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Solventes ou Inalantes

Solventes ou Inalantes
Frascos de Lança-perfume e outras substâncias inalantes

Origem

Os Solventes ou Inalantes são substâncias voláteis. São produtos industrializados ou podem ser preparados através de fórmula caseira.

Classificação

Refere-se a essas substâncias como inalantes e podem produzir efeitos tanto depressores como estimulantes e alucinógenos.

Algumas delas são produtos legais vendidos normalmente no comércio pois têm suas aplicações originais não ligadas ao uso entorpecente mas por causa de suas propriedades acabam sendo usadas como drogas.

Como se apresenta

Gasolina
Fluido para isqueiro
Acetona
Cola de sapateiro
Massa plástica
Clorofórmio
Lança perfume
Éter
Spray para cabelos
Desodorantes.

Possíveis efeitos

Descompasso da respiração fornecendo uma sensação de estrangulamento, palpitação do coração, impulsividade, irritabillidade, fala arrastada e podem ser presenciados estados psicóticos.

Pode causar:

Asfixia
Ilusões
Delírios
Alucinações
Parada cardíaca
Acidentes
Colapso de órgãos
Distúrbios neuro-psicológicos
Perda de coordenação motora.

Fonte: www.geocities.com

Solventes ou Inalantes

O QUE SÃO INALANTES?

São um vasto grupo de produtos diferentes, usados licitamente em várias das atividades industriais, comerciais e domésticas. São substâncias aspiradas com o objetivo de produzir alterações mentais e ou efeitos de conduta.

Como são voláteis, evaporam temperatura ambiente, o que facilita que sejam inalados (cheirados) de qualquer recipiente. Popularmente são conhecidos como “cheirinho da loló”, “cola de sapateiro”, “cheirinho do morro”, ou “cheirinho”, além de “lança perfume”, quando apresentam diversas composições e são usadas ilegalmente.

HISTÓRICO

Os inalantes são drogas usadas há séculos pelo homem. Como prova, temos uma estatueta mexicana de 2000 anos de idade que representa um homem usando um cachimbo para inalar Rapé psicoativo. Sabe-se também que na antiga Grécia, na Palestina bíblica e no antigo Egito usavam-se substâncias inaláveis com intuito de experimentar seus poderosos efeitos.

QUEM UTILIZA?

Com a finalidade de abuso, são usados por grande número de meninos de rua brasileiros e de outros países. São, também, experimentados por uma parcela dos estudantes de 1º e 2º graus. Alguns trabalhadores que têm contato com estes produtos na sua atividade também podem passar a abusar os inalantes.

POR QUE SÃO USADOS COM O FIM DE ABUSO?

Porque, caso sejam inalados em quantidade suficiente, produzem excitação e euforia (um tipo de alegria). Junto com estes efeitos aparecem a impulsividade e a agressividade. Com quantidades um pouco maiores há confusão, desorientação, visão embaralhada e perda de auto-controle. A sonolência, incoordenação dos movimentos e fala arrastada ocorrem com doses mais altas. Pode haver inconsciência, com sonhos bizarros, alucinações e até convulsões, em estágios mais graves de intoxicação.

Além disto, náuseas, espirros, tosse, salivação e face avermelhada, seguida de palidez, dor de cabeça e cólicas podem acompanhar o quadro.

Existem outros sinais que indicam o uso de inalantes: cheiros característicos encontrados nas roupas ou na respiração do usuário ou, ainda, encontrar o produto na pele, como pode acontecer com as colas.

QUE MAL FAZEM A SAÚDE?

Os efeitos podem ser diferentes, dependendo do tipo de solvente, das doses e do tempo utilizado. Os problemas mais imediatos são os acidentes que o usuário pode sofrer, pela incoordenação motora. Pelo uso crônico, ocorre irritação das mucosas, do sistema respiratório e da pele e pode aparecer lesão no fígado ou no coração. A lesão cardíaca explica as mortes súbitas que ocorrem, às vezes. Há, ainda, atrofia cerebral com diminuição da memória e lesão dos nervos periféricos com diminuição da força ou do fato. Alguns produtos ocasionam alterações do sangue.

PRODUZEM DEPENDÊNCIA?

Sim. Os usuários utilizam os inalantes por vários dias da semana, por longos períodos das suas vidas, em geral com outros usuários. Aumentam a dose usada algumas vezes, porque, com o tempo, a mesma quantidade de drogas produz menos efeito. Quando o indivíduo pára subitamente de usar o inalante os sinais de abstinência são raros e discretos.

EXISTE TRATAMENTO PARA O USUÁRIO DE INALANTES?

Sim. Parar de usar inalante é o melhor tratamento. Mas, também é importante que seja procurada ajuda em algum centro de tratamento, pois a pessoa pode sentir-se mal e necessitar de cuidados adequados. Os centros de tratamento da sua cidade estão acostumados a apoiar e cuidar da saúde física em caso como estes, para evitar que o usuário volte a usar o inalante.

O QUE FAZER PARA RECUPERAR UM USUÁRIO DE INALANTES?

É muito importante que se busque a conscientização do usuário, alertando-o para os perigos do seu uso e auxiliando no seu encaminhamento. As técnicas para a recuperação de usuários de drogas são muito variáveis e devem ser aplicadas somente por especialistas.

ORIGEM DA SUBSTÂNCIA

Na maioria, são derivadas do petróleo.

REPRESENTANTES

Benzina, éter, clorofórmio, tolueno, benzeno, metanol, querosene, gasolina, acetona, tetracloreto de carbono (tira-manchas e limpeza de tapetes e carpetes), oxido nitroso (gás hilariante), thinner, errorex, esmalte para unhas, tintas em geral, fluído para isqueiro, fibras sintéticas (orelhão), desodorantes, spray para cabelo, limpador e polidor de móveis e carros, cola de sapateiro e de aeromodelismo, lança-perfume (mistura de éter com clorofórmio) e o álcool.

UTILIZAÇÃO COMERCIAL E MÉDICA

Como utilização comercial: São encontrados como dissolventes para ceras, colas, graxas, tintas, óleos, em perfumes, corantes, resinas e como combustíveis.
Como utilização médica:
O éter e o clorofórmio foram muito utilizados como anestésicos, sendo abandonados pelo risco em sua capacidade de inflamar e causar alterações cardiovasculares.
Como extratores de outras substâncias:
O éter, acetona e demais representantes, podem ser usados para extração de outras drogas psicotrópicas como a cocaína e o “crack”.

EFEITOS TERATOGÊNICOS

São efeitos adversos sobre o feto em desenvolvimento, como mal formações físicas ou deficiências funcionais.

A exposição a alguns inalantes pode de fato, reduzir o peso do corpo, a altura e mesmo o QI da criança ao nascer.

Alguns solventes podem ser embriotóxicos, ou capazes de interromper uma gravidez.

EFEITOS CARCINOGÊNICOS

Há suspeitas de que vários deles sejam carcinogênicos, isto é, produzem ou propiciam o desenvolvimento de câncer. Até agora, o benzeno é o único solvente sobre o qual esses efeitos tem sido extensivamente estudados. O clorofórmio e o formaldeido, podem ser carcinogênicos, com isso intensificam-se os esforços para avaliar todos os solventes.

EFEITOS CARDIOVASCULARES

Após a inalação de alguns solventes, foi observado em alguns hospitais, um fenômeno de morte súbita, com isso os pesquisadores descobriram que os inalantes podem ter efeitos danosos sobre o funcionamento normal do coração.

Podem produzir fibrilação ventricular e arritmias

O éter causa taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) e aumento da pressão arterial

Deprimem a capacidade de contração do músculo cardíaco.

OUTROS EFEITOS

Respiração difícil
Aumento do volume do fígado
Rompimento de vasos sangüíneos nos rins
Inflamações e deformidades vasculares
Lesão de medula óssea, resultando diminuição da produção de glóbulos brancos, vermelhos e anticorpos
Alterações nos órgãos de reprodução
Hemorragias cerebrais
Insônia e depressão
Redução do campo visual
Alterações dos sistemas auditivo, olfativo, cutâneo e gustativo
Perda da sensibilidade nas mãos e nos pés
Demência senil

Fonte: www.cenpre.furg.br

Solventes ou Inalantes

Introdução

Solvente (que dissolve coisas) e inalante (toda substância que pode ser inspirada). Normalmente todo solvente é uma substância altamente volátil, isto é, se evapora muito facilmente, daí que podem ser facilmente inalados.

Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, colas, tintas, thinners, propelentes, gasolina, removedores, vernizes etc. contém esses solventes.

Todos esses solventes ou inalantes são substâncias pertencentes a um grupo químico chamado de hidrocarbonatos, tais como o tolueno, o xilol, o n-hexano, o acetato de etila, o tricloroetileno etc.

Para exemplificar, eis a composição de algumas colas de sapateiro vendidas no Brasil:

CASCOLA - Tolueno + n-hexano
PATEX EXTRA -
Tolueno + acetato de etila + aguarrás

Um produto muito conhecido no Brasil é o "loló" ou "cheirinho" fabricado clandestinamente à base de clorofórmio e éter; é utilizado por jovens nas festas e carnavais, para fins de abuso.

Mas já se sabe que quando estes "fabricantes" não encontram uma da­quelas duas substâncias eles misturam qualquer outra coisa em substituição.

Encontramos ainda o lança-perfume. Aquele líquido que vem em tu­bos e é encontrado principalmente no carnaval. É contrabandeado de ou­tros países sul-americanos, já que sua produção no Brasil é proibida. Esse líquido é composto de cloreto de etila de clorotila, mas cada vez mais o nome lança-perfume está sendo utilizado para designar o "cheirinho" ou "loló".

O fenômeno de inalação voluntária de produtos químicos contendo substâncias voláteis se desenvolveu nos países industrializados em seguida à sua fabricação em massa, seja sob a forma de colas, de material de limpe­za, de esmaltes, de produtos de higiene, de aerossóis ou de produtos bási­cos como éter, acetona ou mesmo gasolina.

Há grande divergência a respeito da questão da periculosidade real dos solventes. Se a ocorrência de acidentes graves devidos à inalação vo­luntária de produtos é incontestável, não há estimativas quanto à sua inci­dência entre os usuários, podendo existir elevada disparidade quanto à co­leta de dados, qualquer que seja o país.

Epidemiologia

As substâncias inalantes estão disponíveis legalmente, são baratas e fáceis de se obter. Esses três fatores contribuem para o alto uso de inalantes entre os jovens pobres. O uso maciço dos solventes começou no início da déca­da de 60, nos USA. Em 1991, cerca de 5% da população norte-americana havia usado inalantes pelo menos uma vez e cerca de 1% era usuária atual.

­Segundo esses levantamentos, os usuários da raça branca são mais comuns do que os da raça negra ou os hispânicos.

As primeiras referências sobre o seu uso como droga de abuso no Brasil datam do período entre 1965 e 1970.

O uso de inalantes responde por 1% de todas as mortes relacionadas a substâncias. O que pode ser pautado como certo é que o risco somático varia conforme o produto usado. Mas, qualquer dessas substânci­as pode induzir perturbações dos ritmos cardíaco e respiratório, provo­cando, em condições extremas, a "Síndrome de Morte Súbita pelo Cheirar".

Para certos produtos, sabe-se que a toxicidade é mais elevada, inde­pendente do modo ou da freqüência de usar. Assim, a benzina causa rapi­damente hemopatias (doenças sanguíneas), os tetraclorados de carbono provocam nefropatias (doenças renais) graves e os diversos metilos, polineuropatias severas.

No Brasil, no entanto, tais compostos são pouco usados; o tolueno, substância ativa da cola, o produto mais consumido, felizmente não de­monstra uma toxicidade elevada, em oposição ao segundo produto o mais comum, o loló, ou lança-perfume, cujos componentes éter e clorofórmio provocam facilmente reações adversas, sozinhas ou em combinação, de modo que acidentes fatais por "inocentes cheiradores de loló" não são incomuns.

No conjunto, o risco de morte, se bem que limitado, não pode ser negligenciado. A maioria dos agravos somáticos, no entanto, é reversível a curto prazo, ao contrário das reações psicopatológicas, com freqüência prolongadas e graves.

Na América Latina não são as minorias sociais que representam o maior grupo de risco, como na Europa e nos USA; este é recrutado entre a "maioria social", a grande massa da população pauperizada, cuja juventu­de encontra no uso de solventes um meio barato de evasão mediante expe­riências prazerosas curtas, mas intensas, propiciando sonhos e esqueci­mentos. O uso de inalantes é evidenciado, sobretudo em meninos de rua.

Se a inalação voluntária de solventes por jovens do Brasil corresponde a um fenômeno social, vinculado, nas suas manifestações em classes desfavorecidas, a fatores como a fome, a miséria e o abandono, ela não se deixa reduzir a uma conseqüência desses fatores. Além dos fatores sociais e aqueles inerentes ao produto tóxico, cabe levar em conta a personalidade do usuário, suas vivências, conflitos e carências.

O consumo de inalantes faz parte da subcultura de tal grupo, excluído da sociedade estruturada em conseqüência da sua marginalização. Esta merece o rótulo de "passiva", resultante das condições socioeconômicas que marcaram a origem desses jovens, com a falta de oportunidades míni­mas para educação e saúde, para habitação condigna e alimentação ade­quada.

Tudo indica, portanto, que eles não cheguem a cheirar inalantes sim­plesmente por "vício", por serem "marginais", mas por uma questão que toca a sua sobrevivência enquanto seres humanos. Sem querer minimizar o problema ou enfeitá-Ia, temos de admitir que a droga propicia momentos de entorpecimento que libera emoções, de relaxamento e até de alegria, advindo com idéias persecutórias à qual estão expostos.

Aspectos Clínicos

Efeitos no Cérebro e no Corpo

O início dos efeitos após a aspiração é bastante rápido - em 15-40 minutos já desapareceram; assim, o usuário repete as aspirações várias ve­zes para que as sensações durem mais tempo.

A ação geral dos inalantes se dá como depressores do Sistema Nervo­so Central (SNC). As concentrações sangüíneas são aumentadas quando associadas ao álcool, por competirem com os mesmos enzimas que metabolizam o álcool.

Os inalantes são detectados no sangue por quatro a dez horas após o uso.

De forma bastante similar ao álcool, os inalantes têm efeitos farmacodinâmicos específicos que não são bem compreendidos.

Alguns investigadores sugeriram que os inalantes operam através de uma amplia­ção do sistema do ácido gama-aminobutírico (GABA). Outras hipóteses já foram formuladas (fluidização da membrana).

O aparecimento dos efeitos após a inalação dos solventes foram divi­didos em quatro fases:

I - FASE DE EXCITAÇÃO: (desejada) a pessoa fica eufórica, apa­rentemente excitada, pois ocorrem tonturas e perturbações auditivas e vi­suais, mas podem aparecer também náuseas, espirros, tosse, muita salivação e as faces podem ficar avermelhadas.
II - FASE DE INIBIÇÃO:
a inibição neuronal do cérebro começa a predominar, ficando a pessoa, confusa, desorientada, voz meio embargada, visão embaçada, perda do auto-controIe, dor de cabeça, pali­dez, vendo e ouvindo estímulos inaparentes.
III - DEPRESSÃO PROFUNDA
: redução acentuada do alerta, incoordenação ocular e motora com marcha vacilante, fala enrolada, refle­xos diminuídos; podem ocorrer evidentes sintomas alucinatórios.
IV - DEPRESSÃO TARDIA:
inconsciência, queda de pressão, so­nhos estranhos, convulsões. Esta fase ocorre com freqüência entre aqueles cheiradores que usam saco plástico e após certo tempo já não conseguem afastá-Io do nariz e, assim, a intoxicação torna-se muito perigosa, levando ao coma e morte.

Finalmente, sabe-se que a aspiração repetida, crônica, dos solventes pode levar à destruição (necrose) de neurônios.

Além disso, pessoas que usam solventes apresentam-se apáticas, têm dificuldade de concentração, déficit de memória e são extremamente pessi­mistas. Os solventes praticamente não atuam em outros órgãos, a não ser no cérebro.

Entretanto, existe um fenômeno produzido pelos solventes que pode ser muito perigoso. Eles tornam o coração humano mais sensível à adrenalina, o que faz o número de batimentos cardíacos aumentar (taquicardia). Essa adrenalina é liberada toda vez que o corpo humano tem de exercer um esforço extra do padrão ataque/defesa. Assim, se uma pessoa inala um solvente e logo depois faz um esforço físico seu coração pode sofrer. A literatura médica já registra muitos casos de morte por síncope cardíaca, principalmente de adolescen­tes.

Os solventes, quando inalados cronicamente, podem levar a lesões da medula óssea (tecido produtor de células sangüíneas), dos rins, do fígado e dos nervos periféricos que controlam os nossos músculos. O benzeno, mesmo em pequenas quantidades, provo­ca a diminuição da produção de glóbulos brancos e vermelhos pelo orga­nismo.

Um dos solventes bastante usado nas nossas colas é o n-hexano. Essa substância é muito tóxica para os nervos periféricos, produzindo degene­ração progressiva dos mesmos, a ponto de causar transtornos na marcha, podendo chegar à paralisia.

A prática da inalação de solventes, mesmo intensa e freqüente, não causa dependência, nem psíquica nem física, e não há, por isso, síndrome de abstinência.

A tolerância se instala no final de um a dois meses.

Adalberto Tripicchio

Referências Bibliográficas

Bucher R Drogas e drogadição no Brasil. Porto Alegre: Editora Artes Médicas, 1992.
Goodman G As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 9ª edição. Rio de Janeiro: The McGraw Hill, 1996.
Guyton AC Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1998.
Griffith E & Malcom L A Natureza da dependência de Drogas. Porto Alegre: Editora Artes Médi­cas, 1994.
Kaplan HI, Sadock JB & Greeb AJ Compêndio de Psiquiatria: Ciências do Comporta­mento e Psiquiatria Clínica. 7ª ed., Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

Fonte: www.redepsi.com.br

Solventes ou Inalantes

Cheirinho de loló, Benzina, Lança-perfume

Estas drogas fazem parte do grupo dos inalantes, assim chamados porque a absorção destas drogas se dá por via pulmonar (entram no organismo aspiradas pelo nariz ou pela boca) que inclui basicamente dois sub-grupos:

Os solventes orgânicos:

Clorofórmio
Éter.

Os primeiros, encontrados em grande quantidade nas atividades domésticas, industriais e comerciais, perfazem um número enorme de produtos, como colas, esmaltes, vernizes, aerossóis, tintas, removedores, propelentes, graxas, ceras, fluídos para isqueiros, azeites, resinas, corantes, soluções para lavagens à seco, perfumes, combustíveis, etc.; que possuem em sua fórmula substâncias químicas voláteis (solventes como o tolueno, xilol, acetona, acetato de etila, estireno, naftaleno, n-hexana, tricloroetileno, tetracloreto de carbono, tricloroetano, cloreto de metileno, entre outros) que, ao se evaporarem à temperatura ambiente, são inalados voluntária (quando meninos de rua cheiram cola, por exemplo) ou involuntariamente (um pintor que permaneça durante muito tempo em um ambiente fechado onde tintas estejam sendo usadas).

Além de serem facilmente encontradas, seu baixo custo permite a aquisição pelos principais usuários como drogas de abuso: os meninos de rua e uma considerável parcela dos estudantes de 1o e 2o graus.

O uso maciço dos solventes iniciou-se no início da década de 60 nos Estados Unidos, sendo que as primeiras referências sobre seu uso como drogas de abuso no Brasil datam do período de 1965/1970.

Inicialmente, os inalantes produzem sensações de torpor, leveza, excitação e euforia, acompanhados de impulsividade e agressividade. Doses maiores podem trazer desorientação do usuário, confusão, visão embaralhada, perda do auto-controle e da coordenação motora, tonturas, sonolência, fala arrastada e andar vacilante.

Estágios mais graves de intoxicação podem provocar perda de consciência, alucinações e convulsões. Seu uso crônico acarreta demência; lesões hepáticas, cardíacas, dos músculos e do sangue. Pode ocorrer morte súbita por sensibilidade do miocárdio.

Sobre o uso dos inalantes, vale destacar um pequeno trecho do livro Abuso de Álcool e Drogas - uma orientação clínica ao diagnóstico e tratamento, de Marc Schuckit:

“Os solventes são em geral usados de modo intermitente, freqüentemente como parte de uma ‘moda’ entre adolescentes ou grupos com acesso limitado às drogas. Os adolescentes tendem a abandonar o uso dos solventes após um ano ou dois, à medida que crescem e mudam para outras substâncias (...).”

Já o livreto Normas e Procedimentos na Abordagem do Abuso de Drogas, elaborado pela Secretaria Nacional de Assistência à Saúde (SNAS), diz o seguinte:

“(...) Dados levantados por diferentes autores em diferentes cidades e em duas pesquisas mais amplas abrangendo cerca de 47.000 estudantes de 17 cidades do Brasil, em escolas públicas e particulares, apontaram que as drogas mais utilizadas (exceto álcool e tabaco) são, pela ordem, os solventes ou inalantes (17% de nossos escolares já os experimentaram, de acordo com inquérito realizado em 1989), os ansiolíticos e benzodiazepínicos (7%), as anfetaminas e anorexígenos (4%), a maconha (3,5%), os barbitúricos (2%), os xaropes antitussígenos (1,5%), os anticolinérgicos (1%) e a cocaína (0,7%). Estes números referem-se ao ‘uso na vida’, ou seja, aqueles casos em que o estudante utilizou qualquer droga pelo menos uma vez na vida.”

Deduz-se então que os inalantes podem ser a porta de entrada para o consumo de outras drogas entre nossos jovens.

A cola de sapateiro é uma mistura de vários solventes orgânicos. É normalmente usada por meninos de rua ou jovens de família de baixa renda. Um dos sinais de uso que esta droga deixa, além do cheiro característico nas roupas ou na respiração do usuário (o que é comum a todos os inalantes), são os vestígios do produto na pele.

Causa irritação nos olhos, nariz, garganta e pele; vômitos, diarréia, fraqueza acentuada, distúrbios da visão, dor de cabeça, perda momentânea da memória e do auto-controle, tremores, ansiedade e irritabilidade. Seu uso contínuo pode produzir cólica intestinal, fraqueza muscular, falta de coordenação motora, problemas no fígado, confusão mental e sonolência.

A benzina é um composto derivado do petróleo, muito parecido com o querosone, utilizado na maioria das vezes como removedor de tintas. Sua utilização entre estudantes é comum pela facilidade de se adquirir a droga. Náuseas, vômitos, tonturas, dores de cabeça, irritação dos olhos, nariz e garganta são alguns dos efeitos que esta droga causa. Pode produzir ainda sonolência, confusão mental, convulsões e morte.

O clorofórmio é conhecido desde 1847. Sobre ele, assim referem-se os já citados autores de Conversando sobre drogas:

“O clorofórmio é um líquido claro, incolor, de odor característico, não inflamável. Também é chamado de triclorometano; é administrado através da inalação de seus vapores. Foi um dos primeiros anestésicos gerais usados, mas seu uso para este propósito foi abandonado devido aos seus efeitos tóxicos (morte por lesão do fígado ou parada cardíaca).

É utilizado sobretudo como dissolvente, na extração e purificação de medicamentos, nos agentes de limpeza e em outros produtos farmacêuticos. Sobre a pele e mucosas ele age como um irritante, deixando-as vermelhas, capaz de provocar queimaduras. Age como um depressor do sistema nervoso central, deprimindo o centro responsável pela respiração. Podemos dividir os efeitos do clorofórmio de acordo com o tipo de exposição:”

A) Agudos: analgesia, irritação da pele e mucosas, náuseas, problemas relacionados à circulação do sangue, depressão e coma (inconsciência).”

B) Crônicos: toxicidade do fígado e rins. Pode ocorrer depressão do centro da respiração e coração.”

Já o éter, também um líquido incolor e com odor muito desagradável, é ainda volátil e muito inflamável. Poderoso anestésico, causa irritação nos olhos, nariz e garganta, podendo causar escamação da pele.

O lança-perfume é uma combinação de éter, clorofórmio, cloreto de etila e uma essência perfumada. Embalado sob pressão dentro de um vasilhame adquire a forma líquida, evaporando-se rapidamente quando em contato com o ar.

Seu uso é sazonal; está associado ao período de carnaval: antigamente, fazia parte das brincadeiras esguichar o produto nos outros foliões, causando uma sensação gostosa por seu perfume e pelo “friozinho” que produzia.

Mas com o passar do tempo, este uso inocente do lança-perfume perdeu lugar para sua utilização como inalante: esguichado em lenços que as pessoas levavam ao nariz, produzia sensação de torpor e euforia. Depois de muitas mortes por parada cardíaca dos usuários desta droga, as autoridades brasileiras proibiram a fabricação e comercialização deste produto a partir de 1965. Hoje, entra no Brasil como contrabando da Argentina e do Paraguai.

O cheirinho da loló é um composto caseiro de éter, clorofórmio e perfumes ou essências caseiras. Estes dois primeiros componentes podem ser substituídos por qualquer outro tipo de solvente. Meninos de rua e estudantes são os maiores consumidores desta droga, muitas vezes consumida nos intervalos entre as aulas.

As drogas e a vida: uma abordagem biopsicossocial, livro organizado por Richard Bucher, traz ainda estas valiosas informações sobre os inalantes:

“... Os efeitos geralmente começam com o início da inalação e perduram por 15-45 minutos depois que a inalação cessa.”

“A inalação repetida dos solventes orgânicos pode levar a lesões irreversíveis do córtex cerebral, da medula óssea, dos brônquios e dos rins. A inalação da gasolina é mais perigosa porque contém chumbo (aditivo chumbo tetra-etila) que lesa gravemente o organismo. Se ingeridos, os solventes orgânicos podem ser fatais.”

“Até o momento não foi comprovado que essas drogas provoquem dependência física ou psíquica. A tolerância pode-se desenvolver, em caso de inalação regular, num espaço de 2 a 3 meses.”

A síndrome de abstinência provocada pelos inalantes entre seus usuários pode trazer hiperatividade, alucinações, delírios, ansiedade, calafrios e irritabilidade.

Fonte: www.crer-vip.org.br

Solventes ou Inalantes

Inalante designa toda a substância passível de ser inalada, isto é, introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou boca.

Os inalantes são geralmente solventes. Estes são substâncias que têm a capacidade de dissolver outro produto e costumam ser bastante voláteis (evaporam-se com facilidade, daí a facilidade da sua inalação) e inflamáveis. Existem diversas substâncias que podem ser inaladas. As mais usuais são produtos químicos de uso doméstico como aerossóis, gasolina, colas, esmaltes, tintas, vernizes, acetonas, éter ou ambientadores.

A forma mais comum de inalação consiste em colocar o produto num saco de plástico e ajustar a abertura do saco à volta da boca e do nariz para ser conseguida a aspiração dos vapores. É também possível embeber um pedaço de tecido com um produto, de forma a ser aspirado pelo nariz ou colocar a substância num recipiente metálico, sob o qual é aplicada uma fonte de calor para facilitar a libertação de vapores.

Estas substâncias são facilmente absorvidas pelo organismo e atuam a nível da estimulação dos receptores GABA ou fluidificação das membranas neuronais.

São consideradas drogas alucinogéneas e depressoras.

Origem

A inalação de substâncias é uma prática que vem da antiguidade e que era bastante comum em rituais sociais ou cerimónias religiosas. A cannabis, o ópio e o tabaco (em forma de "nicotina rústica") e alguns alucinogéneos foram as drogas mais consumidas por inalação. O óxido nitroso surge nos fins do século XIX e devido aos seus efeitos eufóricos, ganha popularidade como substância recreativa. De seguida surge o éter como tóxico, ao qual se segue a gasolina (as primeiras referências à sua inalação datam de 1934), o clorofórmio (1945) e colas (1957).

A inalação abusiva destas substâncias teve a sua origem nos Estados Unidos nos anos 50, alastrando-se depois ao resto do mundo. Regra geral, este abuso está associado a grupos sociais marginais, em especial em países com grupos sociais a viver em situações de precariedade, onde são característicos os "meninos de rua".

Efeitos

Os efeitos dos inalantes duram cerca de 30 minutos e podem provocar excitação, exaltação do humor, euforia, alegria, desorientação, alucinações ocasionais e transtornos do comportamento (agressividade, hiper-atividade motora). Estes efeitos podem ser acompanhados de náuseas, espirros, tosse, salivação abundante e rubor facial.

Numa fase seguinte, os efeitos tornam-se menos positivos. Começa a verificar-se uma depressão do sistema nervoso, podendo a pessoa experimentar sonolência, confusão, desorientação, perturbações da visão, diminuição do auto-controle, dor de cabeça e palidez. As alucinações visuais e auditivas poderão manter-se. À medida que a depressão se aprofunda, estes efeitos acentuam-se e poderá ainda ocorrer redução do controlo muscular, vómitos, perda da consciência, surtos de convulsões, depressão respiratória, arritmias cardíacas, asfixia, coma ou morte.

Os efeitos podem assemelhar-se aos da embriaguez etílica.

Riscos

A aspiração crónica de solventes pode provocar apatia, dificuldade de concentração, défice de memória, destruição de neurónios, causando lesões irreversíveis no cérebro, epilepsia do lóbulo temporal, diminuição do nível intelectual e alterações no EEG. Para além disso, podem ainda verificar-se alterações cardiovasculares e pulmonares, síncope cardíaca, sintomas gastrointestinais, lesões na medula óssea, nos rins, no fígado e nos nervos periféricos que controlam os nossos músculos, podendo chegar a lesões musculares permanentes e à paralisia.

A depressão respiratória, arritmias cardíacas, asfixia, aspiração do vómito ou acidente poderão provocar a morte.

Tolerância e Dependência

Existe tolerância (geralmente ao fim de um ou dois meses) e dependência psicológica. O consumo crónico pode também criar dependência física.

Síndrome de Abstinência

Tem pouca intensidade e pode traduzir-se por ansiedade, agitação, depressão, perda de apetite, irritação, agressividade, tonturas, tremores e náusea.

Fonte: www.psicologia.com.pt

Solventes ou Inalantes

Lança-Perfume

Antigamente o lança-perfume era a coqueluche dos salões - até mesmo as crianças ganhavam tubinhos para se divertirem nos bailes. Hoje em dia é considerado entorpecente pela vigilância sanitária, e seu uso é crime. Com fabricação proibida no Brasil, ele aparece por ocasião do carnaval, contrabandeado de outros países sul-americanos, como Argentina , Paraguai , Uruguai e etc, pois lá seu consumo não é considerado crime.

O lança-perfume é um solvente inalante. Solvente significa substância capaz de dissolver coisas e inalante é toda substância que pode ser inalada, isto é, introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou boca. Via de regra, todo o solvente é uma substância altamente volátil, isto é, se evapora muito facilmente sendo daí que pode ser inalada.

Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, acetona , colas, tintas, benzina, tiners, propelentes, gasolina, removedores, vernizes, etc., contém estes solventes. Todos estes solventes ou inalantes são substâncias pertencentes a um grupo químico chamado de hidrocarbonetos, tais como o tolueno, xilol, n-hexana, acetato de etila, tricloroetileno, etc.

No Brasil é a droga mais usada pelos adolescentes, depois do Álcool. A primeira experiência geralmente ocorre em casa , segundo a já citada pesquisa do Cebrid. Como o acesso é fácil, o adolescente começa inalando esmaltes, acetona, removedores e ate o corretivo "Carbex" (no colégio) .

A Trip

Uma cheirada profunda com a boca em um pedaço de tecido embebido pelo solvente, ou no próprio tubo. Imediatamente uma sensação de euforia e excitação, uma incontrolável dificuldade de se entender o que estão falando ao seu redor, seguido de um barulhinho constante, semelhante a um apito, ou assobio ("piiiiiiiiii").

O início do efeito, após a aspiração, é bastante rápido, normalmente de segundos a minutos (em, no máximo de 5 a20 minutos já desapareceu); assim o usuário repete as aspirações várias vezes para que as sensações durem mais tempo. Passado o efeito, vem uma ressaca, eventualmente semelhante a do álcool.

Efeitos

Os efeitos os solventes vão desde um estimulo inicial, com muita excitação e aceleração das batidas cardíacas, até uma depressão, podendo também surgir processos alucinatórios. Eles afetam a respiração, causando a sensação de estrangulamento e asfixia. Dor de cabeça também é um sintoma comum. Vários autores dizem que os efeitos dos solventes (qualquer que sejam) lembram aqueles do álcool sendo, entretanto, que este último não produz alucinações. Depois o sistema nervoso central pode sofrer uma sobrecarga que leva a pessoa a desmaiar ou ate entrando em coma, é o chamado "Teto".

Dentre esses efeitos dos solventes o mais predominante é a depressão do cérebro. Sabe-se que a aspiração repetida, dos solventes pode levar a destruição de neurônios (as células cerebrais) causando lesões irreversíveis do cérebro.

Além disso, pessoas que usam solventes cronicamente apresentam-se apáticas, têm dificuldade de concentração e déficit de memória, lesões da medula óssea, do fígado, dos rins e dos nervos periféricos que controlam os nossos músculos.

Os solventes tornam o coração humano mais sensível a uma substância que o nosso corpo fabrica, a adrenalina, que faz o número de batimentos cardíacos aumentar. Esta adrenalina é liberada toda vez que o corpo humano tem que exercer um esforço extra, por exemplo, correr, praticar certos esportes, pular de pára-quedas etc. 

Assim, se uma pessoa inala um solvente e logo depois faz esforço físico, o seu coração pode sofrer, pois ele está muito mais sensível à adrenalina liberada por causa do esforço, podendo levar a morte por síncope cardíaca.

Abstinência

Os inalantes ou delirantes não causam dependência física, mas, o mesmo não se pode afirmar da psicológica e da tolerância. Depois de absorvidos pela mucosa pulmonar, essas substâncias são levadas para o sistema nervoso central, fígado, rins, medula óssea e cérebro, causando neste último o bloqueio da transmissão nervosa. Para os indivíduos já viciados, a síndrome de abstinência, embora de pouca intensidade, está presente na interrupção abrupta do uso dessas drogas, aparecendo ansiedade, agitação, tremores, câimbras nas pernas, insônia e perda de outros interesses que não seja o de usar solvente. A tolerância pode ocorrer, embora não tão dramática quanto de outras drogas.

Saiba um pouco mais...

Uma versão tupiniquim do lança- perfume é um produto muito conhecido pelos adolescentes, é o "cheirinho" ou "loló" ou ainda " cheirinho da loló". Este é um preparado clandestino, à base de clorofôrmio mais éter.

Mas sabe-se que quando estes "fabricantes" não encontram uma daquelas duas substâncias misturam qualquer outra coisa em substituição, o que traz complicações quando se tem casos de intoxicação aguda por esta mistura.

Um outro inalante do gênero é poppers. Vendido em sex shops europeus, e com a propriedade de aguçar a excitação, é usado principalmente por gays que o aspiram no momento do orgasmo. É raro no Brasil.

São vários os tipos de inalantes, os mais simples e baratos são os mais utilizados, e podem ser:

Gasolina
Adesivos
Fluido para isqueiro
Acetona
Cola de sapateiro
Massa plástica clorofórmio
Lança perfume
Éter
Spray para cabelos
Desodorantes.

Fonte: www.antidrogas.com.br

Solventes ou Inalantes

Definição

A palavra solvente significa substância capaz de dissolver coisas e inalantes, é toda substância que pode ser inalada, isto é, introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou boca. Via de regra todo o solvente é uma substância altamente volátil, isto é, se evapora muito facilmente sendo daí que podem ser facilmente inaladas. Outra característica dos solventes ou inalantes é que muitos dele (mas não todos) são inflamáveis, isto é, pegam fogo facilmente.

Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, colas, tintas, thinners, propelentes, gasolina, removedores, vernizes, etc, contém estes solventes.

Eles podem ser aspirados tanto involuntariamente (por exemplo, trabalhadores de indústrias de sapatos ou de oficinas de pintura, o dia inteiro expostos ao ar contaminado por estas substâncias) ou voluntariamente (por exemplo, a criança de rua que cheira cola de sapateiro; o menino que cheira em casa acetona ou esmalte, ou o estudante que cheira o corretivo Carbex, etc).

Todos estes solventes ou inalantes são substâncias pertencentes a um grupo químico chamado de hidrocarbonetos, tais como o tolueno, xilol, n-hexana, acetato de etila, tricloroetileno, etc.

Para exemplificar, eis a composição de algumas colas de sapateiro vendidas no Brasil:

Cascola® – mistura de tolueno + n-hexano®
Patex Extra® –
mistura de tolueno com acetato de etila e aguarrás mineral
Brascoplast® –
tolueno com acetato de etila e solvente para borracha

No ano de 1991 uma fábrica de cola do interior do Estado de São Paulo fez ampla campanha publicitária afirmando que finalmente havia fabricado uma cola de sapateiro "sem ser tóxica e que não produzia vício", porque não continha Tolueno. Foi um comportamento muito errado desta indústria, desonesto mesmo, dado que a tal cola ainda continha o solvente n-hexan! o que é sabidamente bastante tóxico.

Um produto muito conhecido no Brasil é o "cheirinho" ou "loló" ou ainda o "cheirinho da loló". Este é um preparado clandestino (isto é, fabricado não por um estabelecimento legal, mas sim por pessoal do submundo), à base de clorofórmio mais éter e utilizado só para fins de abuso. Mas já se sabe que quando estes "fabricantes" não encontram uma daquelas duas substâncias eles misturam qualquer outra coisa em substituição. Assim, em relação ao cheirinho da loló não se sabe bem a sua composição, o que complica quando se tem casos de intoxicação aguda por esta mistura.

Ainda, é importante chamar a atenção para o lança-perfume. Este nome designa inicialmente aquele líquido que vem em tubos e que se usa em carnaval; é a base de cloreto de etila ou cloretila e sendo proibido a sua fabricação no Brasil ela só aparece nas ocasiões de carnaval, contrabandeada de outros países sul-americanos. Mas cada vez mais o nome lança perfume está também sendo utilizado para designar o "cheirinho da loló"; por exemplo, os meninos de rua de várias capitais brasileiras já usam estes dois nomes - cheirinho e lança - para designar a mistura de clorofórmio e éter.

Efeitos no cérebro

O início dos efeitos, após a aspiração, é bastante rápido - de segundos a minutos no máximo - e em 15-40 minutos já desaparecem; assim o usuário repete as aspirações várias vezes para que as sensações durem mais tempo.

Os efeitos dos solventes vão desde uma estimulação inicial seguindo-se uma depressão, podendo também aparecer processos alucinatórios. Vários autores dizem que os efeitos dos solventes (qualquer que seja ele) lembram aqueles do álcool sendo, entretanto, que este último não produz alucinações, fato bem descrito para os solventes. Dentre esses efeitos dos solventes o mais predominante é a depressão.

Entretanto os principais efeitos dos solventes são caracterizados por uma depressão do cérebro.

De acordo com o aparecimento dos efeitos após inalação de solventes, eles foram divididos em quatro fases:

Primeira fase:

É a chamada fase de excitação e é a desejada, pois a pessoa fica eufórica, aparentemente excitada, ocorrendo tonturas e perturbações auditivas e visuais. Mas pode também aparecer náuseas, espirros, tosse, muita salivação e as faces podem ficar avermelhadas.

Segunda fase:

A depressão do cérebro começa a predominar, com a pessoa ficando em confusão, desorientada, voz meio pastosa, visão embaçada, perda do autocontrole, dor de cabeça, palidez; a pessoa começa a ver ou ouvir coisas.

Terceira fase:

A depressão se aprofunda com redução acentuada do alerta, incoordenação ocular (a pessoa não consegue mais fixar os olhos nos objetos), incoordenação motora com marcha vacilante, a fala "engrolada", reflexos deprimidos; já pode ocorrer evidentes processos alucinatórios.

Quarta fase:

Depressão tardia, que pode chegar à inconsciência, queda da pressão, sonhos estranhos, podendo ainda a pessoa apresentar surtos de convulsões ("ataques"). Esta fase ocorre com freqüência entre aqueles cheiradores que usam saco plástico e após um certo tempo já não conseguem afastá-lo do nariz e assim a intoxicação torna-se muito perigosa, podendo mesmo levar ao coma e morte

Finalmente, sabe-se que a aspiração repetida, crônica, dos solventes pode levar a destruição de neurônios (as células cerebrais) causando lesões irreversíveis do cérebro. Além disso pessoas que usam solventes cronicamente apresentam-se apáticas, tem dificuldade de concentração e déficit de memória

Efeitos no resto do corpo

Os solventes praticamente não atuam em outros órgãos, a não ser o cérebro.

Entretanto, existe um fenômeno produzido pelos solventes que pode ser muito perigoso. Eles tornam o coração humano mais sensível a uma substância que o nosso corpo fabrica, a adrenalina, e que faz o número de batimentos cardíacos aumentar. Esta adrenalina é liberada toda vez que o corpo humano tem que exercer um esforço extra, por exemplo, correr, praticar certos esportes, etc. Assim, se uma pessoa inala um solvente e logo depois faz esforço físico, o seu coração pode sofrer, pois ele está muito sensível à adrenalina liberada por causa do esforço. A literatura médica já conhece vários casos de morte, por síncope cardíaca, principalmente de adolescentes, devido a! estes fatos.

Efeitos tóxicos

Os solventes quando inalados cronicamente podem levar a lesões da medula óssea, dos rins, do fígado e dos nervos periféricos que controlam os nossos músculos. Por exemplo, verificou-se em outros países que em fábricas de sapatos ou oficinas de pintura os operários, com o tempo, acabavam por apresentar doenças renais e hepáticas. Tanto que naqueles países há uma rigorosa legislação sobre as condições de ventilação dessas fábricas; o Brasil também tem leis a respeito. Em alguns casos, principalmente quando existe no solvente uma impureza, o benzeno, mesmo em pequenas quantidades, pode haver diminuição de produção de glóbulos brancos e vermelhos pelo organismo.

Um dos solventes bastante usado nas nossas colas é a n-hexana. Esta substância é muito tóxica para os nervos periféricos, produzindo degeneração progressiva dos mesmos, a ponto de causar transtornos no marchar (as pessoas acabam andando com dificuldade, o chamado "andar de pato"), podendo até chegar a paralisia. Há mesmo caso de usadores crônicos que após alguns anos só podiam se locomover em cadeira de roda.

Aspectos Gerais

A dependência naqueles que abusam cronicamente de solventes é comum, sendo os componentes psíquicos da dependência os mais evidentes, tais como: desejo de usar, perda de outros interesses que não seja o de usar solvente.

A síndrome de abstinência, embora de pouca intensidade, está presente na interrupção abrupta do uso dessas drogas, aparecendo ansiedade, agitação, tremores, câimbras nas pernas e insônia.

Em relação à tolerância mostra que ela pode ocorrer, embora não tão dramática quanto outras drogas (como as anfetaminas, por exemplo, os dependentes passam a tomar doses de 50-70 vezes maiores que as iniciais). Dependendo da pessoa e do solvente, a tolerância se instala ao fim de 1 a 2 meses.

Os solventes são as drogas mais usadas entre os meninos(as) de rua e entre os estudantes da rede pública de ensino, quando se exclui da análise o álcool e o tabaco.

Inalantes

1. Histórico dos inalantes

Um número grande de produtos comerciais têm em sua formação várias substâncias voláteis (evaporam-se facilmente), os chamados solventes. Como essas substâncias têm a capacidade de evaporar facilmente, a sua inalação pode ocorrer voluntária, principalmente entre adolescentes e crianças, ou involuntariamente, como nos casos de trabalhadores da indústria de sapato.

2. Como os inalantes agem no organismo?

Os solventes podem ter efeitos estimulatórios, ou de depressão e até causar alucinações. Devido à essa complexidade de efeitos, considera-se que essas substâncias tenham efeitos em vários processos fisiológicos cerebrais simultaneamente. Até o momento, não se conhece a interação dos solvente com nenhum neurotransmissor conhecido.

A intoxicação aguda pode ser descrita em quatro fases:

Primeira fase: excitação, euforia, exaltação, tonturas, perturbações visuais e auditivas. Além disso podem ocorrer: náuseas, espirros, tosse, salivação, fotofobia e rubor na face.
Segunda fase:
confusão, desorientação, obnubilação, perda do autocontrole, visão embaçada, diplopia, cólicas abdominais, dor de cabeça e palidez.
Terceira fase:
redução acentuada do alerta, incoordenação motora, ataxia, fala pastosa, reflexos deprimidos e nistagmo.
Quarta fase:
depressão acentuada do alerta, chegando até a inconsciência, sonhos bizarros e convulsões epileptiformes. A exposição crônica aos solventes pode causar: prejuízo de memória, diminuição da destreza manual, alteração no tempo de reação aos estímulos, cansaço, dor de cabeça, confusão mental, incoordenação motora e fraqueza muscular. Essa fraqueza pode ser causada por lesão em nervos motores, em casos graves, pode resultar em paralisia.

3. Metabolismo e Eliminação dos inalantes

A eliminação ocorre em parte através da respiração, mas a maior parte é metabolizada rapidamente pelo fígado. Os seus metabólitos, como a hexanodiona (substância tóxica para os nervos periféricos), são eliminados na urina.

O que são solventes?

Solventes são substâncias capazes de dissolver coisas. Via de regra todo solvente é uma substância altamente volátil, isto é, que se evapora facilmente, daí é que pode ser inalada (introduzida no organismo através da aspiração, pelo nariz ou boca). Outra característica da maioria dos solventes é a de serem inflamáveis, isto é, pegam fogo facilmente.

Solventes e inalantes são a mesma coisa?

Normalmente as pessoas falam de solventes e inalantes como sendo sinônimos, porém nem todo solvente pode ser inalado. Por exemplo, a água é um solvente, entretanto não pode ser inalada, pois é pouco volátil (não se evapora facilmente) portanto não é um inalante.

O que é um inalante?

Inalante é um solvente com características de ser uma substância facilmente volátil e que pode ser inalada, isto é, pode ser introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou boca.

Por que as pessoas usam os solvente?

Não existe uma resposta única para esta pergunta, como aliás acontece para o uso de todas as drogas. Ao que parece os meninos de rua usam solventes para abrandar a difícil realidade que enfrentam. Outros afirmam que usam solventes para sentirem novas sensações psíquicas (ter um "barato").

Quem são as pessoas que mais usam os solventes?

Os adolescentes são as pessoas que mais usam este tipo de drogas. Os solventes são as drogas mais consumidas entre os meninos de rua e estudantes da rede pública de ensino. Ao contrário do que se imaginava os uso de solventes não é característica exclusiva das camadas sociais mais pobres.

É fácil conseguir solventes?

Existe um número enorme de produtos comerciais fabricados à base de solventes. Entre eles estão os esmaltes, tintas, thinners, propelentes, gasolina, querosene, removedores, vernizes, cola de sapateiro, corretor de escrita ("branquinho"), éter, acetona, benzina, lança - perfume, cheirinho da loló, etc.

O que é o lança-perfume?

É um solvente à base de cloreto de etila, que vem em tubos metálicos ou de vidro e é usado em carnavais. No Brasil o lança - perfume é proibido e só entra através do tráfico de drogas. Muitas vezes o lança - perfume é confundido com o cheirinho da loló.

O que é o cheirinho da loló?

O cheirinho da loló é também conhecido como loló ou apenas cheirinho.

É um preparado clandestino (fabricado ilegalmente), à base de éter mais clorofórmio e usado apenas para fins de abuso. Sabe-se que esses "fabricantes" quando não encontram uma daquelas substâncias eles a substituem por qualquer outro solvente; portanto há muita confusão quanto a composição do cheirinho da loló o que complica quando se tem um caso de intoxicação aguda por esta mistura.

Quais são os efeitos de solventes na mente (efeitos psíquicos agudos)?

Após a inalação de um solvente a pessoa sente inicialmente uma estimulação que é seguida por uma depressão, sendo este efeito o mais importante. Mas pode também ter sensações estranhas, chegando até a alucinações.

É verdade que quem usa solventes tem alucinações?

Pode ocorrer alucinações entre aqueles que estão sob efeito do solvente. As alucinações podem ser tanto auditivas (ouvir sons que na realidade não estão presentes) e visuais (ver coisas inexistentes, por exemplo fantasmas, bichos, estrelinhas, etc).

Como é a excitação causada pelos solventes?

A pessoa fica eufórica, agitada, com tonturas e perturbações auditivas e visuais. Pode aparecer também náuseas, espirros, tosse, salivação intensa e o rosto fica vermelho.

Como é a depressão que os solventes provocam?

Após a excitação inicial que o solvente provoca sobrevêm a depressão do cérebro e a pessoa vai ficando confusa, desorientada, voz meio pastosa, visão embaçada, dor de cabeça e palidez. Essa depressão tende a piorar se a pessoa continuar inalando o solvente, sobrevindo sonolência intensa, incoordenação motora podendo aparecer convulsões ("ataques") e em algumas intoxicações muito severas o solvente leva ao coma e a morte.

A inalação crônica de solventes traz problemas de saúde?

A inalação crônica de solventes, seja proposital como aquela involuntária, traz problemas sérios à saúde. Por exemplo trabalhadores de indústrias de sapatos ou de oficinas de pintura se não usarem equipamentos de proteção estarão fazendo uso crônico involuntariamente de solventes.

A inalação crônica pode levar a morte de neurônios (células do cérebro), causando lesões irreversíveis do cérebro. Além disso a pessoa que usa cronicamente solventes fica apática, com dificuldades de concentração e déficit de memória.

O uso de solventes prejudica apenas o cérebro?

Não. Sabe-se que o uso crônico de alguns solventes causam lesões no fígado, rins e degenerações progressivas de nervos periféricos como os da perna, levando a transtornos no andar, podendo chegar à paralisia. Além disso o solvente torna o músculo cardíaco (o coração) muito sensível a uma substância que aparece normalmente no sangue, quando a pessoa exerce um esforço extra como por exemplo correr ou quando toma um susto. Essa substância é a adrenalina. Assim, se uma pessoa inala um solvente e logo depois faz esforço físico, o seu coração pode sofrer danos, pois ele estará muito sensível à adrenalina liberada por causa do esforço. A literatura médica já descreveu vários casos de morte, por síncope cardíaca, principalmente ! de adolescentes.

É verdade que os solventes tiram a fome?

Na realidade os solventes por serem potentes depressores do Sistema Nervoso Central, mascaram a vontade de comer, assim com as demais funções fisiológicas, mas não se pode dizer que seja uma droga anorexígena (que reduz o apetite).

O uso de solventes provoca dependência?

Sim. A dependência naqueles que abusam cronicamente de solventes é comum. A síndrome de abstinência (reações do organismo quando a pessoa deixa de usar o solvente), está presente na interrupção abrupta do uso dessas drogas, aparecendo ansiedade agitação, tremores, câimbras nas pernas e insônia.

Os solventes provocam tolerância?

A tolerância (a droga perde o efeito e é preciso aumentar a quantidade do solvente para voltar sentir os mesmos efeitos) ocorre ao fim de 1 a 2 meses de uso dependendo da pessoa e do tipo de solvente usado.

O que acontece se alguém for surpreendido cheirando ou sob o efeito de solventes?

Mesmo sendo uma droga considerada legal, você será classificado um usuário e será levado a tratamento compulsório (independentemente da sua vontade em querer ou não se tratar). É uma droga legal, porém o uso com fins de abuso é ilegal (proibido).

E se alguém for apanhado vendendo solvente na rua?

Será considerado um traficante.

E se alguém estiver apenas levando o solvente para usar junto com os amigos?

Será considerado traficante, do mesmo jeito como se estivesse vendendo.

Uma pessoa pode ser presa se for considerada traficante?

Sim, tiver mais que 18 anos de idade. Caso contrário será encaminhada à Fundação do Bem Estar do Menor (FEBEM).

Fonte: www.unifesp.br

Solventes ou Inalantes

Inalante

Toda a substância que pode ser inalada, isto é, introduzida no organismo através da aspiração pela boca ou nariz.

Solvente

Substância capaz de dissolver coisas. Via de regra, todo o solvente é uma substância altamente volátil, isto é, evapora-se muito facilmente podendo, por isso, ser inalado. Devido a essa característica, são, portanto, chamados de inalantes.

Muitos dos solventes ou inalantes são inflamáveis, isto é, pegam fogo facilmente.

Aspectos históricos e culturais

Os solventes começam a ser utilizados como droga de abuso por volta de 1960 nos EUA.

No Brasil, o uso de solventes aparece no período de 1965-1970.

Hoje, o consumo de solventes se dá muito em países do chamado Terceiro Mundo, enquanto que em países desenvolvidos a freqüência de uso é muito baixa.

Os solventes são drogas muito utilizadas por meninos em situação de rua como forma de, por exemplo, sanar a fome; e por estudantes de 1º e 2º graus dado seu fácil acesso e baixo custo.

Eles podem ser aspirados voluntariamente (caso dos meninos de rua que cheiram cola de sapateiro) ou involuntariamente (trabalhadores de indústrias de sapatos ou de oficinas de trabalho, expostos ao ar contaminado por essas substâncias).

O clorofórmio e o éter chegaram a servir como drogas de abuso em outros tempos e depois seu uso foi praticamente abandonado. No Brasil, a moda voltou com os lança-perfumes trazidos da Argentina. O clorofórmio é conhecido desde 1847 como anestésico, mas foi abandonado porque surgiram anestésicos mais eficientes e seguros. Assim também ocorreu com o éter. Há referências ao abuso do éter como substituto do álcool durante a Lei Seca nos Estados Unidos e durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha.

Por volta de 1960, os lança-perfumes, que eram feitos de Cloreto de Etila, começaram a ser aspirados para dar sensação de torpor, tontura e euforia.

O Quelene, anestésico local, formava par com o lança-perfume e era empregado fora das épocas de Carnaval, quando a disponibilidade do lança-perfumes era menor. Muitas pessoas morreram de parada cardíaca provocada por essa droga e, por volta de 1965, o governo brasileiro proibiu a fabricação dos lança-perfumes e do Quelene. Contudo, começaram a surgir referências ao retorno do uso de lança-perfumes, só que como um produto à base de clorofórmio e éter.

Efeitos físicos e psíquicos

Após a aspiração, o início dos efeitos é bastante rápido. Entre 15-40 minutos já desapareceram.

O efeito dos solventes vai desde uma pequena estimulação, seguida de uma depressão, até o surgimento de processos alucinatórios. Os principais efeitos são caracterizados por uma depressão da atividade do cérebro.

O aparecimento dos efeitos após a inalação foi dividido em 4 fases:

1a. fase:

Fase da excitação. A pessoa fica eufórica, aparentemente excitada, ocorrendo tonturas e perturbações auditivas e visuais. Podem aparecer náuseas, espirro, tosse, muita salivação e as faces podem ficar avermelhadas.

2a. fase:

A depressão começa a predominar. A pessoa entra em confusão, desorientação, fica com a voz pastosa, começa a ter a visão embaçada, perda do autocontrole, dor de cabeça, palidez e começa a ver e a ouvir coisas.

3a. fase:

A depressão se aprofunda com redução acentuada do estado de alerta, incoordenação ocular, incoordenação motora, fala "enrolada", reflexos deprimidos, já podendo ocorrer processos alucinatórios.

4a. fase:

Aparece a depressão tardia, podendo chegar a inconsciência. Há queda de pressão, sonhos estranhos, podendo ocorrer surtos de convulsão. Há possibilidade de se chegar ao coma e à morte.

A aspiração repetida, crônica, pode levar à destruição dos neurônios, causando lesões irreversíveis. Os usuários podem apresentar-se apáticos, com dificuldade de concentração e com déficit de memória.

Os solventes têm a propriedade de deixar o coração muito sensível à adrenalina (uma substância produzida pelo corpo), o que faz com que os batimentos cardíacos aumentem. Os solventes, inalados cronicamente, podem levar a lesões da medula óssea, dos rins, do fígado e dos nervos periféricos que controlam os nossos músculos.

Não há, na literatura médica, afirmativas claras de que os solventes possam levar à dependência. Também não se figura síndrome de abstinência. A tolerância pode ocorrer, instalando-se em um ou dois meses.

Nomes comerciais

Os solventes estão presentes em muitos produtos comerciais. Existem dois grupos principais:

Substâncias voláteis:

Éter
Clorofórmio
Gasolina
Benzina
Fluído de isqueiro
Carbex.

Substâncias usadas na indústria como solvente diluente e adesivas:

Cola de sapateiro
Tintas
Vernizes
Removedores
Limpa-manchas
Esmaltes.

Estes produtos pertencem a um grupo químico chamado Hidrocarbonetos Aromáticos ou Afiláticos cujas substâncias ativas são:

Tolueno
N-hexano, Benzeno
Xilol
Acetato de Etila
Cloretila ou Cloreto de Etila

Nomes populares:

Cheirinho da loló ou loló
Lança-perfumes ou lança
Cola.

Fonte: www.imesc.sp.gov.br

Solventes ou Inalantes

Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, colas, tintas, tíner, propelentes, gasolina, removedores e vernizes são solventes.

Eles podem ser aspirados tanto involuntariamente (trabalhadores de indústrias de sapatos ou de oficinas de pintura, o dia inteiro expostos ao ar contaminado por essas substâncias) quanto voluntariamente.

Um inalante muito conhecido é o lança-perfume. É um líquido que vem em tubos e é usado no Carnaval. Composto à base de cloreto de etila ou cloretila, é um produto com fabricação proibida no Brasil, que chega até o País contrabandeado de outros países sul-americanos.

Os efeitos têm início bastante rápido após a inalação, sendo também de curta duração, o que faz o usuário aspirar o produto repetidas vezes.

Inicialmente, provoca uma pequena estimulação, seguida de uma depressão, até o surgimento de processos alucinatórios.

Os efeitos mais comuns são euforia, sonolência, diminuição da fome, alucinações, tosse, coriza, náuseas e vômitos, dores musculares, diplopia (visão dupla), fala enrolada, movimentos desordenados e confusão mental.

Quando usado cronicamente, pode levar à destruição de neurônios, lesão no fígado e rins.

Fonte: obid.senad.gov.br

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