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Geografia do Egito

 

 

A Geografia do Egito diz respeito a duas regiões: Sudoeste da Ásia e Norte de África.

O Egito tem costas, tanto no Mar Mediterrâneo e no Mar Vermelho.

O país faz fronteira com a Líbia a oeste, a Faixa de Gaza e Israel, a leste, e do Sudão do sul.

Cobrindo 1001449 km 2, o Egito tem uma área de terra sobre a mesma que a do Texas e Novo México combinado, quatro vezes maior do que a do Reino Unido, e duas vezes maior que a da França.

A maior distância em linha reta no Egito de norte a sul é de 1024 km, enquanto que de leste a oeste mede 1.240 quilômetros.

Mais de 2.900 km de costa sobre o Mar Mediterrâneo, o Golfo de Suez, o golfo de Aqaba e o Mar Vermelho do Egito constituem fronteiras marítimas .

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Egito tem uma extensão de 1.001.449 quilômetros quadrados. Tem fronteiras ao leste com Israel e o Mar Vermelho, ao sul com Sudão, ao oeste com Líbia e ao norte com o Mar Mediterrâneo.

Egito é um país eminentemente desértico. O deserto de Líbia (por o oeste), que em realidade é o deserto do Sahara, se caracteriza pelas suas finas areias e imensas dunas. Em cambio, pelo leste, o deserto se mantém, mas com um aspecto totalmente diferente num terreno seco e desolado onde se erguem uma sucessão de rochas calcinadas pelo sol conhecidas como Cordilheira Arábiga ou Deserto Arábigo. Também a Península do Sinai, ao oeste do país entre os golfos de Suez e Aqaba, é muito árida. Nela encontra-se o Monte Sinai e o Monte Catarina, este último com 2.642 metros de altitude, sendo o mais alto do país.

Em meio deste espetáculo desértico, onde só a impressionante beleza da desolação é capaz de oferecer, se produz um milagre: do nada surge um precioso e inesquecível vergel.

O responsável desta beleza é o Nilo, o rio mais longo do mundo com 6.671 quilômetros.

As cheias anuais proporcionam um limo que alimenta as terras circundantes, proporcionando um excelente adubo que produz colheitas abundantes nos cultivos e uma exuberante vegetação em suas margens. O leito do rio oscila entre os 15 e 20 quilômetros na zona do vale, atingindo os 250 quilômetros na região conhecida como Delta do Nilo (com forma de leque), formado por inumeráveis braços nos que se divide a corrente, dando lugar a uma extensa planície de terrenos cultiváveis. Nesta zona se concentra uma alta porcentagem da população do Egito.

O clima do Egito é muito quente e úmido. As temperaturas oscilam entre os 48 e 50 graus centígrados em pleno deserto e entre os 26 e 27 graus na zona do Delta nos meses de verão. Na temporada de inverno as temperaturas se situam entre os 14 e 15 graus centígrados em todo o país. São habituais as tormentas de areia, muito perigosas, pois a escuridão que produzem é total, ademais de que a areia o cobre praticamente tudo fazendo o ar quase irrespirável.

Não podemos esquecer o Canal de Suez que substitui ao istmo natural que unia, milhares de anos atrás, África com Saía. Sua construção se inicio em 1859 e dez anos depois se abriu à navegação. Tem 161 quilômetros de comprimento e entre 70 e 125 metros de largura.

FLORA E FAUNA

Egito é um país onde se misturam o deserto e uma exuberante vegetação, o que provoca um contraste paisagístico muito estimulante.

Em meio de tórridas areias e calcinadas rochas os oásis oferecem um refugio paradisíaco. Cheios de palmeiras e rodeando a única fonte de água que pode-se encontrar no imenso vazio, se convertem em pequenos paraísos. O dourado e o verde intenso ressaltam com força oferecendo um espetáculo impressionante.

Nos oásis se pode provar deliciosas tâmaras que seguramente algum nativo lhe oferecerá recém colhido das palmeiras. aparte de palmeiras abundam as plantas de tamanho médio e diversas espécies de flores.

A flora do Egito tinham duas espécies emblemáticas: a flor de loto e o papiro. Desgraçadamente o loto tem desaparecido por completo e a pesar de que ainda se pode encontrar papiros no Delta, esta planta tem desaparecido no resto do curso do rio. A vegetação espontânea só se da no Delta do Nilo, a zona mais fértil onde se pode admirar acácias robinias, eucaliptos, mangas e figus. Também nesta zona se pode ver grandes extensões de algodões, cereais, cana de açúcar e amendoins. Abundam oliveiras e pessegueiro, sobretudo na Península do Sinai, enquanto que nas zonas de irrigação crescem hibiscos, adelgas, buganvíles e fragrantes jasmins.

A fauna do Egito não se caracteriza pela sua variedade. Obrigatoriamente, os camelos e dromedários formam uma estampa habitual da paisagem, num país com grande extensão de deserto. Ademais destes animais, acostumados à escassez de água, se pode ver espécies venenosas típicas das zonas desérticas como os escorpiões, cascavel de chifre ou as serpentes najas conhecidas com o nome de "aspid" por haver causado a morte da mística Cleópatra. Também são freqüentes os escaravelhos egípcios (segundo crenças populares signo de boa sorte, ademais de prevenir contra o "mal de olho") e o gafanhoto migratório, cuja praga é temida por qualquer agricultor.

Em Egito se pode contemplar, ademais, íbis, chacais, raposas, búfalos, linces e crocodilos, um dos animais mais temido e à vez mais respeitado pelos egípcios ao longo de toda sua história. Estes répteis, que podem atingir até os 10 metros de altura, oferecem um belo espetáculo quando dormem a margens do Nilo e, sobretudo, quando se submergem no rio, ao transformar-se num dos animais mais rápidos, sigilosos e perigosos do mundo.

O Egito é dividido em quatro partes principais:

1 O Vale do Nilo e Delta: Ele se estende ao norte do vale para o Mar Mediterrâneo e é dividido em Alto Egito e Baixo Egito: estendendo-se desde Wadi Halfa ao sul do Cairo e do norte do Cairo para o Mar Mediterrâneo. O rio Nilo, no norte é dividida em dois ramos, Damietta e Rashid, que abraçam as terras agrícolas altamente férteis do Delta.

2 O Deserto Ocidental: Estende-se desde o Vale do Nilo, no Oriente para as fronteiras da Líbia, a oeste, e do Mediterrâneo, no norte de fronteiras do sul do Egito.

Ele está dividido em:

A seção do Norte inclui a planície costeira, o planalto norte e da Grande Depressão, Natroun Vale e Dakhla Oasis
A seção do Sul inclui Farafra, Kharga, Dakhla, e el-Owainat no extremo sul

3 O deserto oriental: Estende-se desde o Vale do Nilo, no Ocidente até o Mar Vermelho, Golfo de Suez e do Canal de Suez, no Oriente, e do Lago Manzala no Mediterrâneo, no Norte a fronteira sul do Egito com o Sudão no sul. O Deserto do Leste está marcada com as montanhas orientais, que se estendem ao longo do Mar Vermelho, com picos que se elevam a cerca de 3000 metros acima do nível do mar. Este deserto é rico em recursos naturais, incluindo vários minérios como ouro, carvão e petróleo.

4 A Península do Sinai: Sinai é moldado como um triângulo com sua base no Mediterrâneo, no Norte e sua ponta no Sul em Ras Mohammed, o Golfo de Aqaba para o Oriente e do Golfo de Suez e do Canal de Suez para o Ocidente.

Topograficamente é dividido em seções principais:

A seção do Sul é um terreno extremamente difícil. Ela é composta de altos montanhas de granito. Monte Catherine sobe cerca de 2.640 metros acima do nível do mar, um assunto que faz com que seja o mais alto topo da montanha, no Egito.

A secção central é delimitada pelo Mediterrâneo para o norte eo planalto At-Teeh para o sul. É uma área plana com abundantes recursos hídricos derivados de água da chuva que flui de alturas do sul para o planalto central.

Tanto o vale do Nilo e no Delta ocupam cerca de 33.000 km2, o que representa menos de 4% da área total do país.

O deserto ocidental ocupa uma área de cerca de 671.000 km2.

O Deserto do Leste ocupa cerca de um quarto da área total do Egito, (alguns 225.000 km2).

A Península do Sinai ocupa cerca de 61.000 km2.

Fonte: www.rumbo.com.br

Geografia do Egito

O Egito é um país localizado no norte da África ao longo do Mediterrâneo e o Mar Vermelho.

Localização

A República Árabe do Egito está localizado no canto nordeste da África e sudoeste da Ásia.

O Egito faz fronteira com o Mar Mediterrâneo ao norte, a Faixa de Gaza e Israel a nordeste, o Mar Vermelho, a leste, o Sudão ao sul ea Líbia ao oeste

O Território

O Egito está localizado no canto nordeste da África e estende-se por uma área de 995.880 km2.

Apenas 5% do País é habitado, ao longo das encostas do Rio Nilo cujo curso alonga-se por mais de 1.440 km , desde o Mar Mediterrâneo ao norte até o Sudão ao sul, a oeste faz fronteira com a Líbia e a leste encontram-se o deserto, o Mar Vermelho e o Sinai.

A área mais fértil do Egito é o delta do Rio Nilo.

Cairo, a capital egípcia, possui 8 milhões de habitantes ((2008), enquanto Alexandria, a segunda maior cidade, tem uma população de 4 milhões (2006).

A População

A população do Egito é de 86 milhões (2014).

Cerca de 90% dos egípcios estão concentrados nas áreas férteis do delta do Nilo e ocupam 5% do território egípcio - 44% habitam em áreas urbanas, a maioria em alguma das 4.000 cidades. No entanto, durante os últimos anos, foi constatada a imigração urbana.

Os egípcios são em geral extrovertidos, calorosos e possuidores de uma boa dose de senso de humor. Eles cultivam o respeito e têm apreço pelos turistas estrangeiros, além de serem extremamente tolerantes com indivíduos de outras raças, religiões e diferentes nacionalidades.

Geografia

O Egito está localizado no canto nordeste da África. De forma retangular, sua área é de 995.880 km2.

A Oeste encontram-se o Deserto Oeste e a Líbia, e a Leste estão localizados o Planalto Desértico, o Mar Vermelho e o Sinai.

O Egito faz fronteira com o Sudão ao Sul e ao Norte encontra-se o Mar Mediterrâneo.

Apenas 4 ou 5% do vasto país é habitado.

Abaixo do Cairo, o Nilo se desmembra em dois afluentes principais – Roseta no lado oeste e Damietta no leste.

O Egito pode ser dividido nas seguintes regiões:

O Deserto do Leste: Inclui o planalto que se estende desde o vale do Nilo até o Mar Vermelho, também localizando-se nesta região o Sinai que inclui o Monte Catherine, a montanha mais alta do Egito, com 2.642 metros.

O Deserto do Oeste: Corresponde a cerca de 68% do território total do país. Compreende a região desde o vale do Nilo até a fronteira com a Líbia e ainda desde a costa do Mar Mediterrâneo até a fronteira com o Sudão.

O Vale do Nilo: É a área mais habitada do Egito. Este fértil vale corresponde a uma faixa de 11 a 15 km ao longo do Rio Nilo e mais aproximadamente uns 9.600 km2 no Delta do Nilo. O comprimento total do Nilo no Egito é de 1.440 km.

Fonte: www.opengate.com.br

Geografia do Egito

O país e sua geografia

O Egito situa-se num quadro geográfico particular.

É uma longa faixa de terra fértil que só se alarga nas proximidades do Mediterrâneo e constitui uma espécie de enclave numa vasta zona árida, que não é senão o prolongamento oriental do Saara.

Sua diversidade geográfica e cultural foi especialmente destacada pelas recentes pesquisas realizadas na região do Delta.

O Delta e o Vale, assim como as zonas desérticas, são facetas de um mesmo país e de uma mesma civilização.

As grandes regiões

O Egito divide-se em três grandes regiões: o Alto Egito, o Médio Egito e o Baixo Egito.

Contudo, os egípcios da Antiguidade distinguiam apenas duas delas: o Alto Egito (Alto e Médio Egito chamados Ta shemau) e o Baixo Egito (Ta mehu).

Essa divisão se materializa, ao longo do período histórico, nas duas coroas usadas pelo faraó: a coroa branca (Alto Egito) e a coroa vermelha (Baixo Egito).

Após a unificação do país, os egípcios perpetuam essa visão dualista do seu território.

Eles nunca deixarão de definir o Egito como um “duplo país”.

Na gestão do Egito prevaleceu, do mesmo modo, um sistema de organização bilateral.

Para designar o departamento do Tesouro, a expressão mais corrente desde as origens é “dupla casa do dinheiro”.

Duas grandes entidades naturais são igualmente mencionadas nos textos: a “terra negra” (kemet), que corresponde ao vale plano aluvial do Nilo, e a “terra vermelha” (desheret), que se refere ao imenso Saara ao redor.

O Alto Egito se compõe de uma formação de arenito em sua parte sul até Esna, onde o vale é geralmente muito estreito, e de uma formação de calcário em sua parte norte até o Delta, onde o vale se alarga, sem no entanto exceder uns vinte quilômetros. Essa região pode ser qualificada de berço da civilização egípcia. É lá que as culturas pré-dinásticas se desenvolveram, nos sítios de Badari e de Nagada.

Do mesmo modo, a unificação do país se efetuou também a partir de várias localidades do Alto Egito e por meio de príncipes originários dessa região.

Dois lugares importantes marcaram essa época de profundas mudanças: Hieracômpolis, capital da unificação, e Abidos, sítio funerário dos soberanos da 1ª dinastia.

Além disso, a presença egípcia nessa região é atestada ao longo de toda a história faraônica até a época greco-romana. Sua situação geográfica a protege das incursões estrangeiras, principalmente as do mundo mediterrâneo e do Oriente Próximo. O Alto Egito permanece, assim, ao longo de toda a história egípcia, muito ligado às tradições faraônicas.

Durante períodos de perturbações políticas, era lá que se organizava a retomada do controle do país. Essa vontade de reunificação geralmente partia de Tebas, que conheceu seu apogeu no Novo Império e impôs seu deus, Amon, como deus dinástico.

O Médio Egito se estende dos arredores de Assiut até a ponta meridional do Delta. Durante muito tempo foi o lugar de residência dos faraós e a sede do governo. Mênfis, primeira capital do país unificado, detém essa função até a metade do Novo Império. No Médio Império, Licht, que conserva o vestígio de algumas das pirâmides dessa época, torna-se por algum tempo, a partir de Amenemhat I (cerca de 1525 a.C.), a capital do Egito. A presença de grandes sítios funerários dinásticos e particulares da realeza, como Gizé, Dachur e Saqqara, atesta o papel predominante dessa parte do Egito desde as origens da sua história.

Os vestígios encontrados nessa região não se limitam aos relativos à realeza e ao governo, pois ela abriga igualmente uma das grandes necrópoles provinciais do Médio Império, a de Beni Hassan. A presença de um braço secundário do Nilo, o Bhar Yussef, confere também a essa parte do Egito uma de suas principais características. O escoamento de suas águas em direção a Faium dota essa bacia natural de um papel econômico considerável.

O território do Baixo Egito, em terras particular mente pantanosas, se estende dos arredores de Mênfis até o mar Mediterrâneo. Essa zona de contato com o mundo mediterrâneo e com o Oriente Próximo será, durante a história faraônica, muito afetada por invasões e influências estrangeiras. A partir da 19ª dinastia, ela adquire uma posição de primeiro plano. É ali que Ramsés II funda Pi-Ramsés (atual Qantir), a nova capital do Egito. Os soberanos da Baixa Época originários dessa região vão também se instalar ali, nas cidades de Tânis (a Tebas do Norte) e de Saís.

Dois desertos bordejam o vale do Nilo: o deserto líbico, a oeste, e o deserto arábico e o Sinai, a leste. Esses ambientes hostis são explorados economicamente desde a época pré-dinástica. O deserto líbico é uma região bastante plana e de extrema aridez. No entanto, alguns oásis foram ali colonizados desde o Antigo Império, como Bahariya, Farafra, Dakhla e Kharga. Além disso, o deserto ocidental constitui uma via de comunicação desde a época pré-dinástica. O deserto arábico e o Sinai, por sua vez, formam uma região montanhosa cuja barreira a protegeu do exterior. Essa região desempenha, desde a época arcaica, um papel econômico importante, pois seu deserto contém a maior parte dos recursos minerais exploráveis em território egípcio (por exemplo, a turquesa e o cobre no Sinai e o ouro do uadi Hammamat).

O Nilo

Os egípcios se adaptaram tanto às exigências quanto aos benefícios trazidos por esse rio de mais de 6.700 km de extensão sem buscar dominá-lo. Assim, as fundações dos grandes templos se encontram a uma boa distância do lençol freático. A sociedade egípcia é uma sociedade majoritariamente agrícola.

A cheia do Nilo traz a fertilidade ao Egito não só através das águas, mas também depositando nas margens o lodo fértil. Porém, dois perigos ameaçavam o Egito: por um lado, quando a cheia era mais forte que o normal, por outro, quando era mais baixa. Com isso, desde a época tinita, o Estado procurou controlar e registrar as variações anuais do Nilo através de medições do seu nível. Estas eram arquivadas nos anais (a Pedra de Palermo) ou em alguns monumentos reais (a capela branca de Sesóstris I, cerca de 1960 a.C.). As variações do curso do Nilo influenciaram também a escolha das espécies cultivadas.

Assim, o linho era cultivado nas terras abundantemente inundadas, e a vinha nas partes menos úmidas. No que diz respeito aos cereais, o trigo era plantado nos anos em que a inundação era normal, e a cevada, quando aquela era particularmente abundante.

Por outro lado, a divisão do ano civil egípcio se baseava na observação das mudanças hidráulicas do rio.

O ano era dividido em três estações: a inundação (Akhet), o “inverno” (péret) e o “verão” (chemu).

No quarto milênio, os egípcios fixaram o começo do ano tomando por referência uma observação astronômica que não era senão uma coincidência: o aparecimento helíaco de uma estrela chamada Sothis e o transbordamento do rio.

O Nilo era também o principal eixo de comunicação entre o sul e o norte do país. O caudal do rio permitia apenas uma circulação do sul para o norte, e isso somente em certos períodos do ano (de agosto a outubro, o que corresponde ao período da inundação). As viagens nesse longo rio não se efetuavam sem escala. O soberano e os enviados reais paravam em “desembarcadouros” onde encontravam provisões e acomodações que lhes asseguravam um certo conforto. Essas instalações são atestadas, na 18ª dinastia, nos reinados de Tutmósis (ou Tutmés) III e de Horemheb no decreto dito de Horemheb.

Para os povos que ameaçavam o Egito, o Nilo foi às vezes uma via de invasão ao sul e ao norte. Longe de ser uma fronteira natural, o Nilo é sobretudo um traço de união não apenas entre sul e norte, mas também entre suas margens leste e oeste. A irrigação no Egito parece ter-se limitado à abertura de canais que serviam também para o transporte (o mais antigo testemunho se acha gravado na cabeça do bastão do rei Escorpião, na chamada “dinastia 0”). Ao contrário de hoje, o sistema de irrigação era anual e não perene.

As subdivisões administrativas

Quando o Egito foi unificado, o governo real dividiu o “duplo país” em províncias ou sépat.

Os historiadores modernos as chamam de nomos, termo tomado da língua grega e utilizado pela primeira vez sob a dinastia dos lagidas (cerca de 330 a 30 a.C.).

O número desses nomos variou ao longo do tempo de 38 a 39, durante o Antigo Império, até 42, no Novo Império. As origens dessas unidades administrativas com vocação econômica e fiscal são imprecisas. Algumas tinham uma realidade geográfica ou cultural antiga, sendo as herdeiras diretas dos pequenos principados existentes no Egito pré-dinástico. Colocado sob a autoridade de um oficial delegado pelo poder central, o nomarca, o poder político desses nomos era real. O nomarca era encarregado da coleta dos impostos e da segurança interna do nomo, e exercia tanto funções jurídicas como a supervisão de obras.

Essas funções civis eram acompanhadas de uma série de encargos sacerdotais relacionados à administração do templo e ao exercício do culto.

Em algumas regiões, por exemplo, no 15º nomo do Alto Egito, pode-se observar uma continuidade genealógica desde a 9ª dinastia até o reinado de Sesóstris III.

Uma mesma família governou a região, primeiro de forma independente no Primeiro Período Intermediário, depois sob a autoridade do rei, durante mais de trezentos anos.

Após uma reforma administrativa no reinado de Sesóstris III, o cargo de nomarca se extinguiu progressivamente. Os nomarcas foram substituídos por funcionários mais numerosos, e com poder mais limitado, submetidos à autoridade do vizir e administrando unidades geográficas mais restritas (niut, “cidade”). Os nomos continuaram, porém, a marcar a divisão do território. Sua capital era designada, de um lado, por um emblema que fazia referência a animais, árvores, símbolos ou divindades e, de outro, por um hieróglifo. Esse emblema era o testemunho de culturas ditas primitivas e que remontavam à época pré-dinástica.

Em contrapartida, o hieróglifo correspondente a nomo é um produto da unificação do país: ele representa um terreno desenhado por canais de irrigação e tem a ver com a organização estatal da agricultura.

Durante três milênios, o número, as capitais, os limites e a denominação oficial das províncias variaram em função da estrutura sociopolítica, dos avanços e recuos da valorização do solo e do crescimento ou declínio das cidades.

As fronteiras

As fronteiras naturais do Egito são determinadas pela catarata de Assuã, pelas bordas desérticas e pela frente marítima do Delta.

Uma série de obras militares se ocupava do acesso a essas fronteiras, desde o forte da ilha de Elefantina até as “fortalezas do mar”.

Quanto às fronteiras políticas, elas variaram ao sabor das conquistas ao longo de toda a história egípcia.

Ao sul, por exemplo, a influência egípcia se estendeu até a quarta catarata do Nilo no começo do Novo Império.

As únicas fronteiras vulneráveis do país foram as do sul, onde se estendem as terras da Núbia e as do nordeste, onde se acham os caminhos que levam ao Oriente Próximo.

Ampliar as fronteiras e proteger o Egito de seus vizinhos eram uma das pedras angulares das funções do faraó. Se quisesse ter plena legitimidade, o soberano, a fim de garantir a ordem, devia conservar ou estender os limites da sua zona de influência. Nessas zonas de contato, os reis construíram importantes fortalezas e cidades fortificadas. Os soberanos da 12ª dinastia estabeleceram na segunda catarata uma nova fronteira vigiada por uma rede complexa de fortalezas submetidas a um comando único situado em Buhen. Mais tardiamente, a fronteira noroeste também precisou ser protegida (Pelusa, Tell el-Herr).

Nada podia atravessar a fronteira sem ter sido registrado por escrito. Todos os que passavam pelo posto fronteiriço de Tcharu eram rigorosamente registrados no diário da fortaleza. A polícia que vigiava essas fronteiras tinha certamente a função de proteger o país contra incursões estrangeiras, mas tinha também uma função alfandegária, administrativa e comercial. Pois, se as fronteiras devem ser defendidas contra eventuais invasores, elas não deixam de ser vias de penetração comercial.

O Egito e o mundo

O Egito está situado no canto nordeste da África, na extremidade oriental do Saara, abrindo-se ao norte ao Mediterrâneo, comunicando-se com a África negra ao sul e com o Oriente Próximo a leste. Desde as épocas mais remotas, o país manteve relações diversas com seus vizinhos. Fossem elas econômicas, comerciais, políticas, diplomáticas ou movidas pela curiosidade, essas relações mostram que os egípcios conheciam bem a geografia de sua região e de terras próximas e longínquas. Prova disso são as listas topográficas gravadas nos monumentos egípcios. Estudos realizados para localizar suas antigas regiões progridem a cada dia.

Contudo, algumas questões continuam sem resposta, como a localização da região de Punt. De acordo com os textos, o acesso a essa terra de substâncias aromáticas se fazia por barco. As primeiras menções conhecidas feitas a Punt datam da 5ª dinastia, e as mais recentes, da 25ª dinastia. Duas hipóteses resultam das pesquisas atuais. Para uns, Punt deveria ser buscada no sul do Egito, na costa sudanesa meridional e no norte da Eritreia; para outros, essa terra exótica se situaria a leste, na Arábia. Segundo os textos egípcios, o Universo é povoado pelos egípcios, responsáveis pela ordem do mundo (a Maât), e o resto das populações representa o caos, o universo hostil. Portanto, o “inimigo” é o estrangeiro. Por ser diferente, ele deve ser destruído e totalmente subjugado.

Essa vitória sobre o estrangeiro aparece na representação dos Nove Arcos, em que há cenas de massacre de inimigos e também cenas de batalha e de caça.

Em suas relações com o estrangeiro, o Egito manifesta uma predileção pelo Sul desde as mais antigas épocas.

Durante as primeiras dinastias, ações militares são empreendidas em direção à Baixa Núbia. No entanto, essas relações com o estrangeiro são ambivalentes. Se os egípcios buscam se proteger do mundo exterior que representa um perigo, o outro também fascina por sua estranheza. Os territórios estrangeiros atraem por seus recursos naturais e pela mão de obra barata fornecida pelas populações locais.

Ao mesmo tempo, a egipcianização é necessária para que cada elemento esteja de acordo com a ordem do mundo. Assim, as divindades estrangeiras, os modos de vida e os homens são adotados após terem recebido um nome egípcio, ou após terem sido educados no Kep (geralmente traduzido por “infantário real”), que depende do palácio do rei. Na verdade, os filhos de pais estrangeiros podiam ser confiados voluntariamente ou de maneira menos pacífica ao Kep, onde recebiam uma formação idêntica (línguas, religião, manejo das armas etc.) à dos filhos da realeza. Essa aculturação conheceu um último desenvolvimento com a subida ao trono de uma dinastia núbia (25ª dinastia) cujos soberanos perpetuaram as tradições egípcias. O Egito sempre exerceu uma grande atração sobre seus vizinhos.

Fonte: www.lpm.com.br

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