Toda e qualquer matéria apresenta em sua essência a eletricidade.
Sabemos que todos os átomos são constituídos por elétrons e que o livre movimento dos elétrons forma a corrente elétrica.
Assim como o movimento das moléculas de água em um sentido único constitui a corrente de um rio também uma série de cargas elétricas se deslocam seguindo o mesmo sentido. A esse deslocamento dos elétrons damos o nome de corrente elétrica.
Ainda comparando as duas idéias de corrente hidráulica e de corrente elétrica é importante lembrar que tanto para o processamento dos efeitos da água como da eletricidade são necessárias diversas condições que permitam a condução do fluxo através de um circuito.
Para a condução de um fluxo de água são necessárias instalações através de canais e de tubulações apropriadas de forma que o fluido percorra um circuito traçado previamente.
Da mesma forma para que se aproveite o efeito da corrente elétrica e seu transporte é preciso um sistema de condutores, geralmente fios metálicos através dos quais a corrente elétrica se dirige até o lugar de aplicação.
Este transporte de elétrons se obtém diante de uma diferença de potencial assim como a água necessita de uma diferença de nível para se deslocar de um local a outro.
Quando um átomo apresenta energia interna acima do índice normal dizemos que ele está excitado.
Este excesso de energia faz com que os elétrons que se encontram no exterior do átomo abandonem sua órbita.
Quando um átomo perde ou ganha elétrons passa a ser chamado de íons. Dizemos que ele se torna um íons positivo quando perde elétrons e se, ao contrário, ele ganhar elétrons, ficará carregado negativamente e passará a ser chamado íons negativo.
Alguns elétrons de certos átomos metálicos estão relativamente livres para transportar-se de um átomo a outro.
Estes elétrons livres são quem constituem o fluxo de corrente elétrica nos condutores elétricos.

Um bom condutor é aquele que oferece a menor resistência para o fluxo da corrente.
A energia elétrica é transmitida através dos condutores por meio do movimento dos elétrons livres que passam de átomo a átomo dentro do condutor.
O cobre é considerado um bom condutor pois possui uma grande quantidade de elétrons livres.
Cada elétron se move a uma pequena distância até o átomo vizinho retirando-se fora de sua órbita.
O corpo humano é um bom condutor de elétrons, uma vez que apresenta elevada porcentagem de água que conduz os íons, principalmente Na+ e Cl-.
Os maus condutores, ou isolantes, são os corpos que necessitam de elétrons porque tem muito poucos elétrons livres. São exemplos de isolantes a madeira seca, a mica e o vidro.
Em eletricidade são utilizados os bons condutores na construção de cabos e fios metálicos e os maus condutores são empregados como isolantes.
O espaço entre os corpos carregados eletricamente e o que os rodeia e no qual se faz sentir a influencia dessas cargas se denomina campo elétrico de forças ou campo eletromagnético.
O campo elétrico não necessita de meios de união mecânicos ou físicos com os corpos.
Pode estar presente no ar, vidro, papel, sendo que em qualquer tipo de material os campos de força de projetam em todas direções no espaço. Partindo-se do ponto de origem, estes campos de força diminuem à medida que a distância deste ponto aumenta.
Quando conectamos o polo negativo da fonte geradora ao local da aplicação observamos que os elétrons livres começam a mover-se em direção ao polo positivo.
Este fluxo de elétrons que é denominado corrente elétrica e que flui por um condutor pode ser medido em ampère que é representado pelo símbolo I.


Fonte: www.ck.com.br

Michael Faraday (1791 - 1867)
Se o homem não tivesse descoberto como utilizar a energia elétrica, a vida seria muito diferente, principalmente nas cidades. Sem luz elétrica, rádio, televisão nem geladeira, etc. Para quem está acostumado com todas essas comodidades, fica até difícil imaginar como a vida seria.
A parte da física que estuda a energia elétrica e os fenômenos a ela relacionados chama-se eletricidade. É comum associarmos a noção de eletricidade a equipamentos, a algo criado pelo homem. Mas, na verdade, a eletricidade sempre existiu, desde o surgimento do Universo. Mesmo antes do surgimento da vida em nosso planeta, a eletricidade já estava presente e se manifestava, por exemplo, nos intensos relâmpagos que costumavam ocorrer.
Os nossos corpos são dotados de eletricidade. O sistema nervoso, por exemplo, só funciona por causa dos impulsos elétricos que passam de célula a célula. As batidas do coração também funcionam por meio de descargas elétricas. Como se vê, a eletricidade é um fenômeno natural. O homem apenas a descobriu e desenvolveu formas de usá-la.
A ciência da eletricidade e do magnetismo só começou a desenvolver-se, de fato, há uns trezentos anos. Antes disso, apenas a bússola, um aparelho magnético, teve importância na história humana. A pesquisa cientifica da eletricidade e do magnetismo produziu a Segunda Revolução Industrial: a industria, até então tocada a carvão e vapor, passou a funcionar com aço, eletricidade e magnetismo.
A energia elétrica demonstrou-se segura de manejar, limpa, barata quando extraída das quedas d'água, utilizável em motores, na produção de calor e luz, nas telecomunizações e na criação de milhões de dispositivos eletromagnéticos - das campainhas caseiras até os computadores e robôs.



Fonte: http://geocities.yahoo.com.br