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Ecstasy

Ecstasy - compreender os riscos

O ecstasy é uma droga ilegal usada por alguns jovens. Mas é diferente de outras drogas como a marijuana, a heroína ou a cocaína, porque não é proveniente de uma planta; é fabricada ilegalmente a partir de diferentes produtos químicos.

O que é o ecstasy?

Embora os ingredientes variem, é geralmente feito de produtos químicos seme-lhantes a duas outras drogas:

Anfetaminas (também conhecida pelo nome de speed) - um estimulante queaumenta a energia e ajuda as pessoas a manterem-se acordadas
Halucinogénios -
que permite ver ou ouvir coisas que não existem, ou distorcero que se vê ou se ouve. Por exemplo, alguém sob o efeito de um halucinogé-nio pode ver uma chávena de café a mover-se, ou pensar que o padrão dopapel da parede está a mover-se.

Como é usada o ecstasy?

É normalmente tomado por via oral na forma de um pequeno comprimido, brancoou amarelo, com tamanhos e formatos diferentes. No entanto, algumas pessoas,injetam a droga.

Quais são os efeitos?

Os efeitos dependem dos ingredientes da droga e da pessoa que a toma, po-dendo fazer com que a pessoa se sinta feliz, confiante e afetuosa. Mas, podetambém, fazer com que as pessoas se sintam ansiosas, paranóides ( com medode que os outros lhes possam fazer mal) e deprimidas.

Os efeitos a curto prazopodem incluir:

Aumento das batidas cardíacas e da pressão arterial
Aumento da temperatura do corpo e da transpiração
Desidratação - perda de água do corpo
Dentes a ranger ou maxilares cerrados
Náusea

Qual é o perigo do ecstasy?

Embora ja tenha havido alguns casos fatais causados por uma reação adversa àdroga, não é um fato comum, porque é dificil prever quem está em risco.

Algumas mortes foram causadas por:

Excesso de calor no corpo - a combinação de ecstasy com a dança por longos períodos pode provocar um aumento da temperatura do corpo e causar desidratação. Quem usa a droga deve beber 500ml de água a intervalos de uma hora se estiver a dançar ou a movimentar-se, e 250ml se não estiver a dançar.
Beber excesso de líquidos -
é importante não beber muita água de uma vez só, visto algumas mortes terem occorrido quando fluido em excesso afeta océrebro, causando coma.

É importante também não conduzir depois de usar ecstasy e não o misturar comoutras drogas nem partilhar agulhas, se a droga for injetada.

As pessoas quetenham antecedentes familiares de doenças mentais, ansiedade, ataques depânico, doença cardíaca, hipertensão, diabetes, problemas hepáticos ou epilepsianão devem usar ecstasy.

O ecstasy é aditivo?

Pensa-se que o ecstasy não é fisicamente aditivo da mesma maneira que outrasdrogas, como a heroína e a nicotina, por exemplo, as quais causam sintomas dedesabituação quando se interrompe o seu consumo. No entanto, há algumaspessoas que ficam psicologicamente dependentes do ecstasy - o que significaterem dificuldade em deixar a droga porque pensam ter necessidade da droga para se sentirem bem ou se divertirem.

Quais são os efeitos a longo prazo do ecstasy?

Há alguma evidência de que o ecstasy pode afetar o cérebro, causando depressão e ansiedade. São relativamente poucas as pessoas que usam a droga por longos períodos, possivelmente porque os efeitos que dão prazer tendem adiminuir com o uso prolongado.

É possível saber quando uma pessoa está a usar ecstasy?

Como os efeitos do ecstasy (e de muitas outras drogas) são semelhantes aocomportamento típico dos adolescentes (como por exemplo mudanças de humor,dormir por longos periodos), é difícil saber. Os pais que estejam preocupados seum filho está a usar drogas devem contactar o médico de família ou um centrocomunitário de saúde para se informarem sobre os serviços de droga e álcool nasua zona.

E que fazer se uma pessoa ficar doente devido ao uso de ecsatsy ou deoutra droga?

Se suspeitar de doença causada por ecstasy chame imediatamente uma ambulância (a polícia não atende as chamadas para ambulâncias).

Fonte: www.health.nsw.gov.au

Ecstasy

O ecstasy é uma droga relativamente nova e, diferentemente de drogas como a cocaína e a maconha, só foi sintetizada pela primeira vez já neste século. A primeira notícia que se tem da droga é de 1912, quando foi sintetizada pela primeira vez por um laboratório alemão.

O ecstasy, ou MDMA, hoje é a droga do momento e a que mais recebe atenção da mídia depois da maconha e da cocaína. O ecstasy foi descoberto pelos laboratórios Merck, na Alemanha em 1912. Até a década de 1940 acreditava-se que era a “droga da verdade”. O bioquímico Alexander Shulgin começou a pesquisar os efeitos nos anos 1960 e buscava um motivo para usá-la para fins terapêuticos.

Sua primeira utilidade foi medicinal, em sessões de psicoterapia, e como um inibidor de apetite.

Curiosidade

O ecstasy é conhecido com a "Pílula do Amor", já que aumenta a concentração de um neurotransmissor (substância responsável pela comunicação entre os neurônios) chamado serotonina. A serotonina está intimamente ligada às sensações amorosas.

Princípio ativo

O princípio ativo do ecstasy é o mesmo do LSD, a Metilenodioxidometaanfetamina (MDMA). Sua forma de consumo é por via oral, através da ingestão de um comprimido. Os usuários normalmente consomem o ecstasy com bebidas alcoólicas, o que intensifica ainda mais o efeito e agrava os riscos.

Eventualmente, os efeitos do ecstasy foram descobertos pelo público e a substância começou a ser traficada com os nomes de Adam, X ou XTC. O berço do uso exclusivamente recreativo do ecstasy foi Dallas, em 1984. o abuso da droga levou à criminalização em julho do mesmo ano e a posse foi criminalizada no ano seguinte.

Adotada por jovens de classe média e alta, a proibição alterou apenas uma parte do comportamento desses usuários: passaram a promover festas fechadas que depois se transformaram nas raves. A concorrência entre promotores de festas foi violente, contando com denúncias de ambos os lados.

O ecstasy dá a sensação de não ser exatamente uma droga no sentido mais obscuro, uma vez que o usuário não precisa subir à favela ou se arriscar muito para consegui-la e a usa em ambientes privados, geralmente na companhia de outras pessoas de classes sociais abastadas. Dependendo do estado físico da pessoa, a droga pode demorar at´´e uma hora para começar a fazer efeito. A identificação dos comprimidos é uma alegoria à parte na cultura clubber, apresentando nomes de marcas famosas em baixo relevo.

Efeitos

Os principais efeitos do ecstasy são uma euforia e um bem-estar intensos, que chegam a durar 10 horas.

A droga age no cérebro aumentando a concentração de duas substâncias: a dopamina, que alivia as dores, e a serotonina, que está ligada a sensações amorosas.

Por isso, a pessoa sob efeito de ecstasy fica muito sociável, com uma vontade incontrolável de conversar e até de ter contato físico com as pessoas. O ecstasy provoca também alucinações.

Os malefícios causados pela droga ao corpo do usuário são ressecamento da boca, perda de apetite, náuseas, coceiras, reações musculares como cãimbras, contrações oculares, espasmo do maxilar, fadiga, depressão, dor de cabeça, visão turva, manchas roxas na pele, movimentos descontrolados de vários membros do corpo como os braços e as pernas, crises bulímicas e insônia.

A principal causa de óbitos dos consumidores da droga é o aumento da temperatura corpórea que ele provoca no usuário. A droga causa um descontrole da pressão sangüínea, que pode provocar febres de até 42 graus.

A febre leva a uma intensa desidratação que pode causar a morte do usuário do ecstasy.

Associado a bebidas alcoólicas, o ecstasy pode provocar um choque cardiorrespiratorio.

Fonte: www.sdr.com.br

Ecstasy

Depois de explodir na europa e nos EUA, chega ao Brasil uma substância que já conquistou milhões de usuários.

O ecstasy é a droga do momento: centenas de jovens, embalados por músicas e luzes, consomem esta substância, em raves e boates, com uma metodologia que lembra os antigos rituais de uso de drogas nos povos antepassados.

Centenas de jovens alucinados, cujo slogan é "Set U Free". Este é o cenário de uma rave, festa de jovens e adolecentes embalada por techno, luzes e o ecstasy.

O MDMA (N-Metil-3,4-metilenodioxiamfetamina, comumente conhecido como Ecstasy, X, E, XTC, Adam, entre outros) é uma droga com intensa atividade psicotrópica. Na sua forma pura, é um pó branco cristalino. É usualmente vendida na forma de pó, misturado com excipientes, comprimidas em drágeas ou em cápsulas. O custo médio é de 20 a 30 dólares por cápsula. É ilegal na maioria dos países. Pertence a classe das feniletilaminas, da qual fazem parte as anfetaminas, a adrenalina, a dopamina e a mescalina. Outros derivados sintéticos da anfetamina, como a efedrina, são vendidos livrementes nas farmácias, em descongestionantes nasais, inibidores de apetite, entre outros.

O mecanismo de ação é o mesmo da grande maioria das drogas tipo-anfetamina: é a potencialização dos sistemas nervosos central e periférico, devido ao aumento na produção de acetilcolina. Acetilcolina é um dos neurotransmissores, moléculas que transmitem sinais químicos entre os neurônios. Mas os principais efeitos mentais que o MDMA provoca devem-se a sua interferência no sistema da 5-hidroxitriptamina (serotonina, ou 5-HT). É o mesmo sítio ativado por drogas psicodélicas.

Sabe-se que o MDMA aumenta a biodisponibilidade do 5-HT, por dificultar a sua recaptação e estimular a sua liberação pelos neurônios pré-sinápticos. O 5-HT está associado a vários fatores no cérebro, como o sono, sonho, humor, euforia, percepção sensorial, etc.. O MDMA provoca uma liberação massiva de 5-HT e, por isso, apresenta um forte efeito sobre o humor. Após algum tempo, o estoque de 5-HT vai acabando e a biossíntese não atende a demanda.

Chega-se ao estado de depressão e esgotamento, que ocorre entre 6 a 8 horas após a ingestão da droga.

Os efeitos da droga MDMA no organismo são muito pronunciados, variando desde o estímulo até o relax. As droga potencia os estímulos sensoriais; por isso, nas raves, os usuários encontram um ambiente perfeito, cheio de música e luzes. Na psiquiatria, o MDMA era utilizado para surtir os mesmos efeitos que, hoje, são causados pelo Prozac (fluoxetina), conhecida como a droga da felicidade. As pessoas ficam eufóricas, agitadas, mais emotivas e pré-dispostas ao carinho, toque e sexo. Muitos usuários relatam efeitos desconfortáveis, como cólicas, vômito e paranóias. Algumas pessoas ficam deprimidas nos dias posteriores a ingestão da droga.

Entretanto, um dos piores e mais perigosos efeitos colaterais causados pelo ecstasy é a súbita elevação da temperatura corpórea (o MDMA provoca hipertermia). Isto pode causar uma desidratação profunda e, em muitos casos, levar à morte. Nas raves, os usuários costumam ingerir litros de água, tentando resfriar e hidratar o corpo. Embora não muito prejudicial a curto prazo, o MDMA apresenta sérias injúrias a longo prazo. Uma delas é a diminuição do peso do usuário, uma vez que o MDMA inibe o apetite e provoca um grande desgaste calórico. Existem vários artigos que evidenciam, também, a relação entre o uso do MDMA e distúrbios cardio-vasculares.

A síntese do MDMA é relativamente simples, e diversos usuários acabam "aprendendo" a metodologia, que consiste em vários refluxos, extrações, destilações e recristalizações. Uma das rotas sintéticas está esquematizada na figura abaixo. Neste exemplo, o reagente de partida é o safrol, que pode ser extraído do sassafrás. O safrol sofre uma isomerização, resultando na mistura cis-trans do isosafrol. Este é oxidado, na presença de peróxido, para uma cetona. Esta sofre uma aminação redutiva com a formamida, resultando no MDMA.

O safrol é o reagente de partida para vários análogos da anfetamina e, por isso, tem a sua venda controlada, no Brasil. Existe uma lei ambiental que, também, proíbe a exploração da sassafrás para a obtenção de safrol. Pesquisadores da Epagri já estão condicionando uma planta do norte, a pimenta longa, também rica em safrol, para o plantio em outras áreas do país. O safrol é muito utilizado nas indústrias de cosméticos, pesticidas/herbicidas, farmacêuticas e alimentos.

Desde os tempos mais remotos, o homem tem se utilizado de substâncias químicas, encontradas em plantas ou, mais recentemente, sintéticas, para provocar alterações no seu estado mental. Algumas vezes associadas a cultos religiosos, ritos espirituais ou práticas de iniciação, as drogas sempre fascinaram a humanidade. Por serem capazes de alterar profundamente a personalidade e interesses humanos, algumas drogas, com o passar dos anos, se tornaram ilícitas.

Outras, entretanto, como o etanol, a nicotina e a cafeína, continuam legais, fazendo com que determinados grupos na sociedade se enriqueçam cada vez mais, a despeito dos males consequentes do uso deliberado destas drogas. A linha que separa as drogas lícitas das ilícitas é tênue e, muitas vezes, imaginária.

Muito mais do que embasamento científico, esta distinção se faz com base em parâmetros comerciais: qual presidente seria corajoso o suficiente para, por exemplo, banir o álcool ou a nicotina de seu país? O ecstasy é apenas mais uma droga, destas que costumam aparecer a cada geração. Com o acentuado avanço da química orgânica nas últimas décadas, não será surpresa se, nos próximos anos, novas substâncias, com efeitos diversos, sejam escolhidas pelos jovens e adolescentes como novas portas para a fuga da realidade.

Fonte: www.qmc.ufsc.br

Ecstasy

Chamada droga de recreio ou droga de desenho, o Ecstasy é uma droga de síntese pertencente à família das fenilaminas. As drogas de síntese são derivados anfetamínicos com uma composição química semelhante à da mescalina (alucinogéneo). Desta forma, o Ecsatsy tem ação alucinogénea, psicadélica e estimulante.

É, geralmente, consumido por via oral, embora possa também ser injetado ou inalado. Surge em forma de pastilhas, comprimidos, barras, cápsulas ou pó. Pode apresentar diversos aspectos, tamanhos e cores, de forma a tornar-se mais atrativo e comercial. Esta variabilidade abrange também a composição das próprias pastilhas, o que faz com que, muitas vezes, os consumidores não saibam exatamente o que estão a tomar.

Existem outras drogas de desenho entre as quais e podem referir o MDA ou o MDE e que apresentam nomes de rua como a pílula do amor, eva, etc.

O Ecstasy atua mediante o aumento da produção e diminuição da reabsorção da serotonina, ao nível do cérebro. A serotonina parece afetar a disposição, o apetite e o sistema que regula a temperatura corporal. Não se conhecem usos terapêuticos para esta substância, embora tenha sido experimentada, antes da sua ilegalização, em contextos de terapia de casal e psicoterapia pelos seus efeitos entactogénicos.

Origem

O MDMA foi descoberto antes das anfetaminas ou dos alucinogéneos. Em 1912, os laboratórios alemães Merck isolaram acidentalmente o MDMA (MetileneDioxoMetaAnfetamina) e em 1914 patentearam-no como inibidor do apetite, o qual não chegou a ser comercializado. Só nos anos 50 é que, com fins experimentais, foi utilizado pela polícia em interrogatórios e em psicoterapia.

Nos anos 60 e 70 conseguiu grande popularidade entre a cultura underground californiana e entre os frequentadores de discotecas, o que levou à sua proibição em 1985. Foi baptizado com o nome de Ecstasy (XTC) pelos vendedores como uma manobra de marketing.

Na Europa, nos finais dos aos 80, o seu consumo aumentou, como se pode verificar, por exemplo, pelo número de pastilhas apreendidas pelas autoridades espanholas: 4.325 em 1989 e 645.000 em 1995. Este alargamento na Europa está também associado à queda do muro de Berlim e ao descontrolo político de alguns dos países do Leste europeu, onde a indústria farmacêutica está fortemente implantada.

O Ecstasy foi inicialmente consumido em Ibiza e nos países do mediterrâneo, no contexto da noite e da música eletronica. O consumo espalhou-se, mais tarde, até à Inglaterra e Holanda, onde surge a nova cultura da rave entre os jovens.

Efeitos

Os primeiros efeitos surgem após 20-70 minutos, alcançando a fase de estabilidade em 2 horas. Diz-se que o MDMA pode combinar os efeitos da cannabis (aumento da sensibilidade sensorial e auditiva), os das anfetaminas (excitação e agitação) e ainda com os do álcool (desinibição e sociabilidade). Para além disso, pode oferecer uma forte sensação de amor ao próximo, de vontade de contato físico e sexual.

O Ecstasy pode provocar uma sensação de intimidade e de proximidade com outras pessoas, aumento da percepção de sensualidade, aumento da capacidade comunicativa, loquacidade, euforia, despreocupação, autoconfiança, expansão da perspectiva mental, incremento da consciência das emoções, diminuição da agressividade ou perda da noção de espaço.

A nível físico pode ocorrer trismo (contração dos músculos da mandíbula), taquicardia, aumento da pressão sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, vontade de urinar, tremores, transpiração, cãibras ou dores musculares.

Os efeitos desaparecem 4 a 6 horas após o consumo. Podem ocorrer algumas consequências residuais nas 40 horas posteriores ao consumo.

Riscos

A longo prazo, o ecstasy pode provocar cansaço, esgotamento, sonolência, deterioração da personalidade, depressão, ansiedade, ataques de pânico, má disposição, letargia, psicose, dificuldade de concentração, irritação ou insônia. Estas consequências podem ainda ser acompanhadas de arritmias, morte súbita por colapso cardiovascular, acidente cérebro-vascular, hipertermia, hepatotoxicidade ou insuficiência renal aguda.

O consumo de ecstasy e a atividade física intensa (várias horas a dançar) pode provocar desidratação e o aumento da temperatura corporal (pode chegar a 42º C), o que por sua vez pode levar hemorragia interna. A desidratação e a hipertimia têm sido causa de várias mortes em raves.

A hipertimia pode ser reconhecida pelos seguintes sinais: parar de transpirar, desorientação, vertigens, dores de cabeça, fadiga, cãibras ou desmaio. Como forma de precaução, aconselha-se a ingestão de água. No entanto, a ingestão excessiva de água pode também ser perigosa (a intoxicação de água pode ser fatal).

É de referir que esta droga é frequentemente falsificada e substâncias como as anfetaminas, a ketamina, o PCP, a cafeína ou medicamentos são vendidos com o nome de ecstasy.

Tolerância e Dependência

O desenvolvimento de tolerância pode ser favorecido pelo uso contínuo do ecstasy.

A dependência psicológica pode verificar-se mas não existem dados conclusivos relativamente à dependência física.

Chamada erroneamente de droga do amor, o ecstasy é considerada uma droga nova e é muito conhecida entre a galera que sai à noite na balada, principalmente em raves. O ecstasy causa uma sensação de euforia e prazer. Segundo algumas pessoas que já experimentaram a droga, você é tomado por uma sensação de leveza, alegria e poder.

O ecstasy foi inventado em 1914 em uma pesquisa com antidepressivos com efeito rápido. Começou a ser usada há 10 anos na Inglaterra e hoje é consumido em geral por jovens de classe média.

O tráfico não vem dos morros das favelas: na maioria das vezes, é feito dentro de algumas festas mesmo.

Mas o perigo está justamente nessa sensação de poder que a droga passa. Esse "bem estar", alegria e muita energia é como se fosse uma "ilusão" que o cérebro passa. De repente, uma pessoa toma a droga e fica dançando por umas 5 horas, mas muitas vezes ela não tem um preparo físico para agüentar tanta agitação.

Não é raro algumas pessoas ficarem com febre ou resfriadas no dia seguinte. Isso porque a droga diminui a resistência do corpo.

Está muito errado quem pensa que só porque o ecstasy é "droga de final de semana", não vicia. Vicia sim! O ecstasy é uma anfetamina, uma droga sintetizada em laboratório. Anfetamina é estimulante do sistema nervoso central. Ou seja, faz com que você fique "ligado" por mais tempo do que o normal, executando atividades e descartando o descanso. Só que esse cansaço aparece depois que a droga sai do organismo. Quando o usuário for tomar a droga de novo, a energia vem em menor intensidade. Aí, é claro que a pessoa vai tomar uma dose muito maior na próxima vez. O organismo da pessoa vai ficando cada vez mais tolerante à droga e aí vira uma boa de neve. Quando menos se imagina, a pessoa já virou dependente.

A droga pode provocar euforia, desinibição, ansiedade e intensa sensação de sociabilidade.

Porém, existem casos onde os efeitos são exatamente ao contrário: ao invés de prazer, a pessoa pode ser tomada por uma sensação de paranóia e pânico, além de profunda depressão.

Depois de ingerido, o ecstasy começa a fazer efeito depois de 20 a 60 minutos.

Além de psíquico, causa efeitos físicos: aumento da pressão arterial, aceleração dos batimentos cardíacos, diminuição do apetite, pupilas dilatadas e boca seca. O metabolismo acelera, e por isso, a temperatura do corpo aumenta, chegando até 40º. Esse é um dos motivos que levam os consumidores a beber litros e litros de água enquanto dançam. A vista também fica sensível a luz, por isso que muitos usam óculos escuros.

Aliás, o calor provocado pela droga é o efeito colateral mais discutido, sendo que se a temperatura do corpo aumentar muito, pode causar convulsões e levar o usuário até a morte.

Para saciar a sede, o pessoal abusa da água. Só que aí que vem o dilema: se beber muita água, o usuário não vai conseguir controlar a urina e se não beber muita água, pode sofrer de desidratação!!

Lembrando que como a droga faz parte do grupo das anfetaminas, os efeitos deste também servem para o ecstasy: sérios danos no fígado, coração, cérebro e degeneração dos neurônios, além da possibilidade de aparecer sintomas psíquicos como paranóia, agressividade, ansiedade fóbica, insônia, etc.

Depressão e perda de memória são outros efeitos colaterais. Ou seja, por se tratar de uma droga química, ou seja, produzida em laboratório, os efeitos dessa e de tantas outras drogas podem não ser tão agradáveis assim como muitas pessoas acham!

Mais sobre o Ecstasy

Conhecida como a droga do amor, o ecstasy é derivado da anfetamina (o MDMA, mesmo princípio ativo do LSD), tendo efeito estimulante e alucinógeno. Nos últimos anos, a droga ganhou espaço graças à popularidade das raves e da música eletrônica, que criam ambientes favoráveis a seu consumo.

O ecstasy - ou simplesmente "e" - aumenta a concentração de dopamina (estimulante) e serotonina (substância responsável pelas emoções) no cérebro. A droga é consumida em comprimidos de diversas cores e tamanhos e seus efeitos surgem de 20 a 60 minutos depois do consumo, podendo durar até 10h.

O ecstasy provoca euforia, sensação de intimidade, aumento da empatia e muita vontade de conversar e tocar os outros, o que justifica o apelido "droga do amor". A droga também pode gerar alucinações auditivas, visuais e táteis. Boca seca, náusea, suor em excesso, diminuição da fome, caimbras, insônia, espasmo do maxilar e aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial são os efeitos que o ecstasy pode causar no corpo.

O uso freqüente e de grandes doses da droga pode causar depressão, ansiedade e paranóia. A morte pelo consumo de ecstasy é rara, mas pode acontecer. O aumento descontrolado da temperatura e pressão do corpo podem provocar desidratação (pelo suor intenso), febre aguda (podendo passar 41º), convulsões e insuficiência dos rins, com risco de morte. O risco é maior para pessoas hipertensas ou com problemas no coração, mas nunca se pode bobear. E quando consumido com bebidas alcoólicas, o ecstasy torna-se perigoso.

Fonte: www.psicologia.com.pt

Ecstasy

ECSTASY "A DROGA DO AMOR"

O QUE É?

É uma mistura de substâncias alucinógenas e estimulantes, geralmente com maior quantidade de anfetamina.

O QUE PROVOCA

A anfetamina é um estimulante que aumenta a quantidade de neurotransmissores (substâncias químicas) liberados, o que causa agitação, ansiedade e sensação de "estar ligado". Alguns tipos de Ecstasy podem conter heroína.

RISCO DE CONSUMO

O usuário de ecstasy está sujeito a reações causadas pelos alucinógenos e estimulantes, como por exemplo convulsões, parada cardíaca e queda de pressão.

Existem vários tipos de Ecstasy. Cada um pode provocar uma reação diferente no usuário. O tempo de duração do efeito pode ser de até 12 horas.

COMO FUNCIONA NO SISTEMA NERVOSO

As informações, como imagem ou som, "caminham" no sistema nervoso através de células chamadas neurônios, que não se tocam. Eles dependem dos neurotransmissores para se comunicarem. Os neurotransmissores são liberados na extremidade de um neurônio e vão até o neurônio vizinho.

O Ecstasy impede as pessoas de manter atividades normais como dormir e se alimentar.

CONSUMO TEM RELAÇÃO COM CULTURA 'DANCE'

Usuários tomam a droga para desinibir, dançar à noite em reuniões de grupos, danceterias e fazer sexo.

O consumo e a difusão do Ecstasy estão diretamente relacionados com a chamada cultura "dance".

Das "rave parties" inglesas ( megafestas realizadas em galpões industriais abandonados a partir de meados dos anos 80 ( às festas alternativas, embalam as noites dos consumidores do Ecstasy.

"Uma coisa não existe sem a outra. Uma boa noite de curtição começa com Ecstasy e dance music", disse o estilista Sérgio M.A., que consome a droga duas vezes por mês em média.

Segundo ele, a diferença entre as "rave parties" inglesas e as reuniões de amigos, situação mais comum de consumo de Ecstasy, está no "tamanho da festa e não na intensidade".

"Na Europa, ninguém interfere na vida de ninguém e as pessoas são mais livres. Aqui a gente tem que tomar muito cuidado para não se comprometer, mas nós curtimos como se tivéssemos em uma festa enorme".

Daí, a explicação para o uso restrito do Ecstasy. Fica sempre entre amigos. São amigos que nos enviam por carta e são amigos que dividem o barato quando saem em grupo", disse Sérgio M. A..

Um papel com um microponto de Ecstasy pode ser dividido por oito pessoas, diz o estilista.

"Curtir a noite" na concepção dessas pessoas significa dançar em festas ou danceterias e fazer sexo.

"A droga deixa a gente mais solto e facilita a aproximação. Mas é importante saber usar. Não adianta usar Ecstasy se a gente não for para um lugar que tem gente bonita e descolada".

Há estudos que comprovam que o Ecstasy deixa as pessoas mais desinibidas, porém o efeito é temporário.

O uso dessa droga dá a sensação temporária de soltura, mas não é um processo verdadeiro de auto-conhecimento e deliberação.

Mas os usuários não parecem se preocupar com a fugacidade dos efeitos do Ecstasy. "As coisas acontecem muito rápido e a gente vive entre um barato e outro", disse André S. S..

A ilegalidade também não assusta os usuários. Como na Inglaterra, a venda e o cosumo de Ecstasy são proibidos no Brasil.

"As drogas sempre foram proibidas e nem por isso as pessoas deixaram de cosumir. Duvido que isso mude algum dia", disse Sérgio M. A..

Fonte: www.vestibular1.com.br

Ecstasy

Ecstasy: a ilusão do prazer

A “droga do amor”. Assim é conhecido o ecstasy, tema que encerra a série do Por uma boa causa de julho, sobre dependência química. Em forma de comprimidos ou cápsulas, é um entorpecente muito consumido nas festas rave, que costumam durar mais de doze horas, embaladas por músicas eletrônicas. “A sensação de quem consome ecstasy é de extremo prazer. O corpo fica leve, como se fosse flutuante. O usuário não tem sono e dança inesgotavelmente”, descreve Magda Vaissman, professora do Instituto de Psiquiatria (IPUB) da UFRJ.

De acordo com Magda, a utilização da droga ocorre desde a década de 1990, geralmente em ambientes com música, pois combinam com a euforia causada pelo consumo. “Com o uso, há uma grande liberação de serotonina, substância que atua no centro de recompensa no cérebro, provocando sensação de profundo bem-estar. A dependência faz com que o indivíduo sinta necessidade de sempre buscar esse reforço positivo da droga”, explica.

Entretanto, quem utiliza ecstasy talvez não calcule os numerosos malefícios à saúde que a droga pode trazer. “Causa aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. Provoca hipertermia, que eleva a temperatura do corpo, levando à desidratação. Mesmo algumas semanas após o último consumo, o usuário pode sofrer confusão mental, depressão, problemas de sono, ansiedade e paranoia”, indica a professora. Entre os efeitos crônicos estão prejuízos à memória, consequências na regulação das emoções e distúrbios do comportamento.

Morte em único uso

Segundo a psiquiatra, uma das diferenças entre o ecstasy e outras drogas está no tempo de ação no organismo. “Substâncias de ação rápida, como cocaína e nicotina, são as que mais causam dependência sujeita à síndrome de abstinência.

O efeito do ecstasy não é assim, leva de três a seis horas para ocorrer e sua eliminação também é lenta”, aponta.

No entanto, ela alerta: a droga causa grande dependência psicológica. Além disso, o usuário pode também apresentar uma síndrome de abstinência menos visível, caracterizada por depressão profunda no dia seguinte ao uso. “Em um dizer vulgar, essa é uma droga neurotóxica. Comparada a outras, tem maior capacidade de estragar o cérebro.

O consumo de ecstasy pode criar uma destruição neuronal, possivelmente irreversível”, adverte Magda.

Pior que isso, o uso da substância pode ser fatal. “É possível que a morte ocorra numa única noite de uso, se dando por hipertensão, falência cardíaca ou renal”, relata. Infarto do miocárdio, convulsões e morte súbita são resultados da overdose de ecstasy.

Tratamento difícil

Não existe fórmula de tratamento específica para a dependência de ecstasy. “Buscamos que o paciente entre em abstinência ou pelo menos reduza o consumo, o que chamamos de diminuição de danos”, diz a especialista.

É um tratamento paliativo, que pode ser auxiliado por calmantes ou tranquilizantes. “Mas o principal são ações psicossociais: trabalhos motivacionais, busca da prevenção de recaída, modificação de hábitos de vida e participação em grupos de autoajuda. Além disso, é preciso mostrar ao usuário os danos que a droga está causando ao seu organismo”, constata.

A professora informou que atualmente o consumo de drogas sintéticas (produzidas em laboratório), como é o caso do ecstasy, vem crescendo bastante. “O nível de apreensão está bem maior, apesar de ser um tráfico internacional, que não envolve plantio e cultivo, como no caso de outras drogas. É um tipo de tráfico diferente, que não ocorre em morros e favelas. É praticado por jovens de classe média e também se dá pela internet”, afirma. Segundo ela, esse tipo de substância está começando a ser produzido no Brasil. Magda Vaissman atentou para o surgimento de outras drogas sintéticas, como o crystal meth e o special k, também perigosas.

Cília Monteiro

Fonte: www.olharvital.ufrj.br

Ecstasy

ESTIMULANTE E ALUCINÓGENO, SINTÉTICO E ILÍCITO

O ecstasy é uma anfetamina modificada, cuja conformação lhe confere propriedades estimulantes e alucinógenas. A substânica foi descoberta no início do século XX, classificada como moderadora do apetite, mas não chegou a ser comercializada. Nos anos setenta suas propriedades psicotrópicas fizeram com que fosse utilizada dentro de sessões de psicoterapia, ganhando as ruas a partir de então.

Inicialmente, apareceu associado ao público jovem e frequentador de casas noturnas e festas ao som de música eletrônica, denominadas raves. O ecstasy (MDMA) é habitualmente consumido em tabletes ou cápsulas, contendo cerca de 120mg da substância. A duração dos efeitos é 4 a 6 horas e o pronto desenvolvimento de tolerância torna pouco provável o desenvolvimento de dependência.

EFEITOS AGUDOS

Sua ação desencadeia um quadro de euforia e bem-estar, sensação de intimidade e proximidade com os outros. Outros sintomas são anorexia, taquicardia, tensão maxilar, bruxismo e sudorese.

Sintomas ansiosos, depressivos e psicóticos podem aparecer, especialmente em indivíduos predispostos a estas doenças.

As principais complicações ameaçadoras à vida relacionadas ao consumo de ecstasy são hipertensão, edema agudo de pulmão, convulsão, colapso cardiovascular, traumas e hipertermia.

Essa última é a complicação clínica mais associada ao uso de ecstasy.

Por ser um estimulante, o ecstasy aumenta o trabalho do corpo, produzindo calor e aquecendo o organismo. Alguns dos ambientes de consumo desta substância são casas noturnas fechadas e lotadas e com pouca disponibilidade de água. Estes ambientes aquecidos impedem que o corpo lance mão com sucesso de seus mecanismos para perder calor, resultando em um super-aquecimento deste (hipertermia).

Um dos efeitos da exposição do organismo a temperaturas incompatíveis com a vida é a degradação das proteínas musculares, que passam à circulação sanguínea, e, devido ao seu tamanho acabam retidas na filtração dos rins, ‘entupindo’ estes órgão e causando insuficiência renal, incompatível com a vida. As convulsões são outra complicação decorrente da hipertermia. Orientar sobre estes os riscos e as maneiras de evitá-la é um modo eficaz de reduzir danos entre esta população.

EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE ECSTASY

Euforia e bem-estar
Desinibição e fala solta
Aumento da libido
Sensação de proximidade comos outros.
Sintomas de ansiedade e pânico
Persecutoriedade
Aumento do trabalho cardíaco
Elevação da temperatura do corpo
Dilatação das pupilas

Fonte: www.uniad.org.br

Ecstasy

A 3-4 metilenodioximetanfetamina, conhecida como “ecstasy”, é uma droga psicotrópica estimulante sintética, produzida em laboratórios clandestinos. Seu uso é bastante difundido nos Estados Unidos e na Europa e, nos últimos 5 anos o uso no Brasil vem crescendo de forma bastante acelerada, tornando-se uma das principais drogas consumidas pelas classes médias, médias-altas e altas.

Ecstasy
Ecstasy

O ecstasy é comercializado na forma de comprimidos ou cápsulas que custam entre 25 e 45 reais (janeiro de 2005). É corriqueiro o consumo de várias doses em uma só seção de abuso. Sua via de administração mais comum é a oral (ingerida), mas a droga também pode ser macerada e aspirada. Vale ressaltar que a facilidade na forma de consumo do ecstasy é ser um fator importante para sua popularização.

Enquanto as outras drogas ilegais tradicionais (com exceção do LSD) exigem um lugar reservado e, por vezes, um kit para confecção e consumo, o ecstasy pode ser consumido com muita discrição em qualquer lugar e não exige nenhuma preparação. Além disso a forma de comprimidos o torna menos agressivo para um consumidor iniciante, que poderia ser avesso a outras formas de consumo de drogas tal como aspirar cocaína ou fumar maconha. O ecstasy tem um marketing próprio que vai desde o nome que remete a uma experiência prazerosa até a apresentação em comprimidos com relevos com apelos publicitários e denominações como a “droga do amor”.

História

O ecstasy foi patenteado em 1914 pelo laboratório Merck, na Alemanha em sua forma mais comum, o MDMA. O MDMA foi testado inicialmente como moderador do apetite mas, devido a seus efeitos colaterais, foi pouco utilizado e nunca comercializado, ficando esquecido e sem uso por décadas. Em 1965, o bioquímico norteamericano Alexander Shulgin relatou ter produzido e consumido MDMA em seu laboratório, tendo descrito o efeito como prazeroso.

Contudo, o bioquímico só voltou a se interessar pela droga no começo dos anos 70, quando tomou conhecimento de relatos de outros pesquisadores muito entusiasmados com o uso terapêutico do MDMA. A comunidade científica só veio a ser formalmente informada sobre o MDMA em 1978, através de uma publicação de Shulgin e Nichols, a qual sugere que a droga poderia ser utilizada como auxiliar psicoterapêutico, principalmente em casos de stress pós-traumático. Atualmente, o uso de drogas psicotrópicas alucinógenas como auxiliar psicoterapêutico é um episódio quase esquecido na história da psiquiatria e da psicologia. Hoje as drogas são utilizadas exclusivamente como tratamento químico, para aliviar ou curar sintomas.

Entretanto, nas décadas de 50 e 60, foram descritas inúmeras experiências bem sucedidas tendo o LSD como catalisador do processo terapêutico.Tais experiências não puderam prosseguir depois que essa droga passou a ser considerada ilegal a exemplo do que viria a acontecer com o MDMA. A utilização do MDMA como facilitador do tratamento terapêutico data do início dos anos 70 e apresentava vantagens sobre seu antecessor, o LSD, pois não provocava mudanças perceptivas nem emocionais tão intensas, seus efeitos tinham duração mais curta e não haviam sido relatados flashbacks, “más viagens” nem reações psicóticas em doses terapêuticas e em contextos controlados.

Era utilizada como favorecedora da aliança terapêutica com o profissional na medida que aumentava a empatia, a confiança no terapeuta e a autoconfiança, convidando à auto-análise e favorecendo o insight.

Os primeiros psicoterapeutas a utilizar a MDMA perceberam sua potencialidade recreativa e conseqüente possibilidade de abuso e ilegalidade. Fizeram, então, um acordo, de desenvolver pesquisas informais sem chamar a atenção do público para a droga. Conseguiram fazê-lo durante um certo tempo, e o período entre 1977 e 1984 é considerado a “época de ouro” da pesquisa terapêutica com o MDMA.

Em 1984, final da “época de ouro”, o MDMA não só era utilizado como auxiliar terapêutico, mas também estava sendo amplamente utilizada pelos jovens norte-americanos como droga recreativa. Uma pesquisa realizada em 1986 na Universidade de Tulane, Estados Unidos, constatou que 15% dos estudantes haviam experimentado ecstasy pelo menos uma vez na vida. Em outra pesquisa, realizada também em 1986, na Universidade de Stanford, Estados Unidos, 39% dos estudantes declararam ter consumido ecstasy pelo menos uma vez na vida.

Nessa época, a MDMA já era denominada estasy, valendo ressaltar o forte apelo mercadológico do nome, e era vendido livremente em bares e festas; Esse uso público, livre e crescente chamou a atenção da imprensa que, em 1985, publicou matérias de capa em várias revistas, como Newsweek, Time e Life. A visibilidade na mídia atraiu mais adeptos e disseminou o uso antes restrito a determinadas cidades norte-americanas. Além disso, também em 1985, divulgou-se que o uso de uma outra droga sintética, chamada China white, sintetizada com o intuito de substituir a heroína, causara graves danos cerebrais em usuários.

Comentando o fato, os meios de comunicação sugeriram que o ecstasy seria uma droga similar à China white,(não é) o que o transformou em neurotóxico potencial e, portanto, em problema de saúde pública. Por fim, foi publicado um relatório no qual eram apresentadas evidências de danos cerebrais causados pela MDA (metilenodioxianfetamina), droga análoga à MDMA, em ratos. Assim, a popularização do uso de MDM

A, a publicidade nos meios de comunicação, o incidente China white e a publicação do artigo sobre o potencial neurotóxico de seu análogo MDA encerraram a fase de uso legal de ecstasy. Em maio de 1985, a agência de controle de drogas (Drug Enforcement Administration, DEA) dos Estados Unidos declarou o MDMA na categoria 1 de substâncias controladas, que inclui drogas com alto potencial de abuso sem benefício terapêutico/médico e cujo uso é inseguro mesmo sob supervisão médica.

Na Europa, o MDMA sempre foi ilegal. Seu consumo foi introduzido com fins espirituais por discípulos de Bhagwan Rajneesh, em meados da década de 80.

Contudo, foi a partir de um evento musical acontecido em Ibiza, Espanha, entre 1987 e 1988, no qual muitos participantes experimentaram o MDMA, que ficou conhecido como o ´verão do amor”. A partir daí o uso do êxtase se popularizou na Europa na mesma época que se popularizavam as grandes festas de música eletrônica o que acabou por unir as duas novas modas, apesar de que a musica eletrônica por si só – assim como qualquer outro tipo de música – não incentiva ninguém a usar drogas. De qualquer modo o ecstasy passou, nesse momento, a ser associado a cultura dance-clubber que passou a ser acompanhada bem de perto pelas autoridades policiais européias.

A ilegalidade da MDMA não parece ter diminuído o número de usuários recreativos que, ao contrário, só tem aumentado, como demonstram vários levantamentos realizados tanto na Europa como nos Estados Unidos.

Recentemente foi aprovado o primeiro estudo contemporâneo sobre seu potencial uso terapêutico, em pesquisa que será desenvolvida na Espanha.

Uso no Brasil

As primeiras remessas significativas de ecstasy chegaram a São Paulo em 1994, vindas principalmente da Europa. Naquele momento ainda não havia tráfico de ecstasy; algumas pessoas traziam os comprimidos e os revendiam seletivamente a amigos. Assim como na Europa o ecstasy aqui também foi associado a cultura clubber. Até 1999, era citado poucas vezes, quase sempre nos cadernos de cultura, em matérias ligadas à moda ou comportamento, como signo de grupos ou tendências de vanguarda, sem informações sobre a droga.

Atualmente, o ecstasy é cada vez mais citado nas páginas policiais, com notícias de um crescente número de prisões e apreensões. Em setembro de 2000 foi noticiada a descoberta do primeiro laboratório de êxtase em São Paulo; Estima-se hoje que mais da metade no ecstasy consumido no país seja de produção nacional, em pequenos laboratórios urbanos.

Classificação e composição química

O MDMA é uma das poucas drogas com dupla classificação: situa-se entre os estimulantes e os alucinógenos, sendo por vezes classificada como uma anfetamina alucinógena.

A MDMA é produzida sinteticamente em laboratório a partir de metanfetamina, que por sua vez pode ser produzido a partir de fármacosa encontrados legalmente no Brasil e no mundo.

Dada sua ilegalidade e seu alto valor de venda o ecstasy é freqüentemente falsificado e nem todos os comprimidos vendidos e consumidos como êxtase necessariamente contém MDMA ou MDA. Isso faz com que às vezes testes de drogas como os de nossa empresa não detectem o consumo de MDMA ou MDA, apesar dos doadores das amostras de cabelo ou pêlos terem feito o uso de algum psicotrópico em forma de comprimidos. Existe até mesmo uma ONG americana, que publica regularmente a composição dos comprimidos vendidos nas ruas como forma a reduzir os danos dos usuários da droga uma vez que são freqüentemente encontrados componentes ainda mais perigosos do que os próprios MDMA e MDA.

Os tipos de ecstasy ganham apelidos conforme a cor e o desenho impresso nos comprimidos e sua popularidade e preço variam de acordo com os efeitos produzidos e esta popularidade.

As outras drogas mais freqüentemente associadas à MDMA nos comprimidos de êxtase foram: metilenodioxietanfetamina (MDEA, análogo sintético da MDMA) – detectada pela nosso teste -, metanfetamina - detectada pela nosso teste -, anfetamina – detectada pela nosso teste -, ou ketamina.

Efeitos

Os efeitos da MDMA se fazem sentir aproximadamente 20 minutos após a ingestão do comprimido e permanecem por 4 a 8 horas e estão relacionados com o brutal aumento da liberação do neurotransmissor seretonina no cérebro, outras ações neurológicas complexas são observados durante o efeito do ecstasy no cérebro, porém este assunto foge do objetivo principal deste documento. Os efeitos no usuário são descritos na maioria das vezes como prazerosos e muito estimulantes, como são normalmente todos os anfetamínicos e adicionalmente excitantes no campo sexual. Parece que usuários recentes têm uma predisposição maior aos efeitos alucinógenos, principalmente alterações visuais e sonoros enquanto que usuários mais experientes relatam apenas os efeitos estimulantes.

Também são apontados efeitos desagradáveis, quase sempre relatados como uma super estimulação; Os efeitos 24 horas após a ingestão são descritos como mais negativos, tanto física quanto psicologicamente, destacando-se uma extrema depressão e tristesa, chamada as vezes de segundas-feiras negras (black mondays), pois são comumente sentidas após dois dias do consumo da droga, que, pelos motivos expostos, costuma dar-se nos fins de semana.

Toxidade e reações adversas

Embora a MDMA tenha reputação de droga segura, ou seja, que não apresenta perigo físico isso deve-se exclusivamente aos fatos marqueteiros relatados neste artigo, pois existem inúmeros relatos de reações adversas severas e algumas mortes relacionadas à sua ingestão. Cada vez mais pesquisadores afirmam que o MDMA deixa seqüelas severas em seres humanos principalmente no campo neurológico. São muito freqüentes episódios de perda parcial da capacidade de aprendizado, concentração e memória. Atualmente na Europa e nos EUA são observados casos de usuários crônicos e de longa data que apresentam uma espécie de disfunção motora semelhante ao Mal de Parkinson em suas formas mais leves.

Cabe salientar que existem alguns pesquisadores que afirmam que o MDMA é uma droga não tão neurotóxica e atribuem os casos relatados a dois perigos adicionais relativos ao consumo do MDMA.

Um deles é a incerteza da composição dos comprimidos. O outro é a mistura que freqüentemente os usuários fazem com outras drogas, como outros estimulantes. Não há dúvida de que essas duas questões estão diretamente relacionadas ao aumento do potencial de perigo, toxicidade e risco de efeitos adversos agudos relacionados ao consumo desta droga, mas nos parece mais do que comprovado a grande toxidade do MDMA e do MDA.

Existem muitos relatos de aumento da temperatura corporal e perda excessiva de água relacionados com o consumo de ecstasy, mas ainda não está bem claro se este aumento é decorrente exclusivamente do consumo da droga ou da combinação de fatores ambientais (clubs ou festas fechadas e atividade física com dança).

Até aonde se sabe o ecstasy não causa dependência física, somente psicológica. O MDMA parece ser uma droga moderadamente aditiva; Enquanto alguns usuários experimentam uma forte tendência a usar a droga repetidamente, principalmente nas ocasiões nas quais o ambiente lembra episódios anteriores e prazerosos do uso da substância outros não experimentam o mesmo. Um experimento realizado com babuínos

mostrou que a MDMA age como reforçador, resultado que confirma seu potencial de abuso.

O desenvolvimento da tolerância decorrente do uso freqüente de MDMA não se dá de forma homogênea para todos os sintomas. Com o uso habitual, a intensidade dos efeitos colaterais indesejáveis, tais como inapetência, trismo, náusea, dores musculares, ataxia, sudorese, taquicardia, fadiga e insônia aumentam, enquanto diminuem os efeitos subjetivos prazerosos, como melhora do humor e alucinações. Por isso, é comum os usuários fazerem pausas de abstinência, retomando o uso após algumas semanas, a fim de recuperar os efeitos positivos anteriores ao estabelecimento de tolerância.

Conclusão

Definitivamente o ecstasy é uma droga diferente. É de fácil sintetização o que torna a produção descentralizada e de difícil combate; Tem uma forma de ingestão fácil e discreta; Possui um grande apelo de marketing e goza de uma falsa fama de droga segura. O preço da droga vem caindo e é de se esperar uma popularização dos preços e de seu consumo. Existem indicativos de ser uma droga extremamente neurotóxica, apesar de haver controvérsias a respeito.

Por tudo isso é necessário que a sociedade se preocupe com o ecstasy e o combata em todas as frentes, principalmente com a educação e o controle do abuso por partes de jovens.

É importante também manter usuários e ex-usuários informados e conscientes das graves conseqüências que esta droga pode acarretar a longo prazo como maneira de tentar prevenir recaídas. Sugerimos sempre a busca de profissionais na orientação de usuários e suas famílias.

Redução de danos

Nós acreditamos que a melhor atitude em relação as drogas é de não usá-las; No entanto sempre existirão pessoas dispostas a pagar o preço pelo abuso das drogas; Recentemente muitos especialistas em drogas optam por divulgar uma política de redução de danos, para esclarecimento dessas pessoas. Apesar dessa ser uma matéria bastante controversa nós optamos de transcrever neste espaço estas ações, sem no entanto deixar muito claro que qualquer droga cobra um preço pelo seu uso.

Transcrição das políticas de redução de danos para usuários de ecstasy

"A proibição, a punição e a discriminação nunca foram efetivas para o desencorajamento daqueles que escolhem usar determinada droga, o que pode ser evidenciado através de exemplos históricos como a Lei Seca nos Estados Unidos.

Assim, de acordo com a estratégia da redução de dano, é importante a divulgação de informações de segurança para aqueles que utilizam ou venham a utilizar ecstasy:

Manter-se hidratado ingerindo não apenas água, mas também sucos de frutas ou bebidas que possam repor as perdas eletrolíticas, bebidas com açúcar ou sais minerais;
Fazer um intervalo de pelo menos 6 horas entre o consumo de comprimidos de ecstasy;
Quando em atividade física, na pista de dança, por exemplo, ausentar- se do local algumas vezes durante a noite para relaxar. A maioria dos clubes têm, atualmente, um lugar para relaxamento, onde a música é mais baixa e há ventilação e lugares confortáveis para sentar e descansar;
Contar a um acompanhante exatamente que drogas foram usadas, pois se houver necessidade de auxílio médico em pronto-socorro, essas informações serão muito importantes para uma intervenção clínica adequada;
Se possível, indagar sobre os efeitos do comprimido que será utilizado a quem já o utilizou, já que a composição do comprimido é sempre incerta e pode ter efeitos imprevisíveis;
Evitar ao máximo a mistura de ecstasy com outras drogas psicotrópicas, em especial álcool, solventes voláteis, anfetaminas, cocaína e crack;
Não utilizar ecstasy como medicação para a depressão usualmente posterior ao uso da droga;
Fazer intervalos entre episódios de consumo, pois quanto maiores os intervalos, menor a possibilidade de problemas advindos do uso.

Ter em mente sempre que ainda há lacunas sobre o mecanismo de ação da MDMA, sobre a interação da MDMA com outras substâncias, sobre os motivos das diferenças nas reações individuais à droga e sobre as conseqüências do uso em longo prazo. Mas que tudo indica que a droga pode levar a conseqüências neurológicas perigosas e por vezes irreversíveis."

Facilidade de obtenção
Custo
Resistência social
Potencial de adicção
Neurotoxidade
Hepatotoxidade

Nota importante:

Estes gráficos, assim como as opiniões aqui transcritas são baseadas em informações compiladas do NIDA - National Institute of Drug Abuse - USA e da livre interpretação dos autores do conteúdo deste site. Os autores procuraram se ater exclusivamente a fatos científicos e observações sociais, sem nenhum julgamento moral sobre o assunto. As drogas em geral são um assunto muito complexo, e não devem ser interpretados sob uma única ótica; Assim sendo outras opiniões são perfeitamente plausíveis.

O texto aqui apresentado é meramente informativo e a Psychemedics Brasil é uma empresa de exames para detecção de consumo de drogas que se abstêm a tomar uma posição a respeito das drogas e seus efeitos, deixando isso com os vários especialistas e suas correntes interpretativas dessa complexa questão.

Fonte: www.testededrogas.com.br

Ecstasy

O ecstasy (metilenodioximetanfetamina), também denominado de MDMA, é uma droga sintetizada, isto é, feita em laboratório. Entre os efeitos da droga, podemos citar a criação de uma sensação anormal de euforia e bem-estar, além do aumento da capacidade física e mental do indivíduo e do interesse sexual.

Buscando estes efeitos, muitos jovens fazem o uso do ecstasy em festas, raves e boates.

A história desta droga se inicia em 1912, quando a empresa farmacêutica Merck sintetiza a substância pela primeira vez. Em 1914, a mesma patenteou o MDMA, para ser usado como um inibidor do apetite, o que, de fato, nunca aconteceu. Em 1960, a substância chamou a atenção da comunidade científica, passando a ser empregada em psicoterapias, como um elevador do estado de ânimo.

Foi na década de 70 que a droga começou a ser consumida de forma recreativa, principalmente entre jovens que freqüentavam danceterias e festas noturnas. Nessa época, a substância ficou conhecida como “a droga do amor”, uma clara referência à sua propriedade de aumentar o interesse sexual dos indivíduos. No fim da década de 80, o ecstasy já havia ganhado grande popularidade nos Estados Unidos e na Europa, especialmente na Inglaterra e Holanda. Finalmente, a droga foi proibida em 1977, no Reino Unido; e em 1985, nos EUA.

Os efeitos indesejáveis mais comuns que o ecstasy provoca no usuário são: aumento da tensão muscular, insônia e perda de apetite. Em longo prazo, a droga pode causar alucinações, depressão, paranóia, entre outras complicações.

Fonte: www.historiadetudo.com

Ecstasy

O princípio ativo do ecstasy é o mesmo do LSD, a metilenodioxidometaanfetamina (MDMA). Sua forma de consumo é por via oral, através da ingestão de um comprimido. Os usuários normalmente consomem o ecstasy com bebidas alcoólicas, o que intensifica ainda mais o efeito e agrava os riscos.

Efeitos

Os principais efeitos do ecstasy são uma euforia e um bem-estar intensos, que chegam a durar 10 horas.

A droga age no cérebro aumentando a concentração de duas substâncias: a dopamina, que alivia as dores, e a serotonina, que está ligada a sensações amorosas.

Por isso, a pessoa sob efeito de ecstasy fica muito sociável, com uma vontade incontrolável de conversar e até de ter contato físico com as pessoas. O ecstasy provoca também alucinações.

Os malefícios causados pela droga ao corpo do usuário são ressecamento da boca, perda de apetite, náuseas, coceiras, reações musculares como câimbras, contrações oculares, espasmo do maxilar, fadiga, depressão, dor de cabeça, visão turva, manchas roxas na pele, movimentos descontrolados de vários membros do corpo como os braços e as pernas, crises bulímicas e insônia.

A principal causa de óbitos dos consumidores da droga é o aumento da temperatura corpórea que ele provoca no usuário. A droga causa um descontrole da pressão sangüínea, que pode provocar febres de até 42 graus. A febre leva a uma intensa desidratação que pode causar a morte do usuário do ecstasy.

Associado a bebidas alcoólicas, o ecstasy pode provocar um choque cárdio-respiratório.

Histórico

O ecstasy é uma droga relativamente nova e, diferentemente de drogas como a cocaína e a maconha, só foi sintetizada pela primeira vez já neste século. A primeira notícia que se tem da droga é de 1912, quando foi sintetizada pela primeira vez por um laboratório alemão. Sua primeira utilidade foi medicinal, em sessões de psicoterapia, e como um inibidor de apetite.

Curiosidade

O ecstasy é conhecido com a "Pílula do Amor", já que aumenta a concentração de um neurotransmissor (substância responsável pela comunicação entre os neurônios) chamado serotonina. A serotonina está intimamente ligada às sensações amorosas.

Dependência

Ainda não há evidências de que o ecstasy provoque dependência física, contudo ainda é cedo para afirmar que isso não acontecerá. Mais estudos são necessários. Várias vezes na história da medicina uma substância inicialmente considerada inócua mostrou-se, com o tempo, que era na verdade nociva. Já encontramos na literatura específica relatos de casos compatíveis com dependência ao ecstasy.

Problemas clínicos resultantes

Há quatro tipos básicos de toxicidade física causada pelo ecstasy. A hipertermia, neurotoxicidade, cardiotoxicidade e hepatotoxicidade.

A hepatotoxicidade é a lesão hepática (fígado) provocada pelo ecstasy, que se manifesta clinicamente como uma leve hepatite viral na qual o paciente fica ictérico (amarelado) com o fígado aumentado e amolecido com uma tendência a sangramentos. A toxicidade, no entanto, pode ser bem mais grave evoluindo para uma hepatite fulminante que resulta em fatalidade caso não se possa fazer um transplante.

A cardiotoxicidade é caracterizada por aumento da pressão arterial e aceleração do ritmo cardíaco. Esses efeitos podem levar a sangramentos por ruptura dos vasos sanguíneos. Essas alterações têm sido registradas pelo quadro clínico e pela análise necropsial, encontrando-se petéquias no cérebro, hemorragias intracranianas, hemorragias retinianas, tromboses, sérias alterações elétricas no coração.

Toxicidade cerebral

Ainda não há estudos suficientes, mas parece que o ecstasy provoca elevação da temperatura corporal o que é agravado pela situação em que é usado, nas danceterias onde há grande atividade física. A exagerada elevação da temperatura corporal pode provocar diversas lesões pelo corpo de acordo com a sensibilidade de cada tecido. O próprio tecido cerebral é dos mais sensíveis podendo sofrer lesões desse superaquecimento. Convulsões também já foram relatadas pelo uso do ecstasy.

Hiperpirexia (hipertermia)

Este é provavelmente o pior efeito indesejável do ecstasy, apesar de ser parte da toxicidade cerebral, é relatada à parte para maior destaque de sua importância.

O aquecimento do corpo pode levar a rabdomiólise (lesão dos tecidos musculares) que quando acontece de forma simultânea leva a um "entupimento" dos rins o que pode danificá-los permanentemente.

Coagulação intravascular disseminada: é um efeito extremamente grave que geralmente leva a morte, mesmo quando o paciente já se encontra internado. O tratamento é feito com resfriamento rápido através de imersão em água gelada, infusão de solução salina resfriada e lavagem gástrica com líquidos frios.

Mais efeitos no corpo humano

Fígado - Causa mau funcionamento do fígado e excesso de bílis no sangue, o que deixa a pessoa amarelada.
Rins - Estimula um hormônio antidiurético chamado ADH. Apesar do aumento da sede, a pessoa pára de urinar e não consegue transpirar na mesma velocidade em que bebe água. É rara, mas a overdose de água pode levar à morte.
Cérebro - Depressão, ansiedade e síndrome do pânico por causa dos danos causados nas células nervosas. Se a pessoa tiver predisposição para esses males, a ocorrência pode ser imediata. Destruição de neurônios também pode causar problemas de memória e atenção.
Boca - Enquanto a droga faz efeito, há forte ranger de dentes. Em alguns casos, eles podem até quebrar. Se a pessoa usa freqüentemente a droga, pode desenvolver bruxismo, que é o ranger constante. Os dentes se desgastam.
Metabolismo - Há aumento excessivo da temperatura do corpo, o que destrói enzimas e prejudica o funcionamento de vários órgãos.
Músculos - A queda na concentração de sódio prejudica o funcionamento de músculos e neurônios. Isso ocorre porque, ao transpirar em excesso e só beber água, a pessoa não repõe os sais perdidos no suor.
Coração - Aumenta em até 40% os batimentos, o que pode desencadear problemas cardíacos.

Fonte: www.passeiweb.com

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