Nascimento: Póvoa de Varzim 25.11.1845
Morte: Paris 16.8.1900)
Era originário da burguesia culta, filho de um magistrado, mas fora do casamento legal.

Este fato levou a que fosse afastado dos pais desde tenra idade (estes apenas se casaram por volta de 1849-50).
Cerca dos 10 anos frequenta o Colégio da Lapa, no Porto, cujo director era pai de Ramalho Ortigão e, simultâneamente, seu professor de francês.

Matricula-se na Faculdade de Direito de Coimbra.
Aí conviveu com Antero de Quental apesar de não ter tomado parte activa na Questão Coimbrã (1865-66).
Só quase no fim do curso se estreia como escritor, em folhetins intitulados "Notas Marginais" na Gazeta de Portugal que pela novidade literária não foram muito bem recebidas pelo público, que não se encontrava preparado para o novo estilo praticado pelo autor.
Estes folhetins foram postumamente seleccionados e compilados nas "Prosas Bárbaras".
Forma-se em Direito.
Após a abertura do seu escritório de advocacia em Lisboa, aceita a redacção de um jornal eborense, o Distrito de Évora.
Visita o Oriente com o objectivo de assistir à inauguração do Canal do Suez, registando as suas impressões de viagem influenciado, aliás, por outros escritores que cultivavam esse género literário.
Estas notas de viagem foram postumamente publicadas no "Egito".

Este ano revela-se profícuo para o escritor.
Publica em folhetins no jornal Diário de Notícias, em colaboração com Ramalho Ortigão, o "Mistério da Estrada de Sintra", lançando igualmente de parceria com o mesmo autor "As Farpas".
Profissionalmente, é nomeado para o cargo de administrador do Concelho de Leiria.
Participa nas Conferências do Casino (12.6.1871), apresentando um estudo sobre "O realismo como nova expressão de arte".
Dentro da linha definida nesse estudo, é em Leiria que dá inicio à redacção de "O crime do Padre Amaro", analisando a sociedade portuguesa, focando principalmente o clero e a pequena burguesia dos meios provincianos.
Como concorrera à carreira diplomática, vê-se obrigado a deixar o meio intelectual português, sendo colocado em Havana.

É transferido para Newcastle.
É transferido para Bristol.
É na Inglaterra que redige "O Primo Basílio" descrevendo a média burguesia Lisboeta, seus vícios e hábitos. Em "A Capital" é a classe liberal o alvo do seu humor irónico.
Entretanto, da sua pena vão saindo outras obras de teor diferenciado como "O Mandarim" (1880) e "A Relíquia" (1884) e alguns comentários sobre a vida política mundial - "Cartas de Inglaterra", "Cartas de Londres" - imbuídos de um tom satírico e sagaz, publicados em jornais portugueses e brasileiros da época.

Casa com Emília de castro, irmã do 5º Conde de Resende, seu amigo e companheiro na viagem realizada ao Oriente em 1869.
É transferido para Paris onde revela aquela que é por muitos considerada a sua obra-prima, "Os Maias", em que retrata a aristocracia e a alta-sociedade lisboeta.
É nomeado consul de Portugal em Paris.
Em plena Belle Époque, envia da cidade das Luzes para Portugal e Brasil, os seus "Bilhetes de Paris", "Cartas Familiares" e "Ecos de Paris".

Dirige a Revista de Portugal, recriando a figura de Fradique Mendes, que na sua "Correspondência" revela um requintado cepticismo crítico.
Surge então uma nova fase da sua produção literária, revelada nas obras postumamente editadas:
Ao morrer em Paris, na sua casa de Neuilly, Eça de Queirós tinha-se tornado um dos nossos mais brilhantes escritores, sendo a ironia a marca constante da sua obra literária.
Os seus romances são portadores de um realismo corrosivo, impregnado de uma espectacular, e para a época, inovadora arte narrativa, revelando um humor caricatural que se mantém sempre actual.
Fonte: www.centroatl.pt
José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim em 25 de Novembro de 1845. Curiosamente (e escandalosamente para aquela época), foi registado como filho de José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós e de mãe ilegítima.
O seu nascimento foi fruto de uma relação ilegítima entre D. Carolina Augusta Pereira de Eça e do então delegado da comarca José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós. D. Carolina Augusta fugiu de casa para que a sua criança nascesse afastada do escândalo da ilegitimidade.
O pequeno Eça foi levado para casa de sua madrinha, em Vila do Conde, onde permaneceu até aos quatro anos. Em 1849, os pais do escritor legitimaram a sua situação, contraindo matrimónio. Eça foi então levado para casa dos seus avós paternos, em Aveiro, onde permaneceu até aos dez anos. Só então se juntou aos seus pais, vivendo com eles no Porto, onde efectuou os seus estudos secundários.
Em 1861, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Aqui, juntou-se ao famoso grupo académico da Escola de Coimbra que, em 1865, se insurgiu contra o grupo de escritores de Lisboa, a apelidada Escola do Elogio Mútuo.
Esta revolta dos estudantes de Coimbra é considerada como a semente do realismo em Portugal. No entanto, esta foi encabeçada por Antero de Quental e Teófilo Braga contra António Feliciano de Castilho, pelo que, na Questão Coimbrâ, Eça foi apenas um mero observador.
Terminou o curso em 1866 e fixou-se em Lisboa, exercendo simultaneamente advocacia e jornalismo. Dirigiu o Distrito de Évora e participou na Gazeta de Portugal com folhetins dominicais, que seriam, mais tarde, editados em volumes com o título Prosas Bárbaras.
Em 1869 decidiu assistir à inauguração do Canal do Suez. Viajou pela Palestina e daí recolheu variada informação que usou na sua criação literária, nomeadamente nas obras O Egipto e A Relíquia.
Por influência o seu companheiro e amigo universitário, Antero de Quental, entregou-se ao estudo de Proudhon e aderiu ao grupo do Cenáculo. Em 1870, tomou parte activa nas Conferências do Casino (marca definitiva do início do período realista em Portugal) e iniciou, juntamente com Ramalho Ortigão, a publicação dos folhetins As Farpas.
Decidiu entrar para o Serviço Diplomático e foi Administrador do Concelho em Leiria. Foi na cidade do Lis que elaborou O Crime do Padre Amaro. Em 1873 é nomeado Cônsul em Havana, Cuba. Dois anos mais tarde, foi transferido para Inglaterra, onde residiu até 1878. Foi em terras britânicas que iniciou a escrita d` O Primo Basílio e começou a arquitectar Os Maias, O Mandarim e A Relíquia. De Bristol e Newcastle, onde residia, enviou frequentemente correspondência para jornais portugueses e brasileiros. No entanto, a sua longa estadia em Inglaterra encheu-o de melancolia.
Em 1886, casou com D. Maria Emília de Castro, uma senhora fidalga irmã do Conde de Resende. O seu casamento é também sui generis, pois casou aos 40 com uma senhora de 29.
Em 1888 foi com alegria transferido para o consulado de Paris. Publica Os Maias e chega a publicar na imprensa Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires.
Nos últimos anos, escreveu para a imprensa periódica, fundando e dirigindo a Revista de Portugal. Sempre que vinha a Portugal, reunia em jantares com o grupo dos Vencidos da Vida, os acérrimos defensores do Realismo que sentiram falhar em todos os seus propósitos.
Morreu em Paris em 1900.
Fonte: jbo.no.sapo.pt
De nome completo José Maria Eça de Queirós, nasceu na cidade de Póvoa de Varzim, a 25 de Novembro de 1845, filho de José Maria de Almeida Teixeira de Queirós e de mãe incógnita. Devido ao facto de ter nascido em condições ilegais, foi com poucos dias de idade levado para casa dos seus avós paternos, em Aveiro. Por isso, só quando atingiu os dez anos é que lhe foi possível juntar-se com os seus pais no Porto, tendo aí começado os seus estudos secundários.
No ano de 1861, matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra, mantendo-se quase despercebido aos corifeus do Realismo (Antero, Teófilo e Vieira de Castro).
Após ter concluído a sua formatura em 1866, instalou-se em Lisboa, onde o seu pai trabalhava. Repartiu-se então entre a advocacia e o jornalismo, tendo dirigido por algum tempo o Distrito de Évora e colaborado com folhetins dominicais na Gazeta de Portugal.
Foi então nessa altura que se dedicou ao estudo de Prouhon e que aderiu ao grupo do “Cenáculo”. Viajou pela Palestina e assistiu à inauguração do canal do Suez, tendo-lhe isto sido mais tarde útil na composição de O Egipto e A Relíquia.
Em 1870, colaborou com Ramalho em O Mistério da Estrada de Sintra e iniciou a publicação de As Farpas. O seu génio realista começa então a demonstrar-se aos poucos.
Nesse ano também estagiou na cidade do Lis, arquitectando aí O Crime do Padre Amaro. Em 1875, foi transferido para Inglaterra onde escreveu O Primo Basílio e começou a pensar n’Os Maias, n’O Mandarim e n’A Relíquia. Durante este tempo, manteve correspondência entre jornais portugueses e brasileiros.
Nove anos depois, casou com a fidalga D. Maria Emília de Castro.
No ano de 1888, foi enviado para o consulado de Paris onde publicou em jornais A Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramirez. Nos seus últimos anos de vida fundou e dirigiu a Revista de Portugal.
Veio a morrer em Paris, no ano de 1900.
Fonte: www.exames.org

José Maria Eça de Queirós
Nasceu na Póvoa de Varzim, a 25 de Novembro de 1845, filho de José Maria Teixeira de Queirós, magistrado judicial, e Carolina Augusta Pereira d'Eça, natural de Viana do Castelo.
Passou a infância longe dos pais, que só viriam a casar quando ele já tinha quatro anos. Na verdade passou a maior parte da sua vida como filho ilegítimo, pois só foi reconhecido aos quarenta anos de idade, na ocasião em que casou. Até 1851 foi criado por uma ama em Vila do Conde; depois foi entregue aos cuidados dos avós paternos que viviam perto de Aveiro, em Verdemilho.
Por volta dos dez anos foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, onde o pai era juiz. Ramalho Ortigão era filho do diretor e chegou a ensinar Francês ao jovem Eça.
Em 1861 matriculou-se em Coimbra, no curso de Direito, que concluiu em 1866. Foi aí que conheceu Antero de Quental e Teófilo Braga mas não se envolveu na polêmica conhecida por Questão Coimbrã (1865-66), que opôs os jovens estudantes a alguns dos mais conhecidos representantes da segunda geração romântica.
Segundo o seu próprio testemunho, nesta fase leu os autores franceses que, na época, entusiasmavam a juventude letrada em Portugal. Em Coimbra cruzavam-se, nessa altura, a tendência romântica e as novas idéias de raiz positivista e ambas contribuíram para a formação intelectual de Eça e dos seus companheiros.
Em 1867 fundou e redigiu integralmente, durante perto de meio ano, o jornal "O Distrito de Évora", com o qual fez oposição política ao governo. Meses depois instalou-se em Lisboa, passando a colaborar com maior regularidade na "Gazeta de Portugal" , para a qual começara a escrever no ano anterior. Os textos desta época, publicados posteriormente com o título Prosas Bárbaras, refletem ainda uma acentuada influência romântica.
Os seus primeiros textos, publicados na Gazeta de Portugal, sob forma de folhetins, postumamente recolhidos com o título de Prosas Bárbaras (1903), espantaram pela atrevida novidade, muito inspirada na literatura romântica européia (Vitor Hugo, Baudelaire, Hofmann). Oscar Lopes, na História da Literatura (17ª ed. p. 859), referiu a escrita desses folhetins "como se fosse uma catarse de medos e superstições inconfessáveis", ou seja, qualquer coisa de profundo e incontido que viria a ecoar na poesia de Cesário Verde, Eugénio de Castro e Camilo Pessanha.
Em Évora espera-o, por esse tempo, uma experiência jornalística de grande fôlego, como diretor e redator de um jornal de oposição ao governo, o Distrito de Évora (1867), onde põe à prova os seus dotes de escritor. Uma viagem ao Oriente (Out.
1869 - Jan. 1870), Malta, Egito e Terra Santa, permite-lhe assistir à inauguração do canal do Suez e introduz nos seus horizontes culturais, ainda românticos, novas realidades que virão alterar a sua escrita. Esta viagem irá fornecer-lhe matéria abundante para O Mistério da Estrada de Sintra, romance folhetinesco de mistério, partilhado com Ramalho Ortigão. Será também o motivo fundamental de uma obra póstuma, O Egipto, Notas de Viagem (1926) inspirando, ainda, de maneira essencial um dos seus romances mais conseguidos, A Relíquia (1887).
Ainda em 1869, de parceria com Antero de Quental e Batalha Reis, cria a figura de Carlos Fradique Mendes, que mais tarde transformaria numa espécie de alter-ego.
Em 1870 havia sido nomeado administrador do conselho de Leiria. Essa curta estadia forneceu-lhe o material para imaginar o ambiente provinciano e devoto em que decorre a ação de O Crime do Padre Amaro.
Entretanto ingressou na carreira diplomática, tendo sido nomeado cônsul em Havana (Cuba, na altura colônia espanhola), em 1872. Durante a sua estadia procurou melhorar a situação dos emigrantes chineses, oriundos de Macau, colocados numa quase escravidão. Concluiu a sua estadia no continente americano, fazendo uma longa viagem pelos Estados Unidos e Canadá. Foi nesta fase que redigiu o conto Singularidades de uma rapariga loura e a primeira versão de O Crime do Padre Amaro.
Em Dezembro de 1874 foi transferido para Newcastle, onde escreveu O Primo Basílio, e mais tarde para Bristol (1878). Dez anos depois (1888) foi colocado em Paris, onde permaneceu até à sua morte.
Na seqüência das Conferências do Casino, em 1877 Eça projetou uma série de novelas com que faria uma análise crítica da sociedade portuguesa do seu tempo, com a designação genérica de "Cenas Portuguesas". Mesmo sem obedecer com rigor a esse projecto, muitos dos romances escritos por Eça até ao fim da sua vida nasceram dele: O Crime do Padre Amaro (1876), O Primo Basílio (1878), A Capital (1878), Os Maias (1888), O Conde de Abranhos e Alves e Cia.
Entre 1889 e 1892 dirige a "Revista de Portugal". Ao longo dos anos colaborou ativamente com muitas outras publicações, tendo esses textos sido publicados postumamente.
Pouco depois da publicação de Os Maias, que não obteve o sucesso que o autor esperava, nota-se na produção romanesca de Eça de Queirós uma significativa inflexão. Essas últimas obras (A Ilustre Casa de Ramires, A Cidade e as Serras e Contos) manifestam um certo desencanto face ao mundo moderno e um vago desejo de retorno às origens, à simplicidade da vida rural.
Eça de Queirós morreu em Paris, a 16 de Agosto de 1900.
Fonte: virtualbooks.terra.com.br
José Maria Eça de Queiroz (ou Queirós) (25 de Novembro de 1845, Póvoa de Varzim – 16 de Agosto de 1900, Paris) é por muitos considerado o maior escritor realista português do século XIX. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias.
Com 16 anos foi para Coimbra estudar direito, tendo aí sido amigo de Antero de Quental. Seus primeiros trabalhos, publicados como um folhetão na revista "Gazeta de Portugal", apareceram como colecção, publicada depois da sua morte sob o título "Prosas Bárbaras". Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou ao Egipto e visitou o canal do Suez que estava sendo construído, o que inspirou diversos de seus trabalhos, o mais notável dos quais o "Mistério da Estrada de Sintra", de 1870, e "A Relíquia", apenas publicado em 1887. Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.
Quando foi despachado mais tarde para Leiria para trabalhar como um administrador municipal, escreveu sua primeira novela realista da vida portuguesa, "O crime do Padre Amaro", que apareceu em 1875. Aparentemente, Eça de Queirós passou os anos mais produtivos de sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, incluindo "A tragédia da Rua das Flores" e "A capital", escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Suas obras mais conhecidas, "Os Maias" e "O Mandarim", foram escritas em Inglaterra também. Seu último livro foi "A Ilustre Casa de Ramires", sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara ambientada no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada "A Torre de D. Ramires"", em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.
Morreu em 1900 em Paris. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente 20 línguas.
Foi também o autor da "Correspondência de Fradique Mendes".
Fonte: pt.wikipedia.org