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LSD

D-Lysergic Acid Diethylamide

O que é?

LSD é uma droga semi-sintética derivada de ácido lisérgico, substância presente num fungo que cresce em centeio e outros grãos.

LSD, geralmente denominado “ácido”, é um dos alucinógenos mais potentes.

É normalmente vendido na rua em pequenos quadrados de papel secante contendo gotas que contêm a droga, mas também em formas de pastilhas, cápsulas ou ocasionalmente em forma líquida.

É uma substância incolor e inodora tendo um gosto ligeiramente amargo.

Como é consumido?

Normalmente é tragado.

Quais são os efeitos?

O consumo de LSD desencadeia fortes mudanças no pensamento, humor e sentidos além de sentimentos de empatia e sociabilidade.

Porém, os efeitos exatos de LSD variam de acordo com o estado mental do usuário e do ambiente em que ele se encontra.

Quais são os riscos associados aos uso do LSD?

A curto prazo, o LSD produz ilusões e distorce as percepções. Altera a perspectiva geométrica e a noção de tempo e a percepção das cores e sons e o sentido do tato é mais intensa.

Alguns usuários de LSD vêm-se invadidos por pensamentos e sentimentos aterrorizantes como o medo de perder o auto controle, a loucura e morte, assim como sensações de desespero.

Os efeitos físicos são pequenos se comparados aos efeitos psicológicos e emocionais.

Entre eles, cabe mencionar a dilatação das pupilas, aceleração da pulsação e aumento da pressão sanguínea, perda de apetite, insônia, boca ressecada e tremores.

Fonte: www.unodc.org

LSD

A dietilamida do ácido lisérgico (LSD) é a mais poderosa droga conhecida: menos de 30 gramas são suficientes para produzir mais de trezentas mil doses.

Devido a essa potência, a dosagem de LSD é medida em microgramas, sendo que cada micrograma equivale a um milionésimo de grama.

Cem microgramas são suficientes para produzir uma viagem, como o efeito da droga é conhecido.

Em estado puro, o LSD - um derivado semi-sintético do ácido lisérgico - apresenta-se na forma de cristal, podendo ser também produzido, com potência cinco mil vezes maior que a da mescalina e duzentas vezes maior que a da psilobcina.

Doses vendidas ilegalmente costumam ter de 50 a 400 microgramas, produzindo efeitos por um período variável entre 8 e 12 horas.

Overdoses de LSD podem acontecer mais facilmente do que com outras drogas, já que é difícil medir quantidades tão minúsculas. Alguns pesquisadores, entretanto, sugerem que uma verdadeira overdose de LSD ocorre apenas com a ingestão de quantidades fantásticas, em torno de 7 milhões de microgramas.

A história do LSD é relativamente recente.

Ela começa em 1943, com o químico suíço Dr. Albert Hoffman, que trabalhava para os Laboratórios Sandoz pesquisando derivados do Claviceps purpúrea, também conhecido como ergot, um fungo que atacava o centeio.

Os alcalóides desse fungo já haviam sido isolados alguns anos antes, mas pela primeira vez o Dr. Hoffman constatou sua presença em plantas mais elevadas, da família das Convolvuláceas.

Essas plantas - a Rivea corymbosa e a Ipomoea violácea - eram empregadas há séculos na América Central pelos índios zapotecas.

Acredita-se que os alcalóides sintetizados por Hoffman no fungo do centeio foram responsáveis pelos delírios que acompanhavam os sintomas da peste negra que grassou pela Europa, na Idade Média, quando populações inteiras eram intoxicadas ao comer pão feito com centeio contaminado pelo Claviceps purpúrea.

Ao realizar experiências com o ácido dietilamida d-lisérgico, a vigésima quinta substância extraída numa série de testes com o fungo, o Dr. Hoffman absorveu, acidentalmente, através da pele, uma quantidade mínima de droga. Intrigado com os efeitos que experimentou, o cientista baptizou a substância como LSD-25 e resolveu fazer novas pesquisas com ela, escrevendo mais tarde um relatório que chamou a atenção do mundo científico para a descoberta de uma droga que, segundo Hoffman, podia deflagrar um estado de realidade alterada.

No começo da década de 60, o LSD-25 foi empregado experimentalmente em sessões de psicoterapia, principalmente nos Estados Unidos, onde seu uso era legal. Das clínicas e das universidades, a droga espalhou-se para o mundo, transformando-se, junto com a "beatlemania" e a revolução sexual, em símbolos de uma época que, para muitos, representava o início da Era de Aquário.

Embora seu uso tenha sido legalmente restrito a partir de 1963, o ácido lisérgico continuou sendo fabricado em laboratórios clandestinos e consumido em grande quantidade. Mas, a partir de 1969, seu consumo começou a diminuir, ao mesmo tempo em que se desvanecia o sonho dos anos 60.

Nas décadas posteriores o LSD se tornou droga fora de moda e hoje o seu uso é raro. Enquanto esteve em voga, o ácido lisérgico influenciou profundamente a música, o cinema, as artes plásticas e os costumes, num amplo movimento que ficou conhecido como psicodelismo.

O LSD-25 é classificado oficialmente como droga alucinógeno, embora alguns especialistas sustentem que a substância não pode ser considerada dessa forma pois não provoca alucinações.

Assim considera-se que a substância seja uma droga psicomimética: ela induziria sintomas que simulam, ou mimetizam psicoses, como a esquizofrenia. Mas nada disso está demonstrado.

O que se sabe com certeza é que o LSD permanece no cérebro durante um período de vinte minutos.

A maior parte da droga vai para o fígado e os rins, sendo que o ácido lisérgico pode ser detectado na corrente sanguínea apenas por duas horas depois de ingerido.

Relatórios norte-americanos afirmam que os efeitos do LSD são resultado da liberação ou da inibição de substâncias que já existem no cérebro, as quais alteram o equilíbrio químico desse órgão. Quer dizer, não é a droga que causa alterações de consciência - o LSD deflagra, isto sim, relações do próprio organismo.

Os primeiros efeitos do LSD são físicos e começam cerca de uma hora depois da ingestão da droga.

Eles variam de uma vaga sensação de ansiedade à náusea, sendo acompanhados por aceleração de pulsação, pupilas dilatadas, elevação da temperatura, batimento cardíaco e pressão sanguínea, além de inquietação e redução do apetite.

Em seguida, o usuário entra num estado de grande sugestionabilidade: impressões subconscientes afloram aos borbotões, enquanto a capacidade de receber e analisar de forma estrutural as informações do ambiente fica distorcida, podendo até desaparecer.

A experiência, que varia muito de uma pessoa para outra, pode induzir a sinestesia, um estado de cruzamento dos sentidos, no qual o usuário "vê" a música e "ouve" as cores. A percepção espacial também é alterada e as cores têm sua intensidade realçada; imagens caleidoscópicas e tridimensionais flutuam no vazio.

O sentido de tempo se desfaz, e passado, presente e futuro parecem não ser fronteiras.

Alguns pesquisadores afirmam ter documentado empregos terapêuticos do LSD, já que a substância induziria "auto-aperfeiçoamento, aumento do interesse por questões filosóficas, teológicas e cosmológicas, e iluminação espiritual. Respostas emocionais e padrões aprendidos de comportamento podem ser alterados pela droga, resultando numa eventual mudança de estilo de vida.

Empatia e comunicabilidade podem ser alteradas até chegar ao ponto da telepatia, embora todos esses efeitos possam ser resultados de características da personalidade de cada usuário. Muitas das grandes mudanças de estilo de vida atribuídas ao LSD podem ser podem ser explicadas sociologicamente em vez de quimicamente".

Autores norte-americanos consideram que a droga não gera dependência física, mas provoca tolerância se diversas doses forem tomadas sucessivamente.

A dependência psicológica também é rara, uma vez que a intensidade da experiência lisérgica desencoraja os usuários a consumirem novas doses num curto período de tempo.

A tolerância diminui rapidamente à medida que a ingestão de LSD é reduzida, tendendo a desaparecer três dias depois da suspensão do consumo.

Não existem sintomas documentados de síndrome de abstinência.

Também devido à intensidade da "viagem" causada pelo LSD, o usuário pode ficar mais sujeito a acidentes, e este talvez seja o maior dos perigos provocados pela droga. Os estudos médicos são raros e incompletos, sendo que, em 1967, nos Estados Unidos, foi publicado um relatório afirmando que o ácido lisérgico pode danificar os cromossomos.

Testes de laboratório sugeriram que o LSD talvez cause alterações cromossômicas, assim como a cafeína, os raios X, as infecções viróticas e as queimaduras solares.

O usuário de LSD também está sujeito as chamadas bad trips, ou "viagens ruins", nas quais pode ser levado a estados emocionais depressivos, que podem evoluir para reações psicóticas e paranóia.

Em casos extremos, esses estados podem prolongar-se por toda a viagem, que se transforma em verdadeiro pesadelo.

Tais problemas são geralmente causados pela predisposição do usuário, embora também possam ser resultados de adulterações no LSD vendido ilegalmente sob a forma de cápsulas, comprimidos, micropontos, gotas em papel mata-borrão e folhas de gelatina.

Outro efeito colateral a que se sujeita o usuário de LSD é o fenómeno conhecido como flashback, um retorno ocasional dos efeitos da droga muitos dias depois de ela ter sido tomada. Ainda não se sabe o que provoca o flashback, embora se acredite que ele seja um processo psicológico e não químico. Mesmo assim, existem suspeitas de que o flashback possa ser disparado por fadiga psicológica ou ingestão de remédios antiestamínicos.

Os efeitos a longo prazo do uso de LSD não foram determinados. Entretanto, sugere-se que a chance de reações psicóticas seja mínima, desde que a droga seja ingerida com certas precauções. Administrada em experiências científicas com pessoas clinicamente classificadas como saudáveis, e devidamente alertadas sobre as alterações psicológicas que enfrentariam, a droga demonstrou não provocar maiores danos.

Paradoxalmente, quando tomado sem supervisão médica especializada, o LSD pode resultar em estados temporários de pânico, medo, depressão e psicose. Um dos efeitos mais raros da droga é o "desmascaramento" de personalidades psicóticas que, embora aparentemente normais, deixam aflorar conflitos internos reprimidos ao ingerir LSD.

Fonte: oficina.cienciaviva.pt

LSD

Nomes: Ácido, Pills, Trips

O LSD, também chamado de ácido, pills, cones ou trips é uma droga com ação alucinogénia ou psicadélica. A dietilamida do ácido lisérgico é sintetizada clandestinamente a partir da cravagem de um fungo do centeio (Claviceps purpúrea).

Pode apresentar a forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina, micropontos ou folhas de papel secante (como selos ou autocolantes), sendo que uma dose média é de 50 a 75 microgramas. É consumido por via oral, absorção sub-lingual, injetada ou inalada.

Esta substância age sobre os sistemas neurotransmissores seratononérgicos e dopaminérgicos. Para além disso, inibe a atividade dos neurónios do rafe (importantes a nível visual e sensorial).

Não são conhecidas utilizações terapêuticas desta substância.

Origem

O LSD (ácido lisérgico dietilamida) foi sintetizado por Albert Hoffman em 1937, mas só em 1953 é que foram descobertos os seus efeitos alucinogéneos. Este químico alemão estava a trabalhar num laboratório suíço na síntese dos derivados do ácido lisérgico, uma substância que impede o sangramento excessivo após o parto. A descoberta dos efeitos do LSD verificou-se quando Hoffman ingeriu, de forma não intencional, um pouco desta substância e se viu obrigado a interromper o seu trabalho devido aos sintomas alucinatórios que estava a sentir.

Inicialmente, foi utilizado como recurso psicoterapêutico e para tratamento de alcoolismo e disfunções sexuais. Com o movimento hippie começa a ser utilizado de forma recreativa e provoca grande agitação nos Estados Unidos.

O consumo do LSD difunde-se nos meios universitários norte-americanos, grupos de música pop, ambientes literários, etc. Lucy in the Sky with Diamonds, uma das mais conhecidas músicas dos Beatles, é uma alusão ao LSD.

Recentemente verificou-se um ligeiro aumento do consumo de LSD, provavelmente como resultado da influência do revivalismo dos anos 70.

Efeitos

Os efeitos variam consoante a personalidade do sujeito, o contexto (ambiente) e a qualidade do produto, podendo ser agradáveis ou muito desagradáveis.

O LSD pode provocar ilusões, alucinações (auditivas e visuais), grande sensibilidade sensorial (cores mais brilhantes, percepção de sons imperceptíveis), sinestesias, experiências místicas, flashbacks, paranóia, alteração da noção temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado, baforadas delirantes podendo conduzir a atos auto-agressivos (suicídio) e hetero-agressivos, despersonalização, perda do controlo emocional, sentimento de bem-estar, experiências de êxtase, euforia alternada com angústia, pânico, ansiedade, depressão, dificuldade de concentração, perturbações da memória, psicose por "má viagem".

Poderão ainda ocorrer náuseas, dilatação das pupilas, aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco, debilidade corporal, sonolência, aumento da temperatura corporal.

Estes efeitos duram entre 8 a 12 horas e aparecem cerca de 30/40 minutos após o consumo.

Riscos

Não existem provas das consequências físicas do consumo de LSD; apenas se conhecem as relacionadas com problemas psicológicos, como a depressão, ansiedade, psicose, etc.

O consumo do LSD poderá provocar a alteração total da percepção da realidade.

O flashback ou revivescência é o principal perigo do consumo. Nestas situações, o indivíduo volta a experimentar a vivência tida com a droga, sem que para tal tenha de a consumir de novo. Estes flashbacks podem ocorrer semanas após a ingestão da substância.

Em mulheres grávidas pode induzir a contração das fibras do músculo uterino.

Há riscos de sobredosagem dada a percentagem muito variável de pureza do produto. É desaconselhável o consumo não acompanhado/isolado devido a riscos de distração perceptiva.

Quando misturado com produtos do tipo anfetaminas torna-se mais perigoso.

Não consumir em caso de problemas de saúde mental, depressão ou crises de ansiedade.

Tolerância e Dependência

Parece existir tolerância, no entanto os estudos divergem.

A tolerância desaparece rapidamente após alguns dias de abstinência.

Pode criar dependência psicológica mas não cria dependência física.

Fonte: www.psicologia.com.pt

LSD

LSD-25

Essa droga é a dietilamida do ácido lisérgico, um poderoso sintético químico.

A sigla provém da designação alemã Lyserg Saure Diethylamid e o designativo 25 correspondente à vigésima Quinta de uns série de modificações químicas da molécula básica da cravagem do centeio sintetizada por Albert Hoffmann.

O LSD foi sintetizado em 1938, reconhecido como alucinógeno em 1943 e popularizado em 1963.

A descoberta dessa substância foi possível graças às pesquisas desenvolvidas com o ácido lisérgico, isolado em 1934 e preparado por meio da hidrólise dos alcalóides da cravagem do centeio, do fungo Claviceps purpúrea, que é um cogumelo que infesta as gramíneas, principalmente o centeio, nas regiões úmidas ou quando o cereal é descuidado.

Em 1935, foi preparada a ergovina, um dos alcalóides principais desse esporão de centeio, e através dos seus derivados deu a droga padrão à base do ergot, precursor do LSD.

Hoffmann, químico, que fazia uma experiência com o ácido lisérgico, absorveu acidentalmente uma dose mínima do ácido lisérgico dietilamido. Sentiu-se mal e teve de interromper o que fazia, acometido que foi de singular agitação, acompanhada de leves vertigens.

Foi para casa e mergulhou num estado agradável e imaginativo, caracterizado por fotofobia: de olhos fechados percebia "uma ininterrupta corrente de imagens fantásticas de extraordinária vivência, acompanhadas por um intenso e caleidoscópio de cores", fato que anotou no protocolo do laboratório (anotações, 1955).

Depois de duas horas, gradativamente, tudo havia passado e logo suspeitou que aqueles sintomas podiam estar relacionados de alguma maneira com a substância com que estava trabalhando. Ele tinha conseguido transformar o ácido lisérgico dietilamido num tartarato neutro. Cristalino, facilmente solúvel na água.

Hoffmann resolveu, então experimentar a droga em si mesmo: tomou 250mg de LSD e depois de 40 minutos começou a Ter tonturas, inquietações, dificuldade para se concentrar, alterações visuais e uma série de sintomas desagradáveis que terminaram 6 horas depois.

A partir dessas observações começaram as experiências com a droga em pacientes esquizofrênicos e em pessoas normais.

Depois da ingestão de 50 a 100mg de LSD (1mg = 0,000001g), a ação da substância é muito nítida.

Dura apenas algumas horas, conforme o estabeleceu duma forma exata Stoll, psiquiatra da Clínica Universitária de psiquiatria de Zurique.

Fonte: www.angelfire.com

LSD

Por que o LSD causa alucinações nos seres humanos?

O LSD é um perturbador alucinógeno sintético do sistema nervoso central, o qual é capaz de promover alucinações nos seres humanos. Dentre essa categoria de droga ( alucinógeno ) o LSD é a mais potente.

O LSD foi sintetizado pela primeira vez por Albert Hoffmann em 1938 acidentalmente quando ele fazia pesquisas médicas. Anos depois o LSD foi utilizado para uso clinico, principalmente para o tratamento de alcoolismo, disfunções sexuais e como recurso psicoterapêutico. Hoje em dia seu consumo e produção são proibidos.

O LSD atua no cérebro causando alterações psíquicas, proveniente de distorções do funcionamento do mesmo.

Essas alterações dependem principalmente de três componentes: a personalidade do usuário, o contexto (ambiente, sentimento) onde/quando é ingerida e da qualidade da droga.

Os efeitos psicológicos mais relatados depois da utilização do LSD são: a alucinação auditiva e visual, o aumento na capacidade sensorial, sinestesias, alteração da noção temporal e espacial do usuário, momentos de euforia alternados com angustia, agressividade, pânico entre outros.

O LSD não é muito tóxico ao organismo humano, porém a perturbação psíquica causada pode se muito perigosa. Existem casos de pessoas que ao tomarem começam a acreditar que detém de uma força sobrenatural, assim pondo-se em situações de perigo, tais como pular pela janela pensando que consegue voar, tentar parar um carro com a mente entre outras.

Outro fenômeno causado por essa perturbação psíquica é o denominado flashback, ou seja, após a pessoa ter tomado o LSD depois de um período de semanas ou meses a pessoa começa a sentir de forma inesperada e, normalmente em situações impróprias, os mesmos sintomas apresentados durante a sua alteração psíquica na hora da utilização da droga.

O flashback é considerado um variante a longo prazo e normalmente é muito doloroso, porque como o individuo não utilizou a droga (LSD) desta vez, acredita que esta enlouquecendo, ficando esquizofrênico.

Os efeitos físicos causados pelo LSD são descritos como náuseas, dilatação nas pupilas, aumento na pressão arterial e do ritmo cardíaco, sonolência, aumento na temperatura do corpo e debilidade corporal. Esses são encontrados cerca de 10 a 20 minutos depois do LSD ser ingerido.

O interessante desta droga é que não causa dependência e nem crise de abstinência depois do usuário parar de usar.

Entretanto, o LSD, assim como outras drogas alucinógenas, pode provocar dependência psíquica ou psicológica, uma vez que a pessoa que habitualmente faz uso destas substâncias como um meio de se alienar dos problemas da vida e se refugiar no paraíso da droga.

O LSD afeta o cérebro ao intervir com os receptores 2 A de serotonina, que é um neurotransmissor responsável por um papel na comunicação do humor e consciência. Esses receptores 2 A de serotonina estão presentes em diversos lugares do cérebro, tais como o tálamo e o córtex, ao entrar em contato com este causa alteração da percepção sensorial por exemplo.

Os efeitos alucinógenos do LSD também afetam os neurônios na camada V do córtex somatosensorial.

O LSD e uma droga alucinógena que age em diferentes receptores e transmissores cerebrais fazendo com que o usuário perca totalmente a noção de tempo e espaço e passe a enxergar o mundo por meio do seu inconsciente.

A droga funciona como uma espécie de inibidor do consciente e libertador do inconsciente levando, em alguns casos, a transformar o usuário em psicótico.

Augusto Guimarães

Gabriel Almeida

Miguel Matarazzo

Ricardo Romano

Tomaz Seincman

Fonte: 3festadosdapercepcao.wikispaces.com

LSD

INTRODUÇÃO

LSD é o acrônimo de Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, que é uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas.

O LSD, ou mais precisamente LSD25, é um composto cristalino, que ocorre naturalmente como resultado das reações metabólicas do fungo Claviceps purpurea podendo ser produzido a partir do processamento das substâncias do esporão do centeio. Foi sintetizado pela primeira vez em 1938 e, em 1943, o químico suíço Albert Hofmann descobriu os seus efeitos de uma forma acidental.

É uma droga que ganhou popularidade na década de 60, associado ao movimento psicodélico, mais conhecido na tradicional "fase psicodélica" da banda de rock inglesa The Beatles entre 1965 à 1967, e de muitas outras, como o Pink Floyd, cujo vocalista e guitarrista fundador Syd Barrett enlouqueceu devido ao consumo excessivo de drogas.

Pode apresentar a forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina, liquída, micropontos ou folhas de papel secante (como selos ou autocolantes), sendo que uma dose média é de 50 a 75 microgramas. É consumido por via oral, absorção sub-lingual, injetada ou inalada. Esta substância age sobre os sistemas neurotransmissores serotononérgicos e dopaminérgicos. Além disso, inibe a atividade dos neurônios do rafe (importantes em nível visual e sensorial).

HISTÓRICO

Em meados da segunda guerra mundial, na década de 30. A sintetização do LSD foi realizada pela primeira vez em 7 de abril de 1938, pelo químico suíço Dr. Albert Hofmann, nos Laboratórios Sandoz em Basel, Suíça. Dr. Hofmann, fazia parte de um grande programa de pesquisa, que buscava derivados da ergolina para utilizar na medicina de forma benéfica.

Foi em uma dessas manipulações no laboratório, onde Dr. Hofmann provou os efeitos dessa combinação química pela primeira vez, quando trabalhava na síntese dos derivados do dietilamida d-lisérgico, na vigésima quinta substância extraída numa série de testes com o fungo, Dr.Hofmann descobriu acidentalmente os efeitos do LSD, quando uma quantidade mínima dessa substância foi absorvida por sua pele de forma não intencional, e se viu obrigado a interromper seu trabalho devido aos sintomas alucinatórios que passou a sentir.

O cientista batizou a substância como LSD-25, o número 25, representou a 25ª síntese da ergotamina que resultou no LSD.

Antes do LSD, Albert Hofmann sintetizou outras 24 substâncias a partir da ergotamina, a fim de encontrar a que continha os efeitos abortivos desejados na pesquisa realizada, mas o LSD foi sua grande descoberta.

Essa substancia psicodélica permaneceu “esquecida” por 5 anos, até que o químico suíço Dr. Alber Hofmann, dizendo sentir um "pressentimento peculiar", voltou a trabalhar com a substância química.

Em 19 de abril de 1946, resolveu testar em si próprio uma dose maior, aproximadamente (250 microgramas). Então Dr.Hofmann chamou um médico, que não encontrou nenhum sintoma físico anormal, exceto suas pupilas dilatadas acentuadamente. Depois de passar várias horas apavorado achando que havia sido possuído por um demônio, que sua vizinha era uma bruxa e que seus móveis estavam o ameaçando, Dr. Hofmann temia que ele havia se tornado completamente insano, por causa das 250 microgramas que havia ingerido como experimento.

Muitas pessoas dizem também, que Hofmann ao se dirigir a sua casa de bicicleta (seu único meio de transporte na época da guerra) teve muitas alucimações, ainda sobre o efeito da droga. Chegando em sua casa, Dr. Hofmann anotou os efeitos e as sensações que a droga o fez sentir “Pouco a pouco comecei a apreciar as cores improváveis e as formas que persistiam por trás dos meus olhos fechados. Imagens fantásticas e caleidoscópicas surgiram em mim, explodindo em fontes coloridas.”

A viagem de bicicleta de Hofmann rendeu temas de músicas como: “I Just Wasn’t Made For These Times”( Beach Boys), “Bike”( Pink Floyd) e “My White Bicycle”(Tomorrow).

A partir daí, intrigado com sua descoberta, Albert Hofmann resolveu fazer novas pesquisas com o LSD, escrevendo mais tarde um relatório que chamou a atenção do mundo científico para a descoberta de uma droga que, segundo Hofmann, o “pai” do LSD, podia deflagrar um estado de realidade alterada.

ESTUDOS E PESQUISAS COM LSD

Os serviços de inteligência da guerra fria estavam muito interessados nas possibilidades de utilizar o LSD em interrogatórios e em controle de mente, e também para uma engenharia social de larga escala. A CIA conduziu diversas pesquisas sobre o LSD, das quais a maioria foi destruída. O LSD foi a área central de pesquisa do Projeto MKULTRA, um codenome para o projeto da CIA de controle de mentes.

As pesquisas deste projeto tiveram início em 1953 e continuaram até 1972. Alguns testes também foram conduzidos pelo Laboratório Biomédico do Exército dos Estados Unidos. Voluntários tomaram LSD e então passaram por uma bateria de testes para investigar os efeitos da droga nos soldados.

Baseado nos registros públicos disponíveis, o projeto parece ter concluído que a droga era de pouco uso prático para o controle de mente, levando o projeto a desistir do seu uso. Os projetos da CIA e do exército norte-americano se tornaram muito controversos quando eles vieram ao conhecimento da população nos anos 1970, já que os voluntários dos testes não eram normalmente informados sobre a natureza dos experimentos, ou mesmo se eles eram testados nos experimentos. Muitas pessoas testadas desenvolveram doença mental severa e até cometeram suicídio após os experimentos. A maioria dos registros do projeto MKULTRA foi destruída em 1973.

O governo britânico também se interessou em testar o LSD; em 1953 e 1954, com os cientistas trabalhando para procurar uma "droga da verdade". Os voluntários dos testes não eram informados de que estavam consumindo LSD, e foi informado a eles que estavam fazendo pesquisas para outras doenças.

Um voluntário, na época com 19 anos, relatou ver "paredes derretendo, e rachaduras aparecendo nos rostos das pessoas, olhos que corriam nas bochechas, entre outras figuras". Depois de manter os testes em segredo por muitos anos, o governo britânico aceitou em 2006 pagar aos voluntários uma compensação financeira. Assim como a CIA, os britânicos decidiram que o LSD não era uma droga útil para propósitos de controle de mente.

O LSD se tornou primeiramente recreacional em um pequeno grupo de profissionais de saúde que estudavam a mente, como psiquiatras e psicólogos, durantes os anos 1950.

Diversos profissionais da saúde se envolveram em pesquisas sobre o LSD, mais notavelmente os professores de Harvard Dr. Timothy Leary e Richard Alpert, se convenceram do potencial do LSD como uma ferramenta para o crescimento espiritual. Em 1961, o Dr. Timothy Leary recebeu uma quantia de dinheiro da Universidade de Harvard para estudar os efeitos do LSD em voluntários. 3.500 doses foram dadas para mais de 400 pessoas. Daqueles testados, 90% disseram que eles gostariam de repetir a experiência, 83% disseram ter aprendido alguma coisa ou ter tido uma "iluminação" (insight), e 62% disseram que o LSD mudou suas vidas para melhor.

A droga foi proibida nos Estados Unidos em 1967, com as pesquisas terapêuticas científicas assim como pesquisas individuais também se tornando cada vez mais difíceis de se realizar. Muitos outros países, sob pressão dos Estados Unidos, rapidamente seguiram a restrição. Desde 1967, o uso recreacional e terapêutico do LSD tem continuado em muitos países, suportado por um mercado negro e uma demanda popular pela droga. Experimentos de pesquisa acadêmica legalizados ainda são conduzidos esporadicamente, mas raramente envolvem seres humanos. Apesar de sua proibição, a cultura hippie continuou a promover o uso regular de LSD. Bandas como The Beatles, The Doors, The Grateful Dead e Pink Floyd fizeram esse papel.

De acordo com Leigh Henderson e William Glass, dois pesquisadores associados ao Instituto Nacional das Drogas de Abuso dos Estados Unidos que fizeram uma pesquisa na literatura médica em 1994, o uso do LSD é relativamente incomum quando comparado com o abuso da bebida alcóolica, cocaína e drogas de prescrição. Henderson e Glass concluíram que os usuários de LSD típicos usam a substância em épocas infrequentes, abandonando o uso dois a quatro anos após. No geral, o LSD pareceu ter menos consequencias adversas na saúde, das quais as “bad trips” foram as mais relatadas.

PRODUÇÃO DO LSD

Como uma dose ativa de LSD é incrivelmente pequena, um grande número de doses pode ser sintetizado a partir de uma pequena quantidade de matéria-prima.

Com cinco quilogramas do sal tartrato de ergotamina, por exemplo, pode-se fabricar aproximadamente um quilograma de LSD puro e cristalino. Cinco quilogramas de LSD — 25 kg de tartrato de ergotamina — são capazes de gerar 100 milhões de doses típicas. Como as massas envolvidas são tão pequenas, o tráfico ilícito de LSD é muito mais fácil que o de outras drogas ilegais como cocaína ou maconha, em iguais quantidades de doses.

A fabricação de LSD requer equipamentos de laboratório e experiência na área da química orgânica. Levam-se dois ou três dias para produzir 30 a 100 gramas do composto puro. Acredita-se que o LSD geralmente não é produzido em grandes quantidades, mas em diversas séries de pequenos lotes. Esta técnica minimiza a perda de precursores químicos no caso de um passo de síntese não funcionar como esperado.

TOXICOCINÉTICA

A administração de 25 microgramas de LSD demonstrou ser suficiente para causar efeitos em humanos:

Início do efeito: 30 – 90 min após a ingestão
Tempo de ½ vida:
2 horas (dose-dependente)
Duração do efeito:
6 a 12 horas

De modo rápido e eficiente é distribuído por todo organismo. Somente 1% atinge o cérebro.

Possui metabolismo hepático e tem seus metabólitos eliminados no sistema digestivo e bile. A excreção ocorre nas fezes.

LSD não é identificado por exames toxicológicos de rotina.

Quantidades muito pequenas de LSD podem ser encontradas na urina, por meio de testes ultra-sensíveis.

O preciso mecanismo pelo qual o LSD altera a percepção ainda não está esclarecido.

O LSD atua sobre receptores da serotonina (5-HT) – sendo considerado um agonista deste neurotransmissor (produz efeito semelhante à serotonina quando ligado ao seu receptor):

a) LSD mimetiza a 5-HT sobre os auto-receptores 5-HT1 nas células nervosas do núcleo da rafe ocasionando diminuição na liberação de neurotransmissor dos neurônios serotonérgicos.
b)
LSD ativa os receptores 5-HT2 (responsáveis pelo efeito de alucinação)

(OBS: Receptores 5-HT1 = auto-receptores, ação inibitória. Receptores 5-HT2 = influência excitatória sobre os neurônios inervados).

Os alucinógenos causam seus efeitos por romper a interação da célula nervosa.

O sistema serotonérgico está envolvido no controle comportamental, perceptual e sistemas regulatórios incluindo humor, fome, temperatura corporal, comportamento sexual, controle muscular e percepção.

Assim, sob influência de alucinógenos os indivíduos visualizam imagens, escutam sons e sentem sensações que realmente não existem.

EFEITOS E DOSAGENS

O LSD é, por massa, uma das drogas mais potentes já descobertas. As dosagens de LSD são medidas em microgramas (µg), ou milionésimos de um grama.

Os efeitos alucinógenos do LSD ocorrem em três fases – somática, sensorial e psíquica.

Os efeitos do LSD são mais proeminentes em duas regiões cerebrais - no córtex cerebral: área envolvida no humor, cognição e percepção e no locus ceruleus: o qual recebe sinais sensoriais de todas as áreas do corpo.

Os efeitos são imprevisíveis e não dependem apenas da quantidade ingerida, mas também da personalidade do usuário, do humor, das expectativas e do ambiente.

1 PRINCIPAIS EFEITOS AGUDOS

Os efeitos imediatos ocorrem no sistema nervoso autônomo e incluem:

Taquicardia
Hipertensão
Hipertermia
Diminuição do apetite
Boca seca
Midríase
Tontura
Vertigem
Tremor
Náusea
Sudorese
Perda ou diminuição da sensibilidade em determinada região do corpo.

Gradualmente essas mudanças fisiológicas diminuem e as distorções perceptuais e alucinações tornam-se proeminentes.

Os principais efeitos estão relacionados às emoções e às sensações, tais como sentimentos de euforia e de bem-estar, além da intensificação dos sentidos (paladar e tato), podendo passar do medo à euforia tão rapidamente que o usuário pode experimentar várias emoções simultaneamente.

Os efeitos sobre o sensório são dramáticos - cores, cheiros, sons e outras sensações são altamente modificados, podendo chegar ao fenômeno da sinestesia, na qual o indivíduo parece ouvir ou sentir cores e ver sons.

As alucinações provocadas pelo uso do LSD distorcem ou transformam contornos e movimentos, sendo que tais distorções podem gerar a impressão de que o tempo está passando muito vagarosamente ou o corpo do usuário está mudando de contorno.

Os usuários referem os efeitos do LSD e outros alucinógenos como “trips” –“viagens” (efeitos prazerosos) e suas experiências adversas agudas como “bad trips” – “má viagem,” (episódios de depressão, ilusões assustadoras e sensação de pânico).

A mudança rápida do humor e das imagens e principalmente a sensação de despersonalização causa ansiedade e pânico. Alguns usuários têm pensamentos e sentimentos terríveis, medo de perder o controle, medo da insanidade mental e da morte e desespero enquanto usam LSD (má viagem). Alguns acidentes fatais têm ocorrido durante a fase de intoxicação com LSD.

2 PRINCIPAIS EFEITOS CRÔNICOS

Psicoses – prolongadas reações psicóticas, semelhantes à esquizofrenia.O indivíduo apresenta distorção ou desorganização na capacidade de reconhecer a realidade. São comuns delírios de grandiosidade: o usuário julga-se capaz de voar ou de parar um carro com a força mental ou mesmo andar sobre as águas; e os persecutórios: o usuário acredita que há conspiração contra si, podendo se defender com comportamentos agressivos.
Flashbacks –
semanas após o uso, o indivíduo volta a experimentar, repentinamente, todos os efeitos psíquicos da experiência anterior (incluindo alucinação, distúrbios visuais - como visualização de falsos movimentos, flashes coloridos ou brilhantes, halos ou marcas de objetos em movimento), sem que tenha retornado o uso da droga. Essa condição é persistente e em alguns casos permanece por anos após o indivíduo ter parado de usar a droga. Ocorre em 15% dos usuários.
Depressão profunda.
Exacerbação de diversos problemas mentais pré-existentes.

3 REAÇÕES DE OVERDOSE

O perigo do uso excessivo do LSD não está tanto na sua toxicidade ao organismo, mas sim no fato de que, pela perturbação psíquica que causa, há perda da habilidade de perceber e avaliar situações comuns de perigo.

Sinais físicos de overdose:

Rigidez muscular, dificuldade para se locomover
Febre, sialorréia (excessiva produção de saliva), midríase (dilatação das pupilas)
Hipertensão e taquicardia, nistagmo (rápido movimento involuntário dos olhos)

Sinais psicológicos de overdose:

Ataques de pânico
Exacerbação da ansiedade
Paranóia
Despersonalização
Amnésia
Fala incontrolável
Mutismo eletivo – seletividade marcante e emocionalmente determinada na fala (competência de linguagem em algumas situações, porém falha em outras)

4 TOLERÂNCIA

O LSD produz rápida tolerância tanto aos efeitos fisiológicos quanto psicológicos (o que previne o uso diário ou muito próximo). Após uso repetitivo, os usuários necessitam aumentar a dose para obter os mesmos efeitos.

A tolerância ao LSD dura um curto período de tempo – ela é perdida se o usuário parar de usar a droga por vários dias.

O uso de LSD produz tolerância para outros alucinógenos como psilocibina e mescalina, mas não para maconha, anfetaminas e PCP os quais não atuam diretamente sobre receptores serotonérgicos afetados pelo LSD.

5 DEPENDÊNCIA

O LSD é geralmente descrito como uma droga que não causa dependência física; não produz comportamento compulsivo de procura pela droga. Entretanto, o LSD pode provocar dependência psíquica ou psicológica, uma vez que o usuário que habitualmente faz uso desta substância para obter a sensação de bem-estar, acaba por se alienar da realidade do dia-a-dia.

6 ABSTINÊNCIA

Não há descrição de síndrome de abstinência se um usuário crônico cessa o uso da droga.

CONSUMO NO BRASIL

Esporadicamente se têm notícias acerca do consumo de LSD-25 no Brasil, principalmente por pessoas das classes mais favorecidas. Raramente, a polícia apreende parte das drogas trazidas do exterior. O Ministério da Saúde não reconhece nenhum uso do LSD-25 (e de outros alucinógenos) e proíbe sua produção, comércio e utilização em território nacional.

CONCLUSÃO

O LSD é uma das drogas mais potentes que existe na história. Pequenas doses podem produzir grandes efeitos, que podem durar até três dias. Geralmente são consumidas por jovens de classe média.

O principal efeito é a alucinação, portanto o usuário pode ter experiências positivas ou negativas causando grandes pânicos.

É uma droga que pode causar dependência psicológica, pois o usuário busca reações de bem estar. É bem tolerada pelo organismo.

Fonte: xa.yimg.com

LSD

Complicações Associadas ao Ácido Lisérgico Dietilamida

( LSD – 25 )

Divergentes terminologias foram usadas para descrever esta droga ( agentes psicotomiméticos, psicodélicos ) e também para os seus efeitos ou a experiência em si ( trip, alucinação, reação psicótica, ilusão paranóica de grandeza e perseguição, Nirvana, experiência arquetípicas e experiência de sombra).

Nestas condições eu observei relatadas destas experiências como "inesquecíveis" ou mesmo "indescritíveis"; e que anos mais tarde me fizeram refletir mais sobre elas e tentar colocar no papel algumas das questões já resolvidas e outras ainda precisando de retoques finais ou mesmo de total reformulação.

Como a droga age no organismo? Quais são as suas implicações fisiológicas? Quais são as suas implicações psicológicas? A droga atua no código genético?

Quais são as suas aplicações psicoterapêuticas? Como se processa a compreensão simbólica da palavra?

Eu me proponho um estudo comparado, cruzando referências entre visões experimentais e o enfoque científico, fisiológico e psicológico, para que isto possa nos esclarecer pontos obscuros, e nos ajude a explorar mais estas imagens do inconsciente para nos conhecermos melhor. Vou me ater ao paradigma psicológico para considerar as ‘viagens’ como uma experiência de significação pessoal, sendo a substância apenas um gatilho que as libera.

D-Lysergic Acid Dietylamide (LSD-25) é uma dietilamida semi sintética do ácido Lisérgico, um componente natural do fungos ‘ergot’ encontrado em várias plantas cereais. Como agente psicotomimético, está sendo amplamente usado como uma ajuda em psicoterapia reduzindo os mecanismos de defesa e podendo liberar um significante material inconsciente. O LSD e a Mescalina são atualmente as drogas com maior capacidade de produzir estados de dissociação transiente para estes fins.

Os efeitos do LSD podem ser divididos convenientemente em três grupos: central, direto e neuro-humoral.

Os efeitos centrais são assim chamados por causa de sua ação no sistema nervoso central, produzindo por sua vez, uma grande quantidade de efeitos fisiológicos.

Os efeitos centrais incluem:

Estimulação da atividade elétrica do cérebro, verificado na ativação do EEG.
Estimulação da formação reticular do cérebro, a qual resulta num crescimento da sensitividade dos estímulos sensoriais que vêm de fora, através dos órgãos sensoriais. Esta ação causa distorção no que é percebido, levando à alucinação e várias outras mudanças psicológicas.
Estimulação da medula, causando a dilatação das pupilas, aumento da temperatura do corpo, aumento do açúcar no sangue e uma elevada pressão arterial acompanhada de taquicardia.
Náusea, tontura, dor de cabeça, e algumas vezes perda de apetite.
Diminuição da coordenação muscular e um leve tremor dos dedos e mãos podem ocorrer.

Os efeitos diretos consistem na estimulação da musculatura lisa, resultando em contração muscular. ( Músculo liso se refere à musculatura do intestino, vasos sangüíneos, útero e bexiga. São chamados músculos involuntários porque existe pouco ou nenhum controle sobre eles).

Os efeitos neuro-humorais são os efeitos causados pelas células transmissoras. Estas células transformam energia elétrica em atividade química, e vice-versa.

O LSD atua na inibição de uma substância chamada Cerotonina, que tem um papel importante na transmissão dos impulsos de um nervo para outro no cérebro.

Esta inibição da Cerotonina parece ser o mecanismo específico no qual o LSD provoca as mudanças de comportamento e psíquicas. Entretanto, verificou-se que esta interferência da Cerotonina não é a causa direta deste fenômeno de mudança de comportamento.

Os efeitos psicológicos podem ser arranjados em três categorias. Mudanças nos sentidos e percepção, emoção e no pensamento.

Alteração da percepção.

Uma pessoa que ingere o LSD pode notar um forte aumento ou intensificação das cores e sentir que elas estão "mais brilhantes do que nunca". Elas pode se tornar consciente dos efeitos do LSD , percebendo que as linhas que delineiam um objeto, começam a se ondular, parecendo distorcidas. Este fenômeno é uma perda das fronteiras normais da percepção. O termo "alucinógeno" aplicado ao LSD, implica que ele pode causar alucinações ou falsas percepções, sem estímulos adequados ou relevantes, do ambiente.

Alteração emocional.

Emocionalmente o efeito do LSD é aumentar ou exagerar os ‘ups’ e ‘downs’ que uma pessoa tem. Ela se torna instável. O equilíbrio norma das emoções diminui.

Isto normalmente tem o efeito de liberar o indivíduo de um controle mais racional sobre sua vida emocional. Pode-se ver freqüentemente pessoas sob a influência do LSD rindo por nenhuma razão aparente, ou se tornando muito triste ou deprimida.

Alterações do pensamento, ou da razão.

Os efeitos do LSD nos processos do pensamento são tão marcantes quanto na percepção e emoção. O conceito de tempo pode mudar, fazendo a pessoa não se sentir ligada ao futuro, com um forte sentimento de estar vivendo exclusivamente no presente. Isto diminui acentuadamente a antecipação dos eventos futuros, perdendo o seu interesse por questões tais como continuar os estudos, conseguir um bom emprego ou obter qualquer outro objetivo.

A ‘imagem mental’ que a pessoa tem de seu próprio corpo é distorcida com os efeitos do LSD. As pessoas, às vezes, se vêem em um estado de completo desmembramento ou morte. Este efeito pode ser aterrador, e pode levar a uma severa ansiedade ou pânico.

Os episódios de pânico, conhecidos como ‘bad trip’ quando se desenvolvem cedo, parecem representar o terror envolvido com a perda do controle do ego. No máximo da reação de pânico, pode ocorrer uma mobilização de impulsos agressivos. Como um animal acuado e com medo a pessoa reage de forma agressiva. E finalmente, depois de muitas horas de uma dissociação aterrorizante, o sujeito pode desenvolver um medo intenso, não sendo capaz, ou quase que impossibilitado, de voltar ao seu estado normal.

As pessoas , cuja maioria das respostas de defesa é a somatização, são capazes de fugir dos efeitos psíquicos da droga, ao custo de sofrer uma variedade de dores por várias horas. Já se relatou também um ocasional aparecimento de um estado catatônico grave.

Logo após o período que termina o efeito da droga, algumas ocorrências indesejáveis tem sido mencionadas, e é bom estar a par dessas possibilidades. A primeira é a simples prolongação do estado alterado causado pelo LSD. A pessoa continua ainda vendo cores brilhantes, perde a noção do tempo e se distancia do contato habitual com o mundo. Para a dosagem mais usada, de 100m g, obtém-se uma duração de 8 horas. O interessante é que a droga permanece no organismo por duas horas apenas, sendo totalmente dissociada depois deste tempo. Ainda não se sabe como o seu efeito dura todo este tempo, podendo ainda ser prolongado. Normalmente, depois de uma noite de sono é esperado uma cessação completa dos efeitos da droga. Entretanto, a persistência da ansiedade ou distorções visuais, por um ou dois dias, em forma de ondulações repentinas, já foram descritas.

Um estado depressivo também tem sido ressaltado por inúmeras pessoas, e uma variedade de possíveis agentes causadores são evidentes. A depressão pode simplesmente ser causada pela calmaria, depois da euforia induzida pela droga, e o sentimento de auto-transcendência. Se a experiência foi caracterizada por uma emergência de considerável vergonha e culpa, uma inabilidade para integrar ou reabsorver as memórias lançada, podem induzir uma breve reação de depressão.

Uma análise das informações sobre tentativas de suicídio, revela que somente poucas pessoas possuem uma conecção direta entre a experiência com o LSD e o movimento rumo à autodestruição. É interessante especular que a morte, poderia ser considerada por aqueles que alcançaram um estado de dissolução completa do ego. Um obsessivo compulsivo com síndrome de despersonalização, foi tratado com quantidades médias de LSD combinadas com psicoterapia. Um ou dois meses depois tentou suicídio, foi hospitalizado e melhorou depois de uma terapia de coma insulínica.

Médicos que responderam a um questionário neste assunto, afirmaram que os suicídios consumados, e que poderiam ser atribuídos ao LSD, são realmente raros.

Existe o caso de uma mulher que ingeriu uma dosagem normal, sem seu conhecimento prévio. Os efeitos devastadores de uma completa e inexplicável ruptura psíquica, foram aparentemente demasiados para esta pessoa suportar, e ela se matou. Outro paciente, depois de duas sessões de 30m g, ficou deprimido por três semanas e depois cometeu suicídio. Não foram dados maiores detalhes.

Porem, deve-se ressaltar que todos os atos de suicídio foram mais freqüentes em pacientes perturbados do que em sujeitos considerados normais. Não existem relatos de que o LSD tenha sido usado como um método para cometer suicídio.

Vários surtos psicóticos podem ser associados com o LSD. Gerando desordens no nível afetivo e causando um empobrecimento do contato social. Podem ocorrer reações apresentadas como distúrbios somáticos e de percepção. Já ocorreu o desenvolvimento de náuseas, tensão, sentimento de imobilidade, ansiedade, despersonalização e uma preocupação com o ‘sonho’ que se tem sob o efeito do LSD.

Portanto o LSD pode produzir um surto psicótico talvez pela liberação de um material estarrecedor conflitivo, que não pode ser lidado pelas defesas normais estabelecidas pelo paciente. É possível que o LSD rompa os mecanismos homeostáticos psíquicos, e permita o reforço de decepções latentes ou idéias paranóides. Supostamente, isso ocorre quando as funções aversivas e críticas normais do ego são enfraquecidas pelo LSD. É como se desligássemos um filtro, que usamos para reter todas as impurezas, ou materiais reprimidos. Como nós filtramos para fora somente aquilo que queremos acreditar, o filtro ao ser desligado provoca uma perda das fronteiras, ou a união com o Cosmo. Esta última, facilmente observável com as descrições de experiências místicas.

Não há conhecimento de adicção ao LSD. A adicção fisiológica não é provável por causa de um começo de tolerância extremamente rápido. Isto significa que a pessoa que toma LSD em um período relativamente curto de tempo, terá uma grande diminuição no efeito da droga. Esta tolerância é pouco compreendida e também atua em outras drogas alucinógenas como a mescalina e psilocibina. Este fenômeno é chamado "tolerância cruzada". A habituação psicológica é aceitável, mas os grupos que tendem à adicção ( o usuário imaturo e o psicopata ativo) estão mais para desenvolver uma resposta desagradável ao LSD do que para experiências prazerosas. E nenhum indivíduo que chegou a um estado místico, com a ajuda da droga, se tornou habituado a ela.

O LSD não causa à pessoa que o ingere uma perda de consciência ou uma entrada naquele estado de torpor entre a vigília e o sono. Ela geral permanece amplamente consciente das pessoas e objetos ao redor dela. Apesar disto, as suas respostas podem ser vagarosas, ou exageradas, ou suas percepções e emoções podem ser tão distorcidas que alteram sua impressão da realidade. O que acontece é uma diminuição dos aspectos organizacionais, estabilizadores e seletivos de sua personalidade que chamamos de ego. Acontece também um aumento da sugestibilidade, provavelmente relacionado ao decréscimo das forças do ego.

É de opinião unânime que uma pessoa sob a influência do LSD nunca deve ser deixada sozinha. O contato humano é confortante e serve como uma ponte entre a realidade de todo dia e o estranho mundo do LSD. Sem isto a pessoa pode perder toda a sua orientação. O estado é altamente sugestivo forçando a pessoa a responder fortemente aos estímulos ambientais. Ela pode sentir todos os sentimentos não-verbais dos outros com uma exatidão fenomenal. Impessoalidade, frieza e desinteresse dos outros são equivalentes a ser deixado sozinho.

As características emocionais e intelectuais da pessoa que toma o LSD estão entre os fatores mais importantes em determinar o tipo de reação que ela se submete e o tipo de experiência que ela relata. Por isto, estes efeitos da droga são essencialmente impredizíveis.

Tranqüilizantes tais como as fenotiazinas e, ocasionalmente, os barbitúricos, podem ser usados para contra agir nos efeitos da droga. Embora raramente necessários, a cloropromazina é o agente mais satisfatório para terminar um efeito psicodélico, numa dosagem de 25mg à 50mg, quando se deseja um rápido efeito.

É de comum acordo, que personalidades marcadamente esquizóides, esquizofrênicos compensados, epilépticos e retardados mentais seriam péssimas escolhas para se fazer uma terapia com LSD, ocorrendo a possibilidade de uma precipitação de uma psicose.

Desde que esta droga é desintoxicada no fígado, não é aconselhável a pessoas com problemas neste órgão ingerirem a droga.

Doenças físicas graves é uma contra-indicação à terapia, por causa do estresse que uma experiência de LSD pode causar. Mas de acordo com Aldous Huxley, LSD é um bom tratamento para pacientes com câncer em estágio avançado, terminal, e com dificuldades de aceitar a própria morte. O LSD se encontra entre os agentes químicos que alguns autores consideram capazes de produzir efeitos danosos sobre o material genético, embora, como se verá, o tópico é motivo de controvérsias. Vários investigadores apontaram a possibilidade do LSD causar uma quantidade anormal de rupturas nos cromossomas das células brancas do sangue. Se este dano nos cromossomas ocorre, é possível também a ocorrência de defeitos de nascimento. Isto tem sido verificado em ratos que foram administrados uma dosagem no primeiro estágio de gravidez. Já se verificou que quando o LSD é adicionado a cultivos de leucócitos de sangue humanos, produzia um acentuado aumento na freqüência dos rompimentos cromossomicos e nos reagrupamentos das cromátidas, em comparação com os cultivos sem a adição da droga. As concentrações de LSD de 100m g à 50m g causaram degeneração celular e supressão da mitose. O efeito do LSD-25 sobre os cromossomas na meiose está sendo investigado em animais. Nos animais tratados encontrou-se rompimentos com maior freqüência que nos animais de controle, assim como o aumento no número das constrições secundárias. No homem, os estudos efetuados na meiose são escassos e o efeito da droga, muito difícil de se avaliar. Não sendo ainda permitido estabelecer, de maneira definitiva, se o que ocorre é danoso ou não. E portanto os resultados até agora encontrados não permitem estabelecer se o LSD-25 é contra-indicado na terapia experimental.

O uso de LSD tem sido investigado no tratamento de uma grande variedade de doenças mentais. Isto inclui esquizofrenia e outras psicoses, vários tipos de neuroses e desordem de personalidade, tais como, desvios sexuais. Tem sido usado também no tratamento de certas desordens mentais em crianças. O uso do LSD como ajuda em psicoterapia recai na habilidade, sob um preparo terapêutico apropriado, em liberar materiais inconscientes, depois expostos as paciente para que ele se torne consciente de suas implicações. Pensamentos a muito enterrados, desejos reprimidos e sonhos são trazidos à consciência, tornando possível para o paciente reconhecer e entender a natureza real de seus problemas.

Em psicoterapia, o LSD é administrado ao paciente uma ou duas vezes por semana, durante várias semanas ou meses. É chamada Terapia Psicodélica, criada, e amplamente aplicada por Stanislav Grof. Esta tem sido benéfica para alguns pacientes com desordens mentais. Este tipo de terapia contrasta com a terapia usada no tratamento de alcoolismo, na qual somente um sessão intensiva é feita.

Um dos mais promissores usos do LSD consiste em fazer mais suportável a agonia sofrida por pacientes morrendo de câncer e outras doenças; diminuindo consideravelmente a dor. Parece também reduzir as ansiedades do paciente, tornando mais fácil para eles aceitarem o seu destino.

É desaconselhável o uso de agentes psicotomiméticos em psicoterapias por pessoas despreparadas, sem uma prévia experiência do processo. O deslocamento das fronteiras do ego freqüentemente tem origem nas ressonâncias ampliadas que cada sujeito possui. As cores, os sons e as texturas que se intensificam adquirem uma transparência estanha. À medida que esta impressões se acentuam, é relatado que se sente a existência de uma continuidade entre estas vibrações e a nossa própria consciência, e que o mundo externo se confunde com o interno. O que está fora não exclui o que está dentro. O eu e o outro, o mundo externo não passam de pólos de um único processo: uma Unicidade até então desconhecida. E , esta nova instância não está localizada em lugar algum. Os objetos podem estar situados no espaço, mas aquilo que é espaço, não está em parte alguma, e ao mesmo tempo está em toda parte. É a vivência e a convivência de paradoxos jamais pensados. E estas representações mentais não são criadas pelo cérebro a partir de lugar algum. Elas surgem de nosso interior, de nosso mundo inconsciente, mas que dá à pessoa uma sensação de poder, de ser um com o universo. Seria um ampliamento das fronteiras do ego a tal ponto, que Jung uma vez a caracterizou como um "estado de semelhança a Deus", onde a pessoa teria a sua consciência ampliada à um nível que ela se sentiria capaz de responder a qualquer pergunta, de compreender qualquer questão.

Pode-se falar de uma patologia mental, mas simplesmente porque desconhecemos os níveis de experiências possíveis. Um leque de possibilidades infinitas, que não seria prudente reduzi-las a uma patologia qualquer. Nesta dimensão, o eu mais profundo e universal que percebemos corresponde ao que os místicos chamaram de "as fundações divinas do universo". Uma espécie de espaço inteligente e supraconsciente que conteria o Cosmo inteiro.

O que empresta o caráter de estranheza à formação substitutiva na esquizofrenia é a predominância da relação palavra/objeto. Existe apenas uma similaridade entre a palavra e o objeto. O que dita a palavra usada ( ou a substituição da palavra) não é a semelhança das palavras com os objetos, mas a uniformidade das palavras usadas para expressar as coisas.

A apresentação consciente do objeto, pode ser dividido na apresentação da palavra e na apresentação da coisa, que consiste na catexia, se não das imagens diretas da memória da coisa em si, pelo menos dos traços da memória mais remota derivada destas imagens. Assim temos dois registros diferentes de um mesmo conteúdo. Uma apresentação consciente que abrange a apresentação do objeto mais a apresentação da palavra, e uma apresentação inconsciente que é a apresentação da coisa em si.

No estado alterado de consciência, a palavra tem apenas um significado formal, existindo apenas uma similaridade entre o objeto e a palavra que o denomina. Eu creio que isto é devido ao fenômeno chamado de cinestesia, onde os nossos sentidos se agrupam para se Ter uma percepção com o ‘cheiro do som’, ‘o gosto da cor’, etc. O sentido metafórico da palavra se perde, e não se liga mais o simbólico ao objeto. Chega-se até a estranhar que determinado objeto possua tão estranho e inapropriado nome.

A linguagem molda o modo que nós vemos o mundo. Daí a nossa dificuldade em compreender a linguagem de uma pessoa que se encontra em um estado alterado. Nossas percepções são culturalmente condicionadas. Se pegássemos em um baralho um seis de espadas, mas que fosse vermelho, com certeza diríamos que se tratava de um seis de copas. Nós percebemos muito pouco do que está para ser percebido. Nós estamos conscientes de apenas uma fração extremamente pequena deste imenso input sensorial ligado a nosso cérebro. A maior parte da atividade cerebral, como também do córtex, não alcança a consciência. Entretanto nós temos a habilidade para dirigir a nossa atenção, aparentemente usando a nossa vontade, para um ou outro objeto cujo estímulo vem de nossos órgãos sensoriais. Como o foco de uma lanterna clareando pequenas partes de um lugar escuro.

Daí o temor de alguns de entrarem em alguma estado alterado de consciência, pois isto lhes alteraria suas objetividade. Nossas visões e alucinações pode simplesmente ser recordações sob uma nova forma. Manifestações traçadas pelo sistema nervoso representadas por imagens coletivas. Formas de um processo analítico do cérebro, comparável à rede de fio e circuitos de um computador. Infelizmente, não se sabe muito. O que nos resta é observar cuidadosamente estes fenômenos e registrar sua descrição verbal. O importante é que estas visões não sejam vistas como simples fantasias, se é que podemos classificá-las de simples no que diz respeito à imaginação. E, como Jung dizia, eu simplesmente me recuso a cometer a estupidez de negar tudo que não se pode explicar, como fraude.

Sérgio Pereira Alves

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Fonte: salves.com.br

LSD

Definição

Perturbadores ou alucinógenos sintéticos são substâncias fabricadas (sintetizadas) em laboratório, não sendo, portanto, de origem natural, e que são capazes de provocar alucinações no ser humano.

Vale a pena recordar um pouco o significado de alucinação: “é uma percepção sem objeto”.

Isso significa que, mesmo sem ter um estímulo, a pessoa pode sentir, ver, ouvir. Como exemplo, se uma pessoa ouve uma sirene tocando e há mesmo uma sirene perto, ela está normal, agora, se ela ouve a sirene e não existe nenhuma tocando, então está alucinando ou tendo uma alucinação auditiva.

Da mesma maneira, sob a ação de uma droga alucinógena, ela pode ver um animal na sala (por exemplo, um elefante) sem que, logicamente, exista o elefante, ou seja, a pessoa tem uma alucinação visual.

O LSD-25 (abreviação de dietilamina do ácido lisérgico) é, talvez, a mais potente droga alucinógena existente. É utilizado habitualmente por via oral, embora possa ser misturado ocasionalmente com tabaco e fumado. Alguns microgramas são suficientes para produzir alucinações no ser humano.

Histórico

O efeito alucinógeno do LSD-25 foi descoberto em 1943, pelo cientista suíço Hoffman, ao aspirar, por acaso pequeníssima quantidade de pó por descuido em seu laboratório.

Ele descreveu:

Os objetos e o aspecto dos meus colegas de laboratório pareciam sofrer mudanças ópticas. Não conseguindo me concentrar em meu trabalho, num estado de sonambolismo, fui para casa, onde uma vontade irresistível de me deitar apoderou-se de mim. Fechei as cortinas do quarto e imediatamente caí em um estado mental peculiar, semelhante à embriaguez, mas caracterizado por imaginação exagerada. Com os olhos fechados, figuras fantásticas de extraordinária plasticidade e coloração surgiram diante de meus olhos.

Seu relato detalhado das experiências alucinatórias levou a uma intensa pesquisa dessa classe de substâncias, culminando, nas décadas de 1950 e 1960, com seu uso psiquiátrico, embora com resultados pouco satisfatórios.

Mecanismos de Ação

O LSD-25 atua produzindo uma série de distorções no funcionamento do cérebro, trazendo como conseqüência uma variada gama de alterações psíquicas.

A experiência subjetiva com o LSD-25 e outros alucinógenos depende da personalidade do usuário, de suas expectativas quanto ao uso da droga e do ambiente onde é ingerida. Enquanto alguns indivíduos experimentam um estado de excitação e atividade, outros se tornam quietos e passivos. Sentimentos de euforia e excitação (“boa viagem”) alternam-se com episódios de depressão, ilusões assustadoras e sensação de pânico (“má viagem”).

O LSD-25 é capaz de produzir distorções na percepção do ambiente – cores, formas e contornos alterados –, além de sinestesias, ou seja, estímulos olfativos e táteis parecem visíveis e cores podem ser ouvidas.

Outro aspecto que caracteriza a ação do LSD-25 no cérebro refere-se aos delírios. Estes são o que chamamos “falsos juízos da realidade”, isto é, há uma realidade, mas a pessoa delirante não é capaz de avaliá-la corretamente.

Os delírios causados pelo LSD geralmente são de natureza persecutória ou de grandiosidade.

Efeitos no organismo

O LSD-25 tem poucos efeitos sobre outras partes do corpo. Logo de início, 10 a 20 minutos após tomá-lo, o pulso pode ficar mais rápido, as pupilas podem ficar dilatadas, além de ocorrer sudoração, e a pessoa pode sentir-se com certa excitação.

Muito raramente, têm sido descritos casos de convulsão. Mesmo doses muito altas de LSD não chegam a intoxicar seriamente uma pessoa, do ponto de vista físico.

O perigo do LSD-25 não está tanto em sua toxicidade para o organismo, mas sim no fato de que, pela perturbação psíquica, há perda da habilidade de perceber e avaliar situações comuns de perigo. Isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa com delírio de grandiosidade se julga com capacidades ou forças extraordinárias, sendo capaz de, por exemplo, voar, atirando-se de janelas; com força mental suficiente para parar um carro em uma estrada, ficando na sua frente; andar sobre as águas, avançando mar a dentro.

Há também descrições de casos de comportamento violento, gerado principalmente por delírios persecutórios, como no caso de o usuário atacar dois amigos (ou até pessoas estranhas) por julgar que ambos estão tramando contra ele.

Ainda no campo dos efeitos tóxicos, há também descrições de pessoas que, após tomarem o LSD-25, passaram a apresentar por longos períodos de intensa ansiedade, depressão ou mesmo acessos psicóticos.

O “flashback” é uma variante desse efeito a longo prazo: semanas ou até meses após uma experiência com LSD-25, a pessoa repentinamente passa a ter todos os sintomas psíquicos daquela experiência anterior, sem ter tomado de novo a droga.

O “flashback” é geralmente uma vivência psíquica muito dolorosa, pois a pessoa não estava procurando ou esperando ter aqueles sintomas, e assim eles acabam por aparecer em momentos bastante impróprios, sem que ela saiba por que, podendo até pensar que está ficando louca.

Conseqüências Negativas

O fenômeno da tolerância desenvolve-se muito rapidamente com o LSD-25, mas também há desaparecimento rápido com a interrupção do uso.

O LSD-25 não leva usualmente a estados de dependência e não há descrição de síndrome de abstinência se um usuário crônico pára de consumir a droga.

Assim como outras drogas alucinógenas, o LSD-25 pode provocar dependência psíquica ou psicológica, uma vez que a pessoa que habitualmente usa essas substâncias como “remédio para os males da vida” acaba por se alienar da realidade do dia-a-dia, aprisionando-se na ilusão do “paraíso na Terra”.

Consumo no Brasil

Esporadicamente se tem notícias acerca do consumo de LSD-25 no Brasil, principalmente por pessoas das classes mais favorecidas.

Embora raramente, a polícia apreende parte das drogas trazidas do exterior. O Ministério da Saúde não reconhece nenhum uso do LSD-25 (e de outros alucinógenos) e proíbe sua produção, comércio e utilização em território nacional.

Fonte: www.obid.senad.gov.br

LSD

Abreviatura da expressão alemã Liserg Saure Diethylamid, que denomina a substância resultante da união entre o ácido lisérgico e uma dietilamida, obtida em 1938 pelo cientista alemão Albert Hoffman, que procedia a experimentos químicos nos laboratórios Sandoz Chemical Works, na Suíça.

Derivado do espigão do centeio, tal substância foi ingerida acidentalmente por referido pesquisador.

Embora ínfima a quantidade ingerida, foi suficiente para Hoffman passar a ter assombrosas alucinações, algumas belíssimas, outras pavorosas, sempre num indescritível e inesgotável jogo de cores.

Tais alucinações duram, em média, duas horas, exigindo-se apenas 30 microgramas para uma longa viagem, como se diz na gíria dos usuários da droga.

O efeito do LSD é tão forte que, mesmo após sua eliminação pelo organismo, podem ocorrer crises alucinatórias.

Os efeitos do LSD consistem, basicamente, nas perturbações motoras, psicossensoriais e psíquicas, ensejando estado de pânico, esquizofrenia, perda de sensibilidade e da noção do tempo.

São efeitos aparentes a dilatação das pupilas, rubor facial, náusease vômitos.

O estado de delírio pode levar ao assassinato ou ao suicídio.

Como há relativa facilidade de produzir o LSD, a droga não interessa às organizações de traficantes, pois a disseminação deste tóxico inflacionaria, negativamente, o mercado de outras drogas.

Em contrapartida, o tráfico do LSD é de difícil controle, porque a substância não tem cor nem cheiro.

Fonte: www.dji.com.br

LSD

As drogas alucinógenas ou "psicodélicas" apresentam a capacidade de produzir alucinações sem delirio.

O LSD, dietilamina do ácido lisérgico, .tornou-se o protótipo de drogas alucinógenas devido à extensão de seu uso, porque ele representa uma família de drogas que são semelhantes e por ter sido exaustivamente estudado.

O grupo de drogas do tipo LSD inclui, o LSD ( derivado do ácido lisérgico), mescalina (fenilalquilamina), psilocibina (indolalquilamina) e compostos a eles relacionados.

Embora sejam diferentes do ponto de vista químico, estas drogas compartilham de algumas características químicas e de um número maior de características farmacológicas.

O LSD é um composto químico semi-sintético que não ocorre na natureza. Essa droga também tem semelhança química com neurotransmissores do tipo noradrenalina, dopamina e serotonina. Os efeitos simpaticomiméticos podem causar midríase, taquicardia, piloeresão e hiperglicemia.

O LSD interage com diversos tipos de receptores de serotonina no cérebro. Parece alterar a metabolização da serotonina o que é indicado pelo aumento das concentrações cerebrais de seu principal metabólito, o ácido 5-hidroxiindolacético. Apresenta atividade agonista no receptor serotonina

O mecanismo da ação alucinogênica do LSD e análogos, envolve 3 fases:

1) antagonista da serotonina
2)
redução na atividade do sistema rafe
3)
agonista do receptor de serotonina pós-sináptico. Atua em múltiplos locais no SNC, desde o córtex e tálamo cerebral, onde atuaria em receptores serotoninérgicos do tipo 5-HT2

São características as alterações sensoriais, cuja intensidade depende da dose utilizada, indo de simples aberrações da percepção de cor e forma dos objetos até a degradação da personalidade.

As características das alucinações variam de indivíduo para outro, presumivelmente de acordo com sua personalidade e com os tipos de interesse que desenvolve.

As alucinações podem ser visual, auditiva, tátil, olfativa, gustativa ou percepção anestésica na ausência de um estímulo externo.

Há distorção do espaço, e os objetos visualizados agigantam-se ou se reduzem, inclusive partes do próprio corpo.

Pode ocorrer o fenômeno da despersonalização, com a sensação de que o corpo ou uma de suas partes estão desligados. Altera-se a sensação subjetiva de tempo, e minutos podem parecer horas.

Nas fases de alucinações mais intensas podem ocorrer ansiedade, desorientação e pânico. Muitos apresentam depressão grave com tentativa de suicídio.

Foram descritos inúmeros casos de psicoses duradoura (dias ou meses) ou mesmo permanente, após o uso da droga, e o reaparecimento espontâneo de alucinações, ansiedade e distorção da realidade.

Fonte: www.adroga.casadia.org

LSD

O LSD-25 (abreviação de Dietilamida do Ácido Lisérgico), é uma substância sintética fabricada em laboratório.

Foi descoberto em 1943 por um cientista suíço, Albert Hoffman, que estudava alcalóides (substâncias encontradas nos vegetais) extraídos de fungos que atacam o centeio e cereais.

Este cientista trabalhava com os alcalóides da ergotina, sobretudo a Dietilamida do Ácido Lisérgico, substância que ele próprio, cinco anos antes (1938), havia composto a partir da associação experimental da Dietilamida do Ácido Lisérgico-25 e cuja fórmula final resultou no tratamento de destro-dietilamida do ácido lisérgico-25 (este nome indica que, além da combinação química básica, a droga desvia a luz polarizada para a direita - destro -, é solúvel na água e foi a vigésima quinta de uma série de anotações experimentais).

Seu interesse pela ergotina baseava-se numa expectativa gerada desde a Idade Média, a propósito de uma peste que era conhecida, devido ao excessivo ardume que provocava na pele, como "fogo sagrado" ou "fogo de Santo Antão" - causada pelo contato direto com um fungo (um cogumelo conhecido popularmente por Ergot e que comumente cresce atado à planta do centeio).

Esta substância foi ingerida acidentalmente pelo cientista, ao aspirar pequeníssima quantidade de pó, num descuido de laboratório, provocando estranhos efeitos como distorções visuais, perceptuais e alucinações.

Eis o que ele descreveu: "Os objetos e o aspecto dos meus colegas de laboratório pareciam sofrer mudanças ópticas.

Não conseguindo me concentrar em meu trabalho, num estado de sonambulismo, fui para casa, onde uma vontade irresistível de me deitar apoderou-se de mim.

Fechei as cortinas do quarto e imediatamente caí em um estado mental peculiar semelhante à embriaguez, mas caracterizado por uma imaginação exagerada. Com os olhos fechados, figuras fantásticas de extraordinária plasticidade e coloração surgiram diante de meus olhos."

Em 1960, apareceram os primeiros relatos do uso do LSD-25 entre jovens e adultos, influenciados pelo movimento hippie. Em 1968, o LSD-25 foi proibido, mas continuou sendo produzido em laboratórios clandestinos.

Normalmente, o LSD-25 é encontrado em minúsculos pedaços de papel, "selos" embebidos da substância.

Esporadicamente sabe-se do uso de LSD-25 no Brasil, principalmente por pessoas das classes mais favorecidas. O Ministério da Saúde do Brasil não reconhece nenhum uso terapêutico do LSD-25 (e de outros alucinógenos) e proíbe totalmente a produção, comércio e uso do mesmo no território nacional.

Efeitos físicos e psíquicos

O LSD-25 produz uma série de distorções no funcionamento do cérebro, alterando as funções psíquicas. Tais alterações dependem muito da sensibilidade da pessoa, do seu estado de espírito no momento em que tomou a droga e do ambiente em que se deu a experiência.

As alucinações, tanto visuais quanto auditivas, podem trazer satisfação (boa viagem) ou deixar a pessoa extremamente amedrontada (má viagem, "bode").

Outro aspecto refere-se aos delírios. Estes são chamados juízos falsos da realidade, isto é, há uma realidade, um fato qualquer, mas a pessoa delirante não é capaz de avaliá-lo corretamente, podendo desencadear também estados psicóticos como pânico e sentimentos paranóicos.

O LSD-25 produz poucos efeitos no resto do corpo. A pulsação pode ficar mais acelerada, as pupilas podem ficar dilatadas, além de ocorrer sudoração e certa excitação. São raros os casos de convulsão. Mesmo as doses muito fortes não chegam a intoxicar seriamente a pessoa do ponto de vista físico. Não leva comumente a estado de dependência e não há descrição de síndrome de abstinência. A tolerância desenvolve-se muito rapidamente, mas também há desaparecimento rápido da mesma com o parar do uso.

O perigo do LSD-25 está no fato de que, pela perturbação psíquica, há perda da habilidade de perceber e avaliar situações comuns de perigo. Há descrições de casos de comportamento violento e de pessoas que, após tomarem o LSD-25, passaram a apresentar por longos períodos depressão ou mesmo acessos psicóticos.

O "flashback" é uma variante dos efeitos a longo prazo - semanas ou até meses após a sua utilização, a pessoa passa repentinamente a ter todos os sintomas psíquicos daquela experiência anterior, sem ter tomado de novo a droga.

Nomes populares: ácido

Uso terapêutico: nenhum

Fonte: www.imesc.sp.gov.br

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