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Política do Egito

A economia egípcia foi fortificada nos primeiros anos dessa dinastia (305 a 221 a.C.), os primeiros Ptolomeus estruturaram economicamente o Egito implantando um sistema de circulação de moedas, adotando assim, o sistema comercial do mundo mediterrâneo, o qual permitiu que a economia fosse voltada para o comércio externo de mercadorias. Uma das criações de Sóter I foram as ''casas bancárias" que se espalhavam pôr todo o Egito. ''As casas bancárias trabalham em ligação com o "banco do Estado", cujo o papel não é unicamente comercial, mas como caixas públicos que recebem taxas, licenças, impostos em "talentos" (dinheiro) que administram-no e fazem-no multiplicar mediante a empréstimos, em benefício do Estado''[1]. O desenvolvimento econômico voltado para agricultura estabeleceu uma admiração e cobiça dos outros povos do Oriente e principalmente do ocidente, pois a produção de cereais, árvores frutíferas, vinhedos e oliveiras faziam com que a economia egípcia se tornasse também uma potência econômica. A preocupação em manter o mesmo tipo de agricultura criado pelos faraós tinha a função de solucionar as cheias do rio Nilo, a qual aproveitavam para a irrigação das áreas mais afastadas.

A terra também servia como um sistema econômico de exploração onde a relação de propriedade estava distribuída em terra real, terra pertencente aos templos, terra dos clerucos e as terras particulares. No caso da terra real, o camponês poderia cultivar nas terras reais desde que pagasse 50% do produzido, já as cleruquias eram lotes de terra que os soldados recebiam quando não estivessem prestando serviço militar; as terras pertencentes aos templos eram utilizadas pelos escravos do templo que produziam para os sacerdotes. Para as terras particulares o rei procurava os oficiais do reino e contratadores, pois eram eles que garantiam a maior parte da produção vinícola.

No caso da política econômica externa, os Ptolomeus mantinham intensa atividade com Roma e Índia. A economia na cidade de Alexandria estava caracterizado pela posição geográfica, sendo o ponto terminal do comércio oriundo do Oriente, através do Egito e ponto inicial do comércio mediterrâneo. ''O reino alexandrino era administrado pôr um sistema incomparável de controle estatal centralizado, altamente lucrativo o qual representava um alvo particularmente atraente, devido a sua riqueza em cereais, ouro, cobre, ferro, pedras de construção e mármores, além do cultivo e exportação de papiro"[2] O comércio passa a ter, em termos internacionais as seguintes características:''o Egito exporta o trigo e produtos originários da África e Índia''[3], onde a grande procura desses produtos, fez com que aumentasse a economia egípcia. Com os primeiros Ptolomeus esse comércio foi altamente favorável ao Egito, pois os lucros conseguidos no "tráfico de produtos" que passavam pôr dentro do país, fez com que eles instituíssem altas taxas tributárias.

As conquistas territoriais devem-se à intranqüilidade das outras cidades helenísticas que viviam em conflito desde a morte de Alexandre o grande, esses conflitos foram marcados pela ambição de certos generais como Antígono, Cassandro, Seleuco e também Ptolomeu Sóter do Egito que chega a conquistar a Cirenaica; já seu filho Ptolomeu Filadelfo conquistou o Chipre, Lícia e a Celessíria. Entretanto no período de Ptolomeu V Epifânio (204 a.C. a 181 a.C.) o Egito apresenta seus primeiros sinais de crise, tanto no plano econômico quanto no político. A partir de então, iniciaria uma profunda crise no Egito, datada de 205 a 51 a.C. Em grau evolutivo, a grande crise envolveria praticamente todos os futuros Ptolomeus e chegaria ao clímax com Ptolomeu Aulete, que para conseguir verbas teve que recorrer aos cofres romanos.

Todo esse contexto que esta sendo remetido aqui, Plutarco nos apresenta em sua obra “Vidas Paralelas ”[4]. No entanto esses fatos estão relacionados as suas biografias que retratam o período que se inicia em 323a. C e vai até o período em que Roma se envolve nos diversos combates entre os reinos helenisticos. Sobre esses combates é necessário relacionar as biografias de homens gregos com homens romanos para que se possa compreender melhor o contexto aqui exposto. Entretanto, a relação dos egípcios com os romanos estão centradas nas biografias dos romanos, pois são nelas que estão apresentadas a relação do protetorado.

Fonte: www.geocities.com

Política do Egito

Antigo Império (3200-2200 a.C.)

Os primeiros grupos humanos a se fixar no vale do Nilo foram os nomos, que formavam comunidades agrícolas bastante rudimentares.

Da unificação dos nomos formaram-se dois reinos: um no norte e outro no sul do país. O reino do sul tinha como símbolo uma coroa branca e sua capital era a cidade de Hieracômpolis. O reino do norte tinha a coroa vermelha como símbolo e sua capital era a cidade de Buto.

Por volta do ano 3200 a.C., o reino do sul venceu o reino do norte e o faraó Menés (ou Narmer), do sul, unificou os dois reinos, passando a usar as duas coroas. A capital do reino era Tínis, daí chamar esse período de tinita, tendo uma duração até ano 2800 a.C.

Os sucessores do primeiro faraó organizaram uma monarquia poderosa, de origem divina, onde o faraó governava com poder absoluto, auxiliado por um grupo de altos funcionários que administravam os nomos, cujo número foi elevado para 42.

Essa foi a face de maior prosperidade do Antigo Império. O primeiro faraó a dominar o Egito foi o Djoser, por volta de 2850 a.C. fundou a terceira dinastia. Entre 2700 e 2600 a.C. foram construídas as pirâmides de Gizé, aos faraós Queóps, Quefrén e Miquerinos. A nova capital era Mênfis.

Entre 2400 à 2000 a.C. o poder do faraó enfraqueceu com a ascensão dos nomarcas, apoiados pela nobreza. Esses governantes lançaram o país numa grave crise.

O Médio Império (2000 – 1750 a.C.)

Nesta fase os faraós conseguiram fortalecer novamente o seu poder partindo da cidade de Tebas, para enfrentar a anarquia militar, centralizando o poder em suas mãos. Ao permitirem o ingresso no exército, os elementos das camadas inferiores, puderam realizar um grande trabalho de conquista militar, submetendo à Palestina e a Núbia. No deserto da Núbia descobriram minas de ouro e na Palestina, minas de cobre.

Entre 1800 e 1700 a.C. chegaram ao Egito os hebreus, que invadiram e foram dominados para trabalhar a serviço do faraó, conseguiram deixar a região com o comando de Moisés no chamado Êxodo. Mas foram os hicsos, que denominaram o país, dominando a região do delta do Nilo, onde se instalaram de 1750 à 1580 a.C. O êxito dos hicsos foi devido em grande parte ao uso do cavalo e dos carros de guerra, que os egípcios não conheciam.

O Novo Império (1580 – 1085 a.C.)

Depois da expulsão dos hicsos, o Egito começou a se militarizar, a ponto de se transformar numa potência imperialista. A causa dessa evolução se explica pela assimilação dos ensinamentos dos hicsos, como a utilização dos cavalos e dos carros de guerra, e pela necessidade de se defender contra futuras invasões.

Esse período de imperialismo começou sob o reinado de Amósis e continuou sob o comando de Tutmés I e Hatshepsut, que estava no lugar de Tutmés III que ainda não podia assumir o trono pela pouca idade que possuía. Hatshepsut foi a primeira mulher egípcia a usar a coroa dupla. Mas foi Tutmés III que iniciou as conquistas territoriais na Síria e na Palestina, estendendo seu domínio até o Rio Eufrates.

As riquezas e os escravos trazidos dos países conquistados proporcionaram um notável desenvolvimento no Egito. Foi exatamente nessa época que o faraó Amenófis I, casado com a rainha Nefertiti, promoveu uma revolução religiosa e política, substituindo o deus Amon-Rá por Atón, simbolizado pelo disco solar, tentando mudar a religião politeísta dos egípcios, para a monoteísta.

Ao mesmo tempo que ele implantou a região monoteísta ele acabou com a classe dos sacerdotes. Estes, muito poderosos e gozando de muitos privilégios, ameaçavam constantemente sobrepujar o poder real. Assim Amenófis expulsou os sacerdotes, construiu um templo em Hermópolis e passou a denominar-se Aquenáton, o supremo sacerdote do novo deus.

Tutancáton, pôs fim à revolução religiosa e restaurou o deus Amon, depois disso mudou seu próprio nome para Tutancâmon.

Os faraós da dinastia de Ramsés II (1320 – 1232 a.C.) prosseguiram a obra de conquista, mas tiveram que enfrentar novos obstáculos. O mais importante foi a invasão dos hititas.

O período de apogeu egípcio estava em declínio. Começava uma nova época de dificuldade, com diversos inimigos ameaçando as fronteiras.

No século VII a.C., os assírios invadiram o país comandados por Assurbanipal, de (663 – 525 a.C.). Os egípcios conseguiram resistir a dominação Assíria e o faraó Psamético I (655-610 a. C.) libertou a nação. Em seguida, com o governo de Necão o Egito viveu o seu último momento de esplendor imperial, intensificando o comércio com a Ásia, visando unir o rio Nilo ao Mar Vermelho, com isso, financiou a expedição do navegador fenício, Hamon que realizou uma viagem singular para aquela época. Ele partiu do Mar Vermelho e em três anos contornou a costa africana retornando ao Egito pelo Mar mediterrâneo.

Depois de Necão, as lutas internas entre a nobreza, os burocratas, os militares e os sacerdotes somados as rebeliões camponesas, enfraqueceram o Império. O Egito teve um curto tempo de recuperação, graças a alguns soberanos que fixaram a capital em Sais. Esses faraós trouxeram mercenários gregos para trabalhar no Egito, enquanto comerciantes gregos se instalavam em Naucrátis.

As invasões se tornaram-se constantes, e em 525 a.C., os persas comandados pelo rei Cambises, conquistaram o Egito definitivamente, mas outros conquistadores se estabeleceram na região, como os gregos que em 331 a.C. com a ajuda de Alexandre Magno (356 a.C. - 323 a.C.) conseguiram invadir a região e proclamar-se faraó. Depois da sua morte, o país ficou com de seus generais gregos, Ptolomeu, fundador de uma dinastia de 300 anos. Depois os macedônios, até a chegada dos romanos em 30 a.C. e converteram o território em província. Com a fundação de Constantinopla em 324 d.C., o Egito ficou sobre a órbita bizantina até a conquista árabe em 641 d.C. Depois vinheram os turcos e ingleses, mas somente no século XX a região conseguiu recuperar sua autonomia política.

Fonte: br.geocities.com

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