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Península do Sinai

 

 

Península do Sinai
Península do Sinai

A Península do Sinai é uma triangular península no Egito com cerca de 60.000 km 2 da área.

Ela está situado entre o Mar Mediterrâneo ao norte, eo Mar Vermelho , ao sul, e é a única parte do território egípcio situado na Ásia, em oposição a África, servindo como uma ponte terrestre entre dois continentes.

A maior parte da península é dividida administrativamente em dois dos 27 do Egito províncias (com mais três ocupando o Canal de Suez área), e tem uma população de aproximadamente 597.000 de pessoas (Jan. 2013).

Além do seu nome formal, os egípcios também se referem a ele como "Terra de turquesa ".

Os antigos egípcios chamavam Mafkat, ou "terra dos minerais verdes".

O nome do Sinai pode ter sido derivado do antigo deus-lua Sin ou a partir da palavra hebraica "Sené" .

A península adquiriu o nome devido à suposição de que uma montanha perto de Saint Mosteiro de Catarina é o bíblico Monte Sinai.

No entanto, esta hipótese é contestada.

Desde a chegada da tribo Bani Sulaiman no século 14, sua população tem grandes deserto-moradia beduínos com seus coloridos trajes tradicionais e cultura significativa. A costa oriental da península separa a placa Arábica a partir da placa Africano.

Deserto

O deserto de Sinai, como extensão árida da península é chamado, é separada pelo Golfo de Suez eo Canal de Suez do deserto oriental do Egito , mas continua para o leste para o deserto Negev, sem alteração significativa de alívio.

Apesar de ser visto como sendo geograficamente parte da Ásia, a Península do Sinai é a extremidade nordeste do Egito e adjacente Israel ea Faixa de Gaza , a leste.

O Sinai está administrativamente dividida em duas províncias: Shamal Sina' no norte e Janub Sina' no sul.

A península foi ocupada pelas forças israelenses durante a Guerra dos Seis Dias de junho de 1967, mas foi devolvida ao Egito em 1982, sob os termos do tratado de paz celebrado entre os países em 1979.

Fonte: www.britannica.com

Península do Sinai

Definição

A Península do Sinai é uma formação triangular no final nordeste do Egito e extremo sudoeste de Israel, um boné de saca-rolhas do Mar Vermelho entre as massas de terra asiáticos e africanos. O Canal de Suez eo Golfo de Suez fronteira, a oeste. Israel 's deserto do Negev fronteira com ele para o nordeste, e no Golfo de Aqaba voltas em suas costas ao sudeste.

O árido península dominada pelo deserto quente cobre 23.500 milhas quadradas (61.000 sq. Km.). O censo de 1960 egípcio do Sinai listou uma população de 49.769.

A indústria do turismo tinha ajudado mais do que triplicar esse número por volta do século 21. População beduíno da península, uma vez que a maioria, se tornaram a minoria, suas terras desapropriadas com pouca ou nenhuma compensação por uma intenção do governo egípcio no desenvolvimento do Sinai para o turismo.

"Rico em falésias pastel e canyons, vales áridos e surpreendente oásis verdes, o deserto encontra o mar espumante em uma longa seqüência de praias e recifes de corais vivos que atraem uma grande variedade de vida marinha", escreveu David Shipler em 1981, quando ele era O chefe do escritório do New York Times em Jerusalém. Na época, Israel tinha, em 1975, começou avançando longe do Sinai, que ocupa desde a guerra de 1967 entre árabes e israelenses. Ele voltou toda a península ao Egito após os 1.979 acordos de Camp David.

O Sinai foi habitada desde tempos pré-históricos, e tem sido uma rota de comércio desde então. Como suas regiões circunvizinhas, tem sido a esteira de invasores e sonegadores, incluindo, segundo a lenda bíblica, os judeus de Moisés Êxodo escapar Egito. Romanos, árabes, otomanos, britânicos e israelenses têm sucessivamente chamados ao Sinai deles. O Sinai tem, no fim, negou-lhes uma reivindicação apenas o Egito conseguiu chamar de seu.

Também conhecido como: "Terra de Fayrouz" para os egípcios.

A Península do Sinai

Chamada, em árabe, de "Shibh Jazirat Sina", a Península do Sinai liga os continentes da Ásia e África.

Às vezes indicada como parte da Ásia, às vezes, como África já que, atualmente, faz parte do Egito.

É uma região árida com cerca de 385km de norte a sul e 210km de leste a oeste. A Península foi ocupada por Israel de 1967 a 1982, quando foi devolvida ao Egito.

Por do Sol sobre o Monte Sinai (acima). Conta a Bíblia que Deus entregou, aqui, os Dez Mandamentos para Moisés.

O Monte Sinai é um pico de granito com 2.285m de altura, localizado ao centro-sul da Península do Sinai, Egito.

O local é sagrado para as três religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo.

Fonte: middleeast.about.com/www.egitoturismo.com.br

Península do Sinai

O Monte Sinai

Segundo a Bíblia, Deus entregou as tábuas da Lei a Moisés no cimo do monte Sinai, na península de mesmo nome. A palavra Sinai deriva provavelmente do culto a Sin, deus da Lua, uma das mais antigas divindades do Oriente Médio.

A península do Sinai situa-se na extensa faixa árida que cruza o norte da África e o sudoeste da Ásia e ocupa uma área triangular de 61.000km2 na extremidade nordeste do território egípcio. Situa-se entre o golfo e o canal de Suez, a oeste; e o golfo de Aqaba e o deserto de Neguev, a leste. Ao norte, limita-se com o mar Mediterrâneo e ao sul, com o mar Vermelho. Entre a porção árida da península e o deserto de Neguev não há limites claramente determinados.

A península divide-se em duas regiões principais: uma zona montanhosa no sul, que inclui os montes Katrinah, Umm Shaawmar e Sinai, todos com mais de dois mil metros de altitude; e um amplo planalto, no norte, que ocupa cerca de dois terços da península, alcança os 900m de altitude e desce em direção ao Mediterrâneo. A aridez da região se evidencia pela degradação da superfície do solo, pela ocorrência de dunas de areia e uédis (rios intermitentes) e a salinização, embora a região apresente também depósitos aluviais e lacustres. Há grandes lençóis d"água subterrâneos e a umidade relativa do ar é alta na região litorânea. A vegetação é escassa e, em sua maior parte, efêmera. Poucos animais habitam a região, entre os quais ouriços, gazelas, leopardos, chacais, lebres, falcões e águias.

A região do Sinai foi habitada desde a pré-história. As mais antigas informações escritas a seu respeito datam de 3000 a.C., quando os egípcios relataram suas expedições à região, em busca de cobre. No início da era cristã, o Sinai abrigou inúmeros eremitas e ascetas, sobretudo nas montanhas do sul. No ano 530, o imperador bizantino Justiniano I construiu, na parte inferior da encosta, o mosteiro de Santa Catarina, centro de peregrinações durante a Idade Média. Em 1517, o Sinai integrou-se ao império otomano. Após a primeira guerra mundial, o território foi anexado ao Egito e, a partir de 1949, tornou-se foco dos confrontos militares com Israel. Os israelenses ocuparam a península do Sinai em 1967 e somente em 1982 a área foi devolvida aos egípcios, por meio de um tratado de paz.

A escassa população, nômade e formada principalmente por pastores beduínos, concentra-se sobretudo no norte, onde há melhor suprimento de água, e no oeste, região em que se instalou a indústria de processamento de manganês e petróleo. A economia da região é predominantemente agropastoril. A irrigação, que utiliza a água dos lençóis subterrâneos e do rio Nilo, permitiu o cultivo de largas faixas territoriais ao norte, na planície litorânea. Trigo, azeitona, frutas, legumes e árvores para a extração de madeira são os principais produtos agrícolas. Pratica-se também a mineração (sobretudo de manganês e urânio), a extração de petróleo, a pesca e o turismo.

Fonte: www.biomania.com.br

Península do Sinai

Uma jornada por terras distantes como o Egito traz sempre a emoção do encontro com o desconhecido. Longe dos centros urbanos que se assemelham em todas as grandes cidades do mundo, o Egito no seu interior é uma mistura de história, mistério e sedução.

Pisar na Península do Sinai é uma experiência que não se esquece nunca..

Cenários da Bíblia

Em Dahab, uma aldeia de beduínos à beira do Mar Vermelho que atrai turistas pela beleza de suas águas próprias para mergulho, ventava muito. Observávamos, ao longe, as montanhas da Arábia Saudita e tentávamos imaginar como teria sido a fuga de Moisés, guiando o povo hebreu, ao atravessar aquelas águas, em direção à Terra Prometida..

Era difícil de acreditar, mas mesmo assim, nos perguntávamos: qual teria sido o lugar exato da travessia, já que o Mar Vermelho chega a mil metros de profundidade em alguns pontos?

Sem saber a resposta, o nosso grupo formado pela Valesca, professora de História, Jarek, um polonês, Gláucio, um gaúcho, e eu, decidiu partir em direção ao Monastério de Santa Catarina: um outro cenário bíblico.

A Sarsa de Horeb

A Península do Sinai tem quase o formato de uma pirâmide invertida e possui cerca de 60 mil quilômetros quadrados. Separa o Mar Vermelho do Mar Mediterrâneo e liga o Oriente Médio à África.

Após muitas horas sob o sol abrasador do deserto, chegamos ao lugar antigamente chamado de Monastério da Transfiguração, mas que depois que um monge, alertado por um sonho, encontrou o corpo decapitado de Santa Catarina, uma filósofa nascida em Alexandria em 296 a.C., numa parte da montanha próxima, o Monastério passou a se chamar Santa Catarina.

Situada no sopé do Monte Sinai ou Monte Horeb como é citado na Bíblia, o Monastério de Santa Catarina lembra um forte com seus muros altos. Um guia nos contou que foi lá dentro que uma moita, a planta sarsa, pegou fogo sem se consumir quando Moisés falou com Deus.

Ascensão ao Monte Sinai

Eram quatro horas da tarde quando resolvemos subir o Monte Sinai. O início da caminhada se deu pelos fundos do Monastério, onde começavam os 3750 degraus esculpidos na pedra pelos monges, que nos levaria até o topo, a aproximadamente 2250 metros
de altura.

Andamos rápido e atingimos o cume em apenas uma hora e quarenta minutos de caminhada.

Foi bastante cansativo, mas a vista da região lá do alto recompensou nossos esforços: estávamos rodeados por montanhas, avermelhadas pelos últimos raios de sol daquela tarde. Comentamos entre nós que Moisés não era "fraco" para poder subir um monte tão alto e íngreme para receber os mandamentos.

No topo da montanha encontramos a pequena Capela de Santa Trindade, o local onde Moisés permanecia quando subia por aquelas paragens.

Com a chegada da noite, o calor cedeu lugar ao frio. Nós não éramos os únicos, havia outras poucas pessoas que também resolveram passar a noite por ali. As estrelas brilhavam como nunca. Cada um de nós pegou o seu saco de dormir e se acomodou da melhor forma possível entre as pedras. A Valesca, o Jarek e o Gláucio passaram muito frio durante a madrugada, eu, porém, não senti nada, dormi como um bebê bem protegido.

Um pouco antes do amanhecer, ao acordarmos, notamos que havia mais de cinqüenta pessoas presentes, que esperavam,
como nós, o nascer do sol. Eram peregrinos que subiram a montanha durante a madrugada.

O maior espetáculo da Terra não durou muito, mas foi inesquecível. Do topo onde Moisés falou com Deus e recebeu os 10 mandamentos, conseguíamos ver as montanhas menores iluminadas pelos primeiros raios de sol. O nosso dia mal começava e já tínhamos visto o suficiente.

Lições de uma era muito antiga

Os momentos que permanecemos no Sinai equivalem a um mergulho na história da humanidade. Uma aventura que perderia um pouco do encanto, se não tivéssemos um pouco de conhecimento da Bíblia e da cultura predominante da época.

Fonte: www.fotoserumos.com

Península do Sinai

O Deserto do Sinai na península do mesmo nome, contemplando com reverência o sagrado Monte Sinai.

Este é o local onde há 3.300 anos um povo libertado, recém-saído da escravidão, ficou de pé para ouvir a voz de D’us proclamando os Dez Mandamentos e outorgando a Israel a Sagrada Torá.

É uma montanha estéril e rochosa, como se o solo fosse tão sagrado que nada pudesse se ocultar ou crescer ali. No topo da montanha vemos dois picos, um deles um pouco mais alto que o outro. O mais alto, de frente para o leste, é conhecido como Monte Sinai. O outro, virado para oeste, é o Monte Horeb.

Uma pequena fonte jorra do Sinai, e logo abaixo do cume há uma caverna. Segundo uma lenda árabe foi nessa caverna, mencionada na Torá como "Paredão da Rocha", que Moshê se abrigou quando contemplou a Glória de D’us. No Monte Horeb há também uma caverna pequena e estreita, sobre a qual se afirma ser aquela onde o Profeta Eliyáhu se escondeu quando a impiedosa Rainha Jezebel perseguiu os Profetas de D’us. Foi ali que Eliyáhu passou a noite e D’us apareceu para ele "não no vento, não num terremoto, não num fogo, mas numa pequena voz". Diz-se que o nome "Sinai" é derivado da palavras hebraica S’neh – "moita espinhosa", que cresce em abundância naquele deserto. Foi de uma humilde "sarça ardente" que D’us primeiro Se dirigiu a Moshê, ensinando assim que D’us está entre os de espírito humilde. Ba Torá, a montanha é mencionada por vários nomes aditionais, como "Har Elokim" (Montanha de D’us), "Tzin", "Kadesh".

Mencionaremos apenas que nossos Sábios conectam a palavra "Sinai" com a palavra "Sineah" (ódio), porque como Israel foi escolhido para receber a Torá e ser "um reino de sacerdotes e uma nação sagrada", nosso povo tornou-se objeto de ódio por parte do mundo, um ódio que somente desaparecerá quando o mundo inteiro entender a verdade da Torá e aceitar seu espírito.

Nossos Sábios falam muito bem do Monte Sinai. Dizem que o mundo existe somente pelos méritos do Monte Sinai e do Monte Moriá, sobre o qual ocorreu a Akedá (sacrifício de Yitschac), e mais tarde o Beit Hamicdash foi construído. Com essas palavras nossos Sábios indicaram que a existência do mundo depende da observância da Torá (recebida no Sinai), baseada no espírito de auto-sacrifício (como foi mostrado no Moriá).

Por que esta montanha despretensiosa foi escolhida para o acontecimento mais notável na história da humanidade – a Outorga da Torá?

Nossos Sábios oferecem diversas explicações. Dizem que todas as outras montanhas mais altas e mais belas, como Carmel e Tabor, foram em alguma ocasião usadas para idolatria. Somente o Monte Sinai não tinha sido profanado e portanto estava apto a servir para esta função sagrada.

Outra explicação interessante é que todas as outras montanhas estavam "orgulhosas" de sua altura, exigindo o direito de serem escolhidas para este grandioso evento, e exatamente por este motivo D’us preferiu o humilde e modesto Sinai. Aqui, mais uma vez, encontramos uma lição, de que a humildade de espírito é o primeiro requisito para a posse da Torá.

Nossos Sábios dizem que a famosa escada com a qual Yaacov sonhou quando fugiu de Essav, e estava colocada sobre a terra com seu topo atingindo o céu, estava suspensa sobre o Monte Sinai. Eles encontraram uma pista sobre isso, pois o equivalente numérico da palavra hebraica "Sullam" é o mesmo da palavra "Sinai" – 130.

A palavra "Sinai" tem sido usada no Talmud como um título de grande erudição.

Damos uma olhada final ao Monte Sinai e nos lembramos das palavras de nossos Sábios. Quando nosso Redentor chegar, o Monte Sinai, juntamente com o Monte Carmel e o Tabor, unirão suas vozes em louvor a D’us.

Fonte: www.chabad.org.br

Península do Sinai

Península do Sinai
Península do Sinai

O que é?

O Sinai é uma península montanhosa e desértica do Egito. Este nome vai buscar a sua origem no deus Sin, deus da lua. Por isso se diz que Sinai é a "Terra da Lua" e a terra das águas turquesa da Paz. Ocupa uma posição estratégica que une dois continentes - África e Ásia - separando também dois mares - o Mediterrâneo e o Mar Vermelho. A sua fauna é muito variada e extremamente rica especialmente em aves. Também a flora é de grande valor, possuindo mais de 5.000 classes de plantas diferentes.

A Península do Sinai é constituída por um grande triângulo de terra, com longas encostas, montanhas de granito bem altas, abismos profundos e oásis verdes e férteis. Detentor de uma história fascinante, lugares sagrados e beleza sem igual. Foi no Sinai que Moisés recebeu os Dez Mandamentos, que o profeta Elias encontrou refúgio da Rainha Jezebel e que a Família Sagrada fez a travessia quando fugiu do Egito.

Mosteiro de Santa Catarina: Construído pelo Imperador Justiniano no século 6 para abrigar monges cristãos. O Mosteiro contém a Capela do Arbusto em Chamas, o Mosaico com a transfiguração de Cristo e a Biblioteca com manuscritos cristãos antigos.

Monte Moisés: Fica além do Mosteiro. Os monges construíram uma escada de pedras com 3.750 degraus que leva ao topo.

Em Sinai encontram-se:

O Templo de Sirapid El Jadem: da época faraónica e dedicado à deusa Hator.
A Fortaleza do Soldado: que data da época de Saladino.
O Convento de Santa Catarina: construído no século IV compreende a Igreja Principal construída no ano 342 e a Igreja de Alika. O convento também possui uma biblioteca com milhares de livros antigos, exemplares únicos escritos em vários idiomas. Este convento é possuidor da mais antiga coleção de ícones do mundo cristão.

Turismo

Sinai possui praias maravilhosas nas quais se podem praticar desportos náuticos como o mergulho. A região é mesmo intitulada a meca dos mergulhadores, dos centros terapêuticos, dos desportos de aventura, dos safaris em 4x4, dos percursos em motos de três rodas pelo deserto, dos passeios de camelo desfrutando de lugares com espécies animais únicas e paisagens insólitas.

Fonte: setemaravilhasegito.xpg.uol.com.br

Península do Sinai

Monte Sinai

Península do Sinai
Monte Sinai

Falar ou pensar no Egito é pensar na história, em reis, faraós, desertos, esfinges, monumentos históricos fabulosos. É no Egito, que se encontra a Península do Sinai, situada entre os golfos de Aqaba e Suez, ao norte do Mar Mediterrâneo e ao sul do Mar Vermelho.

A aridez da região se evidencia pela degradação da superfície do solo, a vegetação é escassa e, em sua maior parte, efêmera. A escassa população, nômade e formada principalmente por pastores beduínos, concentra-se, sobretudo no norte, onde há melhor suprimento de água, e no oeste, região em que se instalou a indústria do processamento de manganês e petróleo.

De qualquer ponto de vista o Monte Sinai poderia ser mais uma montanha perdida na paisagem. Não se trata da montanha mais alta da região, nem a mais espetacular, não possui cumes altíssimos que tocam o céu. Se não fosse por uma firme crença que vem de muitos séculos, o Monte Sinai seria apenas mais um monte, como os muitos que o cercam. Segundo a Bíblia, foi no cimo do Monte Sinai que Deus entregou as Tábuas da Lei a Moisés. Por isso a região atrai peregrinos há milênios, os que já estiveram lá podem descrever as dificuldades da escalada e a inenarrável sensação de estar a 2.285 metros de altura.

O que há de especial no Sinai?

A fuga do povo hebreu do Egito rumo a terra prometida é um dos episódios mais conhecidos da Bíblia, a incrível jornada de 40 anos teve início no Monte Sinai, também chamado de Monte Horebe, que tem um significado especial para os cristãos, foi nele que Deus apareceu à Moisés em uma sarça ardente, Moisés de simples pastor de ovelhas, se tornou o libertador do povo de Israel. Foi no Sinai também que Deus entregou a Moisés as Tábuas da Lei.

Do ponto de vista espiritual, deve-se considerar o Sinai sob vários aspectos: o primeiro é a sua santidade. Apesar de ter sido considerado sagrado durante alguns milênios por ter o Senhor Deus descido sobre ele, mesmo assim, o Monte Sinai guarda em si a grandeza de ter sido escolhido pelo Altíssimo para servir de marco importantíssimo na história do povo de Israel, sinal da aliança entre Deus e os filhos de Israel.

O Monte Horebe, outro nome do Sinai, significa “lugar desolado”, isto é, um lugar cujo aspecto apresenta desolação, tristeza e abandono. É muito provável que o Sinai tenha sido escolhido por Deus justamente por sua condição de total abandono e solidão, o que reflete a condição de Seu povo no Egito.

De desolado e triste, o Sinai se tornou um dos mais importantes e desejados entre as nações.

O segundo aspecto a considerar sobre o Monte Sinai é a sua localização histórica. Assim como o Senhor Jesus é o Único intermediário entre o ser humano e Deus, o Monte Sinai foi o lugar escolhido entre a escravidão egípcia e a liberdade da Terra Prometida para tornar-se o marco entre a diferença entre o velho e o novo. Da mesma forma como as margens do Ipiranga foram um marco da independência do Brasil de Portugal, o Sinai é um marco da independência dos filhos de Israel do Egito.

O Altar de Deus

O Sinai é um altar natural, foi neste lugar que os escravos hebraicos, foram acampar logo após sua partida da terra da escravidão.

Quando lá chegaram, eles não eram nada, a não ser o verdadeiro lixo humano: homens, mulheres, jovens, velhos e crianças, com suas costas cicatrizadas pelos açoites de seus capatazes, seus pés calejados de passarem todos os dias na lama fazendo tijolos para construir cidades para faraó. Suas roupas não passavam de trapos. Seus olhos nunca viram nada além das horríveis imagens da escravidão desde o dia em que nasceram.

Mas ali mesmo, ao pé daquela montanha, aquela gente se tornou uma grande nação. Um bando de escravos partiu dali com as Tábuas da Lei, dadas pelo próprio Deus, rumo à Terra Prometida. Dali partiram, com a garantia da ajuda e proteção de Deus, para eventualmente se tornarem a nação mais próspera e temida na face da terra.

Assim, o Monte Sinai é um símbolo de vitória, do ressurgir das cinzas, do impossível se tornar possível, do fraco se tornar forte.

O Sinai é a única montanha da terra onde Deus pisou e decididamente mudou o destino de Seu povo.

Fonte: andreluizce.com.br

Península do Sinai

Monte Sinai

O relevo do Monte Sinai é desértico com temperaturas que variam de 47º C durante ao dia à -9º C durante a noite, a vegetação característica da região não favorece a ocupação humana, no entanto algumas famílias de beduínos ainda resistem na região, essas famílias vivem do comércio relacionado às peregrinações que ocorrem na Montanha de Deus.

A água é um recurso precioso no deserto, água de poço é quase inexistente e as das chuvas são ainda mais raras, essas ocorrem pelo menos duas vezes ao ano, mas a sua presença quase não é percebida devido à rápida evaporação. Projetos urbanísticos do atual governo pretendem povoar a região após obras de irrigação que irão proporcionar o aumento das áreas cultiváveis.

A região da Península do Sinai fica localizada entre o continente africano e o asiático sendo o Egito considerado uma nação transcontinental, mas a maior parte da população se concentra as margens do Nilo e a maior parte do território localiza-se no continente africano, essa nação segundo a divisão geopolítica pertence à África.

A característica do deserto é única: areia, pedra, um céu azul sem nuvem e o sol reluzente no firmamento fustigando o corpo humano que se desidrata rapidamente e um reflexo solar nas areias do deserto que prejudica irreversivelmente a visão.

A subida do monte é repleta de obstáculos e somente a certeza do encontro pessoal com Deus garante a força necessária para vencer os desafios. O ponto mais elevado a 2.215 metros acima do nível do mar é o objetivo da caminhada o mesmo ponto onde o profeta recebeu as leis de Deus, do alto a visão é de um mar de areia e a impressão é de causar surpresa, pois o deserto parece não ter fim e suas areias se perdem no horizonte.

Com uma história milenar a península é importante para o Egito desde a antiguidade, os faraós do passado glorioso, tinham percebido a grande importância estratégica que aquela região conferia ao império. Por aquelas terras as tropas de Ramsés II cruzaram para combater os Hititas e segundo Paul Johnson provavelmente foi no reinado de Ramsés II, que os hebreus sofreram com os trabalhos forçados e iniciaram o Êxodo.

Com efeito, há muitas provas convincentes de que no período de opressão egípcia, que, por fim, levou os israelitas a revoltarem-se e a escapar, ocorreu nas proximidades do último quarto do século do segundo milênio a.C., e quase certamente no reino do famoso Ramsés II. (Paul Johnson, p.36)

O calor intenso e uma sede constante geraram uma das maiores crises que Moisés enfrentou ao atravessar o deserto, manter o suprimento de água para o povo que se rebelava acreditando que a morte era certa e que a melhor solução seria retornar para o Egito. Conforme as narrativas bíblicas, o líder dos hebreus encontra uma fonte de água no deserto, essa, no entanto, era salobra e a providência divina de um Deus que zelava por seu povo, agiu através do seu escolhido ao qual com uma vara tocou na fonte e esta se tornou agradável para o povo consumi-la.

A região está integralmente inserida no relato bíblico do Antigo Testamento onde segundo os registros, no Monte Sinai Deus entregou os Dez Mandamentos para Moisés, no centro-sul da Península do Sinai, Egito, local sagrado para as três religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo.

Península do Sinai
Monte Sinai

A história de Moisés segundo as escrituras inicia-se as margens do Nilo atravessando o deserto e as margens do Mar Vermelho, onde o maior desafio da fé é colocado em questão, o povo de Israel o atravessa com tranqüilidade enquanto o exército do Faraó é consumido pelas águas. Sua importância religiosa atraiu peregrinos ao longo dos anos, um dos exemplos importantes foi a visita da Imperatriz Helena de Bizancio, mãe do imperador Contantino o Grande, no século IV, que fez ali contruir uma igreja, a Capela da Sarça Ardente, a exemplo da igreja também construída em Jerusalém o local  suposto do Santo Sepulcro, fortalecendo assim a posição do imperador Contantino diante da nova força que emergia, o Cristianismo.

No Sinai foi estabelecido pela igreja romana, uma comunidade monástica e monges prontos para proteger o santo local do ataque dos povos do deserto, hostis a nova religião que emergia do judaísmo, com a nova mensagem que Jesus trouxe ao mundo, o imperador, Justiniano mandou construir uma muralha à volta da igreja, no ano 542 e atualmente o  Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina é tombado como Patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Península do Sinai
Mosteiro de Santa Catarina

Após atravessar o deserto, o mar, Moisés chega a uma região hoje conhecida como o deserto do Sinai o calor de 37°C ao dia com a umidade do ar a 25%, aumentando ainda mais a sensação térmica de calor, dificultando a presença do povo naquela região inóspita. Ao sopé da Montanha de Deus existe uma plataforma que é capaz de comportar mais de 60.000 pessoas, é provável que neste local os israelitas tenham espero por Moisés com as Tábuas da Lei e onde fora erguido o primeiro Tabernáculo. Por quatro vezes Moisés subiu a presença do Senhor na última vez ele recebeu a Lei, esse tempo foi de quarenta dias e quarenta noites, tempo em que o povo de Israel se rendeu ao paganismo provocando a ira de Deus que fora aplacada pelo profeta que intercedeu pelo povo escolhido.

A região através dos milênios foi dominada por vários povos: egípcios, ptolomeus, romanos, bizantinos, mulçumanos, britânicos, israelenses e atualmente voltou para o domínio egípcio após o acordo de paz de Campo David (26 de março de 1979) acordo esse que o Egito reconhecia a soberania do Estado de Israel, e os israelenses devolveriam a Península do Sinai ao domínio egípcio.

A geografia da região tem seus relevos diferenciados o clima desértico desfavorece as caminhadas durante o dia, sendo essas feitas geralmente durante a noite.

O Monte Sinai é a montanha de Deus, um local de difícil acesso que exige do fiel uma força espiritual e humana fora do comum, precisavam então estar preparados para superar as dificuldades físicas, a caminhada exige para os bem preparados fisicamente pelo menos uma hora e meia de subida sendo essa feita no período noturno devido à dificuldade encontrada pelo calor escaldante durante o dia.

O período noturno oferece o frio do deserto e estar agasalhado é tão necessário quanto estar hidratado, o horário mais apreciado é o nascer do sol, sob o olhar atento dos fiéis a esfera solar desponta no horizonte do deserto causando a impressão da chama divina, estando apoiado sobre o Monte de granito vermelho.  

A subida ao monte pode ser feita por dois caminhos: o original, que consiste numa subida de mais de 4.000 degraus, ou outro, já adaptado pelos beduínos, onde se caminha por 7 km, mais a subida final é de 750 degraus. Na parte inferior além da plataforma capaz de comportar o povo israelita, que esperava o retorno de Moisés que recebia as Tábuas da Lei, existe uma caverna onde o profeta Elias teria passado 40 dias e noites em comunhão com Deus. Os sábios e os escritores judeus se esforçaram para comprovar que Moisés não era uma figura sobre-humana, diferente das outras culturas do mundo Antigo, esse fato ficou comprovado pelas escrituras que apresentam um homem com fraquezas humanas.

Podemos concluir que o Monte Sinai é um Monte separado para sagrado, o local onde a justiça se manifestou, já que foi lá que Deus deu um código jurídico e de ética, para o seu povo. Um lugar inóspito, sem vida, mas a partir deste Monte é que foi legitimada a nação dos israelitas, o começo da apropriação da terra prometida, e onde se consolidou a aliança entre o povo e seu Deus único.

Amarildo Salvador

Referências Bibliográficas

Andrade, Claudionor. Geografia Bíblica. CPAD, 2008.
Gunneweg, Antonius H.J. História de Israel: Dos primórdios até Bar Kochba e de Theodor Herzl até os nosso dias. Teológica 2005.
Josefo, Flávio. A História dos Hebreus. São Paulo: CPAD, 2001.
Johnson, Paul. História dos Judeus. Rio de Janeiro: Imago, 1995.
Lawrence, Paul. Livro Atlas Histórico e Geográfico da Bíblia. São Paulo: SBB.

Fonte: amigosdoccj.wordpress.com

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