O burburinho em torno dos Emirados Árabes, pelo menos no mundo do turismo, é bem recente. O destino começou a bombar em 1999, com a inauguração, em Dubai, do hotel mais luxuoso do mundo: o Burj Al Arab, instalado em uma torre de 321 metros de altura e com diárias entre 1,5 mil e 10 mil dólares. Dubai é um dos sete emirados que formam o país, localizado na entrada do Golfo Pérsico, no Oriente Médio cada um tem o mesmo nome de sua capital e é governado por um xeque (ou príncipe) com total soberania sobre os assuntos internos. O regime é fechado: não há partido político nem oposição constituída. As regras islâmicas, no entanto, são aplicadas de forma tolerante: é permitido o consumo de bebidas alcoólicas nos hotéis e as mulheres podem andar com o rosto descoberto. Para turistas, a liberação é geral: até biquínis brasileiros são bem-aceitos.
Em um território relativamente pequeno (83 600 quilômetros quadrados) e desértico, o país é pontilhado de oásis, montanhas e praias. Mas o que atrai mesmo são os "paraísos" construídos pelo homem especialmente em Dubai, onde as extravagâncias dos governantes parecem não ter limites. Quando começaram a faltar terrenos em frente ao mar para novos hotéis, por exemplo, mandaram construir ilhas artificiais com mais 120 quilômetros de praias. Para ter melhores conexões com o resto do mundo, criaram uma companhia aérea que, em 15 anos, se tornou uma das melhores do planeta. Muito do dinheiro para toda essa ostentação vem da exploração de petróleo, claro. Com a previsão de que as reservas se esgotem até 2010, decidiu-se investir em turismo. Deu certo: só Dubai recebe 4,7 milhões de visitantes por ano mais do que o Brasil inteiro. Os viajantes do mundo agradecem.
DDI: 971 (Emirados Árabes) e 4 (Dubai)
Língua oficial: árabe
Moeda: dirham
Visto: é necessário, assim como o certificado internacional
de vacinação contra febre amarela
Hora local: + 7h
Melhor época: de outubro a abril
Fonte: viajeaqui.abril.com.br
Nascido do deserto e renascido do petróleo, o Dubai é uma cidade-estado invejável, procurada por milhares de turistas. O segredo do seu sucesso está na mistura dos melhores ingredientes do passado, do presente e do futuro. Uma receita de boas tradições, luxo e modernidade a seguir. Terra de fascinantes contrastes, surge no imaginário ocidental como um destino exótico e único.
O deserto ocupa quase a totalidade do território deste estado autónomo dos Emirados Árabes Unidos. Não existem montanhas com neve, nem praias de palmeiras, selvas tropicais ou lagos exóticos. No entanto, outros países donos destes atractivos naturais não conseguem ter o mesmo volume de turistas que o Dubai chama ao seu território.
O segredo deste espectacular sucesso está no rápido desenvolvimento das infra-estruturas, no "marketing" agressivo e na variedade da oferta turística. O emirado é conhecido como um destino de contrastes charmosos. À primeira vista, ele apresenta-se como um centro dinâmico de negócios, onde Rolls Royces e Mercedes dobram as esquinas de arranha-céus que "gritam" "design" e modernidade. Por outro lado, vive-se uma viagem ao passado, quando a cidade era ainda uma aldeia de pescadores e apanhadores de pérolas, e a vida era simples e sem "stress". Estes contrastes dão ao Dubai uma personalidade e sabor únicos: uma sociedade cosmopolita com um estilo de vida internacional, no entanto com uma cultura profundamente enraizada nas tradições islâmicas da Arábia.
Cosmopolita q.b. desvenda-se no meio de uma região de areais, mar e muito sol. Se há um século atrás era uma tranquila cidade à margem da água, habitada por nómadas, criadores de camelos, pescadores e apanhadores de pérolas, hoje é uma metrópole ultra-moderna, com arranha-céus de arquitectura futurista onde passeiam pessoas de todo o Mundo. Há mesmo quem lhe chame a Manhattan das Arábias.
Dubai é a cidade-estado número um em turismo e negócios do Médio Oriente e a segunda maior dos sete Emirados Árabes Unidos. Concentrada principalmente na área da sua delicada enseada, pois a maioria dos seus 78.000 km2 de território é deserto, é na realidade constituída por duas cidades separadas pelo canal Creek, Bur Dubai e Deira. Apesar de se encontrarem ligadas por duas pontes e um túnel, a maneira mais agradável de atravessar o canal é apanhar um táxi de água, o "abbra". Ambas as zonas têm movimentados "souks" mas o centro histórico do Dubai fica em Deira. Mas os reluzentes e vistosos prédios de escritórios em Bur Dubai ameaçam tornar-se no centro nevrálgico da cidade-estado.
Sabiamente, a indústria do turismo criou primeiro as instalações e os meios e só depois convocou os clientes para deles usufruírem. O moderno aeroporto, com o futurista terminal Sheikh Rashid, a completa rede de transportes, o eficiente sistema de comunicações, o sector financeiro estável, junto às diversas áreas históricas, tudo contribuiu para fazer do Dubai uma cidade atraente, onde tudo funciona às mil maravilhas!
Embora se saiba pouco sobre a história desta área, durante algumas explorações arqueológicas foi encontrado material que deixa supor que as primeiras fundações datam de há mais de 4000 anos. Outras evidências ligam as pessoas dos Emirados Árabes Unidos à misteriosa civilização Magan da Idade do Bronze.
No final do século XVI os portugueses tentaram controlar o comércio local, mas em 1766, os ingleses ganham o controle da região em redor do canal. Em 1820, os Emirados Árabes Unidos ficam sob a autoridade do Império Britânico, após alguns ataques perpetrados contra a frota de Jorge IV. É então assinado um tratado onde os governantes árabes locais aceitavam a protecção militar dos ingleses e prometiam refrear a pirataria nos mares.
Com a descoberta de petróleo no campo de Fateh, em 1966, que resultou num fantástico "boom" económico, o futuro do Dubai alterou-se. A independência foi conquistada a 2 de Dezembro de 1971 e é desde essa altura um dos sete estados autónomos que fazem parte da federação dos Emirados Árabes Unidos.
Situada numa das zonas mais antigas da cidade, está a Mesquita Jumeirah, uma das maiores e mais bonitas do Dubai e exemplo típico da moderna arquitectura islâmica. O edifício é particularmente atraente à noite, quando iluminado.
No bairro de Shindagha, na foz do Creek, ergue-se a residência oficial
do Sheikh Saeed Al Maktoum, governador do Dubai (1912-1958) e avô do
governador actual, Sheikh Maktoum bin Rashid Al Maktoum. A casa que data de
1896 possui uma rara colecção de fotografias, moedas, selos
e documentos históricos.
Aberta todos os dias das 8h30 às 21h00, excepto à sexta-feira
(15h00 às 22h00).
Os arranha-céus fazem do Dubai uma Hong Kong ou Singapura do Médio Oriente. O Dubai Bank, com a sua fachada curva de vidro fumado, desenhada para representar a vela cheia de um "dhow", é espantoso; mas outros como a torre em frente rematada com o que parece ser uma bola de golfe gigante (Etisalat Tower) ou o Burj Al Arab que irá ser o hotel mais alto do mundo, não ficam atrás. No Dubai World Trade Center, com 39 andares de escritórios de multinacionais, pode-se ter uma vista sublime da cidade entre as 9h30 e as 16h30.
No forte Al Fahidi construído em 1799 e restaurado em 1993 foi instalado o Museu do Dubai. No interior das paredes que guardavam a cidade exibem-se objectos descobertos nas escavações arqueológicas, representações de casas tradicionais e mercados, e dioramas ilustrativos da vida do povo antes da descoberta do petróleo.
Aberto todos os dias das 8h30 às 20h30 excepto à sexta-feira (15h00 às 21h00).
Junto à margem do Creek no bairro de Shindagha foi recriada uma aldeia dos primórdios. O complexo das Heritage and Diving Villages oferece exposições de olaria e demonstrações das artes dos tecelões e dos apanhadores de pérolas. Existem muitas lojas a vender artesanato.
Muitas famílias do Dubai procuram os parques recreativos da cidade. Os parques Mushrif, mesmo por detrás do aeroporto, Creekside, Safa e Umm Suqueim são quatro dos mais atractivos, com luxuriantes jardins, plantas exóticas e grande variedade de divertimentos
Um local de divertidas atracções aquáticas ligadas entre elas, para as crianças se divertirem ao máximo e para os adultos recordarem os prazeres de ser criança durante o ano inteiro, pois a água está sempre a uma temperatura convidativa.
Localizado logo a seguir à ponte Garhoud em Bur Dubai, o parque WonderLand é o mais recente parque de diversões que atrai pessoas de todas as idades. As atracções incluem numerosos escorregas de água, montanhas russa, jogos de perícia, barcos de choque, etc.
O Dubai vangloria-se por ter um dos maiores mercados de ouro a retalho do mundo inteiro, vendendo tudo, desde lingotes a complicados trabalhos de joalharia, por uma pechincha. As montras das lojas que dão para a rua principal escondem normalmente corredoras de estabelecimentos mais pequenos.
Esta rua atravessa o coração do ?souk? de Bur Dubai. As suas milhares de lojas estão inundadas com as últimas novidades electrónicas, vídeos, televisões, equipamento fotográfico, relógios, etc., que são vendidos a preço da chuva.
As estreitas ruelas deste mercado de especiarias estão invadidas pelo odor do cravo-da-Índia, canela, incenso, frutos secos, pimenta e nozes. Importadas de todo o Médio Oriente, estas drogas aromáticas estão dispostas em grande sacos de serapilheira, oferecendo um espectáculo de cores inesquecível.
Com um clima subtropical onde a temperatura média é de 24ºC, a melhor altura para visitar Dubai é entre os meses de Outubro e Maio. A época mais quente vai de Junho a Setembro.
Ir ao Dubai e não passear no deserto, é como ir a Roma e não ver o Papa. Diariamente são organizados passeios pelas dunas e montanhas do território, que podem ter a duração de meio dia, um dia inteiro ou dois dias, com uma noite passada num acampamento beduíno. Desde conduzir em todo-o-terreno nas traiçoeiras areias, andar de camelo, fumar "narghilé" (cachimbo de água) ao luar, fazer esqui na areia, visitar aldeias perdidas, assistir ao treino de falcões, as hipóteses são variadas e todas muito originais.
Uma maneira diferente de ver o Dubai é fazer um cruzeiro no canal a bordo de um "dhow" - barco tradicional de madeira. Desde a foz e ao longo das margens do Creek, tanto de dia como de noite, vêem-se os principais monumentos.
Os carros locais funcionam em Deira e em Bur Dubai. Não se aconselha alugar um carro, porque conduzir no Dubai é um verdadeiro esporte!
Os "abbras" funcionam desde manhã até cerca da meia-noite. Na zona antiga da cidade vale a pena passear a pé.
Fonte: www.millenniumbcp.pt
Dubai é a maior cidade dos Emirados Árabes Unidos. É a capital do emirado de mesmo nome. Dubai, na verdade combina duas cidades, Dubai e Deira, divididas pelo rio Creek. Sua localização entre a Ásia e o Ocidente e perspicazes homens de negócio transformaram o que era um posto no deserto em um centro de negócios regional.
O petróleo ajudou a abastecer a mudança, mas agora Dubai está ignorando a natureza e confiando em suas próprias criações para manter a economia rodando.
Em Dubai a regra predominante é de que não importa se as condições climáticas ou geográficas não favorecem. O que o homem puder criar, Dubai, cedo ou tarde, irá oferecer.
Para quem busca neve, por exemplo, Dubai está construindo uma das maiores pistas de esqui indoor do mundo. Somada a uma inclinação para o não-usual, o desejo de Dubai para brilhar gerou uma coleção de projetos que vão do grandioso às coisas intrigantes, como a Chess City, complexo de prédios em que cada um tem a forma de uma peça de xadrez.
A Burj Dubai, aclamada como a maior torre do mundo, é um dos grandes projetos que deve emergir no horizonte da cidade em alguns anos. Não se sabe qual será a altura exata do edifício após a finalização da construção, mas acredita-se que ela terá aproximadamente 705 metros de altura, o que a fará não somente o arranha-céu mais alto do mundo, bem como a estrutura mais alta do mundo. O término de sua construção está prevista para 2008, e seu custo estimado é de oito bilhões de dólares. Ao atingir sua altura máxima, o Burj Dubai deverá superar não somente o arranha-céu mais alto do mundo da atualidade, o Taipei 101, bem como a estrutura não sustentada por cabos em terra firme mais alta do mundo, a Torre CN, e a estrutura mais alta do mundo, a Torre da KVLY-TV.
É ao longo de sua costa, no entanto, que Dubai exerce todas as suas ambições de grandeza. Além do luxuoso hotel subaquático de US$ 500 milhões batizado Hydropolis, situado a 20 metros abaixo do nível do mar, outra construção audaciosa são as duas ilhas artificiais de U$ 1 bilhão cada uma na forma de palmeiras, que abrigarão resorts de luxo e alguns casarões. A ilha finalizada, Palm Island, já é um grande ponto atrativo da cidade.
Mar adentro, começaram as obras do chamado "The World”, um conjunto de ilhas artificiais que lembra o mapa do mundo. Ilhas com o formato da França ou da Austrália estão entre as opções que estrangeiros podem comprar após a lei que permite que não-cidadãos dos Emirados Árabes residam em propriedades no país por 99 anos.
Outra construção ambiciosa, o hotel mais caro do mundo, Burj al Arab, é a grande atração em Dubai. Tem 321 metros de altura, mais alto que a Torre Eiffel e é o hotel mais alto do mundo, levou quatro anos para ficar pronto e custou a ninharia de US$ 6 bilhões.
Situado 15 km ao Sul da cidade de Dubai, o hotel Burj Al Arab e o parque aquático Wild Wadi são parte de uma ilha artificial distante 280 metros da praia de Jumeira Beach, a praia dos milionários, à qual está ligada por uma via de acesso em curva, sob uma ponte. A construção começou em 1994, sobre pilares enterrados a até 40 metros abaixo do leito subaquático.
O prédio, em formato de um veleiro, compreende um heliponto no 28º andar e um restaurante panorâmico semi-suspenso no ar, tornando-se um ícone de referência na paisagem de Dubai.
Mas nem tudo é novidade em Dubai. A cidade também oferece pontos históricos entre suas atrações. Há três sítios arqueológicos importantes em Dubai. Al Ghusals e o Al Sufooh têm 2000 anos de antigos vestígios e é possível visitar os locais da escavação também em Jumeirah onde se encontram artefatos do século VII ao XV. O antigo distrito de Bastakiya, com suas ruas estreitas e altas torres de vento oferece uma visão de como era Dubai antigamente. Ao leste do Forte Al Fahidi, que abriga o Dubai Museum e uma interessante exibição de retratos do mundo submarino da pesca de pérolas, está a maior concentração de casas com torres de vento tradicionais. No passado, a cidade era famosa pela massa de torres de vento que se alinham ao longo das margens do Creek. Mais do que meramente decorativas as torres eram o único meio de refrescar as residências antes do advento da eletricidade.
A Torre Nahar, construída por volta de 1870, era uma das linhas de defesa ao leste e ao norte de Dubai. Um dos três pontos de sentinela da antiga cidade, o restaurado Burj Nahar, com seus pitorescos jardins em Deira, é um dos pontos populares de fotografia.
Na beira do Creek, Shindagha é o local original de onde Dubai cresceu. A casa do Sheikh Saeed, a antiga residência da poderosa família Maktoum, foi restaurada com cuidado em um ambicioso projeto que devolveu o local á sua glória original e a transformou em museu.
Praticamente um canteiro de obras e restaurações, Dubai está definitivamente construindo e solidificando um admirável destino turístico e de negócios, que oferece atrações para todos os gostos...
Fonte: passagensaereas.com.br

Creek
A cidade de Dubai – um dos sete emirados árabes unidos – nasceu às margens do Creek, o rio que é a principal artéria da cidade e que separa as regiões de Bur Dubai e Deira.
Caminhando-se ao longo de seus flancos, percebe-se o comércio incessante de seu povo, que ali se estabeleceu e que até hoje mantém essa tradição de vários séculos. No entanto, a melhor maneira de se apreciar esse comércio é através de barcos pitorescos conhecidos como abrat – espécie de táxi aquático que faz o percurso ao longo do Creek até o distrito de Shindagha, onde há uma réplica de uma vila de mergulhadores de pérola, mantendo essa tradição e a cultura de seu povo. Também em Shindagha, a casa do primeiro governador da região, Sheikh Saeed Al Maktoum foi transformada em museu e contém fotografias e numerosos objetos que lembram sua vida em Dubai.

Bela paisagem da moderna arquitetura de Dubai
Prosseguindo pelo Creek, chega-se ao Textile Souk, lugar freqüentadíssimo não só pelos locais como pelos turistas, que ali encontram uma profusão de pequenas lojas de roupas, que vendem a famosa seda bruta e trabalhada e tecidos de algodão. Perto dali está o escritório do governo, espécie de prefeitura, o Ruler´s Diwan. Mais adiante, o restaurado distrito de Bastikiya, com suas estreitas ruelas que nos dão uma visão do que foi a “velha Dubai”. Desse ponto da cidade, principalmente à tarde, se tem uma vista fantástica refletida nas águas, dos inúmeros edifícios dourados e de fachadas curvilíneas, adornadas com aço polido e vidros multicoloridos que se estabeleceram às margens do Creek.
Fonte: www.brandnews.com.br
A costa sudoeste do Golfo da Arábia foi freqüentada por comerciantes desde 3000 anos a.C, devido a sua proximidade a Mesopotâmia, local presumido do berço da civilização moderna. O abrigo proporcionado pelo “Creek” (uma entrada do mar que corta a cidade de Dubai) certamente foi aproveitado pelos comerciantes antes de passar pelo Estreito de Hormuz e entrar no mar aberto do Oceano Índico... e também pelos piratas que infestaram a região a ponto de ganhar o apelido “Costa dos Piratas”.
A colonização de Dubai começou em 1833 quando uma tribo de beduínos se deslocou de um oásis no interior para o litoral e se dividiu em duas partes, a maior indo para Abu Dhabi e a menor indo basear-se ao lado do “Creek” em Bur Dubai.

Durante o restante do séc. XIX, Bur Dubai não passou de um vilarejo de pescadores, mergulhadores de perolas e comerciantes beduínos, indianos e persas. Em 1892, os ingleses fizeram acordos com os sheikhs da região, levando ao título semi-oficial de “Trucial States”. Sheikh Maktoum de Dubai logo demonstrou o agora-lendário tino comercial de sua família oferecendo isenção de impostos para comerciantes que se basearam por lá; assim nasceu a Zona Franca de Dubai.
Na virada do século, o vilarejo havia se tornado uma cidade de 10.000 habitantes.
O colapso da indústria de pérolas em 1929 iniciou uma fase de declínio que somente foi revertida quando Sheikh Rashid substituiu seu pai em 1939 e dedicou-se a aumentar a importância de Dubai como principal centro comercial da região.
O petróleo foi descoberto em 1966 e a exportação começou em 1969. Em 1971, os sete emirados até então conhecidos como “Trucial States” formalizaram uma federação e adotaram o título “Emirados Árabes Unidos”. O resto é historia!
Com 140 andares já prontos (Julho de 2007) e crescendo a uma média de um andar a cada quatro dias, o colossal Burj Dubai está dentro do prazo estipulado para a sua meta de conclusão, em 2008. É uma façanha incrível, porém, controversa, de empenho humano, 3.000 trabalhadores trabalham arduamente dia e noite para cumprir o prazo de entrega da obra, a peça central do Downtown Project, cujo custo total é estimado em US$ 20 bilhões.
À medida que Dubai segue em frente com forca total na sua audaciosa aventura para construir a torre mais alta do mundo, a altura exata da estrutura final ainda é um segredo bem guardado. A maioria das previsões fixam a altura final em cerca de 810 metros de altura – substancialmente maior do que os atuais 509 metros da torre 101, em Taipei, e o design está sendo feito de uma maneira que, até certo ponto, eles podem continuar acrescentando andares caso seja necessário.
Projetado pelos arquitetos Skidmore, Owings e Merrill, de Chicago, o Burj Dubai compreende três seções fixadas ao redor de um núcleo central. O desenho em espiral se afina a medida que o prédio cresce, culminando em uma agulha que penetra os céus e que abrigará equipamento de comunicação. No interior, o Armani Hotel, 700 apartamentos particulares e escritórios. Haverá piscinas (incluindo uma ao ar livre no 78º andar – pasmem) e um mirante no 124º andar.
Para descobrir como se constrói o maior prédio do mundo em cima de areia (existe uma parábola sobre isso, não é?) Time Out colocou um capacete de construção e visitou o local de construção com Greg Sang, Diretor Assistente de Projeto, da Emaar. “Bem, para começar não é correto dizer que o prédio está construído sobre areia”, diz ele. “A camada de areia tem apenas cerca de um metro de profundidade e debaixo dessa camada há arenito”. A fundação nessa camada dura é surpreendente - 200 estacas são enterradas a uma profundidade de 50 metros e amarradas por uma laje de concreto armado com 3.7 metros de espessura, o que sustenta a super-estrutura. Isso é muito concreto. Na verdade, de acordo com os cientistas pesquisadores da Emaar, é o equivalente ao peso de 100.000 elefantes.
Construir a torre mais alta do mundo é um negócio potencialmente arriscado, mas Greg afirma que o Burj estará pronto para a pior das eventualidades. “Pensamos em tudo o que se pode imaginar”, diz Greg. “Nossos melhores projetistas, engenheiros de estrutura e arquitetos são de Chicago e estavam envolvidos em muitos dos estudos pós Set 11, então eles estão bastante informados quando se trata de uma evacuação. Na verdade, nós incorporamos muitas coisas que foram incluídas nos relatórios que saíram pós 11 de setembro ao desenho do prédio. Consideramos vários cenários diferentes. Foi projetado para durar pelo menos 100 anos e muitas coisas podem acontecer em 100 anos”.
Isso é verdade. Uma coisa que pode acontecer mais cedo ou mais tarde é que alguém talvez construa uma torre mais alta. O Kuwait e Bahrain já fizeram anúncios especulativos dizendo que eles pretendem superar o marco místico de 1.000 metros. O torre do Dubai Waterfront, de uma outra construtora, terá pelo menos 700 metros de altura e provavelmente será substancialmente mais alto. Isso seria um desastre para a Emaar? “Falar é fácil”, retruca Greg, confiantemente. “Nós somos os únicos que inovaram e começaram o projeto. Eu não tenho dúvidas de que em algum momento alguém vai aparecer e construir algo mais alto do que o Burj, mas por enquanto, nós iremos terminar e ter o título do prédio mais alto do mundo por vários anos”.
Então está resolvido. A torre mais alta do mundo – a maior edificação da história, de acordo com o letreiro apocalíptico preocupante na beira do local de construção, aqui em Dubai.
Para que não esqueçamos, Burj Dubai é apenas a peça central desse impressionante Downtown Project. Esse projeto de construção de 67km quadrados, inclui o maior shopping center do mundo, um centro de negócios, os apartamentos e canais da ‘cidade velha’. A contrutora Emaar promete um estilo de vida 24 horas e um burburinho no centro que é páreo para aquelas cidades antigas que se chamam Nova Iorque e Londres, porém, presumidamente uma versão limpa sem os ônibus da noite, traficantes e patrulhas da polícia. Quem sabe como vai ficar na análise final, mas vai ser deslumbrante proporcionalmente, muito caro e diferente de qualquer outra coisa no planeta. Bem ao estilo Dubai, na verdade.
Burj Dubai terá pelo menos 800 metros de altura. A ponta da agulha será visível a 60 milhas de distância. O projeto inteiro irá custar US$21 bilhões. Burj Dubai terá o elevador mais rápido do mundo – 40 mph de embrulhar o estômago. O sistema de água da torre fornecerá uma média de 946.000 litros por dia. A água da condensação que se formará do lado externo da torre será coletada e usada no paisagismo. Se fossem deitadas lado a lado, as barras de aço usadas no reforço da construção se estenderiam um quarto do caminho ao redor do mundo.
Dubai quer 15 milhões de visitantes por ano até 2010. A grande pergunta não é apenas como atraí-los, mas o que eles irão fazer uma vez que aterrisarem. Os desenvolvedores acham que têm a resposta. No meio do deserto eles estão construindo um parque temático sem comparação no planeta. Bem-vindos a Dubailand.
A foto do folheto lustroso que faz propaganda de Dubailand revela o que está por trás da ambição extraordinária de Dubai. Coloque os EAU (Emirados Árabes Unidos) no centro de um mapa e faça um círculo ao redor dele que englobe os destinos para os quais você pode voar em seis horas: a área resultante inclui o norte da África (quatro horas), o subcontinente Asiático (três), a Ásia Central (seis), e a Europa (seis). Isso é muita gente e muitos clientes potenciais para Dubai PLC. Mas o que farão ao chegarem, além de tomar banho de sol e fazer compras? Resposta: visitarão um parque temático gigante no meio do deserto, projetado para fazer com que os 15 milhões de visitantes anuais que Dubai espera atrair até 2010 voltem, querendo mais. Eles com certeza irão precisar fazer algumas visitas para vê-lo todo.
Eventualmente, Dubailand irá cobrir 9.144km quadrados e, nas palavras do folheto, irá conter ‘cinco mundos deslumbrantes: uma oportunidade impressionante’.
Attraction Worlds (Mundos de Atrações) custará US$ 2.5 bilhões e oferecerá parques temáticos, parques aquáticos e outras atrações para a família. Alguns destaques incluirão Dubai Sunny Mountain Ski Dome (Parque de neve Montanha Ensolarada, coberto por um cúpula), como se não fosse o bastante; várias montanhas-russas e atrações de dar medo; e a coisa mais preferida no mundo pela Time Out, Falcon City of Wonders (Cidade Falcão das Maravilhas). Este projeto com esse nome glorioso inclui réplicas de cinco maravilhas do mundo, mais o Hotel Torre Eiffel e as Pirâmides – completos com estacionamento no local.
Há rumores de que Dubai irá usar o Sports and Outdoor World (Mundo dos Esportes e Atividades ao Ar Livre) para lançar a sua campanha para sediar as Olimpíadas de 2020. O clima provavelmente será o maior obstáculo impedindo que eles levem a tocha, mas as datas já foram mudadas antes e Dubai certamente terá as instalações: quatro estádios de tamanho gigante, mais quatro campos de golfe, três campos de pólo e um centro para esportes radicais são todos partes da zona de US$ 1.1 bilhões.
A criação do Ecotourism World (Mundo do Ecoturismo) é ligeiramente irônico, visto que Dubailand irá achatar 9,144km quadrados de deserto intocado, mas mesmo assim, espera-se que o museu interativo de ciência, parque safári e vegetação desértica sejam tanto educativos quanto divertidos.
Apesar de que se supõe que haverá algum debate a respeito da ética de se manter animais que não são nativos num ambiente tão extremo, espera-se que isso pelo menos leve ao fechamento do Dubai Zoo. No topo da lista das apostas bizarras (com a exceção de Falcon City) está Tropical Village (Aldeia Tropical), que contém ‘uma floresta úmida com diferentes espécies únicas, árvores, praias de areia, lagoas e cascatas’. Exatamente como Dubai irá criar ‘diferentes espécies únicas’ está além do que sabemos, mas estamos torcendo para que algum cientista maluco junte o DNA de um sapo com um cavalo, e crie um sapo-cavalo.
O Leisure and Vacation World (Mundo do Lazer e Férias) parece ser um pouco mais realista. Spas e tratamentos holísticos irão compor a série de spa resorts temáticos, incluindo o Thai Express Resort (Resort Tailandês Expresso) – sem comentários – o Indian Theme Resort (Resort Temático Indiano) e o Nubian Valley (Vale Núbio), que é modelado na antiga civilização rural egípcia.
Por último, mas de jeito nenhum menos importante, Downtown Retail & Entertainment World (Mundo do Varejo e Entretenimento no Centro) oferece outro projeto preferido pela Time Out: Restless Planet (Planeta Inquieto) – uma atração ao estilo Parque Jurássico caracterizado por ‘réplicas animadas de dinossauros num ambiente realista’. ‘Você pode se perguntar se a possibilidade de se usar dinossauros reais não foi proposta em algum momento da fase de planejamento. Mall of Arabia (Shopping Center da Arábia) será outra proeza do tipo ‘maior do mundo’ realizada por Dubai, levando o prêmio por ser o maior shopping center no planeta. O projeto de 1,615 km. quadrados também terá um complexo de restaurantes, Teen World (Mundo dos Adolescentes) – provavelmente cheio de adolescentes fingindo estar entediados – e um Virtual Games World (Mundo dos Jogos Virtuais), presumidamente repleto de nerds de computador. Bem abençoados são os mansos esquisitos no Retail World (Mundo do Varejo).
Muitos projetos na cidade têm o rótulo clichê ‘uma-cidade-dentro-de-outra’, mas tendo visto o mero tamanho físico de Dubailand, o rótulo se aplica, sim. Contudo, o desenvolvimento ocorrerá em fases, apesar de que espera-se que tudo esteja bastante completo em algum momento entre 2015 e 2018, com o acréscimo de outros projetos ao longo do percurso.
Estima-se que o projeto custe cerca de US$ 21 bilhões. Ele terá duas vezes o tamanho do Walt Disney World Resort. Os planos originais foram aumentados em 50% depois da reação favorável do setor privado. A Great Dubai Wheel (Roda Gigante de Dubai) – a resposta da cidade ao London Eye (Roda Gigante de Londres) – será a maior roda de observação do mundo. Os rumores de que Dubailand terá a temperatura ao ar livre regulada, graças a um ar-condicionado de umidade, ainda não foram confirmados.
Entre o 1º e 3º século (d.C.), a parte sul de Oman era uma das regiões mais ricas do mundo, devido ao comércio de seu incenso, considerado o mais puro do mundo.
A localização de Oman nas rotas mais importantes do comercio mundial, entre África, Ásia e Europa garantiu a sua importância estratégica aos portugueses que chegaram lá em 1507 com as viagens dos exploradores Vasco da Gama à procura do caminho para a Índia, e de Afonso de Albuquerque, com a conquista portuguesa de Goa, (1510) e Malacca (1511).
Muscat, na época, era uma cidade localizada numa pequena, porém bem protegida baia com duas antigas fortificações. As fundações destas fortificações foram aproveitadas pelos portugueses para construir as fortalezas Mirani e Jalali, ainda existentes.
Enquanto se caminha pela parte antiga da cidade, tendo a vista as torres dos fortes de Mirani e Jalali (São João) e, por extensão o Palácio Qasr al Alam, do Sultão Qaboos bin Said, somos levados a pensar na presença portuguesa ali e, em quase todo o lugar que estivesse no caminho dos mares que conduzia a Coroa Lusitana, no rastro de seus interesses mercantis, desde a faixa da Península Ibérica até as mais remotas partes da Ásia Ocidental.
Os portugueses somente se interessaram em ocupar partes estratégicas da costa e nunca tiveram intenções de controlar o interior do país. Conseqüentemente, os Omanis do interior conseguiram expulsar os portugueses em 1650. Esta data é considerada como início da independência do país, fazendo Oman o mais antigo estado independente da região.
Com a vitória dos Omanis sobre os Portugueses em Muscat, a frota da Marinha Omani foi atrás dos portugueses na Costa Leste da África. Os venceram em Zanzibar e Pemba e, em 1668, uma grande parte da costa já estava sob o controle do Sultão de Oman. Em 1698, após manter os portugueses cercados em Mombasa durante dois anos, os Omanis finalmente os expulsaram de vez da costa inteira (até a fronteira com Moçambique).
Os Omanis efetivamente dominaram a Costa Leste da África (a parte que pertence hoje a Somália, Quênia e Tanzânia) a partir de 1698 – sempre com ajuda dos Britânicos com quais os Omanis assinaram diversos tratados, obtendo proteção em troca da garantia das rotas do comércio dos britânicos na região.
O Sultão de Oman chegou a transferir a Capital do Oman de Muscat para Zanzibar em 1840, virando Sultão de Zanzibar e Oman, em reconhecimento da crescente importância de Zanzibar e o declínio do poder de Oman. Porém, em pouco tempo começaram brigas pelo poder entre familiares do Sultão, aumentando a probabilidade de uma Guerra Civil entre Zanzibar e Oman. O Sultão resolveu solicitar a arbitração dos Britânicos que, preocupados em manter a paz na região, declararam a separação dos dois países em 1861. Assim a presença dos Omanis no Leste da África terminou após quase 200 anos e o país de Oman mergulhou numa era, que duraria nada menos de 110 anos, de isolação quase total do resto do mundo.
Durante todo este tempo, o país de Oman vivia as vezes unido e as vezes dividido entre a parte costeira, Muscat, e o interior, Oman, dependendo da estima do Sultão de Muscat da época. O interior chegou a ter seu próprio soberano, o Iman.
O pai do Sultão atual, que assumiu em 1938, conseguiu se impor no interior (com a ajuda dos britânicos que queriam garantir estabilidade política na região), mas manteve o país isolado. Em 1965, o povo do estado de Dhofar, no interior, iniciou uma rebelião com apoio do governo do Iêmen do Sul e a recusa do Sultão de utilizar as receitas da exportação de petróleo para enfrentar a rebelião, levou seu filho - o atual Sultão Qaboos bin Said, na época com somente 30 anos de idade – a liderar um golpe pacífico em 1970 e tomar o lugar do seu pai.
Beneficiado com educação no exterior e com visões bem diferentes para o futuro de seu país, com a aplicação da renda da exportação de petróleo para o benefício do seu povo, Sultão Qaboos tirou Oman do isolamento e virou um líder forte e, ao mesmo tempo, benigno.
Em 38 anos, Sultão Qaboos transformou Oman num país moderno, porém com preocupação em preservar as antigas tradições. Muscat foi recentemente votada uma das três cidades mais limpas do mundo (ao lado de Cingapura e a cidade capital de Brunei).
Fonte: www.happydayturismo.com.br