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GHB

Ácido Gama Hidroxibutirato - GHB

Apesar de ser comum nos Estados Unidos e principalmente na Europa, essa é uma substância relativamente nova no Brasil. É impressionante o nível de sigilo em tomo do GHB (ácido gama hidroxibutirato). Até mesmo atletas que se predispõem a falar abertamente sobre seus ciclos, podem citar esteróides anabólicos, GH, insulina e outras drogas, mas normalmente omitem o GHB.

Essa droga foi descoberta pelo cientista francês Hemi Laborit, em 1960, enquanto explorava os efeitos de um neurotransmissor inibitório denominado GABA (ácido gama amino-butírico), que atua nos neurônios gabaérgicos. Como muito pouco GABA atravessava a barreira cerebral, Laborit sintetizou o GHB. Ele consegue atravessar a barreira cerebral facilmente, sendo em parte metabolizado em GABA. Ou seja, o GHB é um metabólito do GABA, aumentando sua concentração ao nível cerebral. O GABA é responsável também pelo estímulo e acúmulo de dopamina, associada aos efeitos de bem-estar e clareza, após sua utilização.

Nosso organismo também produz o GHB, mas em pequenas quantidades. Laborit imediatamente observou as propriedades benéficas do GHB como um importante metabólito, capaz de promover efeito antioxidante e antiisquêmico. O medicamento também poderia proteger o cérebro contra certos tipos de lesão.

Laborit, inclusive, sugeriu o uso do GHB para o tratamento do mal de Parkinson e para tratar dependentes de morfina.

Originalmente, o GHB foi desenvolvido como sedativo para ajudar em casos de insônia e como anestésico de uso hospitalar. Porém, devido as dificuldade dos médicos em precisarem a dosagem ideal, seu uso foi deixado de lado, sendo inclusive banido pelo FDA (Food and Drug Administration), em 1990, após serem constatados óbitos associados ao abuso da substância. A droga pode ainda ser encontrada com o nome de GBL (gama butil-Iactona), biotransformada em GHB em nosso corpo.

O GHB também pode ser encontrado nas danceterias das grandes cidades. Chamá-Io de “ecstasy líquido” não passa de uma estratégia de marketing do submundo do tráfico. Com a analogia, os traficantes pretendem conquistar o mesmo público já adepto das pastilhas de “E”.

Apesar dos efeitos parecidos, o ecstasy e o GHB são quimicamente díspares: este é um depressor do sistema nervoso central e aquele é estimulante.

Em meados dos anos 90, com a moda clubber, o GHB entrou para o rol das chamadas club drugs - as drogas de boate - entre as quais fazem parte também o ecstasy e a ketamina, um analgésico para cavalos usado como alucinógeno nos clubes noturnos. O GHB também é muito utilizado por estupradores, que misturam a substância na bebida da vítima para que ela caia em sono profundo.

A dosagem, visando um incremento nos níveis de GH durante o sono, varia de indivíduo para indivíduo, porém a mais comum parece girar em torno de 2 a 4 gramas de GHB logo antes de dormir.

O GHB é um líquido inodoro, levemente salgado e pode ser encontrado em pequenas garrafinhas, cápsulas ou em pó. A princípio, a droga parece ser uma substância bastante segura e não tóxica quando utilizada em dosagem correta. Porém, aí é que está o verdadeiro perigo, pois, no submundo da comercialização ilegal de drogas, nunca se sabe exatamente qual é a real concentração do produto, já que ele pode ser facilmente produzido de forma caseira. Não dá para saber que espécie de idiota estará manipulando as substâncias químicas necessárias para a produção de GHB.

Vale observar, que a tendência de produzir ou sintetizar a substância nas cozinhas de algumas residências, surgiu com a proibição da comercialização legal do produto. Se levarmos em conta que a mistura dessa droga com outras substâncias estimulantes do sistema nervoso central - pastilhas de “E” ou álcool - pode ser fatal, o usuário poderá ter uma alegre noite de divertimento na maior festa RAVE de todos os tempos, a que acontece no inferno, durante 24 horas, por toda a eternidade!

Fonte: arlindofight.no.comunidades.net

GHB

GHB: mais uma surpreendente droga

O GHB ou ácido gama hidroxibutirato é a mais nova substância usada em festas noturnas, chamadas festas “rave” (rave=delírio, entusiasmo). Conhecido como “líquido X” ou “êxtase líquido”, a droga pe facilmente adquirida durante estas festas ou até mesmo pela internet.

A droga já foi usada como anestésico e por fisiculturistas, como alternativa em substituição ao uso de esteróides e atualmente sua utilização passou a ser recreacional. Uma das grandes preocupações da sociedade sobre o consumo é o fato do GHB estar relacionado com atos de violência sexual.

O ácido gama hidroxibutirato e seus produtos de biotransformação, gama butirolactona (GBL) e 1,4 butanodiol (1,4 BD), causam depressão do sistema nervoso central. Doses subanestésicas elevam o nível de dopamina central, provocando um estado de alerta e felicidade e sendo erroneamente comparado ao êxtase (MDMA).

Elevadas doses provocam efeito depressor central. O GHB é uma droga altamente potente, mesmo em pequenas doses pode causar intoxicações intensas. Um dos problemas do uso do GHB está na pequena diferença entre as doses que podem provocar o efeito desejado ou as que causam intoxicações agudas (”overdoses”).

A droga é comercializada no estado liquido, incolor, inodora e de sabor levemente salgado, é usualmente consumida juntamente com bebidas alcoólicas, o que torna o uso extremamente perigoso, pois o etanol potencializa os efeitos depressores do GHB. O início do efeito acontece de 10 a 30 minutos e pode durar de 2 a 5 horas. Como qualquer anestésico, a segurança da droga está diretamente relacionada a cálculos exatos de peso, metabolismo, pressão sanguínea e sensibilidade dados que variam de pessoa para pessoa.

Os sintomas mais freqüentes após a ingestão são: euforia, sedação, diminuição da inibição, vertigens, perda de visão periférica, agitação, inconsciência. Podendo chegar a perda temporária de memória e amnésia.

Os efeitos de doses elevadas são caracterizados por: náusea, vômito, incontinência, distúrbios visuais, ataxia severa, bradicardia, hipotensão, hipotermia, depressão respiratória, delírio, baixo nível de consciência e inconsciência.

Nos Estados Unidos e Europa a droga já está bastante difundida, mas a dificuldade de diagnóstico ainda é grande. Relatos sobre o assunto confirmam que muitas pessoas vêem a óbito antes de chegar ao socorro médico ou chegam inconscientes, além da grande variedade de sintomas e efeitos tóxicos.

Por isso, é de grande importância entre os profissionais de saúde a discussão sobre o GHB, devido à carência de documentação científica e o crescente uso recreacional, além da preocupação da sociedade devido ao destaque dado pela mídia nos últimos meses.

Fonte: www.braha.org

GHB

O GHB são drogas sintéticas, ou seja, produzidas em laboratórios químicos ou farmacêuticos a partir de outras substâncias.

Muitas delas alegam não causar dependência física, contudo, seus efeitos clínicos são devastadores, causando danos cerebrais, como amnésia e outros efeitos fisiológicos, ocasionando paradas respiratórias e, em casos extremos, culminando em morte.

Trata-se do GHB, ou gama-hidroxibutirato.

Para os químicos, podemos notar a simplicidade de sua estrutura molecular na figura abaixo.

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Figura 1. GHB sódico

O que é GHB?

Trata-se de um líquido inodoro, levemente salgado. Pode ser encontrado em pequenas garrafas, cápsulas ou em pó.

Originalmente, o GHB foi desenvolvido como um sedativo para ajudar em casos de insônia. Este pode ainda ser encontrado sob o nome de GBL (gama butil-lactona), a qual é biotransformada em GHB em nosso corpo.

Qual o seu efeito?

Em pequenas doses, causa uma euforia similar ao álcool, tornando o seu usuário relaxado e sociável. Dosagens maiores podem causar tonturas e náuseas, bem como espasmos musculares, vômitos e inconsciências. Em overdoses, pode causar coma temporário e, quando misturado com álcool, pode reduzir a freqüência respiratória de forma extremamente perigosa, levando até a morte.

A sua dosagem é difícil de ser estimada, face à variação de concentração em diferentes lotes, o que facilmente pode conduzir a superdosagens.

Os efeitos aparecem em torno de 10 minutos até uma hora após a ingestão e podem durar por cerca de 2 a 3 horas, com efeitos residuais até 24 horas.

Como o GHB atua?

O mecanismo de atuação do GHB ainda não é precisamente conhecido. Contudo, este tem similaridade estrutural ao neurotransmissor inibitório GABA (figura 2), que atua nos neurônios gabaérgicos cerebrais, e é encontrado em nosso próprio corpo (endógeno), sendo responsável também pela estímulo e acúmulo de dopamina, associada aos efeitos de bem-estar e clareza, após sua utilização. Estudos indicam que as ações farmacológicas e fisiológicas podem ser mediadas por receptores específicos para o GHB ou pelos receptores GABA B, ou ainda por uma combinação de ambos.

O GHB também aumenta a produção do hormônio de crescimento, o que tem levado várias pessoas a utilizarem-no para aumento de massa muscular.

GHB
Figura 2. GABA

GHB
Figura 3 - Superfície de Isopotencial eletrostático do GHB

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Figura 4. Superfície de isopotencial eletrostático do GABA

Através das superfícies de isopotencial eletrostático (Figuras 3 e 4), podemos notar com maior clareza as similaridades entre as duas espécies moleculares, verificando a superposição de regiões com alta e baixa densidades eletrônicas, o que corrobora a atuação do GHB como uma espécie de neurotransmissor semelhante ao GABA.

Apesar do mapeamento de possíveis mecanismos, não se conhecem os seus efeitos a médio e longo prazo sobre o organismo. Assim, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em sua Resolução Colegiada RDC n0 18, de 28 de janeiro de 2003, classificou o GHB (Ácido gama-hidroxibutírico) como substância psicotrópica, na lista B1, sob o número 34, sendo utilizada apenas sob prescrição médica.

Fonte: www.humanitates.ucb.br

GHB

O GHB (gama-hidroxybuttyrate) ou "ecstasy líquido" é uma droga depressora usada anteriormente pelos médicos como um anestésico em cirurgias.

Apresenta-se vulgarmente com um líquido um pouco mais espesso do que a água, sem cor nem cheiro e um pouco salgado. Ocasionalmente aparece sob a forma de cápsulas ou pó.

É geralmente consumido via oral ou injetado.

Quais são os efeitos do GHB?

Os efeitos dependem:

Das características do quem consome (idade e sexo)
Tempo de consumo
Qualidade da substância (mais pura ou mais adulterada)
Quantidade consumida (maior ou menor)
Ambiente consumo (sozinho ou em grupo)

Depois de consumir

Sensação de bem-estar
Euforia
Relaxamento
Aumento da confiança
Desinibição
Aumento do desejo sexual
Dores de cabeça
Tonturas
Náuseas
Sonolência
Perda de controlo muscular
Problemas respiratórios
Perda de consciência
Amnésia

E vicia?

São ainda desconhecidos os efeitos e os riscos que o consumo continuado de GHB provoca ao nível da saúde física e psicológica do indivíduo. A dependência é possível em ambas as vertentes.

Algumas coisas que deves saber sobre o GHB

É uma substância da qual ainda se conhece muito pouco. Mas sabemos que é uma substância potencialmente perigosa.

Fonte: www.tu-alinhas.pt

GHB

O GHB (gama-hidroxibutirato) é uma droga sintética (fabricada em laboratório), por isso classificada entre as Designers Drugs (todas as drogas que são produzidas em laboratório).

Ele foi utilizado como anestésico nos anos 60, mas teve o uso abandonado devido aos efeitos indesejáveis. Ele também foi utilizado como suplemento alimentar entre fisiculturistas nos anos oitenta e como club drug desde os anos noventa.

Atualmente o GHB é utilizado por adolescentes e adultos jovens como em night clubs e raves. Seu uso tem o intuito de aumentar a performance sexual, como anabolizante e para recreação devidos aos seus efeitos ao mesmo tempo sedativos e euforizantes. O GHB é uma substância depressora do sistema nervoso central. Sua apresentação mais comum é na forma de sal (NaGHB ou KGHB). Seu precursor bioquímico é o GLB (gama-butirolactona), também consumido com os mesmos propósitos.

O GHB é uma droga relativamente fácil de ser sintetizada e pode ser feita em laboratórios caseiros, manufaturados.

Ele é utilizado normalmente diluído em água e os efeitos são semelhantes aos do álcool.

Seus efeitos começam entre 10 e 20 minutos após a ingestão oral e incluem: uma sensação de relaxamento muscular, desinibição e euforia.

Doses elevadas causam intoxicações, cujos sintomas são: tonturas, incoordenação motora, náuseas e vômitos e rebaixamento do nível de consciência.

O GHB é uma droga altamente potente: mesmo em pequenas dosagens pode causar intoxicações intensas, levando ao coma e morte, principalmente quando é usada em associação com o álcool.

Como a apresentação líquida tem concentrações indeterminadas, a chance de uma overdose acidental aumenta. É um droga ainda pouco estudada, pouco se sabe sobre seu potencial de causar dependência. Há, no entanto, relatos de síndrome de abstinência severas, com duração de vários dias. 

Fonte: www.uniad.org.br

GHB

O que é GHB e seus análogos?

O GHB é um poderoso depressor do sistema nervoso central, que o corpo humano produz em pequenas quantidades. Uma versão sintética de GHB foi desenvolvida em 1920

Em 1960 foi usado como um anestésico e hipnótico em seres humanos na Europa, mas seu uso foi suspenso devido aos efeitos colaterais, especialmente convulsões e vômitos.

Após ser sintetizado como análogo do ácido gama-aminobutírico, objetivando conseguir uma substância similar, capaz de atravessar a barreira hemato-encefálica, em 1961 foi extensamente pesquisado por Henri Laborit, um investigador francês que pesquisava os efeitos do neurotransmissor inibitório GABA (ácido gama-aminobutírico) no cérebro.

O GHB (gamahidroxibutirato ou ácido gama-hidroxibutírico), nas ruas, também é chamado de Liquid Ecstasy (não é o 3-4 methylenedioxymethamphetamine ou MDMA), grievous bodily harm, G ou Gina, Liquid E, Liquid X, Gib, Cherry Meth, Água de Fogo, Zen ou Liquid Death.

Os análogos de GHB, que incluem GBL (gama butil-lactona), BD (1,4 Butanodiol [1,4-BD]), GHV, e GVL, são drogas que possuem estruturas químicas semelhante ao GHB. Estes análogos produzem efeitos similares àqueles associados com o GHB e são usados como substitutos. Os efeitos do GHB e análogos são os mesmos, sendo ainda mais intensos quando associados ao álcool ou aos inibidores da protease, especialmente ritonavir e saquinavir.

Os efeitos do GHB são semelhantes aos efeitos do ecstasy, mas age mais rapidamente e é mais potente.

Inicialmente provoca:

Desinibição
Sensação de bem estar
Euforia.

Como é o GHB?

GHB e seus análogos geralmente são comercializados (ilegalmente) na forma de um líquido incolor, com um sabor levemente salgado. Embora seja incomum, também existe o GHB em forma de um pó branco.

Como o GHB é usado/abusado?

GHB e seus análogos geralmente são ingeridos (via oral). Frequentemente são misturados a bebidas doces como licores.

Quem usa GHB e seus análogos?

Embora a informação sobre usuários seja limitada, sabe-se que o GHB é usado principalmente por jovens freqüentadores de raves. Nos estados Unidos os indivíduos de 18 a 25 anos são os que mais abusam do GHB, sendo esta faixa etária responsável por 58 por cento dos casos que exigiram algum tipo de intervenção médica.

Também é usado como estimulador do crescimento muscular, efeito que não foi comprovado cientificamente.

O uso de GHB entre estudantes de nível superior é alarmante. Quase dois por cento dos estudantes do ensino superior usaram a droga pelo menos uma vez no ano passado, de acordo com a universidade de Michigan.

Quais são os riscos?

Com o aumento da concentração sérica, podem ocorrer:

1. Náuseas
2.
Vômitos
3.
Sedação
4.
Desmaios
5.
Hipotonia
6.
Espasmos musculares
7.
Alucinações
8.
Perda do controle dos esfíncteres
9.
Convulsões
10.
Cefaléia
11.
Enxaqueca
12.
Sonolência e inconsciência
13.
Confusão mental
14.
Agitação
15.
Insônia
16.
Ansiedade
17.
Tremor
18.
Fraqueza
19.
Diminuição do ritmo respiratório
20.
Diminuição do ritmo cardíaco
21.
Coma
22.
Morte súbita causada por parada cárdio-respiratória

Quando o GHB e seus análogos são usados juntamente com álcool ou com inibidores da protease é particularmente perigoso porque são realçados os efeitos depressores do GHB.

O uso contínuo de GHB ou de seus análogos pode conduzir a adicção, e os usuários crônicos experimentam sintomas de abstinência quando param de usar a droga.

Estes sintomas incluem:

Ansiedade
Insônia
Tremores
Taquicardia
Delírios
Agitação.

Os usuários podem experimentar estes sintomas dentro de 1 a 6 horas após a última dose, e os sintomas podem persistir por meses.

GHB associado a crimes

Além dos riscos próprios da droga, e devido a efeitos como amnésia e incoordenação motora, os indivíduos que usam GHB ou seus análogos se tornam presas fáceis de assaltantes.

O GHB, assim como o flunitrazepam, não tem odor com sabor imperceptível e, por isso, ambos têm sido usados como drogas facilitadoras de violências sexuais e roubos, graças ao efeito anestésico que paralisa mental e fisicamente a vítima.

São adicionados a bebidas (até mesmo refrigerantes) quando a vítima se distrai. Há dados que mostra que o GHB superou o flunitrazepam como droga facilitadora destes tipos de assaltos. No Brasil, este tipo de assalto, acompanhado ou não de violência sexual, é conhecido como "Boa noite, Cinderela" e, em geral, as vítimas são freqüentadores de bares e boates gays. Assim como em outros países, as denúncias são raras porque as vítimas não querem ser identificadas devido às circunstâncias em que estes fatos costumam ocorrer.

GHB e seus análogos são ilegais?

Sim, GHB e seus análogos são ilegais.

Embora o GHB e seus análogos tenham diversos usos na indústria, o consumo humano não é permitido (exceto em alguns países da Europa, sob supervisão médica). A posse, guarda, venda ou doação de GHB esta sujeita às penalidades previstas no código penal brasileiro, estas variam de contravenção a tráfico.

Dados controversos:

Especula-se que nos EUA a proibição do GHB foi motivada por um desejo de proteger a indústria farmacêutica, pois o GHB seria uma alternativa mais eficaz e com custo ainda menor do que os benzodiazepinicos, sendo ainda estudado seu uso na retirada alcoólica.

Síndrome aguda

Como resultado do aumento de consumo de GHB nos últimos anos, o número de intoxicações agudas têm se elevado. Os efeitos mais freqüentes incluem coma, depressão respiratória, convulsões, bradicardia (diminuição na freqüência cardíaca), sonolência, confusão, amnésia, enxaqueca, náuseas, vômitos, ligeira hipotermia (temperatura corporal do organismo abaixo do normal [-35ºC]), acidose e complicações psiquiátricas (por exemplo: agitação e delírio).

Dependendo da dose administrada e do uso simultâneo com outros depressores do SNC, como o álcool, algumas destas situações podem ocorrer: perda de consciência, depressão respiratória, tremores, convulsões, bradicardia, hipotensão e parada respiratória. Desde 1992, foram registradas cerca de 9600 reações adversas.

O GHB é considerado perigoso, uma vez que os efeitos por ingestão oral estão sujeitos à variabilidade intra e interindividual.

Os efeitos adversos descritos em seguida foram encontrados em investigações experimentais e em casos de intoxicações.

O GHB afeta principalmente o SNC, o sistema cardiovascular e o sistema respiratório, mas não tem efeitos tóxicos para os rins e o fígado.

Efeito no SNC

Sonolência, vertigens e enxaquecas são frequentemente descritas, tanto em casos experimentais como em casos de toxicidade.

Coma induzido por GHB aparece rapidamente após ingestão, seguido de rápida e aparente recuperação total. Na maior parte dos casos de intoxicação, a consciência é recuperada após 6-7 horas.

Uma das características que distingue a intoxicação por GHB é a rápida recuperação, o que pode levar a uma falsa sensação de segurança no seu uso.

Efeitos cardiovasculares

Com doses de GHB para causar anestesia e em situações de overdose ocorre bradicardia. Em alguns casos verifica-se também hipotensão.

Quando o GHB é administrado juntamente com álcool e/ou outra droga de abuso ocorre bradicardia e hipotensão simultaneamente.

Efeitos respiratórios

Depressão respiratória, dificuldade em respirar e apnéia têm sido descritos após administração de GHB. A depressão respiratória pode ser severa e em alguns casos a velocidade respiratória pode baixar até quatro pulsações/min.

Psicopatologia

Sob a influência do GHB, alguns indivíduos tornam-se hostis, agressivos e agitados. Estes perdem a consciência e ficam extremamente agressivos quando estimulados, apesar da profunda depressão respiratória. Num menor número de indivíduos têm sido registradas complicações psiquiátricas, como delírio, paranóia, depressão e alucinações.

Efeitos oculares

Durante intoxicações com GHB, as pupilas encontram-se em miose (contração da pupila) e pouco reativas à luz. Durante o coma induzido por GHB, verifica-se miose e completa ausência de reação à luz.

Acidose

Ligeira acidose respiratória aguda verifica-se quando o GHB é usado como anestésico e em casos de abuso.

Sistema gastrointestinal

Uma elevada freqüência de vômitos está associada ao uso de GHB, especialmente durante a indução de anestesia por via intravenosa e em casos de intoxicação.

Estes efeitos adversos ocorrem essencialmente quando o indivíduo está recuperando a consciência.

Temperatura corporal

Apesar da hipotermia não ser um efeito típico da intoxicação com GHB, uma ligeira hipotermia tem sido observada em overdoses com GHB.

Movimentos

Vários registros de movimentos anormais, trêmulos incontroláveis e movimentos clônicos ao acaso estão associados ao uso de GHB. Em estudos anestésicos, movimentos anormais ocorrem durante a indução com GHB, mas não são acompanhados de qualquer registro de convulsão.

Outros efeitos

Extremidades frias e pesadas e diaforese têm sido descritas após ingestão oral do GHB. A produção inadequada de GHB, muito freqüente quando esta droga é adquirida por intermédio de sites na Internet, pode resultar numa mistura muito alcalina com diversos danos no organismo, como por exemplo, lesões no esôfago e hematúria (perda de sangue pela urina).

Tolerância e síndrome de abstinência

Não estudado.

Morte

Desde 1990 estão registradas 68 mortes associadas ao uso de GHB, sendo que a maioria ocorreu nos últimos quatro anos.

Fonte: www.adroga.casadia.org

GHB

Origem

Gamma-hidroxibutirato. É um componente natural de células humanas mas também é uma substância produzida em laboratório. Produzido geralmente através da combinação da butirlactona-gamma e uma base como o hidróxido de sódio.

Estas duas substâncias reagem quimicamente dando forma ao produto original. É utilizado como intoxicante recreacional mas já foi utilizado como anestésico e suplemento alimentar, para atletas, há alguns anos. Seu uso foi abolido devido aos seus efeitos colaterais indesejáveis.

Classificação

É uma droga ilícita e depressora do SNC.

Como se apresenta

Utilizada, mais comumente, na forma de pó químico ou líquido.

Possíveis efeitos

Após a sua injestão, em cerca de 10 a 20 minutos começa-se a sentir a presença de seus efeitos que podem durar aproximadamente 1,5 horas porém, quando injerido mais lentamente, seus efeitos podem permanecer por mais tempo.

Quando utilizado em doses recreacionais, fisicamente são muito similares ao álcool.

Em doses muito baixas incluem o relaxamento, desinibição social, diminuição da coordenação motora.

Em doses maiores podem aparecer tonturas, deficiência visual, náuseas, andar cabaleante.

A faixa de uso recreacional e a overdose é muito pequena. No nível de overdose pode-se apresentar andar cabaleante extremo, inconsciência, desorientação e vômitos. Já na faixa de injestão considerada como envenenamento, os usuários podem experimentar convulsões e comprometimento da respiração.

Pode causar

O GHB tem alguns problemas proeminentes que na combinação podem ser extremamente perigosos.

A diferença entre uma dose recreacional e a overdose pode estar entre 1 a 2 gramas da substância, equivalente a uma única unidade da dosagem.

Combinar GHB com o álcool pode levar à overdose. Um dos problemas apresentados pelo GHB é que na sua forma líquida fica difícil determinar a sua concentração.

Em níveis elevados de overdose, o GHB pode produzir inconsciência e vômito, combinação que pode ser fatal se o usuário permanecer em posição que o permita ingerir seu próprio vômito causando sufocamento e/ou danos aos pulmões portanto, indivíduoa nestas condições devem permanecer em posições seguras até que a ajuda chegue ou se tornem consientes. Altas doses de GHB podem levar ao coma ou à morte.

Outras considerações

Ainda não se conhece exatamente o potencial adictivo do GHB mas relatórios indicam que possa provocar a dependência física e psicológica. Há citações de severos sintomas de crise de abstinência à droga incluindo grande desejo de voltar a ingerí-la, dificuldade de dormir, vertigem, fortes dores de cabeça.

Fonte: www.ac.gov.br

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