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Maconha

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O que é maconha? Existem tipos diferentes de maconha?

A maconha é uma combinação de flores e folhas da planta conhecida como Cannabis sativa e pode ser verde, marrom ou cinza.

Antes dos anos 60, a maconha era pouco conhecida nos Estados Unidos, mas hoje em dia é a droga ilegal de maior consumo neste país.

O termo Cannabis descreve a maconha e outras drogas derivadas da mesma planta.

As formas mais potentes incluem a semente, o haxixe e o óleo de haxixe.

Em todas suas formas, a Cannabis é uma droga que altera a função mental (psicoativa) porque contém THC (delta-9-tetrahidrocanabinol), princípio ativo na planta da maconha. O THC é o elemento que mais afeta a função mental.

Hoje as modalidades da maconha disponíveis aos jovens são mais potentes do que as que existiam na década de sessenta.

A potência da droga é medida de acordo com a quantidade média de THC encontrada nas amostras de maconha.

A maconha comum contém uma média de 3% de THC.

A variedade "sinsemilla" (sem semente, que só contem os botões e as flores da planta fêmea) tem uma média de 7,5% de THC, mas pode chegar a ter até 24%.

O haxixe (a resina gomosa das flores das plantas fêmeas) tem uma média de 3,6%, mas pode chegar a ter até 28%.

A maconha cultivada por técnicas específicas, conhecida popularmente como SKANK, pode ter até 35% de THC. O óleo de haxixe, um líquido resinoso e espesso que se destila do haxixe, tem, em média, 16% de THC, mas pode chegar a ter até 43%.

Quais são os termos populares para referir-se à maconha?

Existem muitos termos pelos quais a maconha é conhecida. Estes termos mudam muito rapidamente e variam dependendo de cada país (na América Latina ou na Espanha) e também da região do país. Nos Estados Unidos, variam por regiões e inclusive nos diversos setores da mesma cidade. Nos Estados Unidos, existem mais de 200 termos para descrever os diversos tipos de maconha. Em nosso país também existe uma enorme variedade de "apelidos" regionais para a maconha (erva, fumo, marijuana, etc.).

Como se usa maconha?

A maioria das pessoas que a consome, o faz em forma de cigarro (chamado também de baseado, fino, beck, etc.). Também podem fumar em um cachimbo.

Existe um cachimbo que filtra a fumaça com água, conhecido em inglês como "bong". Algumas pessoas misturam a maconha com a comida ou a utilizam em forma de chá.

Quantas pessoas usam maconha? Qual é a média de idade em que os jovens começam a fumar?

Muitas pesquisas científicas têm sido realizadas sobre a maconha:

1. No Brasil

Houve crescimento de seu uso entre estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas. Este aumento ocorreu tanto no uso esporádico quanto no uso freqüente (mais de 5 dias por mês) e mesmo no uso "pesado" (mais de 20 ocasiões mensais de consumo). · 8% dos estudantes relatam que já fizeram uso de maconha. · A maconha é a segunda droga mais utilizada entre estudantes (sem considerar álcool e tabaco).

2. Nos Estados Unidos

Mais de 70 milhões de pessoas maiores de 12 anos experimentaram a maconha pelo menos uma vez. · Aproximadamente 10 milhões usaram a maconha no decorrer do último mês. · Mais de 5 milhões fumam maconha pelo menos uma vez por semana. · Entre os adolescentes de 12 a 17 anos, a maconha foi provada pela primeira vez, em média, por jovens com 13,5 anos de idade. · Pesquisadores descobriram que o uso da maconha alcança seu nível mais alto da última parte da adolescência até os 25 anos. O uso diminui depois desta idade.

Como saber se um jovem está usando maconha?

Existem certos sintomas que podem ser percebidos.

Aqueles indivíduos que estão sob o efeito da maconha podem:

Parecer estar com um pouco de tontura e com alguma dificuldade para caminhar.
Parecer estar rindo exageradamente (ou sem nenhuma razão).
Apresentar olhos vermelhos e irritados.
Ter dificuldade para lembrar como as coisas aconteceram

Quando desaparecem os primeiros efeitos, depois de algumas horas, a pessoa pode sentir muito sono. Ainda que seja difícil identificar os sintomas de uso nos adolescentes, existem mudanças no comportamento deles. Deve-se tentar perceber se o jovem se afasta dos outros, se está deprimido, se tem fadiga, se não cuida de sua aparência pessoal, se é hostil, ou se suas relações com familiares e amigos se deterioraram, por exemplo, começam a brigar ou se afastar. Também podem ocorrer mudanças no desempenho escolar, faltas, menor interesse pelo esporte e por outras atividades favoritas, ou modificação nos hábitos alimentares ou no sono. Tudo isto pode indicar o uso de drogas, ainda que nem todos os casos apresentem estes sinais.

Deve-se ficar atento também para:

Coisas que possam indicar o uso de drogas, como cachimbos ou papéis para enrolar cigarros.
O cheiro da roupa.
O uso de incenso e desodorante de ambiente.
O uso de colírios para os olhos.
A existência de roupas, pôsteres, etc., que promovam o uso das drogas.

Por que os jovens usam maconha?

As crianças e os adolescentes começam a fumar por muitas razões. Entre as mais comuns estão a curiosidade e o desejo de fazer parte de um grupo social. Os jovens que já fumam cigarros e/ou bebem álcool, correm maiores riscos de vir a usar maconha. Pesquisas também sugerem que o uso de álcool ou drogas entre os membros da família é outro fator importante. Os pais, avós e irmãos mais velhos são modelos que as crianças tendem a imitar.

Alguns jovens que usam drogas não possuem boas relações com seus pais. Outros têm amigos que usam drogas e que os pressionam a prová-la e usá-la. Em outras palavras, todos os aspectos do meio no qual se desenvolve a criança e o jovem (a casa, a escola, a vizinhança) são determinantes para a possibilidade de provar drogas. Os jovens que fumam muita maconha podem ficar dependentes dela. Esta é a razão principal, a partir deste momento, para que continuem usando.

Alguns usuários mencionam aspectos emocionais que os levaram para as drogas, como a ansiedade, a raiva, a depressão, o tédio, etc. Tentam explicar que começaram a usar para "suportar melhor sua vida". Este argumento, que muitas vezes serve de desculpa, é amplamente reconhecido como falso, porque, além da maconha não resolver qualquer dificuldade, ela impede que o usuário desenvolva meios de enfrentar os desafios comuns da vida.

A maconha leva ao consumo de outras drogas?

As pesquisas que foram realizadas com estudantes de nível médio usuários de outras drogas mostram que a maioria começou usando a maconha como primeira droga ilícita. O uso da maconha favorece o contato dos jovens com pessoas que usam e vendem não somente a maconha, mas também outras drogas. Neste sentido, a resposta desta pergunta é sim; existe maior risco dos jovens que usam maconha serem mais expostos e sofrerem maior pressão para provar outras drogas.

Quais são os efeitos da maconha?

Os efeitos da maconha dependem de vários fatores, como por exemplo:

O tipo de cannabis e seu conteúdo de THC.
A forma de uso (se fumada ou ingerida).
As experiências e as expectativas de quem as fuma.
O lugar em que se usa.

Se a pessoa está bebendo álcool ou usando outras drogas.

Algumas pessoas não sentem nada quando provam maconha pela primeira vez. Outras podem se sentir intoxicadas e/ou eufóricas (alegres). É comum que as pessoas que usam maconha sintam grandes interesses por estímulos visuais, auditivos ou sabores que não eram percebidos por eles sem o uso da droga. Os eventos mais triviais podem parecer exageradamente interessantes ou engraçados para o usuário. O tempo pode parecer passar muito lentamente e, às vezes, a droga faz com que a pessoa sinta muita sede e fome.

O que acontece depois que a pessoa fuma maconha?

Quase imediatamente depois de fumar maconha, a pessoa pode sentir sintomas de intoxicação: boca seca, batidas aceleradas do coração, dificuldades na coordenação dos movimentos e do equilíbrio e reações ou reflexos lentos. Os vasos sangüíneos dos olhos se expandem, e por isso ficam avermelhados. Em algumas pessoas, a maconha aumenta a pressão sangüínea e pode até duplicar o ritmo cardíaco. Este efeito pode acentuar-se quando a maconha é usada junto com álcool ou outras drogas. Depois de 2 ou 3 horas, a pessoa pode sentir muito sono.

Por quanto tempo a maconha permanece no corpo?

A substância THC na maconha é absorvida pelos tecidos gordurosos de vários órgãos do corpo, onde são armazenados. Geralmente podemos encontrar restos de THC nos exames toxicológicos de urina até vários dias depois de a pessoa ter fumado maconha. Contudo, no caso das pessoas que fumam muita maconha (fumantes crônicos), podemos encontrar restos da substância até várias semanas depois de ter parado de usar a droga.

Existem reações negativas à maconha?

Sim. Em alguns casos, especialmente quando a pessoa usa pela primeira vez, ou em um lugar estranho, pode sofrer crise de ansiedade aguda (sensação de pânico) e inclusive paranóia (o usuário sente que as pessoas a sua volta estão observando-o ou mesmo perseguindo-o). Isto é mais provável com doses mais altas de THC. Estes efeitos diminuem à medida que a droga vai perdendo efeito. Em poucas ocasiões, a pessoa que consome uma grande quantidade da droga pode apresentar sintomas psicóticos severos, semelhantes àqueles de pacientes psiquiátricos, e até necessitar de tratamento hospitalar de emergência (por exemplo, em unidades psiquiátricas). Outras reações negativas podem ocorrer se misturar a maconha com outras drogas (como a cocaína).

A maconha interfere na capacidade de dirigir veículos, podendo resultar em acidentes de trânsito.

Como a maconha é prejudicial?

O uso da maconha pode trazer resultados negativos tanto por seus efeitos imediatos, quanto por danos à saúde quando usada por longo tempo. A maconha prejudica a memória de curto prazo (de eventos recentes); assim, o usuário tem dificuldades no aprendizado e quando tenta realizar tarefas complexas. Com o uso das variedades mais potentes da droga, a pessoa pode ter problemas em realizar, inclusive, tarefas mais simples. Devido aos efeitos da droga sobre as percepções e os reflexos, o efeito da maconha favorece acidentes no trânsito. As pessoas que usam drogas são mais propensas a realizar atos sexuais que lhes expõem a doenças. Sabemos que existe uma forte relação entre o uso de drogas, as práticas sexuais perigosas e a contaminação pelo HIV, que é o vírus causador da AIDS. Os estudantes que fumam maconha têm dificuldades em estudar e aprender. Os atletas não conseguem o mesmo desempenho porque a droga afeta seus reflexos e coordenação. Alguns dos efeitos em longo prazo da droga são descritos mais adiante.

Como a maconha afeta a capacidade de dirigir um carro?

A maconha tem efeitos prejudiciais em muitas das habilidades necessárias para dirigir um carro. Entre elas, a dificuldade para julgar distâncias e as reações mais lentas diante dos sinais visuais e auditivos que são importantes. Existe informação de que a maconha é um dos fatores que contribuem para acidentes no trânsito.

Como acontece com freqüência, quando se combina o álcool com a maconha, aumenta muito o risco de acidentes (mesmo em comparação com o uso isolado destas substâncias). Nos Estados Unidos, foi realizada uma pesquisa entre pessoas que conduziam automóveis ou motocicletas e que sofreram acidentes. Este estudo mostrou que 15% deles haviam usado maconha e 17% tinham THC e álcool no sangue. Em um estudo entre 150 motoristas infratores em Tennessee (EUA), foram encontrados restos de maconha em 33% deles, sendo que 18 motoristas tiveram análise positiva para maconha e cocaína.

Quais são os efeitos da maconha em longo prazo?

Apesar de ainda não conhecermos todos os resultados da maconha em longo prazo, existem sérias preocupações quanto aos seus efeitos na saúde. Por exemplo, um grupo de pesquisadores na Califórnia examinou o estado de saúde de 450 fumantes diários de maconha (que não fumavam tabaco). Em comparação com outras pessoas não-fumantes, estas pessoas apresentavam mais faltas no trabalho por motivo de doenças e mais visitas médicas por problemas respiratórios e outros distúrbios. Os resultados até o momento indicam que o uso da maconha ou do THC facilita o aparecimento de câncer e de problemas nos sistemas respiratório, imunológico e reprodutivo.

Câncer

É difícil determinar se a maconha causa câncer, porque a maioria das pessoas que a usa também fuma tabaco e consome outras drogas. A maconha contém alguns dos mesmos elementos que causam câncer e que se encontram nos cigarros, às vezes mais concentrados. Os estudos mostram que uma pessoa que fuma cinco cigarros de maconha na semana consome a mesma quantidade de substâncias químicas cancerígenas que uma pessoa que fuma um maço de cigarros por dia. A fumaça da maconha e do tabaco provavelmente muda os tecidos que protegem o sistema respiratório. Também é possível que, para algumas pessoas, a fumaça da maconha contribua para o desenvolvimento precoce do câncer de cabeça e do pescoço.

Sistema reprodutivo

O abuso da maconha pode prejudicar os hormônios masculinos e femininos e, portanto, atuar sobre as características e funções sexuais. Doses altas da droga podem adiar a puberdade dos meninos e diminuir a produção de esperma. Entre as mulheres, a maconha pode modificar o ciclo menstrual normal e inibir a produção de óvulos.

Sistema imune

O sistema imune protege o corpo de muitos elementos que podem causar doenças. Não sabemos como a maconha afeta este sistema, mas existem estudos em animais e humanos que mostram que a droga impede a função normal das células T, quando se trata de defender o sistema respiratório de certos tipos de infecções. As pessoas que têm o HIV (vírus causador da AIDS) e cujo sistema imune não funciona adequadamente devem evitar o uso da maconha.

Os fumantes de maconha têm muitos dos mesmos problemas respiratórios dos fumantes de tabaco, como a bronquite e a sinusite.

Sistema respiratório

As pessoas que fumam maconha freqüentemente desenvolvem os mesmos problemas respiratórios daquelas que fumam cigarros. Elas apresentam uma tosse crônica (bronquite crônica) e mais resfriados. O uso contínuo da maconha pode resultar em função anormal dos pulmões e das vias respiratórias. Encontramos evidências de que a fumaça da maconha pode destruir ou danificar o tecido pulmonar. Infecções por fungos presentes na maconha podem ocorrer em usuários freqüentes.

O que acontece se a mãe fuma maconha durante a gravidez?

Os médicos recomendam que as mulheres grávidas não usem nenhum tipo de droga, inclusive álcool e tabaco, porque o seu consumo pode afetar o desenvolvimento do feto. Alguns estudos científicos indicam que os bebês de mães que fumam maconha nascem pesando e medindo menos e com cabeças de menores dimensões que os bebês de mães que não usam drogas. Os bebês menores têm maior tendência para sofrer problemas de saúde. Outros estudos descobriram que os efeitos da maconha nos bebês são similares aos que são vistos na síndrome fetal pelo álcool. Também há evidências de que crianças de mães que fumam maconha podem apresentar problemas no sistema nervoso.

O que acontece se a mãe fuma maconha durante a amamentação?

A mãe que fuma maconha passa o THC para seu filho através do leite materno. Isto é delicado, porque a concentração do THC no leite materno é muito maior que aquela que se encontra no seu sangue. Um estudo indicou que o uso da maconha durante o primeiro mês de amamentação pode causar prejuízos no seu desenvolvimento motor (controle dos movimentos).

Como a maconha afeta o cérebro?

O THC afeta as células nervosas na parte do cérebro onde se formam as memórias. Isto faz com que o indivíduo tenha dificuldades para se lembrar de eventos recentes, tornando-se difícil o aprendizado enquanto está sob a influência da droga. Para poder aprender e desempenhar tarefas que requerem mais de uma etapa é necessário que o indivíduo tenha a capacidade normal da memória de curto prazo. Alguns estudos demonstraram que a maconha tem efeitos na função mental das pessoas que a fumam muito (e por muitos anos). Em um grupo de fumantes crônicos na Costa Rica, verificou-se que as pessoas tinham muita dificuldade em lembrar uma lista curta de palavras (que é uma prova básica de memória). As pessoas em estudo também tiveram grande dificuldade em prestar atenção às provas que lhes foram apresentadas.

Provavelmente, a maconha destrói células de algumas regiões do cérebro. Os cientistas têm observado em estudos com ratos de laboratório que, quando estes recebem altas doses de THC, apresentam redução no número de neurônios (células cerebrais), condição semelhante vista em animais velhos que não são expostos à maconha. Isto significa que ocorre um "envelhecimento" do cérebro do consumidor. Os cérebros dos ratos com idade de 11 e 12 meses (aproximadamente a metade de suas vidas) apresentavam as mesmas características que a dos animais com 2 anos. Os pesquisadores ainda estudam os efeitos que poderiam ser causados no cérebro humano pela maconha.

Fumar maconha afeta o cérebro e resulta em dificuldade de memória (em curto prazo), prejuízo da percepção, do raciocínio e da habilidade motora.

A maconha pode causar doenças mentais?

Os cientistas ainda não sabem de que maneira se relacionam o uso da maconha e as doenças mentais. Alguns pesquisadores na Suécia relatam que o uso regular e prolongado do THC (da cannabis) pode aumentar o risco de desenvolver certas doenças, tais como a esquizofrenia. Outros cientistas afirmam que o uso regular da maconha pode resultar em estados de ansiedade crônica, modificação na personalidade e depressão.

As pessoas que fumam maconha perdem sua motivação?

Alguns fumantes freqüentes e prolongados da maconha mostram indícios de falta de motivação (síndrome amotivacional).

Os problemas incluem: não se interessar no que acontece na sua vida, não ter desejo de trabalhar regularmente, fadiga e falta de interesse em sua aparência pessoal. Como resultado, a maioria deles tem fraco desempenho escolar e no trabalho. Os pesquisadores ainda estudam estes problemas.

As pessoas que fumam maconha podem tornar-se dependentes?

Sim, apesar de nem todos que fumam tornarem-se dependentes, quando uma pessoa sente que necessita da droga para se sentir normal, dizemos que é dependente da substância. Em 1993, nos Estados Unidos, mais de 100.000 pessoas procuraram ajuda voluntariamente em programas de tratamento por uso de maconha (como causa da necessidade de tratamento). Alguns consumidores crônicos também evidenciam sua dependência ao apresentarem sintomas de abstinência quando deixam de usar a maconha. Em um estudo, os sujeitos apresentaram ansiedade, perda de apetite, dificuldade para dormir, perda de peso e mãos trêmulas.

O que é "tolerância" à maconha?

Desenvolver uma "tolerância" quer dizer que a pessoa necessita de maiores doses da droga para obter os mesmos resultados que antes. Alguns dos consumidores freqüentes podem desenvolver tolerância à droga; freqüentemente, o usuário relata um aumento progressivo da quantidade de maconha que consome, sem que se perceba maior efeito.

Existem tratamentos para ajudar os fumantes de maconha?

Sim, existem. Há alguns anos era muito difícil encontrar programas especificamente dirigido para pessoas dependentes da maconha.

Os tratamentos para a dependência da maconha eram muito similares aos que eram usados para outros tipos de drogas, incluindo: desintoxicação, terapia comportamental, reabilitação das conseqüências do uso e participação em grupos de apoio, tais como Narcóticos Anônimos. Recentemente, os pesquisadores vêm testando vários métodos para atrair os consumidores da maconha para os programas de tratamento que possam ajudar a abster-se. Até o momento, não há medicamentos para o tratamento da dependência da maconha. Medicamentos só são usados para as complicações causadas pela droga. Num futuro próximo, deverá ser alcançado maior sucesso no tratamento pelo desenvolvimento de programas específicos para usuários e dependentes de maconha.

Atualmente, os programas específicos são conduzidos em pacientes que descrevem que a maconha é sua droga favorita. Outros programas ocorrem em instalações particulares de tratamento para adolescentes. Os médicos da família também são considerados uma boa fonte de ajuda para auxiliar os jovens com problemas causados pela maconha.

Em algumas ocasiões a maconha é usada como medicamento?

Tanto no Brasil como nos Estados Unidos (neste último, desde 1970), a maconha é uma droga controlada, ou seja, não é aceita como medicamento. Ao considerar seu possível uso como medicamento, é importante distinguir entre a maconha e o THC puro, ou outras substâncias químicas específicas derivadas da cannabis. A maconha pura contém centenas de elementos químicos, alguns dos quais são claramente prejudiciais à saúde. Nos Estados Unidos, o THC é utilizado para algumas doenças na forma de pílula para consumo oral (não é fumado). Como medicamento, pode ser usado em náuseas e vômitos associados com o tratamento de certos tipos de câncer.

O nabilone, por exemplo, é uma substância relacionada ao THC que é usada também para náuseas nos Estados Unidos. Seu uso é aprovado pelas autoridades daquele país. Na sua forma ora2l, o THC também é usado no tratamento de pacientes com AIDS nos EUA, porque estimula o apetite dos doentes, ajudando a manter e ganhar peso. Muitas pesquisas estão sendo feitas para avaliar a possibilidade de utilizar o THC e outras substâncias derivadas da maconha como medicamentos. É sugerido que estas possam ser usadas em dores crônicas, por exemplo. Porém, os resultados obtidos até o momento são insuficientes para a utilização deste como tratamento para problemas médicos.

Como evitar envolver-se com a droga?

Não existe uma resposta mágica para evitar que os jovens usem drogas. Conversar sobre os perigos do uso da maconha e outras drogas pode ter influência. Jovens rebeldes, que não controlam suas emoções e têm conflitos emocionais, são considerados indivíduos de maior risco de consumo.

Fonte: www2.anhembi.br

Maconha

Como age a maconha

A maconha é preparada a partir do cânhamo indiano cannabis sativa. Há vários tipos diferentes de preparados a partir dessa planta. Eles diferem entre si pelo conteúdo do ingrediente ativo, o tetrahidrocanabinol (THC).

A existência da maconha é muito antiga na história humana, provavelmente cerca de 12.000 anos.

Originária da Ásia, espalhou-se pelo mundo todo, sendo introduzida no ocidente por navegantes espanhóis como fonte de fibra no século 14.

O cânhamo era muito utilizado no cordoamento dos navios, por causa de sua resistência.

O efeito medicinal da cannabis é conhecido desde o século 19. Foi neste século que começou a ser usada como recreação, e desde 1930 já surgem leis controlando seu consumo nos Estados Unidos.

Os efeitos do THC são tão característicos que é impossível não classificá-lo como uma droga psico-ativa que afeta o cérebro e o comportamento.

Alguns dos efeitos da maconha são:

Inibição das funções do sistema nervoso central
Euforia
Alucinações e percepções visuais e auditivas intensificadas
Diminuição da coordenação motora
Perda da habilidade de realizar tarefas múltiplas
Interferências na memória de curto prazo
Diminuição de testosterona e quantidade e mobilidade do esperma podem ocorrer no uso prolongado.

O THC atravessa imediatamente a placenta, atingindo o feto.

Bebês expostos regularmente ao THC antes do nascimento podem apresentar sintomas de abstinência: tremores, reações de susto freqüentes, hiperatividade.

A tolerância e dependência surgem pelo uso continuado, e sintomas de abstinência, como irritabilidade, inquietação, calafrios, náuseas e vômitos são observados.

Instala-se uma síndrome de desmotivação: desinteresse, baixa produção profissional e escolar, disfunções de memória. Grandes prejuízos na região da memória são observados como resultado do seu uso.

Como age o THC

É absorvido pelos pulmões inalando-se sua fumaça.

Tem um teor muito alto de monóxido de carbono e alcatrão, substâncias potencialmente cancerígenas.

Alguns cigarros de maconha podem causar tanto prejuízo quanto uma carteira inteira de cigarros.

As reações químicas cerebrais preparam potencialmente a dependência do álcool. O acetaldeído contido na fumaça de maconha de maconha é por volta de 15 vezes mais alto que o contido na fumaça do tabaco.

O THC age em várias áreas do cérebro, alterando o equilíbrio, os movimentos e a memória.

A euforia produzida pelo THC relaciona-se com compostos semelhantes à morfina, atuando sobre os circuitos de recompensa no cérebro, produzindo a sensação de bem estar.

O THC é solúvel em lipídio no cérebro e na gordura, depositando-se ali por muito tempo. Sinusite crônica, faringite e constrição das vias aéreas. Causa dilatação dos vasos sangüíneos da superfície do globo ocular, deixando os olhos vermelhos. Diminui a quantidade e função dos glóbulos brancos, reduzindo a imunidade do organismo.

Como saber se alguém está usando maconha

Estes são alguns dos sintomas do uso de maconha:

Olhos avermelhados, que a pessoa procura disfarçar usando colírio descongestionante
Tosse crônica
Irregularidade menstrual na mulher
Irritabilidade
Lapsos e falhas de memória
Mudanças bruscas de comportamento
Descontrole do tempo
Reações paranóicas (acha que "todos estão contra ele")
Variação do humor (a pessoa passa de deprimida a agressiva sem grandes motivos)
Fadiga, letargia, desmotivação e depressão; dificuldade para se expressar
Mudanças bruscas nos hábitos alimentares
Deterioração repentina do rendimento escolar
Tendência à alienação (que dá à pessoa um ar de mistério e de tédio)
Gastos financeiros inexplicáveis
Problemas de relacionamento com as pessoas e brigas freqüentes com amigos
Interesse em falar sobre drogas ou maconha, às vezes dando ao discurso uma aparência de pura teoria, particularmente defendendo a maconha
Comportamento irresponsável
Posse da droga ou de sua parafernália (papel de seda para enrolar cigarros, por exemplo)
Se uma pessoa apresenta vários desses sintomas combinados, é provável que seja um usuário de maconha.
Mas é preciso evitar que essa informação sobre a vida intima da pessoa seja usada para prejudicá-la de alguma form

Fonte: www.clinicavitoria.com.br

Maconha

A Cannabis é um arbusto originário da Ásia e conhecido da humanidade há cerca de 6000 anos.

Há duas espécies mais conhecidas: a Cannabis sativa e a Cannabis indica.

O princípio ativo alucinógeno da maconha é o d-9-tetrahidrocannabinol (THC).

Essa substância encontra-se presente no óleo que recobre os brotos das cannabis fêmeas.

Maconha
Da esquerda para a direita, as folhas da Cannabis sativa,
Cannabis indica e Cannabis sp.

Outros Nomes

Maconha
Brotos e florescências da Cannabis fêmea.
O óleo que os recobre é rico em THC

O nome genérico da cannabis é cânhamo. Há outros nomes, mas boa parte deles tem caráter puramente regional. No Brasil, a cannabis já foi denominada diamba e hoje o termo maconha é o mais utilizado.

No Oriente , recebe nomes como ganja, dagga, charas, haxixe, bhang.

Na América espanhola e nos Estados Unidos, o nome marijuana é o mais conhecido, mas há outros termos: grass, pot, tea, reefer, Mary Jane, weed.

Maconha

Brotos e folhas ressecados, esverdeados, soltos ou prensados em formato de tijolos. São picados ou esfarelados ('dischavados') e enrolados em papel ('sedas'), formando cigarros ('baseado', 'beck') para serem fumados. Os fragmentos também podem ser adicionados a massas de bolo para serem ingeridos ('crazy cakes').

Maconha
Os brotos da Cannabis são picados e triturados para a confecção do cigarro de maconha, denominado 'baseado'

Haxixe

O haxixe é uma resina da maconha, na forma de bolotas ou pedaços de aspecto verde-escuro. São misturados à maconha ou ao tabaco e fumados na forma de cigarros

Maconha

O haxixe é a resina da maconha. Seu preparo consiste na coleta dos brotos oleosos, com posterior maceração desses até formarem bolas ou tabletes endurecidos

Bhang

É um preparado líquido a partir de brotos do cânhamo, bastante popular na Índia.

Maconha

Bebida muito popular e de venda livre na Índia, o bhang é produzido com os brotos de câsnhamo fêmea.

Ele também é comercializado no formato de balas caseiras.

Efeitos

A maconha é um alucinógeno.

Há vários fatores que influenciam seus efeitos, tais como a concentração de THC na planta, a sensibilidade aos efeitos e experiências prévias do usuário e o ambiente do consumo.

Em geral, o uso é seguido por alterações nos sentidos (visão, audição, olfato), cognitivas (pensamento, memória e atenção) e de humor.

Há alterações da noção de tempo e espaço e ilusões (distorções na percepção de objetos reais) visuais e auditivas.

O humor pode variar de um estado eufórico (marcado por risos imotivados, fala solta e sensação de bem-estar) à sintomas de mal-estar psíquico, como tristeza, sensação de pânico e perda do controle (medo de enlouquecer).

O pensamento se lentifica e as associações de idéia ficam menos coerentes, tendendo à mudança de assunto ou à incapacidade de articular o pensamento com a mesma facilidade habitual. Há um aumento exagerado do apetite, voltado principalmente para o consumo de carboidratos ("larica").

Sinais e sintomas decorrentes do consumo da maconha.
Efeitos euforizantes Alteração da percepção do tempo
risos imotivados
fala solta
sensação de relaxamento
aumento da percepção das cores, sons, texturas e paladar
Efeitos Físicos taquicardia
hiperemia conjuntival
boca seca
hipotermia
tontura
retardo psicomotor
redução da capacidade para execução de atividades motoras complexas
incoordenação motora
redução da acuidade auditiva
aumento da acuidade visual
broncodilatação
hipotensão ortostática
aumento do apetite
xerostomia
tosse
midríase
Efeitos Psíquicos despersonalização
desrealização
depressão
alucinações & ilusões
sonolência
ansiedade
irritabilidade
prejuízos à concentração
prejuízo da memória de curto prazo
letargia
excitação psicomotora
ataques de pânico
auto-referência & paranóia
prejuízo do julgamento

Riscos à Saúde

A maconha piora a atenção e a concentração, aumentando os riscos de acidentes.
Pode desencadear quadros agudos de pânico e paranóia.
O uso em grandes quantidades e por longos períodos pode deixar a pessoa menos concentrada, sem objetividade e desmotivada.
A maconha pode causar dependência.
A maconha pode causar psicose em pessoas que já tinham predisposição para essa doença.
A maconha pode causar câncer de pulmão.

Fonte: www.alcoolismo.com.br

Maconha

Maconha
Maconha

Um pouco de história

A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada cientificamente de Cannabis sativa.

Em outros países ela recebe diferentes nomes como os mencionados no título deste folheto.

Ela já era conhecida há pelo menos 5.000 anos, sendo utilizada quer para fins medicinais quer para "produzir risos".

Talvez a primeira menção da maconha na nossa língua tenha sido um escrito de 1548 onde está dito no português daquela época: "e já ouvi a muitas mulheres que, quando hião ver algum homem, para estar choquareiras e graciosas a tomavão".

Até o início do presente século, a maconha era considerada em vários países, inclusive no Brasil, como um medicamento útil para vários males. Mas também era já utilizada para fins não médicos por pessoas desejosas de sentir "coisas diferentes", ou mesmo utilizavam-na abusivamente.

Conseqüência deste abuso, e de um certo exagero sobre os seus efeitos maléficos, a planta foi proibida em praticamente todo mundo ocidental, nos últimos 50-60 anos.

Mas atualmente, graças as pesquisas recentes, a maconha (ou substâncias dela extraídas) é reconhecida como medicamento em pelo menos duas condições clínicas: reduz ou abole as náuseas e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer e tem efeito benéfico em alguns casos de epilepsia (doença que se caracteriza por convulsões ou "ataques").

Entretanto, é bom lembrar que a maconha (ou as substâncias extraídas da planta) têm também efeitos indesejáveis que podem prejudicar uma pessoa.

O THC (tetrahidrocanabinol) é uma substância química fabricada pela própria maconha, sendo o principal responsável pelos efeitos da planta.

Assim, dependendo da quantidade de THC presente (o que pode variar de acordo com o solo, clima, estação do ano, época de colheita, tempo decorrido entre a colheita e o uso) a maconha pode ter potência diferente, isto é, produzir mais ou menos efeitos.

Esta variação nos efeitos depende também da própria pessoa que fuma a planta: todos nós sabemos que há grande variação entre as pessoas; de fato, ninguém é igual a ninguém!

Assim, a dose de maconha que é insuficiente para um pode produzir efeito nítido em outro e até uma forte intoxicação num terceiro.

Efeitos da maconha

Para bom entendimento é melhor dividir os efeitos que a maconha produz sobre o homem em físicos (ação sobre o próprio corpo ou partes dele) e psíquicos (ação sobre a mente). Esses efeitos físicos e psíquicos sofrerão mudanças de acordo com o tempo de uso que se considera, ou seja, os efeitos são agudos (isto é, quando decorre apenas algumas horas após fumar) e crônicos (conseqüências que aparecem após o uso continuado por semanas, ou meses ou mesmo anos).

Efeitos Físicos Crônicos

Os efeitos físicos agudos são muito poucos: os olhos ficam meio avermelhados (o que em linguagem médica chama-se hiperemia das conjuntivas), a boca fica seca (e lá vai outra palavrinha médica antipática: xerostomia - é o nome difícil que o médico dá para boca seca) e o coração dispara, de 60-80 batimentos por minuto pode chegar a 120-140 ou até mesmo mais (é o que o médico chama de taquicardia).

Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas os efeitos são uma sensação de bem-estar acompanhada de calma e relaxamento, sentir-se menos fatigado, vontade de rir (hilariedade).

Para outras pessoas os efeitos são mais para o lado desagradável: sentem angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o controle da cabeça, trêmulas, suando.

É o que comumente chamam de "má viagem" ou "bode".

Há ainda evidente perturbação na capacidade da pessoa em calcular tempo e espaço e um prejuízo na memória e atenção. Assim sob a ação da maconha a pessoa erra grosseiramente na discriminação do tempo tendo a sensação que se passaram horas quando na realidade foram alguns minutos; um túnel com 10 metros de comprimento pode parecer ter 50 ou 100 metros

Quanto aos efeitos na memória eles se manifestam principalmente na chamada memória a curto prazo, ou seja, aquela que nos é importante por alguns instantes.

Dois exemplos verídicos auxiliam a entender este efeito: uma telefonista de PABX em um hotel (que ouvia um dado número pelo fone e no instante seguinte fazia a ligação) quando sob ação da maconha não era mais capaz de lembrar-se do número que acabara de ouvir. O outro caso, um bancário que lia numa lista o número de um documento que tinha que retirar de um arquivo; quando sob ação da maconha há havia esquecido do número quando chegava em frente ao arquivo.

Pessoas sob esses efeitos não conseguem, ou melhor, não deveriam executar tarefas que dependem da atenção, bom senso e discernimento, pois correm o risco de prejudicar outros e/ou a si próprio.

Como exemplo disso: dirigir carro, operar máquinas potencialmente perigosas.

Aumentando-se a dose e/ou dependendo da sensibilidade, os efeitos psíquicos agudos podem chegar até a alterações mais evidentes, com predominância de delírios e alucinações.

Delírio é uma manifestação mental pela qual a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve; por exemplo, sob ação da maconha uma pessoa ouve a sirene de uma ambulância e julga que é a polícia que vem prendê-la; ou vê duas pessoas conversando e pensa que ambas estão falando mal ou mesmo tramando um atentado contra ela. Em ambos os casos, esta mania de perseguição (delírios persecutórios) pode levar ao pânico e, conseqüentemente, a atitudes perigosas ("fugir pela janela", agredir as pessoas conversando em "defesa" antecipada contra a agressão que julga estar sendo tramada).

Já a alucinação é uma percepção sem objeto, isto é, a pessoa pode ouvir a sirene da polícia ou vê duas pessoas conversando quando não existe quer a sirene quer as pessoas. As alucinações podem também ter fundo agradável ou terrificante.

Os efeitos físicos crônicos da maconha já são de maior monta.

De fato, com o continuar do uso, vários órgãos do nosso corpo são afetados. Os pulmões são um exemplo disso. Não é difícil imaginar como irão ficar estes órgãos quando passam a receber cronicamente uma fumação que é muito irritante, dado ser proveniente de um vegetal que nem chega a ser tratado como é o tabaco comum. Esta irritação constante leva a problemas respiratórios (bronquites), aliás como ocorre também com o cigarro comum.

Mas o pior é que a fumação de maconha contém alto teor de alcatrão (maior mesmo que na do cigarro comum) e nele existe uma substância chamada benzopireno, conhecido agente cancerígeno; ainda não está provado cientificamente que a pessoa que fuma maconha cronicamente está sujeita a contrair câncer dos pulmões com maior facilidade, mas os indícios em animais de laboratório de que assim pode ser são cada vez mais fortes.

Outro efeito físico adverso (indesejável) do uso crônico da maconha refere-se à testosterona. Esta é o hormônio masculino; como tal confere ao homem maior quantidade de músculos, a voz mais grossa, a barba, também é responsável pela fabricação de espermatozóides pelos testículos. Já existem muitas provas que a maconha diminui em até 50-60% a quantidade de testosterona. Conseqüentemente o homem apresenta um número bem reduzido de espermatozóides no líquido espermático (medicamente esta diminuição chama-se oligospermia) o que leva a uma infertilidade. Ou seja, o homem terá mais dificuldade de gerar filhos. Este é um efeito que desaparece quando a pessoa deixa de fumar a planta. É também importante dizer que o homem não fica impotente ou perde o desejo sexual; ele fica somente com uma esterilidade, isto é, fica incapacitado de engravidar sua companheira.

Há ainda a considerar os efeitos psíquicos crônicos produzidos pela maconha. Sabe-se que o uso continuado da maconha interfere com a capacidade de aprendizagem e memorização e pode induzir um estado de amotivação, isto é, não sentir vontade de fazer mais nada, pois tudo fica sem graça e importância. Este efeito crônico da maconha é chamado de síndrome amotivacional. Além disso, a maconha pode levar algumas pessoas a um estado de dependência, isto é, elas passam a organizar sua vida de maneira a facilitar o uso de maconha, sendo que tudo o mais perde o seu real valor.

Finalmente, há provas científicas de que se a pessoa tem uma doença psíquica qualquer, mas que ainda não está evidente (a pessoa consegue "se controlar") ou a doença já apareceu, mas está controlada com medicamentos adequados, a maconha piora o quadro. Ou faz surgir a doença, isto é, a pessoa não consegue mais "se controlar" ou neutraliza o efeito do medicamento passando a apresentar de novo os sintomas da doença. Este fato tem sido descrito com freqüência na doença mental chamada esquizofrenia.

Efeitos Psíquicos Agudos

Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma.

Para uma parte das pessoas os efeitos são uma sensação de bem-estar acompanhada de calma e relaxamento, sentir-se menos fatigado, vontade de rir (hilaridade).

Para outras pessoas os efeitos são mais para o lado desagradável: sentem angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o controle da cabeça, trêmulas, suando.

É o que comumente chamam de "má viagem" ou "bode".

Há ainda evidente perturbação na capacidade da pessoa em calcular tempo e espaço e um prejuízo na memória e atenção. Assim sob a ação da maconha a pessoa erra grosseiramente na discriminação do tempo tendo a sensação que se passaram horas quando na realidade foram alguns minutos; um túnel com 10 metros de comprimento pode parecer ter 50 ou 100 metros.

Quanto aos efeitos na memória eles se manifestam principalmente na chamada memória a curto prazo, ou seja, aquela que nos é importante por alguns instantes.

Dois exemplos verídicos auxiliam a entender este efeito: uma telefonista de PABX em um hotel (que ouvia um dado número pelo fone e no instante seguinte fazia a ligação) quando sob ação da maconha não era mais capaz de lembrar-se do número que acabara de ouvir. O outro caso, um bancário que lia numa lista o número de um documento que tinha que retirar de um arquivo; quando sob ação da maconha já havia esquecido do número quando chegava em frente ao arquivo.

Pessoas sob esses efeitos não conseguem, ou melhor, não deveriam executar tarefas que dependem da atenção, bom senso e discernimento, pois correm o risco de prejudicar outros e/ou a si próprio.

Como exemplo disso: dirigir carro, operar máquinas potencialmente perigosas. Aumentando-se a dose e/ou dependendo da sensibilidade, os efeitos psíquicos agudos podem chegar até a alterações mais evidentes, com predominância de delírios e alucinações.

Delírio é uma manifestação mental pela qual a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve; por exemplo, sob ação da maconha uma pessoa ouve a sirene de uma ambulância e julga que é a polícia que vem prendê-la; ou vê duas pessoas conversando e pensa que ambas estão falando mal ou mesmo tramando um atentado contra ela.

Em ambos os casos, esta mania de perseguição (delírios persecutórios) pode levar ao pânico e, conseqüentemente, a atitudes perigosas ("fugir pela janela", agredir as pessoas conversando em "defesa" antecipada contra a agressão que julga estar sendo tramada). Já a alucinação é uma percepção sem objeto, isto é, a pessoa pode ouvir a sirene da polícia ou vê duas pessoas conversando quando não existe quer a sirene quer as pessoas. As alucinações podem também ter fundo agradável ou terrificante.

Fonte: www.iesambi.org.br

Maconha

Definição

A maconha (haxixe, erva, baseado) é o nome dado a uma planta conhecida cientificamente como Cannabis sativa.

Em outros países é conhecida por diferentes nomes como:

THC
Hashishi
Bangh
Ganja
Diamba
Marijuana
Marihiana.

O THC é uma substância química produzida pela planta da maconha, sendo essa a principal responsável pelos efeitos psíquicos da droga no organismo.

Atualmente, a quantidade de THC encontrada na maconha é de aproximadamente 4,5%.

A concentração de THC na maconha pode variar de acordo com o solo, o clima, a estação do ano, época de colheita, tempo decorrido entre a colheita e o uso (no México existe uma variação genética da maconha, a “sinsemilla” – sem sementes – que pode ter entre 7,5 e 24% de THC).

Assim, a potência da droga pode variar muito, produzindo mais ou menos efeitos. A variação dos efeitos também se dá de acordo com a pessoa usuária, considerando que a reação à droga depende da sensibilidade do organismo do usuário.

As folhas e inflorescências secas da planta podem ser fumadas (por meio de cigarros feitos artesanalmente) ou ingeridas (comumente misturadas em bolos e doces).

A maconha também pode ser consumida por meio de uma pasta semi-sólida conhecida como haxixe, obtida a partir de uma grande pressão nas inflorescências, sendo esta forma mais concentrada de THC (até 28%).

Histórico

Existem referências ao uso da maconha há mais de 12.000 anos. Ao longo do tempo, foi utilizada com fins medicinais, pelo seu efeito de produzir risos e suas fibras utilizadas para confecção de cordas e roupas.

Entre 2.000 e 1.400 a.C. foi descoberto seu efeito euforizante na Índia, onde foi utilizado com fins medicinais como: estimular apetite, curar doenças venéreas e induzir o sono.

A cannabis foi introduzida na Medicina Ocidental no século XIX, chegando ao seu ápice em sua última década.

Porém, no início do século XX esse uso diminuiu, especialmente pela variedade de potenciais da droga, sendo difícil o controle de sua dosagem.

A partir de 1965, o interesse científico pela maconha ressurgiu por terem conseguido identificar a estrutura química dos componentes da droga, possibilitando a obtenção dos mesmos puros. Nos anos 90, começou a ser identificado usos terapêuticos os quais estão sendo comprovados por estudos científicos.

A maconha foi trazida ao Brasil pelos escravos como uma forma de ligação com a terra natal. Foi cultivada com finalidade têxtil, inicialmente, sendo logo descoberto seus efeitos perturbadores e usados para tal. Na década de 1930, iniciou-se uma fase de repressão contra o uso da maconha no Brasil, sendo em 1933 feitos os primeiros registros de prisões pelo comércio ilegal de maconha. Em 1938, o Decreto-Lei nº. 891 do Governo Federal proibiu totalmente o plantio, cultivo, colheita e exploração por particulares da maconha, em todo território nacional.

Ao longo dos anos, foram sendo feitas seleções das espécies de plantas de maconha com maior concentração de THC: em 1960 o teor médio de THC era 1,5%; em 1980 variava de 3 a 3,5%; e em 1990 a média chegou a 4,5%.

Atualmente, graças às pesquisas recentes, a maconha, ou substâncias dela extraídas, é reconhecida como medicamento em pelo menos duas condições clínicas: reduz ou elimina náuseas e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer e tem efeito benéfico em alguns casos de epilepsia (doença que se caracteriza por convulsões ou “ataques”). Entretanto, é bom lembrar que a maconha (ou as substâncias extraídas da planta) tem também efeitos indesejáveis que podem ser prejudiciais.

Mecanismo de Ação

O THC é metabolizado no fígado gerando um metabólito (produto da metabolização da substância) mais potente que ele próprio.

Além disso, o THC é muito lipossolúvel (solúvel em lipídios – gordura, e não em água) ficando armazenado no tecido adiposo.

Essas características do THC levam a um prolongamento do efeito deste no organismo.

Quando fumada, a maconha atinge seu efeito entre zero e dez minutos e tem seu pico de ação após 30 minutos do consumo por se concentrar no cérebro.

Após 45 a 60 minutos do consumo da substância seus efeitos são atenuados. Pela liberação do THC por meio do tecido adiposo ser lenta, ele aparece na urina de semanas há meses após o último uso.

Efeitos no Organismo

Os efeitos provocados pelo THC no sistema nervoso central dependem da dose consumida, da experiência, da expectativa e do ambiente.

Os efeitos esperados são: leve estado de euforia, relaxamento, melhora da percepção para música, paladar e sexo, prolonga a percepção de tempo, risos imotivados, devaneios e fica mais falante.

No resto do corpo os efeitos são: vermelhidão nos olhos (hiperemia conjuntival), diminuição da produção de saliva (boca seca) e taquicardia (freqüência superior ou igual a 140 batimentos por minuto).

O THC tem um efeito orexígeno no apetite, ou seja, aumento de apetite. Não há registro de morte por intoxicação por consumo de maconha, visto que sua dose letal é 1.000 vezes maior que a usual.

Conseqüências Negativas

O uso crônico de maconha está associado a problemas respiratórios, visto que a fumaça é muito irritante, seu teor de alcatrão é muito alto (maior que do tabaco) e contém benzopireno, substância cancerígena.

Outras conseqüências do fumo, semelhantes ao tabaco, são: hipertensão, asma, bronquite, cânceres, doenças cardíacas e doenças crônicas obstrutivas aéreas.

Há conseqüências também na fertilidade do homem por haver uma queda de 50 a 60% na produção de testosterona.

A maconha tem como efeito mais comum o bem-estar, porém, ocasionalmente traz um desconforto acompanhado de uma ansiedade intensa e idéias de perseguição. Mais raramente pode haver alucinações. Há também, os ocasionais flashbacks que consistem em sintomas da intoxicação após a interrupção do uso.

Pode haver também, no caso de pessoas com transtornos psicóticos pré-existentes uma exacerbação do quadro, como a esquizofrenia, exigindo mudanças no tratamento da doença psiquiátrica.

Esse psicotrópico, quando usado regularmente, traz problemas cognitivos como o prejuízo na memória e na habilidade de resolver problemas, comprometendo seu rendimento intelectual. Pode gerar a síndrome amotivacional, caracterizada por problemas de atenção e motivação.

A tolerância é observada apenas em casos de consumo elevado da substância. Quanto à dependência, 10% dos usuários crônicos apresentam a fissura (desejo intenso pela droga) e centralidade na droga.

Já a abstinência, também observada em usuários crônicos e em altas doses, é caracterizada por: ansiedade, insônia, perda de apetite, tremor das mãos, sudorese, reflexos aumentados, bocejos e humor deprimido.

Fonte: www.obid.senad.gov.br

Maconha

Histórico e origem da maconha

A palavra maconha provém de cânhamo (Cannabis sativa), que é um arbusto de cerca de dois metros de altura, que cresce em zonas tropicais e temperadas.

O princípio ativo da planta é o THC (tetra hidro canabinol), sendo ele o responsável pelos efeitos que a droga causa no organismo.

A folha da maconha é conhecido por vários nomes: marihuana ou marijuana, diamba ou liamba e bangue. O haxixe é uma preparação obtida por grande pressão que se torna uma pasta semi-sólida, que pode ser moldada sob a forma de bolotas e que tem grande concentração de THC.

A maconha é conhecida do homem há milênios. O uso dessa droga passou por várias etapas ao longo dos séculos.

Como medicamento ela foi usada há quase 5000 anos na China. No II milênio da era cristã ela chegou ao mundo ocidental. A primeira referência de maconha no Brasil é do século XVI. Nos Estados Unidos ela era muito utilizada como hipnótico, anestésico e espasmolítico.

Porém o seu uso terapêutico declinou no final do século passado.

A razão para o desuso médico da droga foi a descoberta que a droga se deteriorizava muito rapidamente com o tempo, e consequentemente ocorria a perda do seu efeito clínico.

Uma outra causa foi o relacionamento do seu uso não-médico (abuso) da maconha à distúrbios psíquicos, ao crime e à marginalização.

Nos meados da década de sessenta houve um aumento do uso da maconha nos Estados Unidos, principalmente entre os jovens. Esse uso se difundiu para a Europa e países em desenvolvimento.

No Brasil, o consumo é feito geralmente por jovens da classe média das grandes cidades e também por estudantes do primeiro grau. A legislação brasileira considera o uso e o tráfico da droga um crime.

O que a maconha faz no organismo?

A maconha é uma droga perturbadora do sistema nervoso, ou seja, ela altera o funcionamento normal do cérebro, provocando fenômenos psíquicos do tipo delírios e alucinações.

Os efeitos da droga dependem da quantidade absorvida, do tipo de preparação, da via de administração, da sensibilidade da pessoa e do seu estado de espírito no momento do uso.

Os efeitos físicos agudos não são muito importantes.

Podem ocorrer: boca seca, dilatação dos vasos da conjuntiva e aumento da frequência cardíaca. A diminuição do hormônio sexual masculino e consequentemente infertilidade pode ser um dos efeitos crônicos do uso da maconha.

Não existem comprovações, mas possivelmente a maconha pode provocar também câncer de pulmão, pois contém níveis de benzopirenos semelhantes ao do tabaco. O uso prolongado provoca redução das defesas imunológicas do organismo.

Os efeitos psíquicos agudos dependem muito do estado de espírito do usuário e da expectativas do seu uso.

Em algumas pessoas pode provocar euforia e hilaridade, em outras causa sonolência ou diminuição da tensão. Podem surgir também os efeitos de ilusões, delírios e alucinações. Ocorre também uma perda da noção de tempo e espaço e diminuição da memória. Quanto aos efeitos psíquicos crônicos não existem certezas somente suposições. Possivelmente, ocorra a chamada Síndrome amotivacional, em que as pessoas perdem o interesse pelos objetivos comuns, em prol do uso da droga do seu uso.

Como a maconha é eliminada do organismo?

O THC não é solúvel em água e é por isso que ele não pode ser injetado. A via de introdução são os pulmões. Essa substância é inativada pelo fígado e eliminada pelas fezes e pela urina.

Tolerância e dependência à maconha

O uso prolongado pode levar ao efeito de tolerância. A droga também provoca o efeito de dependência, mas não existe uma Síndrome de abstinência característica com a cessação.

Efeitos terapêuticos dos derivados da maconha

Alguns derivados da maconha possuem efeitos terapêuticos. Tais aplicações incluem efeitos contra vômitos e nauseas causados pela quimioterapia no tratamento de câncer e ação analgésica e anticonvulsivante.

O que é a maconha?

A maconha é o nome dado no Brasil ao vegetal Cannabis sativa, também conhecida popularmente como: marijuana, fumo, bagulho, manga rosa, liamba, mulatinho. Os primeiros relatos de sua presença no Brasil datam do século XVIII para a produção de fibras. No entanto acredita-se que a planta já existe há mais tempo utilizada pelos escravos. A planta Cannabis sativa produz mais de 400 substâncias químicas. Uma delas é o THC (tetrahidrocanabinol ) que é a principal responsável pelos efeitos da maconha.

Como a maconha é utilizada?

As flores e folhas secas da maconha podem ser fumadas ou ingeridas, sendo que a forma mais comum é a fumada. Nesse primeiro caso a maconha é absorvida por via pulmonar e atinge o Sistema Nervoso Central (cérebro) em apenas alguns segundos e, utilizada por via oral sua absorção é lenta, de 30 a 60 minutos.

O que é hashishe (ou hachiche)? e skank (skunk)?

O hashishe é uma forma concentrada da maconha, com a forma de uma bolota. A pessoa pode engolir a bolota ou pode fuma-la. O hashishe é bem mais potente que as folhas e flores da maconha. O skunk nada mais é do que uma variedade da planta que foi selecionada para produzir uma quantidade bem maior de THC.

É claro, portanto, que o skunk é mais potente que a maconha comum.

Por que as pessoas usam Maconha?

Não podemos dizer que todos que fumam maconha querem sentir as mesmas coisas, mas alguns dos efeitos buscados podem ser: Tranqüilidade, pois muitos do que usam maconha se sentem mais calmos e relaxados; Diversão e descontração, a pessoa ri por qualquer motivo; Busca de um maior prazer sexual (isto não ocorre, na verdade); Maior sensibilidade ao som (ficar curtindo uma música por exemplo), Maior sensibilidade ao gosto (a famosa "larica"); Ficar "morgando", que se caracteriza pela vontade de não fazer nada; Ficar "viajando" em algum objeto, pois a sensibilidade visual fica aumentada.

Quantas pessoas usam Maconha?

Muita gente no mundo inteiro. Por exemplo em um levantamento de 1999 sobre uso de drogas na população do Estado de São Paulo mostrou que 6,4% já havia experimentado a maconha. Em quatro levantamentos de consumo entre os estudantes das 10 maiores capitais do Brasil revelou que 7,6% (em 1997) dos estudantes a haviam experimentado pelo menos uma vez.

O que a maconha faz no corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)?

Os efeitos físicos agudos não são muitos: os olhos ficam ligeiramente avermelhados (hiperemia das conjuntiva ), a boca fica seca (xerostomia) e o coração dispara (os batimentos, de 60 a 80 por minuto, podem chegar a mais de 120).

O que a maconha faz no corpo com o uso contínuo (efeitos físicos crônicos)?

Os efeitos crônicos da maconha são mais graves. No homem o uso prolongado de maconha pode provocar uma diminuição da testosterona (hormônio que confere ao homem maior quantidade de músculos, a voz mais grossa, barba, também é responsável pela fabricação do espermatozóides). Na mulher pode trazer alterações hormonais chegando até a inibição da ovulação. O uso contínuo pode afetar também os pulmões (a fumaça é muito irritante), sendo comum os problemas respiratórios, principalmente a bronquite. Animais de laboratório expostos cronicamente à maconha passam a apresentar maior incidência de câncer do que animais controles.

O que a maconha faz com a mente após uma dose (efeitos psíquicos agudos)?

Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas, os feitos correspondem a uma sensação de calma e relaxamento, menos cansaço e vontade de rir.

Para outras, ao contrário, os efeitos são desagradáveis: tremor, sudorese, sensação de angústia, medo de perder o controle mental (bad trip/ má viagem, bode).

A percepção do tempo e do espaço ficam prejudicadas. Assim, uma pessoa ao dirigir após ter usado maconha, pode facilmente calcular errado na hora de fazer uma ultrapassagem, causando assim um acidente. Há também uma perda da memória que, iremos abordar em um outro tópico.

O que a maconha faz com a mente depois de um período de uso crônico (efeitos psíquicos crônicos)?

Os efeitos psíquicos crônicos da maconha, provocado pelo uso continuado, interferem na capacidade de aprendizagem e de memorização, podendo induzir a um estado de diminuição da motivação. Nesse caso, a pessoa não sente vontade de fazer mais nada, tudo parece ficar sem graça e sem importância. Há também provas científicas de que, se o usuário tem uma doença psíquica, mas que ainda está "sob controle", ou já se manifesta, mas está controlada por medicamento, a maconha piora o quadro, pois ela pode anular o efeito do medicamento ou ser o "estopim" que faria a doença se manifestar.

A maconha afeta o desempenho na escola?

Imagine uma pessoa que fumou maconha e vai assistir uma aula de matemática. Pense na dificuldade que vai ser para essa pessoa organizar ás idéias de uma forma lógica já que, como vimos, a maconha afeta a atenção, concentração, motivação e memória. Com certeza o desempenho na escola ou em quaisquer outras atividades que exijam esses quesitos vão ser prejudicadas.

A maconha leva ao uso de outras drogas?

Não necessariamente. O que ocorre na verdade (e que leva a essa noção equivocada de que a maconha seria a porta de entrada para outras drogas) é uma hierarquia na experimentação e no uso por parte das pessoas. Raramente alguém começa a usar direto cocaína sem ter pelo menos experimentado alguma bebida alcoólica ou cigarro (que são drogas legais mas que, podem também causar sérios problemas). Se uma pessoa tiver vontade de provar mais alguma coisa, é provável que ela experimente, dentro das drogas ilegais, primeiro a maconha, por ser mais barata e disponível. Mas não há nada de intrínseco (que pertença á ela) nessa substância que obrigue a pessoa a depois usar algo mais pesado e assim sucessivamente.

É possível reconhecer alguém que usa Maconha ?

Às vezes. Por exemplo, quando a pessoa tem os olhos avermelhados e a boca seca. Mas muitas vezes uma pessoa pode ter uma ou mesmo as duas coisas, sem nunca ter fumado maconha.

A maconha pode ser usada como remédio?

Apesar de seus efeitos tóxicos e sua ilegalidade de consumo no Brasil, há relatos até antigos dos efeitos terapêuticos da maconha .

Nos dias de hoje a maconha é reconhecida como medicamento em pelo menos 3 condições clínicas: Reduz ou abole as náuseas e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer; Tem efeitos benéficos em alguns casos de epilepsia (doença que se caracteriza por convulsões ou ataques); e, Pode melhorar o estado geral de doentes de AIDS (mas não cura a doença).

A pessoa pode usar maconha quando está grávida?

Nenhuma substância que cause algum tipo de intoxicação deve ser usada pela mulher quando estiver grávida (e no período de amamentação), pois isso prejudica o feto que está em desenvolvimento. Assim como o cigarro, álcool, remédios (que não receitados pelo médico), a maconha e outras drogas não podem ser usadas.

A maconha causa dependência?

Algumas pessoas podem desenvolver dependência e outras não. Isto vai depender da pessoa e seus problemas e do tempo e quantidade de uso. Infelizmente não podemos saber quais são essas pessoas pois, a dependência está ligada a uma série de fatores que vão variar muito de pessoa para pessoa.

As pessoas podem parar de usar maconha?

Sim. Algumas pessoas param sozinhas, outras precisam de ajuda, mas de uma forma ou de outra o importante é saber que, se a pessoa quiser ela pode parar.

A maconha causa tolerância?

O uso contínuo da maconha pode levar ao fenômeno de tolerância.

Por exemplo: se antes a pessoa com 1 baseado ficava "legal", agora ela precisa fumar mais para ficar "legal" do mesmo jeito. No entanto, a tolerância no caso da maconha demora muito para acontecer.

O que acontece se uma pessoa for surpreendida usando maconha?

A maconha no Brasil é considerada um droga ilícita e, como tal, se uma pessoa estiver usando maconha e for surpreendida ( mesmo que não esteja causando nenhuma tipo de problema ou dano a alguém) ela vai ser punida de acordo com a lei.

O que acontece se uma pessoa for surpreendida levando maconha para usar junto com amigos?

Como foi dito acima, o problema é que não interessa se a pessoa vai usar em casa com um amigo para ficar curtindo um som, ou se ela vai usar com os amigos numa festa, situações estas que aparentemente não estariam prejudicando a ninguém. A maconha é uma droga ilícita e a pessoa que a estiver levando para usar com amigos poderá ser enquadrada como traficante pela nossa lei que, nesses casos é de um rigor extremo, colocando um usuário na mesma condição de um traficante de verdade.

A maconha afeta a memória?

Sim. A maconha prejudica principalmente a memória a curto prazo; exemplificando: Vamos supor que alguém esteja em casa com um amigo e vão pedir uma pizza, ela olha o telefone na caderneta e, quando começa a discar já se esqueceu o número que acabou de olhar, tendo que consultar novamente a caderneta. Obviamente que nesse caso não há grandes prejuízos, mas, se a pessoa estivesse em seu trabalho ou estudando e necessitasse de uma atenção maior, com certeza estaria tendo problemas.

A maconha afeta o desempenho sexual?

A maconha não afeta diretamente o desempenho sexual mas, como já foi visto ela trás tanto para o homem quanto para a mulher alterações hormonais que podem resultar em problemas. Além do mais, a maconha produz tantas alterações mentais que pode tirar a concentração necessária durante o ato sexual.

Fonte: www.unifesp.br

Maconha

Maconha
Maconha

Princípio ativo

A maconha é uma erva de nome científico Cannabis sativa que, dependendo das condições de cultivo, pode sintetizar uma porcentagem maior ou menor de uma substância denominada THC, ou tetrahidrocanabinol, que é a principal responsável pelos efeitos da droga no organismo humano.

A forma de consumo varia desde a inalação de sua fumaça por meio de cigarro ou incensos. Pode ser também ingerida sob forma de chá ou comprimido. Os usuários fumam em cigarros feitos artesanalmente pelos próprios consumidores ou com a ajuda de objetos como cachimbos.

Principais efeitos

Os efeitos causados pelo consumo da maconha, bem como a sua intensidade, são os mais variáveis e estão intimamente ligados à dose utilizada, à concentração de THC na erva consumida e à reação do organismo do consumidor com a presença da droga.

Os efeitos físicos mais freqüentes são avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca e taquicardia (elevação dos batimentos cardíacos, que sobem de 60 - 80 por minuto para 120 - 140 batidas por minuto).

Com o uso contínuo, alguns órgãos como o pulmão passam a ser afetados mais seriamente pela maconha.

Devido à contínua exposição com a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória. Além disso, por absorver uma quantidade considerável de alcatrão, presente na fumaça de maconha, os usuários da droga estão mais sujeitos a desenvolver o câncer de pulmão.

O consumo de maconha também diminui a produção de testosterona. A testosterona é um hormônio masculino que é responsável, entre outras coisas, pela produção de espermatozóides. Portanto, com a diminuição da quantidade de testosterona, o homem que consome continuamente maconha apresenta uma capacidade reprodutiva menor.

Os efeitos psíquicos são os mais variados, sendo que a sua manifestação depende do organismo e das características da erva consumida. As sensações mais comuns são um bem-estar inicial, relaxamento, calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia, desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda da noção do tempo e espaço além de um prejuízo na memória e latente falta de atenção.

Em um longo prazo, o consumo de maconha pode reduzir a capacidade de aprendizado e memorização além de passar a apresentar uma falta de motivação para desempenhar as tarefas mais simples do cotidiano.

Histórico

A maconha, como a maioria das drogas, tem seus primeiros indícios há mais de cinco mil anos, quando povos como os chineses e persas usavam a droga como incenso em cerimônias religiosas. Era também utilizada como recompensa para mercenários, para fins medicinais.

Seu uso na medicina perdurou até o início do século XX, quando a droga passou a ser consumida apenas para alterar o estado mental do usuário.

No Brasil, a droga também foi muito utilizada, no século passado, como medicamento para vários males, mas devido ao crescente número de usuários que passaram a consumir a droga abusivamente e para fins não medicinais, ela foi proibida. Em todo o Ocidente a droga foi proibida na década de 40.

Nos anos 70, os hippies começaram a usar a maconha não só para alterar seu estado mental, mas também como uma demonstração de protesto contra o sistema social e político vigente na época. Hoje existem diversos defensores da legalização do uso da droga e, em alguns países europeus como Suíça, Holanda e mais recentemente Portugal, o consumo da droga já foi regulamentado.

Curiosidades

A maconha sempre esteve ligada à religião e à medicina. As primeiras notícias que se tem sobre o uso da droga são em cerimônias religiosas na China ou no tratamentos de doenças. Hoje a droga ainda apresenta funções na medicina, como no tratamento da epilepsia e no abrandamento dos efeitos colaterais no tratamento do câncer como vômitos e náuseas. Além das atuais funções medicinais, a droga ainda é considerada sagrada em algumas religiões de países da América Central e Ásia.

Fonte: www.angelfire.com

Maconha

É a droga de entrada para consumo das outras drogas. Barata e de fácil acesso, o seu uso continuado interfere na aprendizagem, memorização e na fertilidade. É uma combinação de flores e folhas da planta conhecida como Cannabis sativa, e pode ser verde, marrom ou cinza.

Causa vermelhidão nos olhos, boca seca, taquicardia; angústia e medo para uns, calma e relaxamento para outros.

Vício mundial, a maconha é usada comendo-a, mascando-a, fumando-a; aspirando-a sob a forma de rapé, ou engolindo-a. 

No Brasil, ela é mais usada e, seu emprego é mais comum sob a forma de "cigarros", que apresentam vários nomes, como: fininho, baseado, dólar, beck e pacau. 

Há cachimbos especiais para fumantes, e são conhecidos, em alguns países como "josie" e, outros, "narguilé". 

Existe um cachimbo que filtra a fumaça com água que é conhecido em inglês como "bong". Algumas pessoas misturam a maconha com a comida e também é usada em forma de chá.

A maconha é considerada um alucinógeno, isto é, faz o cérebro funcionar de forma desconcertante e fora do normal e seu princípio ativo é o delta nove tetrahidrocanabinol (THC).

O THC produz vários efeitos: avermelhamento da conjuntiva dos olhos (olhos injetados), redução da imunidade pela queda dos glóbulos brancos, sinusite crônica, faringite , constrição das vias aéreas, atua sobre o equilíbrio, movimentos e memória.

A potência da droga é medida de acordo com a quantidade média de THC encontrada nas amostras de maconha confiscadas pelas agências policiais.

A maconha comum contem uma média de 3% de THC.

A variedade “sinsemilla” (sem semente, que só contem botões e as flores da planta fêmea) tem uma média de 7.5% de THC, mas pode chegar a ter até 24%.

O haxixe (a resina gomosa das flores das plantas fêmeas) tem uma média de 3.6%,mas pode chegar a ter até 28%.

A maconha cultivada por hidroponia, conhecida popularmente como SKANK pode ter até 35% de THC.

O óleo de haxixe, um líquido resinoso e espesso que se destila do haxixe, tem em média de 16% de THC, mas pode chegar a ter até 43%.

Não cria a dependência física, mas a psicológica. Dependendo da personalidade do usuário, pode ser brutal; logo se retirada imediatamente, a saúde não correrá nenhum risco, porém, a força de vontade do paciente tem de ser grande, exatamente para vencer sua necessidade psíquica de buscar a maconha.

Como posso saber se meu filho está usando a maconha?

Existem certos sintomas que podem ser percebidos.

Aqueles que estão drogados com maconha podem:

Parecer estar meio tonto e com alguma dificuldade para caminhar
Parecer estar rindo exageradamente ou sem nenhuma razão
Olhos vermelhos e irritados
Dificuldade para lembrar como as coisas aconteceram.
Quando desaparecem os primeiros efeitos, depois de algumas horas, a pessoa pode sentir muito sono.

Ainda que seja difícil distinguir nos adolescentes, os pais têm atentos para mudanças no comportamento deles.

Devem tentar perceber se seu filho se afasta de todos, se está deprimido, se tem fadiga, se não cuida de sua aparência pessoal, se é hostil, ou se suas relações com familiares e amigos se deterioraram.

Também pode haver mudanças no desempenho acadêmico, ausência escolar, menor interesse pelo esporte e por outras atividades favoritas, ou modificação nos hábitos alimentícios ou no sono. Tudo isto pode indicar o uso de drogas, ainda que não em todos os casos.

Os pais também devem estar pendentes de:

Coisas que possam indicar o uso de drogas, como cachimbos, ou papéis para enrolar cigarros
O cheiro da roupa
O uso de incenso e desodorante de ambiente
O uso de colírios para os olhos
Que haja roupa, posters, jóias, etc., que promovam o uso das drogas
Aumento do apetite (doces)
Distúrbios na percepção do tempo e do espaço
Anhedonia - perda de prazer nas atividades comuns

Como abordar um usuário de maconha?

Não é com uma bronca ou com agressão que se aborda um dependente. Realismo e objetividade são fundamentais. Neste momento, o usuário necessita encarar os seus limites, conhecer as regras, os horários, as tarefas e seus deveres para com sua família, que tem um papel importantíssimo. O aconselhamento familiar esclarece e auxilia na melhor maneira de lidar com o usuário, que precisa querer receber ajuda. Caso isso não ocorra, não force uma situação.

Mas, lembre-se: uma boa conversa e uma atitude amiga, certamente, poderão salvar uma vida.

O que acontece depois que a pessoa fuma maconha?

Quase imediatamente depois de inalar a maconha, a pessoa pode sentir, intoxicação,boca seca, batidas aceleradas do coração, dificuldades na coordenação do movimento e do equilíbrio, e reações ou reflexos lentos. Os vasos sangüíneos dos olhos se expandem,por isso ficam avermelhados.

Em algumas pessoas, a maconha aumenta a pressão sangüínea e pode até duplicar o ritmo cardíaco. Este efeito pode acentuar-se quando se mistura outras drogas com a maconha; algo sobre o qual nem sempre o fumante pode ter certeza do que é. Depois de 2 ou 3 horas, a pessoa pode sentir muito sono.

O que acontece no organismo

A substância ativa da planta, o THC, age no cérebro em 20 minutos:

1. Após ser tragada, a droga leva aos pulmões toxinas como o alcatrão, que prejudicam o aparelho respiratório, e o THC, que segue para a circulação sanguínea
2.
Parte do THC chega ao estômago, fígado e depois aos rins e é eliminada pela urina

2a. Outra parte chega ao baço; acredita-se que nele o THC reduza a produção de linfócitos e enfraqueça o sistema de defesa do organismo
2b
. Há pesquisas que apontam redução pelo THC dos níveis do hormônio sexual masculino testosterona, podendo provocar infertilidade temporária

3. No cérebro, entre as várias substâncias conhecidas como receptores, existe uma que é ativada pelo THC

3a. No cerebelo, que regula o equilíbrio, postura e coordenação motora, o THC provoca letargia, redução no controle dos movimentos e desorientação espacial e temporal
3b.
No hipocampo, o THC reduz a atividade de neurônios relacionados à memória de curto prazo
3c.
No córtex cerebral, que regula a percepção pelos sentidos, o THC pode promover alterações transitórias nas sensações pelo tato, visão e audição

4. O THC estimula também o aumento da produção de serotonina, substância que promove sensação de prazer

Por quanto tempo a maconha permanece no corpo?

A substância THC na maconha é absorvida pelos tecidos gordurosos de vários órgãos do corpo, onde são armazenados. Geralmente podemos encontrar restos de THC nos exames regulares de urina até vários dias depois da pessoas ter fumado maconha. Contudo, no caso das pessoas que fumam muita maconha (fumantes crônicos), podemos encontrar restos da substância, inclusive várias semanas depois de ter  parado de usar a droga.

Skank: A Supermaconha

Cannabis sativa é a espécie da maconha mais difundida no mundo, embora outras espécies do mesmo gênero - a Cannabis indica ou a ruderalis, por exemplo - também sejam utilizadas na fabricação da droga.

O skank é uma variação genética, produzida em laboratório, da planta da maconha, que cresce mais rapidamente e pode, portanto, ser cultivada em estufas (mais escondida da fiscalização). Sua principal característica é o fato de conter uma quantidade até sete vezes maior de THC (a substância ativa) do que a maconha comum.

Fonte: www.antidrogas.com.br

Maconha

Origem

Cannabis sativa

Uso medicamentoso: a maconha era usada há cerca de 3000 anos na China.

Por volta de 1850, começou a ser usada na Europa. Atualmente, é considerada droga de abuso provocando dependência.

As pessoas ainda têm uma certa tolerância em relação ao uso da maconha, desconsiderando ou desconhecendo os danos que ela provoca.

Os educadores devem ter um conhecimento mais responsável em relação à maconha - ela é a droga ilícita mais usada pelos jovens e apresenta um perfil de problemas característicos que muitas vezes necessita de tratamento.

Curiosidade

O tetrahidrocanabinol (THC) - uma das 4000 substâncias químicas presentes na maconha - já foi usado como medicamento em três condições clínicas: para reduzir ou eliminar as náuseas e vômitos produzidos por medicamentos contra o câncer; pelo seu efeito benéfico em alguns casos de epilepsia (doença que se caracteriza por convulsões) e por aumentar o apetite em pacientes com AIDS. Entretanto, a discussão gira em torno do fato de que existem muitos medicamentos com menor risco para a saúde e que podem ter o mesmo efeito terapêutico.

Os efeitos colaterais da maconha, como por exemplo, a diminuição da imunidade, não justifica o seu uso em pacientes com AIDS.

Como é usada: Fumada

Nomes comuns:

Baseado
Erva
Beck
Marijuana

Efeitos

O THC é a substância química produzida pela maconha e responsável pelos efeitos psicológicos da planta.

Dependendo da quantidade de THC presente (o que pode variar de acordo com o solo, clima, estação do ano, época de colheita, tempo decorrido entre a colheita e o uso) a maconha pode ter potência diferente, isto é, produzir maior ou menor efeito.

Os efeitos experimentados pelo uso da maconha dependem também do estado psicológico da pessoa ambiente, momento da vida, pessoas ao seu redor), determinam sensações agradáveis (boa viagem) ou desagradáveis (má viagem).

Assim, a mesma dose de maconha que é insuficiente para um, pode produzir efeito nítido em outro e até uma forte intoxicação num terceiro.

Existem, no entanto, alguns sintomas clássicos do uso da maconha que estão abaixo relacionados:

Sinais e sintomas do uso da maconha

Olhos avermelhados
Boca seca
Taquicardia (aumento da freqüência cardíaca)
Aumento do apetite
Sonolência
Deformação na percepção de tempo e espaço
Prejuízo na atenção e memória de curto prazo
Problemas respiratórios (bronquite, sinusite, faringite, tosse seca, congestão nasal, etc)
Esterilidade masculina

Aspectos históricos

A canábis é consumida pela humanidade há cerca de dez mil anos, desde a descoberta da agricultura. Era utilizada para a obtenção de fibras, óleo, sementes consumidas como alimento e por suas propriedades alucinógenas. A planta parece ser originária da China, apesar de outras evidências apontarem para a Ásia Central.

O famoso Pen Tsao Ching, farmacopéia escrita em 100 d.C., baseada nas compilações de plantas com propriedades farmacológicas do imperador Shen Nung (2737 a.C.), mostrava que os chineses já conheciam há alguns milênios as propriedades alucinógenas da canábis. Nesses períodos a utilização da planta estava intrinsecamente ligada ao misticismo e ao curandeirismo. Quando os europeus chegaram a China no século XIII, tal hábito havia declinado e caído em desuso, permanecendo apenas o cultivo da planta para a obtenção de fibras têxteis.

A maconha possui grande influência sobre a cultura hindu. Segundo a tradição da Índia, a planta fora um presente dos deuses aos homens, capaz de provê-los de prazer, coragem e atender a seus desejos sexuais. A planta teria brotado pela primeira vez quando gotas do néctar dos deuses (Amrita) se derramaram sobre a Terra.

Nos Himalaias indianos e no Tibet as preparações a base de canábis encontram grande importância no contexto religioso. Sadhus (homens sagrados) dedicam sua vida à deusa Shiva. Não possuem propriedade e praticam ioga e meditação.

O consumo de maconha faz parte de seus rituais. Uma das preparações de maconha utilizada é o bhang, obtido a partir da maceração de brotos da planta, convertidos em um suco ou doce. A ganja consiste em brotos compactados por vários dias e fumados com tabaco ou datura. O charas é a própria resina (haxixe), fumada da mesma forma.

Durante a Antigüidade, os gregos e romanos não tiveram por hábito utilizar a maconha com propósitos alucinógenos, apesar de conhecerem tais propriedades.

Dioscórides e Galeno utilizavam-na como medicamento para alguns tumores e observaram que o uso continuado era capaz de causar esterilidade masculina e inibir a produção de leite na mulher. Durante a Idade Média, a planta foi praticamente esquecida. Já o Império Islâmico conviveu com a planta e a espalhou pelas regiões conquistadas.

Durante o século XI, na região Qazwin, no atual Irã, viveu Hassan bin Sabbah, o Velho da Montanha. Estudioso do islamismo e vivendo em Alexandria (Egito), viu-se prisioneiro quando apoiou a ascensão ao trono do príncipe Nizar, no seu entender o herdeiro legítimo do califado egípcio. Conseguindo escapar do encarceramento, encontrou refúgio em Qazwin, onde ergueu seu castelo no Monte Alamut (Ninho da Águia). Fundou, então, a Ordem dos Ismaelitas de Nizar.

A Ordem, destinada a apoiar o postulante ao trono e a defender os preceitos do islamismo, possuía uma disciplina militar rígida, tendo Sabbah no topo da hierarquia. Logo se tornou uma potência regional, incomodando diversos monarcas, que tentaram derruba-la em vão. Seus soldados, conhecidos como anjos destruidores, devotavam-lhe obediências e executavam qualquer comando de Sabbah, incluindo o suicídio.

Para esses, Sabbah construiu o Jardim Terreno das Delícias. Após consumirem uma porção considerável de haxixe, os soldados iniciados eram levados para o jardim, povoado de animais e plantas exóticos, construções paradisíacas, alimentos refinados e virgens adolescentes, onde os desejos eram desprovidos de limites. Tal hábito fez com que Sabbah denominasse seu exército de Ordem dos Haxixins.

Quando no século XI os cruzados tomaram conhecimento do poderio e dos métodos militares dos homens de Sabbah, passaram a utilizar o termo assassino (haxixim) para denominar todo indivíduo capaz de grandes atrocidades.

Somente a partir das Cruzadas (séculos XI - XIII) e das Grandes Navegações Européias (século XVI), que a maconha voltou a ser conhecida no continente.

A partir do século XVIII as plantas provenientes das novas colônias começaram a ser catalogadas e estudas de maneira mais científica, sem o misticismo medieval que influenciava o conhecimento europeu até então.

Com a chegada do século XIX, a Europa se vê as voltas com movimentos culturais intimistas, voltados para a busca do prazer e do individualismo, interessados no místico e no espiritual, em busca das raízes nacionais originadas na Idade Média. O mundo islâmico, agora em parte dominado por Napoleão Bonaparte, foi alvo das inspirações de pintores e poetas e o consumo de haxixe foi bastante cultuado.

Em 1845, um médico francês, J. J. Moreau de Tours e os escritores Gérard de Nerval e Téophile Gautier fundaram o Clube dos Haxixins. Participavam das reuniões mensais artistas renomados do período, tais como Charles Baudelaire, Alexandre Dumas, Eugene Delacroix e Victor Hugo. A intenção dos encontros era cultuar o consumo de haxixe, fomentar a produção artística e exaltar Hassan bin Sabbah. Todas deveriam trajar indumentárias árabes e periodicamente um dos membros era eleito o Velho da Montanha. No mesmo período, Lewis Carroll publicou o livro Alice no País das Maravilhas, povoada de imagens oníricas e de alusões ao consumo de haxixe.

A Medicina também passou a utilizar a maconha com propósitos terapêuticos a partir dessa época. As indicações voltavam-se principalmente para o tratamento da asma, tosse e doenças nervosas. A reação ao consumo da maconha e outras substâncias psicotrópicas ganharam força a partir do final do século XVIII. Nessa época, vários fenômenos contribuíram para o crescimento de uma postura contrária ao consumo de substâncias psicoativas.

Relatos de complicações, tais como o surgimento de quadros depressivos e psicóticos entre os usuários de maconha, foram publicados.

Nos Estados Unidos ganhava força o Movimento de Temperança, que alertava para os efeitos indesejáveis de tais substâncias (tais como a dependência) e proponha regulamentar melhor a conduta para prescreve-las. Entre a porção mais conservadora da população norte-americana, cresceram as campanhas que pregavam a proibição do comércio de todos os psicotrópicos, inclusive o álcool. Esse movimento ficou conhecido como Proibicionismo.

A partir da década de 10, diversas substâncias foram proibidas dentro do território americano. Os países da Europa e das Américas acompanharam essa tendência.

Ao final da década de 30, a cocaína e maconha estavam proibidas em vários países do mundo. As vendas de morfina passaram a ser rigorosamente controladas.

Nos Estados Unidos, o álcool foi proibido de 1920 a 1935. Concomitantemente, o mundo vivia as incertezas do período entre guerras e sentia o crescimento da Guerra Fria. Estados Unidos e União Soviética despontavam como as novas potências mundiais. A economia mundial ainda sentia os prejuízos causados pela Primeira Guerra Mundial. A recessão era a regra para muitos destes. A Segunda Guerra batia às portas do mundo com a ascensão do Fascismo italiano e do Nazismo alemão. Eclodiu e tomou as atenções do mundo até 1945.

Com a resolução deste conflito, o mundo passou a se preocupar com a Guerra Fria e as com a perspectiva de um conflito nuclear. Dentro desse contexto, a juventude da costa leste americana começou a buscar alternativas àquele clima repressivo e pessimista que se formou ao longo do século XX. Durante as férias, alguns jovens americanos pegavam o pouco do dinheiro que conseguiram ajuntar e punham o pé na estrada. Eles pediam carona da costa leste até a costa oeste.

A famosa Route 66 foi palco de grandes aventuras nesse período. "Em julho de 1947, juntando uns 50 dólares do meu velho seguro de veterano, eu estava pronto para ir à Costa Oeste", afirma Jack Kerouac, em seu livro On the Road um dos escritores mais importantes desse movimento. Nessa época, tinha 25 anos.

Essa geração ficou conhecida como Geração Beat (beatnicks). Os beats eram uma geração de jovens em busca de alternativas. Achavam que o modelo vigente da sociedade americana falira. Queriam sentir a paz e a liberdade. Desejavam contestar os valores do American way of life a partir da tomada de novas atitudes.

Eram poetas e escritores que decidiram cair na estrada e buscar novas experiências.

O consumo de drogas, em especial a maconha e outros alucinógenos, foi muito utilizado por eles.

Esse não-alinhamento, de início tímido, isolado e imperceptível ganhou mais adeptos e se radicalizou: agora jovens de classe média começavam a abandonar as universidades e se refugiavam em comunidades. Desejavam viver da agricultura, fazer amor livre de regras morais e usar drogas como uma forma de contestação, uma maneira de cair fora do sistema. Tudo isso ao som de muito rock´n´roll. Nascia o Movimento Hippie dos anos sessenta e setenta.

Ao final dos anos 70 a maconha estava novamente bastante difundida em todo o Ocidente.

É difícil dizer o quanto esse consumo aumentou ou declinou nos últimos trinta anos.

Desde o recrudescimento do consumo, nos anos quarenta e cinqüenta, a maconha nunca mais deixou de existir nas sociedades da Europa e das Américas.

A popularização do consumo fomentou a estruturação de um narcotráfico especializado na produção e distribuição dessa substância, concentrado na América do Sul e países africanos. Em 1984, a Holanda optou pela liberação do comércio e do consumo de maconha e seus derivados.

A planta passou a ser legalmente vendida em estabelecimentos específicos (coffee shops). Além dissoDurante os anos oitenta e início dos anos noventa, as preocupações sobre uso de drogas voltaram-se para a cocaína e as metanfetaminas (ecstasy). Somente a partir da segunda metade da década que o tema foi recuperado e novamente colocado em discussão.

Novos estudos mostraram a existência de receptores específicos para a maconha no cérebro (receptores canabinóides) e de substâncias endógenas (anandamidas) bastantes semelhantes ao princípio ativo da maconha (delta-9-tetraidrocanabinol).

A presença de sintomas de abstinência entre os usuários crônicos de maconha e o relato de complicações agudas entre os usuários (depressão, quadros psicóticos) contestaram a teoria de que se tratava de uma droga leve, incapaz de causar dependência.

Por outro lado, movimentos alinhados a legalização do consumo advogam que a substância já possui elos culturais capazes de regular seu consumo, os índices de dependência são baixos e os danos da proibição (violência e marginalidade) são mais danosos que o consumo em si. Alegam, ainda, que a planta possui propriedades medicinais e a utilização de suas fibras têxteis poderia ajudar a economia de muitos países. Alguns países como o Canadá e alguns estados norte-americanos aceitam a prescrição do tetraidrocanabinol como estimulador do apetite para portadores de câncer e AIDS. É utilizada ainda como inibidor de náuseas e vômitos para pacientes submetidos à quimioterapia.

A maconha é uma substância que ao longo de sua história suscitou (e ainda suscita) discussões ora apaixonadas, ora embasadas de ambos lados. A tensão gerada entre aqueles que defendem a proibição, o consumo médico ou a simples legalização do consumo ainda não chegou ao fim (será que um dia chegará?).

Fonte: www.einstein.br

Maconha

História da Maconha

A maconha (palavra de origem angolana) é uma das drogas extraídas de plantas mais antigas, os registros mais remotos datam de 2723 a.C., quando foi mencionada na Farmacopéia chinesa. Outras informações históricas evidenciam a existência da maconha em uma cerâmica com marcas da fibra do vegetal encontrada há mais ou menos 4.000 a.C. no norte da China central.

Difundiu-se gradualmente para a Índia, Oriente médio, chegando a Europa somente nos fins do século XVIII e início do XIX, passando pelo norte da África e atingindo as Américas. Até então, era utilizada principalmente por suas propriedades têxteis e medicinais. Os romanos valorizam a planta principalmente por causa das resistentes cordas e velas para navio produzidas com sua fibra.

Após a viagem de Vasco da Gama, navegadores portugueses introduziram na África e na Ásia o tabaco. Em troca, seus navios trouxeram escravos acostumados a fumar maconha para o Brasil.

Aqui ela também foi utilizada para produção de fibras, na mesma época, nos Estados Unidos, George Washington, Thomas Jefferson e fazendeiros importavam da Europa a semente para o plantio.

As carroças dos pioneiros na conquista do oeste americano eram protegidas com lonas feitas a partir das fibras da maconha.

Navios portugueses, espanhóis, holandeses, franceses e ingleses dependia tanto das velas e cordas de maconha que seus governos espalharam sementes da planta por todo o planeta.

Até o século XX a maconha era mais famosa nas Américas como fibra têxtil e como planta medicinal.

De meados do século XIX até os anos 40 a maconha constava na farmacopéia oficial de vários países.

Remédios a base de maconha eram disponíveis em qualquer farmácia.

No ocidente a maconha começou a ser usada como psicotrópico por escritores e artistas no século XIX, como os poetas franceses Rimbaud e Baudelaire, mas sua utilização restringia-se a pequenos círculos boêmios das grandes cidades e as colônias de imigrantes asiáticos e africanos.

Em meados do século XX, porém, os cientistas identificaram os efeitos colaterais da maconha e seu uso acabou restringido ou excluído nas farmacopéias, sendo proibido por lei em vários países.

O consumo da maconha, entretanto, passou a ser disseminado no mundo nos anos 60. Seu uso era freqüente entre as classes mais baixas e mais tarde foi difundido entre os jovens de todas as classes.

Nos últimos anos as estatísticas mostram que a maconha está sempre entre as drogas ilícitas mais consumidas pelos jovens estudantes colegiais e universitários.

Origem da substância

É obtida da extremidade florida do Cânhamo (Canabis sativa), uma planta arbustiva de origem Asiática.

Substância ativa

DELTA 9 THC (tetrahidrocanabinol)

Sinonímia

Haxixe: Oriente Médio e África do Norte
Charas:
Extremo Oriente.
Marijuana:
E.U.A.
Outros:
bomba; coisa; bolo; baura; fumo; erva; chá; fininho; baseado.

Preparações surgidas recentemente

A.M.P: maconha embebida em formaldeído, seca e posteriormente fumada.
SKUNK:
é a maconha de laboratório, cultivada em condições especiais, com finalidade de obter maconha com concentrações 7 a 10 vezes maiores de Delta 9 THC. Também chamada de "Super Maconha".

Formas de consumo

Por fumo (via pulmonar)
Por via oral
(misturada aos alimentos, doces, pães, bolos )

Utilização médica

A única indicação terapêutica aprovada é restrita ao uso de Delta 9 THC sintético, como alternativa ao tratamento antiemético (anti-vômito), quando pacientes portadores de câncer, submetidos à quimioterapia, não respondem adequadamente ao tratamento convencional.

O Delta 9THC sintético é comercializado nos Estados Unidos com o nome comercial de Marinol. No Brasil ainda esta sendo estudada a utilização do Marinol.

Efeitos no organismo

Ao chegar na corrente sangüínea, a maconha passa por todos os tecidos do organismo. As sensações experimentadas variam com o teor de Delta 9THC das preparações (que varia de acordo com a parte da planta utilizada e o modo como são preparadas), via de introdução e absorção do Delta 9THC. Os efeitos variam muito de indivíduo para indivíduo e dependem da personalidade e mesmo do grau de experiência do indivíduo no uso da droga.

A curto prazo, os efeitos comportamentais típicos são:

Período inicial de euforia (sensação de bem-estar e felicidade, seguido de relaxamento e sonolência).
Quando em grupo, ocorrem risos espontâneos (risos e gritos imoderados como reação a um estímulo verbal qualquer).
Perda da definição de tempo e espaço: o tempo passa mais lentamente (um minuto pode parecer uma hora ou mais), e as distâncias são calculadas muito maiores do que realmente são (um túnel de 10 metros de comprimento, pôr exemplo pode parecer ter 50 ou 100 metros).
Coordenação motora diminuída: perda do equilíbrio e estabilidade postular.
Alteração da memória recente.
Falha nas funções intelectuais e cognitivas.
Maior fluxo de idéias
Pensamento mais rápido que a capacidade de falar, dificultando a comunicação oral, a concentração, o aprendizado e o desenvolvimento intelectual.
Idéias confusas.
Aumento da freqüência cardíaca (taquicardia).
Hiperemia das conjuntivas (olhos vermelhos).
Aumento do apetite (especialmente por doces) com secura na boca e garganta.

Doses mais altas de Delta 9 THC podem levar a:

Alucinações, ilusões e paranóias.
Pensamentos confusos e desorganizados.
Despersonalização.
Ansiedade e angústia que podem levar ao pânico.
Sensação de extremidades pesadas.
Medo da morte.
Incapacidade para o ato sexual (até impotência).
A longo prazo, a extensão dos danos, bem caracterizados, se restringem ao sistema pulmonar e cardiovascular.

Sistema pulmonar:

Maior risco de desenvolver câncer de pulmão.
Diminuição das defesas, facilitando infecções.
Dor de garganta e tosse crônica.

Sistema cardiovascular:

Aumenta os riscos de isquemia cardíaca.
Percepção do batimento cardíaco.
Observação:
A mulher que amamenta passa as toxinas da droga para a criança através do leite materno.

Dependência

De acordo com a classificação da OMS, é de leve a moderado o potencial para a maconha induzir dependência.

É bem menor do que o álcool e heroína.

A maioria dos consumidores dominam o impulso de usar a droga quando não têm a sua posse, sendo rara a busca desesperada a qualquer custo.

O fenômeno é mais intenso quando se trata de usuário de haxixe.

A interrupção do uso prolongado de preparações potentes da maconha podem causar: mal estar, irritabilidade, depressão, insônia, perda do apetite, ansiedade, cansaço exagerado, dores abdominais, náuseas, palpitações, queda de pressão, dores musculares e tremores no corpo.

Esses sintomas acentuam-se na primeira semana e persistem por um mês ou mais.

Tolerância

A tolerância à maconha se desenvolve quando os indivíduos são expostos a altas doses, uso freqüente e durante período prolongado de tempo.

Tratamento do abuso de maconha

O abuso da maconha deve ser tratado como o das outras drogas. As pessoas que abusam devem, principalmente, contar com o suporte psicológico daqueles que os cercam (amigos, família, etc.) e de profissionais da área médica.

Em muitos países estão se desenvolvendo inúmeros programas (estatais, escolares, associações civis) de prevenção ao abuso da maconha. Esses programas ensinam as pessoas a se tornarem mais seguras e não usarem as drogas como forma de escapar de seus problemas.

Fonte: www.octopus.furg.br

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