O profissional em Economia Doméstica atua no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas, das famílias e de grupos sociais, dentro de seu ambiente íntimo. Inclusive nos aspectos sócio-culturais da convivência doméstica.
O economista doméstico tem uma formação generalista multidisciplinar, aguçado senso crítico e humanístico, que utiliza na análise dos problemas do cotidiano dos cidadãos e de grupos sociais. É da responsabilidade desse profissional pesquisar o comportamento de consumo dos domicílios, avaliando questões como qualidade de alimentação, comprometimento da renda com transporte, investimento proporcional em cultura e lazer e muitas outras questões ligadas ao consumo doméstico.
Pode desenvolver as seguintes atividades dentro da sua profissão:
análise da educação do consumidor e seus tipos de consumo,
administração e economia familiar, desenvolvimento humano e
familiar, saúde na comunidade e na família, desenvolvimento
familiar e humano, planejamento de interiores, planejamento de habitação
e vestuário.
Tipos de Curso
Bacharelado
Duração média de 4 anos, com estágio obrigatório. O currículo, multidisciplinar, é composto por disciplinas básicas até o segundo ano nas áreas de biologia, química, estatística, matemática, psicologia e sociologia. No terceiro ano são introduzidas disciplinas específicas como economia familiar, higiene, puericultura, nutrição, planejamento do espaço familiar, planejamento e preparo de refeições, educação sanitária, administração da produção têxtil, entre outras.
Licenciatura
Duração média de 4 anos. O currículo do curso de licenciatura em Economia Doméstica é bem semelhante ao de bacharelado, diferindo em conteúdo pelas disciplinas da área de pedagogia, que habilita o profissional a lecionar no ensino médio.
Curso Técnico
Duração de 2 a 3 anos. Os cursos técnicos que podem ser uma opção para os interessados em Economia Doméstica são cursos que funcionam como uma especialização na área, ou como um curso profissionalizante. Existem vários cursos em áreas correlatas a esta, tais como: Técnico em Alimentos, Cozinha profissional, Nutrição, administração e planejamento, entre outros.
A carreira profissional pode ser nova, mas já se pratica economia doméstica há muito tempo nas sociedades. O mercado de trabalho melhora à medida que se percebe o quanto esse profissional pode auxiliar no planejamento de políticas públicas para a família, na coordenação de projetos sociais e no acompanhamento do desenvolvimento de hábitos de consumo.
Na área de educação do consumidor este profissional analisa o orçamento e as necessidades da pessoa ou família, orientando quanto a compras de bens e serviços. Atua também no setor de alimentação, planejando cardápios balanceados e de menor custo e acompanhando sua execução e armazenagem; pode, ainda, integrar equipes no desenvolvimento de produtos alimentícios, definido critério de conservação, higiene e qualidade na industrialização.
Institutos de pesquisa como O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que realiza a pesquisa nacional de domicílios e outras pesquisas como de alimentação e de renda domiciliar, requisitam os conhecimentos desse profissional. Assim como o SEADE, em São Paulo, que realiza pesquisas semelhantes na região metropolitana.
Na área de desenvolvimento rural e urbano, exerce atividades educacionais destinadas a habitantes da cidade e do campo, no sentido de instruir quanto a questões sobre higiene, habitação, saúde, alimentação e vestuário. No setor de vestuário, este profissional pode atuar na conservação de tecidos e confecções em hospitais e grandes lavanderias.
O mercado de trabalho para este profissional está em franca ascensão. As melhores ofertas de trabalho estão nos grandes restaurantes e refeitórios industriais, supermercados e industrias alimentícias.
Boas oportunidades também surgem em cooperativas e financeiras, onde este profissional vai atuar como consultor de investimentos. Ong’s também tem solicitado os serviços dos profissionais em Economia Doméstica para trabalhar em projetos junto a comunidades carentes.
Outros postos de trabalho para este profissional podem ser encontrados em hospitais e creches, em programas sociais de agricultura familiar e nas grandes lavanderias. As vagas concentram-se na região Sudeste e Nordeste.
Fonte: www.cursocerto.com.br
É um curso de graduação presente em várias universidade federais cujo possui legislação com reconhecimento Parecer no 175 / 62 - CFE e Decreto no 1.984 / 63 - MEC.
O curso de Economia Doméstica preparara profissionais capazes de planejar e executar programas de educação alimentar, incluindo alimentação alternativa e hábitos alimentares. O economista doméstico supervisiona merendas escolares, treina outros profissionais, executa programas de atendimento a crianças e idosos, além de ter a habilitação de capacitar pessoas nas áreas de creche, lavanderia, alimentação, higiene e hotelaria.
Atualmente o seu campo tem tomado grandes proporções no mercado de trabalho no ramo da alimentação promovendo sempre qualidade de vida e bem estar social.
Profissional de sólida formação generalista técnica e científica com capacidade de:
O identificar e propor soluções de problemas relativos às necessidades básicas das comunidades, famílias e indivíduos considerando aspectos econômicos, sociais e culturais, com visão ética e humanística
O desenvolver e atuar criativa, dinâmica e criticamente em programas e projetos de intervenção social em equipes interdisciplinares ou de forma autônoma.
O economista doméstico atua em:
Programas de Educação do Consumidor e Economia Familiar
Programas de Segurança Alimentar e Nutricional
Programas e Serviços destinados às crianças, adolescentes e idosos
Programas de atendimento às famílias rurais e urbanas
Programas de Educação Popular
Atividades de conservação e produção do vestuário
Programas de Habitação
Programas de Administração Familiar
Atividades de Planejamento do Espaço
Administração de unidades domésticas para-familiares como Hotéis, Restaurantes, Creches e Lavanderias.
O economista doméstico atua em instituições, empresas e organizações públicas e privadas exercendo atividades em todas estas áreas específicas.
Fonte: pt.shvoong.com
A idéia da criação de Cursos de Economia Doméstica, no Brasil, surge em 1945, por ocasião da III Conferência Interamericana de Agricultura, realizada em Caracas, com o tema A mulher e o fomento agrícola. Era necessário pessoal técnico para orientar o agricultor e sua família sobre as formas e os melhores métodos de administração doméstica e de aproveitamento de produtos rurais. Em 1952, foi implantada a primeira Escola Superior de Ciências Domésticas, na Universidade Rural do Estado de Minas Gerais, hoje Universidade Federal de Viçosa.
A área de atuação do economista doméstico está diretamente ligada à responsabilidade de sua função: auxiliar no desenvolvimento social. Em outras palavras, quem se forma em Economia Doméstica lidará nas áreas de alimentação, higiene, saúde e vestuário familiares e de empresas e, ainda, com as leis do direito do consumidor, todas estas relacionadas ao desenvolvimento de pessoas e instituições.
Atualmente, muitas donas-de-casa contratam uma espécie de “consultor em economia doméstica”, para que este as ajude a controlar melhor as despesas da família, a armazenar corretamente alimentos, roupas e outros objetos em casa, a preparar pratos que aproveitem melhor os ingredientes, entre outras funções. Esta é uma atividade que tende a crescer no setor de serviços já que a dona-de-casa moderna acaba deixando um pouco de lado a família para trabalhar e estudar fora.
Outras áreas em que o economista doméstico pode atuar são: Financeira, em bancos, casas de empréstimo e investimentos; ONG’s que trabalham com educação do consumidor e planejamento da renda familiar; em cozinhas de restaurantes e indústrias, controlando a qualidade das refeições e no serviço público.
Atualmente, hospitais, creches, escolas e empresas necessitam de alguém que regule atividades diárias rotineiras que, às vezes, acabam prejudicando todo o funcionamento do estabelecimento quando mal feitas ou em maus hábitos. É aí que entra o economista doméstico, auxiliando no gerenciamento de tarefas simples como: - O controle de qualidade de produtos (antes e depois de lançadas no mercado pelas indústrias); - Administração do vestuário de uma empresa ou hospital (lavagem, conservação e renovação de peças de uniformes, lençóis e etc.); - Trabalho em parceria com nutricionistas, na preparação de cardápios, controle de qualidade de alimentos e conservação destes; - Auxílio na criação de programas de desenvolvimento infantil em creches e escolas; - Levar informações a locais mais afastados (na zona rural, por exemplo) ou menos abastadas sobre higiene, aproveitamento dos alimentos, roupas e saúde da família
O curso tem duração média de 4 anos e, geralmente, no 3º ano o aluno deve escolher entre Licenciatura ou Bacharelado. Entre as disciplinas oferecidas estão: Economia Familiar, Noções de cálculo e bioquímica, Desenvolvimento da Criança, Administração, Princípios de Nutrição e Higiene.
Fonte: pt.wikipedia.org