÇÃO

A epidemia de uso de crack que se apresenta no país preocupa a todos os brasileiros. A estimativa da OMS para o Brasil é que existam 3% de usuários, o que implicaria em 6 milhões de brasileiros. O Ministério da Saúde trabalha com 2 milhões de usuários e estudo da Unifesp patrocinado pela SENAD demonstra que um terço dos usuários encontra a cura, outro terço mantém o uso e outro terço morre, sendo que em 85% dos casos relacionados à violência.

Não existe ainda uma droga específica. Os psiquiatras preconizam internação para desintoxicação de cerca de 7 a 14 dias, drogas usadas comumente como opióides e tratamento das comorbidades constituem- se em medidas iniciais, devendo o paciente ter acesso à rede de tratamento ambulatorial bem como aos processos integrados.

É preciso mobilizar toda a sociedade (sindicatos, conselhos, movimentos sociais, religioso, estudantil) e meio empresarial para criar uma consciência de responsabilidade compartilhada para o sucesso dessa grande ação de cidadania.

As entidades médicas (Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos e Associação Médica Brasileira) se disponibilizam para fazer parte dessa grande causa.

A presidência da República já se manifestou ao declarar o enfrentamento a essa grande mazela social.

As diretrizes a seguir foram formatadas a partir de trabalhos elaborados por especialistas, apresentados em Brasília –DF, na sede do CFM.

1 – a. ‘Guia da OMS de Intervenção para Transtornos Mentais, Neurológicos e por Uso de Substâncias em locais de cuidados não especializados’; do Dr. José Manoel Bertolote; Consultor da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.
b.
‘Crack – Dimensão do Problema’ – do Dr. Salomão Rodrigues Filho membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.
c.
‘Crack: abordagem clínica’ – do Dr. Carlos Salgado, Membro da CT Psiquiatria do CFM e Presidente da ABEAD.
d.
‘Política do tratamento do CRACK’ – do Dr. Ronaldo Laranjeira, Professor Titular de Psiquiatria da UNIFESP e Presidente do INPAD-CNPq - Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas.
e.
’ Crack construindo um consenso’ – da Dra. Jane Lemos, Presidente da Associação Médica de Pernambuco.

2- DEFINIÇÕES DE USO, ABUSO E DEPENDÊNCIA

USO: qualquer consumo de substâncias, para experimentar, esporádico ou episódico;
ABUSO ou USO NOCIVO:
consumo da SPA associado à algum prejuízo (biológico, psíquico ou social);
DEPENDÊNCIA:
Consumo sem controle, geralmente associado a problemas sérios para o usuário – diferentes graus.

3- INTRODUÇÃO

3.1 - O QUE É O CRACK?

Crack é produzido a partir da cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água, gerando um composto, que pode ser fumado ou inalado. O nome “crack” vem do barulho que as pedras fazem ao serem queimadas durante o uso.

3.2 - COMO É O USO?

O usuário queima a pedra em cachimbos improvisados, como latinha de alumínio ou tubos de PVC, e aspira a fumaça. Pedra menores, quando quebradas, podem ser misturadas a cigarros de tabaco e maconha, chamado pelo usuário de piticos, mesclado ou basuco.

3.3 - O CAMINHO E AS CONSEQUÊNCIAS DA DROGA NO ORGANISMO

A fumaça tóxica do Crack atinge o pulmão, vai à corrente sanguínea e chega ao cérebro. É distribuído pelo organismo por meio da circulação sanguínea e, por fim, a droga é eliminada pela urina. Sua ação no cérebro é responsável pela dependência.

Algumas das principais conseqüências do uso da droga são: doenças pulmonares, alguns doenças psiquiátricas, como psicose, paranóia, alucinações e doenças cardíacas.

A conseqüência mais notória é a agressão ao sistema neurológico, provocando oscilação de humor e problemas cognitivos, ou seja, na maneira como o cérebro percebe, aprende, pensa e recorda as informações.

Isso leva o usuário a apresentar dificuldade de raciocínio, memorização e concentração.

4- HISTÓRICO

A cocaína é consumida pela humanidade há 5000 anos. A população dos Andes permanece com o hábito de mascar coca para amenizar fome e cansaço.

No século XIX surgiu o interesse pelas propriedades farmacológicas, cujo princípio ativo, a critroxilina, possui ação estimulante para exaltar o humor e espantar a depressão (FREUD).

Na década de 80, a cocaína emerge como droga das elites, com perfil eminentemente urbano.

Na década de 90, surge um subproduto da cocaína, que ficou conhecido como crack, atingindo um extrato social e uma faixa etária mais baixos.

Sua utilização provoca uma euforia de grande magnitude e curta duração, com intensa fissura e síndrome de urgência para repetir a dose. Pelo seu baixo preço, agregou facilmente novos consumidores.

O uso da substância psicoativa aumenta a chance de outros transtornos mentais, podendo mimetizar, atenuar ou piorar sintomas. No caso específico do crack, é comum sua associação a transtornos de humor, personalidade, conduta e déficit de atenção.

Cerca de 20% de pessoas dependentes de substância psicoativa, procuram emergências por agitação psicomotora. O perfil do consumidor de crack é o de um jovem, desempregado, com baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo, proveniente de família desestruturada com antecedentes de uso de droga e com comportamento de risco.

5- ASPECTOS GERAIS NO TRATAMENTO DO USUÁRIO DE CRACK

MULTIFATORIEDADE do Dependente Químico (DQ) - O tratamento deve ser interdisciplinar, dirigido às diversas áreas afetadas: física, psicológica, social, questões legais e qualidade de vida.
Objetivo:
iniciar a abstinência e prevenir as recaídas.
DESAFIO –
Não há uma droga específica apesar de pesquisas empreendidas. É preciso identificar precocemente, avaliar padrão de consumo, grau de dependência, comorbidades e fatores de risco. Garantir disponibilidade para o tratamento e facilitar acesso aos serviços de atendimento, além de, buscar adesão ao tratamento com intervenções familiares.
TRATAMENTO – Intervenções medicamentosas de suporte:
sintomáticas e tratamento das comorbidades psiquiátricas e complicações clínicas.A cocaína aumenta a neurotransmissão da dopamina e serotonina relacionadas aos efeitos prazerosos e reforçadores da droga e desregulação do sistema, com papel importante na Síndrome de Abstinência, levando a inúmeros ensaios clínicos com intervenções farmacológicas sem resultados satisfatórios. As drogas utilizadas ainda estão sem evidência científica comprovada ou experiência clínica consistente. Anticonvulsivantes, agentes aversivos, antidepressivos tricíclicos, estabilizadores de humor e antipsicóticos são utilizados e serão comentados ao final.

ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR E REDE INTEGRADA DE ATENÇAO PSICOSSOCIAL

Ações preventivas: sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde e educação
Identificação precoce e encaminhamento adequado
Desintoxicação:
tratamento e suporte sintomático
Tratamento das comorbidades:
clínicas e psiquiátricas.
Estratégias de psicoeducação:
trabalhar fatores de risco
Grupos de auto-ajuda
Acompanhamento ao longo do tempo na Estratégia Saúde da Família
Abordagens psicoterápicas por profissionais habilitados, terapias individuais, grupais
Terapia cognitiva comportamental.
Treino de habilidades sociais e prevenção de recaídas
Reabilitação neuropsicológica e psicossocial
Redução de danos com base em evidências médicas e legais
Rede de atenção:
leitos em hospitais gerais para desintoxicação, ambulatórios, CAPS AD, albergamento sócio-terapeutico e moradias assistidas

6-DIMENSÃO DO PROBLEMA

A rede integrada de saúde mental necessita ser dimensionada quanto as necessidades.
Os serviços comunitários, geralmente religiosos, são muitos, são precários, carecem de base científica e beneficiam pouco o Dependente Químico.As ações na área de saúde nas três esferas de governo e entre os diversos órgãos em uma mesma esfera não são integradas e não são harmônicas.
Os serviços de assistência ao Dependente Químico de Crack (DQC) com qualidade são poucos e geralmente privados e universitários.
O uso de substâncias psicoativas (SPA) lícitas prediz o uso de SPA ilícitas e no Brasil não temos nenhum controle sobre publicidade, preço e disponibilidade das SPA lícitas.
Os usuários recreativos, que sustentam o tráfico, são vistos pela lei 11.343/2006 como dependentes.
A repressão ao tráfico é insuficiente.
Não existe tratamento único e ideal para a DQC.
O melhor seria organização de um sistema de serviços que levasse em conta a diversidade de problemas (saúde mental e física, social, familiar, profissional, conjugal, criminal, etc), buscando a proporcional diversidade de soluções.
Devido a natureza da DQC alguns pacientes podem beneficiar-se de intervenções breves e outra parte, necessitar de tratamentos mais sistematizados e com diferentes níveis de complexidade e variedade de recursos.

7- FLUXOGRAMA DE ENCAMINHAMENTO AOS PACIENTES

DESENHO DE REDE DE SAÚDE SUS CUIDADOS PARA PESSOAS QUE USAM CRACK

Crack

8. GUIA PARA A AVALIAÇÃO E O MANEJO DE CASOS DE URGÊNCIA

8.1. A pessoa está em estado de intoxicação aguda ou overdose de um estimulante?

Pupilas dilatadas
Excitação, pensamento acelerado e desorganizado, paranóia
Uso recente de cocaína, crack ou de outros estimula- Pulso e pressão arterial aumentados
Comportamento agressivo, imprevisível ou violento

8.2. A pessoa está sob uma overdose de algum sedativo?

(Overdose de um opioide ou de outro sedativo ou de mistura de drogas com ou sem overdose de álcool)

Sem reação ou com reações mínimas
Frequência respiratória baixa
Pupilas puntiformes (overdose de opioide)

8.3. A pessoa está em estado de abstinência aguda de opioide?

História de dependência de opioide, com uso pesado e interrupção recente (nos últimos dias)
Náusea, vômitos, diarréia
Pupilas dilatadas
Pulso e pressão arterial aumentados
Bocejos repetidos, lacrimejamento e coriza e piloereção
Ansiedade, inquietação

8.4. Intoxicação aguda ou overdose de cocaína, crack ou estimulante do tipo da anfetamina

Dê diazepam em doses fracionadas até que a pessoa se acalme e fique levemente sedada.
Se os sintomas psicóticos não responderem aos benzodiazepínicos, pense em usar antipsicóticos de ação rápida.
NÃO introduza anti-psicóticos de longa ação.
Monitorize a pressão arterial, a frequência cardíaca, a frequência respiratória e a temperatura de 2 em 2 horas.
Se a pessoa se queixar de dor no peito, se apresentar taquiarritmias ou se tornar violenta ou incontrolável, transfira imediatamente para um hospital.
Durante a fase pós-intoxicação, fique atento a pensamentos ou atos suicidas.

8.5. Investigue:

Desejo muito forte ou compulsão para usar drogas.
Dificuldades para controlar o uso em termos de início, término ou quantidade.
Um estado fisiológico de abstinência quando o uso da droga foi interrompido ou reduzido, indicado pelas características da síndrome de abstinência da droga; ou uso da mesma substância (ou outra muito parecida) com a intenção de aliviar ou evitar os sintomas da abstinência.
Evidência de tolerância, ou seja, são necessárias doses maiores da substância para obter os mesmos efeitos que antes eram obtidos com doses menores.
Negligência progressiva de interesses ou prazeres alternativos devido ao uso, ou ao tempo necessário para obter ou consumir a droga, ou para se recuperar de seus efeitos.
Persistência do uso da droga, apesar das claras evidências de suas consequências nefastas.

8.6. Manejo geral da dependência de drogas

Informe claramente o paciente sobre os resultados da avaliação do uso de drogas e explique a ligação entre o nível do uso, seus problemas de saúde, e os riscos de curto e longo prazo de continuar usando no mesmo nível.
Pergunte sobre o uso de álcool e de outras substâncias psicoativas.
Discuta rapidamente com o paciente sobre seu uso de substâncias.
Forneça, de maneira bem clara, recomendações para interromper o uso nocivo de substâncias e sua disponibilidade para ajudar o paciente nesse sentido.
Se a pessoa estiver disposta a reduzir ou interromper o consumo, discuta os melhores meios de atingir esse objetivo.
Se não, insista que é possível interromper ou reduzir tanto o uso novico como o arriscado de substâncias, e encoraje o paciente a voltar se desejar conversar mais sobre isso.
Se se tratar de um adolescente, veja a seção sobre uso de substâncias por adolescentes.
Se for uma mulher grávida ou que esteja amamentando,reavalie-a com freqüência
Procure apoio de um especialista para os casos de pessoas que continuam usando drogas de forma nociva e que não responderam a intervenções breves.
Informe claramente o paciente sobre o diagnóstico e sobre os riscos de curto e longo prazo.
Investigue as razões que a pessoa tem para usar drogas, empregando técnicas de intervenção breve.
Aconselhe a pessoa a parar completamente com o uso da droga e sinalize sua intenção de ajudá-la nesse sentido.
Pergunte à pessoa se está preparada para deixar de usar a droga.

8.7. Manejo adicional da dependência de maconha ou de crack

Faça uma intervenção mais intensiva (isto é, até 3 sessões, de até 45 minutos cada).
Trate os sintomas de abstinência.
Transfira para um serviço de desintoxicação, se necessário.

8.8. EM TODOS OS CASOS

Pense no encaminhamento para grupos de autoajuda, e para albergamentos terapêuticos ou de reabilitação.
Examine as necessidades de habitação (alojamento) e de emprego.
Forneça informações e apoio ao paciente, a seus cuidadores e a seus familiares.
Se disponível, aplique intervenções psicossociais, tais como aconselhamento ou terapia familiar, aconselhamento ou terapia para a resolução de problemas, terapia cognitivo-comportamental, terapia de reforço motivacional, terapia de manejo de contingências.
Proponha estratégias de redução de danos de acordo com evidências científicas e com base legal

8.9 PORMENORES DA INTERVENÇÃO

8.9.1 AVALIAÇÃO:

A obtenção da história clínica (Como perguntar sobre o uso de drogas)
O que buscar no exame
Exames a serem considerados

8.9.2. Como perguntar sobre o uso de drogas

Pergunte sobre o uso de drogas ilícitas sem deixar transparecer nenhum juízo de valor, talvez depois de perguntar sobre o uso de cigarros, álcool e qualquer outra droga que seja relevante.
Pergunte sobre o padrão e a quantidade consumida, e sobre quaisquer comportamentos associados ao uso de drogas que possam prejudicar a própria saúde, e a dos demais (por exemplo, drogas fumadas, drogas injetadas, atividades durante a intoxicação, implicações financeiras, capacidade de cuidar das crianças, violência em relação a outros).
Pergunte sobre o início e o desenvolvimento do uso de drogas em relação a outros eventos da vida, em sua anamnese

Pergunte sobre danos decorrentes do uso de drogas, mais particularmente:

Ferimentos e acidentes
Dirigir sob o efeito de drogas
Problemas de relacionamento interpessoal
Drogas injetáveis e os riscos a elas associados
Problemas legais / financeiros
Sexo arriscado enquanto intoxicado, motivo de arrependimento posterior.
Investigue a dependência, perguntando sobre o desenvolvimento de tolerância, sintomas de abstinência, uso de quantidades maiores ou por mais tempo do que pretendia, continuação do uso apesar de problemas relacionados, dificuldade para parar ou reduzir o uso, e fissura pela droga.

8.10 INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS

Intervenções breves (Como abordar o uso de drogas)
Grupos de auto-ajuda (Narcóticos Anônimos)
Necessidades habitacionais e de emprego
Apoio a familiares e cuidadores
Estratégias de redução de danos
Mulheres:
gravidez e amamentação

8.11. Como abordar o uso de drogas (Intervenção breve)

Converse sobre o uso de drogas, de forma que a pessoa perceba que pode falar tanto do que acha de suas vantagens quanto de seus danos reais ou potenciais, levando em consideração o que a pessoa acha de mais importante em sua vida.
Leve a conversa no sentido de uma avaliação equilibrada dos efeitos positivos e negativos da droga, questionando opiniões exageradas sobre os benefícios e destacando alguns dos aspectos negativos que ela tenha porventura minimizado.
Evite discutir com a pessoa e tente mudar o jeito de falar, se ela apresentar resistências, buscando sempre esclarecer o real impacto da droga na vida daquela pessoa, no limite do que ela seja capaz de entender, naquele momento.
Estimule a pessoa a decidir por si mesma se quer mudar o padrão de uso da droga, principalmente após uma conversa equilibrada sobre os prós e os contras do padrão de uso atual.
Se a pessoa ainda não estiver preparada para parar ou reduzir o uso da droga, peça que volte num outro dia para continuarem a conversa, quem sabe acompanhada por um familiar ou amigo.

8.12 Mulheres: gravidez e amamentação

Interrogue sobre o ciclo menstrual e informe mulheres que o uso de drogas pode interferir com o ciclo menstrual, por vezes dando a falsa impressão de não poderá engravidar.
Aconselhe as grávidas a parar com o uso de qualquer droga, e apóie-as nesse sentido. As grávidas dependentes de opioides devem ser aconselhadas a usarem uma droga de substituição agonista, como a metadona.
Examine os bebês nascidos de mães usuárias de drogas para verificar a presença ou ausência de sintomas de abstinência (conhecida como síndrome de abstinência neonatal). A síndrome de abstinência neonatal devida ao uso materno de opioides deve ser tratada com doses baixas de opioides (como a morfina) ou barbitúricos.
Aconselhe e apóie as mães que amamentam a não usarem nenhum tipo de droga.
Aconselhe e apóie as mães com transtornos por uso de drogas a apenas amamentarem seus bebês ao menos durante os seis primeiros meses, a menos que haja uma recomendação de um especialista para não amamentar.
Às mães com uso nocivo de drogas e filhos pequenos deve-se oferecer serviços de apoio social, onde houver, incluindo visitas pós-natais adicionais, treinamento do pais, e cuidados das crianças durante as consultas.

8.13 - Farmacoterapia da síndrome de abstinência de crack

Manejo sintomático, isto é, trate os sintomas da abstinência à medida em que forem surgindo: náuseas com anti-eméticos, dores com analgésicos comuns, insônia com sedativos leves, etc.
Mantenha a hidratação.
Evite a contenção física.
Não retenha o/a paciente, se ele/ela quiser deixar o serviço, na forma da lei.
Durante ou logo após a abstinência podem surgir sintomas depressivos, ou o/a paciente pode ter uma depressão pré-existente. Observe e trate de acordo com o Capítulo sobre Depressão. Fique atento/a ao risco de suicídio.

8.14 - Redução de danos

Conforme evidências médicas e bases legais

8.15 - Internações compulsórias

As internações voluntárias, involuntárias e compulsórias devem obedecer aos preceitos da legislação.

9- ASPECTOS GERAIS NO TRATAMENTO AO USUÁRIO DE CRACK E MANUSEIO DE MEDICAMENTOS

TRATAMENTO

Na atualidade, não há ainda medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration para tratamento especifico de dependência de cocaína/crack, embora haja muitos estudos nesse sentido e alguns parecem promissores.

As drogas utilizadas não apresentam evidências científicas ou experiência clinica consistente:

I-ANTICONVULSIVANTES

1-Carbamazepina

Dose: 400 a 1200 mg/dia
Efeitos colaterais:
tonturas, mal estar gástrico, sonolência, náuseas, ataxia, leucopenia e rush cutâneo são os mais comuns.

Recomendação: Dosagem sérica da droga e controle da função hepática.

2 - Topiramato

Dose: 200 a 400 mg/dia
Mecanismo:
envolvimento dos sistemas GABAérgicos e Glutamatergicos na modulação do sistema de recompensa cerebral (ação anti Craving)

Efeitos colaterais: Sonolência, parestesia, dificuldade de concentração, redução do peso corporal.

3 – Gabapentina

Dose: 900 a 1800 mg/dia (inicial com 300 mg)
Propriedades:
GABAérgicos e Glutamatergicas.
Efeitos Colaterais:
Sedação, ataxia, fadiga e tonturas.

4 – Lamotrigina

Dose: 100 a 150 mg/dia. Atua sobre os canais de cálcio sensibilizando a diferença de potencial para estabilizar as membranas neuronais

Efeitos Colaterais: Ataxia, cefaléia, rush cutâneo, sonolência e tonturas.

5 - Valproato de sódio

Dose: 500 mg/dia
Mecanismo Gabaérgico -
modificando o mecanismo do GABA modificando o metabolismo, com aumento da liberação do GABA, diminuição do turnover e aumento da recaptação do GABA B.
Recomendação:
controle da função hepática e hematológico.

II- AGENTES AVERSIVOS

1- Dissulfiram - (Antietanol)

Dose: 250 a 500mg/dia.
Bloqueio da enzima da degradação da cocaína e do pamina. Historicamente tem sido usado na Dependência Alcoólica. Objetiva diminuir o craving, através de mecanismo de aversão a droga pelos efeitos decorrentes da mesma.

III – ANTIDEPRESSIVOS

1-TRICICLICOS:

Imipramina (Tofranil) e Monocloroimpramina (Anafranil)
Dose:
75 a 300 mg/dia.
Efeitos Colaterais:
Boca seca, tonturas, constipação intestinal, aumento de peso, tremores, hipotensão ortostática, tonturas, visão borrosa etc.

2- INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DA SEROTONINA, NORADRENALINA E DUAIS

ISRSs – Fluoxetina

Dose: 20 a 60 mg./dia

Paroxetina

Dose: 20 a 40mg/dia

Sertralina

Dose: 100 mg/dia.
Efeitos Colaterais:
melhor tolerados que os tricíclicos.
Podem apresentar:
diminuição do apetite, retardo da ejaculação, diminuição da libido etc.

ISRNs – Reboxetina

Dose: 4 a 8 mg/dia.(Prolifit)

Duais – Bloqueio serotonina, noradrenalina, dopamina ou histamínicos.

Mirtazapina

Dose: 45 a 60mg.
Tem efeito sedativo e aumenta o peso corporal.

Venlafaxina

Dose: 75 a 300 mg.
Cuidado com Hipertensão em doses de 300mg ou mais.

Bupropiona

Dose: 150 a 300 mg/dia.
Tem sido utilizado, com resultados em dependência da Nicotina.

IV – ESTABILIZADORES DO HUMOR

Lítio – Carbonato de Lítio

Dose: 600 a 900 mg./dia
Efeitos Colaterais:
tremores, ataxia, problemas intestinais no inicio do tratamento. Contraindicado para os que têm comprometimento da função renal.
Recomendado:
Controle da concentração sérica.

V- ANTIPSICÓTICOS

Típicos:

Haloperidol
Dose:
5 a 20mg/dia
Efeitos colaterais:
sintomas extrapiramidais, comprometimento da esfera sexual, hipotensão ortostática, visão borrosa etc.

Atípicos: Bloqueio dos receptores serotoninérgicos, dopaminérgicos e bloqueio D2 e D4.

RISPERIDONA

Dose: 2 a 06mg/dia

OLANZAPINA. (zyprexa)

Dose: 05 a 20 mg/dia.

Outras drogas: Propranolol

Dose: 40 a 80 mg/dia.

VI - TRATAMENTO DA SINDROME DE ABSTINÊNCIA DE COCAÍNA/CRACK

O tratamento é basicamente suporte e sintomático. Geralmente o atendimento é em Serviços de Emergência, sendo extremamente importante uma avaliação criteriosa. A dor torácica costuma ser sintoma de Infarto Agudo do Miocárdio devendo ser solicitado os exames adequados.

Quando há inquietação aguda com ansiedade utilizam-se benzodiazepínicos (Diazepam – dose: 05 a 40 mg/dia) ou outro similar. Em quadros psicóticos ou agitação psicomotora e/ou agressividade violenta há indicação de Antipsicóticos de alta freqüência como Haloperidol (Haldol) 5mg IM, podendo repetir- se, se necessário, fazendo de 12/12h ou 8/8 horas mantendo-se controle dos sinais vitais. Pode-se também associar benzodiazepínicos de ação sedativa como Midazolarm 15mg IM (Dormonid).

Vale sempre ressaltar que a dose utilizada depende de vários fatores como condições gerais, nutritivas, idade, intensidade da sintomatologia etc. Importante também identificar e tratar as comorbidades clinicas além das psiquiátricas.

10- ONDE PROCURAR AJUDA

Procure a secretaria municipal de saúde ou o conselho municipal de saúde ou ainda o ministério público, sempre que tiver dificuldades em obter o tratamento desejado.

11 - BIBLIOGRAFIA

Cordioli, A; Psicofármacos – Consulta rápida – Porto Alegre –Artmed- 2005.
Diehl, A; Cordeiro, D; Laranjeira, R – Tratamentos Farmacológicos para Dependência Química – Da evidencia Científica à Prática Clinica – Porto Alegre - Artmed – 2010 Diehl, A; Cordeiro, D; Laranjeira e colaboradores
Dependência Quimica – Porto Alegre-Artmed – 2011.
Figlie, NB; Bordin, S; Laranjeira, R – Aconselhamento em Dependência Química – São Paulo -Editora Roca Ltda, 2004.
Gigliotti, A; Guimarães, A – Diretrizes Gerais para Tratamento da Dependência Química – Rio de Janeiro – Editora Rubio/ABEAD – 2010.
CNM, Confederação Nacional dos Municípios. Cartilha Observatório do Crack. Brasília 2011. 24p.
OMS, Organização Mundial de Saúde. Manual de Orientação para Atenção ao Crack.
ONU. Relatório Anual Sobre Drogas. 2009, 2010.
Ribeiro, M; Laranjeira, R. O Tratamento do Usuário de Crack. Casa de Leitura Médica, São Paulo, 2010.
Diretrizes ABP/CFM/AMV adotadas pela resolução CFM 1952/2010

Fonte: portal.cfm.org.br

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