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Dunas

 

Dunas são pequenas elevações de areia formadas pelos ventos que vêm do mar. Os ventos carregam a areia fina até que as dunas venham a ser estabilizadas por vegetação pioneira.

As dunas costeiras formaram-se durante os últimos 5.000 anos pela interação entre o mar, o vento, a areia e a vegetação. As correntes marítimas litorâneas transportam grandes quantidades de areia. Parte destes grãos são depositados nas praias pelas marés altas. A areia acumulada é transportada pelos ventos dominantes para áreas mais elevadas da praia.

Esse complexo ecossistema estende-se por 600 km no litoral gaúcho, desde o Arroio Chuí, ao sul, até o Rio Mampituba, ao norte, formando o maior sistema de praias arenosas do mundo. As dunas servem de barreira natural à invasão da água do mar e da areia em áreas interiores e balneários. Também protegem o lençol de água doce, evitando a entrada de água do mar.

Fauna

A fauna é um pouco escassa neste ambiente, devido a altas taxas de salinidade, baixas taxas de umidade, instabilidade térmica; sendo assim, poucos animais são adaptados a este hábitat. Um exemplar típico é tuco-tuco, que é um pequeno roedor que habita galerias escavadas nas areias. Caules e raízes da vegetação nativa compõem sua alimentação.

Alguns animais vivem em tocas, como o Ocypode. Ainda podemos encontrar bactérias e larvas de insetos, como a libélula.

Flora

Nas dunas há uma vegetação nativa, composta principalmente por gramíneas e plantas rateiras que desempenham importante papel na formação e fixação das dunas.

São plantas adaptadas às condições ambientais, com extremas quantidades de salinidade, e ao atrito dos grãos e movimentos de areia.

A medida que a vegetação pioneira cresce, as dunas ganham volume e altura. Com o passar do tempo, outras plantas colonizam o local, mantendo o equilíbrio ecológico e a estabilidade do cordão de dunas litorâneas. Podemos encontrar uma grande quantidade de espécies pioneiras, como o cipó-de-flores, entre outras.

Fonte: www.ambientebrasil.com.br

Dunas

Como se Formam as Dunas ?

De onde vêm as areias da praia e das dunas? Certamente de rochas que se foram desintegrando e decompondo num processo a que se chama de meteorização. Por ação de agentes químicos ou físicos, as rochas são desagregadas em grãos, que são transportados e mais tarde depositados.

O vento é um exemplo de um agente físico, assim como a água e as raízes das plantas. São importantes agentes de erosão.

A água é também um exemplo de um agente químico, sobretudo quando ligeiramente ácida, pois dissolve o calcário das rochas sedimentares.

Pela ação do vento e do mar, estes grãos de areia que já foram rochas são depositados no litoral.

Dunas

Aí vão começar a crescer plantas e assim se formam as dunas.

Duna primária

É caracterizada por uma faixa de cristas dunares ou faixa de areias em estabilização, que resultam da acumulação sucessiva das areias transportadas pelo vento, que são fixadas por plantas pioneiras, com rizomas compridos e ramificados, capazes de suportar imersões temporárias de água salgada.

Zona interdunar

É uma zona deprimida e aplanada, abrigada da ação dos ventos e do mar, sendo a que apresenta uma maior diversidade de espécies vegetais. Aqui a areia já é fixada com a ajuda de pequenos subarbustos.

Duna secundária

Começam a fixar-se árvores e arbustos de maiores dimensões, como é o caso da camarinha e do pinheiro

Fonte: oficina.cienciaviva.pt

Dunas

Morfologia das Dunas

Dunas

As campos de dunas são parte importante da Planície Litorânea e fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas e da paisagem da Zona Costeira do Estado do Ceará. A faixa de praia representa um dos sistemas ambientais mais dinâmicos do planeta. A formação e migração das dunas é um dos problemas relacionados a alteração da dinâmica dos Ambientes Costeiros (fonte: A Zona Costeira do Ceará - Diagnóstico par Gestão Integrada). Os principais efeitos resultantes da migração das dunas são:

- Redução das áreas agricultáveis;
- Assoreamento de área de captação de água para abastecimento urbano;
- Assoreamento de reservatórios;
- Perdas de áreas de lazer;
- Barramento de cursos de água;
- Assoreamento de lagoas;
- Soterramento de espécies vegetais;
- Desertificação de áreas;
- Destruição de manguezais.

O processo de mobilização das dunas é intenso na costa cearense. As lagoas das Cobras (município de São Gonçalo do Amarante) e do Mato (Município de Itapipoca) são exemplos do processo migratório das dunas. O deslocamento das dunas foi calculado em cerca de 30m/ano no campo mais próximo ao mar e 10m/ano nas formações mais distantes da costa.

"Atividades não planejadas podem modificar a dinâmica de transporte e morfologia das dunas. A fixação artificial, exploração mineral, desvio dos corpos dunares e retirada das areias para amenizar os impactos de avanço sobre as vias de acesso, loteamentos e áreas agrícolas, poderão acelerar a movimentação, incrementar riscos de soterramento e acelerar a erosão costeira." (A Zona Costeira do Ceará - Diagnóstico para a Gestão Integrada, p.77)

Intervenções antrópicas vêm alterando a dinâmica das dunas e promovendo o aumento da erosão costeira, com avanço do mar em algumas regiões e aumento dos desequilíbrios ambientais. Ao longo dos 573km de litoral no Ceara, foram identificadas cerca de 53 áreas geradoras de sedimentos que participam ativamente da dinâmica costeira. Os campos de dunas são fundamentais para manter a dinâmica das praias e da a paisagem, evitar o soterramento de áreas, proteger contra o aumento das marés e ressacas, evitando a erosão das praias e diversos impactos que possam advir da quebra da dinâmica costeira.

Diversos cientistas vem preconizando o aumento do nível do mar nos próximos anos, resultado das mudanças climáticas e diversas alterações antrópicas que o planeta vem sofrendo, portanto a erosão da linha de costa é uma realidade que devemos enfrentar ao longo dos anos, e sendo a presença das dunas imprescindível para a proteção da linha de costa.

Além da importância como elemento estruturante da dinâmica costeira, as dunas são ainda:
- Fundamentais para a orientação dos pescadores no mar;
- Excelentes aqüíferos em um Estado que enfrenta sérios problemas por falta de água.
- Componente essencial para o turismo e a preservação da paisagem e beleza cênica do Estado.

Fonte: www.soszonacosteira.hpg.ig.com.br

Dunas

Dos vários tipos de ecossistemas costeiros, as dunas arenosas tem sofrido o maior grau de pressão humana. Muitos sistemas de dunas foram alterados irreversivelmente através de atividades humanas, tanto acidentalmente como por mal planejamento. Ainda assim, somente nos últimos 30 anos é que as dunas tem sido estudadas objetivamente e os resultados integrados em práticas de gerenciamento.

Dunas de areia são desenvolvidas onde a competência do vento é importante. Em dunas costeiras esta situação normalmente aparece com a interação da corrente de ar com a vegetação superficial.

As dunas costeiras diferem principalmente em morfologia das dunas do deserto, embora o processo básico de formação seja o mesmo, principalmente devido a interação do vento com a vegetação.

O desenvolvimento de dunas depende do tipo de sedimento, da natureza do fornecimento sedimentar, da presença de ventos acima da velocidade crítica de movimento da areia (preferencialmente com uma resultante em direção á praia) e vegetação capaz de inicial a estabilização.

Outros fatores locais incluem

Topografia, natureza do clima de ondas, amplitude da maré e, em escala de tempo maior, a tendência do nível do mar.

Dunas arenosas atuam como um tampão para ondas altas e ventos fortes e são responsáveis pela restituição de areia para a praia e zona nearshore durante e depois de tempestades. A constante troca assimétrica entre a praia e a duna é um importante processo natural para manter a estabilidade morfológica e a diversidade ecológica.

Adicionalmente a absorver o ataque das ondas, as dunas protegem comunidades( em direção a terra) e ajudam na retenção de água doce (lençol freático) contra intrusões de água salgada.

Cordões de dunas podem variar em tamanho de 1m. a 2m. a até 20 ou 30m. de altura. Eles geralmente possuem inclinações ecapturadas do lado do vento e inclinações leves do lado protegido, ao contrário das dunas do deserto.

OCORRÊNCIA E ORIGEM DAS DUNAS

Dunas costeiras tem uma ampla distribuição, mas são mais comuns em costas dissipativas com ventos fortes em direção à terra e uma fonte abundante de sedimentos de tamanho areia. Costas progradacionais (regressão deposicional) são ideais.

PROCESSO FÍSICOS DE FORMAÇÃO DE DUNAS

Dunas se formam de areia marinha liberada para a praia da área próxima à praia (nearshore) por ondas. Uma vez exposto ao ar o sedimento é seco e removido pelo vento. Este processo é extremamente variável. Não existe garantia de que o sedimento via passar diretamente do mar para as dunas. Entretanto um certo padrão pode ser observado.

O desenvolvimento de dunas frontais (foredunes) é mais intenso em estirâncios dissipativos onde o grande volume de areia é armazenado subaereamente em maré baixa. Praias refletivas são formadas por um material sedimentar mais grosseiro o qual não é facilmente transportado pelo vento. A amplitude da maré é especialmente importante. Uma grande amplitude expõe uma grande área intertidal que freqüentemente é seca entre as marés e constitui uma fonte de areia capturada pelo vento.

SUPRIMENTO SEDIMENTAR E "ENTRAINMENT" (INÍCIO DO MOVIMENTO)

O suprimento de areia é episódico. Praias largas ( perfil de verão) constituem fonte ideal para areia capturada pelo vento.

Uma vez expostos, sedimento de praia são vulneráveis a processos aerodinâmicos. Movimento inicial e transporte de areia é a processos no meio aquoso exceto que o fluído (ar) é muito menos denso. O efeito de retardo da superfície leva a turbulência na parte inferior da corrente de ar e formação de camadas limites. A média do perfil de velocidade em condições es estabilidade neutral (sem mistura térmica) é logarítmica com o ponto Zo variando em altura de acordo com as irregularidades superficiais.

Para uma praia lisa sem movimento de areia, Zo é cerca de 1/30 da média do diâmetro do grão superficial (0.03 mm para uma areia de 1 mm).

O MOVIMENTO DOS GRÃOS DE AREIA

O importante é a velocidade de cizalhamento u*. Grandes valores de u* implicam em grandes forças.

Quando a velocidade de cizalhamento aumenta até um valor crítico (u* crítico) os grãos superficiais começam a se mover. Quando uma dada velocidade de cizalhamento é aplicada a estes grãos, cujos diâmetros estão no limite ou abaixo do tamanho crítico, estes vão começar a se mover. A medida que eles se movem ou resbalam para frente eles encontram grãos grandes imóveis; o impacto causado por esta confrontação coloca os grãos menores no ar, usualmente verticalmente para cima. É isto que dispara o gatilho para o principal processo de dunas chamado de SALTAÇÃO.

Saltação

Neste ponto é interessante fazer uma distinção importante entre saltação no ar e na água.

Saltação também acontece nos leitos dos rios mas é um processo de pequena atividade (lento) comparado com a saltação no ar. A diferença é devido a densidade relativa da areia e dos dois fluídos; ar e água. na água um grão de quartzo é somente 1.6 vezes mais pesado que seu volume equivalente, o que faz com que ele se desloque vagarosamente. No ar, entretanto, um grão de areia é 2000 vezes mais pesado que um volume similar de ar. Assim o grão apresenta um comportamento extremamente elástico quando atinge uma superfície.

O movimento resultante de grãos no ar é como um grupo de bolas batendo e voltando de uma superfície dura. Devido a esta "elasticidade", o impacto entre os grãos em movimento e os estacionários na superfície da praia rapidamente põe os grãos em movimento mais alto no ar.

A medida que eles sobem eles passam dentro de velocidades de vento as quais aumentam, mostrado pela curvatura do perfil de vento. As maiores velocidades de vento poem o grão mais longe até que eles atinjam a mesma velocidade do vento aquela altura; ao mesmo tempo eles começam a cair e então descrevem uma trajetória característica com um movimento final plano colocando-os de volta na superfície da praia.

Este impacto explode um grupo de grãos da praia para o ar onde eles também são empurrados para a frente ocasionando um novo impacto o qual move mais grãos. Logo toda a superfície da praia (downwind) ( na direção do vento sopra leeward) do rolamento inicial está em movimento. Grãos podem subir até 1m. acima da superfície da praia e a praia parece ter uma linha não bem definida.

Arrasto Superfícial

Outro processo de movimento de areia é iniciado pela descida dos grãos do processo de saltação; o arrasto superficial. A medida que os grãos do processo de saltação mergulham na superfície da praia eles podNa tingir grãos maiores os quais são muito pesados para ser ejetados para cima na corrente de ar, mas os quais reagNa o impacto rolando para frente. Grãos até 6 vezes maiores que os grãos de saltação podem sofrer um empurrão para a frente neste processo. A quantidade total de areia movida por desta maneira é relativamente pequena, do total de areia em movimento ¼ se move desta maneira e ¾ por saltação. Mas é um movimento significante desde que resulta no selecionamento dos grãos de areia. Os grãos mais fino, saltantes, movem-se rapidamente e mais longe enquanto que os grãos maiores por arrasto se movem lentamente e a menores distâncias.

Suspensão

Grãos menores que 0.2 mm tem velocidade de queda as quais são freqüentemente excedidas pelas velocidades para cima dos redemoinhos turbulentos do fluxo de ar. Então estes grãos mais finos tendem subir e ficarem suspensos e eventualmente serem soprados para longe da praia e das dunas, embora algum silte e areias finas posam ser coletados no topo das dunas mais altas.

ONDULAÇÕES DE AREIA

A medida que saltação e arrasto superficial procedem na paria, a sua superfície original plana fica coberta de ondulações de areia. Estas por sua vez são pequenas marcas assimétricas usualmente com 1 a 2 cm de altura e com comprimento de onda de 2 a 12 cm. O comprimento de onda é relacionado com a velocidade do vento por meio do comprimento médio horizontal do caminho dos grãos de saltação. Os grãos saltantes tenderão a descer num agrupamento ao longo do comprimento médio do seu caminho e então ejetar mais grãos para cima desta região do que de qualquer outra. Ao mesmo tempo grãos maiores vão ser rolados para frente desta área de pouso e tenderão a se concentrar numa pilha pequena logo adiante. A pequena depressão na área de pouso e a elevação logo adiante vai ser repetida a intervalos regulares criando uma praia ondulada. O comprimento de onda da ondulação aumenta com a velocidade do vento mas tende a desaparecer a velocidades de vento altas.

MORFOLOGIA DE DUNAS

O primeiro cordão de dunas

As dunas completamente desenvolvidas que se desenvolvem mais internamente (landward) em relação as dunas frontais são algumas vezes conhecidas como primeiro cordão de dunas. Dunas mais velhas que se encontram mais interiorizadas são numeradas em seqüência.

Estes são estágios temporais no desenvolvimento de todo o sistemas de dunas. Estimativas do intervalo de tempo entre cada cordão varia de área para área mas pode ser entre 70 e 200 anos. A forma do primeiro cordão pode variar entre 10 e 30m. de altura e apresenta uma seção transversal com uma forma característica: uma barlavento íngreme (steep windward slope) e um sotavento mais suave ( much gentler lee slope). Esta morfologia é o resultado da relação enter a taxa de transporte de areia e o padrão de linhas de fluxo do vento a medida que este passa sobre a obstrução criada pelo cordão de dunas. As velocidades de vento são mais altas próximas a superfície da duna na face de barlavento e crista mas uma separação de fluxo ocorre a barlavento onde as linhas de fluxo com alta velocidades afastam da superfície deixando uma área de ar morto. Embora o vento não pode erodir grãos de areia diretamente de uma superfície com vegetação devido a camada de velocidade 0, um aumento em velocidade de vento leva a um aumento na taxa de transporte na crista, assim a saltação aumenta até que uma quantidade considerável de areia é erodida da crista. Este é o mecanismo que proporciona o máximo limite a altura da duna. em aparte protegida da duna a velocidade do vento cai repentinamente e a taxa de saltação cai com esta queda, assim uma rápida deposição ocorre. O efeito disto é causar uma inclinação maior a barlavento e uma menor no sotavento e um gradual rolamento de toda a duna a qual avança em direção a terra até 7 metros por ano.

Dunas falhadas

Os buracos ou vales entre as cordilheiras eram uma vez supostos ser o resultado de redemoinhos reversos formados no fluxo de ar do lado protegido da crista de dunas (sotavento). Entretanto pesquisas usando túneis de vento e visualização de fluxo de fumaça no campo mostrou que a medida que o vento passa sobre a parte protegida da duna, ele desenvolve um padrão ondulatório. A crista desta onda de vento fica aproximadamente a meio caminho do sotavento mas a cava fica sobre o buraco ou vale separando dois cordões sucessivos. A implicação é que a medida que as maiores velocidades de vento se aproximam do chão no vale, a taxa de transporte também varia mudando de condições deposicionais no lado protegido (sotavento) e erosão no fundo do vale.

Qualquer areia solta nestas falhas é capturada pelo aumento da taxa de saltação, em alguns casos erodindo o vale até o lençol freático.

Grandes sistemas de dunas possuem um lençol freático em forma de domo e um perfil através do sistema revela que cada falha segue o domo de perto. Desde que as condições nestes buracos são ecologicamente muito diferentes do cordão de dunas devido a presença de água próximo a superfície, eles possuem uma comunidade vegetal distinta. Estes buracos molhados são chamados "dune slacks".

Fonte: paginas.terra.com.br

Dunas

Os sistemas dunares ocupam cerca de 450 quilômetros da linha de costa portuguesa. Com especial importância, entre outras, refira-se a ria de Aveiro, o setor compreendido entre Tróia e Vila Nova de Milfontes, o sotavento algarvio e, em particular, a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica.

Dunas

As dunas são estruturas móveis resultantes da acumulação de areias transportadas pelo vento, nas quais as plantas têm um papel fundamental no seu processo de formação. Constituem ecossistemas costeiros que estabelecem a transição entre os sistemas marinho e terrestre e são uma barreira natural de proteção à paisagem humanizada adjacente. Deste modo, devem ser protegidas.

Dunas

Como se originam e evoluem as dunas

As correntes existentes ao longo da costa, a ação dos ventos e da ondulação marítima, originam fenómenos de erosão e movimentação de sedimentos muito complexos, dos quais poderão resultar o aparecimento de zonas de acumulação sedimentar submersos vulgarmente chamados de Bancos de Areia.

Estas zonas de acumulação sedimentar fornecem a areia que irá alimentar as praias e entrar no processo de formação das dunas. Assim, acima das cotas alcançadas pela água do mar (área de areia permanentemente seca) na sua dinâmica natural, a areia depois de seca ao sol é transportada para o interior pela ação do vento. Os grãos de areia rolam uns sobre os outros à superfície do solo, parando quando encontram vegetação ou outros obstáculos que possibilitem a sua acumulação formando uma pendente suave para o lado do oceano (barlavento) e um declive mais acentuado no lado oposto (sotavento). São estas pequenas acumulações que se denominam por Dunas de Obstáculo.

Dunas

Esta pequena duna de obstáculo que de princípio apresenta um pequeno declive, vai aumentando a sua inclinação devido à acumulação de areia, podendo atingir do lado de onde sopra o vento uma inclinação da ordem dos 5 a 12°. Do lado contrário ao sentido dos ventos dominantes a rampa é muito mais rápida podendo atingir os 34°. Quando este declive alcança um ângulo superior a 34°, a massa do talude desliza bruscamente e a duna avança alguns centímetros. A chamada Pré-Duna está formada e sobre ela começa a surgir um agrupamento vegetal constituído por Gramíneas, assumindo particular importância o Feno das Areias. Estas plantas ao instalarem-se favorecem o crescimento em altura da duna devido à deposição de areias junto aos obstáculos que elas formam e dá-se assim origem à Duna Primária.

Dunas

Normalmente as dunas primárias constituem um cordão paralelo à linha de costa de dunas frontais transversais. A duna primária apresenta normalmente uma elevada diferença entre os seus flancos. O flanco marítimo é geralmente caracterizado por um agrupamento vegetal espesso de gramíneas onde assume particular importância o Estorno.

Dunas

Por evolução natural se a ação nefasta do homem não se fizesse sentir, a pré-duna e a duna primária apresentariam um dinamismo anual próprio (o que se verifica em áreas que se mantém em equilíbrio), observando-se geralmente no Outono um recuo da frente dunar por erosão dos sedimentos, que atinge o seu máximo no Inverno (se alcan-çada pelo mar). Na Primavera dá-se o início do avanço da frente dunar por reposição dos sedimentos, estando no Verão totalmente reposta a duna primária.

Para a manutenção do equilíbrio dos sistemas dunares deveria impedir-se qualquer utilização de carácter contínuo e persistente da duna primária, sendo absolutamente necessário interditar qualquer atividade na linha de cumeada da duna primária, assim como no flanco de exposição marítima. No entanto, com o grande número de veraneantes que todos os anos utilizam as praias, e apesar da existência de legislação que regula a utilização destas áreas, as dunas são sistematicamente destruídas. Os efeitos desta ação destruidora são bastante significativos a vários níveis.

Dunas

Fatores de degradação: o caso da Área da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica

Pisoteio: a construção de parques de estacionamento na zona posterior à duna, o campismo selvagem, a prática de atividades motorizadas e a falta de estruturas aéreas de acesso às praias são fatores que levam à destruição da vegetação dunar e consequentemente aumenta por falta de proteção a vulnerabilidade da duna à ação dos agentes erosivos.

Construções: as edificações sobre as dunas constituem fator de grande erosão, porque sendo um obstáculo à movimentação constante das areias interrompe assim o seu ciclo natural de deposição e transporte.

Captação de água: A abertura de poços pode provocar o abaixamento do nível do lençol freático a um nível tal que não permita a vida da vegetação dunar que assim devido à sua escassez oferece menor proteção ao sistema.

Vegetação infestante: espécies alógenas aos sistemas dunares como, por exemplo, o chorão e as acácias, contribuem para a redução das espécies endógenas das dunas, que devida às suas características fisiográficas protegem-nas da ação dos ventos.

Obras de engenharia costeira: esporões e molhes, por exemplo, são estruturas que alteram completamente as correntes costeiras, constituem obstáculos ao transporte litoral de areias (deriva litoral), que em Portugal se faz preferencialmente, de Norte para Sul, no litoral Ocidental e de, Oeste para Leste, no litoral meridional. Assim, há retenção de areias a Norte ou a Oeste, respectivamente, daquelas estruturas e com erosão acrescida a Sul e a Este. As consequências são erosão das praias e das frentes dunares.

Dunas

Que comportamentos para proteger as dunas?

O fato de os sistemas dunares serem formações FITOGEODINÂMICAS em permanente equilíbrio dinâmico, intimamente dependente do coberto vegetal vivo, implica que qualquer fator externo ao sistema terá consequências desequilibrantes e dificilmente compensáveis (pisoteio, vegetação infestante, obras de engenharia costeira, etc.). Caso a vegetação fixadora das dunas seja degradada e destruída, todo o sistema dunar será afetado negativamente. A areia nua facilmente será arrastada para o interior do território, quer pela ação do mar quer, essencialmente pela ação eólica, podendo invadir e mesmo cobrir terrenos agrícolas, explorações, habitações e caminhos. Em épocas de tempestade podem mesmo ocorrer catástrofes em que o mar não encontrando obstáculos ao seu avanço, destrói culturas e construções que antes estavam protegidas das dunas.


Estes são fenómenos que todos os invernos acontecem e que acabamos por ser com eles confrontados pelo menos através dos media. Como forma de contrariar esses fenómenos indesejáveis todos nós, enquanto utentes das praias, deveremos ter comportamentos adequados no sentido de evitar a degradação das dunas:
- utilizar as passadeiras aéreas quando existam, caso contrário utilizar os trilhos já existentes sobre a duna (nunca traçar novos trilhos);

- não passear ou apanhar banhos de sol nas dunas, não andar a cavalo e de veículos motorizados;

- não colher a vegetação das dunas;

- chamar a atenção de amigos e familiares para a correta utilização das dunas;

- tomar conhecimento e respeitar a legislação que existe para efeitos de proteção das dunas.

A proteção do ambiente começa em cada um de nós pela adopção de comportamentos corretos e educando os outros!

Fonte: www.esec-emidio-navarro-alm.rcts.pt

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